Artista de “13 Reasons Why” se reapresenta como mulher trans
Tommy Dorfman, que interpretou Ryan Shaver na série “13 Reasons Why” e outros papéis masculinos em “Jane the Virgin”, “American Princess” e na recente minissérie “Love in the Time of Corona”, anunciou em suas redes sociais que passou a se identificar como uma mulher trans. “Emocionada por me reintroduzir como a mulher que sou hoje. Meus pronomes são ela/dela”, escreveu no Instagram, ao lado de fotos que refletem a mudança. “Sou especialmente grato a cada pessoa trans que trilhou esse caminho, quebrou barreiras e arriscou suas vidas para viver de forma autêntica e radical como si mesma antes de mim. Obrigada a todas as mulheres trans que me mostraram quem eu sou, como viver, me comemorar e ocupar espaço neste mundo”, continuou. Os fãs já vinham especulando sobre a transição devido à postagens anteriores no Instagram. Mas Dorfman só assumiu a mudança ao dar uma entrevista à revista Time, publicada nesta quinta (22/7), pouco antes de abordar o assunto com seus seguidores. Na entrevista, ele explicou ter feito a transição ao longo do último ano e afirmou que, apesar da mudança de gênero, não pretende alterar seu nome. “Eu tenho o nome do irmão da minha mãe, que morreu um mês depois de eu nascer, e me sinto muito conectada com esse nome, um tio que me segurou no colo enquanto estava morrendo. Isso é uma evolução de Tommy. Estou me tornando ainda mais Tommy”, explicou. Ele contou que a ansiedade e demora para vir a público estava lhe prejudicando. “Eu estava vivendo essa versão de ‘sair do armário’ em que eu não me sentia segura o suficiente para falar a respeito, então eu só fiz [a transição]. Mas eu reconheço que fazer a transição é lindo. Por que não deixar o mundo ver como é?”, contou. “Eu aprendi, como pessoa pública, que quando eu me recuso a esclarecer isso, eu posso perder a liberdade de controlar minha própria narrativa. Desde a transição médica, vejo conversas sobre o meu corpo, e isso começou a me incomodar”, continuou. “Eu estou alinhando meu corpo e minha alma. Tudo o que eu posso fazer agora é procurar um futuro em que eu espero que seja radicalmente honesta. É essa a pessoa que eu estou me tornando”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por tommy dorfman (@tommy.dorfman)
Viola Davis vai lançar livro de memórias
A atriz Viola Davis está escrevendo um livro de memórias, intitulado “Finding Me”, que será lançado em abril de 2022 nos EUA, A editora HarperOne, parte do conglomerado editorial HarperCollins Publishers, descreveu a obra como uma “jornada de verdadeiro herói”. Segundo a sinopse, “Finding Me” vai percorrer toda a vida de Davis, desde sua infância pobre e violenta em Rhode Island, o início de sua carreira como atriz no teatro, até seus vários prêmios e papéis de destaque, incluindo o Oscar por “Fences” (muito mal batizado de “Um Limite Entre Nós” no Brasil). “Acredito que nossas histórias e a coragem de compartilhá-las são a ferramenta empática mais poderosa que temos”, disse ela no comunicado do projeto. “Esta é a minha história… direta, sem rodeios.” Antes do lançamento chegar às livrarias, o público poderá ver Viola Davis novamente no papel de Amanda Waller em “O Esquadrão Suicida”, que tem estreia marcada para 5 de agosto nos cinemas brasileiros.
Netflix explica seus planos para games
Uma semana após revelar seus planos para incluir games em seu catálogo, a Netflix deu as primeiras dicas reais do que isso significa. Em seu balanço trimestral para acionistas, divulgado na terça (20/7), a plataforma informou que “é o momento certo para aprender mais sobre como nossos membros valorizam games” e acrescentou que games originais serão incluídos em breve no custo da assinatura atual – em vez de serem oferecidos como um complemento. Ou seja, um único login e um único pagamento mensal darão acesso não apenas a filmes e séries, mas também a jogos. Para avançar nesse projeto, a Netflix contratou na semana passada o ex-executivo do Facebook e da empresa de games EA (Electronic Arts) Mike Verdu para o cargo de vice-presidente de desenvolvimento de games. “Estamos nos estágios iniciais de expansão para jogos, com base em nossos esforços anteriores em torno da interatividade”, explicou o relatório da Netflix, apontando para o futuro como distração dos lucros abaixo do esperado do segundo trimestre de 2021. A empresa acrescentou que deseja aprimorar iniciativas interativas como “Black Mirror: Bandersnatch” e seus jogos de “Stranger Things” e que seu impulso inicial será focado em jogos para dispositivos móveis. “Vemos os jogos como outra categoria de conteúdo para nós, semelhante à nossa expansão para filmes originais, animação e reality shows”, continua o texto. “Os jogos serão incluídos na assinatura da Netflix sem nenhum custo adicional aos membros, de forma semelhante como acontece atualmente com filmes e séries. A princípio, vamos nos concentrar principalmente em jogos para dispositivos móveis”. Acompanhando o comunicado, os executivos da Netflix participaram de uma sessão de perguntas e respostas, em que o co-CEO Ted Sarandos reforçou a ideia por trás da nova linha de produção. “Não é um produto separado. Somos uma empresa de um só produto”, ele destacou. Greg Peters, COO e diretor de produto, reforçou que os games serão relacionados a conteúdos da plataforma. “Os conteúdos que criamos, com mundos incríveis, histórias, personagens… Sabemos que os fãs querem um envolvimento mais profundo”, afirmou. Com a revelação de que pretende se focar em produções próprias, a Netflix se mostrou mais tímida do que muitos esperavam. Havia expectativa de que o projeto pudesse se tornar uma competição séria para a Microsoft, que, neste ano, colocou o Game Pass e o Xbox Cloud Streaming como pontos centrais de sua estratégia de crescimento – tentando criar o que muitos analistas chamaram, justamente, de “a Netflix dos games”. Isto não vai acontecer. Pelo menos por enquanto. Mas os planos embutem outras possibilidades. Afinal, Peters admitiu que, apesar de privilegiar adaptações de seus conteúdos, “também tentaremos jogos autônomos”. “Talvez um dia veremos um jogo que gere um filme ou série”, ponderou. E isso implica produção própria de games originais. Para conseguir volume inicial, o executivo adiantará que a Netflix licenciará jogos de terceiros, mas a meta é ter cada vez mais produções próprias, à medida que a capacidade da empresa para criar jogos aumentar. O fundador e co-CEO Reed Hastings encerrou o assunto lembrando que a empresa já explora várias propriedades intelectuais de produtoras de games, que tem adaptado como séries e filmes. “Você pode possuir o conteúdo e ter essas franquias longas. Será melhor se pudermos dominar o conjunto criativo”.
Alicia Silverstone recria cena de “Patricinhas de Beverly Hills” com seu filho
A atriz Alicia Silverstone recriou mais uma cena do clássico “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995) com seu filho Bear Blu. Um mês depois de ter estreado no TikTok com a primeira recriação, ela retomou o papel de Cher Horowitz para comemorar o aniversário de 26 anos do lançamento do filme. O novo vídeo gira em torno de uma piada sobre seu vestido. No filme, o pai reclamava que o traje parecia roupa de baixo. Quem disse que aquilo era um vestido? “Calvin Klein”, respondia Cher, de forma inocente. Pra quem não tem idade para entender o contexto, a grife Calvin Klein estava bombando com propagandas de cuecas e calcinhas na época. A atriz dublou suas falas na recriação, enquanto seu filho de 11 anos interpretou seu pai no filme, papel de Dan Hedaya. Fãs da comédia clássica vão ganhar em breve uma nova série derivada do filme, que será focada em Dionne, a melhor amiga de Cher, vivida por Stacey Dash tanto no filme de 1995 quanto na série lançada no ano seguinte, que teve três temporadas. Ainda sem título, a nova atração será, portanto, a segunda série inspirada no longa da cineasta Amy Heckerling, que também lançou as carreiras cinematográficas da precocemente falecida Brittany Murphy e do ator Paul Rudd, agora astro da Marvel. Veja abaixo a recriação e a cena original do filme, além de fotos do “making of” da recriação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alicia Silverstone (@aliciasilverstone) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alicia Silverstone (@aliciasilverstone)
Ex-segurança de Britney Spears denuncia medicação abusiva da cantora
Um ex-segurança de Britney Spears confirmou, em entrevista ao jornal britânico The Sun, que a acusação feita pela cantora durante seu depoimento chocante num tribunal de Los Angeles em junho passado é verdadeira. Quando relatou detalhes da tutela abusiva de seu pai, Britney descreveu-se como uma escrava que era drogada e forçada a trabalhar o tempo todo. Ela afirmou que era obrigada a tomar remédios fortes que a deixavam com a sensação de estar sempre bêbada. “Eles tiraram os remédios que eu tomava por cinco anos e me colocaram no lítio, que é um remédio bem forte. É como se eu estivesse sempre bêbada”, denunciou a cantora na ocasião. “E eu nem bebo álcool. Eu deveria beber álcool pelo que eles fizeram com meu coração”, desabafou. Nesta terça-feira (20/1), Fernando Flores, que trabalhou na segurança de Britney Spears, corroborou a denúncia com detalhes. “Davam a ela pílulas antipsicóticas e antidepressivas junto com vários anticoncepcionais e tudo mais, uma mulher a visitava todas as sextas-feiras em sua casa para medicá-la”, ele contou ao jornal britânico. Segundo Flores, os remédios deixavam a cantora completamente fora de si. “Era um estalo da sanidade pra loucura”, explicou. Ele contou que, após ser medicada, a cantora ficava falando coisas sem nenhum sentido. “Ela só assistia TV e chorava ouvindo músicas, e às vezes ficava dias sem tomar banho e escovar os dentes”, completou.
Mia Khalifa se prontifica a “ajudar” CPI da Covid
A ex-atriz pornô libanesa-americana Mia Khalifa se dispôs a “ajudar” as investigações da CPI da Covid no Brasil, atendendo a um “pedido” do senador Randolfe Rodrigues. A jovem de 28 anos virou “musa” da CPI graças a discursos do senador bolsonarista Luís Carlos Heinze. Defensor da cloroquina, ele tentou desacreditar estudos publicados em revistas científicas ao dizer que teriam sido encomendadas pela empresa de uma atriz pornô. Criou-se, então, uma confusão com uma fake news amplamente divulgada nas redes sociais. Na história mentirosa, uma foto da atriz usando óculos e vestida com roupa branca era identificada como Marcela Pereira, uma “médica infectologista” que estaria “conduzindo um estudo em larga escala do uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, com resultados muito animadores, mas que não serão divulgados por Globo e Band, compradas pelos comunistas chineses”. Em tom de ironia, Randolfe Rodrigues “sugeriu” que Mia Khalifa fosse convocada para depor. Quando viu seu nome virar tendência no Twitter por causa dos brasileiros, a atriz resolveu entrar na brincadeira e se divertiu com sua citação na CPI brasileira. Ela compartilhou uma montagem, como se estivesse depondo aos parlamentares, e passou a se identificar nas redes sociais como “líder da resposta do Brasil à covid”. Nesta segunda, ela voltou aos tópicos com outra brincadeira de Randolfe. O motivo foi a revelação no fim de semana de que o ex-Ministro da Saúde Eduardo Pazuello tentou negociar Coronavac com representantes de uma empresa sem autorização para negociar vacinas, mas que fazia importação de produtos eróticos. “Em vez de negociar com o Butantan, Pazuello foi negociar a Coronavac com uma empresa de importação de produtos eróticos… Corre aqui, Mia Khalifa. Acho que estavam te usando de cortina de fumaça”, ironizou Randolfe no Twitter. Mia respondeu prontamente, dizendo que estava praticamente de malas prontas. “Vocês estão em crise. Estou a caminho!”. O Twitter teve um orgasmo com a resposta. Detalhe: ela pode mesmo ajudar, pois tem experiência paralegal e em contabilidade, atividades que começou a exercer após seus três meses (que parecem uma década) de trabalho na indústria pornô. Ela também é comentarista esportiva e digital influencer. You guys are in a crisis… I’m on my way 🧳✈️ https://t.co/F0iqLRCFun — Mia K. (@miakhalifa) July 19, 2021 A woman of the people https://t.co/IJjhHE8cLE pic.twitter.com/Xp4GTJpMKK — Mia K. (@miakhalifa) June 9, 2021
Britney Spears afirma que desistiu de fazer shows
Britney Spears mudou radicalmente de tom, xingando com palavrões os seguidores que não aguentam ver mais os vídeos de dancinha que ela tem postado sem parar em seu Instagram. Num desabafo, ela explicou que os vídeos são a única chance do público vê-la se apresentar, porque não pretende mais fazer shows ao vivo enquanto seu pai continuar a ser seu tutor. A Princesa do Pop está em luta judicial contra a tutela de Jamie Spears, e após denunciar que estava sendo escravizada pelo pai, que a forçava a fazer shows, decidiu tornar público, em sua mais recente audiência de tribunal, que não quer mais cantar ao vivo contra sua vontade. “Eu não me apresentarei em nenhum palco tão cedo com meu pai gerenciando o que eu vejo, digo, faço ou penso”, ela escreveu no Instagram no sábado (17/7), acrescentando: “Desisto”. A cantora afirma que tem sido forçada a fazer shows sob ameaça de processo e não tem permissão para escolher suas roupas, repertório, nada. “Meu suposto sistema de apoio me machucou profundamente! Essa tutela matou meus sonhos … então tudo que tenho é esperança e esperança é a única coisa neste mundo que é muito difícil de matar… mas as pessoas ainda tentam!”, escreveu ela em seu desabafo. Na quarta-feira, ela obteve sua primeira vitória em sua batalha legal depois que a juíza do caso aceitou que ela poderia nomear seu próprio advogado. Nos últimos 13 anos, ela estava sendo defendida por um advogado indicado pelo tribunal. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
Pilar Bardem (1939-2021)
A atriz espanhola Pilar Bardem, mãe do astro Javier Bardem, morreu no sábado (17/7) aos 82 anos, anunciaram seus filhos nas redes sociais. “Queremos compartilhar a notícia de que nossa mãe, nosso exemplo, faleceu. Partiu em paz, sem sofrer, e cercada pelo amor de seus entes”, informaram Carlos, Mónica e Javier em nota publicada no Twitter de Carlos esta noite. Nascida na cidade de Sevilha em 1939, Pilar era filha de um casal de atores e irmã do cineasta Juan Antonio Bardem. Com uma carreira iniciada nos anos 1960, ela participou de dezenas de filmes, peças de teatros e séries, construindo uma carreira sólida na Espanha. Sua filmografia inclui trabalhos de alguns dos maiores cineastas espanhóis, como Pedro Almodóvar (“Carne Trêmula”), Julio Medem (“Vacas”), Bigas Lunas (“As Idades de Lulu”) e do próprio irmão (“El Poder del Deseo”). Embora seja considerada uma especialista em comédias, ela atuou em todos os gêneros e venceu o Prêmio Goya de Melhor Atriz Coadjuvante pelo suspense “Ninguém Falará de Nós Quando Estivermos Mortos”, de Agustín Díaz Yanes, em 1995. Ela também era uma ativista reconhecida pelo envolvimento em causas solidárias e pela melhoria das condições do sindicato de atores. “Ela nos deixa seu enorme legado no cinema, no teatro e na televisão. Mas a grande Pilar Bardem era, antes de tudo, uma defensora da igualdade, da liberdade e dos direitos de todas e todos”, tuitou o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez. Pilar Bardem teve três filhos e todos deram sequência à tradição de artes da família. O mais famoso deles, Javier, conquistou o Oscar por seu papel em “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007).
Spike Lee se desculpa por gafe no Festival de Cannes
O cineasta Spike Lee cometeu uma gafe durante a entrega dos prêmios do Festival de Cannes neste domingo (17/7), ao anunciar a Palma de Ouro de “Titane”, de Julia Ducournau, logo no começo da cerimônia – e não no final do evento, como é tradição. Em um momento de confusão durante o evento, Spike Lee, que presidia o júri da competição, antecipou-se e deixou escapar o maior segredo da noite. O erro aconteceu quando a anfitriã da cerimônia, a atriz francesa Doria Tillier, lhe fez uma pergunta que o levou a revelar quem tinha sido o vencedor. Ao perceber a reação de todos, Lee pediu a Dillier que falasse em inglês para evitar mais mal-entendidos. Exibido ao vivo na TV francesa pelo Canal+, a situação constrangeu os demais integrantes do júri e fez a equipe de “Titane” exultar na plateia. O diretor chegou a abordar o deslize mais tarde na cerimônia, quando finalmente veio a hora de revelar o vencedor. “Em 63 anos de vida, aprendi que as pessoas têm uma segunda chance, essa é a minha segunda chance”, disse ele. “Peço desculpas por bagunçar tudo. Tirou muito do suspense da noite, eu entendo, mas não foi de propósito.” Durante a entrevista coletiva que se seguiu à premiação, ele voltou a comentar seu vacilo. “Eu não tenho desculpas. Eu errei”, assumiu diante da imprensa. “Sou um grande fã de esportes. Então, é como o cara no final do jogo de basquete que erra o último lance livre ou o cara que erra o chute a gol. ” Lee contou que se comunicou com os representantes do festival para expressar seu arrependimento: “Fui muito específico ao falar ao povo de Cannes e pedir-lhes desculpas. Eles disseram para esquecer”. “Amamos cinema e foi uma grande honra para nós fazer parte do júri”, continuou. “Este ano, especialmente, depois da pandemia. Isso é histórico. Além de eu ter f*dido a premiação, foi histórico. ” Veja abaixo o momento da gafe. Spike Lee a accidentellement révélé le film gagnant de la Palme d'or au Festival de Cannes.😅pic.twitter.com/lVgTmHWKOV — Infos Séries (@SeriesUpdateFR) July 17, 2021
Serial killer que matou namorada de Ashton Kutcher é sentenciado à morte
O chamado “estripador de Hollywood” foi sentenciado à morte na sexta-feira (17/7) pelo assassinatos de duas mulheres no começo dos anos 2000. Uma delas era namorada do ator Ashton Kutcher. O juiz do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, Paul Fidler, foi quem definiu a sentença de Michael Thomas Gargiulo, um faz-tudo aspirante a ator e que consertava ar-condicionados – que chegou a ser chamado de “assassino do refrigerador” pela imprensa. Gargiulo manteve a alegação de inocência durante o julgamento. Mas foi considerado culpado pelo júri pelo assassinato de Ashley Ellerin, uma estudante de moda de 22 anos que foi assassinada em sua casa em Hollywood quando se preparava para sair com Kutcher em 2001. O astro das séries “O Rancho”, “Dois Homens e Meio” e “That’s 70s Show” chegou a depor no julgamento em 2019, contando como foi até a casa da vítima instantes após sua morte. Em seu testemunho, Kutcher revelou que havia marcado de sair com Ellerin na noite de 21 de fevereiro de 2001, e que falou com ela pela última vez às 8 horas da noite daquele dia, confirmando o encontro. A polícia acredita que a jovem foi morta pouco depois de desligar o telefone, e que foi surpreendida por Gargiulo quando estava saindo do banho. O acusado teria esfaqueado a vítima nada menos do que 47 vezes, antes de fugir. Por volta das 11 horas da noite, o ator chegou na casa de Ellerin e tocou a campainha. Sem conseguir resposta, notou que as luzes estavam acesas no apartamento e espiou pela janela para a sala de estar, onde observou uma mancha vermelha no carpete, mas presumiu que se tratava de vinho tinto. “Isso não me surpreendeu, porque fui a uma festa na casa dela alguns dias antes, e estava tudo uma bagunça. Não pensei duas vezes”, comentou ele no testemunho. Na verdade, era o sangue da jovem de 22 anos. No dia seguinte, segundo Kutcher, a polícia o procurou para notificar que o corpo de Ellerin havia sido encontrado por sua colega de quarto. O ator confessou que “entrou em pânico”, achando que a polícia o considerava um suspeito. A investigação do assassinato só foi concluída recentemente, quando a polícia encontrou ligações entre o crime e outros ataques, graças a evidências de DNA que apontaram para Michael Gargiulo. Gargiulo também foi condenado por matar à facadas Maria Bruno, de 32 anos, que era sua vizinha em El Monte, Califórnia, em 2005. Ele foi preso em 2008 quando outra vítima, Michelle Murphy, de 26 anos, sobreviveu a um ataque em sua casa em Santa Mônica, Califórnia. A polícia ainda desconfia que ele pode ter matado outras mulheres.
Libero de Rienzo (1978–2021)
O ator italiano Libero de Rienzo morreu na sexta-feira (16/7) aos 44 anos, após sofrer um ataque cardíaco em sua residência na cidade de Roma. Ele virou ator seguindo os passos do pai, Fiore De Rienzo, que teve uma trajetória curta na TV, mas trabalhou nos bastidores de vários filmes entre os anos 1970 e 1980. Depois de estrear num telefilme de 1998, rapidamente começou a se destacar no cinema, em filmes como “Para Minha Irmã” (2001), da polêmica Catherine Breillat, e na comédia “Santa Maradona” (2002), de Marco Ponti, que lhe rendeu o primeiro prêmio de sua carreira, o David di Donatello de Melhor Ator Coadjuvante. De Rienzo foi indicado mais duas vezes ao “Oscar italiano”, pelo drama “Fortapàsc” (2009), de Marco Risi, em que interpretou o jornalista napolitano Giancarlo Siani, assassinado pela Camorra em setembro de 1985, e por um papel coadjuvante na comédia “Paro Quando Quero” (2014). Entre seus últimos trabalhos estão a comédia “Amigos Para Sempre” (2018), de Antonello Grimaldi, e o drama “Dois Papas” (2019), dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles. Além de atuar, ele também escreveu, dirigiu e editou um longa-metragem: “Sangue: La Morte Non Esiste”, que venceu o Festival de Brooklyn, nos EUA, em 2006. O ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, lamentou sua morte nas redes sociais. “A notícia da morte repentina de Libero De Rienzo é terrível e nos deixa todos sem palavras. Perdemos um jovem talento, um protagonista do cinema italiano que já tinha visto sua arte ser reconhecida com vitória no David di Donatello. O mundo da cultura italiana abraça sua família, seus filhos pequenos, sua esposa e todas as pessoas que o amavam, estimavam e apreciavam com carinho e condolências”. O ator era casado com a figurinista e designer de produção Marcella Mosca, com quem trabalhou pela primeira vez num de seus últimos filmes, a sci-fi “Fortuna” (2020), e deixa dois filhos de 6 e 2 anos de idade.
Eleitores do Globo de Ouro são proibidos de aceitar presentes
O comitê responsável por mudanças na Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) proibiu seus membros de aceitar presentes e viagens de estúdios de Hollywood. A iniciativa é parte das mudanças que visam recuperar o prestígio do Globo de Ouro, evento realizado pela HFPA, que após sofrer denúncias de racismo e falta de ética profissional, teve sua edição de 2022 cancelada pela rede NBC. Após uma seleção controvertida de indicados ao Globo de Ouro deste ano, que ignorou os principais títulos de temática racial, o jornal Los Angeles Times descobriu e denunciou que o grupo, formado por cerca de 80 jornalistas estrangeiros que trabalham em Los Angeles, não incluía nenhum negro. Também sugeriu que uma viagem a Paris com tudo pago teria influenciado a inclusão de “Emily in Paris” na disputa de Melhor Série de Comédia. Além disso, os integrantes do grupo são acusados de ter comportamento sexista e usar o prestígio do Globo de Ouro para obter vantagens e acesso privilegiado aos astros da indústria cinematográfica americana. Sob ameaças de boicotes de produtores e artistas, a HFPA decidiu fazer um esforço para aumentar sua diversidade e transparência. Após propostas para aumentar a integração racial entre seus membros, agora o comitê prepara regras para aprimorar a ética da entidade. “A HFPA continua dedicada à mudança transformadora que descreveu em seu plano de reforma e cronograma de maio”, afirmou o comitê em um comunicado. “Ontem, a organização estabeleceu novas pautas-chave para avançar com a reforma.” De acordo com as “novas políticas envolvendo presentes, viagens e conflito de interesses”, os membros da HFPA “não podem aceitar materiais promocionais ou outros presentes de estúdios, publicitários, atores, diretores ou outras pessoas ligadas a filmes e programas de TV”. Entre as reformas aprovadas, a organização criou uma linha direta para receber denúncias (que serão investigadas por um grupo independente), aprovou um novo código de conduta e contratou assessores de diversidade, igualdade e inclusão. “Continuaremos atualizando a indústria sobre o nosso avanço, à medida que votarmos novos estatutos, que irão criar uma organização inclusiva, diversa e responsável, da qual nossos membros, partes interessadas e parceiros se orgulhem”, acrescentou a HFPA.
Jason Sudeikis aproveita “Ted Lasso” para apoiar jogadores vítimas de racismo
Série mais premiada da Apple TV+, “Ted Lasso” acompanha um técnico de futebol americano nos bastidores fictícios de um time de futebol inglês. Mas se o personagem-título é completamente alienado em relação àquilo que ele chama de “soccer”, seu intérprete, Jason Sudeikis, demonstrou estar muito atento aos meandros do esporte, ao desfilar no tapete vermelho da première da 2ª temporada da série com um traje bastante representativo. No evento realizado no Pacific Design Center em Los Angeles, na noite de quinta (15/7), Sudeikis ostentou uma camisa preta com os nomes de três jogadores negros da seleção de futebol da Inglaterra que se tornaram alvo de uma campanha racista nas redes sociais, após a final da Eurocopa vencida pela Itália. Nesta sexta (16/7), ele reforçou a mensagem em seu Instagram. Veja abaixo. Quando Bukayo Saka, Marcus Rashford e Jadon Sancho perderam seus pênaltis no domingo passado (11/7), durante a decisão, foram imediatamente inundados com insultos racistas nas redes sociais. A camiseta de Sudeikis rendeu grande repercussão. E maior visibilidade ainda para “Ted Lasso”, que na terça-feira (13/7) foi indicada para 20 prêmios Emmy, batendo o recorde de nomeações para um série estreante em todos os tempos. A 2ª temporada estreia na sexta que vem (23/7). O caso de Saka, Rashford e Sancho se tornou um escândalo nacional no Reino Unido, após o Facebook permitir a multiplicação de ofensas, com emojis de macacos e bananas, no Instagram. A repórter Cristina Criddle, que escreve sobre tecnologia para a BBC, usou o Twitter para expor a resposta que recebeu ao denunciar ataques racistas na página do jogador Bukayo Saka no Instagram. “Devido ao grande volume de denúncias que estamos recebendo, nosso time de revisão de denúncias não pode revisar a sua denúncia ainda. Contudo, nossa tecnologia detectou que este comentário provavelmente não fere as regras da comunidade”, dizia o comunicado. Na quarta, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, foi a público assumir o erro da plataforma. Um dos visados, o jovem Marcus Rashford, de apenas 21 anos, é considerado um ídolo nacional por liderar uma campanha para prover alimentos para as crianças durante o lockdown do coronavírus no Reino Unido. A polícia inglesa já começou a agir e prendeu quatro pessoas por racismo na quinta-feira. Enquanto isso, o parlamento britânico debate como impedir que ataques semelhantes continuem acontecendo nas redes sociais. Uma das propostas, sugerida pelo jogador do time inglês Arsenal e da seleção brasileira Willian Borges da Silva, é a obrigatoriedade da identificação documental dos usuários das plataformas. A ideia já apareceu em debates no Brasil e foi rechaçada por bolsonaristas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jason Sudeikis (@jason_sudeikis)












