Jared Martin (1941 – 2017)
Morreu o ator Jared Martin, que fez sucesso como galã na série “Dallas”. Ele faleceu na quarta (24/5) em sua casa na Filadélfia, vítima de câncer, aos 75 anos. Martin era colega de Brian De Palma, com quem estudou na Universidade de Columbia, e fez sua estreia como ator no primeiro filme do cineasta, “Murder à la Mod” (1968). Ele também fez uma pequena participação em “Festa de Casamento” (1969), que marcou a estreia de Robert De Niro, e na sci-fi clássica “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), inspiração da atual série da HBO. Mas sua carreira acabou voltada para a TV, onde participou de diversas séries clássicas, com destaque para a produção sci-fi “Viagem Fantástica” (1977), passada no triângulo das Bermudas, na qual tinha um dos papéis principais, e “Dallas”. Ele entrou na 3ª temporada da série dos magnatas do petróleo como o cowboy de rodeio Dusty Farlow, filho adotivo de um dos inimigos da família Ewing, que se torna interesse romântico de Sue Ellen Ewing (Linda Gray). Os planos originais previam uma participação em três episódios em 1979, antes que o personagem morresse num acidente de avião. Mas o desempenho de Martin fez tanto sucesso que os fãs pressionaram os produtores a ressuscitarem seu personagem, o que acabou acontecendo após pesquisas e apostas sugerirem que ele poderia ter forjado sua morte para evitar a suspeita de ter sido o responsável pela tentativa de assassinato de J.R. (Larry Hagman), o marido de Sue Ellen. Diante da popularidade do personagem, os produtores quebraram a cabeça e encontraram uma maneira de fazê-lo retornar. “Meu agente disse: ‘Prepare-se, eles vão trazer você de volta'”, lembrou Martin, numa entrevista dos anos 1990. “Eu disse: ‘Como, eu estou morto’. Meu agente diz: “Oh, isso é Hollywood, eles vão pensar em algo”. No final, não foi Dusty Farlow quem atirou em J.R. Acontece que Dusty tinha sobrevivido, mas seus ferimentos o tornaram impotente, paralisado da cintura para baixo e confinado a uma cadeira de rodas. “Ele acaba recuperando a saúde com a ajuda de uma mulher extremamente bonita, que era algo que a América queria ver na época, não me pergunte por quê”, disse Martin. “Então eu deixei de ser um ator de participação episódica em diversas produções para me tornar parte da série mais bem-sucedida e fabulosa já conhecida pela humanidade.” Dusty faria uma recuperação milagrosa e até mesmo retornaria ao circuito do rodeio. Mas quando isso aconteceu, Sue Ellen decidiu voltar para J.R., encerrando a participação de Martin na série em 1985. Ele ainda apareceu num episódio de 1991, antes de se aposentar da atuação e passar a se dedicar à Big Picture Alliance, uma organização sem fins lucrativos que ele criou para ensinar crianças da periferia a fazer cinema. No ano passado, ele próprio fez sua estreia como diretor, filmando o longa “The Congressman”, estrelado por Treat Williams.
Ben Stiller termina de casamento de 17 anos
Os atores Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”) e Christine Taylor (“A Família Sol, Lá, Si, Dó”) anunciaram que estão se separando, depois de 17 anos de casamento. O casal enviou um comunicado à imprensa confirmando a notícia e pedindo privacidade à sua família. “Com um tremendo amor e respeito um pelo outro, e os 17 anos que passamos juntos como casal, tomamos a decisão de nos separar. Nossa prioridade continuará sendo criar nossos filhos como pais devotados e amigos mais próximos. Pedimos que os meios de comunicação respeitem nossa privacidade neste momento”. Stiller e Taylor se casaram em 2000, e só depois foram trabalhar juntos pela primeira vez, em “Zoolander” (2001). Eles são pais de dois filhos: Ella, que nasceu em 2002, e Quinlin, que nasceu em 2005.
Homem é preso ao tentar matar intérprete de Power Rangers
O ator Jason David Frank, intérprete do Ranger Verde na série original dos “Power Rangers”, seria alvo de uma tentativa de assassinato durante uma convenção de fãs nos Estados Unidos. Um homem identificado como Matthew Sterling foi preso na Phoenix Comicon portando uma escopeta e quatro revólveres. A polícia de Phoenix encontrou em seu celular um alerta dizendo “matar Frank”. Além das armas de fogo, Sterling portava uma faca de combate, spray de pimenta e shurikens. No seu depoimento, ele disse que conseguiu passar pela checagem de armas da Comicon e chegar a um segundo andar porque dizia estar fantasiado como o Justiceiro da Marvel. A Phoenix Comicon, assim como a maioria das convenções nerds pelo mundo, proíbe cosplays com armas de verdade. A polícia chegou a Sterling porque ele começou a publicar fotos em rede social falando do seu plano, que incluía também assassinar qualquer oficial de polícia do local. Após a prisão do suspeito, Jason David Frank deu uma entrevista dizendo que isso não o impedirá de participar de novos eventos e, apesar do susto, está tudo bem.
Processo afirma que papel sensual de Amber Heard precipitou fim do casamento com Johnny Depp
O processo que os produtores do filme “London Fields” movem contra a atriz Amber Heard acusa o ator Johnny Depp de ser responsável por sua recusa em gravar cenas de nudez previstas em contrato. O jornal New York Post teve acesso ao processo, em que o produtor Christopher Hanley e sua esposa, a roteirista Roberta Handley, afirmam que a atriz teria aprovado participar das cenas mais ousados, mas mudado de ideia posteriormente, por causa do ciúme excessivo de Depp. Segundo o texto, as cenas de sexo foram decisivas para o término do casamento dos atores. “A natureza provocante da personagem de Heard foi definitiva para o divórcio de Depp”, afirma o documento. Para contornar a recusa da atriz, os produtores contrataram uma dublê de corpo, e a partir daí Amber teria feito tudo para impedir o lançamento do filme. Por conta disso, os pedem cerca de US$ 10 milhões de indenização pelo prejuízo causada pela recusa de Heard de filmar as cenas de sexo conforme estabelecidas em contrato, além de não ajudar na promoção do filme. Amber, porém, não foi a única contrariada pela decisão de incluir cenas com dublê de corpo após suas filmagens. O diretor do filme, Mathew Cullen, ficou possesso e ele também decidiu fazer seu próprio processo, desta vez contra o casal de produtores, por fraude, por terem incluído as sequências controversas na montagem final sem sua autorização. Ele declarou que os produtores não tinham direito de usar seu nome na promoção de um projeto do qual ele não concorda. “London Fields” seria a estreia de Cullen no cinema, após se destacar fazendo videoclipes, como o de “Dark Horse”, de Katy Perry. O filme teria première no Festival de Toronto de 2015, mas, ao ver as primeiras projeções, Cullen impediu sua exibição no evento. Desde então, “London Fields” está num limbo de batalhas judiciais. A trama é uma adaptação do romance homônimo de Martin Amis, publicado em 1989, e acompanha Nicola Six (papel de Amber), uma clarividente que tem uma premonição sobre seu assassinato iminente. Isto a leva a se envolver com três homens, tentando descobrir qual deles vai matá-la. O elenco inclui ainda Billy Bob Thornton, Jim Sturgess, Theo James, Jason Isaacs, Cara Delevingne e Jaimie Alexander, além do próprio Johnny Depp, em uma pequena figuração. Logo que as filmagens terminaram, Depp e Amber anunciaram o divórcio.
Real – O Plano por Trás da História traça o acirramento da divisão do Brasil
Os filmes, por mais que tentem retratar uma época, acabam sendo reflexo da época em que foram realizados. Com “Real – O Plano por Trás da História” não é diferente. É possível perceber que a rixa existente entre esquerdistas e neoliberais que abre o filme é muito mais rancorosa hoje do que era naqueles tempos em que Lula ainda não tinha conseguido vencer uma eleição. É também um filme que acabou chegando em um momento particularmente infeliz para o PSDB, que poderia usá-lo como propaganda política. Se bem que também é possível vê-lo sem esse viés. Até porque, no fim das contas, Fernando Henrique Cardoso não aparece no filme como o criador solitário do Plano Real. Ele apenas, espertamente, juntou uma equipe que transportou uma ideia pré-existente em uma tese acadêmica para a realidade brasileira. Foi um projeto arriscado, mas até hoje se elogia a criação da moeda forte, por mais que isso tenha custado bastante ao povo brasileiro, que sofreu um desemprego gigante, além de taxas de juros absurdas, para manter a estabilidade da moeda. Mas era pior antes, com a hiperinflação. O filme se foca em Gustavo Franco, que aparece na tela como o principal responsável pela existência do Plano Real e quem tentou de tudo para que a moeda persistisse estável, mesmo com uma crise mundial e nacional que pedia que o Brasil cedesse. Não dá para dizer que ele é exatamente um herói. E nisso o filme tem como mérito a boa interpretação de Emílio Orciollo Netto, no papel do egocêntrico e arrogante economista. Ainda assim, não deixa de ser ridículo quando ele grita “Eu não vou desvalorizar a minha moeda!”. De fato, tirando Tato Gabus Mendes como Pedro Malan, todos os demais soam ridículos, seja Norival Rizzo, como FHC, seja Bemvindo Sequeira como o Presidente Itamar Franco. Até Paolla Oliveira, mais uma vez, só serve para enfeitar a tela, com aquela que talvez seja sua interpretação mais constrangedora. Se nas telenovelas já é assim, nos filmes suas limitações se agigantam em tela grande. Enfim, não dava para esperar grande coisa de um filme de Rodrigo Bittencourt, o diretor da tenebrosa comédia “Totalmente Inocentes” (2012). Por outro lado, por mais que os problemas sejam evidentes, principalmente interpretação, escalação de atores e diálogos, trata-se de uma narrativa até bem envolvente, por tratar de um assunto que interessa ao brasileiro médio, especialmente a quem viveu os anos 1990. Além dos bastidores da criação da moeda, “Real – O Plano por Trás da História” também permite traçar o acirramento das polaridades extremas que dividem o Brasil atual, entre esquerdistas, costumeiramente chamados de comunistas (como se isso fosse uma ofensa), e neoliberais (idem). A divisão preenche as entrelinhas do filme, extrapolando numa sequência de discussão entre Franco e um amigo que votou em Lula. A impressão que dá é de que esse cenário apenas se radicalizou, mesmo em meio à podridão generalizada, que mistura todos os lados.
Kit Harington e Rose Leslie estão procurando casa para morar juntos
O casal Kit Harington e Rose Leslie vão morar juntos em breve. Não é fofoca. Foi o próprio ator de “Game Of Thrones” quem fez a revelação, em entrevista à revista Esquire. Muito discreto sobre sua relação com a ex-companheira de trabalho, o intérprete de Jon Snow deixou a escapar a novidade sem querer. O comentário veio à tona quando ele contou que estava se “separando” de seu colega de apartamento, Dan West, com quem mora há vários anos. “Ele vai viver com a namorada dele e eu vou viver com a minha”, revelou Harington. O ator ainda disse que ele e Leslie estavam marcando compromissos com corretores de imóveis em Manhattan, Nova York. Mas não descartava viver no interior da Inglaterra. Perguntado sobre o relacionamento com a intérprete de Ygritte, seu par romântico entre a 2ª e a 4º temporadas de “Game of Thrones”, ele se declarou feliz. “Não posso falar por nós dois, mas sim, estamos muito felizes. É o que vou dizer a respeito disso”. Apesar dos rumores de um romance entre os dois terem começado em 2012, quando a atriz escocesa entrou na série e eles começaram a ser fotografados juntos por paparazzi, eles só se assumiram oficialmente como casal há um ano.
Lisa Spoonauer (1972 – 2017)
Morreu a atriz Lisa Spoonauer, que estrelou a cultuada comédia indie “O Balconista” (1994), filme de estreia do diretor Kevin Smith. Ela faleceu no domingo (21/5), aos 44 anos, em sua casa no estado americano do Mississippi, mas a causa da morte não foi divulgada. Kevin Smith lembrou em seu Instagram como conheceu Lisa, durante uma aula de atuação em que ela era “facilmente a voz mais natural e autêntica da sala”. “Não parecia que ela estava atuando”, ele escreveu. “Cativado, eu me aproximei de Lisa no estacionamento depois da aula e disse: ‘Isso vai soar assustador, mas você quer atuar em um filme?’ Sem medo, ela respondeu: ‘Não, se for pornô’. Eu expliquei o que era, entreguei o roteiro e ela me ligou dias depois: ‘Não é pornô, mas as pessoas falam como se fosse. É engraçado. Quero fazer’, disse ela”. O papel de Lisa foi o de Caitlin Bree, uma ex-namorada do protagonista Dante (Brian O’Halloran), que tem uma das cenas mais famosas do filme, na qual faz sexo com um cadáver no banheiro da loja de conveniência. Além de ser o primeiro filme de Kevin Smith, foi também um dos mais premiados da carreira do diretor, inclusive nos festivais de Sundance e Cannes. Depois de “O Balconista”, a personagem de Lisa Spoonauer ainda foi mencionada num diálogo de “Procura-se Amy” (1997), passado no mesmo universo de Nova Jersey, e seria a presidente dos Estados Unidos no filme de Superman que Smith escreveu, mas nunca foi filmado. Lisa Spoonauer ainda dublou Caitlin Bree num episódio da série animada “Clerks” (2000-2001), baseada em “O Balconista”, que durou apenas seis episódios. E só fez outro trabalho como atriz na carreira, na comédia indie “Bartender” (1997), de Gabe Torres. Na vida real, ela era namorada do ator Jeff Anderson, intérprete de Randall em “O Balconista”, que a pediu em noivado durante as filmagens, em pleno cenário da produção. O casamento dos dois durou somente um ano. E, após se casar pela segunda vez, ela se mudou com o marido para Jackson, no Mississippi, onde se tornou gerente de restaurante.
Bruna Marquezine enlouquece seguidores com foto de lingerie transparente no Instagram
Bruna Marquezine causou frisson na Internet ao publicar uma foto de lingerie em seu Instagram. A imagem, disponibilizada acima, foi feita pelo fotógrafo André Nicolau, e destaca as curvas da jovem atriz em um body preto com transparência. Disponibilizada nesta quarta-feira (24/5), a foto já foi curtida 700 mil vezes. Nos comentários, os internautas assumem que “enlouqueceram” com a sensualidade da atriz, que no ano passado incendiou a minissérie “Nada Será Como Antes”. “Tu é destruidora mesmo”, elogiou um. “Você está de parabéns, ein. Que lacre”, comentou outro. “Muita areia pro caminhãozinho do Neymar”, alfinetou um terceiro, citando o jogador de futebol, que é namorado da atriz.
Luana Piovani relembra agressão de Dado Dolabella e desabafa: “Podia ter sido pior”
Em um novo vídeo publicado em seu canal no YouTube, a atriz Luana Piovani a abordar a agressão que sofreu do então namorado, Dado Dolabella, em 2008. Com o tema “Copo meio cheio ou meio vazio”, Luana agradeceu, num desabafo, por o caso não ter sido pior. “Eu sofri uma agressão na minha vida, física, vindo de uma pessoa com quem me relacionava. Quando aquilo aconteceu, no meio de toda aquela confusão, eu ainda em choque, começando a entender o que realmente tinha acontecido, amparada pelas pessoas, minhas amigas, que estavam próximas a mim, vivendo tudo aquilo, aquele filme de terror eu tive uma luz. Olhei pra cima dentro do carro e pensei: ‘Senhor meu Deus, obrigada por isso ter acontecido”, disse ela. Luana conta que teve esse pensamento positivo no meio de toda a situação complicada, pois tinha decido ir morar com Dado e estava praticamente de mudança. “‘Obrigada por essa coisa terrível que aconteceu hoje, porque em duas semanas eu estava me organizando para morar com essa pessoa. Eu sei que o que aconteceu foi terrível, mas eu sou grata porque eu sei que isso aconteceu porque eu não tinha observado anteriormente alguma coisa e Você me deu um susto para que eu não vá diante’. Consegui, no meio daquele terror, olhar para o céu e agradecer pelo que tinha acontecido. Poderia ter sido muito pior”, declarou. A agressão ocorreu quando o casal estava em uma boate no Rio de Janeiro. Como Luana não queria ir embora, Dado a agrediu com um tapa na cara. A camareira Esmeralda de Souza Honório, a Esmê, que presenciou a briga e tentou ajudar a atriz, também foi empurrada por Dado e sofreu fratura no braço. Dado Dolabella foi enquadrado na Lei Maria da Penha, mas, por ser réu primário, sua condenação foi assistir palestras sobre violência doméstica no Fórum Regional de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Como a própria Luana lembrou num desabafo anterior, também em seu canal do YouTube, seis meses depois da agressão, o ator venceu o prêmio de R$ 1 milhão no reality show “A Fazenda”, com voto de popularidade.
Cineasta João Batista de Andrade é o novo Ministro da Cultura
O cineasta João Batista de Andrade é o novo Ministro da Cultura do Brasil. Ele era secretário-executivo da pasta e assumiu interinamente o comando do Ministério, após a renúncia do Senador Roberto Freire. Batista havia sido convidado a substituir Manoel Rangel na presidência da Ancine (Agência Nacional do Cinema) a partir de maio. Entretanto, com a renúncia de Freire na última quinta (18/5), precisa assumir o MinC, de acordo com o previsto no regimento da pasta. Aos 77 anos, Andrade acumula mais de 50 anos de carreira no cinema. Seu filme mais famoso é “O Homem que Virou Suco” (1980), que trata de um poeta retirante (José Dumont) que chega a São Paulo. Seu novo cargo foi publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (22/5). De acordo com o MinC, não há prazo para que um ministro oficial seja nomeado. E, diante do cenário político turbulento do país, é provável que isto nem sequer aconteça. As denúncias de corrupção, por sinal, foram citadas por Freire como razão de sua renúncia. “Tendo em vista os últimos acontecimentos e a instabilidade política gerada por fatos que envolvem diretamente a Presidência da República, eu, Roberto João Pereira Freire, decido em caráter irrevogável renunciar ao cargo de Ministro de Estado da Cultura”, o senador declarou, em sua carta para o presidente da República Michel Temer. Vale lembrar que o ministro anterior, Marcelo Calero, também tinha renunciado, citando como razão assédio para se tornar corrupto. Veja abaixo a íntegra do pedido de demissão de Roberto Freire.
Roger Moore (1927 – 2017)
O ator britânico Roger Moore, famoso por interpretar o agente secreto James Bond em sete filmes, morreu nesta terça-feira (23/5), aos 89 anos. Segundo a família, Moore faleceu na Suíça, “após uma brava luta contra o câncer”. “Obrigado, papai, por ter sido você, e por ter sido tão especial para tanta gente. Com o coração pesado, compartilhamos a péssima notícia de que nosso pai, Sir Roger Moore, morreu nesta terça-feira. Estamos devastados”, disseram os três filhos do ator, em comunicado publicado no Twitter. Moore atuou em dezenas de filmes ao longo de mais de 70 anos de carreira na TV e no cinema, mas será sempre lembrado como o ator que melhor substituiu Sean Connery no papel de James Bond — ele foi o terceiro intérprete do agente secreto no cinema. Sua filmografia começou quando ele tinha apenas 18 anos, como um legionário romano no filme “César e Cleópatra” de 1945, estrelado por Claude Rains e Vivien Leigh. E após meia dúzia de outras figurações, ele conseguiu passar num teste da RADA (Academia Real de Artes Dramáticas) para estudar como virar um ator profissional. Entre as aulas, conheceu sua primeira esposa. Mas a convocação para o serviço militar interrompeu provisoriamente seus planos. Depois de três anos no exército, Moore tentou retomar a carreira, mas só conseguiu novas figurações e trabalho como modelo fotográfico de revistas de moda. Sem desistir, resolveu se mudar para Nova York em 1953 com a segunda esposa, a cantora Dorothy Squires, para tentar a sorte na televisão americana. E após três telefilmes, chamou atenção da MGM, que lhe deu seu primeiro contrato. Ironicamente, o ator inglês foi se destacar em Hollywood, antes de ser reconhecido em sua terra natal. Sua breve passagem americana incluiu papéis nos clássicos “A Última Vez que Vi Paris” (1954) e “Melodia Interrompida” (1955). Mas o que chamou mais atenção foi sua bem-sucedida carreira de herói da TV, a começar pelo papel de Ivanhoé na série homônima de 1958. Ele também teve um papel recorrente na série de western “Maverick”, aparecendo em 16 episódios como o primo britânico do personagem-título, vivido por James Garner. A popularidade crescente o levou de volta à Europa para desempenhar seu primeiro papel de protagonista, como Romulus, fundador de Roma no épico italiano “O Rapto das Sabinas” (1961). E finalmente o conduziu ao personagem que lhe permitiu explorar o charme cínico que marcaria sua carreira: Simon Templar, o ladrão herói da série britânica “O Santo”. Moore estrelou “O Santo” por mais de 100 episódios, entre 1962 e 1969, chamando atenção pelo carisma demonstrado na tela. Basicamente um Robin Hood moderno, o Santo era um ladrão britânico elegante, que roubava criminosos em nome de boas causas, daí seu apelido. Mas claro que ele também enriquecia e se divertia com as femme fatales enquanto ajudava os oprimidos. A série foi um fenômeno tão popular que conseguiu projeção internacional, algo ainda raro para as produções britânicas dos anos 1960. Seu final fez o ator ser disputado para vários projetos, mas ele preferiu protagonizar um filme, “O Homem Que Não Era” (1970), que lhe rendeu vários elogios. Entretanto, foi um novo papel televisivo que determinou seu futuro. Os produtores comemoraram quando ele topou viver o playboy aristocrata Lord Brett Sinclair em “Persuaders!”, contracenando com o americano Tony Curtis. A série era inspirada nos filmes leves de ação da época, envolvendo grandes golpes em tom de comédia. Na trama, ambos eram playboys, mas de temperamentos e origens diferentes. A motivação da dupla para solucionar crimes “que a polícia não conseguia resolver” era se divertir. O inegável atrativo dos dois astros parecia destinado a transformar a atração em outro sucesso. Mas “Persuaders!” teve apenas uma temporada, exibida entre 1971 e 1972. Porque, em 1973, Roger Moore virou James Bond. Os produtores da franquia 007 se viram em apuros quando Sean Connery desistiu de viver o espião pela segunda vez – após a primeira substituição, com George Lazenby, não ser bem-recebida pelos fãs, a ponto de implorarem para Connery retornar. A solução se mostrou óbvia quando o nome de Roger Moore entrou no páreo. Ele já era um protótipo de James Bond, como Simon Templar e como Brett Sinclair. E tudo o que precisaria para assumir o papel era dizer Bond, James Bond. Moore estreou como James Bond em “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973), introduzido por uma música-tema inesquecível de Paul McCartney. Foram sete filmes como o espião britânico com licença para matar, até “007 – Na Mira dos Assassinos” (1985), desta vez com trilha do Duran Duran, para demonstrar como o mundo mudou desde que ele assumiu o papel. Sua interpretação moldou Bond, dando-lhe mais características de playboy e sedutor, além de uma leveza que deixou suas aventuras bem-humoradas. Os filmes ganharam títulos que refletiam essa mudança, como “007 – O Espião Que Me Amava” (1977), “007 – Somente Para Seus Olhos” (1981) e “007 Contra Octopussy” (1983). As Bond girls se tornaram cada vez mais sexy e importantes, ao mesmo tempo em que a ação foi se aproximando do ridículo, como em “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), que teve cenas rodadas no Rio de Janeiro, com James Bond lutando contra o vilão Dentes de Aço no alto do bondinho do Pão de Açúcar, além da infame caminhada por uma lagoa infestada de jacarés, utilizando os bichos como “ponte”. Numa entrevista, ele explicou que sua abordagem mais cômica do personagem se devia ao fato de James Bond não ser um bom espião. “Você não pode ser um espião de verdade após fazer questão que todos saibam qual é seu nome e sua bebida favorita. Isso é apenas engraçado demais.” Apesar do tom leve, durante a filmagem de “Octopussy” na Índia, Moore teve sua visão de mundo mudada pelo contato com a miséria, e a partir daí resolveu usar sua popularidade para ajudar a combater a pobreza extrema. Por conta disso, tornou-se embaixador da Unicef, participando de eventos em todas as partes do mundo. Seu trabalho humanitário o levou a ser nomeado Cavaleiro do Império Britânico. James Bond foi seu personagem mais marcante, mas Moore precisou deixá-lo de lado aos 58 anos, quando passou a ser considerado velho demais para se insinuar para garotas de biquíni. Durante o período em que estrelou a franquia, também foi protagonista de filmes de ação, encabeçando produções de grande elenco, como “Selvagens Cães de Guerra” (1978), “Fuga para Athena” (1979) e “Resgate Suicida” (1980), além de ter feito uma bem-sucedida incursão pela comédia, com “Quem Não Corre, Voa” (1981), ao lado de Burt Reynolds. Entretanto, após deixar de viver 007, sua carreira estagnou. Até uma parceria com Michael Caine, a comédia “Ladrão de Ladrão” (1990), falhou em encantar. O que o levou a contracenar e ser dirigido por Jean-Claude Van Damme em “O Desafio Mortal” (1996). Depois disso, ainda fez uma aparição no musical “O Mundo das Spice Girls” (1997) e coadjuvou no besteirol americano “Cruzeiro das Loucas” (2002), que seus fãs preferem esquecer. Em 2016, Moore chegou a fazer uma participação no piloto de um revival de “O Santo”, que acabou não virando série. Por conta disso, seus últimos papéis foram como o personagem que mais marcou sua vida. Não James Bond, mas Roger Moore. Ele viveu a si mesmo em seus dois últimos filmes, ambos comédias: o francês “Incompatibles” (2013) e o britânico “The Carer” (2016). Em sua autobiografia de 2008, “My Word Is My Bond”, ele resumiu sua carreira como a arte de interpretar a si mesmo. “Passei a vida interpretando heróis porque parecia ser um”, escreveu. “Praticamente, todos os papéis que me ofereceram exigiam apenas que me parecesse comigo mesmo. Mas a verdade é que adoraria ter podido interpretar um verdadeiro vilão”.
Robin Wright diz que foi enganada na negociação de salários de House of Cards
A luta por igualdade salarial da atriz Robin Wright voltou a virar assunto. No ano passado, ela a href=”https://pipocamoderna.com.br/2016/05/robin-wright-diz-que-recorreu-a-ameacas-para-receber-o-mesmo-que-kevin-spacey-em-house-of-cards/”>exigiu receber o mesmo cachê que seu colega Kevin Spacey na série “House of Cards”. Agora, um ano depois da polêmica, ela conta, em entrevista para a revista The Edit, que foi enganada. “Me disseram que eu estava recebendo pagamento igualitário e eu acreditei neles, mas descobri recentemente que não é verdade”, ela denunciou. “Isso é algo que precisa ser investigado”, continuou, antes de comparar sua personagem com o papel de Spacey. “Claire e Francis são equivalentes no que diz respeito ao seu poder, à sua união e à trama. Eu posso não ter tantas cenas ou falas quanto ele, mas Claire não precisa verbalizar tanto. Francis é um orador, um poeta, um demonstrador. Claire é um ego que se senta atrás e o dirige, mas eles são parceiros no mesmo plano”, descreveu. Wright acredita que não há porque recear abordar a questão do salário. “É simplesmente justo, em princípio”. A entrevista publicada pela revista The Edit foi realizada pela cantora Shirley Manson, da banda Garbage, que perguntou para a atriz se ela se considerava feminista. Robin foi direta: “Eu sou, mas as pessoas precisam procurar a definição dessa palavra novamente. Feminismo é apenas igualdade”. A polêmica vem à tona na véspera da estreia da nova temporada da série no Netflix e após o cancelamento de um evento sobre empoderamento feminino, que traria a atriz à São Paulo. Os organizadores não explicaram porque as vindas da atriz e de sua colega Meryl Streep foram canceladas. Mas a reclamação da desigualdade salariam pode ser a pista que faltava. Além de “House of Cards”, Robin Wright poderá ser vista nos cinemas em junho, no filme da “Mulher-Maravilha”. Sobre essa produção, ela revelou que precisou fazer um treinamento intensivo para se adequar ao papel de guerreira amazona. “O treinamento para ‘Mulher-Maravilha’ mudou meu corpo. Eu só tive cinco semanas, porque eu estava em ‘House of Cards’, e não fiz metade do que as outras garotas fizeram”, contou. A 5ª temporada de “House of Cards” estreia em 30 de maio e “Mulher-Maravilha” em 1 de junho.
Monica Iozzi apaga contas nas redes sociais após brigar com defensores da Lava Jato
A atriz Monica Iozzi apagou suas contas no Twitter e no Instagram após usar as redes sociais para reclamar de uma ação de marketing das lojas Marisa para o Dia das Mães, que virou briga com os defensores da Lava Jato. A publicidade fazia uma sutil referência ao depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, dizendo que, se alguma mãe ficasse sem presentes, a culpa não era da Marisa. “Não interessa o que Lula disse! Não interessa a interpretação de ninguém sobre o que ele disse. Esqueçam o Lula! Estamos falando sobre uma senhora que sofreu muito antes de morrer”, escreveu a atriz. “Uma empresa utilizar a imagem de uma pessoa falecida para fazer marketing???? Onde vamos parar? Meu Deus!!! Não há mais respeito a nada no mundo??? Nem à memória de uma mãe, de uma avó? Que nojo. Que tristeza”, ela completou. No total, foram mais de 4,2 mil respostas à publicação da atriz, a maioria esmagadora em tom crítico, lembrando o que Lula falou sobre sua falecida esposa. Para recordar: “Quem cuidava do apartamento era a dona Marisa”, disse o petista, em referência ao triplex de Guarujá que seria propina da construtora OAS, segundo depoimento do próprio presidente da empresa. Depois disso, ela decidiu deixar as redes sociais. Apesar de a página no Facebook continuar existindo, a conta no Instagram e no Twitter não estão mais ativas.












