Mulan divide crítica internacional: lindo, mas superficial
Prestes a chegar ao público em vários países, “Mulan” dividiu a crítica internacional. As primeiras resenhas publicadas nos EUA e no Reino Unido elogiam o visual, as cenas de ação e o trabalho da diretora Niki Caro, mas lamentam a falta de profundidade do roteiro. Entre os comentários que chamaram mais atenção, é possível reparar que os críticos acharam a vilã Xianniang, vivida pela excepcional Gong Li (“Memórias de uma Gueixa”), muito mais interessante que a heroína interpretada por Liu Yifei (“O Reino Perdido”). Também houve um coro contra a transformação de Mulan numa guerreira jedi, cuja Força é chamada de chi. E até questionamento sobre sua causa. Supostamente uma guerreira feminista, ela lutaria em defesa do velho patriarcado. Na largada, a produção da Disney atingiu 77% de aprovação no Rotten Tomatoes – e um pouco menos, 71%, entre os críticos Top, dos grandes veículos de comunicação. Primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, “Mulan” também é a produção de maior orçamento (supostamente, mais de US$ 200 milhões) comandada por uma cineasta feminina, a neozelandesa Niki Caro (de “O Zoológico de Varsóvia”). Após vários adiamentos devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada nesta sexta (4/9), chegando como VOD premium na Disney+ (Disney Plus). Ou melhor, a Disney prefere outra nomenclatura para definir o lançamento: Premier Access – o VOD mais caro de todos os tempos. Já nos territórios sem Disney+ (Disney Plus), o filme será exibido nos cinemas. O mais curioso, porém, é o caso do Brasil, onde ainda não há nem Disney+ (Disney Plus) nem cinemas abertos. A estreia por aqui vai acontecer não se sabe como nem quando. Veja abaixo alguns comentários da grandes veículos da imprensa falada em inglês sobre o filme. The Times “Pobre Mulan… Ela é uma heroína para nossos tempos, entregue à Disney em uma bandeja de 22 anos que não exigia nada além de uma pincelada de tinta e alguns figurantes a cavalo para produzir um blockbuster icônico para os tempos atuais e um que poderia apagar os flashes indutores de arrepios das atrocidades recentes dos remake live-action do estúdio, de ‘Dumbo’ a ‘Aladdin’. Em vez disso, essa Mulan, interpretada de maneira inexpressiva por Liu Yifei, é um reboot extremamente caro (há rumores de que o orçamento superou US$ 200 milhões) e estruturalmente calamitoso, que luta para apelar simultaneamente aos censores em Pequim (a China é o alvo demográfico primário), os banqueiros de Hollywood e os guardiões da moral online, que cada vez mais agem como um corretivo para os instintos politicamente indelicados de contar histórias dos cineastas.” The New York Post “Embora não seja totalmente original, ‘Mulan’ faz a transição da animação para o live-action com coragem e reinvenção. Sim, senti falta da música cativante do filme de animação de 1998 e os animais falantes – Eddie Murphy como um dragão brincalhão chamado Mushu poderia ser difícil de equilibrar com o filme de 2020 – , mas fui varrido pelos cenários chineses de tirar o fôlego e pelas batalhas de alto risco. E há muitos delas. Com uma classificação PG-13 [para maiores de 13 anos nos EUA], este ‘Mulan’ faz uma abordagem muito mais violenta da história antiga.” The New York Times “Ambientado numa mistura no Velho Mundo e aquele novo reino mítico do empoderamento feminino do felizes para sempre, esta versão live-action de ‘Mulan’, dirigida por Niki Caro, é praticamente o que acontece quando uma lenda atende aos objetivos globais da Disney. É um pouco divertido e um pouco triste, cheio de paisagens arrebatadoras e enriquecido com lutas cinéticas (embora não o suficiente). Tem violência anti-séptica, elevação emocional e o tipo de protagonista que as pessoas do cinema gostam de chamar de identificável: uma jovem bonita e corajosa (a apropriadamente atraente Liu Yifei), que ama sua família, mas não se encaixa (ainda). Ela também não canta, uma pequena misericórdia dado o gorjeio desafinado da animação de 1998 da Disney.” The Washington Post “Inspirando-se no balé de violência do diretor John Woo e do ator Jet Li (que aparece em uma participação especial como o imperador chinês) e nos épicos históricos de Zhang Yimou e Bernardo Bertolucci, que se apropriam das telas grandes, ‘Mulan’ é indiscutivelmente impressionante, levando sua jovem heroína da aldeia em que nasceu até campos de batalha e redutos imperiais, que a diretora Niki Caro filma com intensidade arrebatadora (até surgir o ocasional momento estranho de CGI e edição superficial). Mas, mesmo em seu aspecto mais espetacular, não significa que ‘Mulan’ é sempre divertido de assistir… Embora apenas algumas gotas de sangue visível sejam derramadas, ‘Mulan’ é basicamente um filme de guerra, com batalhas quase constantes, emboscadas e confrontos, que apesar de meticulosamente coreografados, começam a parecer longos e repetitivos conforme a contagem de corpos se acumula.” Variety “Ao contrário de ‘O Rei Leão’ ou ‘A Bela e a Fera’, que aderiu servilmente à franquia subjacente, ‘Mulan’ parece ter sido feito por alguém que não necessariamente amou o tratamento anterior da Disney. Isso pode decepcionar os fãs que cresceram com essa versão, mas não deve representar nenhum obstáculo para uma nova geração que certamente será inspirada por este tributo em escala épica ao empoderamento feminino. Mas… ‘Mulan’ apresenta mais do que sua cota de referências a ‘Star Wars’, nada mais óbvio do que a ideia de que sua Força deriva de seu chi interior, se ao menos ela pudesse aprender a controlá-lo… Com vários autores, porém sem voz clara, o roteiro desajeitado de ‘Mulan’ freqüentemente coloca a trama acima do personagem, privando Mulan de uma personalidade robusta”. BBC “‘Mulan’ da Disney é uma obra-prima: divertido, brilhantemente engraçado, impressionante no uso de ângulos artísticos e imagens, e ousado em seu feminismo e sua representação positiva de personagens asiáticos. Agora chega de falar sobre o desenho animado que saiu em 1998…. No lado positivo, Niki Caro e sua equipe adicionaram algumas sequências de ação enérgica de wire-fu em que os combatentes correm pelas paredes e pelos telhados, e a câmera se vira para acompanhá-los. Não há nada que se compare às deslumbrantes lutas que desafiam a gravidade em ‘O Tigre e o Dragão’ ou ‘Herói’ (estrelado por Jet Li), mas Mulan servirá aos espectadores mais jovens como uma introdução emocionante ao cinema de artes marciais. É certamente mais violento do que a maioria dos filmes da Disney, embora os pais não precisem se preocupar. Dezenas de soldados não identificados são esfaqueados, mas todos eles têm honra e lealdade demais para sangrar… A mensagem é que as mulheres não deveriam ter que suprimir suas habilidades e ser subservientes, mas o filme não é tão progressivo quanto parece sugerir. Os feitiços de Xian Lang são tão poderosos que é difícil saber por que ela não dispensa o enfadonho Bori e governa a China por conta própria. E a proposta inspiradora de que Mulan deveria se orgulhar de suas habilidades fantásticas é prejudicada pela ideia de que ela deveria usar essas habilidades apenas para servir a seu país e/ou sua família. Quaisquer aspirações além disso não são uma opção.” The Observer “Oh, o que 22 anos – e a abertura do mercado global – podem fazer com nossas fábulas! Quando Mulan foi lançado em 1998 – parte da alardeada renascença da animação da Disney – os críticos notaram principalmente seu humor, resultado de um dragão vermelho tagarela chamado Mushu, dublado por Eddie Murphy, e canções atrevidas, embora esquecíveis, que se referiam a ‘travesti’ em letras que muitas vezes soavam como piadas. O racismo casual do filme – especialmente os saqueadores hunos bigodudos – mal foi notado. Para uma geração de pessoas trans que assistiu ao DVD em suas salas de estar de infância, o que era implicado assumia um significado mais significativo. Ao contar a história de um jovem desajeitado e conflituoso que se sentia preso dentro de um corpo de mulher e por expectativas sociais que não correspondiam ao que ele sentia sobre si mesmo, Mulan tornou-se uma pedra de toque para jovens transgêneros e inconformados. Mas no ‘Mulan’ de 2020, a estranheza foi exorcizada. (Adeus, soldados vestidos como concubinas; mal os conhecíamos.) Embora essa Mulan (habilmente trazida à vida por Liu Yifei) ainda se irrite com a expectativa da sociedade, ela perdeu seu peso; a sensação de estar preso no corpo errado e na hora errada não faz mais parte dela. Em vez disso, esta figura do folclore chinês foi Skywalkerizada e Neozizada. Ela é um super-herói. Ela é a Escolhida – basicamente um Harry Potter do Leste Asiático, mas em vez do Garoto que Viveu, ela é a Garota que Viveu como Garoto por Algumas Semanas”.
007: Sem Tempo Para Morrer ganha novo trailer legendado repleto de ação
A Universal divulgou pôsteres e o novo trailer legendado de “007: Sem Tempo Para Morrer” repleto de cenas de ação. A prévia explora cada personagem, além de trazer muitas explosões, tiroteios sem fim e apresentar aliados e vilões. Entre as cenas mais mirabolantes, há até um avião que vira submarino. A trama envolve um segredo de Madeleine Swann (Léa Seydoux), a paixão do agente secreto 007, que é relacionado ao vilão da vez, o deformado Safin (Rami Malek). Graças a isso, James Bond (Daniel Craig) abandona a aposentadoria para embarcar numa última missão, aliando-se a velhos amigos. Chamar de amigo o vilão Blofeld (Christoph Waltz), de “007 Contra Spectre” (2015), é um pouco exagerado. Mas os demais, M (Ralph Fiennes), Q (Ben Whishaw) e Eve Moneypenny (Naomie Harris) apoiam Bond desde “007: Operação Skyfall” (2012). Além deles, o filme traz de volta o parceiro mais antigo ainda vivo na franquia, o agente da CIA Felix Leiter (Jeffrey Wright), visto em “007: Cassino Royale” (2006) e “007: Quantum of Solace” (2008). Mas também há novas aliadas, encarnadas por Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) e Lashana Lynch (“Capitã Marvel”), que interpreta uma nova 007. O filme dirigido por Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”) marcará a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond e tem estreia marcada para 19 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento previsto nos EUA.
Letitia Wright transforma dor da perda de Chadwick Boseman em poesia
A atriz Letitia Wright, que interpretou Shuri em “Pantera Negra”, transformou em poesia sua dor pela morte de Chadwick Boseman. Ela compartilhou nas redes sociais um vídeo em que recita um poema escrito para homenagear o ator, que morreu na última sexta-feira (28/8), aos 43 anos. No vídeo de quase seis minutos, Wright diz que o intérprete de T’Challa, seu irmão em “Pantera Negra”, tinha uma “alma tão linda” que gerava “calma” nos ambientes. “Está escrito, não há nada de novo sob o sol. Mas o sol parou naquela manhã, recusando-se a brilhar”, começa falando a atriz, sobre a perda. “Nuvens escuras ao redor, confusão se instalando. Lágrimas fluindo, rios tão profundos. Eu não sabia que era para isso que eu estava acordando – meu irmão, um anjo na terra, partiu”, segue recitando Wright. Mesmo fazendo poesia, ela afirmou que palavras não podem descrever como se sente após a perda do amigo e que “gostaria de poder dizer adeus.” Ver essa foto no Instagram 🕊🕊🕊 Uma publicação compartilhada por letitiawright (@letitiawright) em 1 de Set, 2020 às 5:16 PDT
Clipe do grupo BLACKPINK supera 1 bilhão de visualizações
O clipe de “Kill This Love”, do grupo feminino de k-pop BLACKPINK, atingiu na quarta-feira (2/9) a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube. A música foi lançada em abril do ano passado e se tornou o segundo vídeo do grupo a superar a marca. O primeiro bilhão de visualizações do BLACKPINK foi comemorado em novembro do ano passado com a gravação de “DDU-DU-DDU-DU”. Além dos vídeos do quarteto formado por Jisoo, Rosé, Lisa e Jennie, a música sul-coreana também superou 1 bilhão de views com os clipes de “DNA”, do BTS e “Gangnam Style” e “Gentleman”, de Psy. (Re)Veja abaixo o novo integrante do clube do bilhão.
Dwayne Johnson revela que pegou Covid-19 com toda a família
O ator Dwayne “The Rock” Johnson revelou na noite desta quarta (2/9) que ele a família contraíram covid-19 nas últimas semanas. De acordo com o ator, todos já estão recuperados, mas a experiência foi bastante “desafiadora”. “Eu queria dar a vocês uma pequena atualização útil sobre as coisas que têm acontecido aqui nas últimas semanas. Então, a atualização é esta: minha esposa Lauren, assim como minhas duas meninas e eu, todos nós pegamos Covid-19”, iniciou o ator, em vídeo compartilhado em suas redes sociais. “Eu poderia dizer a vocês que esta foi uma das coisas mais desafiadoras e difíceis que já tivemos que suportar como uma família, e para mim também, pessoalmente”, contou. “Testar positivo para Covid-19 é muito diferente de superar ferimentos graves, ou ser despejado, ou até mesmo estar sem dinheiro, coisa que estive mais do que algumas vezes”, disse, acrescentando que o motivo dessa diferença é pelo fato de que sua prioridade sempre foi proteger a família. “Eu queria que fosse apenas eu que tivesse pegado o vírus, mas foi a minha família inteira”, adicionou. Apesar disso, Johnson garantiu que todos já estão bem e não estão mais contaminados. “Passamos pelo Covid-19 mais fortes e saudáveis.” O ator ainda afirmou que as filhas, de 2 e 4 anos, se recuperaram rapidamente, mas que ele e a mulher “tiveram uma experiência difícil”. “Se vocês estão recebendo família e amigos em sua casa, que você conhece, confia neles, eles podem ficar em quarentena assim como vocês. Você nunca sabe”, disse ele, sugerindo que os visitantes fossem testados um dia antes de qualquer visita. The Rock pediu para que seus seguidores não baixassem “a guarda” e que buscassem aumentar a sua imunidade, além de defender a importância da utilização das máscaras. “Me deixa perplexo o que algumas pessoas fazem, incluindo alguns políticos que pegam esta necessidade de que usar máscara e fazem disso uma agenda, politizando isto. Isso não tem nada a ver com política”, criticou. “Use sua máscara. É um fato e é a coisa certa a se fazer. E é a coisa responsável a fazer”, finalizou, pedindo para os seus fãs busquem se manter saudáveis. Ver essa foto no Instagram Stay disciplined. Boost your immune system. Commit to wellness. Wear your mask. Protect your family. Be strict about having people over your house or gatherings. Stay positive. And care for your fellow human beings. Stay healthy, my friends. DJ 🖤 #controlthecontrollables Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 2 de Set, 2020 às 3:26 PDT
Ancine completa um ano sem presidente sob Bolsonaro
A Ancine (Agência Nacional de Cinema) completou um ano sem presidente no domingo passado (30/9). A entidade ficou sem presidente após Jair Bolsonaro afastar Christian de Castro no final de agosto de 2019, atendendo a uma decisão judicial. O MPF (Ministério Público Federal) acusou Castro de ter prestado declaração falsa a respeito de vínculos societários à Ancine e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Ele e um sócio são acusados de terem atuado em favor de empresas nas quais tinham participação. A Justiça Federal no Rio de Janeiro aceitou a denúncia e o tornou réu. Desde então, a agência é presidia de forma interina por Alex Braga. No entanto, passado este tempo, o desgoverno não cogitou efetivar Braga no cargo nem indicar outro nome. Esta não é a única posição vaga na Ancine ou nas várias entidades e comissões da área da Cultura. Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, o setor vive paralisação e desmonte, inclusive com alta rotatividade no cargo de titular da Secretaria Especial de Cultura. Vale lembrar que, por conta dessa prática, a Ancine ainda não liberou o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) de 2019, resultado de impostos cobrados em 2018, nem sequer mencionou os valores disponíveis para 2020 – antigamente definidos no começo de cada ano. Produtores que tiveram projetos aprovados antes de 2019 estão processando a entidade para ter acesso à verbas definidas em editais. E um dos relatórios mais recentes da instituição sugere que os mais de R$ 700 milhões do FSA contabilizados e não utilizados no ano passado simplesmente “sumiram”…
Festival de Sitges vai homenagear José Mojica Marins
O Festival de Sitges, um dos eventos mais tradicionais dedicados ao cinema de terror e fantasia, que acontece anualmente desde 1968 na Espanha, vai prestar uma homenagem à carreira do cineasta José Mojica Marins, criador do personagem Zé do Caixão. Em sua edição de 2020, marcada para acontecer entre 8 a 18 de outubro, o festival projetará o primeiro longa de Zé do Caixão, “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”, lançado em 1964, além de exibir o documentário “Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins”, de André Barcinski e Ivan Finotti, e o curta “O Universo de Mojica Marins”, de Ivan Cardoso. Ator, diretor, roteirista e personagem de si mesmo, José Mojica Marins já foi premiado no festival espanhol. Ele venceu a competição de Stiges com “Encarnação do Demônio”, filme que encerrou a trilogia central do personagem Zé do Caixão. Marins morreu no dia 19 de fevereiro passado, aos 83 anos, devido a uma broncopneumonia.
Amazon Prime Video passa a oferecer mais cinco canais de streaming
Além da Globoplay, a Amazon também está lançando um pacote com opções de canais por streaming nesta semana. O Amazon Prime Video Channels é um serviço que oferece aos usuários do Prime Video a possibilidade de assinar outros serviços dentro da própria plataforma. O lançamento, feito nesta quinta (2/9), oferece cinco novas opções: Starzplay, MGM, Looke, Paramount+ e Noggin, que podem ser contratadas individualmente, a preços que variam de R$ 19,90 a R$ 9,50 por mês. Com isso, a Amazon repete o que já faz em território norte-americano. Por lá, até produções da HBO podem ser vistas pelo Prime Video, o que por enquanto não é possível para o cliente brasileiro. Para quem não conhece, três dos novos “canais” oferecidos pela Amazon já são disponibilizados de forma individual há algum tempo. A Paramount+ (R$ 19,90/mês), serviço nacional da ViacomCBS, oferece séries como “Handmaid’s Tale”, “Yellowstone”, “Schitt’s Creek” e “Pen15, num catálogo com mais de 2 mil títulos, em que ainda constam filmes da Paramount Pictures e atrações da MTV (como “De Férias com o Ex”) e da Nickelodeon (“Bob Esponja”, “Tartarugas Ninja”, etc). O Starzplay (R$14,90/mês), versão digital do canal pago americano Starz (da Lionsgate), tem séries adultas como “The Great”, “P-Valley”, “Normal People”, “Power” e “The Girlfriend Experience”. O streaming brasileiro Looke (R$ 16,90/mês) oferece basicamente VOD (locação digital de filmes), mas também tem um serviço de assinatura para cinéfilos, com um vasto catálogo de cerca de 6 mil títulos. Já o inédito MGM (R$ 14,90) reúne clássicos do cinema do tradicional estúdio de Hollywood, num conteúdo que abrange desde “Legalmente Loira” (2001) até “Cantando na Chuva” (1952), enquanto a outra novidade, o Noggin (R$ 9,50/mês) tem atrações infantis do Nick Jr., como “Dora, a Aventureira” e “Os Anjinhos”. Por oferecer os canais individualmente, o Amazon Prime Video Channels difere do serviço lançado pelo Globoplay. Chamado de Globoplay + Canais Ao Vivo, o serviço reúne os canais da Globosat, a maior programadora da TV paga no Brasil, a um preço fixo. Por R$ 49,90/mês, os assinantes podem assistir ao conteúdo de canais como Multishow, SporTV, Universal, GloboNews e GNT. A ideia de juntar streamings diferentes em uma única plataforma lembra o pacote dos serviços de TV paga. Mas se a oferta de diferentes opções num único endereço/aplicativo facilita a vida do usuário, ainda falta à iniciativa digital outro atrativo da TV paga: oferecer descontos para quem incluir mais canais. Nos EUA, a Disney levou adiante essa ideia, ao oferecer um combo com Disney+ (Disney Plus), Hulu e ESPN a preço mais baixo que cada serviço individual. Este parece ser o futuro da “nova TV”.
Criador de Riverdale desenvolve reboot de Pretty Little Liars
A Warner está planejando reviver “Pretty Little Liars”. O site The Hollywood Reporter apurou que o criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, começou a desenvolver um reboot da série, apenas três anos após o final da produção original. Segundo o THR, o projeto contará uma nova história com novos personagens. Não está claro se a trama vai se passar no mesmo universo da série exibida no canal pago Freeform ou se aproveitará apenas a premissa e o título. Embora a versão televisiva tenha sido criada em 2010 por I. Marlene King, “Pretty Little Liars” é, na verdade, inspirada numa coleção literária da escritora Sara Shepard. A trama original é diferente, mas mantém doses similares de absurdos, com direito a uma irmã gêmea malévola no papel secreto da grande vilã da saga. O projeto ainda não foi oferecido ao mercado, mas o THR sugere que o serviço de streaming HBO Max, da própria Warner, é considerado o destino potencial para a série. A produtora I. Marlene King já tinha tentado emplacar dois spin-offs de “Pretty Little Liars”, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), mas ambos foram cancelados após a 1ª temporada, sem repetir a mesma audiência. O grande sucesso da série original ajudou a estabelecer a carreira de membros do elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das mentirosinhas do título.
Amber Heard processa Johnny Depp em US$ 100 milhões por “campanha de difamação”
A atriz Amber Heard resolveu contra-atacar os processos movidos por Johnny Depp, acusando-o de iniciar uma “campanha de difamação” contra ela. De acordo com documentos obtidos pela revista People, a atriz cobra US$ 100 milhões do ex-marido em sua ação. “Este fluxo de acusações falsas e difamatórias contra a Sra. Heard é uma tentativa de arruinar sua vida e carreira, simplesmente porque ela foi vítima de violência doméstica e violência nas mãos de Depp”, diz o processo, citado pela publicação. A iniciativa é reação a dois processos abertos por Depp em defesa de sua reputação, que entretanto usam a tática de difamar Heard. O primeiro processo já foi a julgamento. Em julho, Depp e Heard testemunharam na ação do ator contra o jornal The Sun e seu grupo editorial, o NGN, por retratá-lo em 2018 como um “agressor de esposas”. Na ocasião, Depp e seu advogado retrataram a atriz como infiel e mentirosa. Além disso, Depp está processando a ex-mulher em US$ 50 milhões em outra ação judicial, porque ela sugeriu ter sofrido violência doméstica nas mãos do ator. Este julgamento está marcado para acontecer entre os dias 11 e 28 de janeiro, mas Depp entrou recentemente com um pedido de adiamento por causa das filmagens de “Animais Fantásticos 3”. Johnny Depp e Amber Heard se conheceram nas gravações de “Diário de um Jornalista Bêbado”, de 2011, e foram casados de fevereiro de 2015 a maio de 2016. Ela doou todo o dinheiro que conseguiu como parte de seu acordo de divórcio.
Tenet e Mulher-Maravilha 1984 sofrem novos adiamentos no Brasil
Com os cinemas ainda fechados na maioria dos estados do Brasil, a Warner decidiu comunicar o adiamento oficial de suas próximas estreias, “Tenet” e “Mulher-Maravilha 1984”. O filme de Christopher Nolan, que já estreou em vários países e chega nesta quinta (3/8) aos cinemas americanos, sofreu novo adiamento, remarcado de 24 de setembro para 15 de outubro. Como esta era a data prevista para o lançamento nacional de “Mulher-Maravilha 1984”, o longa da heroína também precisou ser remanejado, sendo transferido para 5 de novembro. Os planos iniciais previam que “Tenet” chegaria em 23 de julho no Brasil. Desde então, a Warner já adiou quatro vezes a exibição, sempre atrasando a estreia em algumas semanas. Só que, de “pulinho” em “pulinho”, o filme vai estrear quase três meses depois da data originalmente prevista, devido à pandemia de coronavírus. Apesar da reação divisiva da crítica, o site Rotten Tomatoes colocou sua credibilidade em cheque por ignorar as resenhas negativas e considerar como positivas diversas críticas cheias de ressalvas, mantendo a nota do filme elevada até sua estreia internacional, quando faturou US$ 53 milhões em cerca de 40 países no fim de semana passado. Desde então, as opiniões negativas começaram a ser acrescentadas e a nota do filme despencou, de 83% para 77% de aprovação. Ainda assim, mantém-se elevada, considerando o tom geral. “O que diabos foi isso?”, sintetizou a resenha do New York Post, incluída nesta quarta (2/9). Promovido como um grande mistério, o filme é, aparentemente, daqueles que precisam de explicação mesmo depois do espectador terminar de assisti-lo. Confirmando comentários do próprio elenco de que o filme é difícil de entender, as resenhas apontam que o roteiro é o ponto fraco da produção. A trama foi mantida em segredo durante toda a divulgação, explicada apenas numa sinopse que afirma: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington, de “Infiltrado na Klan”) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O texto nem se dá ao trabalho de nomear o personagem principal. Já as situações vistas no trailer incluem balas que disparam na direção contrária dos tiros e carros que capotam de trás pra frente, numa espécie de “efeito rewind”, que questiona a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014). O elenco também inclui Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, além de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Curiosamente, “Mulher-Maravilha 1984” deveria ter sido exibido antes de “Tenet” no Brasil. Originalmente previsto para 4 de junho, o lançamento sofreu três adiamentos e agora será lançado quatro meses depois do planejamento inicial. Nos EUA, o filme segue com previsão de estreia em 4 de outubro. A direção é novamente de Patty Jenkins e, além da volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título, o longa ainda contará com o retorno de Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar deste enredo também ter pouco detalhes revelados, os atores Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) vivem os vilões, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.
Marvel não sabe o que fazer com Pantera Negra 2
Com produção prevista para começar por volta de março, “Pantera Negra 2” vai precisar ser totalmente reinventado após a morte do astro Chadwick Boseman. No momento, o estúdio não sabe o que fazer, porque o ator não tinha informado a ninguém da produção do filme ou da Marvel sobre sua doença. Não havia plano B, porque, segundo apurou o site The Hollywood Reporter, Boseman apostava em se curar para interpretar o papel. De acordo com o THR, a primeira pessoa da produção a ser informada sobre o câncer foi Kevin Feige, chefão da Marvel Studios, num email urgente enviado uma hora antes da morte do ator, na sexta passada (28/8). Enquanto o foco da Disney e da Marvel no momento esteja em homenagens e no processamento da dor da perda de Boseman, em breve decisões precisarão ser tomadas sobre o destino da continuação de “Pantera Negra”. Como o primeiro filme arrecadou US$ 1,3 bilhão em todo o mundo, a nova produção é inevitável. Contratado para escrever e dirigir “Pantera Negra 2”, o cineasta do filme original, Ryan Coogler, está no centro das decisões sobre o futuro do personagem. “Passei o último ano preparando, imaginando e escrevendo palavras para ele dizer que não éramos destinado a ver. Fico quebrado sabendo que não serei capaz de assistir a outro close-up dele no monitor ou caminhar até ele e pedir outra tomada”, o cineasta contou em uma carta aberta. Coogler foi uma das pessoas pegas de surpresa pela morte do ator. “Depois que sua família divulgou a notícia, percebi que ele estava convivendo com a doença durante todo o tempo em que o conheci”, ele contou na carta-aberta. Ao retomar a produção, Feige e Coogler precisarão examinar as opções. Uma delas é substituir Boseman no papel, o que poderia gerar protestos de fãs e intimidar qualquer um que fosse sondado. Uma outra opção seria colocar outro personagem no uniforme do herói. O mais plausível seria fazer da irmã de T’Challa, Shuri (Letitia Wright) a nova Pantera Negra. Essa evolução teria, inclusive, paralelos com eventos já retratados nos quadrinhos. Caso opte por esta alternativa, o filme ainda precisará explicar o que aconteceu com T’Challa e mostrar a transição entre os heróis. Vale lembrar que a Disney já lidou anteriormente com a morte de uma protagonista de uma de suas franquias mais populares, quando Carrie Fisher faleceu antes das filmagens de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Após o impacto inicial da perda de Boseman, o estúdio deve enfrentar o mesmo processo que acompanhou a tomada de decisões sobre o destino da Princesa Leia no final da saga “Star Wars”.
Chadwick Boseman apostava em vencer o câncer até uma semana antes de sua morte
O ator Chadwick Boseman creditava que venceria o câncer que combatia há quatro anos, e se programava para entrar em forma, mesmo visivelmente magro, com treinamentos marcados para este mês de setembro. Uma reportagem da revista The Hollywood Reporter revelou que, até a véspera de sua morte, o ator tinha convicção que superaria a doença e filmaria “Pantera Negra 2”. Segundo fontes ouvidas pela publicação, a realidade do câncer terminal só bateu uma semana antes da morte, que aconteceu na sexta-feira (28/8). Graças à aposta na superação, Boseman não informou ninguém da Marvel sobre seu estado. Ninguém envolvido em “Pantera Negra” sabia, como o diretor Ryan Coogler revelou numa longa carta aberta em homenagem ao ator. De acordo com o THR, a primeira pessoa a ser informada sobre o câncer foi Kevin Feige, o chefão da Marvel Studios, num email urgente enviado uma hora antes da morte do ator. Apenas um pequeno grupo de pessoas de fora da família sabia sobre o câncer. Entre os que tiveram conhecimento da doença estavam o produtor Logan Coles, o agente Michael Greene, seu treinador Addison Henderson e o diretor de “42”, Brian Helgeland. Mesmo assim, muitos não sabiam em que estágio a doença se encontrava. Era um desejo do ator que a condição de sua saúde permanecesse reservada. Graças a isso, a morte de Chadwick Boseman causou surpresa e teve um grande impacto entre amigos, colegas, celebridades e fãs em todo o mundo.












