Holanda inaugura primeiro cinema pornô em “5D”
A cidade de Amsterdã, na Holanda, inaugurou a primeira sala de cinema dedicada à pornografia “5D”. Batizado, justamente, de “5D Porn”, o espaço é definido como “uma experiência para os cinco sentidos” – daí o nome. Além de uma tela em 3D, os assentos se movem para acompanhar o que acontece na projeção e há jatos de ar e água para completar o ambiente. A iniciativa é da veterana atriz pornô Kim Holland, uma das mais famosas da Holanda, em parceria com uma empresária que se identifica apenas como Natalie. Holland é a produtora dos filmes criados especificamente para a sala. Elas esperam explorar o potencial do turismo sexual de Amsterdã, conhecida por seu Red Light District, uma zona de sex shops e strip clubs, entre outras atrações. Mas esta mesma fama da região tem sido combatida pelas autoridades locais – uma proibição de caravanas de turistas ao Red Light District entra em vigor em 2020. Por conta disso, Natalie explicou à revista Dutch Review que seu foco também é o público local. “Não queremos buscar só os turistas. É engraçado porque em Amsterdã e com os holandeses em geral há um interesse em se livrar das amarras e das normas. Então, venham com suas mulheres, riam, se divirtam com algo diferente”, disse. A sala de cinema é pequena, com 18 assentos, assim como os “filmes” que exibe. Segundo Natalie, são seis sessões por hora. Veja abaixo um vídeo do canal do YouTube Omrope PowNed sobre a abertura da sala (em holandês).
Keanu Reeves está em São Paulo para negociar produção de série na cidade
O ator Keanu Reeves está em São Paulo. Protagonista de duas trilogias de sucesso – “Matrix”, que completou 20 anos, e “John Wick, que lança seu terceiro filme em maio – , o astro de Hollywood veio à capital paulista para participar de reuniões com a prefeitura e com o governo do Estado, em busca de apoio para gravar uma série na cidade. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da SPCine, que está fazendo a negociação por meio da São Paulo Film Commission. Na terça (2/4), ele se encontrou com o prefeito Bruno Covas, o secretário de cultura Alê Youssef e a diretora da SPCine Laís Bodanzky. Também estiveram presentes Carl Erik Rinsch, que será o diretor da série, e Gabriela Roses (produtora). Keanu Reeves e Carl Erik Rinsch já trabalharam juntos no filme “47 Ronins”, de 2013. O nome da série ainda não foi divulgado oficialmente, embora tenha circulado no encontro. A equipe também se reuniu com o governador João Dória e o secretário da cultura Sérgio Sá Leitão nesta quarta.
Michelle Pfeiffer mostra que ainda tem agilidade da Mulher-Gato no Instagram
Depois de “reencontrar” o seu chicote de Mulher-Gato no mês passado, a atriz Michelle Pfeiffer postou um novo vídeo em seu Instagram, mostrando que ainda sabe utilizar o acessório da vilã que interpretou em “Batman: O Retorno”, lançado em 1992, há 27 anos. “Como andar de bicicleta”, ela legendou, ao lado do vídeo em que estala o chicote com agilidade. Esta é a terceira vez que Pfeiffer se lembra de sua época de Mulher-Gato no Instagram. Além do post original do chicote, ela postou uma cena da icônica personagem quando fez sua estreia na rede social em janeiro, com uma legenda simples: “Miau, Instagram”. A atriz, que completou 60 anos de idade recentemente, vai aparecer a seguir em “Vingadores: Ultimato”, como Janet van Dyne, a Vespa original, e em “Malévola 2”, ao lado de Angelina Jolie e Elle Fanning. Visualizar esta foto no Instagram. Just like riding a bike ? Uma publicação compartilhada por Michelle Pfeiffer (@michellepfeifferofficial) em 1 de Abr, 2019 às 9:03 PDT
Tania Mallet (1941 – 2019)
A modelo Tania Mallet, que viveu uma das primeiras “Bond girls” dos filmes do agente 007, morreu aos 77 anos, de causa não revelada. Ela ficou conhecida pelo papel de Tilly Masterson no filme “007 contra Goldfinger” (1964), o terceiro e um dos mais famosos da franquia, em que contracenou com Sean Connery no papel do protagonista. Mallet era modelo e por causa de uma foto de biquíni na revista Vogue chamou atenção do produtor Albert Broccoli, que a convidou a participar de um teste para o segundo longa de James Bond, “Moscou Contra 007” (1963). Ela disputou o papel de Tatiana Romanova, que acabou vivido pela italiana Daniela Bianchi. Mas não foi uma perda de tempo, porque lhe rendeu participação no filme seguinte. Em “007 contra Goldfinger”, sua personagem queria se vingar do vilão do título (Gert Fröbe) pela morte de sua irmã, mas acaba sendo morta pelo icônico chapéu mortal do capanga Oddjob (Harold Sakata). Após atuar em “Goldfinger”, porém, ela decidiu se concentrar no trabalho como modelo – que, segundo contou, pagava muito melhor. Assim, só voltou a atuar uma única vez, numa pequena participação num episódio da série britânica “The New Avengers”, de 1976, que fazia referência à “Goldfinger”.
Astro de Todo Mundo Odeia o Chris compartilha sua luta contra doença
O ator Tyler James Williams, que ficou conhecido como protagonista de “Todo Mundo Odeia o Chris”, usou o Instagram para compartilhar sua luta contra a Doença de Crohn, síndrome que afeta o sistema digestivo. “Há três semanas eu tive meu primeiro surto em quase dois anos. Este foi particularmente ruim. É uma loucura como me lembrei de uma dor que eu não sentia há muito tempo e, em seguida, repassei todas as emoções que foram trazidas por esta lembrança infeliz”, começou o ator, em post publicado no sábado (30/3). “A coisa mais louca naquele momento foi o medo. Não da dor, mas do que vem depois. Eu estava no hospital por cinco dias e não tinha permissão para comer por todos esse período enquanto meu estômago se acalmava e se curava”. “Pergunte a qualquer paciente com Crohn, manter o peso pode parecer um trabalho em tempo integral. Eu sabia que a perda de peso estava chegando e esse recuo pode realmente mexer com sua cabeça. Mas todos nós temos nossa cruz para carregar”, lembrou o ator. “Perdi quase cinco quilos em cinco dias. Assim que os médicos me liberaram, voltei para a academia para fortalecer. A Doença de Crohn vai derrubá-lo sempre que tiver a chance também. Tudo bem, desde que você se levante e continue empurrando”, completou. A Doença de Crohn tem como principal sintoma a dor abdominal associada à diarreia, febre, perda de peso e enfraquecimento por não conseguir absorver nutrientes. Ela afeta todo o sistema digestivo, mas atua principalmente na parte inferior do intestino delgado e no cólon. A medicina ainda não sabe com precisão o que causa a doença, mas acredita que fatores genéticos, ambientais e infecciosos podem estar envolvidos. Tyler James Williams está atualmente no elenco da série “Whyskey Cavalier”, na qual contracena com Lauren Cohan, após os dois trabalharem em “The Walking Dead” Visualizar esta foto no Instagram. 3 weeks ago I had my first flare up in almost 2 years. This one was particularly bad. It’s crazy how a pain I hadn’t felt in a long time I immediately remembered, quickly identified and then ran through all of the emotions that were brought up by this unfortunate memory recall. Craziest thing in that moment was the fear. Not of the pain but what comes after. I was in the hospital for 5 days and wasn’t allowed to eat for all 5 as my insides calmed down and healed. Ask any #Crohns patient, keeping weight on can feel like a full time job. I knew weight loss was coming and that set back can really mess with your head. But we all have our cross to bear. Lost 10lbs in 5 days. Soon as docs cleared it I got right back in the gym for the reup. . #crohnsdisease can/will knock you down whenever it gets the chance too. That’s fine as long each time it does you get up, spit in its face, say “You hit like a bitch” and keep it pushing. @crohnscolitisfoundation #ibdawareness #crohnswarrior Uma publicação compartilhada por Tyler James Williams (@willtylerjames) em 30 de Mar, 2019 às 12:11 PDT
Nicolas Cage diz na Justiça que estava bêbado quando se casou
Para pedir a anulação de seu casamento, Nicolas Cage disse que estava bêbado quando assinou os papéis do matrimônio com a maquiadora Erika Koike em Las Vegas nesta semana. As informações são do site TMZ, que teve acesso à ação judicial protocolada pelo ator para cancelar a união. Cage explica em seu processo que “Erika sugeriu que eles deveriam se casar” e que ele reagiu de “forma impulsiva e sem entendimento do impacto de suas ações”. O ator ainda afirma que o casamento foi uma fraude porque ela não revelou “toda a natureza e extensão de seu relacionamento com uma outra pessoa”, nem foi sincera ao esconder que possuía um histórico criminal. O cancelamento do matrimônio seria justificável, segundo Cage, porque “conflitos de personalidades tornam os dois incompatíveis no casamento”. O TMZ ainda conseguiu fotos do casal minutos após eles se casarem – e o clima tenso é o oposto de uma lua de mel. Segundo testemunhas, a dupla brigou na saída do cartório antes de ir embora. Veja as fotos abaixo. O casal está junto desde abril de 2018 e Koike é a quarta esposa de Cage, após Patricia Arquette (1995-2001), Lisa Marie Presley (2002-2004) e Alice Kim (2014-2016).
Liam Neeson volta a se desculpar por confissão racista
O ator Liam Neeson voltou a se desculpar pela revelação polêmica feita durante a divulgação de seu novo filme “Vingança a Sangue-Frio”. Numa entrevista do começo de fevereiro, ele confessou que já teve desejo “de matar um homem negro” após uma amiga ser estuprada. A frase pegou mal e as explicações do contexto só pioraram a situação, gerando impacto negativo nas bilheterias do novo filme do ator. “Vingança a Sangue Frio” registrou a pior estreia do astro desde 2010. Desde então, ele disse ter refletido bastante. “Ao longo das últimas semanas, tenho refletido e falado com várias pessoas que foram prejudicadas pela minha lembrança impulsiva de um estupro brutal de uma querida amiga há quase 40 anos e meus pensamentos e ações inaceitáveis”, disse o ator em novo comunicado. “O horror do que aconteceu com minha amiga deu início a pensamentos irracionais que não representam a pessoa que eu sou. Para explicar essas declarações: eu passei do ponto e magoei muitas pessoas em um momento em que a linguagem é tão frequentemente armada e uma comunidade inteira de pessoas inocentes é alvo de atos raivosos”, acrescentou. “O que não consegui perceber é que não se trata de justificar minha raiva há tantos anos, mas também do impacto que minhas palavras têm hoje. Eu estava errado em fazer o que fiz. Eu reconheço que, embora os comentários que fiz não reflitam, de forma alguma, meus verdadeiros sentimentos, eles foram prejudiciais e divisivos. Eu peço desculpas profundamente.”, concluiu. Durante a entrevista realizada ao jornal Independent, Neeson contou que pretendia se vingar do estupro de uma de suas melhores amigas. “Minha reação imediata foi… Eu perguntei se ela sabia quem foi, e ela disse que não. Perguntei se era alguém branco ou negro, e ela disse negro”, disse Neeson. “Eu fui para a rua com um cassetete, esperando que alguém me abordasse. Eu sinto vergonha de dizer isso hoje em dia. Eu fiquei andando pela rua todas as noites por uma ou duas semanas, esperando que algum negro viesse para cima de mim ou algo assim. Para que eu pudesse matá-lo”, completou. Após as declarações, o ator de 66 anos negou ao programa “Good Morning America”, da emissora americana ABC, ter preconceito. “Não sou racista”, garantiu, explicando que “nunca tinha experimentado esse sentimento antes”. “Foi um impulso primitivo de atacar alguém”. Após a polêmica, “Vingança a Sangue-Frio” chegou a ser adiado no Brasil por algumas semanas, estreando no dia 14 de março.
Shane Rimmer (1929 – 2019)
O ator e dublador Shane Rimmer, que deu voz ao piloto Scott Tracy na série de marionetes “Thunderbirds”, morreu em sua casa na madrugada desta sexta (29/3). Ele tinha 89 anos. Canadense, nascido em Toronto em 1929, Rimmer se mudou para o Reino Unido na década de 1950, onde trabalhou em várias séries (incluindo “Doctor Who”) e iniciou uma carreira repleta de figurações no cinema, iniciada pelo clássico “Dr. Fantástico” (1964), de Stanley Kubrick, e com direito a três filmes de 007 nos anos 1970 – “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973) e “007: O Espião que me Amava” (1977), sempre como personagens diferentes. Rimmer também tinha uma relação afetiva com as adaptações da DC Comics. Após aparecer nos três primeiros filmes de “Superman” estrelados por Christopher Reeve, ainda figurou em “Batman Begins” (2005). Sua ficha no IMDb cita 165 créditos, incluindo “Guerra nas Estrelas” (1977) e o vencedor do Oscar “Gandhi” (1982), mas a maioria de seus papéis de cinema foi tão pequena que nem sequer tinha nome – em vez disso, eram identificados como o “técnico mais velho”, o “treinador”, o “coronel”, o “comentarista”. Seu trabalho mais consistente se deu nas séries do produtor Gerry Anderson. Além de dar voz ao líder da tripulação dos Thunderbirds entre 1964 e 1966, ele também dublou personagens de outras duas atrações famosas de bonecos, “Capitão Escarlate” (1967-68) e “Joe 90” (1968-69). Para completar, apareceu em carne e osso nas séries live-action de ficção científica do produtor, “Projeto UFO” (1970-71) e “Espaço: 1999” (1975–1977). Um de seus últimos trabalhos foi uma minissérie em que voltou a dublar o líder dos Thunderbirds. Foram três episódios lançados em 2015. Entretanto, quando a série original foi refeita no mesmo ano, os novos produtores não o chamaram de volta, encerrando sua longa ligação com o legado de Gerry Anderson (1929–2012).
June Harding (1940 – 2019)
A atriz June Harding, que fez sucesso nos anos 1960, ao estrelar a comédia “Anjos Rebeldes” (1966), morreu no dia 22 de março em uma casa de repouso no Maine. Ela tinha 78 anos. Com aparência bem mais jovem que sua idade real, Harding registrou seu primeiro trabalho numa pequena participação na longeva novela “As the World Turns” aos 16 anos, de onde partiu para Nova York, buscando virar atriz de teatro. Após se apresentar em peças pequenas, ela estreou na Broadway aos 21 anos, em dezembro de 1961, como a filha mais nova de Art Carney na peça de sucesso “Take Her, She’s Mine”, mas logo voltou para a TV, virando integrante da série de antologia “The Richard Boone Show”, entre 1963 e 1964. Ela ainda apareceu em episódios de “Dr. Kildare”, “Os Defensores” e “O Fugitivo” antes de ser escalada em seu primeiro e único filme. Já tinha 26 anos quando protagonizou “Anjos Rebeldes” ao lado da estrelinha da Disney Hailey Mills, então com 19. No clássico dirigido por Ida Lupino, as duas viviam as personagens do título, estudantes espirituosas de um internato de meninas, administrado por uma Madre Superiora durona (Rosaland Russell). O filme fez grande sucesso e rendeu uma homenagem para a atriz em sua cidade natal de Emporia, na Virginia. Ela recebeu a chave da cidade e foi comemorada com um novo feriado municipal, o “Dia de June Harding”. Mas Harding não deu sequência na carreira, aposentando-se logo no começo dos anos 1970. Seu último papel foi no telefilme “The Cliff” (1970). Desde então, vinha se dedicando à pintura.
Miley Cyrus adota penteado de Hannah Montana para celebrar 13 anos da série
Depois dos Jonas Brothers e Sandy & Júnior reviverem seus projetos musicais da juventude, Miley Cyrus decidiu comemorar os 13 anos da série “Hannah Montana” voltando a adotar o visual da personagem. Após passar pelo salão de beleza e mostrar que a nova franja não é peruca, ela postou uma série de vídeos e fotos nas redes sociais com a hashtag #HannahMontana. Os comentários feitos nos vídeos, porém, foram bastante irônicos, referindo-se, por exemplo, ao título do hit “The Best of Both Worlds” como uma forma de combinar duas drogas. Ela até dançou ao som da música “Hannah Montana”, do grupo de rap Migos, cuja letra era, de fato, referência à combinação de duas drogas. E ainda postou uma foto em que contrasta a loirice da personagem pop com uma camiseta clássica de Alice Cooper e visual roqueiro. “Hannah Montana agora é punk!”, brincou. Ela acabou entrando nos tópicos mais comentados do Twitter com seus posts, fazendo com que os fãs lançassem campanha para vê-la novamente como a personagem. Apesar da brincadeira, não há indícios de que a Disney esteja interessada numa Hannah Montana punk. Com quatro temporadas, exibidas entre 2006 e 2011 no Disney Channel, além de um filme e shows, “Hannah Montana” lançou a carreira de Miley Cyrus e criou um padrão para as produções musicais adolescentes da Disney. Mas assim que seu contrato acabou, a cantora se reinventou com uma imagem oposta à da jovem inocente, trocando o country pop por dance music e um estilo de vista marcado por muito hedonismo. I WIN! #10YearChallenge pic.twitter.com/e1PoxpWnKm — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019 pic.twitter.com/WOGPhNUH8S — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019 Icons only! #HannahMontana pic.twitter.com/SfjweSaLYo — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019 pic.twitter.com/4S99QFnIEa — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019 pic.twitter.com/HEjaOVGLIl — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019 Hannah Montana @Migos pic.twitter.com/v62ncSpaQ1 — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019 Hannah is punk now! ☠️ pic.twitter.com/I4nUdajchD — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019 #HannahMontana & @billyraycyrus pic.twitter.com/OaIulhrRMA — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 29, 2019
Agnès Varda (1928 – 2019)
A cineasta Agnès Varda, um dos maiores nomes da nouvelle vague, morreu na madrugada desta sexta (29/3), aos 90 anos, cercada por sua família e amigos, em consequência de um câncer. Feminista, diretora de cinema, artista plástica e também fotógrafa, ela assinou clássicos que ficaram conhecidos por suas ousadias, com estruturas e narrativas originais. “La Pointe-Courte” (1955), seu longa de estreia, por exemplo, tinha narração dupla, enquanto acompanhava histórias distintas de uma vila. Vários críticos citam este trabalho como precursor da nouvelle vague, já que foi lançado antes que seus colegas de geração (François Truffaut, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Claude Chabrol, Jacques Rivette, Éric Rohmer) filmassem suas obras mais famosas, desprendendo-se das convenções narrativas do cinema. Nascida Arlette Varda em 1928 numa região de Bruxelas, capital da Bélgica, ela estudou fotografia na Escola de Belas Artes de Paris e aos 21 anos desembarcou com a sua câmara fotográfica no Festival de Avignon, o mais antigo festival de artes da França e um dos maiores do mundo, do qual passou a ser a fotógrafa oficial em 1951. Em pouco tempo, passou das imagens estáticas para as de movimento, mas sua experiência fotográfica a acompanhou por toda a carreira. Ao fazer um filme, Varda também assumia a câmera, além do roteiro, edição e produção. Dizia que só assim conseguiria a coesão – e a autoria completa – sobre suas obras. Em 1954, criou sua produtora, a Ciné-Tamaris, por onde lançou “La Pointe-Courte”, que a tornou conhecida como “mãe” ou “madrinha” da nouvelle vague. Mas seu filme mais conhecido viria no auge do movimento, em 1962. Seu segundo longa, “Cléo das 5 às 7”, imprimiu um viés feminista ao cinema. A trama acompanhava a personagem-título por duas angustiantes horas pelas ruas de Paris, enquanto aguardava o resultado de um exame de câncer. Foi considerado o Melhor Filme do ano pelo sindicato dos críticos franceses. Seu terceiro lançamento, “As Duas Faces da Felicidade” (1965), vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim, focava a hipocrisia masculina, mostrando uma família que seria perfeita, não fosse o patriarca um homem infiel, apesar de feliz no casamento. Depois de dirigir Catherine Deneuve em “As Criaturas” (1966), Varda e o marido, o também cineasta Jacques Demy, mudaram-se para Los Angeles, onde ela mergulhou “no espírito de revolta” da contracultura e se reinventou como documentarista. Querendo registrar o período, filmou diversos curtas sobre tópicos quentes, como os Panteras Negras, a revolução cubana, a guerra do Vietnã e o próprio feminismo. Só foi voltar à ficção em 1977, com “Uma Canta, a Outra Não”, história de duas amigas ao longo de uma década de reivindicações femininas. Mesmo assim, passou a se alternar-se entre registros de tudo o que lhe chamava atenção, como os murais grafitados das ruas de Los Angeles (o documentário “Mur, Murs”, 1981), e trabalhos em que se expressava por meio de atores, como o drama de uma jovem encontrada morta numa vala. Este foi o tema de “Os Renegados” (1985), estrelado por Sandrine Bonnaire, que venceu o Leão de Ouro como Melhor Filme do Festival de Veneza. Essa dualidade a permitiu filmar duas vezes a atriz Jane Birkin de forma completamente diferente no mesmo ano, como personagem no polêmico “Le Petit Amour” (1988), que flertava com a pedofilia, e como pessoa real no documentário “Jane B. por Agnès V.” (1988). A morte do marido em 1990 inspirou um de filmes seus mais belos, “Jacquot de Nantes” (1991), baseado na infância e juventude de Jacques Demy, em que transbordava amor. Também fez um documentário tocante sobre a carreira do diretor, “The World of Jacques Demy” (1995). Mas não foi tão feliz ao tentar contar as memórias do próprio cinema em “As Cento e uma Noites” (1995), um híbrido de ficção e documentário que a levou a se afastar de vez dos atores. A partir daí, só filmou pessoas reais, como os trabalhadores rurais e catadores de lixo em “Os Catadores e Eu” (2000), sempre inserindo-se no contexto, como ficava explícito pelos títulos. Ao abandonar os atores, passou a dar mais atenção à fotografia. Na verdade, ao aspecto mais artístico das imagens. “Se vocês prestarem atenção, minha carreira se divide em duas partes, a do século 20 e a do 21. Na primeira sou mais cineasta; na segunda, artista plástica”, explicou, no último Festival de Berlim. Em “As Praias de Agnès” (2008), começou a cuidar de seu legado, revendo cenas e lugares de sua vida – e, de quebra, conquistando uma porção de prêmios em diversos festivais, justamente pela plasticidade com que descreveu sua jornada. Em 2017, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos lhe rendeu homenagem com um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra. “Musa Pioneira. Ícone. Uma mulher que lançou um movimento de cinema”, assim a apresentou o presidente da Academia, John Bailey, quando Varda se tornou a primeira mulher cineasta a ter a carreira reconhecida pelo Oscar. Mas, incansável, ela ainda voltou à premiação em 2018, quando concorreu ao Oscar de Melhor Documentário por “Visages, Villages”, tornando-se, aos 89 anos, a pessoa mais velha a ser indicada em uma categoria competitiva do principal troféu da indústria cinematográfica. Seu último trabalho como diretora foi uma minissérie biográfica, “Varda par Agnès – Causerie”, que após a première no Festival de Berlim no mês passado, foi exibida há 11 dias na França. A obra se encerra com um borrão branco, em forma de névoa, que engole a cena em que Agnès Varda contempla uma praia. Ela se preocupou até em deslocar os créditos de encerramento para outro lugar, de forma a não terminar seu último filme com uma tela preta, representando a escuridão, mas sim com a mais completa claridade. “Preciso me preparar para dizer adeus e achar a paz necessária para isso”, ela disse em sua última entrevista coletiva, no Festival de Berlim, 46 dias antes de morrer. Na tarde desta sexta-feira, ela ainda inauguraria uma exposição de fotografias e instalações de arte em Chaumont-sur-Loire, que será aberta sem ela.
Nicolas Cage se casou nesta semana e já quer a separação
Nicolas Cage se casou com a maquiadora Erika Koike em Las Vegas há quatro dias. Mas esta não é mais a notícia. A novidade é que ele já quer se separar. Segundo o site TMZ, o ator de 55 anos entrou na justiça na quarta (27/3) para cancelar o matrimônio com a maquiadora de 35. Um vídeo que circulou no começo desta semana mostrou o astro e a atual mulher no cartório para obter a autorização para o casamento, no último sábado. Eles trocaram alianças horas depois. Na gravação, Cage está aparentemente embriagado e, segundo testemunhas, falava que ela “vai tirar todo o meu dinheiro”. “Eu não vou fazer isso”, diz o ator no vídeo sobre o casamento. “Eu não pedi para você fazer isso”, responde Erika. No final, ele a empurra para que fossem assinar os papéis. O casal está junto desde abril de 2018 e Koike é a quarta esposa de Cage, após Patricia Arquette (1995-2001), Lisa Marie Presley (2002-2004) e Alice Kim (2014-2016).
Festival de Cannes vai homenagear o mestre do terror John Carpenter
O diretor John Carpenter vai receber o prêmio honorário Carrosse D’Or na edição deste ano do Festival de Cannes. A homenagem é concedida anualmente pelo grupo de cineastas que comanda a mostra Quinzena dos Realizadores (Quinzaine des Réalisateurs), uma das mais importantes do festival francês. A organização da mostra definiu o mestre do terror como “um gênio criativo, que provoca cruas, fantásticas e espetaculares emoções” com seus filmes. Carpenter comparecerá a Cannes para receber o prêmio em 15 de maio. O cineasta de 71 anos é conhecido por clássicos do cinema fantástico como “Halloween” (1978), “Fuga de Nova York” (1981), “O Enigma de Outro Mundo” (1982), “Christine, o Carro Assassino” (1983) e “Os Aventureiros do Bairro Proibido” (1986). Além de diretor, escritor e produtor, ele também é autor das trilhas sonoras da maioria de suas produções, tendo também uma carreira paralela como músico. O último longa dirigido por Carpenter foi “Aterrorizada”, de 2010. Já seu trabalho mais recente foi como produtor e autor da trilha sonora da continuação do novo “Halloween”, lançado com muito sucesso no ano passado. Entre os diretores anteriores homenageados com o Carrosse D’Or estão Martin Scorsese (2018), Werner Herzog (2017), Jane Campion (2013) e Agnés Varda (2010). O Festival de Cannes 2019 ocorre entre os dias 13 e 25 de maio, na Riviera Francesa.








