Bob Rafelson: Criador dos Monkees e diretor de filmes clássicos morre aos 89 anos
O cineasta Bob Rafelson, criador dos Monkees e considerado o responsável por trazer sensibilidade europeia ao cinema americano nos anos 1970, morreu na noite de sábado (23/7) em sua casa em Aspen, Colorado, aos 89 anos, cercado por sua família. Robert Rafelson era sobrinho de Samson Raphaelson (“A Loja da Esquina”), o roteirista favorito de Ernst Lubitsch. Nascido em Nova York em 1933, ele estudou Filosofia, trabalhou como radialista, fez traduções de filmes japoneses e começou a escrever para a TV em 1959, adicionando diálogos na série de teleteatro “Play of the Week”. Ele passou a trabalhar como produtor nos anos 1960, em atrações como “The Greatest Show on Earth” e “Channing”, antes de conceber seu primeiro sucesso: “Os Monkees”. A série dos Monkees foi imaginada como a resposta americana ao fenômeno dos Beatles, e seus integrantes foram selecionados por meio de audições de diferentes músicos, que também precisavam demonstrar suas capacidades de atuação para serem aprovados. Lançada em setembro de 1966, “Os Monkees” não demorou a virar febre e popularizar diversos hits cantados em seus episódios. Mas foi cancelada após dois anos e dois Emmys (Melhor Série de Comédia e Direção). Ironicamente, o final da série marcou o começo da carreira cinematográfica de Rafelson, que reuniu os músicos mais uma vez para lançar seu primeiro longa-metragem como diretor em 1968, “Os Monkees Estão Soltos” (Head), co-escrito pelo ator Jack Nicholson. A trama altamente psicodélica refletia ideais contraculturais de Rafelson e seu parceiro, o produtor Bert Schneider, com quem formou a Raybert (posteriormente rebatizada como BBS), produtora responsável por marcos como “Easy Rider – Sem Destino” em 1969 e “A Última Sessão de Cinema” em 1971. Seu segundo filme, “Cada um Vive como Quer”, estrelado pelo parceiro Jack Nicholson, foi o ponto mais alto de sua carreira – e do cinema da época. O filme atingiu um sucesso de crítica impressionante e projetou a carreira de Nicholson, ao incorporar pela primeira vez a influência da nouvelle vague francesa no cinema americano. Até o mestre sueco Ingmar Bergman elogiou e expressou admiração pela obra de Rafelson. “Cada um Vive como Quer” era um road movie com personagens que refletiam a visão de Rafelson sobre um outsider (Nicholson) aflito por uma dor profunda, criativa e não revelada. Em entrevista, ele confessou era a história dele mesmo, como alguém que não suportava a família e buscava fugir para longe de tudo. “Eu estava tentando escapar do meu passado desde os 14 anos”, disse o diretor, lembrando do alcoolismo de sua mãe. Indicado a quatro Oscars, incluindo Melhor Filme, a obra também sinalizou a entrada de Jack Nicholson ao time dos grandes astros, com sua primeira indicação ao troféu de Melhor Ator. Em menor escala, os filmes seguintes de Rafelson também foram reconhecidos por sinalizarem uma nova profundidade no cinema americano, incluindo “O Rei da Ilusão” em 1972 e “O Guarda-Costas” em 1976. Mas sua carreira foi afetada logo no começo por uma tragédia, quando sua filha de 10 anos, Julie, morreu na explosão de um fogão a gás em sua casa em Aspen em 1973. A partir daí, seus lançamentos passaram a ser mais esparsos e pessimistas. Rafelson se fixou em temas do cinema noir em dois lançamentos seguidos: a nova parceria com Nicholson em “O Destino Bate à sua Porta” (1981) e o filme de femme fatale “O Mistério da Viúva Negra” (1987), estrelado por Debra Winger e Theresa Russell. A fase rendeu bilheteria saudável e muitos elogios na Europa, onde a reputação de Rafelson permaneceu em alta. Entre os dois filmes, o cineasta ainda participou da História dos clipes musicais, ao dirigir o vídeo do hit de 1983 de Lionel Richie, “All Night Long (All Night)”, combinando a balada pop contagiante com um retrato colorido e abstrato de uma festa ao pôr do sol. Ele assinou seu filme de maior orçamento em 1990: “As Montanhas da Lua”, mistura de drama biográfico e aventura sobre o explorador Sir Richard Burton e sua missão de encontrar a nascente do Rio Nilo, na África. Para compensar o trabalho mais convencional, fez mais dois filmes com Nicholson: “O Cão de Guarda” (1992) e “Sangue & Vinho” (1996). E embora o ator considerasse Rafelson parte de sua “família”, o filme de 1992 foi o pior trabalho da carreira de ambos. Depois disso, o diretor voltou ao gênero noir para comandar o telefilme “Poodle Springs”, da HBO, que trazia James Caan como o detetive Philip Marlowe. E só assinou mais um longa nos cinemas, o thriller policial “Sem Risco Aparente”, estrelado por Samuel L. Jackson e Milla Jovovich, que implodiu nas bilheterias em 2002. Refletindo sobre sua própria carreira em uma entrevista de 2004, Rafelson foi filosófico: “Se acontece de as pessoas se identificarem com seu trabalho, bem, você tem muita sorte… isso lhe dá permissão para continuar fazendo filmes. Mas se você não receber os aplausos, bem, há outras coisas. Quero dizer, afinal, há sua vida para viver.”
Conheça os Thunderbolts, que vão virar filme da Marvel
Uma das novidades anunciadas pelo Marvel Studios no sábado (23/10) durantea Comic-Con Internacional, em San Diego, chama atenção por introduzir um novo grupo no MCU (o Universo Cinematográfico da Marvel): o primeiro filme dos Thunderbolts, que ficou responsável por fechar a Fase 5 do estúdio, em julho de 2024. Para quem não acompanha quadrinhos, Thunderbolts soa como uma turma de heróis. Mas as aparências podem enganar. O grupo realmente se apresenta como super-heróis, mas na verdade é formado por supervilões, sob disfarces que escondem suas verdadeiras identidades. Nos quadrinhos, eles foram formados pelo Barão Zemo e aparecem para fazer grandes salvamentos e atos heroicos apenas quando lhes convém, escondendo seus verdadeiros objetivos. Além de Zemo, o grupo teve participações do Homem-Absorvente, Ossos Cruzados, Mercenário, Fantasma, Venom, Espadachim, Homem-Radioativo, Treinador, Batroc, Serpente da Lua e alguns super-heróis de motivação ambivalente, como Viúva Negra, Soldado Invernal, Gavião Arqueiro, Luke Cage, Cavaleiro da Lua, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma, Elektra, Deadpool e membros dos Inumanos – entre muitos outros. A grande maioria desses personagens já apareceu em live-action no MCU. Segundo o Deadline, a Marvel já teria entrado em contato com alguns intérpretes dos personagens que fazem parte do MCU para garantir que estejam disponíveis para reprisar seus papéis na produção. Uma teoria viável é que, no cinema, Thunderbolts seja o grupo que está sendo reunido pela Condessa Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfuss), que já recrutou a nova Viúva Negra (Florence Pugh) e o Agente Americano (Wyatt Russell) no filme “Viúva Negra” e na série “Falcão e o Soldado Invernal”. Além deles, o comportamento de Sharon Carter (Emily VanCamp) em “Falcão e o Soldado Invernal” também pode indicar uma candidata, sem o próprio Zemo (Daniel Brühl), visto na mesma série. O filme já tem roteiro, que foi assinado por Eric Pearson, roteirista de “Viúva Negra”, e será dirigido por Jake Schreier, de “Frank e o Robô” (2012), “Cidades de Papel” (2015) e clipes musicais de Benny Blanco, Justin Bieber e Chance the Rapper. A previsão de filmagem é apenas para daqui a um ano, no verão norte-americano (nosso inverno) de 2023. Just announced in Hall H: Marvel Studios' Thunderbolts, in theaters July 26, 2024. #SDCC2022 pic.twitter.com/RbeUukAbdj — Marvel Studios (@MarvelStudios) July 24, 2022
Eisner Awards: Artistas brasileiros vencem o “Oscar dos quadrinhos”
O principal prêmio da indústria norte-americana de quadrinhos, o Eisner Awards, foi entregue na noite de sexta-feira (22/7) durante a Comic-Con Internacional, em San Diego, e os vencedores da edição 2022 destacaram dois brasileiros: os artistas Mike Deodato Jr. e Fido Nesti. Famoso por várias publicações da DC e da Marvel, Deodato Jr. levou o prêmio de Melhor Publicação de Humor por “Nem Todo Robô”, em parceria com Mark Russell. Já Nesti saiu com o troféu de Melhor Adaptação de Outra Mídia pela versão em quadrinhos de “1984”, a sci-fi clássica de George Orwell. Entre os vários vencedores da noite, o mais premiado foi o veterano Barry Windsor-Smith, até hoje lembrado por sua arte revolucionária de Conan nos anos 1970. Ele foi reconhecido nas categorias Melhor Roteirista/Artista e Melhor Letrista por “Monstros” (Monsters), da editora indie Fantagraphics, que também venceu o Eisner de Melhor Graphic Novel. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mike Deodato, Jr. (@mikedeodato) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fido Nesti (@fidonesti)
Rupert Grint vem à São Paulo participar de festival de cultura pop
O ator britânico Rupert Grint, que ficou famoso ao interpretar Ron Weasley na saga “Harry Potter”, vem ao Brasil no próximo fim de semana para participar do UcconX (Universal Creators Conference Experience), festival de cultura pop que acontece em São Paulo. O anúncio foi feito pela própria organização, que revelou que o ator estará disponível para autógrafos, fotos, meet & greet entre outras atividades. “Mal posso esperar para ver todo mundo lá. Vejo vocês”, ele declarou em vídeo sobre sua participação no festival. Será a primeira vez que o ator vem à América Latina. Além dele, são esperadas as presenças de George Takai, o intérprete original do Sr. Sulu na franquia “Star Trek”, e a atriz Millie Bobby Brown, a Onze/Eleven de “Stranger Things” – que foi anunciada anteriormente no evento. Os ingressos para o UcconX, que está marcado para acontecer entre os dias 27 a 31 em São Paulo. podem ser adquiridos por meio do site oficial, por preços que variam entre R$ 125 e R$ 1,2 mil. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por UCCONX (@ucconxoficial)
Alan Grant: Criador de vilões e histórias clássicas de Batman morre aos 73 anos
O artista britânico Alan Grant, roteirista dos quadrinhos de Batman e Juiz Dredd, morreu aos 73 anos na quinta-feira (21/7). O anúncio foi feito por sua esposa, Susan Grant, no Facebook, sem revelar a causa da morte. Nascido em Bristol, na Inglaterra, Grant cresceu na Escócia e começou a carreira como jornalista aos 18 anos, escrevendo para o jornal local Dundee Daily Courier. Ele passou a trabalhar como editor na empresa de revistas IPC nos anos 1970, onde sua dedicação à revista em quadrinhos “2000 AD” transformou o título num sucesso de vendas e transformou a marca num selo com várias publicações. Neste trabalho, formou uma grande amizade e parceria lendária com o roteirista John Wagner, o criador de Juiz Dredd. Os dois começaram a escrever juntos histórias para a publicação, que transformaram o Juiz Dredd no carro-chefe da “2000 AD” e num dos maiores ícones dos quadrinhos britânicos. As histórias de Grant e Wagner fizeram tanto sucesso que chamaram atenção do outro lado do Atlântico. A dupla foi contratada para escrever para a DC Comics. Seu primeiro título foi a série limitada “Outcasts”, lançada em 1987, seguida por histórias do Batman em 1988. Grant e Wagner introduziram o Ventríloquo em sua primeira história de Batman e o Caça-Ratos (Ratcatcher) em sua terceira. Mas depois de uma dúzia de edições, Grant passou a assinar as histórias sozinho, tornando-se um dos principais escritores de Batman até o final dos anos 1990. Nesta fase, criou o assassino Victor Zsasz, Jeremiah Arkham, Amídala e Anarquia (Anarky), entre outros vilões antológicos. Apesar da separação em Batman, a dupla voltou a trabalhar junta na minissérie “The Last American” da (hoje extinta) Epic Comics, no crossover de Batman e Judge Dredd publicado em 1991 e em “The Bogie Man”, sobre um doente mental escocês que acredita ser todos os personagens vividos por Humphrey Bogart no cinema. Esta minissérie independente de 1989 acabou virando um telefilme em 1992. Entre os projetos paralelos, Grant seguiu escrevendo histórias de vários personagens da DC nos anos 2000, como Lobo, LEGION (um spin-off da Legião dos Super-Heróis) e o Demônio, voltando a Batman para lançar um novo título, “Batman: A Sombra do Morcego”, além de ter sido um dos principais escritores do crossover “A Queda do Morcego” (Knight Fall no original), o mais longo arco já publicado nas revistas do herói, que deixou Batman temporariamente numa cadeira de rodas e durou aproximadamente 2 anos. O roteirista americano Tom King, que também escreveu histórias do Batman, lamentou a morte do colega nas redes sociais: “Arrasado com o falecimento de Alan Grant. Lobo, LEGION, Batman — suas histórias questionavam o que os quadrinhos de super-heróis poderiam ser e fazer: eram ríspidos, friamente cínicos e, no entanto, estranhamente — e maravilhosamente — continham uma poderosa e calorosa corrente de esperança. Grande escritor. RIP”. A editora 2000 AD também se manifestou em homenagem ao talento perdido. “Grant foi um dos melhores escritores de sua geração, combinando um olhar afiado para diálogo e a sátira política com uma profunda empatia que fazia seus personagens parecerem incrivelmente humanos e realistas. Através de seu trabalho, ele teve uma influência profunda e duradoura na 2000 AD e na indústria de quadrinhos”. Já a DC preferiu postar o vídeo de uma homenagem feita durante a Comic-Con Internacional, num painel do qual participavam artistas da editora, que dedicaram um minuto de aplausos aos feitos de Grant. Alan Grant will always be remembered as a comic book icon. Today, #SDCC salutes the DC trailblazer with a standing ovation, led by @TomTaylorMade, @TomKingTK, and @Bruno_Redondo_F. pic.twitter.com/8mi5dT1G4y — DC (@DCComics) July 21, 2022
Taurean Blacque: Ator da série “Chumbo Grosso” morre aos 82 anos
O ator Taurean Blacque, que viveu o detetive Neal Washington na série clássica “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues) morreu na quinta-feira (21/7) em Atlanta após uma breve doença, aos 82 anos. Ele estrelou todas as sete temporadas do drama que revolucionou as séries policiais nos anos 1980, aparecendo em 144 episódios de 1981 a 1987. A atuação na produção criada por Steven Bochco e Michael Kozoll, que acompanhava o cotidiano numa delegacia de polícia com um realismo nunca antes visto na TV, rendeu a Blacque uma indicação ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática em 1982. O personagem de Blacque, o detetive Neal Washington, era um policial veterano respeitado, mas severo, conhecido por usar boina e ter um palito de dentes a mão, que eram verdadeiras marcas registradas. O ator nasceu Herbert Middleton Jr. em Newark, Nova Jersey, em 10 de maio de 1940. Começou a atuar em meados da década de 1970 na Negro Ensemble Company, uma companhia de teatro composta apenas por integrantes negros com sede em Nova York, onde adotou o pseudônimo Taurean (por causa de seu signo, Touro) Blacque (pela cor), e logo começou a aparecer como convidado em séries de TV como “Sanford and Son”, “Good Times”, “What’s Happening”, “The Bob Newhart Show” e “Taxi”. Depois do sucesso em “Chumbo Grosso”, ele ainda interpretou outro policial nos anos 1990, durante as duas temporadas da série dramática “Savannah” (1996-97). Ele deixa 12 filhos, muitos dos quais adotou, além de 18 netos e dois tataranetos.
Ricky Martin desabafa após processo de abuso: “Vítima de uma mentira”
O cantor Ricky Martin afirmou que “nunca teve que lidar com algo tão doloroso” quanto a acusação de abuso de seu sobrinho e que foi “vítima da mentira”. “Infelizmente, o ataque veio de um membro da família que está lidando com problemas mentais. A única coisa que lhe desejo é o melhor, que ele encontre ajuda para que possa começar uma nova vida cheia de amor, verdade e alegria e que não machuque mais ninguém”, disse o artista em um vídeo gravado na quinta (21/7) e divulgado por seus representantes, após o arquivamento da ordem de proteção contra ele solicitada pelo jovem de 21 anos, chamado Dennis Yadiel Sánchez. O cantor porto-riquenho, visivelmente abatido, enfatizou que “as mentiras causam muitos danos” a ele, aos seus filhos, ao seu marido, aos seus pais e a toda a família, acrescentando que não pôde se defender antes porque o processo estava aberto e foi exigido que “ficasse em silêncio” até que pudesse prestar depoimento diante do juiz. “Não desejo que ninguém passe o que passei e agora minha prioridade é me curar. E como faço isso? Com música. Mal posso esperar para voltar aos palcos, em frente às câmeras e entreter, que é o que faço melhor”, comentou o cantor. No vídeo, Ricky Martin também agradeceu a todos os amigos e fãs incondicionais que lhe enviaram “mensagens de amor, mensagens positivas”. “Vocês não imaginam a força que me deram com cada comentário feito nas mídias sociais”, acrescentou. “Deu abençoe a todos”, concluiu. O cantor também publicou nas suas contas do Twitter e do Instagram uma breve mensagem em inglês, dizendo: “A verdade prevalece”, juntamente com uma imagem da declaração da sua equipe jurídica informando sobre o encerramento do caso. A acusação contra Martin veio à tona no início de julho, quando a Justiça de Porto Rico emitiu a citada ordem de restrição contra o cantor por violência doméstica. Como a legislação local assegura o anonimato das vítimas, não existiam informações sobre quem tinha dado entrada no pedido. Na ocasião, sites de celebridades divulgaram que o cantor e a suposta vítima haviam se relacionado durante sete meses, mas o ex-Menudo não aceitava o término. Pelo Twitter, Martin informou aos fãs que a decisão judicial era baseada em “alegações completamente falsas”, uma vez que ele é casado há cinco anos com Jwan Yosef, com quem tem quatro filhos. A audiência para analisar o caso aconteceu nesta quinta, com participação de Martin via videoconferência, mas todo o procedimento se deu à portas fechadas, mantendo um batalhão de jornalistas do lado de fora do tribunal na capital de Porto Rico aguardando novidades. E o que ouviram foi que o próprio acusador optou por retirar a acusação. “O peticionário cessou suas reivindicações voluntariamente; portanto, o caso foi arquivado e nenhum procedimento adicional é necessário”, disse o porta-voz do tribunal. Em uma declaração à imprensa, a equipe jurídica de Martin comemorou o resultado. “Isso nunca foi nada mais do que um indivíduo problemático fazendo falsas alegações sem absolutamente nada para substanciar. Estamos felizes que nosso cliente viu a justiça feita e agora ele pode seguir em frente com sua vida e sua carreira”, disseram em comunicado. Truth prevails. Swipe right for English pic.twitter.com/4Q7UOHCi7e — Ricky Martin (@ricky_martin) July 21, 2022
Humorista do “Zorra Total” passa cinco dias sequestrado
O humorista Heitor Martins, conhecido por interpretar o personagem Pit Bitoca no “Zorra Total”, passou cinco dias preso em cárcere privado. Ele foi sequestrado no sábado (16/7), em São José dos Campos, interior de São Paulo, e só liberado do cativeiro na quarta (21/7). O ator contou em vídeos do Stories do Instagram que os responsáveis pelo crime queimaram seu carro e roubaram sua casa. “Aconteceu uma coisa comigo nesse final de semana. Eu fui sequestrado, fiquei cinco dias em cativeiro, inclusive queimaram meu carro, roubaram minha casa, mas graças a Deus tô bem, tô vivo e mais forte agora, com todo esse carinho de vocês. Então, tudo tranquilo, graças a Deus. Tô vivo, saiu tudo bem. Foi o material, mas a vida vale muito mais que essas coisas todas”, afirmou Martins. De acordo com informações do boletim de ocorrência, Martins foi até São José dos Campos para um encontro marcado por meio de um aplicativo de relacionamento, mas foi surpreendido no local por quatro homens não identificados. Em depoimento, Martins disse que foi sequestrado e levado a um cativeiro, onde foi obrigado a passar as senhas do seu cartão do banco e entregar as chaves de sua casa, localizada em Taubaté. Mais tarde, os suspeitos tentaram invadi-la. O carro do humorista foi queimado e encontrado a poucos metros do cativeiro. O ator passou por exames junto ao IML (Instituto Médico Legal) e ao IC (Instituto de Criminalística) e o caso foi registrado na Delegacia Seccional de São José dos Campos. Tudo indica que Martins caiu no crime popularmente chamado de “golpe do Tinder”, em que a pessoa é sequestrada ou assaltada por criminosos quando vai ao encontro de alguém que conheceu no aplicativo. Inicialmente, ele negou que tenha sido o caso porque, por coincidência, foi sequestrado antes de encontrar a moça. Mas durante sua explicação, meio que caiu a ficha. “Não teve golpe do Tinder. Estão criando coisas na cabeça. Eu fui a São José dos Campos ao encontro de uma moça do Tinder. Aí fui pego lá e nem acabei encontrando a moça. Foi só”, começou dizendo. “Eu fui ao encontro de uma moça do Tinder, mas não é golpe, ‘caí no golpe’. Também não sei…” “Já conheci várias pessoas no Tinder, sou amigo delas até hoje. É uma ferramenta normal. Pode ter gente ruim lá? Pode, claro. Mas eu não sei dizer pra vocês. Fui pego antes, fiquei em cárcere privado”, reforçou o humorista, dizendo que está sem conseguir dormir.
Regina Duarte terá que devolver mais de R$ 300 mil de Lei Rouanet
A bolsonarista Regina Duarte foi enquadrada pelo governo Bolsonaro e terá que devolver R$ 319,6 mil aos cofres públicos após ver recusada a prestação de contas de um projeto financiado pela Lei Rouanet. Uma publicação do Diário Oficial da União de quinta-feira (21/7) revelou que secretário especial da Cultura Hélio Ferraz negou um recurso protocolado pela empresa da atriz sobre as contas da peça “Coração Bazar”. Segundo informações divulgadas pela revista Veja, a área técnica do então Ministério da Cultura já havia reprovado as contas da peça em 2018. A empresa da atriz captou R$ 321 mil para o espetáculo e, por causa da decisão, foi obrigada a restituir R$ 319,6 mil ao Fundo Nacional da Cultura. No entanto, a dívida ainda não tinha sido cobrada por causa da apresentação do recurso, que foi negado nesta semana. Na ocasião, André Duarte, filho de Regina e sócio da empresa, havia dito à Veja que a prestação de contas tinha sido reprovada por causa de um “descuido”, a falta dos comprovantes de que o monólogo tinha sido exibido sem a cobrança de ingressos entre 2004 e 2005, como determinava o contrato assinado pela produtora. Regina foi secretária especial da Cultura do governo Bolsonaro, mas ficou apenas dois meses e meio no cargo, saindo após acumular polêmicas e desgaste. Mesmo tendo saído do cargo, continuou apoiando o governo e chegou a comemorar mudanças da Lei Rouanet que reduziram incentivos para salários de artistas em 93,4%. Ela publicou um texto no Instagram em que grifou: “Não haverá exceções para celebridades”.
Shonka Dukureh: Artista do filme “Elvis” é encontrada morta aos 44 anos
A atriz e cantora Shonka Dukureh, que interpretou a cantora Big Mama Thorton no filme “Elvis”, foi encontrada morta em seu apartamento em Nashville, EUA, nesta quinta-feira (21/7), aos 44 anos. Um de seus dois filhos descobriu o corpo da artista em seu quarto e foi pedir ajuda a um vizinho. O médico legista da cidade está trabalhando para determinar a causa da morte, mas não há suspeita de crime. “Elvis” tinha sido seu primeiro trabalho nas telas. Além dessa participação nos cinemas, ela também reprisou o papel da lendária cantora de blues, primeira a gravar “Hound Dog” e “Ball ‘n’ Chain”, no clipe de “Vegas”, música da cantora Doja Cat incluída na trilha sonora da produção. Natural de Nashville, Dukureh começou a cantar ainda criança nas igrejas da cidade. Em entrevista dada por ocasião do lançamento do longa, ela revelou que trabalhava em um álbum que homenagearia outro ícone da música, Billie Holliday.
Comic-Con começa de forma híbrida: com astros em telões e fãs em filas
Conhecida por suas surpresas de última hora, a Comic-Con Internacional acabou pegando desprevenidas as cerca de 135 mil pessoas que voaram para San Diego de vários países para passar por horas de filas, visando conseguir testes de covid-19 e ver suas estrelas favoritas nos painéis do evento. É que a primeira Comic-Con presencial em três anos é 100% presencial apenas para o público. Várias estrelas estão participando de forma remota, via videochamadas projetadas em telões diante das plateias espremidas no local. Dois dos primeiros painéis que abriram o evento nesta quinta (21/7), dedicados às séries “The Rookie”, “The Rookie: Feds” e “Abbott Elementary” da rede americana ABC, tiveram moderadores no local, mas nenhum ator apareceu pessoalmente, participando via satélite. A justificativa, neste caso, foi de que eles não poderiam viajar porque estão trabalhando atualmente nas novas temporadas das produções. Em compensação, um painel sobre representatividade da comunidade deficiente teve presença de astros ao vivo, inclusive com Lauren Ridloff, de “The Walking Dead”, e Alaqua Cox, que deve participar também do painel de sábado (23/7) da Marvel para uma prévia de sua série “Eco” (Echo). O veterano ator William Shatner, o eterno Capitão Kirk, também posou para fotos, ao passear entre os fãs e curiosos do evento. Além disso, o astro mais aguardado da Comic-Con 2022, Dwayne “The Rock” Johnson, estaria confirmado pessoalmente no grande painel da Warner Bros sobre os filmes da DC Comics, marcado para o sábado. “Quando Dwayne se compromete com algo, ele faz grande”, disse ao site Deadline uma fonte que garantiu a presença da estrela de ação. A combinação de telões e participações ao vivo era inesperada. Mas não apenas isso. Entrar no Centro de Convenções de San Diego tem sido quase como lidar com uma crise humanitária. Muitos fãs têm chegado fantasiados ao local, como sempre fizeram, apenas para descobrir que deveriam ter passado antes num dos vários hotéis credenciados para realizar testes de covid e obter sua pulseira de verificação antes de poder pisar no Centro de Convenções de San Diego. Um participante disse ao Deadline que, para obter uma pulseira de verificação, “há filas espalhadas ao longo de várias ruas” diante de cada hotel.
Caso de abuso contra Ricky Martin é encerrado em Porto Rico
O processo contra Ricky Martin, com acusação de abuso e incesto por parte de um sobrinho de 21 anos, foi encerrado nesta quinta (21/7) em Porto Rico, com o cancelamento da ordem de restrição emitida contra o cantor. A audiência para analisar o caso aconteceu nesta quinta, com participação de Martin via videoconferência, mas todo o procedimento se deu à portas fechadas, mantendo um batalhão de jornalistas do lado de fora do tribunal aguardando novidades. E o que ouviram foi que o próprio acusador optou por retirar a acusação. “O peticionário cessou suas reivindicações voluntariamente; portanto, o caso foi arquivado e nenhum procedimento adicional é necessário”, disse o porta-voz do tribunal. Em uma declaração à imprensa, a equipe jurídica de Martin comemorou o resultado: “Assim como havíamos previsto, a ordem de proteção temporária não foi prorrogada pelo Tribunal”. “O pedido veio do acusador pedindo para encerrar o caso. Isso nunca foi nada mais do que um indivíduo problemático fazendo falsas alegações sem absolutamente nada para substanciar. Estamos felizes que nosso cliente viu a justiça feita e agora ele pode seguir em frente com sua vida e sua carreira”, concluiu o comunicado. A acusação contra Martin veio à tona no início de julho, quando a Justiça de Porto Rico emitiu a citada ordem de restrição contra o cantor por violência doméstica. Como a legislação local assegura o anonimato das vítimas, não existiam informações sobre quem tinha dado entrada no pedido. Na ocasião, sites de celebridades divulgaram que o cantor e a suposta vítima haviam se relacionado durante sete meses, mas o ex-Menudo não aceitava o término. Pelo Twitter, Martin informou aos fãs que a decisão judicial era baseada em “alegações completamente falsas”, uma vez que ele é casado há cinco anos com Jwan Yosef, com quem tem quatro filhos. Na semana passada, o advogado de Martin rebateu as acusações. “Ricky Martin não está, nunca esteve e nunca estará envolvido em qualquer tipo de relacionamento romântico ou sexual com o sobrinho dele. Essa ideia não é apenas mentira, é asquerosa”, disse Marty Singer, que defende o cantor, numa declaração à imprensa. O advogado ainda afirmou que o rapaz sofria com problemas de saúde mental.
Amber Heard entra com apelação contra veredito a favor de Johnny Depp
A atriz Amber Heard ingressou nesta quinta-feira (21/7) com seu pedido de apelação no processo de difamação movido por Johnny Depp, que resultou na condenação da atriz a uma indenização no valor de US$ 10,35 milhões – ou US$ 8,35 milhões, descontando os US$ 2 milhões que venceu de Johnny Depp também por difamação. Após a decisão desfavorável do júri em julgamento encerrado no início de junho, a defesa da atriz já havia informado que ela iria recorrer da decisão. “Acreditamos que o tribunal cometeu erros que impediram um veredito justo e consistente com a Primeira Emenda”, disse um porta-voz de Heard em comunicado sobre a apelação. “Portanto, estamos recorrendo da sentença. Embora percebamos que o pedido de hoje acenderá as fogueiras do Twitter, há medidas que precisamos tomar para garantir justiça e equidade”. O aviso de dois parágrafos não explica os fundamentos do recurso. Em resposta, o representante de Depp disse que sua equipe continua confiante de que o veredito será mantido: “O júri ouviu as extensas evidências apresentadas durante o julgamento de seis semanas e chegou a um veredicto claro e unânime de que a própria acusada difamou Depp, em vários casos. Continuamos confiantes em nosso caso e que este veredito será válido.”












