Diretor de Papai Noel às Avessas confirma que Mira Sorvino estava numa lista negra de Weinstein
O diretor Terry Zwigoff resolveu se manifestar sobre a polêmica lista negra de Harvey Weinstein contra mulheres que lhe disseram “não”. Fazendo eco às declarações feitas por Peter Jackson, que revelou “conselho” para não contratar a atriz Mira Sorvino, Zwigoff disse que teve uma experiência similar. A história de Jackson veio à tona numa entrevista publicada na sexta (15/12) e reforçada numa declaração oficial, após Weinstein tentar negar os fatos. O diretor revelou que o produtor e seu irmão foram contra a inclusão das atrizes Ashley Judd e Mira Sorvino em “O Senhor dos Anéis”, alegando que elas eram “difíceis” de trabalhar. As duas estão entre as atrizes que encabeçaram as denúncias de abuso sexual contra Weinstein. Ao final, Jackson pediu desculpas a Judd e Sorvino por ter acreditado nas mentiras de quem agora se sabe ser um predador sexual, e lamentou ter sido cúmplice na lista negra que prejudicou suas carreiras. Após ler a manifestação de Jackson, Zwigoff tuitou: “Eu estava interessado em incluir Mira Sorvino em ‘Papai Noel às Avessas’, mas toda vez que eu mencionava o nome dela por telefone para os Weinstein, eu ouviria um CLICK. Que tipo de pessoa simplesmente desliga na sua cara assim? Eu acho que agora todos sabemos o tipo de pessoa. Eu realmente sinto muito, Mira”. As duas declarações, somadas à história de Robert Rodriguez sobre Rose McGowan, confirmam a existência de uma lista negra. O produtor usou sua rede de conexões para destruir as carreiras das atrizes que não aceitaram seus avanços. As vítimas já tinham revelado as ameaças, e agora testemunhas se materializam no que pode virar um processo coletivo bilionário de estrelas de Hollywood por perdas e danos contra Harvey e Bob Weinstein. I was interested in casting Mira Sorvino in BAD SANTA, but every time I mentioned her over the phone to the Weinsteins, I'd hear a CLICK. What type of person just hangs up on you like that?! I guess we all know what type of person now. I'm really sorry Mira. https://t.co/9U0PsL2yS5 — Terry Zwigoff (@realzwigoff) December 16, 2017
Gary Oldman revela ter sofrido intoxicação de nicotina ao filmar O Destino de uma Nação
Gary Oldman revelou, em entrevista à revista The Hollywood Reporter, que sofreu intoxicação por nicotina após fumar cerca de US$ 20 mil em charutos durante as filmagens de “O Destino de uma Nação”. “Eu tive uma intoxicação de nicotina séria”, contou o ator na entrevista. “Tinha um charuto com três-quartos fumado, então eu acendia e após algumas tomadas ele acabava. Aí alguém da equipe trocava por um novo. Fazíamos isso por 10 ou 12 tomadas por cena.” Oldman, de 59 anos, disse que fumou cerca de 400 charutos num intervalo de 48 dias, para incorporar o papel do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que deve lhe render uma indicação ao Oscar 2018. Os charutos escolhidos foram os cubanos Romeo Y Julieta, favoritos de Churchill. Como cada um custa cerca de US$ 50, pode-se calcular que US$ 20 mil dos US$ 30 milhões de orçamento do filme foram gastos nisso. “O Destino de uma Nação” já rendeu indicações para o ator no Globo de Ouro e SAG Awards, e tem estreia marcada para 11 de janeiro no Brasil
Produtor da série NCIS: New Orleans é acusado de abuso e assédio pela própria equipe
O produtor Brad Kern, que desde 2016 é responsável pela série “NCIS: New Orleans”, somou-se à lista de personalidades de Hollywood com múltiplas acusações de abuso e assédio sexual, além de acrescentar à lista doses de misoginia e racismo. Segundo apurou o site da revista Variety, duas investigações chegaram a ser conduzidas pelo departamento de recursos humanos da produtora CBS Television Studios sobre o comportamento de Kern tão logo ele assumiu a série, em 2016. A primeira não deu em nada. A segunda o obrigou a frequentar um treinamento de sensibilidade por seis meses, mas não o afastou do trabalho nem sequer durante este período. O caso foi tratado internamente e abafado, como assume a CBS. “Nós estávamos cientes dessas alegações quando aconteceram em 2016, e as levamos muito a sério”, disse a empresa em um comunicado. “Ambas as queixas foram respondidas imediatamente com investigações e medidas disciplinares subseqüentes. Enquanto não fomos capazes de corroborar todas as alegações, tomamos essa ação para contornar o comportamento e o estilo de gerenciamento, e não recebemos mais reclamações desde que isso foi implementado”. Apesar do teor da nota, o comportamento de Kern não se alterou, segundo sete pessoas ouvidas pela Variety, que pediram para não serem identificadas. “Ele discrimina as mulheres, as mães que trabalham e qualquer uma que ele não possa controlar”, disse uma fonte. O fato de ter sido chamado pelo RH virou até piada, afirmam. “Ele começou a dizer: ‘Eu não posso tocar em você, porque o RH me colocou uma coleira de choque’. Era hilário para ele. Esse foi o único resultado da investigação do RH”, afirma um funcionário que pediu demissão. A maioria dos ouvidos pela publicação informam que Kern “duplicou” suas observações questionáveis e comportamentos de assédio. “Ele foi encorajado”, diz uma fonte. Kern teria o costume de fazer comentários de natureza sexual para as mulheres de sua equipe, dar-lhes massagens sem perguntar e também humilhá-las com frases pejorativas. Além disso, de acordo com múltiplas fontes, ele gosta de imitar de forma exagerada e ofensiva como falam os atores negros da série. Ele também vetou um casal interracial na atração, porque “não via como uma mulher branca poderia ser casada com um negro”. São muitas acusações. As mais graves afirmam que ele retalhou e demitiu impunemente a roteirista que fez uma das queixas contra ele, além de ter decidido afastar uma das atrizes do elenco porque não a achava “f*dível”. A atriz em questão era Zoe McLellan, que foi procurada pela Variety e preferiu não comentar. As fontes ressaltaram que o ambiente de trabalho na série é o pior possível. E que não adianta reclamar, porque o RH do CBS Television Studios não faz nada. A saída foi vir à público. Brad Kern é um produtor veterano da TV americana, com passagens por séries como “Remington Steele” (1982-1987), que lançou a carreira de Pierce Brosnan, e “Charmed” (1998-2006), estrelada por duas atrizes que tiveram destaque no movimento de denúncias de assédio em Hollywood, Rose McGowan e Alyssa Milano. E as histórias de bastidores sobre o que ele fazia na época de “Charmed” são de arrepiar, desde comentários explícitos na reunião dos roteiristas sobre as fotos da atriz Shannen Doherty na Playboy, sugestões para as roteiristas escreverem seus textos peladas, até a forma como se referia ao elenco da atração como “cadelas” e fazia pedidos para ser alertado quando “atrizes quentes” fossem fazer testes para participar de algum episódio. Nos EUA, as séries da franquia “NCIS” estão entre as mais vistas de toda a programação da TV aberta. O spin-off passado em New Orleans é visto por mais de 8 milhões de telespectadores todas as semanas e está em sua 4ª temporada.
Peter Jackson reforça acusação contra Weinstein e pede desculpas a Ashley Judd e Mira Sorvino
O diretor Peter Jackson emitiu uma declaração oficial reforçando sua denúncia de que Harvey Weinstein vetou a participação das atrizes Ashley Judd e Mira Sorvino nos filmes de “O Senhor dos Anéis”. A iniciativa foi tomada após Weinstein soltar sua própria nota a respeito da entrevista do cineasta, alegando que a acusação era falsa, porque o elenco só foi contratado quando o projeto saiu de suas mãos e foi adquirido pela produtora New Line. Jackson sustenta a história que contou numa entrevista nesta sexta-feira (15/12), sobre como o produtor e seu irmão foram contra a inclusão das atrizes no elenco, durante a fase de desenvolvimento do projeto, que aconteceu na produtora Miramax. Ashley Judd e Mira Sorvino estão entre as principais atrizes que encabeçaram as denúncias de abuso sexual contra Weinstein. Ele também pediu desculpas às atrizes por ter acreditado nas mentiras de quem agora se sabe ser um predador sexual, e lamentou ter sido cúmplice na lista negra que prejudicou suas carreiras. Leia abaixo o texto de Jackson na íntegra: “Aspectos da negação de Harvey são insinceros. Ele basicamente diz que ‘esta lista negra não pode ser verdade porque a New Line lançou o filme”. Isso é uma deflexão da verdade. Por 18 meses em que nós desenvolvemos ‘O Senhor dos Anéis’ na Miramax, tivemos muitas conversas de elenco com Harvey Weinstein, Bob Weinstein e seus executivos. Durante este período, nenhuma oferta foi feita aos atores porque isso ocorre depois que um filme ganha sinal verde, e a Miramax nunca sinalizou estes filmes. No entanto, muitas conversas ocorreram internamente em relação ao potencial elenco. Fran Walsh e eu lembramos que Morgan Freeman, Paul Scofield, David Bowie, Liam Neeson, Natascha McElhone, Claire Forlani, Francesca Annis, Max von Sydow e Daniel Day Lewis foram alguns dos nomes discutidos com a Miramax pora possíveis papéis nos filmes de ‘O Senhor dos Anéis’. Entre os muitos nomes citados, Fran e eu expressamos nosso entusiasmo por Ashley Judd e Mira Sorvino. Na verdade, até nos encontramos com Ashley e discutimos dois possíveis papéis com ela. Após essa reunião, a Miramax nos mandou ficar longe de Ashley e Mira, porque alegaram ter tido “más experiências” com essas atrizes em particular no passado. Fran Walsh estava na mesma reunião e lembra esses comentários negativos sobre Ashley e Mira tão claramente quanto eu. Não temos motivos para inventar isso. Este tipo de comentário não é incomum – pode acontecer com qualquer estúdio em qualquer filme, quando os nomes de atores diferentes surgem numa conversa – , mas uma vez que você ouve comentários negativos sobre alguém, você não esquece. Nós não estávamos em posição de oferecer a Ashley ou Mira um papel nos filmes, mas tentamos que seus nomes fossem adicionados a uma lista quando o elenco começou a ser definido. Cada papel pode ter muitos nomes de atores listados para futuras audições e reuniões. Nesses relacionamentos de cineastas/estúdio, deve haver consenso na hora de escolher as opções – qualquer um dos lados geralmente pode vetar nomes sugeridos por várias razões, e nos dias anteriores a ‘O Senhor dos Anéis’, não tínhamos o poder de impor ao estúdio uma escolha de elenco. O filme mudou de mãos da Miramax para a New Line antes que o elenco realmente fosse contratado. Mas como nós fomos avisados sobre Ashley e Mira pela Miramax, e nós somos ingênuos o suficiente para assumir que nos disseram a verdade, Fran e eu não incluíamos seus nomes nas conversas sobre o elenco com a New Line. Quase 20 anos depois, lemos sobre as alegações de má conduta sexual feitas contra Harvey Weinstein e vimos comentários de Mira e Ashley, que sentiram que tinham sido colocados numa lista negra pela Miramax depois de rejeitarem os avanços sexuais de Harvey. Fran e eu imediatamente nos lembramos da reação negativa da Miramax quando apresentamos seus nomes e nos perguntamos se, inconscientemente, fomos cúmplices de um suposto prejuízo para suas carreiras, pelas mãos da Miramax. Não temos evidências diretas que liguem as alegações de Ashley e Mira às conversações de 20 anos atrás sobre ‘O Senhor dos Anéis’, mas nós defendemos o que nos foi dito pela Miramax quando levantamos os dois nomes, e estamos relatando isso com precisão. Se fomos cúmplices inconscientes para prejudicar suas carreiras, Fran e eu pedimos desculpas incondicionais tanto para Ashley quanto para Mira.”
Wil Wheaton revive cena de Big Bang Theory e vai ver Star Wars com uniforme de Star Trek
O ator Wil Wheaton decidiu verificar na vida real como seria encarnar uma cena que ele interpretou na série “The Big Bang Theory”. No episódio “The Opening Night Excitation”, da 9ª temporada do sitcom, Wheaton foi assistir à estreia de “Star Wars: O Despertar da Força” vestido como o Spock de “Star Trek”. Fãs das duas franquias travam uma longa disputa para definir qual é a mais popular da ficção científica. E Wheaton, que interpreta a si mesmo em “The Big Bang Theory”, participou do elenco original de “Star Trek: A Nova Geração”, quando era adolescente nos anos 1980. Pois ele decidiu ir às primeiras sessões do novo filme da franquia “Star Wars”, “Os Últimos Jedi”, vestindo um traje da série original de “Star Trek” – exibida no Brasil como “Jornada nas Estrelas”. Desta vez, o uniforme escolhido foi o do Capitão Kirk. Ele justificou a iniciativa de forma sucinta: “Eu fui fantasiado pela primeira vez, porque já sou um adulto e eu que decido o que isso significa”. Se ele gostou do filme? “Amei ‘Os Últimos Jedi’. Ele acertou em tudo, pra mim, e vê-lo no Chinese Theater, cercado por outros colegas nerds, foi maravilhoso. A Força estava conosco.” Aparentemente, ele não foi vaiado como aconteceu em “The Big Bang Theory”. Confira o post e reveja a cena da série logo abaixo. I loved #TheLastJedi! It hit all the right notes for me, and seeing it in the Chinese Theater, surrounded by my fellow nerds was glorious. The Force was with us. Oh, and I went in costume for the first time ever, because I am a damn adult and I get to decide what that means. pic.twitter.com/mTqB0LP4hV — Wil 'Kick the Nazis off the tweeters' Wheaton (@wilw) December 15, 2017
Peter Jackson diz que Weinstein proibiu Ashley Judd e Mira Sorvino em O Senhor dos Anéis, confirmando lista negra
O diretor Peter Jackson revelou nesta sexta-feira (15/12), em entrevista ao site Stuff, que, em 1998, o produtor Harvey Weinstein lhe pressionou para não contratar Ashley Judd e a Mira Sorvino para a franquia “O Senhor dos Anéis”. Judd e Sorvino estão entre as dezenas de atrizes que acusaram o produtor de abusos sexuais. E estavam na lista que Jackson apresentou aos irmãos Harvey e Bob Weinstein quando a empresa destes, a Miramax, iria produzir os filmes. “Lembro que a Miramax nos disse que era um pesadelo trabalhar com elas e que devíamos evitá-las a todo custo”, assegurou Jackson na primeira entrevista na qual fala do caso Weinstein. “Naquele momento não tínhamos nenhuma razão para questionar o que estes caras estavam dizendo… Mas agora suspeito que nos deram informação falsa sobre estas duas talentosas mulheres e, como resultado direto, seus nomes foram eliminados da nossa lista de casting”, lamentou o diretor. A declaração provocou a reação imediata das duas atrizes no Twitter. Enquanto Judd comentou que se lembrava desses fatos “muito bem”, Sorvino compartilhou que explodiu em lágrimas ao ler a entrevista de Jackson. “Aí está, a confirmação de que Harvey Weinstein arruinou a minha carreira, algo que suspeitava, mas da qual não tinha certeza. Obrigado, Peter Jackson, por ser honesto. Tenho o coração partido”, escreveu a atriz, que venceu o Oscar por “Poderosa Afrodite” (1995). Na entrevista, Jackson relata também que seu trabalho com os irmãos Weinstein foi muito complicado e que na época na qual controlaram “O Senhor dos Anéis” comportavam-se como “pistoleiros da máfia de segunda classe”. “Não eram o tipo de pessoas com as quais queria trabalhar e por isso não trabalhei”, declarou o diretor, feliz por o filme acabar indo para o estúdio New Line, que comprou os direitos da Miramax por US$ 12 milhões e faturou quase 3 bilhões nas bilheterias mundiais. Mas, por conta dessa negociação, os Weinstein ainda ganharam 2,5% dos lucros da produção. O diretor lembrou ainda que Weinstein ameaçou afastá-lo da adaptação do romance de J.R.R. Tolkien se ele não aceitasse sua exigência de reduzir a história a um só longa-metragem. “Fazer filmes é muito mais divertido com boas pessoas”, concluiu Jackson.
Casamento do príncipe Harry e Meghan Markle ganha data oficial
O casamento do príncipe Harry e a atriz Meghan Markle já tem data para acontecer. O evento mais esperado pelos tabloides mundiais foi marcado para o dia 19 de maio. A cerimônia religiosa será realizada na capela St. George, no castelo de Windsor, seguida de uma festa, tudo produzido e pago pela família real britânica. Ou melhor, pelos impostos dos britânicos pagos para a coroa. A data coincide com a final da FA Cup, o campeonato de futebol mais antigo do mundo, na qual o príncipe William, irmão de Harry, tem presença aguardada por ser o presidente de honra do evento. E também cai na data de aniversário da decapitação de Anne Boleyn (Ana Bolena), a segunda esposa do rei Henry VIII (Henrique VIII), executada em 19 de maio de 1536, não sem antes ser o pivô da criação da Igreja Anglicana. Além disso, deverá acontecer no mês seguinte ao esperado nascimento do terceiro filho de William e Kate Middleton. Para o casamento com Harry ser consagrado na religião oficial da família real, Markle ainda precisará ser batizada na Igreja Anglicana, conforme a tradição britânica. Ela também vai entrar com o processo para obtenção de cidadania britânica. As condições são mínimas, considerando o histórico envolvendo casos similares na família real. No século 20, o rei Edward VIII teve que abdicar do trono para se casar com uma americana divorciada como Markle, e a princesa Margaret não pôde casar com o namorado, Capitão Peter Townsend, que também era divorciado. Essas histórias foram abordadas na 1ª temporada da série “The Crown” e em filmes como “O Discurso do Rei” (2010) e “W.E.: O Romance do Século” (2011). Mostrando como o tempo mudou, a rainha Elizabeth II, avó de 91 anos de Harry, que proibiu a irmã de casar com Townsend, comparecerá à cerimônia de casamento, informou o porta-voz aos repórteres no Palácio de Buckingham.
Atrizes devem vestir preto no Globo de Ouro em protesto contra o assédio sexual em Hollywood
O Globo de Ouro 2018 deve servir de palco para um protesto silencioso contra os assédios sexuais de Hollywood. Mais de 30 atrizes que comparecerão ou apresentarão a cerimônia em 7 de janeiro estariam combinando vestir preto para demonstrar sua indignação contra os abusos cometidos por figuras como o produtor Harvey Weinstein. A informação foi obtida e divulgada pelo site de celebridades E! News e pelo programa televisivo “The Morning Breath”. Especula-se que entre as atrizes envolvidas no protesto estejam Reese Witherspoon, Saiorse Ronan e Jessica Chastain, que já se manifestaram a respeito das denúncias. “Todas as atrizes e convidadas ou, pelo menos, a maioria, estão estendendo sua solidariedade uma a outra em forma de protesto. Todas vestirão preto, obviamente, para se manifestar contra as injustiças que estiveram acontecendo em Hollywood desde sempre”, disseram as apresentadoras do “The Morning Breath”, Jackie e Claudia Oshry. As vítimas que denunciaram assédio sexual no cinema e em outras áreas foram eleitas, simbolicamente, como “Personalidades do Ano” pela revista americana Time.
Dustin Hoffman é acusado de abuso sexual por mais mulheres
O ator Dustin Hoffman foi alvo de novas acusações de abuso sexual. As revistas Variety e The Hollywood Reporter trouxeram novas denúncias contra o astro de “A Primeira Noite de um Homem” (1968), “Tootsie” (1982), “Rain Man” (1988) e muitos outros clássicos do cinema. Cori Thomas, amiga de uma das filhas do ator, diz que, em 1980, quando ela tinha 16 anos, Hoffman convenceu as duas a ir para seu quarto de hotel em Nova York. Logo depois, ele teria pedido à filha para ir embora. E então apareceu nu no quarto e pediu para a então adolescente fazer massagem em seu pé. Ela diz que ficou assustada na época e só recentemente contou sobre o caso a seus familiares. Hoje ela é uma autora teatral premiado Outras duas mulheres, que não tiveram os nomes revelados, afirmam que o ator colocou as mãos no meio de suas pernas, sem o consentimento delas. “Eu senti que fui estuprada. Não houve aviso. Eu não sabia que ele ia fazer isso”, disse uma delas à Variety. Por sua vez, o Hollywood Reporter reuniu as principais denúncias, incluindo algumas que ainda não tinham vindo à tona, como a de uma guia turística de Washington, que o ator requisitou para passar o dia com ele, durante a filmagem de “Todos os Homens do Presidente” em 1975. A jovem de 21 anos não pôde ir embora sem fazer sexo oral com o ator. Mais uma menor conta que tinha 15 anos quando trabalhava numa loja de roupas em 1973 e encantou Hoffman, que aproveitou a vontade da jovem de virar atriz para convidá-la à première de um de seus filmes, e depois à visitar sua casa, dizendo que sua filha estaria lá. Mas ao chegarem, ela percebeu que não havia ninguém. E ele se masturbou na sua frente. Foi o Hollywood Reporter quem publicou a primeira denúncia, em novembro, escrita em primeira pessoa pela produtora Anna Graham Hunter, que revelou ter sido assediada por Hoffman no set da adaptação televisiva de “A Morte de um Caixeiro Viajante” (1985). Na época, ela tinha 17 anos e era estagiária. Logo em seguida, a atriz Kathryn Rossetter também assinou um artigo para a revista afirmando que foi alvo de assédio sexual quando os dois atuaram na peça “A Morte de um Caixeiro Viajante”, na Broadway, em 1983. No texto, ela afirmou que o ator “abusa de seu poder e é um porco com as mulheres”. O trabalho mais recente do ator é o filme “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe”, da Netflix, que foi exibido no Festival de Cannes 2017.
Weinstein diz que Salma Hayek mente e Antonio Banderas defende honestidade da amiga
Após a atriz Salma Hayek denunciar o assédio de Harvey Weinstein, com direito a ameaças de morte e boicote de seu filme “Frida” (2002), um porta-voz do produtor negou as acusações, dizendo que “não são precisas”. “Todas as alegações sexuais retratadas por Salma Hayek não são precisas e outros que testemunharam os eventos têm opiniões diferentes”, diz o comunicado emitido em nome de Weinstein, que ainda alega que o produtor “não lembra” de ter exigido que ela fizesse uma cena de sexo com uma mulher em “Frida”. “O sr. Weinstein não se lembra de ter pressionado Salma para fazer uma cena gratuita de sexo no filme. Entretanto, isso faz parte da história, já que Frida Kahlo era bissexual”, diz o texto. Diante disse, o ator Antonio Bandeira, amigo de longa data da atriz, foi ao Twitter defender Hayek. “Estou impactado e triste pelo terrível relato que minha queria amiga Salma Hayek tornou público sobre o produtor Harvey Weinstein”, escreveu o ator na rede social, acrescentando: “Sua integridade, honestidade como mulher e profissional me fazem dar total crédito para suas palavras”. Veja abaixo. Estoy impactado y triste ante los terribles hechos que ha hecho públicos mi querida amiga Salma Hayek sobre el productor Harvey #Weinstein. Su integridad, su honestidad como mujer y como profesional me hacen dar absoluto crédito a sus palabras. pic.twitter.com/GZJsgxYGRE — Antonio Banderas (@antoniobanderas) December 14, 2017
Os Simpsons previram compra da Fox pela Disney em episódio exibido há 19 anos
Depois de Donald Trump presidente dos Estados Unidos, a derrota do Brasil na Copa do Mundo e Lady Gaga sobrevoando o Superbowl, os Simpsons acertaram mais uma previsão do futuro. Em episódio exibido em novembro de 1998, a série animada antecipou a compra da Fox pela Disney, firmada 19 anos depois, nesta quinta-feira (14/12). No episódio intitulado “When You Dish Upon a Star”, da 10ª temporada da atração, Homer Simpson começa a trabalhar como assistente do então casal Alec Baldwin e Kim Basinger, em Hollywood. Quando o episódio mostrava o estúdio Fox, um banner na entrada anunciava que a empresa era uma divisão da Walt Disney Company. Veja abaixo. A aquisição da Disney contempla o estúdio 20th Century Fox e diversas outras propriedades da empresa 21st Century Fox, como a produtora Fox Television Studios, que produz a série dos Simpsons.
Diretor de Super Size Me denuncia-se por assédio sexual
Após dezenas de vítimas denunciarem a prática disseminada de assédio sexual em Hollywood, um perpetrador resolveu se auto-incriminar. “Eu sou parte do problema”, reconheceu o cineasta Morgan Spurlock, vencedor do Oscar pelo documentário “Super Size Me” (2004), ao admitir no Twitter que foi acusado de estupro na universidade e, já como profissional, assediou uma assistente de trabalho. O famoso documentarista americano relatou na rede social que não foi denunciado pelos crimes, mas que resolveu revelar seu histórico abusivo ao assistir “heróis e mais heróis” caírem e se motivar a ser uma pessoa melhor. Spurlock destacou que, diante das revelações de assédio, não se questionava quem seria o próximo, mas sim quando o movimento chegaria até ele. Na série de denúncias que derrubaram, entre outros, o produtor Harvey Weinstein e o ator Kevin Spacey, o cineasta viu que não era apenas um inocente observador das notícias. “Eu sou parte do problema. Na minha vida, houve vários momentos que se assemelham ao que vemos nas notícias. Quando estava na universidade, uma garota com que fiquei por uma noite me acusou de estupro. Não houve queixas ou investigações, mas ela escreveu sobre isso em um trabalho de classe e colocou o meu nome”, recordou o diretor. Ele confrontou a vítima por acreditar que a relação sexual tinha sido consentida. Os dois estavam bêbados, e a mulher precisou explicar que negou repetidas vezes o ato e sofreu com a insistência do documentarista. Anos mais tarde, ele fechou um acordo para uma acusação de assédio a uma funcionária não ir à frente. “Foi só verbal, mas foi tão ruim quanto”, reconheceu o americano, que dava apelidos eróticos para a colega de trabalho. Morgan Spurlock confessou que pagou pelo silêncio e “para continuar a ser quem eu era” sem que os outros soubessem. O cineasta também revelou aos seguidores que traiu todas as mulheres e namoradas com que se relacionou e que sofreu abuso sexual quando era criança e adolescente. Ele também assumiu seu alcoolismo. Desde os 13 anos, ele não consegue ficar sóbrio por mais de uma semana. No entanto, para ele, “nenhum desses fatores importa se você faz outra pessoa se sentir menos pessoa”. Aos seguidores, ele garantiu que já procurou ajuda. “Ao reconhecer e abrir publicamente o que fiz nesta situação terrível, eu espero empoderar a mudança em mim mesmo. Nós todos devemos achar a coragem para admitir nossas falhas. Mais do que qualquer coisa, espero reconstruir a confiança e o respeito daqueles que mais amo. Não sei se mereço, mas vou trabalhar todos os dias para reconquistar. Eu farei melhor. Eu serei melhor. Acredito que todos podemos ser melhores”, frisou. Spurlock recentemente dirigiu uma continuação de seu documentário mais premiado, “Super Size Me 2: Holy Chicken!”, exibido no Festival de Toronto e ainda sem estreia comercial definida. Ele também produz um filme sobre a história da MTV e outro sobre a evolução da Inteligência Artificial, previstos para 2018.
Plataforma de streaming da Disney para rivalizar com a Neflix já existe: é a Hulu
Os planos de crescimento da Disney a partir da compra da Fox começam a ficar mais claros, nas entrevistas do CEO Bob Iger após a transação. Uma das incógnitas era o que a Disney faria com a percentagem da Fox que passaria a controlar na plataforma de streaming Hulu. Afinal, o próprio Iger mencionou planos de lançar um serviço para rivalizar com a Neflix, com filmes, séries e conteúdo original da sua companhia. O projeto da nova plataforma ainda existe. Mas deixou de ser prioridade. A negociação com a Fox apressou o cronograma de Iger, graças ao Hulu. A Disney somou seus 30% de ações aos 30% da Fox e passou a controlar a empresa – formada em joint venture com a Comcast, proprietária da Universal, que ainda detém 30%, e a Warner, dona de 10% do negócio. Falando a analistas de mercado, conforme registrado pelo site The Hollywood Reporter, ele abordou os planos imediatos para a plataforma e como sua ambição é torná-la o principal rival da Netflix. “Hulu, obviamente, é uma ótima oportunidade para expandir no espaço de produto direto para o consumidor”, disse Iger. “Possuir cerca de um terço disso foi ótimo, mas ter controle nos permitirá acelerar muito o Hulu nesse espaço e torná-lo um concorrente ainda mais viável para os serviços que já existem”. Ele acrescentou: “Nós seremos capazes de fazer isso não só por fluir mais conteúdo na direção do Hulu, mas por essencialmente ter seu controle, na medida em que a gestão de Hulu torna-se um pouco mais clara, um pouco mais eficiente, um pouco mais eficaz, ao virarmos um acionista controlador”. O chefe da Disney revelou que a aquisição da Fox lhe abre a oportunidade de oferecer vários serviços de streaming diferentes, focados em públicos específicos, com o Hulu posicionado como um serviço mais orientado para adultos, que complementaria planos de um serviço esportivo da ESPN e outro mais voltado às famílias e/ou aos jovens com super-heróis e desenhos. Iger deixou ainda mais claro seu plano de transformar a Hulu num rival para a Netflix em entrevista à Bloomberg TV, na manhã desta quinta (14/12), ao confirmar que não renovará seu acordo de distribuição de conteúdo com o gigante de streaming. Mais: tampouco renovará os contratos de licenciamentos para a produção de séries. Este segundo ponto representa o fim das séries da Marvel na Netflix. O acordo de distribuição de filmes termina em 2019, mas não se sabe a duração do licenciamento das propriedades da Marvel. Não só isso. A HBO também será afetada. E todos os outros canais que não pertençam ao conglomerado. “Vamos priorizar as oportunidades mais diretas de atingir o consumidor para a nossa empresa e, se isso nos obrigar a interromper relacionamentos com outros distribuidores, é o que faremos, assim como a Disney fez com a Netflix”, disse ele. Iger acrescentou que a Disney usará as propriedades de Fox “para fazer o Hulu crescer, provavelmente em um ritmo mais acelerado. Também usaremos os recursos da Fox para complementar nossos outros serviços, nossos serviços diretos ao consumidor da Disney”. O chefe da Disney disse que o estúdio teve que refletir longamente para decidir acabar com o acordo de licenciamento da Netflix, mas concluiu que precisava fazê-lo para avançar no mercado direto para o consumidor. “Estamos no negócio de criar valor de longo prazo”, acrescentou. “À medida que olhamos para a frente e vemos um mundo onde a interação direta com o consumidor é muito mais atraente, acreditamos que é chegada hora de sair do nosso relacionamento com Netflix e vamos tomar essa mesma abordagem com os ativos que estamos comprando também”, concluiu. Este ano, a Disney lançou sua primeira série da Marvel no Hulu: “Runaways”, adaptação dos quadrinhos dos Fugitivos. E o consenso entre a crítica é que o lançamento se provou a melhor série de super-herói de 2017. 2017 também foi o ano que uma produção de streaming venceu pela primeira vez o Emmy de Melhor Série Dramática. O feito histórico se deu por intermédio de “The Handmaid’s Tale”, do Hulu. Se isso for um indicativo do que vem por aí, a Netflix pode começar a se preocupar.












