After Life é renovada e Rick Gervais fecha contrato de exclusividade com a Netflix
O comediante inglês Rick Gervais fechou um contrato para criação de novas atrações exclusivas para a Netflix. Com isso, a comédia “After Life”, que ele criou e estrela na plataforma, foi renovada para sua 3ª temporada. Além disso, a Netflix pretende realizar um especial de stand-up com Gervais. A renovação de “After Life” foi confirmada apenas duas semanas após o lançamento do segundo ano da produção. A série acompanha Tony (Gervais), um homem que tem sua vida perfeita virada do avesso com a morte da esposa. Depois de pensar em tirar a própria vida, ele decide acertar as contas com o universo de outro modo, dizendo e fazendo o que quiser a qualquer hora. Ele acredita que isso o torna poderoso, mas a situação se complica quando todos seus amigos resolvem salvar o cara legal que eles costumavam conhecer. “After Life” não foi a primeira parceria do comediante com o serviço de streaming, que antes produziu seu filme “Correspondentes Especiais” e foi coprodutor da série “Derek”, junto do Channel 4 britânico. Rick Gervais também é conhecido por ser o comediante que mais vezes apresentou a premiação do Globo de Ouro e por ter criado a série “The Office” original. Mas seu melhor trabalho foi, disparado, a brilhante “Extras”, série de 2005 sobre o cotidiano de um figurante de cinema, repleta de participações de astros famosos interpretando a si mesmos – como Daniel Radcliffe, Samuel L. Jackson, Ben Stiller, Matthew Perry, Kate Winslet, Robert De Niro e até David Bowie!
CBS renova NCIS, FBI, SWAT, MacGyver, Magnum e mais 10 séries
A rede americana CBS anunciou sua lista de renovações para a temporada 2020-2021. Ao todo, 15 séries da emissora ganharão novos episódios, enquanto 4 foram canceladas. Considerada a rede com a programação mais conservadora da TV americana, a CBS não cancelou nenhuma de suas múltiplas séries de investigação criminal. Ao contrário, priorizou entre as renovações os spin-offs e remakes, com a continuidade das franquias “NCIS” e “FBI”, e séries como “SWAT”, “Magnum P.I.” e “MacGyver”. Sua atração mais antiga, “NCIS”, vai chegar ao 18º ano de produção, apesar de manter poucos integrantes originais em seu elenco. Já séries canceladas eram todas comédias. Três eram estreantes, mas “Man with a Plan”, estrelada pelo ex-“Friends” Matt LeBlanc, estava em sua 4ª temporada – que se encerra em 25 de junho. A atração é exibida no Brasil pelo canal pago Warner com o título de “O Chefe da Casa”. Confira abaixo a lista completa das atrações que acabaram e as que terão novos capítulos. Séries renovadas: “NCIS” – renovada para a 18ª temporada “NCIS – Los Angeles” – renovada para a 12ª temporada “NCIS – New Orleans” – renovada para a 7ª temporada “Blue Bloods” – renovada para a 11ª temporada “All Rise” – renovada para a 2ª temporada “Bob Hearts Abishola” – renovada para a 2ª temporada “The Unicorn” – renovada para a 2ª temporada “SWAT” – renovada para a 4ª temporada “Bull” – renovada para a 5ª temporada “SEAL Team” – renovada para a 4ª temporada “MacGyver” – renovada para a 5ª temporada “FBI” – renovada para a 3ª temporada “FBI – Most Wanted” – renovada para a 2ª temporada “The Neighborhood” – renovada para a 3ª temporada “Magnum P.I.” – renovada para a 3ª temporada Séries canceladas: “Man with a Plan” – cancelada na 4ª temporada “Carol’s Second Act” – cancelada na 1ª temporada “Tommy” – cancelada na 1ª temporada “Broke” – cancelada na 1ª temporada
Regina Duarte é enquadrada por Bolsonaro em meio à campanha #ForaRegina
Regina Duarte teria sido “enquadrada” por Jair Bolsonaro na presença de outras pessoas durante uma reunião da pasta da Cultura em Brasília nesta quarta (6/5). Segundo Daniel Adjuto, da CNN Brasil, o presidente disse à secretária da Cultura: “ou você adere às minhas ideias, ao meu governo, que é conservador, ou a porta está aberta”, nas palavras do jornalista. O canal pago também apurou que o ator ex-“Malhação” Mário Frias chegou a ser sondado para o lugar de Regina, que estaria sendo “fritada” pelo governo para pedir demissão. Em entrevista à CNN Brasil, Frias não confirmou a sondagem, mas se disse pronto para assumir a secretaria da Cultura. “Tem coisas na vida que a gente não escolhe. Essa é uma delas. Não tenho medo. Tenho vontade, é a minha área, não tenho pretensão nenhuma de ser o dono da verdade. Tenho muitos amigos que seriam o alicerce para um grande trabalho”, afirmou Frias, que parabenizou os recentes atos pró-governo, dizendo-se emocionado pelas manifestações que pediram fechamento do Congresso, do STF e ainda tiveram agressões a jornalistas. A revista digital Crusoé também ouviu de assessores presidenciais que Bolsonaro exigiu o alinhamento da atriz. Segundo esses relatos, Bolsonaro disse que foi eleito para cumprir uma agenda conservadora e que, se ela discordasse desses valores, poderia pedir para deixar o cargo. Ainda de acordo com a Crusoé, Bolsonaro disse a aliados ter perdido a paciência com a atriz. Ele já teria manifestado várias vezes sua insatisfação com nomeações de pessoas “de esquerda” para a secretaria. O presidente reclamou, em especial, que Regina estaria acatando recomendações de Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do governo João Doria, um de seus principais adversários políticos. O governo tem paralisado a pasta da Cultura por conta dessas picuinhas. Há duas semanas, Bolsonaro mandou demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, sob pressão de perfis radicais nas redes sociais. Regina Duarte também não conseguiu nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que igualmente foi alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Ela enfrenta resistência até às suas demissões. Afastado no dia da posse de Regina, olavista Dante Mantovani, que acredita que rock é coisa do diabo, foi readmitido como presidente da Funarte por algumas horas na terça-feira (5/5). De manhã, virou novamente chefe da fundação, mas no fim do dia voltou a ser exonerado. Nenhum dos dois atos teve maiores explicações. Esses fatos são exemplos da sabotagem sofrida cotidianamente por Regina à frente da pasta. Mas não fica só nisso. O próprio presidente dá respaldo para que até subalternos da secretária, como Sérgio Camargo, a achincalhem nas redes sociais. Não por acaso, Bolsonaro convidou pessoalmente Camargo, o polêmico diretor do Instituto Palmares e desafeto de Regina, para participar da reunião com a secretária. Camargo nem sabia do que se tratava. “Ele me ligou, obviamente aceitei o convite”, disse ao jornal O Globo. Ao sair do encontro, Camargo declarou à CNN que Regina Duarte “veio para morar em Brasília”, revelando que ela optou por se submeter, como fizeram alguns ministros antes de serem demitidos. Enquanto isso, aliados do presidente seguem espalhando nas redes sociais que a atual secretária está com os dias contados. Nesta quarta, simpatizantes de Bolsonaro, do AI-5 e do coronavírus subiram a hashtag #ForaRegina. “Espero que o senhor tenha dado uma boa enquadrada na ‘namoradinha do Brasil’ hoje”, escreveu um radical da seita. “Ou ela cumpre com o programa que elegemos nas urnas, ou então, deve ser exonerada imediatamente! #ForaRegina”. “#ForaRegina. O do Turismo tiramos depois!”, acrescentou outro, já preparando a próxima campanha. Nunca é demais lembrar que, para assumir o cargo de secretária de Cultura, Regina atendeu a um pedido pessoal de Jair Bolsonaro e precisou encerrar sua relação contratual de mais de 50 anos com a rede Globo. Ela abriu mão de sua carreira, benefícios e um salário muito maior para atender ao apelo do presidente, acreditando em promessas de “carta branca e porteira aberta” que não foram cumpridas. Mas se sair reclamando, vai virar só mais um Judas (entre muitos) a trair o Messias do Planalto, na perspectiva peculiar de quem trata jornalismo como fake news e fake news como informação.
Sony atrasa Caça-Fantasmas e antecipa estreia do novo Homem-Aranha no Brasil
A Sony Pictures revelou nesta quarta (6/5) seu novo calendário de lançamentos para o Brasil. A empresa desmarcou todos os lançamentos previstos para os próximos três meses, devido à pandemia do novo coronavírus, e espera começar a exibir filmes a partir de 3 de setembro. A primeira estreia prevista é “Monster Hunter”, adaptação de videogame estrelada por Milla Jojovich. A maioria dos filmes, porém, ficou para 2021, inclusive “Ghostbusters: Mais Além”, que apesar desse título é a esperada continuação da franquia mais conhecida como “Os Caça-Fantasmas” no Brasil. O lançamento original aconteceria em 20 de agosto nos cinemas brasileiros – o que já era 40 dias após o lançamento nos Estados Unidos. Já o próximo filme do “Homem-Aranha” chegará por aqui em 28 de outubro de 2021, uma semana antes da estreia nos EUA — que originalmente estava marcada para julho do ano que vem. Em contraste com os muitos adiamentos, o novo cronograma do estúdio revela dois adiantamentos. “Uncharted”, adaptação do game homônimo estrelada por Tom Holland (o Homem-Aranha), ficou para 15 de julho de 2021 (a data original era outubro), enquanto a animação “Hotel Transilvânia 4”, dublada por Adam Sandler, chega em 5 de agosto de 2021 (cinco meses antes da data originalmente prevista, no começo de 2022). Confira abaixo a lista completa das próximas estreias da Sony no Brasil. “Monster Hunter”: 3 de setembro de 2020 “Super Conectados”: 22 de outubro “Escape Room 2”: 31 de dezembro “Happiest Season”: 14 de janeiro de 2021 “Cinderela”: 4 de fevereiro “Pedro Coelho 2”: 11 de fevereiro “Ghostbusters: Mais Além”: 4 de março “Morbius”: 18 de março “Fatherhood”: 15 de abril “Vivo”: 3 de junho “Venom: Tempo de Carnificina”: 24 de junho “Uncharted”: 15 de julho “Hotel Transilvânia 4”: 5 de agosto “Man From Toronto”: 16 de setembro “Homem-Aranha 3”: 28 de outubro “The Nightingale”: 23 de dezembro
Coronavírus faz Disney priorizar ainda mais sua plataforma de streaming
O novo CEO da Walt Disney Company, Bob Chapek, afirmou que a pandemia do novo coronavírus pode levar a empresa a rever seus lançamentos de cinema e direcionar mais filmes para seu serviço de streaming, Disney+ (Disney Plus). Em videoconferência para acionistas, o CEO disse que a Disney acredita “muito no valor da experiência cinematográfica em geral para grandes filmes de muito sucesso”, mas que talvez seja necessário reavaliar suas estratégias de lançamento dos filmes. “Também percebemos que, seja por causa da mudança e evolução da dinâmica do consumidor ou por causa de certas situações, como a covid-19, podemos ter que fazer algumas alterações nessa estratégia geral, apenas porque os cinemas não estão abertos ou não estão abertos na medida em que precisariam estar para ser financeiramente viável”, disse Chapek, de acordo com a revista Variety. A empresa já remarcou a data de estreia de suas principais produções inéditas, como a versão live-action de “Mulan” e “Viúva Negra”, da Marvel. Mas o filme “Artemis Fowl”, adaptação de uma franquia literária infantil, entrou direto para o catálogo do Disney +. Segundo Chapek, a decisão de disponibilizar esse filme no streaming se deveu ao “apelo demográfico” do longa. O CEO ainda comentou que irá “avaliar cada um de nossos filmes em uma situação caso a caso”. Ele não mencionou “Os Novos Mutantes”, produção da antiga Fox com super-heróis da Marvel, mas esse título apareceu como futuro lançamento em VOD no site da Amazon. Sobre a paralisação na produção dos filmes e séries da empresa, Chapek afirmou que há planos para implementar medidas de segurança reforçada para retomar os trabalhos, assim que for possível, mas não há data prevista para que isso aconteça. “Não temos projeções de exatamente quando podemos fazer isso [voltar as gravações], mas seremos muito responsáveis em termos de máscaras e do mesmo tipo de procedimentos que esperamos implementar em nossos parques.” Por outro lado, a reabertura dos parques temáticos já está prestes a começar, por Xangai, na China, que foi justamente o primeiro parque fechado pela pandemia. A prioridade, no entanto, segue no reforço ao serviço de streaming Disney+ (Disney Plus), que chegou à Europa em meio à quarentena e que deve ser lançado em breve na América Latina, inclusive no Brasil.
Cade aprova fusão entre Disney e Fox no Brasil
Demorou mais que em qualquer outro lugar do mundo, mas o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) finalmente aprovou a aquisição da Fox pela Disney no Brasil. Em sessão realizada nesta quarta (6/5), o negócio foi revisado e seu maior entrave superado. O problema era a concentração da Disney no setor dos canais esportivos. Dona da ESPN, a Disney deveria vender o Fox Sports para ter o negócio aprovado, mas nenhum comprador que se apresentou cumpriu os requisitos da entidade reguladora. Para evitar que o Fox Sports fosse, então, dissolvido ou absorvido pela ESPN, o Cade propôs outra solução: o canal precisa ser mantido no ar pela multinacional por três anos ou até a conclusão de seus contratos de direito de transmissão. Pela decisão, a Disney precisa se comprometer a manter o Fox Sports no ar em pacotes básicos até 1º de janeiro de 2022 com obrigatoriedade da exibição da Libertadores no canal. No entanto, o Cade aprovou que outros direitos de transmissão sejam exibidos também em emissoras irmãs. Ou seja, a ESPN está liberada para exibir a competição continental caso queira. O relator do processo, o conselheiro Luis Henrique Bertolino Braido, declarou que o estado brasileiro não pode impedir que uma empresa não tenha direito aos ativos que comprou sem motivos ou responsabilidade. Ele também citou a pandemia da Covd-19, dizendo que os canais esportivos são os que mais sofrem com a situação. Para finalizar, o relator afirmou que, ao fim dos três anos, caso a Disney queira descontinuar a marca, ela ficará disponível para um novo possível comprador adquiri-la, devolvendo assim a marca para o mercado. Apesar da ênfase dada pelo Cade ao futuro do canal Fox Sports, a aprovação da fusão passa por outros investimentos da Disney no país, em especial o lançamento da plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). Com a certeza de poder contar com a programação da Fox, a empresa pode agora inaugurar o serviço ainda em 2020 no Brasil, acompanhando o lançamento em outros países da América Latina, já confirmados. A Disney esperava a aprovação da fusão com a Fox para tomar decisões sobre a vinda do streaming e outros projetos no país. Mas graças à demora, a aprovação se deu em plena pandemia do novo coronavírus, quando a empresa enfrenta queda de arrecadação e começa a mudar muitos de seus planos. Mais que nunca, com o isolamento social o streaming se tornou prioridade. Nos EUA, a Disney lançou um combo de assinaturas, juntando no mesmo pacote os serviços de streaming da Disney+ (Disney Plus), ESPN e Hulu.
Continuação de Bright deve ter diretor de Truque de Mestre
A Netflix está em negociações com o diretor francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”) para que ele assuma a sequência do filme de fadas “Bright”, estrelado por Will Smith. Apesar de ter sido considerada um sucesso pela plataforma, a produção só começou a procurar diretor depois de dois anos, desde que a continuação foi anunciada. A sequência terá os retornos de Will Smith e Joel Edgerton como protagonistas. Já o diretor do longa original, David Ayer, ficará apenas como produtor, além de ter escrito a primeira versão do roteiro com Evan Spiliotopoulos (“A Bela e a Fera”). Mas a figura mais controversa foi cortada do novo longa. O roteirista Max Landis, que recebeu entre US$ 3 e 4 milhões por seu roteiro em 2016, viveu desde então um tsunami de denúncias de assédio sexual, que inundou o Twitter. “Bright” se passa numa versão sobrenatural de Los Angeles, habitada por elfos e outras criaturas da fantasia, e gira em torno da parceria entre dois policiais, um humano (Will Smith) e um orc (Joel Edgerton). No primeiro filme, a dupla entra em contato com uma varinha mágica, a arma mais poderosa do universo, e se vê cercada de inimigos, tendo que trabalhar junta para proteger uma jovem elfa (Lucy Fry, da série “11.22.63”) e sua relíquia mágica, que em mãos erradas pode destruir o mundo. A produção do filme original foi a mais cara da Netflix até então, com custos estimados de quase US$ 100 milhões. E o resultado acabou destruído pela crítica – “o pior filme do ano”, de acordo com uma das resenhas.
Selena Gomez vai apresentar programa de culinária na HBO Max
A cantora e atriz Selena Gomez vai atacar de Ana Maria Braga em uma nova série da plataforma HBO Max. Ela vai estrear como apresentadora à frente de um programa de culinária. Ao contrário dos programas de culinária tradicionais, a proposta é colocar Selena não para ensinar, mas para aprender um prato novo a cada capítulo, com a ajuda de mestres da cozinha. “Eu sempre deixei muito claro o quanto eu amo comida. Sempre que me perguntam qual outra carreira eu gostaria de ter além da minha, eu digo que gostaria de ser uma chef. Mas eu não tenho o treinamento formal!”, disse Gomez no comunicado que anuncia a produção. No texto, ela ainda cita que tem cozinhado durante o período de isolamento social contra o novo coronavírus. “Como muitos de nós, estou cozinhando muito mais agora que preciso ficar em casa o tempo todo”, revelou. O programa também pretende ajudar as pessoas a variarem cardápios durante o período de quarentena, e deve abordar as culinárias de diferentes partes do mundo, sem esconder os muitos inconvenientes que acontecem quando se está cozinhando em casa. Cada episódio também dará a destaque a uma instituição de caridade que está ajudando a alimentar a população mais carente durante a pandemia. O programa ainda não tem título oficial nem previsão de lançamento. Mas contará com dez episódios disponibilizados pelo vindouro serviço de streaming da WarnerMedia, cuja inauguração está marcada para 27 de maio nos EUA.
Netflix volta a gravar séries inéditas em plena pandemia
Com a diminuição de seu estoque de atrações inéditas, a Netflix começa lentamente a voltar a gravar produções originais, mesmo que a pandemia do novo coronavírus ainda esteja longe de ter sido superada. Para isso, a plataforma está adotando diferentes métodos de controle sanitário, entre eles trabalhar apenas nos países que estão retomando as atividades e considerar uma estratégia de segurar elenco e equipe completos das produções numa quarentena durante o período de gravações. Quem explicou a estratégia foi o diretor de conteúdo da empresa, Ted Sarandos, em artigo publicado no Los Angeles Times, no qual conta como a Netflix está organizando o retorno de suas produções. “As gravações geralmente ocorrem em ambientes reservados, com dezenas de artistas e técnicos trabalhando juntos em prazos apertados. Embora tenhamos que mudar esse processo — em alguns casos dramaticamente — para garantir a segurança de elencos e equipes durante essa pandemia, a natureza fechada dos sets também oferece algumas vantagens. Além disso, eles fornecem um ambiente relativamente controlado, onde podemos rastrear quem entra e sai”, escreveu o responsável pelas séries da Netflix no mundo todo. O executivo explicou que a medida levará em conta a realidade de cada país e deu como exemplo a Suécia, em que existem poucos testes disponíveis. Para realizar gravações naquela localidade, a Netflix deverá colocar todos os atores e funcionários da produção em quarentena por 14 dias e, depois, ficarão isolados nas gravações num período intenso de 11 dias consecutivos de trabalho. Na Islândia, por outro lado, a opção é um pouco diferente, porque o governo ofereceu testes para praticamente todos os moradores. O diretor islandês Baltasar Kormákur (de “Everest”), por exemplo, já está rodando a série “Katla”, drama sobrenatural em oito episódios, adotando como medidas testes frequentes e utilização de seu próprio estúdio na Islândia, onde ninguém entra sem ser testado para covid-19. “Katla” começou a ser gravada antes da pandemia se alastrar pela Europa e, após uma interrupção, voltou a ser gravada há cerca de três semanas com uma equipe reduzida. “Tudo foi feito de uma maneira segura. Sinceramente, acredito que você provavelmente está mais seguro nesse set do que em qualquer outro lugar. Como vivo com quatro filhos, variamos de seis a oito pessoas na minha casa e não tem como ficarem todos presos em casa. Eu acho que por causa da quarentena e das medidas que fizemos no set, ele realmente se tornou um local muito mais seguro”, ele disse em entrevista ao site Deadline. No Brasil, não há previsão de retomada dos trabalhos, graças à disparada de casos confirmados de contaminação e crescimento de mortos diários. Embora o país não tenha sido citado por Sarandos, a plataforma não tem muitas produções nacionais em desenvolvimento. Apenas “Coisa Mais Linda” e “Sintonia” tiveram encomenda de novos episódios anunciadas e não há informações a respeito de novas produções aprovadas. “O negócio de dar vida a histórias na tela baseia-se em parceria e confiança. Só progrediremos se todos que retornarem ao set, estejam na frente ou atrás da câmera, se sentirem seguros em fazê-lo. Sem essa confiança básica, o processo criativo falha”, concluiu Sarandos.
Space Force: Nova série do criador de The Office ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Space Force”, nova série de comédia de Greg Daniels, criador de “The Office”. A produção volta a reunir Daniels com Steve Carell, que foi justamente o astro de “The Office”. Os dois agora também dividem criação e produção da atração. A série, por sinal, é descrita como “‘The Office’ no espaço” e foi inspirada num delírio do governo de Donald Trump, que em 2018 anunciou a criação de uma sexta divisão das Forças Armadas dos Estados Unidos: uma força militar espacial. Ninguém sabe como isso funcionaria, já que não existem naves ou caças espaciais no mundo real, e esta seria a graça da série. Na trama, Carell vive o general encarregado pelo governo para formar a tal Força Espacial. Ele é casado com Lisa Kudrow (“Friends”) e tem uma filha vivida por Diana Silvers (“Fora de Série”). O elenco também destaca John Malkovich (“The New Pope”) como um cientista, além de Noah Emmerich (“The Americans”), Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), Tawny Newsome (“Brockmire”), Alex Sparrow (“UnREAL”), Jimmy O. Yang (“Silicon Valley”) e Fred Willard (“Modern Family”). “Space Force” tem previsão de estreia para 29 de maio em streaming.
Regina Duarte desabafa: “Tá esquisito, tá muito esquisito”
Empossada há dois meses, a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, disse acreditar que está sendo “dispensada” pelo presidente Jair Bolsonaro. “Que loucura isso, que loucura. Eu acho que ele está me dispensando”, desabafou a ex-atriz para uma assessora, em uma conversa que foi gravada acidentalmente pela revista digital Crusoé. Segundo a publicação, o diálogo se deu depois que Regina ficou sabendo que o maestro Dante Mantovani foi renomeado nesta terça-feira (5/5) à presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A Crusoé diz ter ouvido a conversa após ligar para a assessora, que atendeu a ligação enquanto falava com a secretária. “Eu já estava esperando. Essa noite eu passei a noite; acordava de uma em uma hora e falava assim: tá esquisito, tá muito esquisito”, diz a atriz em outro trecho da ligação. O áudio divulgado pela revista contém apenas trechos da conversa completa. A nomeação de Mantovani foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (5/5). O ato foi assinado pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, apesar de a Fundação ser de competência da pasta de Regina. O mesmo ministro também tinha assinado a demissão de Mantovani, mas porque Regina ainda não tinha assumido como secretária. A demissão do olavista, que ficou conhecido após associar o rock ao aborto e satanismo, aconteceu no dia em que Regina tomou posse. Para quem não lembra, Dante Mantovani é o autor da seguinte pérola: “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”. Ele informou à imprensa que foi sondado na semana passada para voltar ao cargo por um assessor do Palácio do Planalto. E que não sabia se Regina Duarte, supostamente sua chefe, foi ao menos avisada. Sua volta ao posto aconteceu na véspera de uma reunião marcada entre Regina e Bolsonaro. Por conta disso, a ex-atriz e todo o mundo especularam que o presidente espera que ela peça demissão no encontro. Mas enquanto a “ala ideológica” (ou terraplanista) festeja a provável queda de Regina, a “ala política” receita o impacto de uma nova crise no governo, prevendo que a nomeação de Mantovani pode se tornar um novo “caso Valeixo”, a gota d’água para fazer Regina Duarte pedir demissão. O constrangimento criado contra a ex-atriz gerou tamanha repercussão – graças a artigos como este – que Bolsonaro já teria voltado atrás. Segundo apurou Eliane Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo, poucas horas após a publicação no Diário Oficial, o presidente tornou sem efeito o ato que renomeou Dante Mantovani para a presidência da Funarte. Para a colunista, Bolsonaro sentiu pressões de dentro e fora do Planalto para evitar uma nova crise. Entretanto, além de Mantovani, também foi nomeado Luciano Barbosa Querido, ex-auxiliar de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, para o cargo de número 2 da Funarte. Barbosa Querido trabalhou com Carlos na Câmara de Vereadores do Rio desde o início dos anos 2000 até o fim de 2017. A nomeação dele, publicada no “Diário Oficial da União”, foi assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Ele também foi empossado no cargo sem consulta à Regina Duarte. Regina e o presidente devem almoçar no Planalto nesta quarta (6/5), num encontro que pode render o anúncio de uma renovação do “casamento” ou do “divórcio”.
Bolsonaro tenta forçar demissão de Regina Duarte
Após demitir ou levar à demissão seus dois ministros mais populares, Henrique Mandetta e Sergio Moro, agora Jair Bolsonaro se volta a outra integrante de sua equipe para quem prometeu “carta branca” e a quem recebeu no governo com elogios rasgados: a secretária de Cultura, Regina Duarte. O governo de Bolsonaro readmitiu nesta terça-feira (5/5) Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), uma das primeiras pessoas afastadas na época da posse da ex-atriz da Globo. Para quem não lembra, o olavista Dante Mantovani é o autor da seguinte pérola: “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”. Ele informou à imprensa que foi sondado na semana passada para voltar ao cargo por um assessor do Palácio do Planalto. E que não sabe se Regina Duarte, supostamente sua chefe, foi ao menos avisada. Sua volta ao posto desautoriza a atriz. Ela acontece na véspera de uma reunião marcada (para quarta) entre Regina e o presidente, na qual, tudo indica, Bolsonaro espera que ela se demita. Ela também acontece duas semanas após o presidente mandar demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, sob pressão de perfis radicais nas redes sociais. Segundo Brayner, estes extremistas fazem um “grande complô para derrubar qualquer ação legítima no âmbito da cultura”. Regina Duarte também não conseguiu nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que igualmente foi alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Empossada no cargo no começo de março, Regina Duarte enfrenta ataques e sabotagens diárias do presidente, do “gabinete do ódio” e seus (supostos) líderes extremistas Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, além de subalternos como Sérgio Camargo, o polêmico presidente da Fundação Palmares, que tem respaldo de Bolsonaro. Para assumir o cargo de secretária de Cultura, Regina atendeu a um pedido pessoal de Jair Bolsonaro e precisou encerrar sua relação contratual de mais de 50 anos com a rede Globo. Ela abriu mão de sua carreira, benefícios e um salário muito maior para atender ao apelo do presidente, acreditando em promessas que não foram cumpridas. Atualização: A repercussão da nomeação do presidente da Funarte foi tão grande que Bolsonaro mudou de ideia. Leia aqui. Entretanto, além de Mantovani, também foi nomeado Luciano Barbosa Querido, ex-auxiliar de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, para o cargo de número 2 da Funarte. Barbosa Querido trabalhou com Carlos na Câmara de Vereadores do Rio desde o início dos anos 2000 até o fim de 2017. A nomeação dele, publicada no “Diário Oficial da União”, foi assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Ele também foi empossado no cargo sem consulta à Regina Duarte.
Os Novos Mutantes tem estreia digital anunciada pela Amazon
Depois de tantos adiamentos, o longa dos Novos Mutantes deve ser lançado direto em streaming. O filme do diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) apareceu nesta segunda (4/5) em pré-venda digital na Amazon nos Estados Unidos, com o preço de US$ 25 para compra – e não para aluguel – , mas a loja digital não informa quando ele será disponibilizado. Veja abaixo. A Amazon fechou um acordo internacional com a Disney, que lhe deu prioridade de lançamento de filmes do estúdio nos países que ainda não tem acesso à plataforma Disney+ (Disney Plus) – caso do Brasil. Mas o anúncio de VOD sugere que “Os Novos Mutantes” terá distribuição fora do streaming do estúdio até na América do Norte. A Disney ainda não se pronunciou oficialmente sobre o destino da produção, que deveria chegar aos cinemas no dia 2 de abril. A estreia foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus, mas nenhuma outra data foi anunciada para seu lançamento. O estúdio já divulgou um novo cronograma para os filmes adiados pela crise sanitária sem citar “Os Novos Mutantes”. Por outro lado, adiantou que “Artemis Fowl” sairia diretamente em streaming, pela plataforma Disney+ (Disney Plus). O silêncio embute uma culpa da própria Disney no destino do longa. Concebido para inaugurar uma nova franquia derivada dos X-Men, “Os Novos Mutantes” deveria ter estreado em abril do ano passado, caso a Disney não tivesse comprado a Fox. O trabalho de pós-produção foi interrompido por meses sem que os efeitos visuais tivessem sido finalizados, nem os efeitos sonoros, edição, trilha e vários outros detalhes. Boone só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem. Segundo a sinopse do longa, cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes.











