Paramount+ anuncia dezenas de séries derivadas de filmes e atrações clássicas
A ViacomCBS anunciou uma enxurrada de conteúdo para vitaminar a Paramount+, a nova versão de sua plataforma de streaming CBS All Access, que será lançada na quinta-feira que vem (4/3) nos Estados Unidos, Canadá e América Latina. Em evento virtual realizado nesta quarta-feira (24/2), a empresa divulgou vários projetos em andamento, que incluem títulos das marcas Paramount, Showtime, CBS, Nickelodeon, MTV, Comedy Central, BET e Smithsonian Channel. Entre as novidades exclusivas da plataforma incluem-se mais de três dezenas séries originais. Os títulos abrangem versões serializadas de clássicos cinematográficos, como “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978), “Flashdance” (1983), “Love Story” (1970), “Um Golpe à Italiana” (1969), “O Homem Que Caiu na Terra” (1976), “Atração Fatal” (1987) e “A Trama” (1974), e revivals de séries variadas, incluindo “Criminal Minds”, “Frasier”, “iCarly”, “Inside Amy Schumer”, “Beavis and Butt-head” e “Rugrats – Os Anjinhos”. A ideia é explorar marcas conhecidas, o que se reflete ainda numa minissérie focada nos bastidores do filme “O Poderoso Chefão” (1972), chamada “The Offer”, versões live-action dos desenhos “Dora, a Aventureira” e “Os Padrinhos Mágicos”, uma atração sci-fi derivada do game “Halo”, um telefilme para encerrar a trama de “Ray Donovan”, que tinha ficado sem final após seu súbito cancelamento no Showtime, e até o retorno dos programas “Acústico MTV” (MTV Unplugged) e “Yo MTV Raps!”. A plataforma também vai transformar o conceito da minissérie “Waco”, lançado no canal pago Paramount Network em 2018, em tema de série antológica, que a cada ano contará uma tragédia diferente. O projeto ganhou o título de “American Tragedy”. Além disso, a Paramount+ será lar de vários spin-offs de programas de sucesso da ViacomCBS, de “Yellowstone” e “Star Trek” a “Bob Esponja: Calças Quadradas” e “Avatar – A Lenda de Aang”. A lista interminável segue com as séries “Mayor of Kingstown”, criada por Taylor Sheridan (“Yellowstone”), dirigida por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e estrelada por Jeremy Renner (“Vingadores: Ultimato”), uma nova animação do universo trekker, “Star Trek: Prodigy”, projetos inéditos de Kenya Barris (criador de “Black-ish”) e planos para lançar um novo reality por mês. Já na programação de filmes, a plataforma terá, além do catálogo e últimas estreias da Paramount, todos os títulos da Miramax (antigo estúdio dos irmãos Weinstein) e as produções da MGM e da Lionsgate, graças a acordos fechados para dar à Paramount+ prioridade como segunda janela após as estreias de cinema desses estúdios. Isto significa que a Paramount+ será o primeiro streaming a oferecer “Missão: Impossível 7”, “007 – Sem Tempo para Morrer” e “Mundo em Caos”, por exemplo. Para completar, o acervo também vai incluir produções latino-americanas, entre elas os reality shows “Acapulco Shore” e “Are You The One?: Brazil” e as séries “The Envoys”, produção sobrenatural do cineasta argentino Juan José Campanella (diretor do filme vencedor do Oscar “O Segredo dos Seus Olhos”), e “Cecilia”, comédia dramática do também argentino Daniel Burman (“Supermax”), estrelada pela atriz mexicana Mariana Treviño (“A Casa das Flores”). “A Paramount provou ao longo do anos que não importa o quanto as tecnologias mudam, o conteúdo sempre prevalece”, resumiu o CEO da ViacomCBS, Robert Bakish, durante a revelação dos projetos no evento da empresa destinado a investidores e à imprensa. “Nós temos uma marca forte”, completou a COO internacional Kelly Day. Muitos destes projetos estrearão ainda em 2021, mas a plataforma já vai chegar com cerca de 30 mil episódios de séries em seu catálogo, dos quais 7 mil são de programas infantis e 5 mil de reality shows. A assinatura para o público brasileiro vai custar R$ 19,90 mensais.
Processo de Johnny Depp contra Amber Heard é adiado em um ano
O aguardado reencontro entre Johnny Depp e Amber Heard nos tribunais foi adiado em um ano. O julgamento em que Depp processa a ex-esposa em US$ 50 milhões por difamação, após Heard sugerir ser vítima de violência doméstica, estava marcado para começar em 7 de maio, mas agora só acontecerá em 11 de abril de 2022, com previsão de duração de cerca de duas semanas. Este não foi o primeiro adiamento do caso, que originalmente deveria ter sido julgado em setembro passado. O motivo alegado para o novo atraso foi o mesmo apresentado antes: a pandemia de coronavírus. O estado de Virgínia, onde o processo foi registrado, está priorizando julgamentos criminais durante a pandemia e, assim, a data reservada para a ação civil de Depp foi retomada pela Justiça estadual para a realização de um julgamento de assassinato, em que o suspeito já se encontra preso. O processo foi iniciado em março de 2019, depois que Heard escreveu um artigo no jornal Washington Post sobre ser vítima de violência doméstica. Publicado em dezembro de 2018, o texto não nomeia o ator, mas Depp alegou que foi prejudicado por ele, pois teria lhe custado um trabalho bem remunerado no planejado reboot de “Piratas do Caribe” na Disney. A papelada também afirma que, na verdade, Depp é quem foi a verdadeira vítima no casamento de curta duração do casal, escandalosamente encerrado em 2016, com a aparição de Amber Heard com hematomas no rosto. “Sra. Heard não é vítima de violência doméstica, ela é perpetradora ”, diz o processo do ator. Em resposta, Amber Heard abriu seu próprio processo de difamação contra Depp, buscando o dobro da indenização, numa causa de US$ 100 milhões, que deve ser julgada na sequência. Durante a preparação do caso, advogados de Depp e Heard já convocaram várias testemunhas e instituições para darem depoimentos e/ou apresentarem provas no processo. Entre os arrolados estão o bilionário Elon Musk (dono da Tesla), a Disney e a polícia de Los Angeles. Além dessa ação, Depp tenta conseguir uma novo julgamento no Reino Unido após ser derrotado em seu processo contra o jornal The Sun, que o descreveu como “espancador de esposa”. O Tribunal de Apelação do Reino Unido vai ouvir o ator entre 15 e 31 de março para decidir se lhe dará uma segunda chance para provar ser vítima de campanha difamatória.
Ashley Judd revela fotos e vídeos de sua odisseia após quebrar a perna na selva do Congo
A atriz Ashley Judd (“Risco Duplo”) contou mais detalhes de seu acidente “catastrófico” na floresta africana do Congo, quando tropeçou num tronco no escuro e quase perdeu a perna no início do ano. Ela estava no país participando de projeto ambiental em prol dos bonobos, uma raça de macacos sob ameaça de extinção, quando resolveu dar uma caminhada de manhã cedo, antes do nascer do sol, e não viu uma árvore caída no escuro, onde tropeçou, quebrando a perna. Ela descreveu a natureza emocional e física “incrivelmente angustiante” de sua jornada para o hospital, que incluiu ficar deitada no chão da floresta por cinco horas e segurar a parte superior de sua tíbia quebrada por seis horas enquanto andava de moto. “A diferença entre uma pessoa congolesa e eu é o plano de saúde e o seguro contra acidentes que me permitiu, 55 horas após meu acidente, chegar a uma mesa de operação na África do Sul”, disse Judd, num primeiro post, ao lado de uma foto em sua cama de hospital. Com novas fotos e vídeos em seu Instagram, ela agora deu mais detalhes da jornada épica que precisou enfrentar desde a fratura até o tratamento, viajando em macas improvisadas pela selva, até começar sua viagem de moto, por terra batida, para chegar num centro urbano. “Amigos, sem meus irmãos e irmãs congoleses, minha hemorragia interna provavelmente teria me matado e eu teria perdido minha perna. Eu acordo chorando de gratidão, profundamente comovida por cada pessoa que contribuiu com algo para dar vida e salvar o espírito durante minha exaustiva odisseia de 55 horas”, ela contou. Em seguida, descreveu sua aventura de volta à civilização, nomeando os “heróis” que a salvaram. “Dieumerci esticou a perna e colocou-a sob minha perna esquerda totalmente disforme para tentar mantê-la imóvel. Ele foi quebrado em quatro lugares e teve danos nos nervos. Dieumerci (‘Graças a Deus’ em francês) permaneceu sentado, sem se mexer ou vacilar, por 5 horas no chão da floresta tropical. Ele ficou comigo em minha dor primária. Ele foi minha testemunha. Papa Jean: demorou 5 horas, mas eventualmente ele me encontrou, miserável no chão, e avaliou com calma minha perna quebrada. Ele me disse o que tinha que fazer. Eu mordi um pedaço de pau. Segurei Maud. E Papa Jean começou a manipular firmemente e ajustar meus ossos quebrados de volta a uma posição em que eu pudesse ser transportada, enquanto eu gritava e me contorcia. Como ele fez isso tão metodicamente enquanto eu era como um animal selvagem está além da minha capacidade de compreensão. Ele me salvou. E ele teve que fazer isso duas vezes!” Depois de ser encontrada pelo grupo de resgate, ela foi levada numa rede, que fez as vezes de maca improvisada, para sair da floresta fechada até chegar à estrada. “Os seis homens que cuidadosamente me colocaram na rede com o mínimo de chacoalhões possível, que então caminharam por 3 horas em um terreno acidentado me carregando. Heróis. Didier e Maradona: Didier dirigia a motocicleta. Sentei-me de costas, suas costas no meu encosto. Quando eu começava a cair, a desmaiar, ele me chamava para restabelecer minha posição e me apoiar nele. Maradona andava na traseira da motocicleta, eu o encarei. Ele segurou minha perna quebrada sob o calcanhar e eu segurei a parte de cima quebrada junto com minhas duas mãos. Juntos, fizemos isso por 6 horas de forma irregular, por uma estrada de terra esburacada com ravinas da chuva que corre durante a estação chuvosa. Maradona foi a única pessoa a se apresentar como voluntário para essa tarefa. Temos uma boa amizade, discutindo os prós e os contras da poligamia e da monogamia. Tirei duas fotos dele, uma com o chapéu dele e outra com o meu, que ele tanto cobiçou! As mulheres! Minhas irmãs que me seguraram. Todos eles me abençoaram”. Mas a agonia ainda não tinha terminado. Da aldeia do Congo em que chegou, ela precisou ser transportada para uma Unidade Intensiva em um hospital da África do Sul. Em outra coletânea de fotos e vídeos, Judd mostrou imagens do hospital em que foi internada e dos médicos e profissionais da saúde que trabalharam em sua recuperação. “Quero fazer o agradecimento mais profundo e vulnerável ao Hospital Sunninghill em Joanesburgo, na África do Sul, por tomar decisões rápidas em minha chegada. Cheguei do Congo em péssimo estado e minha perna não tinha pulso. Eu precisava desesperadamente de uma transfusão de sangue. As irmãs (enfermeiras) são exemplares, tecnicamente de primeira linha, e cuidaram do trauma em meu corpo e também em minha alma com igual competência.” Durante relato, a atriz ainda afirmou que, após ficar estável, recebeu muita alegria dos profissionais do hospital. “O Dr. Greef, na foto, foi excelente em estabilizar minha perna com o fixador externo até que o dano maciço do tecido mole e o inchaço diminuíssem para que eu pudesse fazer a Grande Operação. O que ele fez foi significativo e estou eternamente em dívida com ele.” Judd ainda lembrou que seu tratamento aconteceu durante o período em que uma nova cepa do coronavírus passou a aterrorizar a África do Sul. “Meu amado pai, que recebeu a mensagem que nenhum pai quer: ‘emergência, não posso responder a perguntas, por favor, venha agora’, de fato viajou, porque foi vacinado, pôde vir para a África do Sul. Ele tem sido minha rocha, companheiro, recurso, me ajudou a ouvir tantos médicos, apoio crítico e presença amável e amorosa enquanto eu vinha chorando e chorando.” Após a atenção médica na África do Sul, Judd retornou aos Estados Unidos, em uma viagem de 22 horas com quatro voos, num trajeto que contou com uma ambulância aérea, onde teve que passar por uma cirurgia de oito horas para reparar os danos causados pelo acidente. “Em um hospital americano, tive que continuar esperando que os danos aos tecidos e o inchaço diminuíssem. Por fim, fui qualificada para passar por uma cirurgia de 8 horas para reparar os ossos, descomprimir o nervo com hemorragia e retirar cacos de ossos do nervo. Agora estou me recuperando da cirurgia.” “Sou muito grata a todos os especialistas, incluindo aquele especialista na foto, meu Pai, que está esfregando meu pé para lembrá-lo, enquanto ainda não consegue se mover, de que está conectado ao meu corpo”. Ao final, ela revela que já começou a se recuperar. “Já estou de pé e por aí”, disse, agradecendo aos que se preocuparam e mandaram palavras carinhosas durante sua recuperação. E também lembrou das pessoas do Congo que não tem a mesma sorte que ela, por não ter plano de saúde. “Lembremo-nos sempre daqueles sem plano de saúde. Vamos nos lembrar daqueles que não têm escolha. Vamos nos lembrar daqueles que estão solitários e com medo”, concluiu a atriz. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashley Judd (@ashley_judd) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashley Judd (@ashley_judd)
Canal Fox vira Star no Brasil
A Disney finalizou a mudança do nome dos canais Fox para Star. A transformação foi oficializada nesta segunda (23/2), dois meses após a Walt Disney Company Latin America anunciar que a marca “Star” passaria a ser usada para definir sua “oferta de entretenimento geral” na TV, até então apresentada sob a marca “Fox”. De acordo com o comunicado oficial, “os canais Star continuarão o legado dos canais Fox”, mantendo a mesma programação de séries e filmes de diversos gêneros. “Séries como ‘Os Simpsons’, ‘The Walking Dead’ e produções de sucesso dos canais Fox continuarão na programação do Star”, diz o texto. Em outras palavras, mudou apenas o nome, mas não a programação do canal. A mudança envolve, ao todo, quatro canais da marca Fox. O Fox Channel passará a ser chamado de Star Channel, o Fox Life passará a ser chamado de Star Life, o Fox Premium 1 será Star Hits e o Fox Premium 2 será Star Hits 2. Já os canais FX e Fox Sports permanecerão com o mesmo nome – a Disney deve vender ou dissolver a marca Fox Sports. O conglomerado já tinha alterado as denominações de outras empresas da antiga 21st Century Fox, limando o nome Fox após concluir a compra dos ativos do magnata Rupert Murdoch e seus sócios acionistas – nas divisões de cinema da Disney, a 20th Century Fox virou 20th Century Studios, enquanto a Fox Searchligh se tornou Searchlight Studios, por exemplo. A alteração se tornou necessária porque a marca Fox foi mantida na rede de TV americana, que não foi vendida para a Disney – incluindo, também, a Fox News nos EUA, que defende uma linha política oposta à adotada nos últimos anos pela Disney. O novo nome dos canais Fox vem de outra propriedade adquirida pela Disney ao comprar a 21st Century Fox, a rede Star India, uma espécie de Globo indiana com atividades multimídias. A plataforma de streaming Fox Play, entretanto, continua com seu nome atual nesta segunda-feira. Mas ela vai virar Star+ (Star Plus) em breve. O cronograma dessa mudança no streaming ainda não foi anunciado. Ao contrário da simples renomeação dos canais Fox, ela deve ser acompanhada por uma reformulação completa da plataforma, que passará a representar uma espécie de Hulu internacional. Nos EUA, a Hulu recebe as séries da FX e muito material exclusivo, especialmente da 20th Century Television e ABC Signature. O serviço é especializado em programas adultos e serve como complemento da plataforma “de família” Disney+. A chegada da Star+ está sendo anunciada para meados de 2021 na América Latina, onde a plataforma será oferecida como um serviço individual. Na Europa, onde já estreou nesta segunda, a Star+ foi incluída como um canal de conteúdo dentro da Disney+, ao lado das atrações da Marvel, Star Wars, etc. Um anúncio específico sobre o lançamento da plataforma digital no Brasil deverá ser realizado em breve, junto com mais detalhes do serviço.
Allen v. Farrow: Série documental é processada por editora de Woody Allen
O conteúdo polêmico da série documental “Allen v. Farrow” está motivando um processo na Justiça. E não é de Woody Allen, alvo de denúncias demolidoras da produção, que o acusa de ter abusado sexualmente de sua filha adotiva de 7 anos, Dylan Farrow, nos anos 1990. A Skyhorse Publishing, editora responsável pelo lançamento do audiobook do recente livro de memórias de Woody Allen, “A Propósito de Nada”, revelou que planeja processar a HBO e os cineastas responsáveis pela atração por violação de direitos autorais. A série utiliza trechos do audiobook sem permissão. “Nem os produtores nem a HBO abordaram a Skyhorse para solicitar permissão para usar trechos do audiobook”, disse a editora em nota oficial. “A Skyhorse recebeu informações de segunda mão apenas no final da semana passada de que cada um dos quatro episódios do documentário faz uso extensivo de trechos do audiobook”, acrescenta o texto. “Prontamente na sexta-feira (19/2), nosso advogado notificou o advogado da HBO por carta que se o uso do audiobook fosse próximo ao que estávamos ouvindo, isso constituiria violação de direitos autorais. A HBO não respondeu à nossa carta”. “Tendo visto agora o primeiro episódio, acreditamos que o uso não autorizado do audiobook é uma violação clara e intencional de precedente legal existente, e que os outros episódios também infringirão, ao se apropriarem do audiobook de maneira semelhante”, continuou a Skyhorse. “Tomaremos as medidas legais que considerarmos necessárias para reparar nossos direitos e os de Woody Allen sobre sua propriedade intelectual.” A Skyhorse não entrou em detalhes sobre seus planos futuros além desta declaração. Uma nota da defesa dos diretores do documentário, Amy Ziering e Kirby Dick, alega que “os criadores de ‘Allen v. Farrow’ usaram legalmente trechos limitados de áudio das memórias de Woody Allen, sob a doutrina do uso justo”. A “Fair Use Doctrine”, referida acima, permite que material protegido por direitos autorais seja usado sem permissão em certas reportagens, críticas e outros formatos específicos. Mas essa permissão geralmente é restrita a menos de 10 segundos do referido material. Trechos do livro de memórias narrado por Allen estão previstos para todas as quatro partes da série. Apenas o primeiro episódio apresentou mais de três minutos extraídos diretamente da publicação. A HBO não se manifestou sobre a violação dos direitos autorais. Vale destacar uma ironia no uso do livro no documentário que tem apoio da família Farrow. Ronan Farrow, irmão de Dylan, chegou a lançar campanha nas redes sociais para impedir a publicação do livro, chegando a chantagear a editora original, a Hachette, por quem também publica sua obras. Ele chamou a iniciativa de lançar o livro de “falta de ética” e teve uma vitória parcial após funcionários da Hachette ameaçarem greve contra a publicação – a primeira vez que funcionários de uma editora fizeram campanha a favor da censura de um livro. Aceitando a pressão, a Hachette desistiu da publicação, que foi simplesmente lançada por outra editora. Agora, esta editora, a Skyhorse, alega crime de violação de direitos – além de “falta de ética” – no uso do livro pela equipe do documentário, em que Ronan aparece com proeminência.
Gérard Depardieu volta a ser investigado por estupro
O veterano astro francês Gérard Depardieu, de 72 anos, voltou a ser investigado por “estupro” e “agressões sexuais” supostamente cometidos em 2018 contra uma jovem atriz, informou nesta quarta-feira (23/2) o jornal Le Parisien. O indiciamento ocorreu em dezembro, mas só veio à tona agora. A acusação partiu de uma atriz na casa dos 20 anos, estuprada em duas ocasiões por Depardieu. Os crimes teriam ocorrido nos dias 7 e 13 de agosto em uma das residências parisienses do ator, durante um momento que, na queixa original de agosto de 2018, foi descrito como uma “colaboração profissional”. A jovem teria sido abusada dentro do contexto de um ensaio informal de uma peça. Segundo a imprensa francesa, o ator e a jovem já se conheciam. Uma fonte próxima ao caso diz que Depardieu é amigo do pai da garota e teria tornado a atriz sua “protegida” na estreia de sua carreira. A princípio, a Justiça francesa encerrou a investigação preliminar por falta de provas. Em comunicado oficial, a promotoria disse que “diversas investigações foram feitas dentro do procedimento recomendado para este tipo de caso”, mas que não foi encontrada evidência significativa para sustentar um processo oficial. A jovem, porém, pediu que o caso fosse reconsiderado, o que acabou acontecendo em dezembro, com a reabertura das investigações. Depardieu nega a acusação. Contatado pela Agência France Presse (AFP), o advogado de Depardieu, Hervé Témime, “lamentou que esta informação tenha sido tornada pública”. O famoso e polêmico ator, que está em liberdade sem qualquer tipo de fiança, “rejeita totalmente os atos de que é acusado”, disse seu advogado.
Jane Fonda recebe segunda dose da vacina contra convid-19
A atriz Jane Fonda anunciou já ter tomado sua segunda dose da vacina contra a covid-19. “Segunda dose. Vacinada”, ela escreveu em no Instagram, ao lado de uma imagem da aplicação em seu braço direito, durante uma vacinação de estilo “drive thru” em Los Angeles. Aos 83 anos, a atriz será a grande homenageada do Globo de Ouro neste domingo (28/2). Ela vai receber o Cecil B. de Mille Award, troféu honorário dedicado a nomes icônicos da indústria cinematográfica, em reconhecimento à sua carreira. Ela também será vista em breve na 7ª e última temporada de “Grace & Frankie”, que ao estrear se tornará a série original mais longa da Netflix – superando “Orange Is the New Black” pela contagem de três episódios. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jane Fonda (@janefonda)
Chris D’Elia se defende de acusações de assédio dizendo-se viciado em sexo
O comediante Chris D’Elia (“Os Impegáveis”) voltou a aparecer no YouTube, depois de oito meses afastado, para falar sobre as acusações de que teria assediado duas adolescentes de 17 anos, além de outras três mulheres adultas. Ele publicou um vídeo em que repete sua defesa, afirmando que as relações sexuais que teve foram consensuais e dentro da lei, mas pela primeira vez assumiu que é viciado em sexo. “Eu sei que faz um tempo que vocês não têm notícias minhas. Eu fiz uma declaração quando a notícia apareceu dizendo que tudo o que eu tinha feito foi legal e consensual e que era verdade, e eu queria que essa declaração falasse por si mesma”, afirmou ele. “Durante esse tempo fora, eu procurei muitos conselhos médicos e terapia. Percebi que o sexo controlava minha vida. Foi meu foco o tempo todo. Tive um problema”, explicou. Cinco mulheres se apresentaram em junho de 2020 para acusar D’Elia de assédio sexual. Duas das denunciantes tinham 17 anos e estavam no ensino médio quando D’Elia começou a iniciar contato com elas. Após a acusação, o humorista foi dispensado por sua agência de talentos, a CAA, e teve todos os seus especiais retirados do canal Comedy Central. A Netflix também cancelou o programa que teria com o comediante, mas manteve no ar os episódios da 2ª temporada de “Você” (You), em que ele vive uma celebridade que assediava adolescentes. A plataforma apoiou a decisão do diretor Zack Snyder de apagar o ator de seu filme de zumbis, “Army of the Dead”, que já se encontrava totalmente filmado quando o escândalo veio à tona. D’Elia foi substituído pela comediante lésbica Tig Notaro (“Star Trek: Discovery”) em refilmagens.
Reportagem denuncia racismo e “subornos” por trás do Globo de Ouro
Há menos de uma semana de sua entrega de prêmios, o Globo de Ouro 2021 já tem um grande perdedor: a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável por sua realização. Após sofrer críticas por apresentar uma lista de indicados completamente desconectada com a realidade da indústria cinematográfica, vista por muitos como sinal de racismo da instituição, o jornal Los Angeles Times publicou uma reportagem devastadora, denunciando o fato de que a HFPA não possui nem nunca teve negros entre seus membros. Questionado sobre a falta de representatividade, a HFPA respondeu de forma vaga que “está comprometida a corrigir” este problema, sem citar medidas específicas. Ao contrário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, que inclui milhares de trabalhadores de todas as áreas da indústria, a HFPA é formada por 87 jornalistas de vários países que vivem em Los Angeles e escrevem sobre cinema. Muitos publicam críticas para blogs sem representatividade alguma. Em 2021, este grupo decidiu excluir ou marginalizar projetos premiados concebidos por artistas negros, como a série “I May Destroy You”, considerada pelo resto da crítica como uma das melhores do ano, e o filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee. A reportagem do Los Angeles Times também confirmou boatos que circulam há anos sobre a falta de integridade da HFPA, ao revelar que a associação, ao contrário da Academia e outros grupos de premiação, aceita e incentiva que estúdios e produtores ofereçam “presentes” e privilégios (subornos) para seus 87 membros, como forma de influenciar as votações para o Globo de Ouro. O jornal cita um exemplo recente deste tipo de ação. A Paramount Television hospedou 30 membros da HFPA em um hotel cinco estrelas de Paris, com diárias de até US$ 1,4 mil (R$ 7,6 mil) em 2019, para divulgar “Emily in Paris”. Destruída pelos outros críticos, a atração da Netflix foi indicada ao Globo de Ouro, inclusive como Melhor Série de Comédia ou Musical.
Woody Allen protesta contra série da HBO: sem interesse pela verdade
Como previsto, Woody Allen e sua esposa, Soon-Yi Previn, protestaram nesta segunda (22/2) contra a série documental “Allen v. Farrow”, que estreou na noite de domingo na HBO. A produção desferiu um potente ataque-denúncia, buscando provar que o diretor teria abusado sexualmente de sua filha adotiva Dylan Farrow na década de 1990, quando ela tinha 7 anos. Em comunicado à imprensa americana, um porta-voz do casal afirma que os cineastas Amy Ziering e Kirby Dick, responsáveis por “Allen vs. Farrow”, “não tinham interesse na verdade” e acusaram os documentaristas de “colaborar com os Farrows e seus facilitadores”, procurar-lhes apenas há dois meses, com a série praticamente pronta, e dar-lhes uma “questão de dias” para apesentar seu “lado” para inclusão na obra. O primeiro episódio da série em quatro partes traz Dylan Farrow detalhando as acusações de incesto que fez contra seu pai adotivo quando criança e retrata Allen como pedófilo, com ajuda de depoimentos de outros membros da família, amigos dos Farrow e registros da época. “Esses documentaristas não tinham interesse na verdade. Em vez disso, passaram anos colaborando sub-repticiamente com os Farrows e seus facilitadores para montar um trabalho de demolição repleto de mentiras. Woody e Soon-Yi foram abordados há menos de dois meses e receberam apenas um punhado de dias ‘para responder’. Claro, eles se recusaram a fazer isso. “Como se sabe há décadas, essas alegações são categoricamente falsas. Várias agências as investigaram na época e descobriram que, independentemente do que Dylan Farrow possa ter sido levado a acreditar, absolutamente nenhum abuso aconteceu. Infelizmente, não é surpreendente que a rede para transmitir isso seja a HBO – que tem um contrato de produção e uma relação comercial com Ronan Farrow. Embora esta obra de sucesso de má qualidade possa ganhar atenção, ela não muda os fatos.”
Carlos Alberto de Nóbrega é internado em São Paulo após família ter covid-19
O comediante Carlos Alberto de Nóbrega, apresentador do humorístico “A Praça É Nossa”, do SBT, foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no sábado (20/2), após sentir febre e sua família testar positivo para covid-19. A contaminação atingiu a mulher do astro e empresário, Renata Domingues, e seu filho, João Victor. Enquanto Renata está internada na mesma unidade desde quinta (17/2), após ser diagnosticada com a doença, João Victor, que tem só 20 anos, está fazendo tratamento em casa. A internação de Nóbrega foi por precaução, devido ao fato de ter 84 anos de idade, e ter apresentado febre em meio aos testes positivos da família. O apresentador ainda aguarda os resultados de seus exames, que só devem sair na segunda-feira (22/2). Ele tomou a primeira dose da vacina contra covid-19 em 10 de fevereiro. Sentindo-se bem, ele mandou uma mensagem positiva para seus seguidores no Instagram, adiantando seus planos de voltar aos estúdios do SBT em março, após tomar a segunda dose da vacina. “Meus queridos e fiéis amigos: estou ótimo. Já comecei o tratamento. Estou sem dor, mal-estar, nada. Pude até ir no quarto da Renata, que está bem melhor e sem ter mais dores. Meu caçula João Victor está em isolamento em sua casa e não sente rigorosamente nada. Deus vai me permitir estar gravando ‘A Praça’ no dia 24 de março”, escreveu. “Com novidades e novos personagens. O SBT aprovou todos os meus pedidos e sugestões feitos na semana passada. Eu sentado no novo banco, os comediantes consagrados e os novos convidados. Certamente, vamos colocar ‘A Praça’ no seu lugar: liderando a audiência. Obrigado pelas centenas mensagens”, finalizou. Veja abaixo a publicação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carlos Alberto De Nobrega (@calbertonobrega)
James Franco fecha acordo para retirada de processo de abuso sexual
O ator James Franco entrou em acordo com as autoras de um processo judicial de 2019, que alegavam abuso sexual na escola de atuação que ele fundou. De acordo com comunicado, duas das ex-alunas de Franco em sua extinta escola Studio 4, Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal, concordaram em retirar suas queixas individuais, bem como alegações de exploração sexual e alegações de fraude. Não houve revelação sobre pagamento envolvido no acordo para a retirada do processo. Agora, a decisão será submetida à aprovação do tribunal preliminar até 15 de março. De acordo com a ação, Franco teria supostamente forçado suas alunas a realizar cenas de nudez e sexo diante das câmeras no que elas descreveram como um “cenário de orgia” durante uma aula. Tither-Kaplan e Gaal também alegaram que Franco levou os alunos a acreditar que ele daria papéis em seus filmes para aqueles que se sujeitassem a participar da “aula”. Os advogados de Franco chamaram as acusações de “falsas e inflamadas, legalmente sem base e movidas como uma ação coletiva com o objetivo óbvio de obter o máximo de publicidade possível para os Requerentes sedentos de atenção”. Tither-Kaplan alegou pela primeira vez as alegações de má conduta sexual contra Franco no início de 2018, depois que ele venceu um Globo de Ouro por seu papel em “O Artista do Disastre”. Ela também foi uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra Franco em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. Na época, até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Graças à repercussão das denúncias, o ator acabou ficando fora do Oscar, mesmo sendo considerado forte candidato pelo desempenho em “O Artista do Disastre”. Desde que o surgimento das acusações, James Franco só apareceu na série “The Deuce”, que já estrelava quando o escândalo veio à tona. Com o fim da série em 2019, ele vem se mantendo fora dos holofotes.
Martha Stewart (1922 – 2021)
A atriz e cantora Martha Stewart, conhecida por atuar ao lado de Humphrey Bogart no clássico noir “No Silêncio da Noite” (1950), morreu na quarta-feira (17/2) aos 98 anos. Ela começou sua carreira vencendo um concurso de rádio de Nova York durante o período da 2ª Guerra Mundial, que a levou a cantar com as big bands de Glenn Miller, Harry James e Claude Thornhill. Em 1944, uma apresentação no então famoso Stork Club em Manhattan chamou a atenção de um caçador de talentos, que a levou a Hollywood, onde assinou contrato com a 20th Century Fox. De forma condizente com sua “descoberta”, Stewart deu seus primeiros passos cinematográficos em musicais, fazendo sua estreia em “Sonhos de Estrela” (1945), um filme de Carmen Miranda, onde ela fez dueto vocal com ninguém menos que o célebre cantor Perry Como. A pequena, mas destacada participação lhe abriu as portas da Broadway e a levou até o West End londrino nos anos seguintes. Paralelamente, ela continuou aparecendo em musicais e comédias românticas da Fox, até ser escalada por Otto Preminger no drama “Êxtase de Amor” (1947), como a melhor amiga da personagem de Joan Crawford. O desempenho no melodrama convenceu o icônico diretor Nicholas Ray a transformá-la na vítima trágica de “No Silêncio da Noite”, cuja morte vira o elemento central daquele que é considerado um dos melhores filmes noir de todos os tempos. A atriz voltou a ser escalada num noir, “O Sentenciado” (1950), estrelado por Glenn Ford, mas os compromissos teatrais acabaram encurtando sua carreira no cinema. Após a comédia “A Felicidade Estava Por Perto” (1952), ela só foi reaparecer em “Surf Party” (1964), um dos muitos filmes de praia da época. Seu último papel nas telas foi num episódio da série “Meus 3 Filhos” no ano seguinte. Graças ao seu primeiro casamento com o comediante e cantor Joe E. Lewis, Martha Stewart também foi retratada nas telas. Mitzi Gaynor a interpretou em “Chorei por Você” (1957), sobre o ataque brutal sofrido por seu marido numa retaliação da máfia. Frank Sinatra viveu Lewis e imortalizou a música “All the Way”, vencedora do Oscar, na produção. Ela também foi casada com o ator George O’Hanlon (a voz de George Jetson nos desenhos da Hanna-Barbera) e David Shelley. Seu filho com o último marido foi o guitarrista David Shelley Jr., que apareceu no remake de “E Deus Criou a Mulher” (1988) e morreu de câncer em 2015.












