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    Bolsonaro afirma que irá censurar ou extinguir a Ancine

    19 de julho de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro confirmou que pode fechar a Ancine (Agência Nacional do Cinema), após transferir o Conselho Superior de Cinema da Secretaria da Cultura para o Ministério Civil. Bolsonaro assumiu-se insatisfeito com a atual política de fomento ao cinema e pretende fazer alterações profundas. Além da transferência do órgão colegiado para Brasília, para ter mais influência sobre ele, o presidente mencionou a criação de “filtros” para aprovação de projetos, durante uma solenidade sobre o Dia Nacional do Futebol, no Ministério da Cidadania, em Brasília. “Pretendemos, sim, mexer, [para a Ancine] deixar de ser uma agência e passar a ser uma secretaria subordinada a nós”, disse o presidente, adiantando que sujeitará a pasta a filtro ideológico (eufemismo para censura). “Vai ter filtro, sim, já que é um órgão federal. Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ficar usado para filme pornográfico”, afirmou. No dia anterior, ele tinha feito uma referência ao filme “Bruna Surfistinha” em termos parecidos. “Eu não posso admitir que com o dinheiro público se faça um filme como ‘Bruna Surfistinha’. Não temos problema com essa opção ou aquela. O ativismo que não podemos permitir, em respeito com as famílias”, disse. Apesar da citação a “Bruna Surfistinha”, filme premiado e de grande popularidade no país, o problema de Bolsonaro seria com outra produção, segundo apurou a colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo. A encrenca é a mesma que levou à demissão de um diretor de marketing do Banco do Brasil após publicidade com transexual. A insatisfação de Bolsonaro viria de projetos aprovados pela Ancine que ele entende como absurdos, como o reality “Born to Fashion”, cuja premissa é revelar modelos trans. O presidente confunde projetos LGBTQIA+ com pornografia. É o que se pode perceber pelo discurso público que proferiu na quinta-feira, ao dizer que não sabia o que era “não-binário”, foi pesquisar, mas não ia comentar “em respeito aos presentes”. Nesta sexta, Bolsonaro destacou, novamente, que não vai permitir financiamento estatal de “pornografia”. “Não pode dinheiro público ser usado para filmes pornográficos, só isso. Culturais, pô. Temos tantos heróis no Brasil. E a gente não fala dos heróis no Brasil, não toca no assunto. Temos que perpetuar, fazer valer, dar valor a essas pessoas que no passado deram sua vida, se empenharam para que o Brasil fosse independente lá atrás, fosse democrático e sonhasse com um futuro que pertence a todos nós”. A discussão é igual à travada há 30 anos nos Estados Unidos, quando uma mostra do fotógrafo Robert Mappelthorpe foi cancelada ao ser considerada pornográfica e acontecer numa instituição que recebia financiamento público. Na ocasião, discutiu-se até que ponto a liberdade de expressão, garantida pela constituição americana, poderia ser censurada pelo governo com a desculpa de impedir verbas federais de financiar “pornografia”. Exatamente a mesma polêmica levantada por Bolsonaro. A maior diferença entre os dois momentos é que o presidente dos Estados Unidos se manteve neutro nesta discussão, levada adiante pelo Congresso, com direito a argumentações dos dois lados. Um projeto com “filtros” para incentivos federais chegou a ser criado, mas artistas entraram com processos milionários e venceram, derrubando as restrições. Outro detalhe é que, em comemoração aos 30 anos da censura, a mesma exposição considerada “pornográfica” foi finalmente realizada no local que aceitou a pressão pelo cancelamento original, desta vez sem nenhum protesto. Isto é, sem protesto contra, já que o evento foi um ato político contra a censura, inaugurado poucos dias antes do presidente do Brasil optar por “filtrar” os projetos culturais que podem ser feitos neste país. O contraste entre as posições diz muito sobre a diferença (atraso de 30 anos) entre o que Brasil e Estados Unidos entendem como produção cultural de uma sociedade democrática. Por impulso (isto é, sem estudar o impacto das medidas), Bolsonaro já extinguiu o Ministério da Cultura, proibiu que as estatais patrocinem eventos culturais, colocando em risco os festivais de cinema e outros eventos do país, e impôs limites mais restritos aos tetos de projetos que podem ser aprovados via Lei de Incentivo à Cultura (antiga Lei Rouanet). Se extinguir a Ancine, será o apocalipse do cinema brasileiro. Ato que tende a agravar (mais) a crise econômica do país. Mas se Bolsonaro se importasse com isso, teria usado sua caneta Bic para tirar o setor da paralisação imposta por seu governo. Desde janeiro, aguarda-se a publicação do decreto da Cota de Tela, que estipula um determinado número de dias obrigatórios para que os cinemas exibam filmes brasileiros. O ministro Osmar Terra assinou o decreto há dois meses, mas sua publicação no Diário Oficial da União depende da assinatura presidencial. Da mesma forma, o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que decide como alocar os recursos arrecadados, aguarda a escolha de novos nomes. E até uma das quatro cadeiras da diretoria da Ancine está vaga. Bolsonaro resolveu não resolver nada disso. Ao contrário, ameaça paralisar de vez o setor, ponderando extinguir a agência criada para ampliar a produção do cinema nacional ou jogar “filtros” nas regras criadas para não favorecer ninguém – como, por exemplo, um filho de presidente – , em franca atitude de intervenção no mercado. É bom lembrar que as regras de fomento garantem a competitividade natural do mercado ao incluírem a proibição de barreiras temáticas ou julgamento de conteúdos. Em 201 dias de governo, Bolsonaro ainda não propôs nenhuma medida de incentivo à economia e combate ao desemprego, mas tirou “dinheiro público” de verdade da Educação e outras pastas, paralisou várias atividades do governo e colocou em risco o financiamento bilionário de parceiros estrangeiros contra o desmatamento da Amazônia. Só não é o pior começo de governo desde a redemocratização por causa do Plano Collor.

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    Bolsonaro: “Não posso admitir que se faça um filme como Bruna Surfistinha”

    18 de julho de 2019 /

    No discurso do evento que marcou os 200 dias de seu governo, Jair Bolsonaro disse que o dinheiro público não será mais usado para bancar filmes que, segundo ele, contrariam o “respeito com as famílias”. “Com o Osmar Terra [ministro da Cidadania] fomos a um canto e nos acertamos. Eu não posso admitir que com o dinheiro público se faça um filme como ‘Bruna Surfistinha’. Não temos problema com essa opção ou aquela. O ativismo que não podemos permitir, em respeito com as famílias”, disse. “Bruna Surfistinha” foi um dos filmes mais premiados do Brasil em 2012, incluindo troféus do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para seu roteiro e para as atrizes Deborah Secco e Drica Moraes, o troféu do SESC como melhor filme do ano em votação do público e o prêmio Contigo de Cinema. Também foi um sucesso de grande aprovação popular. O lançamento arrecadou mais de R$ 4 milhões em seu fim de semana de estreia, ficando atrás somente do desenho “Enrolados”, da Disney. O longa também não promove qualquer ativismo. E teve sua exibição classificada pelo Ministério da Justiça para 16 anos. Além de discursar, Bolsonaro assinou um decreto transferindo o Conselho Superior de Cinema da Secretaria da Cultura, que estava na pasta de Osmar Terra, para a Casa Civil no Palácio do Planalto. Insatisfeito com a atual política de fomento ao cinema, o presidente pretende fazer alterações na estrutura. Além da transferência do órgão colegiado para o Palácio do Planalto, em uma tentativa de ter mais influência sobre ele, Bolsonaro ainda avalia extinguir a Ancine (Agência Nacional do Cinema), atualmente em crise. Segundo informações da colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, o motivo não é exatamente “Bruna Surfistinha”, mas o mesmo que levou à demissão de um diretor de marketing do Banco do Brasil após publicidade com transexual. A insatisfação do Bolsonaro viria de relatos de projetos aprovados pela Ancine que o presidente entende como absurdos, como o reality “Born to Fashion”, cuja premissa é revelar modelos trans. No evento, o presidente mirou explicitamente os transgêneros, ao falar de sua ordem de suspender vestibular que reservava 120 vagas para transexuais e pessoas não-binárias, o que, para ele, é algo que não pode acontecer. Bolsonaro disse que por ser um vestibular “exclusivo” significa que “não tem espaço para quem for heterossexual”. Bolsonaro também disse que não sabia o que era “não-binário”, foi pesquisar, mas não ia comentar em respeito aos presentes. A categoria de pessoas que não se definem exclusivamente como homem ou mulher é contemplada em glossário da Organização das Nações Unidas (ONU). A Ancine, por sua vez, é uma agência reguladora com a função de fomentar e fiscalizar as produções cinematográfica e videofonográfica no Brasil. A maioria dos filmes feitos no Brasil recebe verbas do órgão, via Fundo Setorial do Audiovisual, que destina para os produtores verbas de taxas federais pagas por empresas do setor, como o Condecine e o Fistel. Este dinheiro não é pago pelo cidadão brasileiro, mas por empresas que lucram com cinema e TV no Brasil. Bolsonaro já proibiu que as estatais patrocinem eventos culturais, colocando em risco os festivais de cinema do país, e impôs limites impraticáveis para produções cinematográficas nos projetos que podem ser aprovados via Lei de Incentivo à Cultura (antiga Lei Rouanet). Tudo isso contribui para a crise econômica do país. Nenhuma medida de incentivo à economia e combate ao desemprego foi anunciada no evento dos 200 dias do governo.

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    Bolsonaro muda Conselho Superior de Cinema e pode extinguir a Ancine

    18 de julho de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro transferiu o Conselho Superior do Cinema, responsável pela formulação da política nacional de audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. A mudança faz parte de decreto assinado nesta quinta-feira (18/7), em cerimônia comemorativa dos 200 dias do atual governo. Segundo informações da colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, o presidente estaria insatisfeito com a atual política de fomento ao cinema e pretende fazer alterações na estrutura. Além da transferência do órgão colegiado para o Palácio do Planalto, em uma tentativa de ter mais influência sobre ele, Bolsonaro avalia extinguir a Ancine (Agência Nacional do Cinema), atualmente em crise. Ainda de acordo com a colunista, o motivo é o mesmo que levou à demissão de um diretor de marketing do Banco do Brasil após publicidade com transexual. A insatisfação do Bolsonaro viria de relatos de projetos aprovados pela Ancine que o presidente entende como absurdos, como o reality “Born to Fashion”, cuja premissa é revelar modelos trans. Ele também estaria preocupado com a disputa de cargos dentro da área da cultura. Criada em 2001, a Ancine é uma agência reguladora com a função de fomentar e fiscalizar as produções cinematográfica e videofonográfica no Brasil. A maioria dos filmes feitos no Brasil recebe verbas do órgão, via Fundo Setorial do Audiovisual, que destina para os produtores verbas de taxas federais pagas por empresas do setor, como o Condecine e o Fistel. Este dinheiro não é pago pelo cidadão brasileiro, mas por empresas que lucram com cinema e TV no Brasil. Bolsonaro já proibiu que as estatais patrocinem eventos culturais, colocando em risco os festivais de cinema do país, e impôs limites impraticáveis para produções cinematográficas nos projetos que podem ser aprovados via Lei de Incentivo à Cultura (antiga Lei Rouanet). Caso a Ancine seja extinta, pode ser o apocalipse do cinema nacional.

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    Estúdio japonês de animação sofre ataque incendiário com mais de 30 mortos

    18 de julho de 2019 /

    Mais de 30 pessoas morreram num incêndio criminoso provocado num estúdio de animação de Kioto, no Japão, nesta quinta-feira (18/7), e outras dezenas ficaram feridas de acordo com informações da rede de TV estatal NHK. A Kyoto Animation, com cerca de 160 funcionários, foi atacada por um homem não identificado, que teria jogado gasolina nas instalações por razões ainda desconhecidas. Ele gritou “morram” quando o incêndio se espalhou às 10h (horário local), segundo a emissora pública NHK, que exibiu um vídeo do momento em que ele foi preso pela polícia. O estúdio de três andares é um dos mais tradicionais da animação japonesa. Foi criado em 1981 e produz animações de cinema e televisão. Entre suas produções, estão o clássico “Robotech”, “A Voz do Silêncio”, “Full Metal Panic”, “K-On”, “Violet Evergarden”, “Clannad” e “A Melancolia de Haruhi Suzumiya”. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o atentado como “assombroso demais para as palavras”, e expressou condolências pelas vítimas. No momento, fala-se em pelo menos 33 vítimas fatais e mais de duas dezenas de pessoas feridas.

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    Comic-Con chega a sua 50ª edição como síntese da indústria cultural americana

    18 de julho de 2019 /

    A Comic-Con está completando 50 edições nesta quinta (18/7) em San Diego, nos Estados Unidos. E meio século mudou tudo em sua organização, assim como na própria indústria do entretenimento que ela reflete. Imagine que nos primeiros anos de sua existência o evento atraía apenas leitores e artistas de quadrinhos, que discutiam exclusivamente os temas das publicações da época. Não havia Comic Con de Nova York, de Chicago ou aquela do Brasil que tem nome inglês. Hollywood nem chegava perto de suas portas. E quem frequentava ainda era zoado como nerd. O império comercial erguido com apoio de empresas de cinema, TV, brinquedos e games torna difícil lembrar que a primeira Comic-Con reuniu apenas algumas dezenas de pessoas no subsolo de um hotel barato do centro de San Diego em março de 1970 para discutir quadrinhos. Foi ideia de um letrista de quadrinhos desempregado de 36 anos, Shel Dorf, e de cinco amigos adolescentes, que queriam falar sobre seus personagens e revistas favoritos. Dorf já tinha participado de convenções precursoras em sua cidade natal, Detroit. E aproveitou seu conhecimento para originar a primeira Comic-Con. O nome oficial do evento inaugural foi Golden State Comic-Con e reuniu 100 pessoas durante algumas horas do dia 21 de março de 1970. Os organizadores se empolgaram com o “sucesso” e cinco meses depois, em agosto, realizaram uma Comic-Con de fôlego, com três dias de duração, com participação do escritor de sci-fi Ray Bradbury e do mestre de quadrinhos Jack Kirby, que serviu de embrião para o formato atual do evento. O resultado rendeu três vezes mais “sucesso”: 300 espectadores. A partir de 1973, o evento abandonou o “Golden State” e passou a ser conhecido como San Diego Comic-Con. Mas seu crescimento manteve-se gradual. O ponto de virada veio em 1976, quando um assessor da Lucasfilm enviou cartazes e outros itens para promover o novo filme da produtora (então) indie, chamado “Guerra nas Estrelas”. O que inspirou essa iniciativa foi o lançamento da adaptação em quadrinhos do roteiro original, editada pela Marvel antes da estreia do longa. A simples presença dos cartazes originou boca-a-boca, num dos primeiros casos de “marketing viral”, que ajudou a lotar os cinemas e serviu para a Comic-Con identificar que o público dos quadrinhos era o mesmo dos filmes de ficção científica. Hollywood prestou atenção, especialmente com o lançamento de “Superman, o Filme” em 1978. E os próprios organizadores perceberam que podiam abrir seu foco para além dos quadrinhos, mirando outras convenções bem-sucedidas da cultura pop, como os eventos relacionados à série “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) – os primeiros a reunir atores, equipe criativa e fãs dispostos a comprar material relacionado a uma série, além de inspirar seus frequentadores a usarem os uniformes de seus personagens favoritos, dando origem ao cosplay. A parceria com o cinema começou tímida. Mas o lançamento de “Batman” (1989) intensificou a relação. Hollywood percebeu o potencial comercial dos quadrinhos e desse público-alvo. Os frequentadores até mesmo deixaram de ser chamados de nerds. Viraram geeks (nerds “especializados”). E a convenção se agigantou. Mudou de hotéis e universidades para o Centro de Convenções de San Diego em 1991. Para redimensionar a nova etapa, também alterou seu nome. Transformou-se em Comic-Con International. Na década de 1990, a programação passou a dar mais destaque aos estúdios e redes de televisão que aos próprios quadrinhos, graças ao investimento dos grandes conglomerados de mídia em patrocínio. Logotipos de cinema e TV passaram a diminuir o espaço dos estandes de gibis usados. E participações de astros e cineastas se tornaram mais concorridas que os eventos dos artistas da Marvel e da DC. Ao entrar nos anos 2000, a Comic-Con passou a ser frequentada até por sex symbols que os nerds originais jamais imaginariam ver em suas bancadas, como Megan Fox, Scarlett Johansson e Kristen Stewart. Mas a popularização trouxe complicações nada geeks: filas longas, corredores abarrotados e um comercialismo desvairado. Os pequenos lojistas de quadrinhos, que sustentaram o começo do evento, agora nem sequer podem participar devido aos custos elevados. Embora a convenção continue a trazer os artistas da Marvel, da DC e até indies, quem ganha atenção da imprensa são outros nomes, como Arnold Schwarzenegger, Patrick Stewart e o elenco da série “Game of Thrones”, cuja presença no evento deste fim de semana já atrai centenas de repórteres e cobertura intensa da TV. Esta concentração de mídia faz parte de outra transformação da Comic-Con nos últimos anos, reconfigurada como uma espécie de porta-voz de projetos da indústria cultural americana. Desta quinta até domingo, várias novidades serão anunciadas pelas empresas de entretenimento dos Estados Unidos, aproveitando a atenção – que hoje é mundial – no evento. A expectativa é especialmente elevada em torno da volta da Marvel à Sala H do Centro de Convenções de San Diego, após pular a Comic-Con do ano passado. Até agora reticente em relação a seus próximos filmes, o estúdio presidido por Kevin Feige deve finalmente oficializar as produções de sua chamada Fase 4. Por outro lado, a ausência dos estúdios Warner, Sony e Universal, que optaram por ignorar a atual edição, indica que os superpoderes da Comic-Con já foram maiores. A proliferação de Comic Cons (sem hífen) tem pulverizado verbas e planos de marketing, o que contribui para a banalização do conceito original e reflete a guerra por conteúdo exclusivo em curso na indústria. A Disney já teve a ideia de fazer a sua própria Comic Con, a D23, e a Netflix vem ensaiando algo parecido. São sinais de mudanças e evolução no negócio das convenções de entretenimento. O que antes era um esforço amador de nerds adolescentes, é cada vez mais identificado como ferramenta profissional de publicidade no mundo das ativações e pop-ups.

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  • Etc

    Provedora NET passa a fazer parte da Claro

    17 de julho de 2019 /

    A operadora de TV paga e banda larga NET passou a ser oficialmente parte da Claro. Os serviços residenciais de TV por assinatura, telefonia e banda larga da operadora de TV foram incorporados ao portfólio da Claro, consolidando a oferta multisserviço da marca. Um vídeo foi disponibilizado para divulgar a novidade. Veja abaixo. “A Claro, que é líder em telecomunicações na América Latina e a operadora que mais cresce no mercado móvel brasileiro, passa agora a deter também a liderança em TV por assinatura e banda larga no país. Ao concentrar os investimentos e atuação mercadológica, fica ainda maior e mais forte, com presença global e portfólio completo de serviços”, disse o presidente da Claro, José Antônio Félix, em comunicado. Isto significa que agora a NET virou uma marca do portfólio da Claro, dando nome aos serviços voltados ao segmento residencial. Os planos e canais de atendimento da NET permanecerão os mesmos, e as lojas, sites e aplicativos serão atualizados para facilitar a interação do assinante. A mudança acontece quatro anos após a fusão iniciada em 2015 entre as duas empresas. Mas antes disso, desde 2011, Claro e Net já eram parceiras e ofereciam a oferta Combo Multi. A incorporação da Net faz parte da estratégia da Claro para a chegada iminente da telefonia 5G, a nova tecnologia de conectividade móvel que permitirá velocidades muito maiores, com tempo de resposta muito menor. “Estamos juntando conteúdo, tecnologia de ponta, fibra óptica e mobilidade, um passo fundamental e definitivo para preparar a Claro para continuar levando o novo para os nossos clientes. O mundo continuará evoluindo numa velocidade sem precedentes, assim como nossas soluções”, afirma Marcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro.

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  • Etc,  Filme

    Stephen Verona (1940 – 2019)

    16 de julho de 2019 /

    O cineasta Stephen Verona, co-roteirista e co-diretor de “Os Lordes de Flatbush”, morreu de câncer de pulmão no último final de semana em Los Angeles. Ele tinha 78 anos. Lançado no começo de 1974, “Os Lordes de Flatbush” seguia quatro “greasers” do Brooklyn em 1958, enquanto roubam carros e pegam garotas. O filme ajudou a lançar as carreiras de Sylvester Stallone e Henry Winkler, que viveram dois membros da gangue antes de encontrar sucesso com seus personagens mais famosos, no filme “Rocky” (1976) e na série “Happy Days” (1974–1984), respectivamente. Winkler acabou vivendo uma paródia de seu personagem de “Faltbush” em “Happy Days”, o eterno rebelde de topete engomado Fonzie. Já Stallone estava pensando em desistir de atuar quando foi descoberto por Verona em uma oficina de teatro. O próprio ator disse mais tarde que seu desempenho como Stanley Rosiello, um rebelde grosseiro com um lado sensível, serviu de modelo para sua performance icônica como Rocky Balboa. Antes de “Os Lordes de Flatbush”, que realizou em parceria com o diretor Martin Davidson, Verona fez vários curtas entre os anos 1960 e 1970, inclusive filmes promocionais de músicas pop, precursores dos videoclipes, para a Columbia Records entre 1970 e 1972, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Barbra Streisand, Chicago, Santana, Roberta Flack e The Lovin’ Spoonful. Ele também trabalhou com John Lennon em um curta de animação baseado na canção dos Beatles “I Feel Fine” e recebeu uma indicação ao Oscar pelo curta “The Rehearsal”, em 1972, sobre o Actors Studio, de Nova York. Verona também dirigiu a estreia da cantora Gladys Knight no cinema, o longa “Pipe Dreams” (1976), e o drama “Flores e Espinhos” (1979), que foi exibido no Festival de Cannes. Seu quarto e último longa de ficção foi “Talking Walls” (1987), sobre um estudante que gravava sex tapes. O filme foi destruído pela crítica. Ele ainda fez um documentário em vídeo sobre Angela Lansbury, estrela da série “Assassinato por Escrito”, em 1988, antes de passar a se dedicar exclusivamente à fotografia e artes plásticas.

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  • Etc

    Criador de Halloween vai escrever quadrinhos do Coringa

    13 de julho de 2019 /

    O cineasta John Carpenter, criador de clássicos do terror e da ficção científica como “Halloween” (1978), “Fuga de Nova York” (1981) e “O Enigma de Outro Mundo” (1982), vai escrever uma história inédita do Coringa para a DC Comics. A graphic novel fará parte do evento “Year of the Villain”, que repercute a transformação de Lex Luthor num híbrido alienígena e sua oferta “irrecusável” para os principais vilões da editora, prometendo aprimoramentos para os piores de todos. O Coringa, porém, não quer esperar que Luthor o procure para demonstrar ser o pior dos piores, o único capaz de fazer o mal e deixar suas vítimas rindo. Carpenter vai escrever “Year of the Villain: Joker” em parceria com Anthony Burch, roteirista do game “Borderlands 2”. Os dois já trabalharam juntos na minissérie em quadrinhos “Big Trouble in Little China: Old Man Jack”, que adapta o filme “Aventureiros no Bairro Proibido” (1986), outro clássico do diretor. Os desenhos estão a cargo de Philip Tan (“Lanterna Verde – Agente Laranja”) e a arte da capa já foi divulgada. Confira abaixo.  

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  • Etc,  Filme,  Série

    Stephanie Niznik (1967 – 2019)

    12 de julho de 2019 /

    A atriz Stephanie Niznik, que estrelou a série “Everwood” e apareceu na franquia “Star Trek” no cinema e na televisão, morreu em 23 de junho em Encino, Califórnia, aos 52 anos. A família informou o falecimento apenas nessa sexta (12/7). Nascida em Bangor, Maine, ela estudava para se formar como geneticista quando optou por se inscrever num curso de teatro na Universidade Duke, completado por um mestrado na Cal Arts. Seu primeiro papel no cinema foi na comédia “O Amor é uma Grande Fantasia” (1994), de Gary Marshall, seguido pelo primeiro protagonismo numa série, “Vanishing Son”, em que viveu uma agente do FBI nos 13 episódios exibidos pela Fox entre 1994 e 1995. Ela também apareceu nas comédias “Questão de Sensibilidade” (1996), “Deus nos Acuda” (1996) e “Em Qualquer Outro Lugar” (1999), além de ter feito participações em diversas séries dos anos 1990 e 2000, como “Assassinato por Escrito”, “Jag – Ases Invencíveis”, “Nash Bridges”, “NCIS”, “CSI: Miami”, “Grey’s Anatomy” e até “Lost”. Sua relação com “Star Trek” começou no filme “Jornada nas Estrelas: Insurreição”, onde interpretou uma oficial Trill da Enterprise, chamada Kell Perim. Ela ainda voltou ao universo trekker como uma alienígena metamorfa num episódio de “Star Trek: Enterprise”, exibido em 2002. Entretanto, é mais lembrada por ter estrelado “Everwood” como Nina Feeney, a doce vizinha dos Brown e eventual interesse romântico do Dr. Andrew “Andy” Brown (Treat Williams) em 82 episódios da série exibida entre 2002 e 2006. Afastada das telas há uma década, Niznik mantinha atividades voluntárias em organizações de resgate de crianças e animais submetidos a abusos, e também trabalhava num centro de terapia holística.

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  • Etc

    Roteiros inéditos de Stanley Kubrick são descobertos em antiga residência do diretor

    12 de julho de 2019 /

    Três esboços de roteiros inéditos de Stanley Kubrick (“2001 – Uma Odisseia no Espaço”, “O Iluminado”) foram encontrados em uma casa em que o cineasta viveu durante a década de 1950, no Reino Unido. Segundo o jornal The Guardian, as histórias focam-se em temas como casamento, traição e ciúme. Os scripts não estão finalizados. Um deles, intitulado “Married Man” (Homem Casado, em tradução literal), inclui 35 páginas de cenas datilografadas, além de muitas notas escritas à mão. “The Perfect Marriage” (O Casamento Perfeito), compreende apenas sete páginas de cenas. E “Jealousy” (Ciúme) reúne 13 páginas de material datilografado e escrito à mão. São esboços que contam variações da mesma história, sobre um casal cuja relação é cheia de ressentimentos. Os roteiros refletem o período em que foram escritos, no qual Kubrick estava enfrentando problemas em seu casamento com Ruth Sobotka, sua segunda mulher. O casal se separou em 1957. Um trecho do script de “Married Man” diz: “O casamento é como uma longa refeição em que nos servem a sobremesa primeiro. Você consegue imaginar os horrores de viver com uma mulher que se agarra a você, cuja vida gira ao seu redor de manhã, à tarde e à noite? É como se afogar em um mar de plumas”. Os três roteiros foram transferidos para o arquivo sobre Kubrick na Universidade das Artes de Londres, no Reino Unido.

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    Denise Nickerson (1957 – 2019)

    11 de julho de 2019 /

    A atriz Denise Nickerson, que na infância estrelou a primeira versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de 1971, morreu nesta quinta (11/7), aos 62 anos. Ela sofreu um derrame em 2018 e entrou em coma, e desde então vinha sendo mantida viva com a ajuda de aparelhos. O falecimento aconteceu logo após sua família decidir desligá-los. Por conta do estado frágil, sofria com convulsões e recentemente contraiu uma pneumonia que deixou a situação ainda mais delicada. A família está buscando doações por meio do site GoFundMe para o enterro e o pagamento das dívidas com o hospital. Ela estava sendo tratada por seu filho e nora. Denise fez seu papel mais famoso quando tinha 13 anos, mas estreou muito antes na televisão, com apenas 8 anos, num episódio da série infantil “Flipper” de 1965. Ela também atuou em mais de 70 capítulos da cultuada novela gótica “Dark Shadows”, entre 1968 e 1970, antes de fazer sua estreia no cinema como Violet Beauregarde, a garota competitiva, arrogante e mascadora de chicletes, que ganha o prêmio de uma visita à fábrica de chocolates de Willy Wonka (Gene Wilder), junto de outras crianças. Apesar da precocidade e do sucesso do filme, a carreira da atriz foi curta. Ela estrelou o programa humorístico “The Electric Company” entre 1972 e 1973, fez algumas aparições em séries da época, como “A Família Sol Lá Si Dó” (The Brady Bunch) e “Abertura Disneylândia”, e apenas mais dois filmes, a comédia “Sorria” (Smile, 1975), estrelada por Bruce Dern, e “Zero a Sessenta” (Zero to Sixty, 1978), com Joan Collins. Curiosamente, ambos também se tornaram cultuados. Depois disso, ela só voltou a aparecer num documentário dos 30 anos de “Dark Shadows”, lançado em 1996, e fez poucas aparições em programas televisivos como ela mesma. Ao se afastar de Hollywood, ela se tornou uma enfermeira. Sua última entrevista foi registrada em 2016, por ocasião da morte de Gene Wilder, intérprete de Willy Wonka no filme de 1971. “Eu me sinto uma senhora de muita sorte por ter participado de algo que trouxe sorrisos para tantos rostos”, ela disse na ocasião, refletindo sobre o legado de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

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    Valentina Cortese (1923 – 2019)

    10 de julho de 2019 /

    Valentina Cortese, atriz italiana indicada ao Oscar por sua interpretação em “A Noite Americana” (1973), clássico de François Truffaut, morreu nesta quarta (10/7) em Milão, aos 96 anos. Nascida em Milão em 1923, Cortese foi uma das principais “mocinhas” do cinema italiano dos anos 1940, lançada à fama com o papel de Lisabetta em “A Farsa Trágica” (1942), de Alessandro Blasetti. Ela fez nada menos que 26 filmes em sua primeira década de atividade, boa parte deles aventuras de capa e espada, conquistando aclamação para além das fronteiras nacionais ao interpretar tanto Fantine quanto Cosette na versão italiana de “Os Miseráveis”, lançada como dois filmes diferentes em 1948. A repercussão rendeu um contrato com a 20th Century Fox, que a lançou nos Estados Unidos no clássico noir “Mercado de Ladrões” (1949), de Jules Dassin. Fez vários filmes americanos, entre eles “Terrível Suspeita” (1951), de Robert Wise, e “A Condessa Descalça” (1954), de Joseph L. Mankiewicz. Mas a ironia é que Hollywood a tornou ainda mais popular na Europa, o que a levou de volta à Itália. Em seu retorno triunfal, a atriz passou a trabalhar com os grandes mestres do cinema italiano. Os convites não eram mais para papéis de donzelas em aventuras ligeiras, mas para participar de obras dos mais variados gêneros, do drama ao terror, a maioria cultuadíssima, como “As Amigas” (1955), de Michelangelo Antonioni, “Olhos Diabólicos” (1963), de Mario Bava, “Julieta dos Espíritos” (1965), de Federico Fellini, e “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli, A atriz ainda participou de filmagens americanas na Itália, como “Barrabás” (1961), passado na Roma antiga, o drama “A Visita” (1964) e o filme de guerra “O Segredo de Santa Vitória” (1969). E trabalhou em produções inglesas, francesas, alemãs, espanholas, etc, como “Onde o Mundo Acaba” (1956), de Luis García Berlanga, “O Assassinato de Trotsky” (1972), de Joseph Losey, e “O Primeiro Amor” (1970), de Maximilian Schell. O papel de Severine, uma estrela de cinema envelhecida e alcoólatra, no clássico francês “A Noite Americana” (1973), de Truffaut, foi um dos pontos mais altos de sua carreira. Além da indicação ao Oscar, o trabalho lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro e o prêmio de Melhor Atriz da BAFTA, a Academia britânica. Ela ainda contracenou com Paul Newman no filme norte-americano de desastre “O Dia em que o Mundo Acabou” (1980) e foi dirigida pelo inglês Terry Gilliam na comédia de época “As Aventuras do Barão Munchausen” (1988), entre dois trabalhos de Zeffirelli, a minissérie “Jesus de Nazaré” (1977) e seu último longa, “Sonho Proibido” (1993), antes de aposentar das telas, com a fama de ter sido uma das maiores divas da história da Cinecittà.

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    Nova parceria de Bryan Cranston e Aaron Paul não tem nada a ver com Breaking Bad

    9 de julho de 2019 /

    Os teasers divulgados nas redes sociais por Bryan Cranston e Aaron Paul não tem nada a ver com “Breaking Bad”. Após posts da dupla causarem especulação a respeito de um telefilme que continuaria a série clássica, os intérpretes de Walter White e Jesse Pinkman revelaram ter voltado a se juntar fora da televisão, para um projeto etílico. Os dois atores anunciaram nesta terça (9/7) que a nova parceria visa lançar uma marca de mezcal, bebida alcoólica mexicana, batizada de Dos Hombres. “Nós tivemos nossos melhores momentos de vida quando gravamos ‘Breaking Bad’ e realmente construímos um vínculo muito especial. Sabendo que não poderíamos compartilhar a tela por um bom tempo, nossos pensamentos se voltaram para um novo projeto. Bebendo nossos drinks e pensamos no que deveria ser”, escreveram os dois em um comunicado publicado no Instagram. A ideia de criar uma marca de mezcal surgiu três anos atrás em um sushi bar de Nova York. “Depois daquele restaurante, nós não tiramos a ideia da nossa cabeça. Então nós viajamos por Oaxaca [estado mexicano] para ver se encontrávamos algo. E tinha que ser algo tão bom que mesmo quem não gosta de mezcal iria amar. Teria que ser perfeito ou não iríamos fazer”, continuou o comunicado. “Foi uma jornada louca e agora mal podemos esperar para compartilhar com vocês”. Veja a íntegra do texto original abaixo, junto com uma galeria de fotos da dupla em Oaxaca e também imagens da bebida. Ver essa foto no Instagram Three years ago we sat in a sushi bar in New York. Talking about life and what we could possibly do down the road together. We had the time of our lives while shooting Breaking Bad and truly built a very special bond. Knowing that we couldn’t share the screen for quite a while – our thoughts turned to a new project. We sipped cocktails and thought about what it should be. The younger one looked at his drink and said, you know what we should do? We should do a really special Mezcal. The older one said, you mean the liquor with a worm at the bottom? Nah, that was just some bullshit gimmick, I mean real, artesanal Mezcal made by hand in Mexico. After that dinner we couldn’t get the idea out of our heads. So, we started traveling to Oaxaca to see if we could find it, and we mean it had to be “it,” something so damn good even people who don’t think they like Mezcal will love it. It had to be perfect or we weren’t going to do it. We searched high and low all over Oaxaca, met incredible people along the way and after a beautiful yet grueling search throughout that majestic landscape we believed we may have found our place. Our Mezcal. It was on a dirt-road, in a tiny village, hours away from the center of town, we found it and it was perfect. Holy shit it was perfect. We looked at each other and just simply nodded. This is it. We named it Dos Hombres – two guys on a quest. It’s been a long and crazy journey and we couldn’t be happier to share this with you and the rest of the world. We are crazy about the taste, the aroma, and the versatility of this smokey, age-old alcohol. Try it, and let us know what you think. We are certain you will love it. Well, that’s our story. What’s yours? Go to doshombres.com to get a bottle of your own. Follow us at @Doshombres and @Mezcal to hear more about Mezcal and Dos Hombres. — AP & BC Uma publicação compartilhada por Bryan Cranston (@bryancranston) em 9 de Jul, 2019 às 10:00 PDT

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