The Walking Dead: Temporada final ganha teaser com narração de Maggie
Uma semana após anunciar que “The Walking Dead” vai acabar em sua 11ª temporada, prevista para 2021, o canal americano AMC divulgou um teaser dos capítulos finais. A prévia relembra todos os acontecimentos da série desde seu começo, com narração da atriz Lauren Cohan, intérprete de Maggie. A personagem estava desaparecida desde o salto temporal da 9ª temporada, após a atriz trocar os zumbis pela série “Whiskey Cavalier”. Com o cancelamento daquela produção, ela terá papel importante na última temporada, mas já poderá ser vista a partir do próximo episódio, o final original do 10º ano, que foi adiado para outubro devido à pandemia de coronovírus. Vale lembrar que a AMC já tinha estendido a 10ª e atual temporada com mais seis episódios, que ainda serão produzidos para ir ao ar no começo de 2021. Assim, a 11ª temporada só vai começar a ser exibida daqui a um ano. Não só isso. Para permitir que toda a história dos quadrinhos seja contada, a temporada final será vitaminada com 24 episódios, em vez dos 16 tradicionais. Por conta disso, a exibição dos capítulos será dividida em duas partes e estendida por dois anos – ou seja, o final só vai acontecer mesmo em 2022. Isto significa que a série ainda transmitirá 30 capítulos até acabar. Na prática, é quase como se fossem duas temporadas e não apenas uma a mais. Deste modo, a atração deve concluir sua história no mesmo ponto dos quadrinhos de Robert Kirkman, em que é baseada. A publicação terminou no ano passado após a incorporação dos personagens numa nova e grande comunidade, cujo contato inicial está prestes a acontecer na TV. O fim de “The Walking Dead” não significa que os personagens desaparecerão. Os produtores já anunciaram um novo spin-off, que acompanhará Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride) a partir de 2023 (saiba mais). A produção será o terceiro spin-off da série original, após “Fear the Walking Dead” e o vindouro “The Walking Dead: World Beyond”, que estreia em outubro. Por sinal, qualquer dessas séries pode absorver outros personagens da principal. A própria “Fear the Walking Dead” já inclui dois egressos da série-mãe, Morgan (Lennie James) e Dwight (Austin Amelio). Além disso, o produtor Scott Gimple também está desenvolvendo uma série de antologia, “Tales of the Walking Dead”, que apresentaria episódios individuais ou arcos centrados em personagens determinados, com histórias completas e autônomas. Este projeto, porém, ainda não foi oficializado e aguarda aprovação do canal AMC para ser produzido.
Vídeo com cenas inéditas e depoimentos apresenta Walking Dead: World Beyond
O canal pago AMC divulgou um novo vídeo da série “Walking Dead: World Beyond”, com cenas inéditas e depoimentos do elenco e dos produtores apresentando a atração. Criada por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original, a trama vai acompanhar um grupo de jovens que cresceu numa comunidade protegida e que resolve se aventurar pela primeira vez no mundo exterior, adentrando o apocalipse zumbi. Esta atração se diferencia das outras duas do universo “The Walking Dead” por ter duração limitada, com apenas duas temporadas confirmadas. O elenco destaca Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), Aliyah Royale (de “The Red Line”), o galã Nico Tortorella (da série “Younger”) e a veterana Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”). “Walking Dead: World Beyond” se encontrava totalmente gravada e em etapa de finalização digital quando a pandemia paralisou tudo. A série deveria estrear originalmente em abril nos EUA, mas a suspensão da pós-produção (efeitos, edição) adiou o lançamento, que agora vai chegar em 4 de outubro nos Estados Unidos e um dia depois no Brasil.
Jorge Furtado desenvolve série sobre o mundo das disputas de games para a Globoplay
O cineasta Jorge Furtado, criador da série “Amor e Sorte”, atual sucesso da rede Globo, já está trabalhando na supervisão de um novo projeto do gênero, agora para o Globoplay. A colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, revelou que Furtado vai produzir uma nova série dramática, desta vez ambientada no universo dos eSports (disputa profissional de games), que está sendo escrita por Tiago Rezende (“Necrópolis”). Não há maiores informações, além do fato de ser uma parceria com a produtora Casa de Cinema de Porto Alegre.
Cinemas do Rio não querem abrir sem pipoca
As redes de cinema do Rio pretendem se reunir com a prefeitura da cidade no início da noite desta segunda-feira (15/9) com a intenção de convencer a gestão de Marcello Crivella a liberar a pipoca e o refrigerante junto do ingresso para os filmes. De acordo com Patrícia Cotta, executiva de marketing da rede Kinoplex, as bombonières chegam a representar 50% das receitas de um cinema. “Sem bombonières, não vamos reabrir”, disse a executiva da Kinoplex ao jornal O Globo. Para os representantes das redes que protestam, sem a venda de guloseimas, o negócio se torna economicamente inviável. Por conta disso, o Sindicato das Empresas Exibidoras do Estado do Rio publicou uma nota confirmando que as salas não reabrirão nesta semana devido à restrição ao comércio de alimentos. A polêmica é reveladora, por demonstrar que os filmes não são mais o principal negócio dos donos do cinema – ao contrário do streaming – e por revelar que a exigência de uso de máscaras de proteção durante as sessões não será levada a sério. Afinal, como se pode lutar por venda de pipoca e Coca-Cola e defender que as pessoas fiquem de máscara para consumi-los? A polêmica se resume numa questão simples. Se há exigência do uso de máscaras, da entrada aos assentos dos cinemas, não deveria haver sequer debate sobre consumo de alimentos ou bebidas dentro das salas. Mas não é o que diz Gilberto Leal, presidente do Sindicato dos Exibidores do Rio, que prefere comparar os cinemas às “praças de alimentação dos shoppings” e “bares e restaurantes”, que “estão recebendo frequentadores normalmente…”. Nesta defesa da pipoca, Leal não menciona nenhuma vez o uso obrigatório de máscara nos cinemas. Em vez de comemorar a reabertura após seis meses de paralisação do setor, graças ao avanço da conscientização sobre atitudes de higiene e prevenção contra a pandemia de coronavírus, as empresas exibidoras assumem preferir ficar mais tempo fechadas, porque teria faltado liberar a pipoca. Mas vale lembrar que a pandemia não acabou. Só no estado do Rio de Janeiro, 177 pessoas morreram de covid-19 nas últimas 24 horas. O número de mortes em 24 horas é o maior desde o dia 19 de agosto. Fica a dúvida, portanto, se as pessoas que se arriscarem em ir aos cinemas poderão se sentir seguras ao se fechar num espaço limitado com dezenas de desconhecidos sem máscaras para que os exibidores possam vender mais Coca, Pepsi ou Guaraná tamanho família.
Madonna anuncia que vai dirigir filme sobre sua vida
Depois de confirmar que estava ajudando a roteirista Diablo Cody (vencedora do Oscar por “Juno”) a escrever um filme sobre sua vida, Madonna anunciou que ela própria vai dirigir a produção. A estrela da música pop se associou à poderosa produtora Amy Pascal, ex-presidente da Sony Pictures e responsável pelos novos filmes do Homem-Aranha, e fechou investimento e distribuição com o estúdio Universal para realizar o longa. O filme literalmente autobiográfico tem título provisório de “Live to Tell”, que quer dizer “viver para contar” e é também nome de uma música de Madonna, mas ainda não possui previsão de estreia. “Quero transmitir a incrível jornada a que a vida me levou como artista, música, dançarina – um ser humano tentando abrir seu caminho neste mundo”, disse Madonna, em comunicado oficial sobre o projeto. “O foco desse filme sempre será a música. A música me manteve seguindo em frente e a arte me manteve viva. Existem tantas histórias inspiradoras e não contadas e quem melhor para contá-las do que eu? É essencial compartilhar a montanha-russa da minha vida com minha voz e visão. ” Madonna e Diablo Cody têm divulgado o progresso do roteiro há um mês, em diversos vídeos no Instagram. Num vídeo postado na quinta (10/9), elas celebraram ter ultrapassado as 100 primeiras páginas. “E tenho tanto mais para contar…”, disse Madonna na ocasião. O filme vai abordar a chegada da cantora na Manhattan dos anos 1980, quando conviveu com artistas como Andy Warhol, Keith Haring, Jean-Michel Basquiat e Martin Burgoyne, e se tornou uma figura conhecida na cena dançante da época. “Honestamente, [aquela fase foi] um dos melhores momentos da minha vida, e um dos piores também. Espero poder retratar ou expressar como foi emocionante para mim em todos os sentidos”, ela afirmou anteriormente sobre o projeto. A cantora também adiantou que a obra não será um musical, ainda que tenha muita música envolvida. E prometeu “uma cena incrível da composição da canção ‘Like a Prayer’”, a história de sua experiência “devastadora” com a Pepsi e os bastidores da canção “Vogue”. Ela ainda garantiu que retratará alguns episódios conturbados da carreira, citando brigas nos bastidores de “Evita” (1996) com Andrew Lloyd Webber, autor do musical que inspirou o longa. Com uma carreira que se estende por quase quatro décadas e vai muito além da música, o que não vai faltar é assunto. A relevância contínua de Madonna deve-se ao seu destemor em se reinventar, algo que ela fez com sua música nos anos 1990 e quando decidiu se tornar diretora de cinema. O filme sobre ela mesma será seu terceiro longa, após “Sujos e Sábios” (2008) e “W.E.: O Romance do Século” (2011). A próxima etapa da produção deve ser a mais curiosa. Ver quem Madonna escolherá para interpretá-la.
Al Kasha (1937 – 2020)
O compositor Al Kasha, que venceu duas estatuetas do Oscar por canções dos filmes “O Destino de Poseidon” (1971) e “Inferno na Torre” (1974), morreu na segunda (14/9) em Los Angeles (EUA), aos 83 anos. A causa da morte não foi confirmada. Nascido no Brooklyn, em Nova York ele morava na casa em que sua mãe e seu pai tinham uma pequena barbearia e um salão de beleza, que ficava em frente aos estúdios Warner Brothers-Vitagraph, onde ele e seu irmão atuaram como figurantes de vários trailers de filmes da época. Sua carreira deslanchou quando um executivo estúdio o ouviu cantar. Aos 16 anos, ele começou a escrever canções e rapidamente suas composições começaram a ser gravadas por artistas como Jackie Wilson, Elvis Presley e Bobby Darin. Aos 22, tornou-se produtor musical. E por volta dos 30, virou chefe de talentos da CBS Records. Apesar da carreira frutífera em Nova York, ele se mudou para Hollywood nos anos 1960 para trabalhar com cinema. Sua primeira música a entrar numa trilha sonora foi “Lonely Life”, no filme “Na Onda do Twist” (1961). E em 1966 emplacou sua primeira trilha sonora, como compositor da comédia de espionagem “The Fat Spy”, estrelada por Phyllis Diller. Seus trabalhos mais famosos foram as músicas “The Morning After” (de “Poseison”) e “We May Never Love Like This Again” (de “Inferno”), ambas gravadas por Maureen McGovern. A consagração das duas baladas de filmes de catástrofe com o Oscar de Melhor Canção tiveram impacto no gênero, influenciando até hoje as produções de desastres a incluir hits românticos – como “I Don’t Wanna Miss a Thing”, do Aerosmith, em “Armageddon”. Kasha também foi indicado ao Oscar por seu trabalho em “Meu Amigo o Dragão” (1977), clássico infantil da Disney, concorrendo em duas categorias: Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original por “Candle on the Water”, mas desta vez não venceu. Entre as mais de 30 trilhas de sua carreira, destacam-se ainda as animações “Todos os Cães Merecem o Céu” (1989) e “Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho” (1998). Nos últimos anos, ele vinha dedicando-se mais a trabalhos televisivos e teatrais. Junto com seu parceiro e amigo Joel Hirschhorn, que morreu em 2005, compartilhou duas indicações ao Tony, o Oscar do teatro, pelos musicais “Sete Noivas para Sete Irmãos” e “Copperfield”. Além disso, passou a dar mais importância a outro aspecto de sua carreira. Cristão fervoroso, Kasha foi ordenado pastor em 1984. Desde então, criou grupos de estudos bíblicos em Hollywood, começou a dar palestras religiosas e, em 2003, fundou a sua própria igreja, a Oasis Christian Fellowship.
Sei Ashina (1983–2020)
A atriz japonesa Sei Ashina, que ficou conhecida do público ocidental por seu papel no drama de época “Paixão Proibida” (2007), foi encontrada morta em seu apartamento em Tóquio nesta terça (15/9), aos 36 anos. A polícia teria concluído que a causa da morte foi suicídio. A morte de Sei Ashina aconteceu um dia após o falecimento da atriz sul-coreana Oh In Hye, em Incheon. Ela também foi encontrada morta em sua casa, após se suicidar com a mesma idade, 36 anos. O nome verdadeiro de Sei Ashina era Igarashi Aya. Nascida em 1983 na província de Fukushima, ela veio para Tóquio ainda adolescente e logo encontrou trabalho como modelo. A estréia como atriz aconteceu em 2002 no drama televisivo “The Tail of Happiness” (Shiawase no Shippo). Em seguida, estrelou a série “Stand Up!!” e começou a ganhar fama local ao aparecer em “Kamen raidâ Hibiki”, parte da franquia conhecida no Brasil como “Kamen Rider”. Interpretando a personagem Hime, ela participou de episódios de TV e de um longa-metragem da saga, em 2005. A projeção internacional veio no ano seguinte, ao superar quase 800 candidatas para ser escalada como a protagonista de “Paixão Proibida” (Silk), de François Girard, uma co-produção japonesa, canadense e italiana. O drama contava a história de um mercador ocidental (Michael Pitt) que se apaixonava pela concubina (Sei) de um barão japonês, ao fazer negócios no país durante o século 19. Apesar do longa ter sido destruído pela crítica e fracassado nas bilheterias, o papel a ajudou a acumular créditos na TV e no cinema japonês, alterando-se em várias produções sem interrupção desde meados da década passada, com destaque para a adaptação do mangá “Perfect World” (2018) e sua inclusão no elenco de “Aibô”, série de detetives extremamente popular no Japão que vai para sua 19ª temporada em outubro. Ela também trabalhou como dubladora, dando voz japonesa a várias personagens de séries americanas, como a heroína manipuladora Emily Thorne na série “Revenge”. Assim como na Coreia do Sul, a morte da atriz acontece em meio a uma onda de suicídios envolvendo celebridades japonesas, incluindo o ator Haruma Miura em julho e a estrela de reality show Hana Kimura em maio. Nenhum bilhete foi encontrado no apartamento de Sei Ashina e nenhum motivo foi apresentado para seu suicídio. Seu corpo foi descoberto por seu irmão depois que ela parou de responder a mensagens e telefonemas em 13 de setembro.
Dylan O’Brien enfrenta monstros em trailer de aventura apocalíptica
A Paramount divulgou o primeiro trailer de “Amor e Monstros” (Love and Monsters), aventura apocalíptica juvenil estrelada por Dylan O’Brien (o astro da franquia “Maze Runner”). A trama se passa após monstros de todos os tipos assumirem o controle da Terra, repetindo a premissa do filme “Monstros” (2010), estreia de Gareth Evans, mas com maior orçamento e adolescentes. Na prévia, o protagonista embarca numa jornada mortal pela Terra devastada, encontra outros sobreviventes e enfrenta criatura gigantes para reencontrar sua namorada, vivida por Jessica Henwick (“Punho de Ferro”). O elenco também inclui Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), Ariana Greenblatt (“A Irmã do Meio”), Melanie Zanetti (“The Bureau of Magical Things”), Dan Ewing (“Home and Away”) e Ellen Hollman (“Spartacus”). A história é de Brian Duffield (roteirista de “A Babá” e “Ameaça Profunda”), a direção é de Michael Matthews (“Five Fingers for Marseilles”) e a estreia está marcada para 16 de outubro nos EUA, diretamente em VOD. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Damares quer censurar Netflix por Lindinhas
A ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, resolveu emular a direita americana e fazer pressão pela censura do filme “Lindinhas” (Mignonnes) no Brasil. Premiado no Festival de Sundance e lançado sem provocar polêmicas na França em agosto, o filme da Netflix é acusado de sexualizar meninas. O ataque foi estimulado por um pôster equivocado da própria Netflix, que apresentava as meninas em trajes colantes, tentando fazer poses sensuais. A imagem, por sinal, é exatamente o que o filme critica. No momento em que ela aparece no contexto do filme, as meninas são vaiadas por mães que se horrorizam com a performance sexualizada delas num concurso de danças. Isto serve de despertar para a protagonista, uma pré-adolescente que até então confundia sexualização com rebelião diante da cultura de submissão feminina de sua família religiosa. A campanha contra a obra, que inclui pedidos de boicote contra Netflix, é feita principalmente por quem não viu o filme e defende que ninguém veja. “Estou brava, Brasil! Estou muito brava! É abominável uma produção como a deste filme. Meninas em posições eróticas e com roupas de dançarinas adultas”, escreveu Damares nas redes sociais. “Quero deixar claro que não faremos concessões a nada que erotize ou normalize a pedofilia! Quero aproveitar e dar um recado aos pedófilos que por anos têm vindo ao Brasil abusar de nossas crianças: no Brasil existe um governo que se importa de verdade em proteger as crianças e as famílias.” Respondendo a um usuário que perguntou o que ela faria sobre o filme, a ministra afirmou: “Não vamos ficar de braços cruzados. Deixa comigo”. Trata-se, claro, de braveza seletiva. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro levou uma youtuber mirim de 10 anos para sua live e se aproveitou da inocência da criança para fazer uma piada de cunho sexual, quando ela lhe contou que “começou cedo”. “Começou cedo? Como é que é?”, perguntou Bolsonaro para a menor, rindo. A ministra, pelo que sabe, não ficou brava. Não há lembranças tampouco de protestos contra a apologia insistente de Bolsonaro da exploração do trabalho de menor, proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Nem que Damares tenha descruzado os braços para “proteger as crianças e as famílias” de um vídeo verdadeiramente pornográfico disponibilizado na internet logo que assumiu seu cargo: o infame compartilhamento de golden shower por Bolsonaro. Damares, na verdade, imita iniciativa dos senadores americanos Ted Cruz, do Texas, e Tom Cotton, de Arkansas, ambos do Partido Republicano (o mesmo do presidente Trump), que na semana passada pediram ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que investigasse a produção e distribuição do filme. Em carta ao procurador-geral William Barr, Cruz chegou a chamar “Lindinhas” de “pornografia infantil”. A Netflix, por sua vez, disse em um comunicado que o filme faz de um “comentário social contra a sexualização de crianças pequenas”. Em “Lindinhas”, as crianças usam tops curtos e saltos altos, falam sobre Kim Kardashian, indicam dietas, dançam “twerking” e buscam na internet vídeos e assuntos relacionados ao sexo que elas não entendem. Segundo a cineasta Maïmouna Doucouré, que venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Sundance, esses detalhes retratam um pouco sua própria infância, como uma mulher negra de família senegalesa que cresceu na França, mas também a constatação de que crianças estão dançando “como costumamos ver em videoclipes” e imitando o comportamento adulto. “Nossas meninas notam que, quanto mais uma mulher é excessivamente sexualizada nas redes sociais, mais ela tem sucesso. As crianças apenas imitam o que veem, tentando alcançar o mesmo resultado sem entender o significado”, disse Doucouré em um vídeo disponibilizado pela Netlix. “É perigoso”, ela acrescentou, dizendo que o filme era sua tentativa de chamar atenção para o problema. Veja a íntegra da entrevista da cineasta abaixo.
The Mandalorian: Trailer da 2ª temporada capricha na ação, efeitos e fofura do Baby Yoda
A Lucasfilm divulgou pôster, fotos e o trailer da 2ª temporada de “The Mandalorian”. A prévia destaca a ligação do personagem-título com a Criança, mais conhecida pelos fãs da série como Baby Yoda, e sua missão de levá-lo até uma raça de “feiticeiros” inimigos dos mandalorianos, mais conhecida pelos fãs de “Star Wars” como Jedis. Além disso, apresenta cenas de ação de tirar o fôlego, muitos efeitos visuais, confirma a volta dos personagens de Gina Carano e Carl Weathers, e explora ainda mais a fofura do pequeno Yoda. Primeira série live-action do universo “Star Wars”, “The Mandalorian” se tornou o principal sucesso da plataforma Disney+ (Disney Plus) e concorre a nada menos que 15 prêmios Emmy nesta semana, incluindo Melhor Série de Drama – mas é realmente favorita a troféus técnicos, uma vez que seu uso de efeitos é revolucionário. Além dos atores citados e de Pedro Pascal como o Mandaloriano principal, os novos episódios vão trazer personagens conhecidos de “Star Wars”, como
Antonio Fagundes é dispensado da Globo após 44 anos
A Globo dispensou nesta terça (15/9) o ator Antonio Fagundes. Com 71 anos, ele foi mais um veterano a não ter o contrato renovado. Em comunicado, a emissora repetiu que “está adotando novas dinâmicas de relação com seus talentos”. Nos últimos meses, vários contratos com estrelas veteranas, incluindo Tarcísio Meira, Gloria Menezes, Renato Aragão e Miguel Falabella, foram encerrados. Todos são informados que podem ser escolhidos para futuros projetos pontuais, recebendo por obra. Antônio Fagundes, que estreou na Globo em 1976, na novela “Saramandaia”, após anos atuando na rede Tupi, já estaria sendo sondado, inclusive, para estrelar o remake de “Pantanal”, interpretando o personagem que foi vivido por Claudio Marzo na extinta TV Manchete. A produção deve ter início em 2021, mas ainda não há elenco confirmado. O último trabalho de Fagundes foi ao ar em 2019, a novela “Bom Sucesso”.
Casal gay da vida real vai estrelar primeiro telefilme LGBTQIA+ de Natal
O canal pago Lifetime escalou um casal gay da vida real para estrelar seu primeiro telefilme de Natal com temática LGBTQIA+. Os atores Ben Lewis (“Arrow”) e Blake Lee (“Parks and Recreation”), casados desde 2016, serão os protagonistas de “The Christmas Setup”, que é descrito como um romante gay passado durante as férias natalinas. O Lifetime testou a reação de seu público a relações entre dois homens no Natal passado, ao incluir um beijo gay no telefilme “Twinkle All the Way”, e agora resolveu transformar o romance LGBTQIA+ no elemento proeminente de sua nova produção. O filme vai acompanhar Hugo (interpretado por Lewis), um advogado de Nova York que viaja para Milwaukee com sua melhor amiga Madelyn (Ellen Wong, de “GLOW”) para passar as férias com sua mãe Kate (Fran Drescher, a eterna “Nanny”), que também é a responsável pelas celebrações do Natal do local. Casamenteira, a mãe insiste para que o filho encontre Patrick (interpretado por Lee), um antigo colega de colégio, que era a paixão secreta de Hugo na escola. O rapaz voltou recentemente à cidade, após fazer dinheiro no Vale do Silício. Enquanto eles aproveitam as festividades do feriado juntos, a atração de Hugo e Patrick se torna inegável. Tudo parece se encaminhar para um final feliz, quando Hugo recebe a notícia de uma grande promoção que exige uma mudança para Londres. Então, ele terá que optar entre o coração e o trabalho. Além de “The Christmas Setup”, o Lifetime vai lançar “A Sugar & Spice Holiday”, um telefilme de Natal com elenco asiático encabeçado por Tzi Ma (“Mulan”), numa iniciativa para redefinir os filmes tradicionais de fim de ano com maior diversidade na frente e atrás da câmera. No caso de “The Christmas Setup”, o canal decidiu trabalhar em estreita colaboração com a GLAAD, entidade que monitora a representação LGBTQIA+ na mídia, para garantir que o filme represente a comunidade com sensibilidade e precisão.
Série clássica Good Times vai voltar em versão animada na Netflix
A Netflix encomendou uma versão animada do sitcom clássico “Good Times”. A atração lançada pelo famoso produtor Norman Lear em 1974 vai reencarnar com uma ajuda do criador de “Uma Família da Pesada” (Family Guy), Seth MacFarlane, e do produtor das séries animadas “The Boondocks” e “Black Dynamite”, Carl Jones. O projeto foi desenvolvido por Jones, que vai dividir a produção com Lear e MacFarlane. Estrelada por Esther Rolle, John Amos e Jimmie Walker, a atração original marcou época por se tornar a primeira série centrada numa família afro-americana de classe baixa, que precisava lidar com problemas bem reais, como o desemprego e a falta de dinheiro para sobreviver no ambiente urbano de Chicago. Embora a TV americana já tivesse mostrado famílias negras antes, elas costumavam pertencer à classe média. Já a família de “Good Times” refletia a forma como a maioria dos negros viviam nos EUA durante a década de 1970. No começo, o humor vinha basicamente da forma como o casal formado por Rolle e Amos lidava com seus problemas, mas aos poucos as tramas foram monopolizadas por seu filho (Walker), que se portava de forma caricada, refletindo o comportamento malandro e as gírias da juventude da época – ele ficou conhecido como “Kid Dy-no-mite!”. O casal acabou ofuscado não apenas na trama, mas na própria série, com Amos despachado do elenco após as três primeiras temporadas. A versão animada vai atualizar a trama, que se passará nos dias de hoje, seguindo a família Evans enquanto eles navegam pelas questões sociais contemporâneas. “Não podemos pensar em nada melhor, neste momento em nossa cultura, do que uma reimaginação de ‘Good Times’”, disse Lear em um comunicado para anunciar a atração. “Em um ano cheio de escuridão, esta é uma luz brilhante que não esqueceremos tão cedo.” MacFarlane acrescentou: “É uma emoção fazer parceria com Norman Lear e ajudar a trazer nova vida a sua inovadora ‘Good Times’… A animação é o meio ideal para reimaginar essa série original, e através das lentes do humor agudo e cortante de Carl, o público vai voltar a amar esses personagens clássicos. ” Na verdade, a série animada será o segundo revival recente de “Good Times”. Em dezembro passado, um episódio clássico da série de Lear foi encenado ao vivo, como parte do programa “Live in Front of a Studio Audience” da rede ABC. O elenco estrelado incluiu Andre Braugher (“Brooklyn Nine-Nine”), Viola Davis (“How to Get Away with Murder”), Jay Pharoah (“O Bola Fora”), Asante Blackk (“Olhos que Condenam”) e Tiffany Haddish (“Operação Supletivo: Agora Vai!”).












