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  • Música

    Lollapalooza 2024 divulga programação completa

    21 de novembro de 2023 /

    O Lollapalooza 2024 divulgou a programação completa do festival, que acontece nos dias 22, 23 e 24 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. As atrações principais da sexta-feira (22/11) serão Blink-182 e Arcade Fire, com Luísa Sonza, Baianasystem e Marcelo D2 entre os destaques nacionais. Além disso, estão previstos shows de No sábado (23/11), Paramore, Limp Bizkit e Titãs dividem o palco principal, com Kevin o Chris e Xamã se apresentando mais cedo. Já o encerramento, no domingo (24/11), sofre uma guinada pop com SZA e Sam Smith, além de Gilberto Gil e outros artistas tocando nos demais palcos. Mas tem mais A lista tem muito mais, especialmente artistas de rock dos anos 1990 e começo dos 2000, como The Offspring, Nothing But Thieves e Thirty Seconds to Mars, a banda do ator Jared Leto. Mas também há programação para os fãs de música dançante mais moderna, com as participações de Diplo, The Blaze, Jungle, Above & Beyound, Phoenix e Rina Sawayama, além de DJs bem comerciais e até atrações para o público do pop mainstream, representado pela cantora/atriz Dove Cameron, Omar Apollo, o músico irlandês Hozier e a banda The Driver Era, do cantor/ator Ross Lynch. Sim, há três atores no line-up! O ecletismo marca a primeira edição do evento com produção da Rock World, empresa responsável pelo Rock in Rio e The Town, que tem uma pegada mais pop que o Lolla. Confira toda a lista, com quem toca em qual dia, no cartaz oficial do evento.

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  • Série

    “La Brea” vai acabar na 3ª temporada

    21 de novembro de 2023 /

    A rede americana NBC confirmou que a série de fantasia “La Brea” vai acabar na 3ª temporada. A última temporada vai estrear em 9 de janeiro nos EUA e terá apenas seis episódios para encerrar sua trama. A temporada curta foi produzida de forma emergencial para que os episódios ficassem prontos antes das greves de Hollywood. A produção foi gravada antes das paralisações, como estratégia do canal para ter um programa inédito para exibir no começo de 2024. “La Brea” – que ganhou o subtítulo nacional de “A Terra Perdida” – foi a primeira série criada por David Appelbaum (produtor-roteirista de “O Mentalista” e “NCIS: New Orleans”), mas apesar da repercussão positiva entre o público, que lhe rendeu boa audiência, sua mistura de trama de catástrofe com aventura clássica de Júlio Verne/Edgar Rice Burroughs não apeteceu a crítica, ficando com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. A história começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles, que engole várias pessoas. Mas em vez de morrerem, as vítimas da tragédia vão parar no centro da Terra com criaturas pré-históricas e prédios futuristas, em meio à pistas sobre o verdadeiro segredo daquele lugar. A produção tem um grande elenco, que inclui Natalie Zea (“Justified”), Eoin Macken (“Plantão Noturno”), Nicholas Gonzalez (“The Good Doctor”), Jon Seda (“Chicago P.D.”), Karina Logue (“NCIS: Los Angeles”), Catherine Dent (“Agents of SHIELD”), Angel Parker (“Fugitivos da Marvel/Runaways”), Jag Bal (“The Romeo Section”), Ione Skye (“Camping”), Chiké Okonkwo (“O Nascimento de Uma Nação”), Chloe de los Santos (“Tidelands”), Josh McKenzie (“Entre Segredos e Mentiras”) e os adolescentes Jack Martin, Zyra Gorecki e Veronica St. Clair em seus primeiros papéis. No Brasil, a série é disponibilizada pela plataforma Globoplay e exibida na TV Globo. Veja os trailers nacionais das duas primeiras temporadas.

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  • Filme

    Guel Arraes é premiado na Europa como Melhor Diretor por “Grande Sertão”

    19 de novembro de 2023 /

    O Festival Tallinn Black Nights, realizado na capital da Estônia, premiou o brasileiro Guel Arraes (“O Auto da Compadecida”) como Melhor Diretor de sua seção Critic’s Pick, pelo filme “Grande Sertão”. Inédito no Brasil, o longa é uma adaptação livre da obra clássica de Guimarães Rosa, passada num período indeterminado, mas próximo dos dias atuais. “Prêmio de direção significa prêmio para os artistas e produtores do filme também, porque ele só é possível se tudo isso funciona junto. É interessante também que um filme tão ancorado na realidade brasileira e na recriação do português que faz Guimarães Rosa tenha se destacado num festival internacional”, ressaltou Arraes em declaração sobre a conquista. Um dos festivais de médio porte mais importantes da Europa, o evento estoniano é acompanhado pela imprensa de todo o mundo e a premiação rendeu artigos nos principais veículos dedicados à indústria cinematográfica dos EUA. No filme, o universo da violência dos jagunços do sertão, da obra de Guimarães Rosa, é transferido para um território de criminosos da periferia urbana, num clima meio de “Cidade de Deus” do pós-apocalipse. Segundo a sinopse, a trama se passa “numa grande comunidade da periferia brasileira chamada ‘Grande Sertão'”, onde a luta entre policiais e criminosos assume ares de guerra e traz à tona questões como lealdade, vida e morte, amor e coragem, Deus e o diabo. A história, narrada por o Riobaldo, é marcada pela presença de um personagem enigmático, Diadorim, que se torna seu grande amigo e desperta sentimentos complexos, atraindo-o para o mundo do crime. A identidade sexual de Diadorim é um mistério constante para Riobaldo, que lida com escolhas morais e dilemas éticos, enquanto busca entender seu lugar no mundo e sua própria natureza, diante da falta de coragem de confessar sua paixão. Nesse percurso transcorrem as batalhas e escaramuças da grande guerra do Sertão. Além dirigir, Guel Arraes também assina o roteiro ao lado de Jorge Furtado (“Vai dar Nada”), e o elenco destaca Caio Blat (“O Mar do Sertão”) como Riobaldo e Luisa Arraes (“Duetto”) como Diadorim. A estreia no Brasil vai acontecer apenas em maio de 2024.

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  • Filme

    Bilheteria | “As Marvels” sofre queda histórica e novo “Jogos Vorazes” lidera nos EUA

    19 de novembro de 2023 /

    “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” estreou no topo das bilheterias dos EUA e Canadá neste fim de semana, mas com um resultado bastante inferior ao desempenho anterior da franquia. O filme, que marca o retorno ao universo distópico de Panem após oito anos, arrecadou US$ 44 milhões no mercado doméstico. O desempenho foi mais forte no exterior, onde somou US$ 54,5 milhões, para atingir um total global de US$ 98,5 milhões. A aprovação da crítica ficou em 60% no Rotten Tomatoes, enquanto os espectadores deram uma nota B+ no CinemaScore, a mais baixa da franquia até o momento. Esses indicadores sugerem que a nova direção da trama não ressoou de forma tão forte como os blockbusters originais. Com novo elenco e diferente configuração, o prólogo de “Jogos Vorazes” deixou de ser a sensação de outrora. Vale lembrar que todos os quatro filmes estrelados por Jennifer Lawrence entre 2012 e 2015 abriram com arrecadação superior a US$ 100 milhões na América do Norte. O novo não chegou nesse valor em todo o mundo. Finalmente exibida nos EUA, a animação “Trolls 3: Juntos Novamente” emplacou o 2º lugar nas bilheterias, com US$ 30,6 milhões em seu lançamento doméstico. Um aspecto notável do filme foi sua estratégia de distribuição, com estreia antecipada em até um mês em vários países, inclusive no Brasil, antes de chegar aos cinemas dos Estados Unidos. Graças a isso, “Trolls 3” já tinha acumulado US$ 76,3 milhões em receita internacional, contribuindo para um total global de US$ 108,1 milhões. O novo recorde negativo de “As Marvels” Em 3º lugar, “As Marvels” enfrentou um revés notável em sua segunda semana nas bilheterias, registrando uma queda surpreendente de 78% em relação à sua estreia. Este declínio resultou em uma arrecadação de apenas US$ 10,2 milhões, um número que se destaca negativamente no contexto do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), conhecido por seus sucessos consecutivos e consistentes. O resultado também marca o pior desempenho de segunda semana para um filme não só da Marvel, mas de super-heróis em geral na história recente de Hollywood. Antes deste fim de semana, “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” detinha o recorde de maior queda de segunda semana dentro do MCU, com 69,9%. Os recordes negativos de “As Marvels”, que já tinha registrado a pior estreia do MCU, indicam que a crise do Marvel Studios não pode mais ser subestimada. “As Marvels” também teve desempenho fraco nos demais países. O longa arrecadou US$ 19,5 milhões em 52 mercados estrangeiros, totalizando um montante global de US$ 161,3 milhões após dois fins de semana em cartaz – diante de um orçamento de US$ 200 milhões, sem as despesas de P&A (cópias e publicidade). Top 5 sangrento Dois filmes de terror completam o Top 5. A estreia de “Feriado Sangrento” faturou US$ 10,2 milhões em 4º lugar, recebendo uma classificação B- no CinemaScore, mas uma avaliação surpreendentemente positiva de 83% no Rotten Tomatoes. O filme, que marca a volta de Eli Roth (“O Albergue”) ao terror, foi inspirado por um trailer falso do diretor no projeto “grindhouse” de 2007 de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez – que rendeu os filmes “À Prova de Morte” e “Planeta Terror”, respectivamente. O 5º lugar ficou com “Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo sem Fim”, que gerou US$ 3,3 milhões em seu quarto fim de semana. Com um orçamento modesto de apenas US$ 20 milhões, “Five Nights at Freddy’s” tem apresentado um desempenho notável, acumulando um total de US$ 132 milhões na América do Norte e US$ 271 milhões mundiais até o momento. Outros filmes A pior estreia da semana ficou por conta do novo filme de Taika Waititi (diretor de “Thor: Amor e Trovão”). “Quem Fizer Ganha” abriu em 6º, arrecadando US$ 2,7 milhões de 2.240 cinemas. Esta performance abaixo do esperado pode ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo críticas negativas. Baseado na história real da equipe de futebol de Samoa Americana e seu esforço para sair de uma série de derrotas devastadoras, a comédia de enredo inspirador foi considerada pobre pela crítica, com apenas 41% de aprovação no Rotten Tomatoes, e recebeu nota B+ do público no CinemaScore. Para completar, “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, desceu ao último degrau do Top 10 após cinco fins de semana em cartaz. O filme estrelado por Leonardo DiCaprio e Robert De Niro gerou US$ 1,9 milhões de 1.714 locais de exibição. O total acumulado na América do Norte é de US$ 63,5 milhões, com uma arrecadação mundial de US$ 145,7 milhões. Embora esses números possam parecer modestos em comparação com outras grandes produções, o objetivo da Apple ao produzir o filme foi aproveitar o prestígio do nome de Scorsese para atrair atenção durante a temporada de premiações de cinema nos EUA e ganhar mais assinantes com seu lançamento posterior em streaming.   Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana.   1 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES   2 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE   3 | AS MARVELS   4 | FERIADO SANGRENTO   5 | FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM

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  • Música

    George Brown, baterista da banda funk Kool and the Gang, morre aos 74 anos

    17 de novembro de 2023 /

    Fundador da famosa banda funk Kool and the Gang, o baterista George Brown morreu de câncer no pulmão em sua casa, em Los Angeles, nesta quinta-feira (16/11), aos 74 anos. A informação foi divulgada pela sua gravadora, a Universal Music. Conhecido na banda pelo apelido de “Funky”, Brown foi um dos sete amigos de escola de Jersey City, Nova Jersey, que se uniram em 1964 como um grupo instrumental de jazz e soul, que se autodenomina Jazziacs. Outros membros incluíam Robert “Kool” Bell no baixo, o irmão Ronald Bell nos teclados e Charles Smith na guitarra. A banda passou por várias mudanças de nome, incluindo New Dimensions, Soul Town Band e Kool & the Flames antes de se decidir por Kool & the Gang, que a tornaria mundialmente famosa. Eles assinaram com a De-Lite Records e lançaram um primeiro álbum totalmente instrumental em 1970. O sucesso veio três anos depois, quando começaram a misturar jazz e funk, incluindo seus primeiros vocais na faixa “Jungle Boogie”, que virou hit e um funk bastante influente para as gerações posteriores, da era do acid jazz. Eles repetiram a dose em 1974, com “Hollywood Swinging”, e após uma entressafra em busca de sua identidade musical, voltaram 100% funk em 1979 com “Ladies Night”, um de seus maiores sucessos, só superado pelo hit de 1980 “Celebration”. Outras faixas conhecidas da banda incluem “Funky Stuff”, “Get Down on It”, “Fresh”, “Cherish” e “Too Hot”. A batida característica do baterista nas primeiras gravações de Kool & the Gang foi fortemente sampleada por artistas como Beastie Boys, Jay-Z, Madonna, Janet Jackson, Cypress Hill, P. Diddy e The Killers. Ele se dizia “totalmente honrado” com a frequência com que sua música era reutilizada por artistas das novas gerações. Quando solicitado a descrever seu estilo musical, Brown – que lançou um livro de memórias este ano intitulado “Too Hot: Kool & the Gang and Me” – costumava responder: “É o som da felicidade”. Lembre abaixo alguns dos maiores sucessos de Kool and the Gang

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  • Filme,  Série

    Estreias | 10 novidades do streaming para assistir no fim de semana

    17 de novembro de 2023 /

    Os 10 principais destaques da programação de streaming da semana contabilizam sete séries e três filmes. A novidade mais esperada é “Monarch: Legado de Monstros”, continuação do blockbuster “Godzilla vs. Kong” em forma de série. “The Crown” também retorna para contar os últimos dias da Princesa Diana. E ainda há a nova criação das mentes responsáveis por “The OA”, o mistério “Um Assassinato no Fim do Mundo”, que merece especial atenção. A lista também traz nada menos que três produções brasileiras e a versão anime de “Scott Pilgrim”. Já entre os filmes, o destaque fica por conta de “Besouro Azul”, estreia de Bruna Marquezine em Hollywood, que chega à HBO Max. Confira abaixo as dicas em detalhes.   SÉRIES   MONARCH: LEGADO DE MONSTROS | APPLE TV+   A superprodução do estúdio Legendary leva a franquia dos monstros gigantes para a televisão, apresentando um desafio único ao adaptar as espetaculares batalhas de titãs para uma tela menor. Ambientada um ano após o “Dia G” – o confronto entre Godzilla, King Kong e os kaijus, que destruiu grande parte de São Francisco no filme “Godzilla vs. Kong” (2021) – a história segue Cate (Anna Sawai), uma professora da área da baía de São Francisco, que vai a Tóquio em busca de respostas sobre seu falecido pai, Hiroshi (Takehiro Hira). Lá, ela descobre que Hiroshi tinha uma segunda família, conhece um meio-irmão e investiga a conexão da família com a Monarch, uma organização secreta comparada à CIA, mas focada em monstros. Apesar de se relacionar também à trama de “Kong: Ilha da Caveira” (2017), a produção não exige conhecimento prévio sobre os filmes do Monstroverso, embora isso possa enriquecer a experiência. A série funciona como uma história de origem da Monarch, alternando-se entre o presente e eventos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial. A dinâmica entre as diferentes eras é facilitada pelo uso de um mesmo personagem, com Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”) retratando um soldado americano na época da guerra e seu pai da vida real, Kurt Russell (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), aparecendo como sua versão mais velha. Visualmente, a produção é impressionante, com cenas de ação que evocam o Monstroverso, enquanto a trama se expande para locais tão distantes quanto o Alasca e a Argélia. Mas há um inevitável diferencial de escala – obviamente, Godzilla não aparece na maioria dos capítulos – , o que os escritores sabem usar a seu favor, ao manter um foco maior nos personagens humanos da história, que sempre ficam em segundo plano nos filmes. Criada por Chris Black (“Outcast”) e Matt Fraction (“Gavião Arqueiro”), a atração também é estrelada por Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Joe Tippett (“Mare of Easttown”), Elisa Lasowski (“Versailles”) e o cantor japonês Ren Watabe (“461 Lunch Boxes”), além de trazer participação especial de John Goodman revivendo seu papel de “Kong: A Ilha da Caveira” (2017).   UM ASSASSINATO NO FIM DO MUNDO | STAR+   A nova série de mistério de Brit Marling e Zal Batmanglij (a dupla criativa de “The OA”) mescla serial killer, mudança climática e avanços tecnológicos. O elenco é encabeçado por Emma Corrin (“The Crown”), que interpreta Darby Hart, uma detetive amadora e escritora, que se desdobra na narrativa em duas linhas temporais. Em flashbacks, Darby une forças a outro detetive amador, vivido por Harris Dickinson (“Um Lugar Bem Longe Daqui”), para investigar um serial killer. Anos depois, os dois parceiros se reencontram no “fim do mundo”, um retiro organizado por um bilionário da tecnologia (Clive Owen, de “Lisey’s Story”) num local distante em meio ao gelo. Contudo, quando um dos convidados é encontrado morto, ela precisa utilizar todas as suas habilidades para provar que se trata de um assassinato e impedir que o assassino tire mais vidas. Alterando-se entre o presente (ou futuro, pela evolução da Inteligência Artificial na trama) no retiro e flashbacks da investigação inicial, a trama busca explorar as relações e a evolução dos personagens, enquanto a cinematografia contrasta as duas linhas do tempo, realçando o calor dos flashbacks e o ambiente frio e isolado do presente. Apesar dos desafios na balancear a narrativa e em dar profundidade aos temas, a série mantém um bom nível de engajamento nas duas linhas temporais, em grande parte devido à presença magnética de Corrin na tela. O restante do elenco é formado pela própria Brit Marling (“The OA”), Joan Chen (“Ovelhas sem Pastor”), Raúl Esparza (“Candy”), Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”), Ryan J. Haddad (“The Politician”), Pegah Ferydoni (“Almania”), Javed Khan (“Lapwing”), Louis Cancelmi (Billions”), Edoardo Ballerini (“7 Splinters in Time”), Britian Seibert (“The Knick”), Christopher Gurr (“A Idade Dourada”), Kellan Tetlow (“This Is Us”), Daniel Olson (“Nossa Bandeira É a Morte”), Neal Huff (“Radium Girls”) e a brasileira Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”).   THE CROWN 6 – PARTE 1 | NETFLIX   A primeira parte da 6ª e última temporada de “The Crown” é toda focada na Princesa Diana, mostrando sua melancolia, o cerco dos paparazzi e os instantes que antecederam sua morte trágica. Os episódios giram em torno o final da vida da princesa interpretada por Elizabeth Debicki e seu relacionamento com os filhos, William e Harry, e com seu namorado Dodi Al Fayed, papel de Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”), até o acidente em Paris, durante uma fuga de paparazzi que matou os dois. O elenco também inclui Imelda Staunton (“Harry Potter”) como rainha Elizabeth II, Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como Príncipe Philip, Lesley Manville (“Trama Fantasma”) como Princesa Margaret, Dominic West (“Tomb Raider”) como Príncipe Charles e Olivia Williams (“Meu Pai”) como Camilla Parker-Bowles. Criada por Peter Morgan (“A Rainha”), a série dramática acompanha a vida de Elizabeth II desde os anos 1950, quando assumiu o trono, até dias mais recentes, em seus últimos anos como Rainha do Reino Unido. Após os quatro episódios disponibilizados nesta quinta (16/11), a segunda parte, composta pelos seis episódios derradeiros, chegará ao streaming em 14 de dezembro.   DNA DO CRIME | NETFLIX   Série brasileira mais cara da Netflix, o thriller criminal se destaca por integrar ação intensa com uma investigação detalhada. A trama é baseada em uma história real que ocorreu na América do Sul entre 2013 e 2020, e começa com um assalto bem planejado em Ciudad del Este, no Paraguai. Mais de 50 assaltantes fortemente armados usam explosivos para entrar e fugir com US$ 44 milhões da sede de uma empresa de private equity. À medida que as investigações se desdobram, com o envolvimento de agentes federais brasileiros, sediados em Foz do Iguaçu, a história se aprofunda em uma complexa rede de crimes que cruza fronteiras. Os protagonistas são os agentes Benicio, interpretado por Romulo Braga (“O Rio do Desejo”), e Suellen, interpretada por Maeve Jinkings (“Os Outros”), ambos apoiados por seu chefe Rossi, vivido por Pedro Caetano ( de “O Escolhido”). Eles enfrentam o líder dos assaltantes, Sem Alma, interpretado por Thomas Aquino (também de “Os Outros”), num momento em que a polícia brasileira começa a usar amostras de DNA para encontrar criminosos. A descoberta de uma pista liga o roubo a outros crimes recentes e leva à revelação de um esquema ainda maior, misturando criminosos do Paraguai e do Brasil. Embora “DNA do Crime” não inove na narrativa das séries criminais, entrega ação intensa, com cenas de perseguição de carros e tiroteios reminiscentes do estilo visual de Denis Villeneuve em “Sicario”. Há também uma obsessão compartilhada com cidades de fronteira e a atmosfera especial que envolve as operações ilegais que ocorrem ali. A direção é dos cineastas Pedro Morelli (do filme “Zoom” e da série “Irmandade”) e Heitor Dhalia (do filme “Tungstênio” e da série “Arcanjo Renegado”), este último também listado como um dos criadores, ao lado do também cineasta Aly Muritiba (“Deserto Particular”) e dos roteiristas Bernardo Barcellos (“Quero Ter 1 Milhão de Amigos”) e Leonardo Levis (“Irmandade”).   AMAR É PARA OS FORTES | PRIME VIDEO   A série criada pelo músico Marcelo D2 lembra a estética do filme “Cidade de Deus”, e não é por acaso. Uma das diretoras é Katia Lund, codiretora do clássico de 2002. A produção conta a saga de duas mulheres negras cariocas que veem seus destinos entrelaçadosdurante uma operação policial no Dia das Mães. Rita (Tatiana Tiburcio) perde seu filho de 11 anos, Sushi (João Tiburcio), para a violência policial, e Edna (Mariana Nunes) é mãe de Digão (Maicon Rodrigues), o policial que matou a criança. Buscando justiça e redenção, ambas irão enfrentar a corrupção policial e a morosidade do sistema judiciário. Rita terá o apoio de seu filho mais velho, o artista plástico Sinistro (Breno Ferreira), que, junto com a comunidade da Maré, lutará por justiça para Sushi. Além de D2, a série tem criação de Antonia Pellegrino (“Tim Maia”) e Camila Agustini (“As Seguidoras”). Rica Amabis (“Manhãs de Setembro”) é responsável pela trilha sonora original.   ANDERSON SPIDER SILVA | PARAMOUNT+   a minissérie biográfica acompanha a vida do campeão de UFC Anderson Silva da infância à consagração. A produção mostra o bullying sofrido pelo futuro astro das lutas, Seu Jorge (“Marighella”) como o adulto responsável por sua criação e muitas lutas no ringue. O lutador é vivido por Caetano Vieira e Bruno Vinícius na infância e juventude, quando aprendeu a lutar para sobreviver na periferia de Curitiba, enquanto sua versão adulta é interpretada por William Nascimento (“Genesis”), que passou três meses treinando em academias no Rio de Janeiro para encarnar o auge de um dos maiores campões de MMA do UFC. Parte dos roteiristas da série veio do projeto Narrativas Negras, que desenvolve conteúdo exclusivo para a ViacomCBS, conglomerado dono da Paramount+. Marton Olympio (“Alemão 2”) é o roteirista principal e Caito Ortiz (“Papai é Pop”) dirige a produção, que ainda destaca no elenco Tatiana Tiburcio (“Malhação: Viva a Diferença”), Douglas Silva (“Fuzuê”), Jean Paulo Campos (“Carrossel: O Filme”), Jeniffer Dias (“Rensga Hits!”), Larissa Nunes (“Coisa Mais Linda”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Vaneza Oliveira (“3%”).   SCOTT PILGRIM: A SÉRIE | NETFLIX   A animação é inspirada nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley e no filme cult de Edgar Wright. Com estilo anime fofinho, seus episódios narram o romance entre o personagem-título e Ramona Flowers, a garota de seus sonhos, mas quando o crush está prestes a virar date, a situação vira uma luta interminável. É que, para namorar Ramona, Scott precisará enfrentar sete ex-namorados dela. O detalhe mais interessante da produção é que os atores que participaram da adaptação cinematográfica de 2010, “Scott Pilgrim contra o Mundo”, voltam a dar voz aos seus personagens. O elenco grandioso traz Michael Cera (“Arrested Development”) como a voz do personagem-título e Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) como Ramona, sem esquecer de Kieran Culkin (“Succession”), Chris Evans (“Vingadores: Ultimato”), Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alison Pill (“The Newsroom”), Aubrey Plaza (“The White Lotus”), Brandon Routh (“Legends of Tomorrow”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Satya Bhabha (“Sense8”), Johnny Simmons (“The Late Bloomer”), Mark Webber (“Sala Verde”), Mae Whitman (“Intimidade Forçada”) e Ellen Wong (“GLOW”). Até o diretor Edgar Wright retorna como produtor do desenho, juntando-se ao autor dos quadrinhos originais nos bastidores da produção. A adaptação é assinada pelo roteirista BenDavid Grabinski (“A Felicidade é de Matar”), a direção é de Abel Gongora (“Star Wars: Visions”) e a animação está a cargo do estúdio japonês Science SARU (“Devilman: Crybaby”). FILMES   BESOURO AZUL | HBO MAX   O primeiro filme de super-herói latino da DC – e estreia de Bruna Marquezine em Hollywood – conquistou a crítica internacional graças a um elenco carismático e ao uso extensivo da família do herói, que alimenta cenas de humor bem alinhadas com as sequências de ação. Mesmo assim, não escapa dos clichês dos filmes de origem e dos problemas crônicos das produções da DC, como vilões genéricos e efeitos visuais fracos. Em seu primeiro papel em inglês, Marquezine vive Jenny Kord, personagem que não existe na DC Comics, mas que no filme é apresentada como...

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  • Série

    Netflix cancela cinco séries, incluindo “Sombra e Ossos”

    15 de novembro de 2023 /

    A Netflix cancelou cinco séries, incluindo “Sombra e Ossos”, superprodução de fantasia que teve duas temporadas. Baseada na coleção de best-sellers juvenis de Leigh Bardugo, conhecida como Grishaverso, “Sombra e Ossos” foi criada por Eric Heisserer (roteirista de “Birdbox” e “A Chegada”) e se passava em um mundo de fantasia devastado pela guerra, onde a cartógrafa órfã Alina Starkov descobre um poder extraordinário: o dom da luz. Com a ameaça monstruosa da Dobra das Sombras à espreita, Alina é separada de tudo o que conhece para treinar e fazer parte de um exército de elite de soldados mágicos conhecidos como Grisha. Enquanto aprende a controlar seus poderes, ela percebe que os aliados e inimigos não são tão diferentes assim e que nada nesse mundo é o que parece. O papel principal era desempenhado pela estreante Jessie Mei Li, uma jovem atriz inglesa com experiência teatral e que fez sua estreia no cinema em “Noite Passada no Soho”, lançado após a série. O elenco também destacava o conhecido Ben Barnes (de “Justiceiro”, “Westworld” e das “Crônicas de Nárnia”) como principal antagonista, além de Archie Renaux (“Hanna”), Freddy Carter (“Pennyworth”), Amita Suman (“The Outpost”), Kit Young (“A Midsummer Night’s Dream”) e Daisy Head (“Harlots”). A maior ironia desse cancelamento é que há poucos dias, no evento Geeked Week realizado no fim de semana passado, a Netflix alardeou o lançamento de um game baseado na série.   Demais cancelamentos A outra série live-action cancelada foi “Glamourous”, uma comédia estrelada por Kim Cattrall (a Samantha Jones em “Sex And The City”). Na trama, ela dava vida a uma supermodelo veterana, dona de uma linha de cosméticos, que servia de mentora para um jovem gay (Miss Benny) que desafia as expectativas de gênero. Madolyn, a personagem de Cattrall, via no talento do jovem Marco uma chance de melhorar seus negócios, enquanto ele via sua vida deslanchar ao trabalhar com ela. Completam a lista de cancelamentos três animações adultas, “Agente Elvis”, “Capitão Fall” e “Farzar”. Produção de Priscilla Presley, “Agente Elvis” mostrava Elvis como um espião internacional. Desenvolvida pela dupla Jon Iver Helgaker e Jonas Torgersen (criadores da série “Norseman”), “Capitão Fall” seguia o pior capitão de marinha, que acidentalmente assumia o comando de um navio de contrabando para um terrível cartel internacional. Criação da dupla Roger Black e Waco O’Guin (de “Paradise PD”), “Farzar” girava em torno do filho de um ex-herói egoísta e atual rei de um planeta, que durante um ataque alienígena descobre estar vivendo uma mentira. Com a exceção de “Sombra e Ossos”, as demais produções tiveram apenas uma temporada disponibilizada.

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  • Música

    Ebony viraliza com música trucidando os rappers brasileiros – que adoraram!

    15 de novembro de 2023 /

    A cantora Ebony lançou uma música empoderada nesta quarta-feira (15/11), em seu canal do YouTube: “Espero que Entendam”. A gravação segue a tradição do “diss”, o famoso “falar mal” das batalhas de rap, que desde “Roxanne’s Revenge” (1984) faz parte dos “50 anos de hip hop”. Na faixa, Ebony expõe, sem papas na língua, os rappers brasileiros, citando nominalmente BK’, Baco Exu do Blues, Filipe Ret, L7NNON, Orochi, Djonga e Kyan, entre outros, enquanto reclama da falta de apoio às mulheres da cena. “Espero que vocês entendam, vida / Adoro as músicas, mas preciso provar meu ponto / Eu tenho o rosto, eu tenho o corpo e eu tenho a rima / Se eu tivesse um p*u, os bofes iam tá mamando”, diz o refrão. Logo que saiu, na madrugada, o diss foi parar entre os tópicos mais comentados do X (antigo Twitter), a princípio muito criticado. Mas logo as opiniões mudaram, conforme a faixa foi ganhando enorme repercussão, inclusive entre os rappers citados.   Repercussão Um dos primeiros a comenter foi Baco Exu do Blues. Na música, Ebony cita a parceria que o rapper fez com Luísa Sonza. Diz a letra: “Soube que o Baco disse que eu sou superestimada por ser sudestina / Mas me botou nos melhores pra eu ver a rotina / No início achei que era onda / Aí ele foi e fez um feat com a Luiza Sonza / P*rra vida por favor se manda sustenta tua banca / Nem sou tua namorada e me trocou por branca”. Baco gostou da alfinetada. “Espero que depois de hoje toda essa galera continue consumindo o trampo da Ebony e de outras minas. Foi brabo, me lembrou 2016”, escreveu no X (antigo Twitter), mas depois apagou. L7nnon, sobre quem Ebony disse não ter decidido se era preto ou branco, publicou um vídeo no Instagram e também elogiou, falando da amizade que tem com Ebony e que a rapper merece ter mais visibilidade. “Conheço a Ebony mó tempão, bem no início da minha carreira. Sempre que a gente se vê, a gente fala muito sobre esse tempo… talvez você achou que iria se estressar ou rebater. Nós não está aqui para rebater, estamos aqui para voltar os olhares para as minas, para as pessoas que tem falta de oportunidade… Ebony é uma mina que sou fã, preta, que veio debaixo, estudada… uma pessoa que entende a parada mesmo”, disse o rapper. Filipe Ret foi outro fã, destacando a importância de cada artista seguir sua verdade. “Ai, Ebony amassou, tirou onda! Papo reto… o pique é esse mesmo, faz seu som, faz sua verdade… quem sou eu pra te falar alguma coisa também, para te aconselhar alguma coisa… mas parabéns, amassou, tirou onda”, aplaudiu. Já Major RD brincou com o comentário da letra, que fala que ele “só faz feat com quem ele come”. “Se a Ebony soubesse que eu não tô pegando nem resfriado ultimamente… Dias de Luta”, zoou o rapper.

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  • Filme

    Estreias | Cinemas recebem novo “Jogos Vorazes”

    15 de novembro de 2023 /

    O feriadão desta quarta (15/11) antecipou a principal estreia de cinema da semana. “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” domina o circuito amplo, não apenas por chegar um dia antes, mas por o resto da programação ter apenas documentários. São seis filmes do gênero, cinco deles brasileiros, lançados de forma limitada em cinemas de arte. Confira abaixo a lista completa das novidades.   JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES   O “Malévola” de “Jogos Vorazes” é um prólogo centrado na trajetória inicial de Coriolanus Snow, que mais tarde se torna o presidente tirânico de Panem. Interpretado por Tom Blyth (da série “A Idade Dourada”), o jovem Snow é apresentado como um estudante de uma família outrora influente, mas agora empobrecida. Ele é encarregado de ser mentor de Lucy Gray Baird, uma tributo do Distrito 12 (o mesmo de Katniss), vivida por Rachel Zegler (“Amor, Sublime Amor”). Ambientada numa época em que os Jogos Vorazes ainda estão se estabelecendo como um instrumento de opressão do Capitólio, a trama explora as origens do evento e o início da ascensão de Snow ao poder. Dirigido por Francis Lawrence e escrito por Michael Arndt, veteranos da franquia, o filme detalha o desenvolvimento moral de Snow, entre a sua ambição e seu senso de moralidade. A dinâmica entre Snow e Lucy Gray evolui durante os Jogos, com Snow reconhecendo o potencial dos Jogos como ferramenta política e espetáculo manipulador. A narrativa é enriquecida por personagens secundários marcantes, como a Dra. Volumnia Gaul, interpretada por Viola Davis (“A Mulher Rei”), uma personificação da crueldade e manipulação do regime de Panem, o reitor de universidade Dean Casca Highbottom, vivido por Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e responsável por uma dinâmica complexa com Snow, além de Jason Schwartzman (“Fargo”), que acrescenta uma camada de humor negro como Lucretius “Lucky” Flickerman, o apresentador dos Jogos, um antepassado do personagem de Stanley Tucci nos filmes anteriores. Apesar dos seus elementos visuais e atuações destacadas, “A Canção dos Pássaros e das Serpentes” dividiu a crítica dos EUA, atingindo apenas 59% de aprovação, devido à duração excessiva (2h37) e por falhar em fornecer insights profundos sobre questões morais e políticas. O filme tenta balancear a violência dos Jogos com um drama político, mas acaba não atingindo plenamente esses objetivos. Além disso, introduz várias cenas de música, particularmente em torno do personagem de Lucy Gray Baird, aproveitando o talento vocal de Rachel Zegler, que prolongam demais a produção. O uso da música é um aspecto distintivo deste filme em comparação com os filmes anteriores, que se concentravam mais na ação.   INCOMPATÍVEL COM A VIDA   Vencedor do Festival É Tudo Verdade, o documentário dirigido por Eliza Capai (“Espero Tua (Re)volta”) explora uma temática profundamente pessoal e sensível: a perda gestacional e as complexidades do aborto em casos de má formação fetal. A obra nasce da experiência pessoal da diretora, que, durante uma gravidez na pandemia, descobriu que seu filho tinha uma má formação incompatível com a vida. Este ponto de partida leva Capai a uma jornada de autoexposição e exploração de histórias similares de outras mulheres, abordando a dor, o luto e as implicações sociais e legais dessas situações. O filme se destaca por sua abordagem íntima e crua, onde Capai não apenas compartilha sua própria experiência, mas também se conecta com outras mulheres que enfrentaram perdas gestacionais. Através de entrevistas e relatos pessoais, o documentário traça um panorama de como essas experiências afetam diversas mulheres, independentemente de suas origens ou crenças, criando um diálogo abrangente e inclusivo sobre um tema frequentemente marginalizado e tabu na sociedade conservadora.   VAI E VEM   O filme é um diálogo cinematográfico entre Fernanda Pessoa (“Zona Árida”) e Chica Barbosa (“Madrigal for a Living Poet”), duas cineastas que, durante a pandemia de Covid-19, decidiram trocar videocartas. A obra é marcada por uma forte influência feminista, inspirada no trabalho de diretoras experimentais latino-americanas, incluindo nomes como Paula Gaitán e Barbara Hammer, e se desenrola como uma série de impressões sobre a condição feminina, entrelaçadas com reflexões políticas e pessoais. As diretoras, uma baseada em São Paulo e a outra em Los Angeles, utilizam a correspondência para explorar temas como masculinidade tóxica, o negacionismo e a política de extrema-direita em seus respectivos países, Brasil e Estados Unidos, na época sob a liderança de Jair Bolsonaro e Donald Trump. O documentário não se limita apenas ao intercâmbio entre Pessoa e Barbosa, mas também incorpora perspectivas de outras mulheres, como a sogra progressista de Pessoa no Paraná e as amigas mexicano-americanas de Barbosa, que enfrentam os dilemas culturais vividos pela própria diretora como uma estrangeira nos EUA. Estas narrativas são entrelaçadas com eventos políticos significativos, como as eleições municipais de São Paulo e a campanha presidencial dos EUA em 2020, numa cronologia que vai dos primeiros meses da pandemia até uma fase mais relaxada. “Vai e Vem” se destaca por sua abordagem não convencional, rejeitando a lógica tradicional dos documentários e optando por uma conversa movida pela inquietação e pela busca por transformações. O resultado é um mosaico de texturas, cromatismos e sobreposições, refletindo a pulsante dinâmica da correspondência entre as duas cineastas.   ATO FINAL   O tema do documentário é a violência contra as mulheres e o feminicídio. Suas protagonistas estão mortas e suas histórias são encenadas num palco por três atrizes (Janine Correa, Sabrina Feu e Sara Nichio). Paralelamente, um grupo de sobreviventes compartilha suas próprias histórias de luta contra a violência doméstica. A diretora Roberta Fernandes, que também é jornalista e vencedora do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas 2018 com “Se Você Contar”, sobre o mesmo tema, busca provocar reflexão sobre a condescendência social em relação à violência doméstica e as amarras psicológicas das relações abusivas.   CAFI   Dirigido por Lírio Ferreira (“Árido Movie”) e Natara Ney (“Elza Infinita”), o documentário apresenta a trajetória de Carlos da Silva Assunção Filho, conhecido como Cafi, um influente fotógrafo e artista plástico pernambucano. Nascido em Recife e criado no Rio de Janeiro, Cafi se destacou no cenário cultural brasileiro, especialmente na música, ao criar mais de 300 capas de discos icônicas, incluindo a do álbum “Clube da Esquina”. O filme, um road movie documental, acompanha Cafi em reencontros com amigos e colegas de profissão, como Alceu Valença, Jards Macalé, Ronaldo Bastos, Deborah Colker, entre outros, explorando sua visão artística e a influência de sua obra. A narrativa do documentário se aprofunda na paixão de Cafi pela fotografia e sua habilidade em capturar a essência dos movimentos culturais e contraculturais brasileiros. O filme destaca momentos significativos de sua carreira, como a criação da capa do álbum “Clube da Esquina”, que se tornou um marco na história da música brasileira. Além disso, revela detalhes sobre a fundação do grupo de produção cultural “Nuvem Cigana” e a co-fundação da galeria de artes do Circo Voador, “Galera das Artes”, evidenciando sua contribuição multifacetada para a cultura brasileira. “Cafi” foi reconhecido internacionalmente, recebendo o prêmio de melhor documentário no Los Angeles Brazilian Film Festival. Mais que um filme, a obra também celebra a carreira de Cafi, que faleceu em 2019, deixando um legado inestimável na história cultural do Brasil.   NELSON PEREIRA DOS SANTOS – VIDA DE CINEMA   O documentário homenageia a vida e a obra de um dos mais influentes cineastas brasileiros, Nelson Pereira dos Santos, conhecido como o pai intelectual do Cinema Novo. Dirigido por Aída Marques e Ivelise Ferreira, viúva do cineasta, o filme traça um panorama da carreira de Nelson, desde suas primeiras incursões no cinema até suas obras mais maduras. A narrativa segue uma progressão cronológica, começando com relatos do próprio Nelson sobre seu nascimento em São Paulo, sua formação na França, e os bastidores de suas produções mais significativas, como “Rio, 40 Graus” (1955) e “Vidas Secas” (1963). O documentário destaca a habilidade de Nelson em capturar o espírito de sua época e sua constante busca por diálogo com as tendências e fenômenos cinematográficos. A produção se destaca por sua abordagem informativa, privilegiando depoimentos do próprio Nelson Pereira dos Santos ao longo dos anos. A montagem, assinada por Luiz Guimarães de Castro, cria uma interlocução entre diferentes períodos da vida do cineasta, mesclando imagens de diferentes épocas. Além disso, traz contribuições de outras personalidades do cinema brasileiro, como Grande Otelo e Jece Valadão, através de materiais de arquivo, enriquecendo a narrativa com histórias dos bastidores de obras famosas. Também são abordados o contexto político das obras, como a censura sofrida por “Rio, 40 Graus” e a sombra de tempos turbulentos sobre as adaptações de Graciliano Ramos, “Vidas Secas” e “Memórias do Cárcere” (1984). O doc apresenta sua filmografia como um reflexo da cultura e das realidades brasileiras, servindo de entrada ao universo criativo e pessoal de um artista essencial para a compreensão do cinema brasileiro no século 20.   SAMSARA – A JORNADA DA ALMA   O filme do espanhol Lois Patiño (“Lua Vermella”) desafia as fronteiras entre documentário e ficção, oferecendo uma jornada espiritual e introspectiva. A narrativa começa em Laos, onde um jovem budista, Amid (Amid Keomany), lê o “Bardo Thödol”, ou “O Livro Tibetano dos Mortos”, para uma mulher idosa em seus últimos dias. Este ato prepara a mulher para a transição através do Bardo, um estado liminar entre as encarnações. A obra segue Amid em suas interações com um grupo de jovens monges e explora a fusão do sagrado com o mundano, como o uso de smartphones e a apreciação do rap pelos monges. Já a segunda parte do filme ocorre em Zanzibar, na Tanzânia, e segue a jovem muçulmana Juwairiya (Juwairiya Idrisa Uwesu) e sua interação com um cabrito recém-nascido, Neema. Patiño utiliza a mesma abordagem contemplativa para capturar a vida cotidiana de Juwairiya e sua comunidade, mantendo o foco na meditação sobre os ciclos da vida e da morte. Com uma narrativa não convencional, enfatizando a experiência sensorial, o filme chega a convidar os espectadores a fechar os olhos e experimentar uma jornada metafísica através de cores e vibrações percebidas pelas pálpebras fechadas. Acabou ganhando um prêmio especial no Festival de Berlim deste ano.

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  • Filme

    Atriz de “The Vampire Diaries” está escrevendo filme de Supergirl

    14 de novembro de 2023 /

    A atriz Ana Nogueira, mais conhecida por ter vivido uma personagem recorrente (Penny Ares) na 7ª temporada de “The Vampire Diaries”, foi contratada para escrever “Supergirl: Woman of Tomorrow”, vindouro filme do DC Studios. O projeto será sua estreia como roteirista em Hollywood, após se lançar como dramaturga no circuito de teatro off-Broadway no ano passado. Mas não é a primeira vez que ela se envolve com os rumos da heroína dos quadrinhos.   Qual Supergirl? Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, Nogueira foi recrutada pela primeira vez para desenvolver um filme da Supergirl em 2020, quando o projeto seria um spin-off de “The Flash” estrelado por Sasha Calle. Entretanto, com o lançamento do DC Studios em 2022, os executivos Peter Safran e James Gunn descartaram a continuidade dos filmes anteriores. O filme de Supergirl passou por uma revisão completa e ganhou um novo título, relacionado a uma história em quadrinhos específica: “Supergirl: A Mulher do Amanhã”. Mas Gunn teria gostado muito do roteiro de Nogueira e decidiu pedir que escrevesse o novo projeto. Não só isso, ele teria fechado um contrato com ela para outras produções do estúdio. Durante a apresentação dos futuros lançamentos da DC, Gunn disse que o filme de Supergirl traria “uma versão bem diferente” da personagem. “Nós veremos a diferença entre o Superman, que foi enviado para a Terra e criado por pais amorosos, e a Supergirl, que passou os primeiros 14 anos de sua vida vendo todos ao seu redor morrerem de forma terrível”. Nos quadrinhos, Kara Zor-El sobreviveu à explosão de Krypton num pedaço do planeta arremessado ao espaço, onde viveu por muitos anos, até a vida no local se tornar insustentável. Isso levou seus pais a mandá-la para a Terra na esperança de que encontrasse seu primo Kal-El, enviado para o planeta ainda bebê. Só que história dos quadrinhos de “Supergirl: A Mulher do Amanhã” é outra, sobre Supergirl estar cansada de ficar na sombra de Superman e ir para o espaço com o cão Krypto viver suas próprias aventuras, ao atender um pedido de vingança de uma garotinha alienígena. O DC Studios ainda não definiu quem será a protagonista do novo filme. Até Sasha Calle, que interpretou a personagem em “The Flash”, pode voltar ao papel, já que muitos acreditam que ela foi a melhor coisa daquela produção. “Estamos definindo tudo ainda”, disse Gunn em 2022. Ainda não há previsão de estreia.

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  • Música

    Rock in Rio vai virar The Town in Rio? Conheça as primeiras atrações confirmadas

    14 de novembro de 2023 /

    O Rock in Rio 2024 teve seus primeiros nomes confirmados. O principal deles é o cantor Ed Sheeran, que volta pela quarta vez ao Brasil. O vencedor de quatro prêmios do Grammy se apresentou antes no país em 2015, 2017 e 2019. Além dele, Ne-Yo e Joss Stone também foram confirmados, voltando a se apresentar num festival de Ricardo Medina um ano após passarem pelo The Town. Enquanto Sheeran será uma das principais atrações do Palco Mundo, Ne-Yo e Joss Stone não tiveram seus palcos confirmados. Fora as atrações internacionais, a brasileira Ludmilla também está entre os artistas confirmados no evento, completando uma terceira reprise do The Town entre quatro nomes liberados.   Detalhes do evento O festival carioca, que ameaça virar The Town in Rio, vai acontecer entre os dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro de 2024, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. O evento marcará os 40 anos do festival, e terá um novo palco Mundo, um Sunset maior, uma nova área chamada Global Village e mais. O início das vendas do passaporte Rock in Rio Card está marcado para 7 de dezembro, à partir das 19h.

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  • Filme

    Bilheteria | “As Marvels” é filme mais visto do fim de semana no Brasil

    13 de novembro de 2023 /

    A estreia de “As Marvels” no Brasil refletiu o desempenho do filme nos EUA, com um 1º lugar nas bilheterias, mas uma arrecadação abaixo do esperado. Entre quinta-feira e domingo (12/11), o filme somou R$ 9 milhões, atraindo 413 mil espectadores, conforme dados da Comscore. Este resultado, embora represente a liderança no mercado brasileiro, destaca-se por ser um dos piores para um lançamento do Marvel Studios, e foi obtido na base da falta de regulação na distribuição de filmes do país. Sem cota de tela vigente, metade de todos os cinemas do Brasil colocaram o filme em cartaz. Sem esse domínio nos EUA, os números foram os mais baixos da História do estúdio. A recepção morna do público e a arrecadação modesta indicam uma recepção menos entusiástica do que o usual para filmes do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), contrariando as expectativas pelo histórico de sucesso de bilheteria de seus predecessores.   O resto da bilheteria Após duas semanas de liderança, “Five Nights At Freddy’s – O Pesadelo sem Fim”, caiu para o 2º lugar, com R$ 4,56 milhões e 229 mil espectadores, enquanto o documentário “Taylor Swift: The Eras Tour” ficou com o 3º lugar, com uma renda de R$ 1,94 milhão e um público de 45 mil pessoas. “Trolls 3 – Juntos Novamente” e “Assassinos da Lua das Flores” completam o Top 5 com arrecadação de R$ 1,35 milhão e R$ 790 mil respectivamente. Já consagrado como filme brasileiro de maior bilheteria em 2023, “Mussum, O Filmis” aparece logo em seguida, em 6º lugar. Os cinemas brasileiros arrecadaram, ao todo, R$ 20,88 milhões e receberam um público de 884 mil espectadores no último fim de semana prolongado.

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  • Música

    Playlist Moderna | As novidades do som alternativo em 50 clipes

    13 de novembro de 2023 /

    A Playlist Moderna de novembro traz mais 50 clipes recentes com quase 3 horas de música contínua, numa seleção que parte da nova geração synthpop e acaba no pop pop. No recheio, tendências diversificadas do som alternativo, incluindo veteranos como os punks “das antigas” New Model Army e The Dwarves, entre muitos novatos. A abrangência também é bastante ampla, com artistas de países tão distantes quanto Japão e tão próximos como Uruguai. A banda da foto, por sinal, é da Indonésia. O trio Grrrl Gang começou como projeto solo da cantora-guitarrista Angee Sentana em 2018 e se tornou conhecido por músicas que abordam questões de empoderamento feminino, misturando indie pop e punk num estilo único. O álbum de estreia, “Spunky”, saiu em setembro. Como sempre, os vídeos são organizados por ordem de afinidade sonora numa playlist – para ver na Smart TV, busque Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge – , visando encaixar uma sequência que ressalte a impressão de videotecagem/mixtape. Experimente ouvir sem saltar as faixas na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios).     SHALLOWHALO | THE TWINS | W. H. LUNG | EMILY KARPEL | DARK PHENOMENON | AUGUSTUS MULLER | FUTURE ISLANDS | NEW VERSION | RINSE | CLARK | MEDEJIN | SACRED SKIN | GLOVE | STRANGE FUTURES | EDGES | BODYIMAGE | NIGHT DRIVE | CURRENT JOYS | DEATH BELLS | VOYVODA | SCREENSAVER | DISORIENTATIONS | WINTER SWELTER | GURRIERS | TEXXCOCO | MILLY | HOT RENO | CADILLAC BOY | SLOW PULP | BIBI CLUB | HOLY COVES | GRRRL GANG | JOCKEY | EMPIRE STATE BASTARD | FILTH IS ETERNAL | THE BABOON SHOW | THE DWARVES | BE YOUR OWN PET | THE HIVES | RÖJSÅG | PSYCHOTIC YOUTH | FOR SIBYL | ABURINA TOWN | MIKKI WOOD | NINJA RACERS | WATER MACHINE | NEW MODEL ARMY | THE MENZINGERS | RED LIGHT REBELS

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