We Are One: Primeiro festival mundial de cinema virtual começa de graça na sexta no YouTube
O festival de cinema virtual We Are One divulgou a programação de seu evento, que começa na próxima sexta-feira (29/5) e vai durar dez dias no YouTube. Definido como um festival global, We Are One conta com curadoria dos organizadores dos maiores eventos físicos do gênero em todo o mundo, como os festivais de Cannes, Berlim e Veneza, além de Tribeca, cuja equipe encabeça a iniciativa. A seleção reúne títulos de 35 países e soma mais de 100 produções. Há muitos documentários e curtas criados especialmente para o festival, e uma mistura dos dois, como o curta-documentário “The Yalta Conference Online”, do japonês Koji Fukada. O Festival de Annecy, por sinal, é responsável por uma sessão com curtas animados. E também há uma seleção de longas menos recentes, mas que ainda são inéditos online, caso do drama “Amreeka”, da cineasta palestina Cherien Dabis, que venceu o prêmio da crítica ao ser exibido em Cannes, em 2009. Além da exibição de filmes, a programação inclui palestras e bate-papos com profissionais importantes da indústria cinematográfica, como os mestres Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Guillermo Del Toro, Jane Campion e Bong Joon-ho. “Juntos, fomos capazes de selecionar uma lista atraente de programação que reflete as variações sutis de estilo que tornam cada festival tão especial. Vamos oferecer ao público a oportunidade de não apenas celebrar a arte do cinema, mas as qualidades únicas que tornam cada história que assistimos tão memorável”, disse Jane Rosenthal, fundadora do We Are One e do Festival de Tribeca, em comunicado. Para conferir a programação completa do “We Are One: A Global Film Festival”, clique aqui. O acesso aos filmes será gratuito em todo o mundo. O público só será incentivado a fazer doações como forma de auxiliar o combate à covid-19. Os títulos poderão ser vistos no YouTube (nesta página), a partir de sexta. Veja abaixo um vídeo que apresenta o logotipo do evento.
Câmara dos Deputados aprova auxílio emergencial de R$ 3 bilhões para a Cultura
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (26/5) o projeto de lei que concederá R$ 3 bilhões em ações emergenciais para a área da Cultura. Todos os partidos apoiaram a proposta, que agora precisa ser apreciada pelo Senado e seguir para promulgação da Presidência para virar lei. O Projeto de Lei 1075/2020, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e de outros 23 parlamentares, conta com a relatoria da deputada Jandira Feghalli (PCdoB-RJ) e prevê aos trabalhadores informais no setor cultural uma complementação mensal de renda no valor de R$ 600, em três parcelas. Artistas tinham sido excluídos do “coronavoucher”, o benefício emergencial original de R$ 600, em veto do presidente Jair Bolsonaro, que desde o começo de seu governo só realizou ações que objetivam quebrar a indústria cultural brasileira, bem como seus trabalhadores e seus empreendedores. Ainda pela proposta, os espaços culturais terão direito a uma quantia que varia entre R$ 3 mil e R$ 10 mil até o fim da quarentena. Além disso, 20% do total deverá ser aplicado na manutenção de espaços artísticos e no apoio a micro e pequenas empresas culturais, cooperativas e instituições dedicadas à arte que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social. O recurso também poderá ser usado para editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural. A lei pode ser batizada de Aldir Blanc, em homenagem ao artista que morreu vítima do novo coronavírus, e foi resultado de uma parceria entre deputados, artistas e secretários estaduais e municipais de Cultura, como reação à “política cultural” do governo – muito anterior à pandemia, a paralisação do setor foi iniciada no dia em que Bolsonaro assumiu o poder e decidiu travar uma guerra contra o que batizou de “marxismo cultural”, que seriam quase todos os filmes, séries, peças teatrais e exposições artísticas. “Entendemos que esse é um momento histórico do parlamento brasileiro. Cultura é o que nos simboliza. Como já dizia o nosso saudoso Aldir Blanc: o Brazil não conhece o Brasil. Mas esta casa de representação nacional certamente conhece”, disse a relatora Jandira Feghali, ao comemorar a aprovação. Líder do governo na Câmara, o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) afirmou ter se reunido com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e que o governo consentiu o apoio ao projeto. O líder afirmou ter construído um acordo para que a deputada da oposição tirasse pontos conflitantes do seu texto sob a garantia de o Planalto sancionar a proposta. Há um esforço coletivo de lideranças partidárias junto ao gabinete da presidência, a fim de que a proposta seja sancionada integralmente, sem vetos. De acordo com o texto, os R$ 3 bilhões serão divididos ao meio: 50% vão para os estados e o Distrito Federal e 50%, para os municípios. 80% do valor destinado aos municípios (R$ 1,5 bilhão) serão distribuídos de acordo com o tamanho da população deles. Os outros 20% serão distribuídos de acordo com os critérios do Fundo de Participação de Município (FPM), uma transferência constitucional que leva em consideração fatores como tamanho e renda per capita. A partir do momento em que o dinheiro entra em caixa, o município terá 60 dias para distribuir o apoio emergencial. Para ter direito ao auxílio emergencial, o trabalhador vai precisar comprovar sua atuação social ou profissional nas áreas artística e cultural dos últimos dois anos. Pela proposta, serão analisados os cadastros culturais dos estados, onde os artistas devem estar registrados. O profissional também não poderá ter outro emprego formal ativo e não pode ser titular de benefício previdenciário ou assistencial ou beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o Bolsa Família. E aqueles que já recebem o auxílio emergencial do governo pago a trabalhadores informais também não terão acesso a nova ajuda. O benefício de pessoa jurídica será para espaços culturais e artísticos, micro e pequenas empresas culturais, organizações culturais comunitárias, cooperativas e instituições culturais com atividades atualmente suspensas como prevenção contra a pandemia. Elas precisam comprovar que constam em ao menos um dos cadastros públicos existentes (estadual, municipal, distrital de Cultura, ou de pontos de cultura) para receber o montante. Estas empresas também não podem ter vínculo com a administração pública, Sistema S ou fundações e institutos mantidos por grupos empresariais. Esta lei se tornou emergencial porque Bolsonaro, além de barrar o auxílio de R$ 600 para artistas, não liberou nenhum valor dos fundos de fomento cultural, que superam esse montante. O dinheiro arrecadado desde 2018 para financiar a Cultura encontra-se parado em aplicações financeiras, enquanto o setor atravessa sua mais grave crise econômica. Atualmente, o desgoverno não tem nem sequer quem responda pela pasta da Cultura, assim como não tem ministro da Saúde. E daí?
Richard Herd (1932 – 2020)
O ator Richard Herd, conhecido por seus papéis na série “Seinfeld” e em filmes clássicos como “Todos os Homens do Presidente” (1976) e “Síndrome da China” (1979), morreu nesta terça (26/5) aos 87 anos, por complicações de um câncer. Herd fez sua estreia no cinema em “Hercules em Nova York” (1970), que lançou a carreira de ator de Arnold Schwarzenegger. Mas só foi se destacar seis anos depois, como o agente da CIA James W. McCord Jr. em “Todos os Homens do Presidente” (1976). O papel que lhe deu proeminência quase não ficou com ele. Herd só foi escalado após a morte de Richard Long, primeira escolha do diretor Alan J. Pakula. A projeção de “Todos os Homens do Presidente”, vencedor de quatro Oscars, lhe rendeu convite para viver outro personagem de comportamento suspeito, o diretor de uma usina nuclear que tenta esconder um meltdown em “Síndrome da China”. Mas logo trocou os dramas de impacto social pelas comédias de sucesso, vivendo militares em “A Recruta Benjamin” (1980), estrelada por Goldie Hawn, e “O Sargento Trapalhão” (1996), com Steve Martin. Ele teve uma boa parceria com Steve Martin e também John Candy, participando ainda de “Antes Só do que Mal Acompanhado” (1987), ao lado da dupla, e de “Aluga-se para o Verão” (1985), protagonizado por Candy. Paralelamente, teve participações recorrentes em séries famosas, especializando-se em sci-fis televisivas. Viveu um alienígena invasor nos três capítulos da minissérie “V: A Batalha Final” (V: The Final Battle), um klingon em dois episódios de “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração” (Star Trek: The Next Generation), um almirante da Frota Estelar em cinco aparições em “Jornada nas Estrelas: Voyager” (Star Trek: Voyager) e o Almirante Noyce em duas temporadas de “Seaquest 2032” (Seaquest SDV). Ele também integrou o elenco fixo de “Carro Comando” (TJ Hooker), dando vida ao Capitão Sheridan, chefe de William Shatner entre 1982 a 1984. Seu trabalho mais lembrado, contudo, foi como ator convidado de “Seinfeld”, interpretando o Sr. Wilhelm, o supervisor de George Costanza (Jason Alexander) em seu emprego no time dos New York Yankees. Ele apareceu em 11 episódios, ao longo de três temporadas da sitcom, incluindo o capítulo final, exibido em 1998. Em entrevista de 2016, Herd disse que o personagem foi divertido de interpretar. “Ele era muito vulnerável e tinha um senso de humor curioso… Ele era meio delirante às vezes. Eu já tive muitos delírios na vida, então foi fácil para mim”, brincou. Ao longo da carreira, Herd filmou como vários diretores famosos, desde suas papéis iniciais até o final de sua filmografia. Entre os muitos parceiros, destacam-se Clint Eastwood, que o comandou em “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal” (1997) e num de seus últimos desempenhos, “A Mula” (2018). Ele também trabalhou com Jordan Peele no fenômeno “Corra!” (2017).
Diretor de Doutor Estranho fará remake de Labirinto, fantasia dos anos 1980
A Sony contratou Scott Derrickson (“Doutor Estranho”) para dirigir o remake/continuação da fantasia infantil “Labirinto – A Magia do Tempo”, estrelada por David Bowie e a jovem Jennifer Connelly em 1986. O projeto da refilmagem foi anunciado há quatro anos e nesse período o estúdio chegou a negociar com Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas” e “A Morte do Demônio”) para assumir a direção. O diretor uruguaio e Jay Basu (“Monstros 2: Continente Sombrio”) chegaram a desenvolver a história, que seria uma nova aventura passada no mesmo universo e não uma refilmagem do longa original. Aparentemente, não era o que a Sony tinha em mente, pois Derrickson vai trabalhar a partir de um novo roteiro, escrito por Maggie Levin em sua estreia em longas-metragens – recentemente, ela roteirizou um episódio da série de terror “Into the Dark”. Com a troca, o estúdio não desistiu de uma abordagem mais sombria, já que Derrickson, assim como Alvarez e os roteiristas, tornou-se conhecido como diretor de terror – de “Hellraiser V: Inferno” (2000), “O Exorcismo de Emily Rose” (2005), “A Entidade” (2012) e “Livrai-nos do Mal” (2014). O filme original de 1986 acompanhava a jornada de uma adolescente (Jennifer Connelly, hoje na série “Expresso do Amanhã”), que, cansada de ser babá do irmão mais novo, deseja que ele suma, sendo atendida pelo Rei dos Duendes. Desesperada ao perceber o que fez, ela entra num mundo mágico, repleto de fantoches e pedras que soltam pum, para enfrentar a criatura vivida por David Bowie e recuperar seu irmãozinho. “Labirinto” contou com músicas de Bowie, roteiro de Terry Jones (dos Monty Python) e produção de George Lucas (criador de algo chamado “Star Wars”). Um supertime que, curiosamente, não impediu seu fracasso de bilheteria. A derrota financeira levou o diretor Jim Henson a entrar em depressão profunda. Ele nunca mais dirigiu nenhum filme até sua morte, quatro anos depois. O lançamento em vídeo e as exibições televisivas, porém, mudaram a percepção do público a respeito da obra, a ponto de muitos até acharem que o filme foi um dos grandes sucessos dos anos 1980. A obra também foi valorizada pelo reconhecimento obtido por Connelly em seus filmes seguintes. A atriz acabou ganhando o Oscar por “Uma Mente Brilhante” em 2002. A decisão de realizar o remake foi tomada em 2016, quando se comemorou 30 anos de lançamento do original e se lamentou a morte de Bowie. Lisa e Brian Henson, filhos de Jim Henson, que idealizou e dirigiu o “Labirinto” original, estão entre os produtores da sequência, e a Jim Henson Company deve mais uma ver criar o visual das criaturas do filme. Ainda não há previsão para o começo das filmagens ou data de lançamento.
It’s Always Sunny in Philadelphia vira comédia mais duradoura da TV
O canal pago americano FX renovou “It’s Always Sunny in Philadelphia” para sua 15ª temporada, o que representa um recorde de duração. A produção se tornou a série de comédia live-action (com atores reais) mais longeva da história da TV americana. A sitcom estreou em 2005 e com a renovação ultrapassou a marca de “The Adventures of Ozzie and Harriet”, uma das primeiras séries desse formato, que ficou no ar por 14 temporadas, entre 1952 e 1966. Vale observar que o recorde diz respeito apenas ao número de temporadas, pois “Ozzie and Harriet” ainda lidera em quantidade de episódios produzidos – 434 capítulos versus 153 de “It’s Always Sunny in Philadelphia”. A produção do FX é uma criação de Glenn Howerton e Rob McElhenney, que também são protagonistas da trama, interpretando os personagens Dennis e Mac, respectivamente. Charlie Day (Charlie), Kaitlin Olson (Dee) e o veterano Danny DeVito (Frank) completam o elenco principal da atração. “It’s Always Sunny in Philadelphia” acompanha os cinco personagens, que são amigos e administram um bar na Filadélfia, cidade que dá nome à série. Ao estilo de “Seinfeld”, a trama é conhecida por seu humor ácido e por não esconder o egoísmo e os comportamentos antiéticos dos protagonistas. Falando sobre a possibilidade de bater o recorde no ano passado, McElhenney disse para os fãs: “Enquanto vocês ainda estiverem assistindo, continuaremos fazendo”. Outras atrações recordistas da TV americana incluem a animação “Os Simpsons”, que estreou em 1989 e está na 31ª temporada, e “Law & Order: Special Victims Unit”, lançada em 1999, quetornou-se a série dramática mais duradoura de todos os tempos ao atingir sua 21ª temporada.
Dark: Última temporada ganha teaser enigmático e data de estreia
A Netflix divulgou o teaser legendado da 3ª e última temporada de “Dark”, que anuncia a estreia dos episódios finais da série alemã para 27 de junho. A escolha da data não foi casual. Trata-se de um elemento importante na mitologia da série: o dia em que se inicia o evento apocalíptico que acomete a cidade fictícia de Winden. O teaser também é cheio de cenas enigmáticas, sugerindo situações que desafiam teorias sobre viagens no tempo, como as vistas na trilogia “De Volta ao Futuro”, ao juntar um menino, um adulto e um idoso que podem ou não ser a mesma pessoa, sem esquecer que Martha (Lisa Vicari) aparece com a mesma jaqueta amarela que marcou Jonas (Louis Hofmann) na 1ª temporada, como se tivesse se transformado nele. “Você entenderá tudo… quando for a hora”, diz a narração do vídeo. Ao menos, o mistério já tem data para ser resolvido. Uma das séries mais populares da Netflix, apesar de não ser falada em inglês, “Dark” venceu recentemente uma votação entre os usuários do site Rotten Tomatoes como a melhor produção original da plataforma, batendo “Black Mirror”, “Stranger Things” e “Peaky Blinders”.
Stargirl: Série conquista crítica, público e cria problema para a Warner
A rede The CW tem um novo sucesso em sua programação. E isto é um problema para a Warner. A estreia de “Stargirl”, exibida na terça passada (19/5) nos EUA, conquistou elogios rasgados da crítica e registrou 1,2 milhões de telespectadores ao vivo. O número representa a segunda maior audiência de lançamento de uma série da CW desde “Batwoman” (1,9 milhão) no ano passado. A diferença é que “Stargirl” não era exatamente inédita e tem muito mais público não contabilizado, que a assistiu por outra plataforma. Originalmente uma produção da DC Universe, a série foi lançada um dia antes para os assinantes do serviço de streaming da editora de quadrinhos. Além disso, também foi disponibilizada em streaming gratuito do serviço digital da CW. A soma multiplataformas deve ter superado muito o alcance de “Batwoman”, mas nem a Warner nem a CW revelam o volume de usuários de seus streamings. De todo modo, não resta dúvida de que se trata de um sucesso de audiência, o que cria um problema caseiro para a Warner, porque “Stargirl” é claramente mais cara que as outras produções de super-heróis da DC exibidas pela CW. Os dois episódios já disponibilizados nos EUA parecem filmes, com efeitos visuais de qualidade muito superior aos apresentados em “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”, por exemplo. “Stargirl” tem maior orçamento e melhor acabamento porque foi feita para streaming. Mas acabou sendo exibida em TV aberta. Os números de audiência inevitavelmente farão a CW querer manter a série em sua grade de programação por mais temporadas. E assim cria-se um dilema. A CW está canibalizando um atração da DC Universe – oferecendo-a até em streaming gratuito – , o que tende a criar atrito entre as diferentes divisões do conglomerado envolvidas no negócio. Lançar “Stargirl” na TV aberta, um dia depois do streaming, poderia ser apenas uma estratégia da Warner para atrair o público para uma 2ª temporada paga. Por isso, é questionável se a empresa toparia bancar essa 2ª temporada para a CW – uma atração cara, entregue quase de graça para exibição na TV convencional. Será que a CW, que pagou pouco pelos direitos de transmissão – bem menos que os custos de produção – , estaria disposta a bancar a série sem o investimento feito para a DC Universe? E como as séries do Arrowverso lidarão com uma coleguinha glamourosa na programação, que escancara a pobreza de recursos das suas produções? A série rica tem o mesmo produtor das séries pobres de super-heróis, Greg Berlanti. E isso também pode criar saia justa nos bastidores da Berlanti Prods. O fato de ser conteúdo premium de streaming justificava o maior investimento, só que a exibição na CW acabou com essa divisão. O projeto foi desenvolvido por Geoff Johns, co-criador de “The Flash”, maior sucesso do Arrowverse. Ele também é, por sinal, o roteirista que criou Stargirl nos quadrinhos da DC. A trama mostra a origem da personagem-título, uma adolescente que encontra um cetro mágico nas caixas de mudança de sua casa e descobre que seu padrasto escondia um segredo. No passado, ele foi assistente de um antigo super-herói poderoso – o Starman, integrante da Sociedade da Justiça da América, o primeiro grupo de super-heróis da DC Comics, criado em quadrinhos dos anos 1940. De posse do cetro do Starman, ela resolve virar a Stargirl e enfrentar os responsáveis pelas mortes dos heróis clássicos: a Sociedade da Injustiça. Vale considerar que, nos quadrinhos, essa história é bem mais complicada. Mas a proposta da série é simplificar tudo ao máximo, para se focar na diversão que é ganhar super-poderes na adolescência. O clima lúdico, praticamente spielberguiano da atração, encantou a crítica. Extremamente bem-feita, a série também foi sucesso nas avaliações da imprensa americana, atingindo 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Com destaque para a jovem Brec Bassinger (“Medo Profundo: O Segundo Ataque”) como Courtney Whitmore/Stargirl e o veterano Luke Wilson (do clássico “Legalmente Loira”) como seu padrasto Pat Dugan/Listrado/F.A.I.X.A., o elenco também inclui Amy Smart (“Efeito Borboleta”) como Barbara Whitmore, a mãe da heroína, Joel McHale (“Community”) como Starman, além de Christopher James Baker (“True Detective”), Joy Osmanski (“Santa Clarita Diet”), Neil Hopkins (“Matador”), Nelson Lee (“Blade: The Series”), Joe Knezevich (“A Mula”) e Neil Jackson (“Absentia”) como os supervilões Onda Mental, Tigresa, Mestre dos Esportes, Rei Dragão, O Mago e Geada, integrantes da Sociedade da Injustiça.
Expresso do Amanhã chega na Netflix bem diferente do filme original
A Netflix começou a disponibilizar a série “Expresso do Amanhã” (Snowpiercer) nesta segunda (25/5) no Brasil, mantendo a tradução do filme de 2013 em que se baseia. E o primeiro episódio já deixa claro que a versão em episódios é bem diferente do longa-metragem dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho, grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”. Assim como no filme estrelado por Chris Evans, Tilda Swinton e grande elenco, a trama se passa num mundo pós-apocalíptico, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa seu próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. Mas dentro do veículo há um sistema de classes sociais, que divide os passageiros entre os trabalhadores miseráveis que ficam nos últimos vagões e os privilegiados da Primeira Classe. A divisão acumula tensões e, inevitavelmente, deflagrará uma revolução. Mas a série, que já foi renovada para a 2ª temporada, não resolve isso de imediato e nem parece interessada em avançar a trama para ultrapassar a história do filme e contar o que acontece depois do final na tela grande. Em vez disso, suspende e estende o clima conflituoso para apresentar-se como um programa procedimental, em que o pós-apocalipse vira pano de fundo para uma investigação criminal. Antes da revolução, o protagonista Andre Layton (Daveed Diggs, da série “The Get Down”) é retirado do último vagão, onde ficam os pobres, por ordem de Melanie Cavill (Jennifer Connelly, de “Noé”), chefe de hospitalidade e assistente do misterioso Sr. Wilford, que criou e dirige o trem, mas – como no filme – nunca é visto. Ex-policial, Layton é incumbido de resolver um crime nos vagões da Primeira Classe. Um cadáver foi descoberto em um compartimento, e o assassinato precisa ser resolvido para a manutenção do status quo. A apropriação da premissa pós-apocalíptica para uma estrutura procedimental dividiu opiniões, rendendo uma nota mais baixa que o esperado no Rotten Tomatoes – 63% de aprovação para a estreia. Este resultado foi consequência da intervenção dos executivos da TNT na produção. Originalmente concebida para o canal pago TNT, a série foi criada há cinco anos por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da emissora sobre os rumos da atração, após gravar o piloto com o cineasta Scott Derrickson (“Doutor Estranho”). O produtor acabou substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) e isso atrasou a estreia, já que o capítulo inicial foi reescrito e precisou ser inteiramente refilmado por outro diretor – James Hawes, de “Black Mirror”. E só depois de muitas discussões, os demais episódios começaram a ser gravados. A TNT só aprovou a produção após o aspecto procedimental ser incluído na trama. A estreia aconteceu há oito dias (em 17/5) nos EUA, atraindo 3,3 milhões de telespectadores na transmissão dupla realizada pelos canais TNT e TBS. A audiência representou o maior público de estreia de série da TNT desde o lançamento de “The Alienist”, em 2018. Como dois episódios já foram exibidos nos EUA, a Netflix está disponibilizando os dois primeiros capítulos de uma vez no Brasil nesta segunda. Os demais chegarão na plataforma conforme forem transmitidos nos EUA, sempre às segundas, com um dia de diferença. Confira abaixo o trailer legendado do lançamento nacional de “Expresso do Amanhã” em streaming.
Force of Nature: Mel Gibson enfrenta assaltantes e um furacão no trailer de novo filme de ação
A Lionsgate divulgou o pôster e o trailer de “Force of Nature”, novo thriller de ação estrelado por Mel Gibson (“Máquina Mortífera”). Na trama, Gibson é um policial aposentado que se recusa a sair de seu apartamento durante a chegada de um furacão. Sua filha pede ajuda de dois policiais para convencê-lo a evacuar. Mas logo o clima piora, com a chega de um grupo de assaltantes armados, em busca de uma fortuna ilegal que Gibson escondeu no prédio. Com muita troca de tiros e perseguição entre andares, a prévia evoca o já clássico “Operação Invasão” (The Raid), de 2011, ainda que também demonstre a inexperiência do diretor no gênero. A direção é de Michael Polish (“Big Sur”) e, como em seus dramas indies anteriores, o elenco inclui sua mulher, a atriz Kate Bosworth (“The I-Land”). Os demais atores são Emile Hirsch (“Era Uma Vez em… Hollywood”) e a peruana Stephanie Cayo (da novela “Rebelde”) como os policiais, além de David Zayas (“Gotham”) como líder dos criminosos. O lançamento está marcado para 30 de junho em VOD nos Estados Unidos, mas por enquanto não há previsão para a distribuição do filme no Brasil.
Snyder Cut: Intérprete do Ciborgue se emociona ao agradecer versão do diretor de Liga da Justiça
A oficialização do lançamento do “Snyder Cut” de Liga da Justiça na HBO Max emocionou o ator Ray Fisher, que interpretou Ciborgue no longa. Ele demonstrou seus sentimentos ao agradecer aos fãs, que fizeram uma campanha nas redes sociais para que a Warner liberasse a versão do diretor Zack Snyder. Em uma live no Twitch, o ator embargou a voz ao falar sobre o significado do lançamento, principalmente para o diretor e sua esposa, a produtora Deborah Snyder, que perderam mais que um filme, uma filha, Autumn, que se suicidou na época da filmagem do longa – motivo usado pela Warner para afastá-los da produção. “Um agradecimento a todos vocês, pelo apoio e especialmente, especialmente, especialmente pelo apoio que vocês deram aos Snyders e à Autumn, e para sua família”, disse o ator. “Eu sei que eles apreciam demais. Significa muito”. Visivelmente emocionado, o ator tirou um momento para retomar o fôlego e continuou: “Significa o mundo, eu sei, para os Snyders. Significa o mundo para mim. Obrigado, obrigado, obrigado”. Veja a gravação da live abaixo.
David Ayer confirma ter versão do diretor “quase completa” de Esquadrão Suicida
David Ayer confirmou para fãs no Twitter que realmente existe uma versão do diretor de “Esquadrão Suicida”. Não só isso: ela estaria quase pronta para ser exibida. “Claro que existe. E está quase completa, faltando alguns efeitos visuais”, escreveu na rede social. Ele ainda acrescentou: “Minha versão não é uma apoteose da arte cinematográfica, mas é simplesmente melhor que a versão que o público viu – e sim, faria sentido atualizá-la”. Ayer seguiu afirmando que “seria fácil completar” sua versão. “Seria incrivelmente catártico. É exaustivo ter o traseiro chutado por um filme que recebeu o tratamento ‘Edward Mãos de Tesoura’. O filme que eu fiz nunca foi visto”. Os tuítes (parte deles podem ser vistos abaixo) vêm na esteira da oficialização do “Snyder Cut”, a versão do diretor de “Liga da Justiça”, que ganhará lançamento na HBO Max em 2021. Após oficializar a versão de Zack Snyder, a AT&T, empresa que comprou a Warner e está por trás da prioridade dada ao lançamento da plataforma de streaming do estúdio, disse nas redes sociais que também estava aberta a um “Ayer Cut” de “Esquadrão Suicida”, o que fez o diretor se manifestar com uma mensagem, “No aguardo”, e começar a falar obsessivamente sobre isso. Nos últimos dias, Ayer se lançou com tudo na campanha por sua versão de “Esquadrão Suicida”. Mas, nesse processo, tem precisado desmentir a si próprio, negando afirmações que fez na época do lançamento do filme. Muito mal-recebido pela crítica, “Esquadrão Suicida” sofreu intervenção da Warner e foi remontado por um comitê em sua fase de pós-produção, mas como faturou uma fortuna, Ayer evitou criticar o estúdio e só confirmou parte dos bastidores tumultuados, jurando que não existiam cenas extras, muito menos “versão do diretor”. O discurso, agora, é o oposto disso. Passados quatro anos, Ayer finalmente confirmou aquilo que o ator Jared Leto sempre disse (e que ele dizia ser mentira): boa parte das cenas filmadas com o Coringa não foi usada. Leto chegou a afirmar que o material cortado daria um filme solo do Coringa. Agora, o diretor garante até que June/Magia, a personagem vivida por Cara Delevingne, tem mais destaque e é mais bem planejada na sua versão do filme. Lançado em 2016, “Esquadrão Suicida” fez US$ 746 milhões em bilheteria mundial, mas foi destruído pela crítica, com apenas 27% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O que Ayer dizia na época é que a produção por “seis ou sete” montagens diferentes, mas todo o material foi utilizado. Ele até detalhou algumas versões, que poderiam virar um “Ayer Cut”. “Tínhamos uma versão linear do começo ao fim”, disse em 2016. “Começávamos com June na caverna, e depois contávamos a história de cada um dos vilões e suas prisões”, contou. “Depois, tivemos uma versão em que eles estão sentados em suas celas e se lembram do passado, de tudo o que aconteceu com eles. Mas essas versões confundiam um pouco o público-teste, que ficou desorientado, sem saber quem acompanhar e em que prestar atenção”. “Foi aí que bolamos a montagem que você vê no filme, com Amanda Waller apresentando o dossiê de cada um dos personagens”, concluiu, apelidando a versão exibida como a “Versão Dossiê”. Na ocasião, porém, o diretor jogou água fria nos que gostariam de ver uma edição alternativa do filme, garantindo que a montagem exibida é a sua versão e não teria sentido fazer uma nova “versão do diretor”. Ou seja, ele compartilhou e aceitou cada sugestão de modificação feita em conjunto com os produtores e o estúdio – inclusive a montagem realizada pela equipe que criou o trailer. E ainda afirmou que não existia “uma edição secreta do filme com um monte de cenas do Coringa escondida por aí”. Coube à revista The Hollywood Reporter revelar que, apesar dessa afirmação, a versão final de “Esquadrão Suicida” não foi realmente o filme concebido por Ayer. Sua versão era densa e sombria, e foi modificada por terceiros para se tornar mais leve e engraçada. A reportagem confirmou o que diziam os boatos da época: que todas as piadas do roteiro original estavam nos primeiros trailers e que o resto do filme se levava muito a sério. Para complicar ainda mais a situação, os trailers, que seriam completamente diferentes do filme, fizeram muito sucesso. O que levou a Warner a procurar a empresa responsável por editá-los, a Trailer Park, para produzir uma edição alternativa do “Esquadrão Suicida”, enquanto Ayer ainda estava filmando. Em março, o estúdio começou a testar as duas versões: a séria de Ayer e a mais leve do Trailer Park. E as reações do público foram divididas. Como o diretor se mostrou receptivo a participar do processo, a Warner buscou encontrar um meio termo. Toda a abertura foi alterada, passando a trazer introduções dos vilões e gráficos coloridos – a tal “Versão Dossiê”. No filme original de Ayer, as cenas de “introdução” faziam parte de flashbacks espalhados ao longo da projeção. A mudança deixou a história leve no começo e pesada no fim. Assim, para equilibrar um pouco mais a trama, o estúdio concordou em aumentar seus gastos, com a reconvocação do elenco para filmagens extras. O objetivo foi inserir mais cenas engraçadas, como a blogosfera tinha apurado, e não apenas para aumentar a ação da trama, como a equipe justificou. Ao final, o resultado foi emendado e reeditado por um batalhão de profissionais contratados para dar a forma final ao filme, que se materializou apenas durante a montagem. Diante da participação do diretor ao longo desse processo, fica claro que o chamado “Ayer Cut” tem uma origem bem diferente do “Snyder Cut” – Zack Snyder foi escanteado e não participou de refilmagens nem da edição final de “Liga da Justiça”. Yes – Enchantress / June Moon were more solidly arced out in my cut. https://t.co/Zoaaug3cTU — David Ayer (@DavidAyerMovies) May 24, 2020 Of course. My cut isn’t the apotheosis of filmmaking. It’s simply better than what the public has seen – and yes it would make sense to update it. https://t.co/vuV0uHcUeM — David Ayer (@DavidAyerMovies) May 25, 2020 This is a good question. My cut would be easy to complete. It would be incredibly cathartic for me. It’s exhausting getting your ass kicked for a film that got the Edward Scissorhands treatment. The film I made has never been seen. https://t.co/FkeHAlNoV0 — David Ayer (@DavidAyerMovies) May 25, 2020
Chatô – O Rei do Brasil e Socorro Virei uma Garota são premiados em festival de cinema da Rússia
O filme “Chatô – O Rei do Brasil”, dirigido por Guilherme Fontes, venceu o Prêmio de Ouro do Festival de Cinema Echo Brics, na Rússia, voltado a produções cinematográficas do bloco conhecido como Brics – sigla de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (em inglês, South Africa). O longa brasileiro dividiu o prêmio máximo do festival com o russo “The Victory will be My Gift to You”, de Arsen Agadzhanyan. Mas não foi o único representante nacional premiado. A comédia “Socorro Virei uma Garota”, de Leandro Neri, ficou com o Prêmio de Prata, o segundo lugar da premiação, também empatado com outro título, o drama indiano “The Last Color”, do estreante Vikas Khanna. Nenhum dos concorrentes era exatamente novo, devido ao critério de inscrição, que permite a participação de títulos lançados nos últimos cinco anos. Também há limites para a quantidade de títulos que podem concorrer por cada país. Afinal, os filmes dos demais Brics raramente chegam na Rússia, tornando o evento uma espécie de première russa dos candidatos. Embora a maioria dos inscritos tivesse sido lançada no ano passado, “Chatô – O Rei do Brasil” era justamente o longa mais antigo, com estreia oficial em 2015, mas com uma trajetória de duas décadas de produção. A cinebiografia de Assis Chateaubriand quase virou lenda na história do cinema nacional por ter demorado 20 anos para ser concluída, desde que Guilherme Fontes começou a produzir o projeto, em 1995. O diretor foi acusado de irregularidade no uso de dinheiro público pela demora em concluir o filme, que a certa altura parecia não existir, chegando a ser multado em R$ 66,2 milhões. Mas a estreia no fim de 2015 mudou tudo. Elogiado pela crítica, isentado pelo Tribunal de Contas da União e bastante premiado, “Chatô” conseguiu um epílogo digno da mitologia que cerca sua produção. Diante da covid-19, o evento deste ano não foi aberto ao público em Moscou e os integrantes do júri assistiram aos longas-metragens concorrentes cada um em sua casa, para depois votar naqueles que consideravam os melhores.
A Escolhida: Janelle Monáe viaja no tempo em novo trailer
A Lionsgate divulgou um novo trailer de “A Escolhida” (Antebellum), thriller fantasioso estrelado pela cantora Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”). A prévia começa como um drama contemporâneo, acompanhando a felicidade de uma mulher entre sua arte e sua família, mas logo transporta essa protagonista para a era da escravidão, em plena Guerra Civil americana, onde sua vida se transforma num horror, causando uma reação sangrenta. Esse salto temporal ainda não foi explicado pelos envolvidos na produção, que tem preferido manter mistério em torno da trama. Segundo a sinopse, a personagem de Monáe é “a célebre autor Veronica Henley”, que “se vê presa numa realidade terrível e deve descobrir o mistério por trás de sua jornada antes que seja tarde demais”. Roteiro e direção são da dupla Gerard Bush e Christopher Renz (do clipe “Kill Jay-Z”), a bela fotografia é do uruguaio Pedro Luque (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) e o elenco ainda inclui Kiersey Clemons (“Além da Morte”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”), Jack Huston (“Ben-Hur”), Eric Lange (“Inacreditável”), Gabourey Sidibe (“American Horror Story”) e Robert Aramayo (“Game of Thrones”). A estreia estava marcada para 24 de abril nos Estados Unidos, mas foi suspensa como prevenção contra a pandemia do novo coronavírus. Por conta disso, o trailer anuncia o lançamento para “breve”. Apesar de o marketing ter optado pela precaução, o estúdio anunciou que este breve é 21 de agosto. Mas, no Brasil, a expectativa da distribuidora Paris Filmes é para um lançamento apenas em 15 de outubro.












