Romy Windsor (1963-2021)
A atriz Romy Windsor, conhecida por papéis em filmes de terror e pelo thriller “A Outra Face” (1997), morreu em 19 de maio em Los Angeles após sofrer uma parada cardíaca súbita. Ela tinha 57 anos. O ator Morgan Krantz (da série “In the Dark”), filho da atriz, anunciou a morte de sua mãe nesta segunda (31/5). Natural de Pasadena, Texas, Romy Walthall venceu concursos de beleza e se tornou modelo aos 17 anos, contratada pela Ford Models para desfilar na Europa. Ao voltar aos EUA, decidiu se mudar para Los Angeles e virar atriz, adotando o nome artístico de Romy Windsor. Sua estreia no cinema aconteceu em 1984, quando apareceu em dois filmes: a comédia “Corrida na Correnteza” e o thriller “Ladrão de Corações”. No ano seguinte, viveu uma coelhinha da Playboy no telefilme “A Bunny’s Tale”, baseado numa reportagem investigativa sobre as condições de trabalho nos clubes da Playboy, assinada pela feminista Gloria Steinem. Ela ainda atuou em episódios de séries como “A Gata e o Rato” e “Carro Comando”, antes de virar protagonista de filmes de terror. Windsor desempenhou os principais papéis femininos de “Grito de Horror 4: Um Arrepio na Noite” (1988), filme da cultuada franquia de lobisomens dos anos 1980, e de “Nascido das Trevas” (1989), adaptação de Edgar Allan Poe, em que contracenou com o veterano Oliver Reed. Ela ainda voltou à saga dos lobisomens em 1995, no terror “Um Lobisomem na California”, retomando o papel da escritora Marie Adams, que descobre a existência dos monstros. Mas o filme mais bem sucedido de sua carreira lhe deu um espaço bem menor, como Kimberly, a secretária neurótica do personagem de John Travolta em “A Outra Face”, thriller de ação em que o ator trocava seu rosto pelo de Nicolas Cage. Nos anos 1990, ela teve o azar de ser contratada para várias séries que fracassaram e acabaram canceladas na 1ª temporada, como “Man of the People” (1991) com James Garner, “Hotel Malibu” (1994) ao lado de Jennifer Lopez, além dos dramas jurídicos “Civil Wars” (1992) e “Murder One” (1996). A atriz foi vista ainda em “Arquivo X”, “Quantum Leap”, “LA Law”, “Love Boat: The Next Wave” e outras produções, encerrando a carreira em 2011 com um trabalho no filme “0s & 1s”, em que contracenou com seu filho, Morgan.
Atriz de “Grey’s Anatomy” está em Ubatuba
A atriz italiana Stefania Spampinato, estrela da série “Grey’s Anatomy” e de seu spin-off “Station 19”, está no litoral paulista. No domingo (30/5), Stefania postou nos stories do seu Instagram imagens da natureza, clicadas numa pousada da praia do Itamambuca, em Ubatuba. Depois de participar brevemente de episódios de séries como “Glee” e “Satisfaction”, ela se juntou ao elenco de “Grey’s Anatomy” em 2017 como Dra. Carina DeLuca, irmã do Dr. Andrew DeLuca (Giacomo Gianniotti). E desde 2020 desempenha o mesmo papel na série “Station 19”, derivada da atração principal.
“Fãs” surtam e atacam Luísa Sonza pela morte do bebê de Whindersson Nunes
Depois que “fãs” desejaram a morte do filho de Whindersson Nunes, que nasceu prematuro no fim de semana e morreu nesta segunda (31/5), outros – ou os mesmos – “fãs” mudaram de foco e partiram para o ataque contra Luísa Sonza, ex do comediante, culpando-a pela morte do bebê numa onda gigantesca de ódio nas redes sociais. Para justificar o novo surto de crueldade, apontam que a cantora nutria uma certa “inveja” pela felicidade de Whindersson com a gravidez da noiva Maria Lina, causando estresse à família. Após os ataques, Luísa apareceu chorando nos stories do Instagram, mas apagou os vídeos logo em seguida. Nas gravações, ela implorou: “Pelo amor de Deus, parem! Gente, pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus, parem com essa história. Ninguém aguenta mais, ninguém aguenta mais”. Reproduções de seu desespero podem ser vistas nas fotos que ilustram este texto. Vale lembrar que a cantora chegou a apoiar o casal e dar força para Maria Lina contra seus supostos “fãs”. “A sociedade odeia a mulher, não importa onde ela esteja. Se um dia eu contasse tudo que já passei (o que vcs veem na internet é a ponta do iceberg) provavelmente vocês não acreditariam na metade. Torço muito pra que ela fique bem e saiba lidar com tudo com muita sabedoria, maturidade e amor, porque não é fácil. Felicidade e muito, muito amor à família!”, ela desejou. Até a atriz e apresentadora Maisa Silva se pronunciou. “Pedindo pra todos que gostam de mim e se consideram meus primos, reunirem suas crenças pra mandarem força e cura pros corações do Whin e da Maria. Eles são pessoas amadas demais e é muito ruim ver quem a gente ama, sofrendo. Concentrem nisso, e não em negatividade”, ela escreveu. A escalada de agressividade dos haters também está trazendo para o centro das discussões o questionamento sobre a má influência de Twitter, Instagram e Facebook na sanidade mental. Há quem defenda cancelar os “canceladores”, que nada mais são que linchadores adolescentes com wifi, levando o problema ao conhecimento de seus pais. Mas também há ponderações sobre o ódio ser um problema geracional incontrolável, um novo “mal do século”, alimentado pelos surgimento e popularização das redes sociais. Veja abaixo algumas reações civilizadas ao absurdo do mal. Precisamos falar sobre o ABSURDO que é as pessoas irem no Instagram culpar a Luísa Sonza pela morte do filho do Whindersson. Gente, sério. Isso é MUITO PESADO e um desrespeito com a dor dos outros. Esse momento já deve estar sendo difícil, não dificultem mais pro Whindersson. pic.twitter.com/T5JNEDZfZm — Leonan (@CallMeLeonan) May 31, 2021 Em luto. Pedindo pra todos que gostam de mim e se consideram meus primos, reunirem suas crenças pra mandarem força e cura pros corações do Whin e da Maria.Eles sao pessoas amadas demais e é mt ruim ver quem a gente ama, sofrendo. Concentrem nisso, e não em negatividade pq — +a 19 (@maisa) May 31, 2021 a hipocrisia do ser humano:pressupõem que a luisa traiu o whinderssonatacam a luisadescobrem que não traiuatacam o whindersson e a noivao bebê nasce prematuro e faleceas pessoas atacam a luisa dnv ??????????????????????? esse ciclo de ódio é tóxico, pelo amor de Deus — nay (@calvin4y) May 31, 2021 gente que covardia é essa q vocês estão fazendo com a Luisa sonza, de verdade, parem de propagar o ódio na vida das pessoas!!! respeitem o momento de luto do whindersson e da maria sem culpar ninguém de nada — Sophia Barclay (@SophiaBarcley) May 31, 2021 Olha que pecado, o filhinho do Whindersson morreu e já tem gente falando que é mal olhado da Luísa Sonza Gente do céu, meter treta de internet num momento tão triste é ruim demais, esse pessoal tem que descansar um pouco — (Laís)sez-faire (@Lais_sezfaire) May 31, 2021 q tristeza, pessoas precisando urgentemente de terapia, a dor de cada um precisa ser respeitada. — Ella🏡🏹 #VacinasParaTodos💉😷 (@dacostaellie) May 31, 2021 Em vez de estarem distribuindo energia positiva pro Winderson e a Maria ficarem bem, estão distribuindo ódio. — IamLuana (@Luhsantos248) May 31, 2021 Já passou da hora de tirarem esses adolescentes da internet Entraria em contatos com os pais de cada um, pro bem deles é pro bem da sociedade, pq eles já são pessoas cruéis — maria fifi (@MSepoupe) May 31, 2021 Capaz de ter sido eles mesmos, os que culpam a Luísa, foi a energia ruim deles que causou tudo isso, energia ruim atrai tudo que é de ruim… — Luiog Narve (@LuiDavi4) May 31, 2021 o hate é a maldição da nossa geração e se continuarmos assim, muita gente ainda vai morrer por conta disso — gabriela (@gabi_araujox) May 31, 2021
Buddy Van Horn (1928–2021)
Wayne “Buddy” Van Horn, dublê veterano que trabalhou com Clint Eastwood em mais de 30 filmes, três deles como diretor, morreu em 11 de maio aos 92 anos. A notícia só veio à público nesta segunda (31/5). Algumas vezes creditado como Wayne, outras como Buddy Van Horn, ele “nasceu nos fundos do Universal Studios”, de acordo com o obituário publicado pelo Los Angeles Times. Seu pai havia trabalhado no estúdio como veterinário dos cavalos usados em vários filmes, por isso Van Horn montou seu primeiro pônei ainda criança nos sets de filmagens e se tornou um cavaleiro habilidoso, conseguindo emprego como figurante e dublê de westerns. Um de seus primeiros trabalhos foi como dublê de Guy Williams na série “Zorro” (1957-59), da Disney. Na década de 1960, seu talento como cavaleiro serviu para deixar atores como Gregory Peck, Lee Marvin e Jeremy Stewart “bem na foto” de vários westerns famosos. Isso levou ao trabalho como dublê de Eastwood, que começou a carreira como cowboy de filmes passados no Velho Oeste. A parceria iniciou durante as filmagens de “Meu Nome É Coogan” (1968), segundo filme da produtora de Eastwood, a Malpaso Productions, e o ator gostou tanto de trabalhar com Van Horn que o promoveu a coordenador de dublês no quarto lançamento de sua empresa, “Os Abutres Têm Fome” (1970). Os dois filmes foram dirigidos por Don Siegel, que também assinou o longa que marcou uma nova fase da carreira de Van Horn, longe dos cavalos. A mudança ocorreu a partir de “Perseguidor Implacável” (1971), que lançou a franquia “Dirty Harry” e o personagem mais famoso de Eastwood. Van Horn também acompanhou Eastwood em sua transformação em diretor, a partir de seu segundo longa na função, “O Estranho sem Nome” (1973). Neste filme, Eastwood ainda o escalou como ator, explorando suas semelhanças físicas para dar um toque sobrenatural à trama, como o delegado assassinado que o recém-chegado personagem-título vinga. O sucesso da parceria continuou por décadas, incluindo o filme vencedor do Oscar “Menina de Ouro” (2004), até ser encerrada em 2011 com “J. Edgar”, devido a problemas de saúde do antigo dublê. A amizade e confiança também permitiu que Van Horn se tornasse diretor de filmes de Eastwood. Ele comandou três sucessos do astro nos anos 1980, “Punhos de Aço: Um Lutador de Rua” (1980), “Dirty Harry na Lista Negra” (1988) e “Cadillac Cor-de-Rosa” (1989).
Filho de Whindersson Nunes e Maria Lina morre após nascimento prematuro
O humorista Whindersson Nunes e Maria Lina perderam o filho recém-nascido. O bebê prematuro, que nasceu na sábado (29/5) com 22 semanas, não resistiu e morreu nesta segunda (31/5) na maternidade do Hospital São Luiz, em São Paulo. “Contamos com a compreensão de todos, em solidariedade à família”, lamentou a assessoria do comediante, ao informar a perda em nota oficial Maria Lina disse “estar despedaçada” com a morte do filho. Whindersson também se pronunciou: citou uma passagem bíblica e também divulgou a música que havia composto para João Miguel. “E você saiu, não pra casa, mas pra melhor casa, ao lado do melhor”, escreveu. Ontem, Whindersson havia se emocionado ao compartilhar a imagem em que o filho segurava seu dedo. O comediante e a estudante de engenharia assumiram o relacionamento publicamente em outubro de 2020. Em março, o casal confirmou que estava à espera de um menino em um chá revelação. Na ocasião, o humorista disse que ele e Maria Lina estavam noivos e se casariam em breve. O casal chegou a compartilhar fotos das ultrassonografias em que viu o rosto do filho pela primeira vez. Muitos fãs enviaram apoio ao casal. O cantor Alok, também pai de prematuro, ofereceu seu carinho a Whindersson e Maria Lina. “Sei o quanto é difícil”, disse ao pedir ao público que enviasse energias positivas para a família. Apesar disso, durante a gravidez, Maria Lina, noiva de Whindersson, recebeu mensagens nas redes sociais de pessoas que desejavam a morte do bebê, por não aceitarem a separação do comediante e da cantora Luísa Sonza. “Desculpa as pessoas falarem de vc, tão pequeno, sem em poder se defender. Eu realmente tento entender”, postou Whindersson nesta segunda, desconsolado. “Eu tento não odiar quem desejou mal ao meu filho, mas eu sou humano, meu coração parece que vai sumir pra dentro e engolir meu peito. Tão lindo, eu me vi em você, sonhei com vc nós meus braços subindo no palco, tanto filho, tanto”. “As coisas, às vezes, não são como imaginamos, mas tudo tem um motivo e um propósito. Agradecemos as mensagens, as orações e as energias positivas, mas nesse momento queremos ficar com nossa família e exclusivamente com o João Miguel. Deus está na frente de tudo”, acrescentou Maria Lina. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Whindersson Nunes 🏠 (@whinderssonnunes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Whindersson Nunes 🏠 (@whinderssonnunes)
Joe Lara (1962–2021)
O ator Joe Lara, que estrelou a série “As Aventuras Épicas de Tarzan” nos anos 1990, morreu em um acidente de avião. Ele tinha 58 anos e foi uma das sete pessoas mortas na queda de um jato particular no sábado (29/5) perto de Nashville, nos EUA. O papel de Tarzan foi o principal trabalho da carreira de Lara, que viveu pela primeira vez o personagem pulp criado por Edgar Allan Burroughs em 1989, no telefilme “As Aventuras de Tarzan em Nova York”. Os produtores de “As Aventuras Épicas de Tarzan” lembraram desse desempenho para escalá-lo na nova série, que trouxe o herói de volta à TV após 30 anos de ausência. Gravada no resort Sun City, na África do Sul, a série foi uma das poucas produções de Tarzan realmente filmadas no continente africano. A trama acompanhava os primeiros contatos de Tarzan com a civilização, antes de seu casamento com Jane. Mas ao enfatizar elementos mais fantasiosos, como bruxarias e civilizações perdidas, acabou comparada a outras atrações similares de heróis televisivos do período, com Hércules e Conan, e não fez muito sucesso, exibida durante apenas uma temporada, de 1996 a 1997. Lara também estrelou vários filmes de ação e aventura de baixo orçamento, lançados diretamente em vídeo – alguns deles traziam o ator com os cabelos compridos que exibia em Tarzan. Há três anos, ele se casou com Gwen Lara, que se tornou conhecida como guru de dietas, ao utilizar estudos bíblicos para ajudar pessoas a perder peso e parar de beber. Ela também está listada entre as vítimas do acidente aéreo.
Gavin MacLeod (1931–2021)
O ator Gavin MacLeod, que estrelou as séries clássicas “Mary Tyler Moore” e “O Barco do Amor”, morreu na manhã deste sábado (29/5) aos 90 anos. A causa da morte não foi informada, mas sua saúde vinha deteriorando nos últimos meses. Nascido Allan George See, ele adotou o nome artístico ao estrear no cinema em 1958, como um policial no drama criminal “Quero Viver!”. No ano seguinte, teve pequenos papéis nos clássicos “Estranha Obsessão” e “Os Bravos Morrem de Pé”, e acabou se destacando como coadjuvante na comédia de guerra “Anáguas a Bordo”, de Blake Edwards. “Anáguas a Bordo” foi uma prévia do tipo de papel que ele faria alguns anos depois na série “Marinha de McHale”, na qual viveu o marinheiro “Happy” Haines. Exibida de 1962 a 1966, a série sobre a tripulação de um torpedeiro americano durante a 2ª Guerra Mundial fez tanto sucesso que originou dois filmes, “Marujos do Barulho” (1964) e “Os Marujos… na Força Aérea” (1966), ambos com MacLeod em seu elenco. Ele continuou na Marinha na aventura clássica “O Canhoneiro do Yang-Tsé” (1966), estrelada por Steve McQueen, e voltou a trabalhar com Blake Edwards na comédia mais engraçada do diretor, “Um Convidado Bem Trapalhão” (1968), com Peter Sellers. Depois de estrelar outra famosa comédia de guerra, “Os Guerreiros Pilantras” (1970), ao lado de Clint Eastwood, entrou no elenco fixo de “Mary Tyler Moore” como Murray Slaughter, redator do telejornal em que a protagonista trabalhava, atuando em cada um dos 168 episódios das sete temporadas da atração. “Mary Tyler Moore” marcou época, influenciou costumes, especialmente os direitos femininos, rendeu três séries derivadas e até um telefilme de reencontro no ano 2000. Mas poucos integrantes do elenco tiveram a sorte de trocar o sucesso daquela série por outro programa de grande audiência. MacLeod foi um deles. O ator emendou “Moore” com “O Barco do Amor”, ficando fora do ar apenas dois meses entre as duas séries, em 1977. O novo trabalho foi ainda mais duradouro. Em “O Barco do Amor”, ele interpretou o capitão Stubing, responsável por comandar o navio de cruzeiros românticos por nada menos que 249 episódios em 10 anos. E mesmo após o fim da viagem televisiva, em 1987, ainda voltou para um telefilme de reencontro, “O Barco do Amor: O Dia dos Namorados”, em 1990, e num episódio do reboot “Love Boat: The Next Wave”, em 1998. Apesar de não ter emplacado outros papéis fixos, o ator continuou no ar por vários anos, aparecendo em episódios de “Oz”, “The King of Queens”, “JAG: Ases Invencíveis”, “O Toque de um Anjo”, “That ’70s Show” e “Zack & Cody: Gêmeos à Bordo”. Além disso, o sucesso de “O Barco do Amor” lhe garantiu outro emprego duradouro, como porta-voz da empresa de cruzeiros marítimos Princess Cruises. Nos últimos anos, MacLeod e sua esposa Patti Kendig se tornaram evangélicos, o que resultou numa reconciliação – e segundo casamento – após o divórcio, além de levar o casal a estrelar juntos a sci-fi cristã “A Jornada: Uma Viagem pelo Tempo”, em 2002. Sua despedida do cinema foi com outro filme evangélico, “As Histórias de Jonathan Sperry”, em 2008. Cinco anos depois, ele publicou seu livro de memórias, “This Is Your Captain Speaking: My Fantastic Voyage Through Hollywood, Faith & Life”. Ed Asner, que interpretou o chefe de MacLeod em “Mary Tyler Moore” – e que os mais jovens conhecem como a voz do velhinho ranzinza de “Up – Altas Aventuras” – prestou homenagem ao amigo no Twitter, escrevendo: “Meu coração está partido. Gavin era meu irmão, meu parceiro no crime (e na comida) e meu conspirador cômico. Te vejo daqui a pouco, Gavin. Diga à turma que os verei em breve. Betty! Agora somos só você e eu”, completou, citando Betty White (“Super Gatas”). Os dois são os últimos astros remanescentes da série dos anos 1970.
Marilyn Manson sofre nova acusação de estupro na Justiça
Marilyn Manson sofreu uma nova acusação de estupro na Justiça de Los Angeles na sexta-feira (28/5). A denunciante não teve o nome revelado, mas é identificada como uma ex-namorada. Ela afirma ter iniciado um relacionamento com o cantor em 2011 e o acusa de tê-la “estuprado e agredido sexualmente de forma reiterada”. O caso mais grave teria acontecido quando ela devolveu a chave da casa, ao encerrar o relacionamento. Manson a teria colocado de bruços no chão, cometido o ato e a ameaçado de morte. A acusação também afirma que ela teria sido obrigada a assistir um vídeo em que o artista abusava sexualmente de uma fã. A suposta filmagem era de 1996 e mostrava o cantor forçando a fã a beber urina de um integrante da banda enquanto estava amarrada em uma cadeira. Gravado após um show da banda no Hollywood Bowl, em Los Angeles, o vídeo incluía atos sexuais, humilhações e uma arma. Uma fonte ligada a Manson, ouvida pelo site TMZ, afirmou que o vídeo era “um curta-metragem de ficção” com uma atriz adulta e que nunca foi exibido. Marilyn Manson vem sendo acusado de assédio, abuso e estupro desde fevereiro, quando a atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”), que é sua ex-namorada, resolveu contar o que sofreu em suas mãos. “Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens”, escreveu Wood em suas redes sociais na ocasião. “Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. O desabafo estimulou outras mulheres a denunciarem o cantor, como a também atriz Esme Bianco (“Game of Thrones”), que foi a primeira a protocolar ação judicial contra Manson, afirmando ter sido agredida, esfaqueada e perseguida com machado pelo cantor. A ex-assistente de Manson, Ashley Walters, foi a segunda mulher a processá-lo por fatos semelhantes, acusando ainda Manson de tentar prostitui-la, oferecendo-a para seus amigos influentes da indústria. A polícia de Los Angeles encontra-se atualmente investigando estas e outras denúncias contra o roqueiro, que, após a onda de acusações, foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou ficando sem empresariamento artístico, encerrado por sua agência de talentos.
China censura BTS, Lady Gaga e Justin Bieber no especial de “Friends”
O especial de reencontro de “Friends” foi censurado na China, resultando na eliminação dos convidados musicais da atração, Lady Gaga, Justin Bieber e BTS. Eles não são bem-vistos pelos órgãos de controle chineses por diferentes razões. Justin Bieber, por exemplo, entrou na lista negra por ter postado em seu Instagram fotos do Santuário Yasukuni, em Tóquio, no Japão, em 2014. O local presta homenagem aos mortos da 2ª Guerra Mundial, incluindo os criminosos de guerra. A China achou ofensivo. Já Lady Gaga teve um encontro com o líder espiritual Dalai Lama, em 2016. Por sua campanha pela libertação do Tibet, o monge vive sob ataques do regime chinês. Esse encontro, inclusive, fez Gaga ser cortada da transmissão chinesa da cerimônia do Oscar 2019, em que cantou “Shallow” (do filme “Nasce Uma Estrela”), música que inclusive venceu o prêmio de Melhor Canção. cortada Por fim, o governo chinês detesta o BTS por dois motivos. Um deles é político. Os cantores se negaram a exaltar o sacrifício das tropas chinesas ao relembrar a Guerra da Coréia, em que os chineses ajudaram os norte-coreanos a lutar contra as forças democráticas. O outro motivo é considerar o uso ostensivo de maquiagem pelos garotos um mau exemplo para os jovens do país. Só que a censura teve um efeito colateral inesperado. Grande parte do público local preferiu prestigiar versões piratas de “Friends: The Reunion”, com a íntegra do programa. Versões sem cortes foram disponibilizadas na plataforma Bilibili, espécie de YouTube chinês, fazendo com que as empresas com direito à versão oficial – iQiyi, Tencent e Youku – protestassem nas redes sociais. Ao reclamarem que a pirataria “prejudicava os interesses dos criadores e dos detentores dos direitos”, as empresas tiveram que ouvir vários usuários questionarem se a censura também não era desrespeitosa com o trabalho dos criadores. Embora a pirataria já tenha sido mais disseminada na China, sua defesa como forma de rebelião contra a censura é novidade entre o público chinês, doutrinado a reagir de forma favorável às desculpas nacionalistas e patrióticas – como as listadas no começo do texto – que justificam uma guerra cultural pelos motivos mais obscuros.
Cinemas dos EUA deixam de exigir máscaras para vacinados
As três principais redes de cinema dos Estados Unidos deixaram de exigir o uso de máscaras para pessoas que estão totalmente vacinadas contra o coronavírus, de acordo com novas diretrizes divulgadas nesta sexta-feira (28/5). As redes AMC, Cinemark e Regal Cinemas anunciaram em seus sites que os frequentadores que não estiverem totalmente vacinados com as duas doses necessárias para a imunização ainda precisarão usar máscaras, mas os demais estarão dispensados. Ao mesmo tempo, informam que as outras medidas de distanciamento social e protocolos de limpeza permanecem em vigor. “De acordo com as diretrizes do CDC, as máscaras não são necessárias para aqueles que estão totalmente vacinados”, disse a AMC em seu site, referindo-se ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. “Se você não estiver totalmente vacinado, pedimos que continue a usar máscara, a menos que esteja desfrutando ativamente de comida ou bebida.” Atualizações semelhantes sobre a política de máscara foram feitas nos sites das redes Regal e Cinemark. Todas as três disseram que vão seguir as regras estaduais e locais sobre o uso de máscaras, que podem ser diferentes das diretrizes do CDC. De todo modo, com a liberação para “desfrutar” de comida ou bebida, na prática ninguém era obrigado a usar máscaras o tempo todo nos cinemas americanos – e o mesmo acontece no Brasil.
Rússia “alerta” Disney contra conteúdos LGBTQIA+
Considerado um dos países mais homofóbicos do mundo, a Rússia, por meio de sua agência reguladora de comunicações, alertou a Disney nesta sexta-feira (28/5) para não distribuir conteúdos com personagens LGBTQIA+, dizendo que são prejudiciais às crianças do país. A agência de censura, Roskomnadzor, informou ter enviado uma carta à Disney observando que a lei russa proíbe a distribuição de informações que “negam valores familiares e promovem relacionamentos sexuais não tradicionais” para crianças. A iniciativa foi tomada diante da inclusão do curta-metragem “Out”, que tem um protagonista gay, na plataforma Disney+. A Disney ainda não se pronunciou. Relacionamentos homossexuais são legais na Rússia, mas uma lei de 2013 proíbe disseminar “propaganda de relacionamentos sexuais não tradicionais” entre jovens russos. Grupos de direitos humanos criticam a legislação, dizendo que ela ajuda a aumentar a hostilidade contra a comunidade LGBTQIA+. Na segunda-feira (204/5), um procurador russo pediu que anúncios da Dolce & Gabbana no Instagram que mostram casais homossexuais se beijando sejam proibidos no país. Além da censura nos meios de comunicação, a repressão se estende à proibição de paradas de orgulho LGBTQIA+. A Moscow Pride encontra-se banida há vários anos e as tentativas de realização são enfrentadas com violência por protestos de russos ultraconservadores e religiosos. O ex-prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, chegou a justificar a proibição durante seu mandato dizendo que os eventos eram “satânicos”. Desde 2010, antes mesmo da legislação mais restritiva, a União Europeia multa a Rússia por desrespeitar os direitos LGBTQIA+.
Bárbara Paz se declara não binária
A atriz Bárbara Paz se declarou uma pessoa não binária. Em entrevista ao podcast “Almasculina”, de Paulo Azevedo, a viúva do diretor Hector Babenco, sobre quem dirigiu o premiado documentário “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, disse que se descobriu sem gênero recentemente, mas no fundo sempre foi assim. “Sou uma pessoa inquieta. Uma mulher, um homem, não-binária. Descobri que sou não-binária há pouco tempo. Um amigo meu falou que eu era, e eu acreditei, entendi. Sou uma pensadora, uma diretora, uma cineasta, uma atriz, uma pintora, uma escritora. Nas horas vagas a gente tenta tudo com as mãos, com a cabeça, com o cérebro e com a imaginação. A imaginação precisa estar trabalhando o tempo todo. Então, não sei bem quem eu sou. Se tiver alguma referência para me dizer quem eu sou, ainda estou em busca. Sou muitas coisas. Sou muitos, muitos, muitas. É difícil dizer quem você é para se apresentar. Sou uma pessoa de fazer o que tenho dentro, o que não é pouco. Arte”, ela explicou. No bate-papo, Barbara, que ficou órfã de pai aos 6 anos, disse ter percebido que desde cedo assumiu papéis masculinos. “Eu fui o homem da casa. Mesmo sendo criança, eu me sentia responsável por aquilo tudo. Sentia que tinha que cuidar da casa”, afirmou. “Minha ideia, quando criança, de quando eu subia nas árvores, era: ‘Então eu vou sair daqui, vou levar minha mãe para São Paulo, vou achar um médico'”, disse, citando a mãe que perdeu aos 17 anos de idade. “Eu comecei a trabalhar com 9 anos. Ninguém me falou para ir trabalhar. Eu sabia que ia ficar sem dinheiro, que minha mãe precisava… Então, esse lado meu masculino, que sei que tenho muito forte (veio dali)”, continuou. Ela também abordou o visual andrógino que marcou sua vida. “Sempre fui muito guri. Sempre tive cabelo curto, fui muito magra, não tinha tênis, eu tinha um kichute. Usava um meião. E eu tinha que usar, pra agradar minha mãe, um vestidinho sempre. Só que eu detestava. Sempre quis agradar muito minha mãe. Então eu era metade menino, metade menina.” Apesar disso, Bárbara pondera que nunca questionou sua sexualidade, dizendo que não via problemas em gostar de homem ou mulher. “Nunca questionei sobre isso, se é homem, mulher, do que você gosta. Nunca questionei sobre isso. Pra mim, você gosta de pessoas.” Depois da entrevista, ao ver seus comentários transformados em posts de portais e tópicos nas redes sociais, Bárbara foi ao Instagram demonstrar surpresa com a repercussão. “Gente, quanto sensacionalismo. Não há nenhuma descoberta, nenhuma revelação. Sempre fui assim — inquieta, curiosa com a vida”, explicou. “Amo ser minha mulher, ser meu homem. Amo ser essa mistura de eus. Amo ser quem eu sou!”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bárbara Paz (@barbararaquelpaz)
Salas de cinema do Brasil terão mais dois anos para se adaptar à acessibilidade
O Congresso aprovou medida provisória para adiar por dois anos a exigência de que as salas de cinema do Brasil sejam totalmente adaptadas para a acessibilidade de pessoas com deficiência visual e auditiva. O motivo do adiamento é a pandemia da covid-19, que manteve o circuito cinematográfico fechado e sem gerar faturamento. A exigência faz parte do Estatuto da Pessoa com Deficiência e deveria ter entrado em vigor no ano passado, mas, por meio de MP, foi adiada pelo governo para 1º de janeiro deste ano. O texto aprovado altera novamente a data, desta vez para 1º de janeiro de 2023. “A pandemia de covid-19 abalou fortemente diversos setores da economia, sendo que a indústria cultural foi uma das que mais sofreu. Salas de cinema, teatros e museus viram-se esvaziados, sem perspectiva para a retomada dos níveis de assistência anteriores a março de 2020”, disse a relatora do senado, Soraya Thronicke. O texto foi aprovado sem modificações e segue agora para promulgação.












