Suspeito assume ataque ao Porta dos Fundos e diz ter escapado porque foi avisado da ação policial
O suspeito de ter cometido o atentado incendiário contra a sede do Porta dos Fundos, Eduardo Fauzi Richard Cerquise, contou ter recebido informação privilegiada de que seria alvo de mandato de prisão e por isso conseguiu fugir do país antes da polícia agir. “Achavam que fui muito estúpido pra não cobrir o rosto e não alterar a voz, mas fui conectado o suficiente pra ser avisado do mandado a tempo de viajar pra fora do país”, afirmou, em sua primeira entrevista após chegar na Rússia. Ao vangloriar-se de sua inteligência, ele também praticamente confessou o crime. Não, ele realmente confessou: “O atentado é pífio do ponto de vista militar – sem baixas ou danos – e foi pensado e perfeitamente executado para ser puramente simbólico e gerar reflexão na sociedade”, afirmou, deixando de ser suspeito para se tornar criminoso confesso. Disse mais: “Era inevitável que algo ocorresse. Alguém tinha que tomar alguma atitude”. Ele resume assim sua motivação para realizar o atentado: “Quando um cristão não tem possibilidade de ser ouvido, quando não há possibilidade de debate, quando não há formas de responder aos ataques feitos à fé, e, sobretudo, a Deus, além de nos depararmos com autoridades completamente inertes omissas ou até coniventes, que têm o poder de solucionar a questão e cessar a ofensa, mas não o fazem e se recusam a fazer, ou até mesmo defendem os atos criminosos e blasfemos, não resta outra forma do que responder com as próprias mãos.” Falando pelo Whatsapp com o repórter Lauro Neto, do site Projeto Colabora, Cerquise mostrou-se corajoso à distância. Embora tenha fugido, disse não temer ser preso. E afirmou que, apesar de não temer a prisão, vai pedir asilo na Rússia para evitar “o evento”. “Evidentemente, cadeia é uma experiência complexa e que tem potenciais desdobramentos terríveis, mas eu não me assusto com a ideia. Eu já fui preso antes e pude extrair algum aprendizado do evento”, afirmou na fase valente da entrevista, antes de contar que tem uma namorada na Rússia com quem tem um filho e que pretende pedir asilo no país. Embora tenha se definido como revolucionário – “as sementes que estamos plantando germinarão inevitavelmente a revolução brasileira” – ele esvaziou sua própria “revolução” ao afirmar que o Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira, grupo que assumiu o atentado em tom terrorista ameaçador, não existe e foi só “estratégia de marketing”. “Não existe enquanto grupo organizado. É apenas uma estratégia de marketing, uma peça midiática, uma roupagem que abusa de elementos pastiche e de uma estética agressiva e simbólica para gerar impacto, polarizar atenções e causar discussão. Numa análise mínima, se vê que o próprio nome do suposto movimento é clichê demais para ser levado a sério, e a identidade estética é totalmente defasada, tendo sido elaborada para evocar os movimentos de libertação nacional do século 20. É apenas uma roupagem. Eu militei na FIB (Frente Integralista Brasileira) por 10 anos. Tenho vários amigos no movimento e, de lá, extraí muito aprendizado”, afirmou. Ironicamente, Cerquise foi expulso da FIB após surgir como suspeito do atentado, mesmo sendo presidente da sucursal carioca do grupo de extrema direita inspirado pelo nazi-fascismo. Ele diz lamentar pela expulsão ter se dado “de forma desonrosa” e ataca os ex-colegas: “Não são revolucionários e a farda verde que envergam é vazia de significado militar e guerreiro e, por isso mesmo, têm algo de ridícula. Eu acho mesmo que usarem o epíteto de soldados de Deus para si, quando não são soldados e não lutam contra nada de opressor, é cruel, é pecado e equivale a usar o Seu Santo nome em vão. É o integralismo que o sistema precisa: manso, não contestador, passivo e assexuado. Não são um movimento político, mas apenas um clube social de debate e confraternização”. Além do ataque à produtora, Fauzi possui uma longa ficha criminal, que inclui crimes como ameaça, lesão corporal, desacato, extorsão e Lei Maria da Penha (agressão contra mulher). Mas na versão dele “são todas anotações de baixo potencial ofensivo como ameaça e agressão”. Ele garante que não é criminoso e sim “combativo” e que todas as investigações contra ele são de situações onde ele foi vítima da violência policial. “A minha única condenação é pelo episódio da agressão contra o então secretário de Ordem Pública, Alex Costa. Fora este, eu não tenho nenhum outro processo criminal contra mim. Nenhum. Nada. Zero”, diz. Ele cumpria pena de quatro anos e meio em liberdade condicional pelo caso mencionado e, ao fugir do Brasil, passou a ser considerado foragido. A Polícia Civil encaminhou pedido de inclusão do nome dele na lista internacional de procurados da Interpol.
Enteado de sobrevivente da história de O Irlandês diz que filme é uma “grande falsidade”
Em editorial publicado no jornal New York Times na sexta-feira (3/1), o escritor Jack Goldsmith chamou “O Irlandês” de uma “grande falsidade”. Ele é enteado de Chuckie O’Brien, um dos poucos sobreviventes da história levada às telas e interpretado por Jesse Plemons no longa de Martin Scorsese. Goldsmith, que também escreveu um livro sobre o sumiço de Jimmy Hoffa (o personagem de Al Pacino), acusou “O Irlandês” de ser a “maior acusação falsa” já feita por Hollywood contra seu padastro. O filme mostra O’Brien conduzindo Hoffa e Sheeran (Robert De Niro no cinema) para uma casa na região de Detroit, onde Sheeran mata Hoffa. O escritor garante que esse momento é “pura ficção”. Ele também afirmou que O’Brien ficou chateado pelo papel que ele desempenhou na vida de Hoffa – como guarda-costas e confidente – ter sido retratado no filme como sendo de Sheeran. “Chuckie me disse que é um dos filmes mais mentirosos que já viu”. De acordo com Goldsmith, depois de ver a produção, O’Brien lhe disse: “Eu gostaria de pegar aquele Scorsese e sufocá-lo como uma galinha. E depois que eu terminasse com ele, pegaria aquele outro insignificante, o cara que interpretou o irlandês”. Mas esclarece: “Chuckie é muito frágil para que isso seja uma ameaça legítima e, de fato, ele claramente não quis dizer isso como uma ameaça. É um desabafo de final da vida de um homem que foi envolvido, destruído e humilhado por inverdades públicas que ele não tem poder para corrigir”. Apesar de condenar outras representações cinematográficas de O’Brien, incluindo os filmes “Hoffa” (1992) e “Ausência de Malícia” (1981), Goldsmith conclui seu editorial chamando “O Irlandês” de “a pedra angular da humilhação de 44 anos do meu padrasto”.
Martin West (1937 – 2019)
O ator Martin West, que foi galã dos filmes de surfe dos anos 1960, morreu na terça-feira (31/12) aos 82 anos. Nascido Martin Weixelbaum, o ator fez carreira na Broadway antes de ganhar seu pseudônimo hollywoodiano. Ele estreou no cinema já como protagonista em 1960, ao viver um guarda florestal sem um braço na aventura “Desafio à Coragem” (Freckles). Apesar disso, é mais lembrado pela boa aparência e juventude, que lhe renderam papéis em dois filmes de praia de 1965: “A Swingin’ Summer”, com Rachel Welch, e “Brotinhos de Biquini” (The Girls on the Beach), com trilha e participação dos Beach Boys. West também fez par romântico com a “brotinha” Tuesday Weld na cultuada comédia “Enganando Papai” (Lord Love a Duck, 1966), que satirizava a cultura adolescente dos anos 1960, incluindo os filmes de praia. Depois dessa fase de galã, Martin colecionou uma galeria notável de pequenos papéis em grandes filmes, com destaque para “O Caçador de Aventuras” (Harper, 1966), com Paul Newman, “Por Toda Minha Vida” (Sweet November, 1968), com Sandy Dennis, “Quando é Preciso Ser Homem” (Soldier Blue, 1970), com Candice Bergen, “Trama Macabra” (Family Plot, 1976), último filme de Alfred Hitchcock, e o cultuadíssimo “Assalto à 13ª DP” (Assault on Precinct 13, 1976), de John Carpenter. Mas essa filmografia impressionante nem sempre representou papéis proeminentes, o que o direcionou para a TV, onde formou um respeitável currículo de participações especiais. West gravou episódios dos principais seriados de western, como “Paladino do Oeste” (Have Gun Will Travel), “O Homem de Virgínia” (The Virginian), “Gunsmoke” e “Bonanza”, além de ter aparecido em “Perry Mason”, “Têmpera de Aço” (Ironside), “Os Invasores” (The Invaders), “CHiPS”, “O Homem que Veio do Céu” (Highway to Heaven) e, de forma recorrente, em “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “Dallas” e na novela “General Hospital”. Seus últimos trabalhos incluem os filmes “A Marca da Corrupção” (1987), com James Woods e Brian Dennehy, e “Mac – O Extraterrestre” (1988), um “E.T.” de baixo orçamento.
Hunters: Al Pacino caça nazistas no trailer legendado de sua primeira série
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer legendado de “Hunters”, que destaca a participação do ator Al Pacino (“O Irlandês”) na primeira série de sua carreira. O astro narra a prévia, apresentando a premissa e a organização secreta da trama, ao recrutar o jovem interpretado por Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”) para vingar o assassinato de sua avó judia. O material também informa a data de estreia da produção. Passada nos anos 1970, “Hunters” reflete uma história supostamente real de caça a criminosos nazistas, que fugiram após a 2ª Guerra Mundial e se disfarçaram de pessoas comuns nos Estados Unidos. “Os Caçadores” descobrem que vários oficiais nazistas do alto escalão estão vivendo de forma impune, sob disfarce, e conspirando para criar um Quarto Reich, e decidem fazer justiça com as próprias mãos. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e Nikki Toscano (“Revenge”), e com produção de Jordan Peele (diretor de “Corra!” e “Nós”), a série também destaca em seu elenco Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). O lançamento vai acontecer em 21 de fevereiro em todo o mundo.
Drácula: Novo trailer legendado realça clima sinistro da série na véspera da estreia na Netflix
A Netflix divulgou um novo trailer legendado de “Drácula”, série coproduzida pela rede britânica BBC, que revisita a famosa história de terror gótico de Bram Stoker. A prévia sinistra evoca passagens conhecidas do famoso romance, mas também traz novidades, como freiras armadas com estacas de madeira. Tudo ao som – bastante apropriado – de “Killing Moon”, clássico da banda Echo and the Bunnymen regravado pela dupla Roman Remains (projeto paralelo da vocalista e do baixista do grupo The Duke Spirit). “Drácula” foi desenvolvida pelos roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat, criadores de “Sherlock”, que assinam todos os episódios. A série, que traz o ator dinamarquês Claes Bang (de “The Square: A Arte da Discórdia”) no papel-título, estreou em 1 de janeiro e se encerra nesta sexta (3/1) no Reino Unido, com a exibição do terceiro e último episódio da temporada. Apesar de conclamada pela crítica, com elogios rasgados – 80% de aprovação no Rotten Tomatoes – , a atração acabou tendo público menor que o esperado. A sintonia ao vivo na BBC One foi de 3,2 milhões na estreia e 2,8 milhões no segundo episódio. A série tem o mesmo formato de “Sherlock”, com uma 1ª temporada curta, contendo capítulos de longa duração, como se cada história fosse um filme. São, ao todo, três episódios de 90 minutos, que contam como o vampiro da Transilvânia medieval vai parar na “moderna” Londres vitoriana, do final do século 19. A produção britânica traz de volta o personagem de Stoker à TV seis anos após o cancelamento de uma série homônima da rede americana NBC, que apresentou Jonathan Rhys Meyers no papel-título em 13 episódios. Esta série dividiu a crítica (54% de aprovação) e foi cancelada na 1ª temporada. A estreia na Netflix acontece neste sábado (4/1).
Killing Eve é renovada para 4ª temporada antes da estreia do terceiro ano
O canal pago BBC America anunciou a renovação de “Killing Eve” para a sua 4ª temporada. Não, a gente não escreveu errado. A decisão da emissora foi compartilhada meses antes da estreia do terceiro ano da série protagonizada por Sandra Oh e Jodie Comer. A inédita 3ª temporada ainda não tem nem sequer previsão de estreia, o que deve acontecer entre março e maio, mas a série já garantiu sua continuação. Geralmente, isto costuma indicar detalhes dos bastidores da produção, como o fato de a próxima leva de episódios conduzir a um grande cliffhanger, mas principalmente a vontade do canal de explorar seu contrato com produtores e astros de forma integral, confirmando a duração possível da série, antes dela se encerrar. Neste cenário, a 4ª temporada seria concebida como final, antecipando-se a impasses em futuras tentativas de renovações contratuais. A dupla de protagonistas e a produtora da série foram valorizadíssimas na temporada de premiações. Sandra Oh ganhou o Globo de Ouro e Jodie Comer o Emmy, na categoria de Melhor Atriz de Drama em 2019. Já Phoebe Waller-Bridge, criadora de “Killing Eve”, levou o Emmy por outra atração, a comédia “Fleabag”, além de ter virado roteirista de cinema com nada mais, nada menos que o próximo filme de James Bond, “007: Sem Tempo Para Morrer”. “Killing Eve” acompanha Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente secreta que passa a perseguir a assassina de aluguel Villanelle (Jodie Comer) e desenvolver uma estranha obsessão por ela. A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Globoplay.
Dolittle ganha segundo trailer, quase igual ao primeiro
A Universal divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Dolittle”, que é quase igual ao primeiro, desde a trilha com “What a Wonderful World” – uma das músicas mais usadas em trailers – até a seleção de cenas, que não explicam a trama, preferindo enfatizar os efeitos e o clima de aventura vitoriana. A fantasia estrelada por Robert Downey Jr. (“Vingadores: Ultimato”) traz o intérprete do Homem de Ferro como outro personagem famoso da ficção juvenil: o Dr. Dolittle. médico que possui a estranha habilidade de falar com animais. Criado por Hugh Lofting há cerca de 100 anos, o personagem já rendeu inúmeras adaptações cinematográficas, entre elas “O Fabuloso Doutor Dolittle” (1967), que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme, e a comédia “Dr. Dolittle” (1998), que teve até sequência em 2001, ambas estreladas por Eddie Murphy. Além de Downey Jr., a produção terá vários astros famosos, inclusive outro intérprete de super-herói da Marvel. Só que o público brasileiro pode nem perceber, porque a maioria participa da dublagem dos animais falantes e suas vozes serão substituídas por profissionais nacionais – que falam “Dolirou” em português – , na maioria das cópias que devem ser exibidas nos cinemas brasileiros. As vozes célebres cortadas da versão dublada nacional são de Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Selena Gomez (“Um Dia de Chuva em Nova York”), Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”), Octavia Spencer (“A Forma da Água”), Emma Thompson (“O Bebê de Bridget Jones”), Carmen Ejogo (“Alien: Covenant”) e Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”). Já os demais personagens humanos são interpretados por Michael Sheen (“Passageiros”), Antonio Banderas (“Os Mercenários 3”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e Jessie Buckley (“Chernobyl”) – que será a jovem Rainha Victoria. A direção e o roteiro estão a cargo de Stephen Gagham, que até então nunca tinha feito um filme infantil. Ele é mais conhecido por épicos político-econômicos como o premiado “Syriana – A Indústria do Petróleo” (2005) e o recente fracasso “Ouro” (2016). A estreia está prevista para 20 de fevereiro no Brasil, um mês depois do lançamento nos Estados Unidos.
Vídeo coloca Júnior Groovador em Jumani: Próxima Fase
A Sony divulgou um vídeo com Júnior Groovador para promover a estreia nacional de “Jumanji: Próxima Fase”. No vídeo, Groovador recebe pelo correio um game de seu amigo J.B. – Jack Black, com quem tocou no Rock in Rio no ano passado – e vai parar nas dunas do Rio Grande do Norte, ops, no mundo de Jumanji. Além de Jack Black, o elenco da continuação de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” conta com os retornos de Dwayne Johnson, Kevin Hart, Karen Gillan e Kevin Jonas, e ainda ganhou as adições de Danny DeVito (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), Danny Glover (“Rebobine, por Favor”) e Awkwafina (“Oito Mulheres e um Segredo”). Novamente dirigida por Jake Kasdan, a comédia de aventura estreia no Brasil em 16 de janeiro, um mês depois do lançamento nos Estados Unidos.
Hollywood reage a incêndio na Austrália e reforça pedido de prioridade ambiental no mundo
O astro australiano Hugh Jackman (“Logan”) usou as redes sociais nesta sexta (3/1) para se solidarizar com a população atingida pelo incêndio florestal na Austrália e agradecer aos bombeiros que lutam para conter os estragos, enquanto as chamas expulsam várias famílias de seus lares. “Queremos expressar nossa profunda gratidão às pessoas na Austrália que estão combatendo esses incêndios devastadores. Nosso coração está com todos impactados, especialmente aqueles que perderam suas casas, negócios e entes queridos. Isto é uma tragédia imensa para nossa pátria”, escreveu Jackman, incluindo a imagem de um bombeiro em meio às chamas. Ele foi um dos mais recentes a se manifestar, refletindo o clima de desolação diante da gravidade da catástrofe que assola o país. O norte-irlandês Sam Neill (“Jurassic Park”), que vive numa fazenda australiana, publicou várias imagens do incêndio, reclamando da incapacidade do governo para lidar com a situação. Em vez de tratar o desastre com a seriedade que ele merecia, os líderes do país repetiram o Brasil ao dizer que a situação era corriqueira e normal para essa época do ano, priorizando discurso ideológico (anti-ambientalista) à ações. “ISTO NÃO É NORMAL”, Neill escreveu na véspera do Ano Novo. Em outra foto compartilhada, ele registrou o fogo avançando sobre uma rodovia, num visual mais impressionante que qualquer efeito de filme de catástrofe. “A ideia de que não é correto falar sobre mudanças climáticas neste período difícil é, francamente, uma besteira conveniente. Veja como é a vida agora para os combatentes de incêndios”, desabafou no Twitter. A mensagem ganhou retuíte do neozelandês Russell Crowe (“Noé”), que anteriormente tinha compartilhado fotos e vídeos do incêndio que devastou sua fazenda em Nova Gales do Sul, mostrando que mesmo após terem sido apagadas, as chamas voltavam espontaneamente devido ao calor e ao clima seco. “Meu coração está com todos na região”, acrescentou. Crowe fez mais que publicar imagens. Ele foi até a região e precisou usar motosserras para atravessar as estradas de terra para chegar onde pretendia, devido à várias quedas de árvores comprometidas. Ele gravou um vídeo da situação que encontrou, mostrando-se inconsolável. A atriz inglesa Jameela Jamil (da série “The Good Place”) politizou o incêndio ao declarar na quinta-feira (2/1) no Twitter: “Esse tópico é claro, exaustivo e comovente sobre a devastação total dos incêndios na Austrália e a decisão imperdoável dos líderes mundiais de não discutir as mudanças climáticas no momento em que elas mais nos encaram”. Além deles, o americano Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em Hollywood”) foi um dos primeiros a se manifestar. O ator também usou tom engajado, ao avisar em novembro que a ausência de uma política ambientalista na região alimentava uma tragédia. “Nosso coração está voltado para as vítimas dos incêndios atuais, que sabemos que foram exacerbados pelo declínio da biodiversidade nativa”, escreveu DiCaprio no Instagram, acrescentando que a Austrália é o país em que mais espécies de mamíferos sofrem ameaças de extinção e, como consequência, esse desequilíbrio no ecossistema elimina animais que mantém as florestas úmidas. “Os esforços de conservação australianos precisam de uma revisão radical”, completou. We want to express our deep gratitude to the people in Australia who are fighting these devastating bushfires Our hearts are with everyone impacted especially those who have lost homes businesses and loved ones This is an immense tragedy for our home country #AustraliaBushfires pic.twitter.com/xcsPWSpDeS — Hugh Jackman (@RealHughJackman) January 3, 2020 Australia. This is the road between Canberra and the Coast I think yesterday. The idea that it is somehow not right 'to talk about #ClimateChange at this difficult time' is frankly convenient bulllshit. Click on image to see what life is like now for the #firefighters . pic.twitter.com/ckrnf4uocS — Sam Neill (@TwoPaddocks) December 21, 2019 During this extraordinary #bushfirecrisis, v irritating to hear Aus Environment Minister @sussanley on @RadioNZ– 'we are doing our bit… we will exceed our targets' etc. Rubbish. THIS IS NOT NORMAL. [Ok- all you frothing denial nutters- cue trolling now] Mallacoota- be safe. pic.twitter.com/VD90NZsYBl — Sam Neill (@TwoPaddocks) December 30, 2019 This thread is clear, thorough and heartbreaking about the full devastation of the fires in Australia and the unforgivable decision of leaders to not discuss climate change at this time when it is most staring us in the face. https://t.co/ghRnq9YaDp — Jameela Jamil 🌈 (@jameelajamil) January 3, 2020 When we first came across this it was smoking but not burning. As we were cutting other things back around it , the flames just popped up again . pic.twitter.com/0mLQjwiQCq — Russell Crowe (@russellcrowe) November 26, 2019 Sent this to a friend. Thought I’d share with you too . Fires still burning , logs smoking everywhere you look. Got halfway to where we were trying to get to, will try again in the morning when it’s cooler. pic.twitter.com/eCjR8QXXMm — Russell Crowe (@russellcrowe) November 25, 2019 Ver essa foto no Instagram I’m not in Australia. My family are safe, billeted with friends. Fire hit my place late in the day yesterday. My heart goes out to everyone in the valley. Uma publicação compartilhada por Russell Crowe (@russellcrowe) em 12 de Nov, 2019 às 11:33 PST Ver essa foto no Instagram #Regram #RG @aussieark: Officials have issued a warning of "catastrophic fire danger" as firefighters battle over 60 blazes raging across the Australian state of New South Wales, which has caused the tragic loss of lives and livelihoods. There have already been significant harmful impacts to wildlife, with entire ecosystems up in smoke and individual species affected, including around 350 Koalas presumed dead – all before the fires reach their peak. Our hearts go out to the victims of the current fires, which we know have been exacerbated by the decline of native biodiversity. Australia has the worst mammal extinction rate on Earth, and the country is amongst the worst 7 countries worldwide for biodiversity loss. Australian conservation efforts need a radical overhaul. Mitigating the intensity of these fires, mostly set by humans and their activities, can be achieved by restoring our native ecosystem engineers, such as bandicoots, bettongs and potoroos. These species help to maintain healthy forests by continually turning over and breaking down forest leaf litter, thereby drastically reducing fuel load. In their absence, fires are more intense, often reaching the treetops, which can affect populations of species already on the brink, like the Koala. Slow growing and ancient Australian East coast temperate forests are of global significance, as these forests have some of the highest carbon storage on the planet. Fires of this intensity threaten their very existence but managing wildlife to reduce fire intensity and protect forests is underappreciated for its importance in reducing the release of carbon into the atmosphere. Aussie Ark works with Australia’s most threatened and imperiled wildlife, several of which are extinct on the mainland. Native wildlife conservation sanctuaries provide refuge, as well as source populations for rewilding and restoring Australia’s native ecosystems. Our sincere well wishes go out to all those affected by these devastating fires. If you encounter any injured wildlife, please contact your local animal authorities for rescue and rehabilitation. Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em 13 de Nov, 2019 às 9:02 PST
Crise nas Infinitas Terras: Reta final do crossover do Arrowverso ganha novo trailer e 15 fotos
A rede The CW divulgou um trailer e 15 fotos do quarto episódio de “Crise nas Infinitas Terras”, o megacrossover de séries do Arrowverso. Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, a versão live-action de “Crise nas Infinitas Terras” começou a ser exibida em dezembro ao longo de cinco episódios individuais das séries “Supergirl”, “The Flash”, “Legends of Tomorrow”, “Arrow” e a estreante “Batwoman”. Embora sua série tenha ficado de fora desta lista, o herói Raio Negro (Black Lightning) também participou da história, assim como personagens de diversas outras atrações, tanto atuais quanto clássicas. Após a exibição dos três primeiros episódios, o evento entrou em hiato de fim de ano e só será concluído em 14 de janeiro nos Estados Unidos, com a exibição de capítulos consecutivos de “Arrow” e “Legends of Tomorrow”. Ainda não há previsão para a estreia do crossover no Brasil, que deve acontecer pelo canal pago Warner.
Recorde de Vingadores: Ultimato é atualizado e chega a 2,8 bilhões de bilheteria
“Vingadores: Ultimato” se tornou oficialmente o filme de maior bilheteria de todos os tempos em julho passado, ao arrecadar US$ 2,7 bilhões nas bilheterias e superar, a princípio, em US$ 100 mil o blockbuster “Avatar”, de 2009. O detalhe é, numa atualização do mercado, o número dos heróis da Marvel se provou ainda maior. Graças a totalizações finalizadas das bilheterias da China, a adaptação de quadrinhos adicionou mais US$ 3 milhões à sua contagem global. Embora não pareça fazer muita diferença na contabilidade recordista do longa, esses US$ 3 milhões extras ajudam o blockbuster dirigido pelos irmãos Russo a virar o primeiro filme a atingir US$ 2,8 bilhões em bilheteria mundial. Isto também aumenta mais sua diferença para os 2,7 milhões da bilheteria de “Avatar”, uma vantagem que o diretor James Cameron acreditava poder reverter num novo relançamento do longa. Além de “Vingadores: Ultimato”, a Disney teve mais cinco filmes com faturamento maior que US$ 1 bilhão em 2019: “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Frozen 2” (US$ 1,23 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão). Atualmente com US$ 813,6 milhões, “Star Wars: Ascensão Skywalker” deve se juntar ao clube dos bilionários nos próximos dias. Graças a todo esse sucesso, a Disney bateu diversos recordes de arrecadação e fechou 2019 com mais de US$ 13 bilhões em bilheterias mundiais.
Disney termina 2019 com US$ 13 bilhões em bilheterias mundiais
No começo de dezembro, a Disney se tornou o primeiro estúdio de Hollywood a somar US$ 10 bilhões de bilheteria mundial num único ano. Mas, desde então, o estúdio teve a expansão internacional de “Frozen 2” e o lançamento de “Star Wars: Ascensão Skywalker”. E o sucesso desses dois filmes aumentou ainda mais o recorde de arrecadação. Ao fim de 2019, a Disney registrou uma receita global combinada de US$ 13.151,7 milhões entre lançamentos da Disney e da Fox. Como a aquisição da Fox pela Disney ocorreu no meio do ano, há quem prefira distinguir as receitas do antigo estúdio de Rupert Murdoch do bolo do Mickey Mouse (cujo total é de US$ 11.119,1 milhões). Mas, a partir de 2020, as receitas serão indistinguíveis. Desta contabilidade bilionária, US$ 4.328,3 milhões foram faturados no mercado norte-americano e US$ 8.823,4 milhões nas bilheterias internacionais. Este desempenho foi resultado de uma lista de blockbusters também recordista, com destaque para “Vingadores: Ultimato”, que quebrou o recorde de maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 2,8 bilhões, e mais cinco filmes com faturamento maior que US$ 1 bilhão: “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Frozen 2” (US$ 1,23 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão). Atualmente com US$ 813,6 milhões, “Star Wars: Ascensão Skywalker” deve se juntar ao clube dos bilionários nos próximos dias. Para se ter ideia do tamanho desta façanha, até então a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015.
Grace & Frankie: 6ª temporada ganha pôster e trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 6ª temporada de “Grace & Frankie”, que traz muitas novidades, a começar pelo casamento surpresa entre Grace (Jane Fonda) e Nick (Peter Gallagher). Mas também há destaque para mais uma invenção geriátrica maluca concebida por Grace e Frankie (Lily Tomlin), que buscam investimento no reality show “Shark Tank”. Criada por Marta Kauffman (“Friends”) e Howard J. Morris (“Home Improvement”), a 6ª temporada será a penúltima de “Grace & Frankie”, que vai acabar em 2021. Os próximos episódios vão estrear em 15 janeiro.












