Powers Boothe (1948 – 2017)
Morreu o veterano ator Powers Boothe, um dos grandes vilões do cinema e da TV, que enfrentou Jean-Claude Van Damme, Superman e os Agentes da SHIELD. Ele morreu em casa, em Los Angeles, aos 68 anos, de causas naturais enquanto dormia. Boothe, que cresceu em uma fazenda no Texas, começou sua carreira de ator no teatro, em uma série de produções shakespearianas, e foi fazer sua estréia na Broadway no final dos anos 1970. Por coincidência, foi como um ator numa peça de Shakespeare que ele apareceu pela primeira vez no cinema, durante uma sequência do romance clássico “A Garota do Adeus” (1977), de Herbert Ross. Também teve um pequeno papel em “Parceiros da Noite” (1980), de William Friedkin, antes de se voltar para a TV. Ele conquistou o primeiro reconhecimento da carreira ainda em 1980, ao interpretar seu maior vilão: Jim Jones, o líder de uma seita suicida, no telefilme baseado na tragédia real da morte de seus seguidores. Boothe venceu o Emmy de Melhor Ator pela produção, exibida no Brasil como “Jim Jones: O Pastor do Diabo”. A repercussão do prêmio o levou a conquistar papéis importantes em filmes cultuados, como “O Confronto Final” (1981), de Walter Hill, “Amanhecer Violento” (1984), de John Milius, e “A Floresta de Esmeraldas” (1985), de John Boorman. Este último foi filmado no Brasil, ocasião em que Boothe contracenou com vários atores brasileiros, como Dira Paes e Gracindo Júnior. Paralelamente, ele continuou desenvolvendo trabalhos na TV, como uma série em que encarnava o célebre detetive noir Phillip Marlowe – vivido por Humphrey Bogart no cinema. Sua filmografia ainda destaca os últimos filmes de ação violenta à moda antiga, antes do gênero virar pastiche de si mesmo e passar a alimentar o mercado de vídeo. Em ótimos passatempos da época, enfrentou Nick Nolte como rei do crime em “O Limite da Traição” (1987), foi parceiro do falecido Brandon Lee como policial incorruptível em “Rajada de Fogo” (1992) e cultivou o extremo da canastrice como terrorista em “Morte Súbita” (1995), no qual lutou contra Jean-Claude Van Damme. Graças à voz grave e presença intimidadora, acabou consolidando um perfil de intérprete de malvadões, que explorou de forma caricatural em “Sin City” (2005) e sua sequência de 2014. E também como dublador dos supervilões dos quadrinhos Gorila Grodd, em duas séries animadas da “Liga da Justiça”, e Lex Luthor, no longa animado “Superman: Brainiac Ataca” (2006). Ao mesmo tempo, mostrou versatilidade ao ingressar em diferentes gêneros, como o western em “Tombstone – A Justiça Está Chegando” (1993), o romance em “Céu Azul” (1994) e o drama histórico em “Nixon” (1995), de Oliver Stone. Sua presença também engrandeceu séries premiadas. Um de seus papéis mais memoráveis foi como o implacável dono de saloon Cy Tolliver na melhor série já feita sobre o Velho Oeste, “Deadwood” (2004-2006). Viveu ainda o perigoso vice-presidente dos EUA Noah Daniels na série “24 Horas” e no telefilme “24 Horas: A Redenção” (2008), o juiz Valentine “Wall” Hatfield na premiada minissérie “Hatfields & McCoys” (2012), o pai de Connie Britton em “Nashville” (de 2012 a 2014) e o vilão Gideon Malick na temporada passada de “Agents of SHIELD”, papel também vislumbrado no filme “Os Vingadores” (2012).
Jimmy Kimmel voltará a apresentar o Oscar em 2018
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta terça-feira (16/5) que o apresentador Jimmy Kimmel voltará a apresentar a cerimônia do Oscar em 2018. Será a segunda vez seguida em que o comediante comandará a premiação, apesar de ter dito, brincando, após a confusão do Oscar 2017, que nunca mais seria convidado novamente. A 90ª edição do Oscar também ganhou data. Ela vai acontecer no dia 4 de março de 2018. Um dos principais apresentadores de talk shows da televisão dos EUA, ele está à frente do “Jimmy Kimmel Live!” desde 2003. Além de apresentar o Oscar no ano passado, Kimmel também já esteve à frente de duas edições do Emmy, em 2012 e em 2016.
Claudia Alencar revela estupro durante a ditadura e 25 anos de assédio na Globo
A atriz Claudia Alencar fez um longo desabafo numa entrevista com o UOL, em que revelou a parte negativa de sua trajetória, com diversos abusos sofridos. Ainda pequena, ela apanhava do pai, e quando virou estudante na Escola de Comunicação e Artes da USP, a jovem aspirante a atriz foi estuprada. “Eu fazia teatro de protesto na rua, nas universidades e alguns espaços públicos (…) Fui muito violentada nos Anos de Chumbo, na Ditadura Militar. Depois disso, achava que nenhum assédio poderia mais me abalar, poderia me derrubar. Me enganei. Foram dez anos dizendo ‘não’ a diretores e produtores porque eu queria um papel bom sem barganhar uma noite de sexo”, conta a atriz. Na entrevista, ela nomeia apenas uma pessoa, mas de forma positiva. Claudia já tinha feito filmes e novelas na rede Bandeirantes quando conseguiu um papel na novela “Roda de Fogo” (1986), apoiada pelo seu professor universitário, autor da trama, Lauro César Muniz, a quem é grata. Depois disso, toda a participação em projetos da Globo passou a prever algo mais. “Fui chamada várias vezes para fazer testes e eles até começavam mesmo com as leituras de texto, mas terminavam com uma proposta de um jantar ou de um encontro em um lugar mais reservado. Cada vez que isso acontecia, eu saía arrasada, frustrada e me sentindo violentada porque eu tinha certeza que era boa atriz com condições para entrar e ficar entre as estrelas da casa”, desabafou. Interpretando papeis sensuais, Claudia conta que o assédio aumentou. “Era diretor, ator, produtor, apresentador e empresário que vinham com aquele joguinho de sedução. Tive um colega de cena que me perturbou meses e, quando um dia eu cansei do cerco e dei um fora definitivo, ele passou a me perseguir, me humilhar na frente dos outros colegas. Ninguém me defendeu. Daí eu percebi que se eu quisesse continuar trabalhando, teria que fingir que nada acontecia e foi o que eu fiz durante uns 25 anos.”, declarou a atriz. Após ver a repercussão recente de denúncias de assédio no meio artístico, ela diz não se surpreender. “Sei de muitas profissionais que passaram o pão que o diabo amassou. Acho corajoso essas meninas falarem, darem os nomes, apontarem os dedos. É heroico, é encorajador e um alerta também para os homens: atitudes machistas estão com os dias contados. Não fiz lá atrás por medo, mas apoio incondicionalmente quem faz isso agora”, finalizou Claudia. Hoje com 56 anos, ela continua fazendo filmes, como “Um Suburbano Sortudo” (2015) e o vindouro “Talvez Uma História de Amor”, e fez uma participação recente na novela “Rock Story”, ainda sexy no papel de uma “predadora”.
Jim Parsons se casa com companheiro de 14 anos
O ator Jim Parsons, que interpreta o personagem Sheldon na série “The Big Bang Theory”, casou-se oficialmente com o designer gráfico Todd Spiewak neste domingo, em Nova York, nos Estados Unidos. Os dois estavam juntos há 14 anos. O casamento aconteceu no famoso restaurante Rainbow Room, ponto turístico e cenário de diversos eventos luxuosos da cidade americana. O astro divulgou uma foto da cerimônia em sua conta no Instagram. Nela, aparece de mãos dadas com o companheiro e avisa: “Mais fotos por vir”. Em seguida, ele postou imagens da recepção, em que o casal tem sua primeira dança oficial como recém-casados – em ternos luxuosos de Tom Ford. Parsons já havia declarado seu amor por Spiewak na mesma rede social, ao descrevê-lo como “a melhor coisa” que havia acontecido em sua vida, no aniversário de 14 anos do relacionamento. Fãs do ator aproveitaram a oportunidade para deixar mensagens parabenizando o casal. Veja abaixo. 5.13.17 ❤️Rainbow Room, NYC ? by @ambergressphotography ? by @melissamcneeley ???by @doan_ly (more pics to come) Uma publicação compartilhada por Jim Parsons (@therealjimparsons) em Mai 15, 2017 às 5:15 PDT Reception, first dance… (have to say thank you to #anniepsaltaris who was supposed to just be a guest but worked really hard to help us get the @tomford tuxes we loved so much AND she tied the bow ties of several guests that night. Annie is a champ and we love her ❤️) photos by @ambergressphotography (why can't I figure out how to tag @melissamcneeley and @doan_ly ??? Oh yeah, cuz I'm old. ?) Uma publicação compartilhada por Jim Parsons (@therealjimparsons) em Mai 15, 2017 às 8:48 PDT
Presidente do México responde apelo de Leonardo DiCaprio para salvar animal ameaçado de extinção
Uma campanha de Leonardo DiCaprio para salvar um animal marinho da extinção rendeu engajamento do presidente do México, Enrique Peña Nieto. O político escreveu a DiCaprio pelo Twitter para assegurar ao ator que seu governo está adotando medidas para proteger a vaquita, uma espécie rara de toninha que está à beira da extinção nas águas mexicanas do Golfo da Califórnia. Na quarta-feira (10/5), DiCaprio pedira a seus 17,5 milhões de seguidores no Twitter que apoiassem uma campanha online da entidade World Wildlife Fund para exortar o presidente mexicano a “adotar uma ação firme agora” para salvar a vaquita. As populações de vaquita diminuíram consideravelmente nos últimos anos devido à pesca de camarão e totoaba, uma iguaria popular na Ásia. O animal tem sido vítima de redes de arrasto, que não distinguem o que pescam, o que tem provocado uma preocupação crescente em todo o mundo. Na noite de quinta-feira, Peña Nieto tuitou em inglês defendendo o empenho de seu governo pela vaquita, dirigindo-se diretamente ao ator com sua primeira postagem. “Saúdo a preocupação de @LeoDiCaprio e da @World_Wildlife em relação à Vaquita Marina”, escreveu. “O @México está concentrando todos seus esforços para evitar a extinção desta espécie”, disse, antes de postar mais cinco tuítes, todos em inglês, para chamar atenção para o que seu país vem fazendo. O México impôs uma proibição de pesca com rede de arrasto de dois anos no habitat da vaquita em 2015, prorrogando a medida no início deste ano. Críticos se queixam de que a proibição precisa ser mais bem aplicada. O Viva Vaquita, um grupo dedicado a salvar a toninha, diz em seu site que a população de vaquita foi estimada em menos de 50 animais vivos em janeiro de 2017. The vaquita is the most endangered marine mammal in the world. Join me + @World_Wildlife and take action. https://t.co/sB80PCeTG9 pic.twitter.com/UQMomVkvlC — Leonardo DiCaprio (@LeoDiCaprio) 11 de maio de 2017 I welcome @LeoDiCaprio and @World_Wildlife 's concern regarding the Vaquita Marina. — Enrique Peña Nieto (@EPN) 12 de maio de 2017 .@Mexico has focused all its efforts to prevent the extinction of this species. — Enrique Peña Nieto (@EPN) 12 de maio de 2017 Our government has also extended the protection zone to a surface three times larger than the original. — Enrique Peña Nieto (@EPN) 12 de maio de 2017 .@SEMAR_mx -Mexico's Navy- has more than 300 marines, 15 boats and unmanned aircraft systems watching over this area. — Enrique Peña Nieto (@EPN) 12 de maio de 2017 Mexico's government is making a major effort, doing what should have been done decades ago to save the Vaquita Marina. — Enrique Peña Nieto (@EPN) 12 de maio de 2017 Visit https://t.co/yhTPVC4sby to learn more about Mexico's efforts to protect the Vaquita. — Enrique Peña Nieto (@EPN) 12 de maio de 2017
Ladrões roubam manuscrito de J.K. Rowling com história inédita do pai de Harry Potter
Um cartão com uma história de 800 palavras manuscritas por J.K. Rowling, criadora de Harry Potter, foi roubado na Inglaterra em abril, e comunicado à polícia britânica apenas nesta sexta-feira (12/5). O texto inédito conta uma história passada três anos antes do nascimento de Harry Potter. Ele narra o encontro de Sirius Black e James Potter, o pai de Harry. No texto, os dois jovens são encontrados por dois policiais furiosos no final de uma corrida de motocicleta de alta velocidade. Depois de uma conversa com os policiais, os dois adolescentes fogem usando um truque de magia. A saga de Harry Potter foi dividida em sete livros originais e teve mais de 450 milhões de cópias vendidas em todo o mundo em 79 idiomas. No cinema, a franquia rendeu oito filmes e arrecadou mais de US$ 7 bilhões em todo o mundo. O manuscrito foi leiloado em 2008 e a renda foi doada à English PEN, uma organização que defende a liberdade de expressão. Na ocasião, o cartão foi vendido por 25 mil libras (32,1 mil no câmbio atual, cerca de R$ 130 mil). Os policiais informaram ainda que, além do manuscrito, também foram roubadas joias da propriedade. As autoridades não disseram porque o roubo só foi comunicado agora, quase três semanas depois de ocorrido. Mas pedem ajuda aos fãs de Harry Potter para localizar os ladrões. A autora J.K. Rowling compartilhou o apelo da polícia e postou no Twitter um pedido para que as pessoas não comprem o material roubado. “Por favor, não compre isto se te oferecerem. Originalmente leiloado para @englishpen”, escreveu. PLEASE DON'T BUY THIS IF YOU'RE OFFERED IT. Originally auctioned for @englishpen, the owner supported writers' freedoms by bidding for it. https://t.co/ljEQyyj9yY — J.K. Rowling (@jk_rowling) May 12, 2017 We are asking #HarryPotter fans to help share our appeal after a rare Harry Potter prequel by @jk_rowling was stolen https://t.co/NLH79kAoLf — West Midlands Police (@WMPolice) May 12, 2017
Casal da série Revenge revela noivado na vida real
O casal da série “Revenge” está noivo na vida real. A atriz Emily VanCamp revelou na quinta-feira (11/5) que está noiva do ator Josh Bowman. Na série, os personagens dos dois chegaram a se casar, mas tudo fazia parte de um plano de vingança de Emily (a personagem, que tinha o mesmo nome da atriz). Enquanto faziam cenas românticas, os dois atores se apaixonaram na vida real. Segundo a revista Us Weekly, eles estão juntos desde o início de 2012. O noivado foi divulgado no Instagram por meio de uma imagem de Emily, que tapa os olhos mostrando um grande anel de noivado na sua mão esquerda. Na legenda, um coração. Veja abaixo. Emily vai voltar à TV na próxima temporada. O piloto de série médica em que trabalhava, “The Resident”, recebeu encomenda de temporada na rede Fox. Já Josh Bowman segue caminho oposto, com o cancelamento de “Time After Time”, que ele estrelava como o famoso serial killer Jack, o Estripador. ❤️ Uma publicação compartilhada por Emily VanCamp (@emilyvancamp) em Mai 11, 2017 às 12:54 PDT
Michael Parks (1940 – 2017)
Morreu o ator americano Michael Parks, que era figura constante nos filmes do cineasta Quentin Tarantino. Ele faleceu nesta quarta-feira (10/5) aos 77 anos. Parks nasceu em abril de 1940, na Califórnia, e começou sua carreira no começo dos anos 1960, aparecendo nas séries “Os Intocáveis”, “Gunsmoke”, “Perry Mason” e “Rota 66”, entre outras. Ele estreou no cinema como um jovem rebelde em dois filmes cultuados de 1965, “Na Voragem do Amor” e “Vítima de um Pecado”, pelos quais chegou a ser comparado a James Dean. E até mesmo trabalhou com o diretor John Huston no clássico “A Bíblia” (1966), em que tinha o papel de Adão. Foi ainda um estudante de arte arrogante em “O Ídolo Caído” (1966) e um hippie em “Acontece Cada Coisa” (1967), antes da carreira cinematográfica estagnar. Voltando-se para a TV, acabou estrelando sua primeira série, “Then Came Bronson”, como o repórter desiludido Jim Bronson, que pega a estrada em sua Harley Davidson para se encontrar. A série durou apenas uma temporada, exibida entre 1969 e 1970, mas marcou o jovem Quentin Tarantino, que a descreveu como “a atuação mais naturalista que eu já vi em um programa de TV”. Na época do cancelamento, houve boatos de que uma disputa contratual com a Universal lhe rendeu a fama de ser um ator difícil, o que teria impedido sua carreira de deslanchar, sendo evitado pelos grandes estúdios. Mesmo assim, ele seguiu alternando participações em séries e filmes. Entre as curiosidades dessa filmografia intermediária, destacam-se dois longas de ação de Andrew V. McLaglen com grande elenco, “Missão: Assassinar Hitler” (1979) e “Resgate Suicida” (1980), o thriller “Tocaia no Deserto” (1988) em que fazia parceria com uma policial lésbica, vivida por Denise Crosby, e o terror “A Praia do Pesadelo” (1989), sobre um serial killer motoqueiro que atacava garotas de biquíni, com direção do lendário Umberto Lenzi (“Canibal Ferox”). Mas o renascimento de sua carreira aconteceu pela TV, como o principal antagonista da 2ª temporada de “Twin Peaks”, no papel de Jean Renault, um criminoso charmoso, envolvido em diversas falcatruas da série, que acabava morto pelo protagonista. Logo após este destaque, o diretor Robert Rodriguez o escalou em “Um Drink no Inferno” (1995), filme escrito e coestrelado por Quentin Tarantino, e ambos os cineastas se viram hipnotizados por sua performance como o policial Earl McGraw, à caça de criminosos em fuga, rumo a um desfecho de filme de terror sobrenatural. “Ele sempre foi considerado o ator que deveria substituir James Dean quando James Dean morreu, e seu naturalismo foi incrível de assistir”, chegou a dizer Rodriguez. Quentin Tarantino criou uma continuidade pouco comentada entre “Um Drink no Inferno” e “Kill Bill” (2003), ao escalar Parks no mesmo papel, nos dois volumes de seu thriller de lutas marciais. Além disso, Rodriguez e Tarantino utilizaram o personagem Earl McGraw para estabelecer um universo compartilhado entre seus filmes do projeto “Grindhouse” de 2007, “Planeta Terror” e “À Prova de Morte”. Parks foi, na prática, o responsável por conectar os diferentes filmes do universo cinematográfico de Tarantino. Ele ainda participou de “Django Livre” (2012), de Tarantino, seu segundo western indicado ao Oscar, após se destacar em “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (2007). Entre um e outro, encontrou outro fã cineasta, Kevin Smith, que o escalou como o líder homofóbico de uma seita religiosa, no polêmico thriller “Seita Mortal” (2011), e como um louco sádico, que transforma cirurgicamente um homem numa morsa, em “Tusk” (2014). Graças à sua interpretação em “Seita Mortal”, Parks ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema Fantástico de Sitges, na Espanha, em 2011. Em um tributo no Instagram, Kevin Smith acrescentou: “Ele elevou qualquer filme ou programa de TV em que esteve e elevou cada diretor para quem atuou. Eu foi tão… abençoado por ter trabalhado com esse gênio de boa-fé”. Entre seus últimos trabalhos, incluem-se ainda o vencedor do Oscar “Argo” (2012), o elogiado terror canibal “Somos o Que Somos” (2013) e o thriller “Herança de Sangue” (2016), com Mel Gibson.
Nelson Xavier (1941 – 2017)
Grande ator brasileiro, Nelson Xavier morreu na madrugada desta quarta-feira (10/5) aos 75 anos, em Uberlândia, Minas Gerais. Ele vinha fazendo tratamento de um câncer em uma clínica na cidade e faleceu após o agravamento de uma doença pulmonar. Na ocasião do falecimento, estava acompanhado por amigos e familiares. Nelson Agostini Xavier nasceu em São Paulo, em 30 de agosto de 1941. Em mais de cinco décadas de carreira, marcou época na TV e no cinema, especialmente nos papéis de Lampião e Chico Xavier – que lhe renderam experiências quase transcendentais, conforme costumava dizer. Mas a carreira começou no teatro, ainda nos anos 1950. Ele participou do Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos de artes cênicas de seu tempo, atuando em peças históricas, como “Eles Não Usam Black-Tie” (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, “Chapetuba Futebol Clube” (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, “Gente como a Gente” (1959), de Roberto Freire, e “Julgamento em Novo Sol” (1962), de Augusto Boal. Com o golpe militar de 1964, a ditadura passou a censurar o tipo de teatro político que ele desenvolvia. Isto o levou a buscar outras vias de expressão. Ao começar a fazer TV, chegou a acreditar que sua timidez não lhe permitiria sucesso. “Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia”, ele contou ao site Memória Globo. Sua primeira participação na Globo foi como o personagem Zorba, na novela “Sangue e Areia” (1967), de Janete Clair. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma carreira prolífica no cinema. Fez mais de 20 filmes até o fim da ditadura, no começo dos anos 1980, entre eles os clássicos “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra, “A Falecida” (1965), de Leon Hirszman, “O ABC do Amor” (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto, “É Simonal” (1970) e “A Culpa” (1972), de Domingos de Oliveira, “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), de Hugo Carvana, o blockbuster “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto, “A Queda” (1978), que co-escreveu e co-dirigiu com Ruy Guerra, vencendo um Urso de Prata no Festival de Berlim, e a versão cinematográfica de “Eles Não Usam Black-Tie” (1981). Nessa época, também foi jornalista. Com o diretor Eduardo Coutinho, trabalhou como revisor na revista Visão, onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro. Seis anos após estrear na TV, conseguiu seu primeiro grande papel, em “João da Silva” (1973). Mas foi apenas em 1982 que sua carreira televisiva decolou, ao estrelar a primeira minissérie da Globo, “Lampião e Maria Bonita”, dirigida por Paulo Afonso Grisolli e baseada nos últimos seis meses de vida do mais lendário criminoso da história do Brasil, Virgulino Ferreira da Silva, e seu grande amor trágico. A adaptação reimaginava Lampião e Maria Bonita como Bonnie e Clyde tropicais. O desempenho brilhante o consagrou como o melhor intérprete do líder do cangaço já visto em qualquer tela, a figura definitiva de um personagem icônico, a ponto de levar o personagem ao cinema, estrelando logo em seguida a comédia “O Cangaceiro Trapalhão” (1983) com os Trapalhões. Nelson também participou das minisséries “Tenda dos Milagres” (1985) e “O Pagador de Promessas” (1988), textos famosos que já tinham sido levados ao cinema. E fez diversas novelas, entre elas “Sol de Verão” (1982), “Voltei pra Você” (1983), “Riacho Doce” (1990), “Pedra sobre Pedra” (1992), “Renascer” (1993), “Irmãos Coragem” (1995), “Anjo Mau” (1997), “Senhora do Destino” (2004) e “Babilônia” (2015). Seu prestígio o levou a trabalhar em produções de Hollywood, integrando os elencos de “Luar Sobre Parador” (1988), de Paul Mazursky, comédia sobre uma republiqueta de bananas, estrelada por Sonia Braga, Richard Dreyfuss e Raul Julia, e “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), de Hector Babenco, drama passado na Amazônia, com Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah e Kathy Bates. Apesar da visibilidade conseguida na TV, as novelas invariavelmente o escalavam para viver coadjuvantes, ainda que marcantes. Por isso, nunca negligenciou o cinema, construindo uma filmografia eclética, que não parou de acrescentar filmes importantes, como “Lamarca” (1994), “O Testamento do Senhor Napumoceno” (1997), “Narradores de Javé” (2003) e “Sonhos Roubados” (2009). Na tela grande, alternou seus coadjuvantes com papéis de protagonista, que lhe renderam muitos prêmios e reconhecimento da crítica. Quando muitos já considerariam a aposentadoria, Nelson atingiu novos picos de popularidade ao estrelar “Chico Xavier” (2010), cinebiografia do médium mineiro dirigida por Daniel Filho. Fenômeno de bilheteria, o longa acabou se tornando o mais importante de sua carreira. “Finalmente fiz o meu maior papel. Fui invadido por uma onda de amor tão forte, tão intensa, que levava às lágrimas”, afirmou à imprensa na época do lançamento do filme. “Nenhum dos personagens que fiz mudou minha vida. O Chico fez uma revolução”. Assim como acontecera com Lampião, três décadas antes, o ator se tornou tão identificado com o papel que o retomou em outro filme, “As Mães de Chico Xavier” (2011). O reconhecimento da comunidade espírita lhe rendeu ainda participação em “O Filme dos Espíritos” (2011), enquanto a Globo tratou de escalá-lo como um guru na novela “Joia Rara” (2013). Muito ativo no fim da vida, Nelson voltou a trabalhar com um diretor estrangeiro em “Trash: A Esperança Vem do Lixo” (2014), filmado no Rio pelo inglês Stephen Daldry, e estrelou “A Despedida” (2014), de Marcelo Galvão, como amante de Juliana Paes. O desempenho dramático deste filme lhe rendeu o troféu de Melhor Ator no Festival de Gramado, além de prêmios internacionais. Ele ainda fez “A Floresta Que Se Move” (2015), o papel-título de “Rondon, o Desbravador” (2016) e “Comeback”, que estreia dia 25 nos cinemas brasileiros. Em seu último papel, viveu um matador que não consegue se aposentar. O nome do personagem é Amador. Mas Nelson foi um profissional como poucos. Tanto que foi premiado pelo desempenho derradeiro: Melhor Ator no Festival do Rio do ano passado. Melhor Ator até o último trabalho. O ator deixa a mulher, a também atriz Via Negromonte, e quatro filhos. Em seu Facebook, a filha Tereza fez a melhor definição da passagem do pai. “Ele virou um planeta. Estrela ele já era. Fez tudo o que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre”.
Mary Tsoni (1987 – 2017)
A atriz grega Mary Tsoni, que se tornou conhecida ao estrelar o cultuado drama “Dente Canino” (2009), foi encontrada morta no apartamento onde morava em Atenas. Ela tinha apenas 30 anos e a causa da morte só será revelada após a realização de uma autópsia, informaram as autoridades. Segundo a imprensa grega, ela sofria de depressão profunda. “Dente Canino” foi uma sensação no circuito dos festivais e recebeu indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O sucesso projetou a carreira do diretor Yorgos Lanthimos, que neste ano voltou a disputar o Oscar, mas na categoria de Melhor Roteiro Original por “O Lagosta”, sua estreia na língua inglesa. O filme de 2009 contava a história bizarra de um pai que criou os três filhos como se fossem cachorros, vivendo enclausurados em sua casa, tendo apenas o quintal para brincar na periferia de uma cidade. A casa é isolada por uma alta cerca que os filhos nunca podem ultrapassar e que os mantém isolados do mundo externo. Mary Tsoni vivia a filha mais nova e recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sarajevo. Em sua curta carreira, a atriz também estrelou dois filmes da franquia de zumbis “Evil” (To Kako) e mais dois longas, o pseudo-documentário “Atherapy” e o drama “The Fruit Trees of Athens” (Ta Oporofora tis Athinas), ambos em 2010 e todos inéditos no Brasil. Ela não filmava há sete anos.
Stanley Weston (1933 – 2017)
Morreu Stanley Weston, inventor dos bonequinhos “G.I. Joe” e cocriador dos “Thundercats”. Ele faleceu em 1 de maio, em Los Angeles, aos 84 anos. A notícia foi confirmada por sua filha, Cindy Winebaum. Nascido no Brooklyn, em Nova York, em 1933, Weston serviu o exército no fim da guerra da Coreia e, ao voltar, foi trabalhar na agência de publicidade McCann Erickson. Foi lá que se interessou pela indústria do merchandising e licenciamento e, inspirado pelas bonecas Barbie, decidiu explorar este mercado ao notar que muitos meninos brincavam com os bonecos do Ken. Foi assim que, em 1963, ele inventou as bonecas para meninos, denominadas como action figure. Para deixar claro que não era “frescura”, o lançamento aconteceu com bonecos vestidos em farda militar. Os brinquedos foram batizados de “G.I. Joe” e o mercado de produtos infantis nunca mais foi o mesmo. Lançada pela Hasbro, a linha de produtos “G.I. Joe” se tornou uma das marcas de brinquedos mais bem sucedidas da história, dando origem a programas de TV e filmes. O primeiro “G.I. Joe” começou a ser vendido no Natal de 1964, custando US$ 4 e tendo 30 cm de altura. Ele levou 12 anos para chegar ao Brasil, onde surgiu com o nome de “Falcon” em 1978. A partir de 1982, a coleção nacional foi rebatizada para “Comandos em Ação” e passou a seguir o novo padrão dos bonecos americanos, com 10 cm de altura. Em 1980, Weston ajudou a criar os “Thundercats”, que também se tornou um fenômeno da animação. Pioneiro do merchandising e da representação comercial, Weston ainda representou a Nintendo, a World Wrestling Federation, além de séries como “As Panteras” e “Alf, o ETeimoso”.
Trailer de Blade Runner 2049 ressuscita a marca Atari
Além do visual futurista, o trailer de “Blade Runner 2049”, lançado na segunda-feira (8/5), chamou atenção por um detalhe nostálgico: um enorme logotipo da Atari, exibido com destaque durante os primeiros segundos. Principal empresa de videogames dos anos 1970, a Atari entrou em decadência no ano seguinte ao lançamento do “Blade Runner” original e nunca mais se recuperou. Mas em 1982, quando Rick Deckard ainda caçava androides, parecia que a companhia se tornaria uma das maiores do mundo. Por isso, o futuro imaginado por “Blade Runner” incluía várias referências à Atari em sua cenografia, que a primeira prévia da continuação extrapola ainda mais, mostrando a onipresença da empresa no ano de 2049. A citação pode ser simples nostalgia e uma forma de manter coesão com o filme dos anos 1980 – que na verdade se passava em 2019. Entretanto, outras empresas antigas citadas em “Blade Runner”, como PanAm e RCA, não ganharam a mesma homenagem. Pode-se alegar que a Atari pertencia à Warner, responsável pela franquia cinematográfica. Mas a companhia de games foi dividida e vendida em 1985. Parte destes direitos foram novamente revendidos em 1998 e 2000. E em 2013 o que sobrou da Atari pediu falência. Desde então, o negócio tenta se reerguer focando games online, ao estilo de cassinos. Ou seja, a Atari não morreu, apenas se tornou irrelevante. Para saber se o lançamento de “Blade Runner 2049” tem a ver com alguma estratégia comercial para reabilitar a marca, será necessário aguardar a estreia do filme, marcada para 5 de outubro no Brasil.
Atriz do remake de Planeta dos Macacos é presa por violência doméstica
A atriz Estella Warren, que ganhou projeção ao estrelar o remake de “Planeta dos Macacos” em 2001, com Mark Wahlberg, reapareceu na mídia. Mas não graças a um novo papel. De acordo com o site TMZ, ela foi presa por violência doméstica, após jogar uma embalagem com produtos de limpeza no namorado, durante uma briga. A confusão com o casal aconteceu no domingo (7/5), quando ela foi detida em Marina del Rey, em Los Angeles, na Califórnia. Estella, que também estrelou “Alta Velocidade” (2001), com Sylvester Stallone, foi liberada após pagar fiança de US$ 20 mil. A identidade do rapaz e o que motivou a briga, entretanto, permanecem em sigilo até o momento. O namorado da atriz chegou a recusar atendimento médico após o incidente. Não é a primeira vez que a moça tem de encarar a polícia: em 2001, ela foi detida por dirigir embriagada e resistir à prisão. A fiança, à época, foi de US$ 100 mil, mas a sentença foi contestada e chegou-se a um acordo de reabilitação por seis meses. Nos últimos anos, ela vinha estrelando diversos filmes B, inclusive uma versão trash de “A Bela e a Fera”, em 2009.












