Vin Diesel sugere que viverá o herói Raio Negro no filme dos Inumanos
O astro Vin Diesel (franquia “Velozes e Furiosos”) voltou a dar dicas sobre outro trabalho com a Marvel, que não seria “Guardiões da Galáxia 2”. As declarações reforçam os rumores, que o próprio ator alimenta desde dezembro, de que ele estralaria um filme dos Inumanos. “Ouvimos muito as pessoas falando sobre a Marvel não usar a minha voz no meu próximo trabalho com ela. Então minha voz seria de Groot e minha presença de outro personagem”, disse o ator, insinuando assim que pode viver Raio Negro, o líder dos Inumanos, que passa o tempo inteiro calado, uma vez que sua voz é tão potente que pode destruir cidades inteiras. Criados por Stan Lee e Jack Kirby numa história do Quarteto Fantástico em 1965, os Inumanos são os atuais descendentes de seres humanos modificados geneticamente por alienígenas da raça Kree há muitos séculos. Raio Negro, Medusa e Gorgon são os membros da família real dos Inumanos e protagonistas da série. Mas, ao longo das publicações, outros personagens se destacaram, principalmente a princesa Crystal, responsável por vários crossovers, ao substituir a Mulher Invisível no Quarteto Fantástico e integrar os Vingadores. O Marvel Studios já anunciou a produção do longa dos Inumanos, que tem estreia prevista para 2019. Mas, por enquanto, Diesel está confirmado apenas como Groot em “Guardiões da Galáxia 2”, que chega aos cinemas em 28 de julho de 2017.
Duro de Matar 6 será um prólogo passado nos anos 1970
A 20th Century Fox pretende retomar a franquia “Duro de Matar”. Mas o sexto filme não será uma nova continuação. O projeto, segundo o site Deadline, é um prólogo. A trama vai se passar em 1979 em Nova York, acompanhando o jovem policial John McClane, uma década antes do primeiro filme estrelado por Bruce Willis. A ideia é manter Willis como o personagem numa participação especial, recordando eventos dos anos 1970, quando McClane será vivido por um intérprete jovem. Mas o ator ainda não assinou contrato com o estúdio A Fox também negocia com o cineasta Len Wiseman para dirigir o novo filme. Em 2007, ele comandou “Duro de Matar 4.0”, que arrecadou US$ 383 milhões nas bilheterias ao redor do mundo – mais que os US$ 304 milhões de “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer” (2013).
Robert Rodriguez vai dirigir a adaptação do mangá Battle Angel Alita
Finalmente vai acontecer a esperada adaptação do mangá “Battle Angel Alita” (Gumm). O cineasta James Cameron passou o projeto para Robert Rodriguez (“Sin City”) , e ficará envolvido apenas na produção. A ideia original era que “Battle Angel Alita” fosse filmado por Cameron logo após “Avatar” (2009), mas desde então o diretor se envolveu num interminárvel processo de desenvolvimento de novas sequências daquele filme. Assim, para não deixar o projeto morrer, ele o colocou nas mãos de Rodriguez. “Há anos, Robert e eu procurávamos um filme para fazermos juntos, então fiquei empolgado quando ele disse que gostaria de fazer ‘Battle Angel Alita’”, disse Cameron em comunicado. “Este projeto é muito querido por mim, e não há ninguém em quem eu confie mais do que Robert, com seu estilo rebelde e sua virtuose técnica, para assumir a direção”. Criada por Yukito Kishiro em 1990, a trama de “Battle Angel Alita” se passa no século 26 e acompanha uma cyborg com formas femininas resgatado de um lixão por um expert cibernético, que a adota como filha. Ao reviver a cyborg, ela descobre que, apesar de sua memória apresentar defeitos, ela tem conhecimento instintivo de artes marciais. Logo, a garota torna-se uma caçadora de recompensas biônica. Além de produzir, Cameron escreveu uma primeira versão do roteiro. As filmagens serão financiadas pelo estúdio 20th Century Fox, mas ainda vão demorar muito para começarem. O início da produção está marcado apenas para 2017. O longa ainda não tem previsão de lançamento.
Jennifer Lawrence desiste de estrelar a adaptação de O Projeto Rosie
A atriz Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes”) desistiu de estrelar a adaptação do best-seller “O Projeto Rosie” (The Rosie Project), escrito por Graeme Simsion. Segundo o site The Hollywood Reporter, a produção da Sony Pictures também perdeu seu diretor, Richard Linklater (“Boyhood”). A adaptação era uma prioridade da Sony e dependia da agenda da atriz. Era o que se chama de filme de estrela. Mas Lawrence preferiu tirar uma folga e encaixar outro projeto mais adiante. Antes de Linklater ser convidado a dirigir o projeto, ele chegou a estar na mira dos cineastas Phil Lord e Christopher Miller, responsáveis por “Anjos da Lei” (2012) e “Uma Aventura Lego” (2014), mas os dois optarem por filmar o spin-off de “Star Wars” sobre a juventude de Han Solo. Com as desistências, “The Rosie Project” pode nem sair do papel. Roteirizada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas de “A Culpa É das Estrelas” (2014) e “Cidades de Papel” (2015), a adaptação acompanharia um tímido professor de genética que desenvolve uma pesquisa chamada Projeto Esposa para encontrar a mulher ideal. Só que ele acaba conhecendo Rosie, uma garçonete que é o oposto do que procura e mesmo assim acaba se apaixonando. Lawrence viveria Rosie. Richard Linklater está atualmente trabalhando na pós-produção de seu próximo filme, a comédia “Everybody Wants Some”, com lançamento em abril nos EUA, e na série baseada em seu filme “Escola do Rock”, que ainda não possui previsão de estreia. Já Jennifer Lawrence será vista em vários filmes nos próximos meses, destacando “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, com lançamento em 18 de novembro, “Joy: O Nome do Sucesso”, em 18 de fevereiro, e “X-Men: Apocalipse”, em 19 de maio no Brasil. Ela está atualmente filmando a sci-fi “Passengers”, que estreia em 21 de dezembro nos EUA.
Diretor de Mulheres ao Ataque filmará Ronda Rousey no remake de Matador de Aluguel
O cineasta Nick Cassavetes (“Diário de uma Paixão”) vai escrever e dirigir o remake de “Matador de Aluguel” (Road House), filme de 1989 com Patrick Swayze, que será estrelado na nova versão pela campeão do UFC Ronda Rousey (“Velozes & Furiosos 7”). A informação é do site Variety. Rebatizado como “Matadora de Aluguel”, o remake foi concebido com roteiro de Michael Stokes (do terror “O Pântano”) e seria dirigido por Rob Cohen (do primeiro “Velozes e Furiosos” e do recente “O Garoto da Casa ao Lado”). Mas o estúdio MGM optou por outro caminho, contratando Cassavetes para refazer o projeto do zero. A opção pelo cineasta teria sido consequência da mudança do sexo do protagonista, sob o argumento de que o diretor tem experiência em trazer uma visão feminina para seus filmes – sendo o mais recente a comédia “Mulheres ao Ataque” (2014). A trama do original acompanhava Dalton (Patrick Swayze), um leão de chácara que aceita restaurar a ordem no perigoso bar Double Deuce. Mas, à medida que ele limpa o bar de maus elementos, arruaceiros e pistoleiros, acaba por atrair a ira do homem que os contrata. Curiosamente, “Matador de Aluguel” não foi um grande sucesso e recebeu críticas muito negativas na época de seu lançamento, mas acabou se tornando cultuado após sair em vídeo. O remake será o principal papel de Ronda Rousey no cinema até hoje. A lutadora foi uma das estrelas de “Mercenários 3”, ao lado de grandes ídolos do cinema de ação dos anos 1980, como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Harrison Ford e Wesley Snipes, e lutou com Michelle Rodriguez numa cena violenta do blockbuster “Velozes & Furiosos 7”, além de ter aparecido em “Entourage: Fama e Amizade”. Atualmente, ela se prepara para trabalhar com Mark Wahlberg no filme de ação “Mile 22”, dirigido por Peter Berg (“O Grande Herói”). O remake de “Matador de Aluguel” ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.
Cineasta iraniano é condenado a 6 anos de prisão e 223 chibatadas por seus filmes
O cinema iraniano é um dos mais criativos e premiados do mundo. Mas o Irã também é um dos países que pior trata seus cineastas, que volta e meia são condenados à prisão pelo regime do país, quando não são sujeitos à chibatadas. A mais nova vítima da intolerância do governo iraniano é o diretor Keywan Karimi, conhecido por abordar temas como as dificuldades da vida moderna e a expressão política. Ele foi condenado a 6 anos de prisão e 223 chibatadas por causa de seus filmes, considerado culpado de “insultar santidades”. Entre as obras pelas quais Karimi foi condenado está o filme “Escritos na Cidade”, que retrata as manifestações políticas no Irã através do grafite, tanto na Revolução Islâmica de 1979 quanto nas contestadas eleições de 2009. Filmado em 2012, o filme foi censurado. Mas o curta documental “Fronteira Fechada” também pode ter provocado a ira das autoridades, por abordar a questão do contrabando da gasolina subsidiada no país. A imprensa estatal e as autoridades iranianas nem sequer comentaram a condenação do cineasta, que ainda permanece em liberdade, enquanto seu advogado recorre da decisão. O caso mais conhecido de repressão à expressão artística no Irã é a condenação do premiado cineasta Jafar Panahi. Detido em prisão domiciliar e proibido de trabalhar como diretor de cinema por 20 anos, ele realizou seus três últimos filmes de forma ilegal. O documentário “Isto Não É um Filme” (2011), que retrata seu cotidiano sob as restrições do governo, foi levado para o Festival de Cannes em 2011 dentro de um bolo de aniversário. “Cortinas Fechadas” também teve que ser contrabandeado para fora do país. Em ambos os casos, ele filmou dentro dos limites de sua prisão domiciliar. Mas, em enfrentamento declarado, foi às ruas disfarçado para rodar “Táxi”, vendedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim de 2015. Entretanto, não são apenas as críticas ao governo que incomodam as autoridades iranianas. Qualquer comportamento considerado impróprio pode render dura repressão. Em maio de 2014, a polícia prendeu homens e mulheres que gravaram um vídeo em que dançavam a música “Happy”, de Pharrell Williams. Apesar da repercussão internacional, inclusive com apelo do músico, os detidos foram condenados a seis meses de prisão e 91 chicotadas.
Boi Neon é o grande vencedor do Festival do Rio
O filme “Boi Neon”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro, foi o grande vencedor da mostra Première Brasil do 17º Festival do Rio. Além da premiação de Melhor Filme, o longa recebeu os troféus de Melhor Roteiro (assinado por Mascaro), Fotografia (Diego Garcia) e Atriz Coadjuvante (Alyne Santana, que dividiu a premiação com Julia Bernat, de “Aspirantes”). “Boi Neon” já havia sido premiado nos festivais de Veneza e Toronto, e o diretor não pôde comparecer à premiação justamente porque estaria a caminho de outro festival internacional, conforme informou a produtora Rachel Ellis, que recebeu os prêmios em seu lugar. “O Gabriel está num avião, neste momento, em algum lugar entre a Inglaterra e a Austrália, para participar de um festival”, disse a produtora na cerimônia realizada na noite de terça-feira (13/10), no Espaço BNDES. A trama traz Juliano Cazarré (“Serra Pelada”) e Maeve Jinkings (“O Som ao Redor”) como integrantes de um grupo que viaja pelo sertão nordestino para trabalhar em vaquejadas. Enquanto prepara o gado para competir nos torneios, o cowboy caboclo vivido por Cazarré alimenta o sonho de se tornar um estilista de sucesso. A premiação também destacou o longa “Aspirantes”, um dos mais aplaudidos pelo público durante o festival, com três troféus Redentor. Além do prêmio de Atriz Coadjuvante, o filme de Ives Rosenfeld teve reconhecimento nas categorias de Melhor Direção (também dividida, desta vez com Anita Rocha da Silveira de “Mate-me por Favor”) e Ator (Ariclenes Barroso). Sua trama acompanha os dilemas de um jogador de futebol de um pequeno time da Baixada Fluminense, vivido por Barroso. Além de dividir o prêmio de Melhor Direção, o suspense carioca “Mate-me Por Favor” também rendeu o Redentor de Melhor Atriz para Valentina Herszage, uma hipnótica e jovem revelação de 17 anos em seu primeiro longa-metragem. Por sinal, os vencedores dos prêmios de interpretação pertencem todos a uma nova geração, como Alyne Santana (“Boi Neon”) e Caio Horowicz (“Califórnia”), também em seus primeiros longa-metragens. Veterana desta turma, Julia Bernat (“Aspirantes”) tem apenas 25 anos de idade e somente quatro longas no currículo – com metade dessa filmografia exibida agora no Festival do Rio. Contando com um filme a mais no currículo, o “experiente” Ariclenes Barroso (“Aspirantes”), de 23 anos, foi sincero ao receber seu troféu de Melhor Ator: “Ainda estou aprendendo a fazer cinema”. Que não aprenda muito, pois a consagração dessa geração se deve justamente à ausência dos vícios e maneirismos dos intérpretes renomados, já contaminados pelos exageros inerentes à TV e ao teatro. “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa, foi escolhido o Melhor Documentário. A diretora, que tinha sido premiada por seu documentário anterior, “Elena”, no Festival de Brasília de 2012, apresentou a história de dois atores do Théâtre du Soleil, em Paris, que enfrentam os desafios impostos por uma gravidez. Entre os 16 troféus distribuídos na premiação, ainda se destacaram o Prêmio Especial do Júri para “Quase Memória”, do veterano cineasta Ruy Guerra, além dos Prêmios do Público para “Nise — Coração da Loucura”, dirigido por Roberto Berliner, e o documentário “Betinho — A Esperança Equilibrista”, de Victor Lopes. Para completar, o filme “Beira-Mar”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, foi escolhido o Melhor Filme da mostra paralela Novos Rumos. Em seu discurso, Reolon destacou a importância do tema apresentado. “‘Beira-Mar’ fala sobre juventude, e os atores carregam o filme. Os meninos se doaram muito. Esse trabalho é sobre dois meninos que criam uma relação e receber esse prêmio é significativo porque eu e o (codiretor) Felipe completamos sete anos de namoro hoje”. PREMIAÇÃO DO FESTIVAL DO RIO 2015 MOSTRA PREMIÈRE BRASIL Melhor Filme “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro Melhor Direção Ives Rosenfeld (“Aspirantes”) e Anita Rocha da Silveira (“Mate-me por Favor”) Melhor Ator Ariclenes Barroso (“Aspirantes”) Melhor Atriz Valentina Herszage (“Mate-me por favor”) Melhor Ator Coadjuvante Caio Horowicz (“Califórnia”) Melhor Atriz Coadjuvante Julia Bernat (“Aspirantes”) e Alyne Santana (“Boi Neon”) Melhor Roteiro Gabriel Mascaro (“Boi Neon”) Melhor Fotografia Diego Garcia (“Boi Neon”) Melhor Montagem Sérgio Mekler (“Campo Grande”) Melhor Filme de Documentário “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa Melhor Direção de Documentário Maria Augusta Ramos (“Futuro Junho”) Melhor Curta “Pele de Pássaro”, de Clara Peltier Prêmio Especial do Júri Quase Memória”, de Ruy Guerra MOSTRA NOVOS RUMOS Melhor Filme “Beira-Mar”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon Melhor Curta “Outubro Acabou”, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes Prêmio Especial de Júri “Jonas”, de Lô Politi PRÊMIO DO PÚBLICO Melhor Filme “Nise – O Coração da Loucura”, de Roberto Berliner Melhor Documentário “Betinho – A Esperança Equilibrista”, de Victor Lopes (“crítica”) Melhor Curta “Até a China”, de Marão PRÊMIO DA CRÍTICA INTERNACIONAL Melhor Filme Latino-Americano “Te Prometo Anarquia”, de Julio Hernández Cordón
Luiz Carlos Miele (1938 – 2015)
Morreu o ator, apresentador, cantor e diretor Luiz Carlos Miele. Ele faleceu na manhã desta quarta-feira (14/10), aos 77 anos de idade, em seu apartamento em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro, após sentir indisposição e sofrer um mal súbito por volta das 8h23. Luiz Carlos Miele nasceu em 31 de maio de 1938, em São Paulo. Filho da atriz e cantora Regina Macedo (cujo nome real era Irma Miele), ele cresceu em meio ao showbusiness brasileiro do começo do século 20, frequentando programas de rádio desde a infância e dando literalmente “os primeiros passos” da TV brasileira. Sua estreia artística aconteceu por acaso, aos 12 anos de idade, quando o menino que seria protagonista da radionovela “Meu Filho, Meu Orgulho”, na Rádio Excelsior, ficou muito nervoso durante o teste. Regina sugeriu que o filho assumisse o papel, e assim começou uma carreira marcada por “acidentes” e casualidades, como o próprio Miele costumava contar. A transição para a TV também foi fruto de um famoso acidente. Miele estava na rádio Tupi quando a televisão chegou no Brasil, trazida por Assis Chateaubriand. Curioso, o menino entrou no estúdio da TV Tupi durante uma das primeiras transmissões ao vivo e, sem querer, passou na frente da câmera, de calça curta. “Daí alguém falou ‘A TV brasileira dá os primeiros passos’. E os primeiros passos da TV foram as minhas pernas”, ele recordou, em entrevista ao UOL. A estreia oficial na TV acabou acontecendo no “Clube do Canguru Mirim”, programa infantil da TV Tupi em que contracenou com os então adolescentes Érlon Chaves, Régis Cardoso e Walter Avancini. Entretanto, ele não demorou a demonstrar interesse em outras áreas do entretenimento. Em 1959, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na TV Continental como diretor de estúdio e assistente de edição. Como o salário era baixo, precisava dividir um apartamento no Catete com outros seis moradores, incluindo o ator Francisco Milani. Mas a mudança também o inseriu em outro universo artístico. “Miele não era um saudosista, estava sempre pensando em seu próximo projeto. Uma das figuras mais importantes para o entretenimento brasileiro” – João Marcelo Bôscoli No mesmo ano, Miele conheceu o jornalista e letrista Ronaldo Bôscoli, um dos nomes envolvidos na então nascente bossa nova e com quem formaria uma das mais importantes duplas do showbusiness brasileiro. Juntos, produziram shows no hoje lendário Beco das Garrafas, em Copacabana, trabalhando com cantores como Elis Regina, Wilson Simonal e Sérgio Mendes. O êxito da empreitada os levou a organizar espetáculos de alguns dos principais artistas brasileiros, como Roberto Carlos, e até estrangeiros, como Sarah Vaughan. Também tiveram uma boate no Rio, a Monsieur Pujol, por onde passaram, entre 1970 e 1974, astros como Dione Warwick, Burt Bacharach e Stevie Wonder. O sucesso da dupla chamou a atenção da então nascente TV Globo, que os contratou no mesmo mês em que foi fundada, em abril de 1965, para produzir programas musicais. Foram dezenas de programas, entre eles “Alô, Dolly”, “Um Cantor por Dez Milhões, Dez Milhões por uma Canção” e a pioneira série de comédia “Dick & Betty 17”, estrelada pelo cantor Dick Farney e a atriz Betty Faria em 1965 – o primeiro sitcom da Globo. A maior realização televisiva da dupla, porém, foi ao ar num canal rival: o célebre programa “O Fino da Bossa”, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues na TV Record. Além disso, também produziram “Musical em Bossa 9”, “Dois no Balanço” e a série de comédia “Se Meu Apartamento Falasse”, com Cyl Farney e Odete Lara, na TV Excelsior. Entre muitas outras atrações. Os dois acabaram voltando à Rede Globo em 1970, onde produziram programas de Elis Regina e Marília Pêra e assumiram a direção musical do “Fantástico”. “O Miele não tinha noção da sua própria importância” – Roberto Menescal Neste retorno, Miele acumulou funções e se desdobrou para atuar como apresentador de atrações musicais, como o festival MPB Shell, e shows de variedades como “Miele Show” e “Sandra & Miele” (com a atriz Sandra Brea), investindo ainda na carreira de comediante, com participações em três humorísticos que marcaram época: “Faça Humor, Não Faça Guerra” (1970-1973), “Satiricom” (1973-1976) e “Planeta dos Homens” (1976-1982) – ao lado de Jô Soares, Renato Corte Real, Berta Loran, Paulo Silvino, Renata Fronzi, Agildo Ribeiro e outras feras do humor nacional. Paralelamente, também fez shows de humor, gravou discos (dois deles em parceria com Elis e até o primeiro rap brasileiro, “O Melô do Tagarela”, lançado em 1980) e investiu na carreira de ator de cinema. A estreia na tela grande foi em “Um Homem e Sua Jaula” (1969), seguido pela cultuada comédia “O Capitão Bandeira Contra o Dr. Moura Brasil” (1971), de Antonio Calmon. Em ambas, atuou com o amigo Hugo Carvana. Na fase de ouro da Embrafilme, participou ainda do drama clássico “A Estrela Sobe” (1974), de Bruno Barreto, e das antologias “Cada um Dá o que Tem” (1975) e “Ninguém Segura Essas Mulheres” (1976). Em 1976, após a morte do humorista Manuel de Nóbrega, Miele passou a apresentar o humorístico “A Praça da Alegria” na Rede Globo. Do mesmo modo que Manuel na versão original, ele chegava à praça cenográfica, sentava-se no banco e tentava iniciar a leitura de um jornal, quando era interrompido, a todo momento, pelos mais variados tipos, que surgiam de todos os lados. Essa versão do programa durou até 1979, com roteiros e participação de Carlos Alberto de Nóbrega, que depois assumiria o programa de seu pai como “A Praça É Nossa” no SBT. Miele ainda trabalhou na TV Manchete, a partir de 1985, e apresentou o programa “Coquetel” em 1992 no SBT, antes de se focar exclusivamente no trabalho de ator, retomando o cinema numa participação em “O Homem Nu” (1997), dirigido pelo velho amigo Hugo Carvana. Uma década depois, os dois reatariam a parceria no filme “Casa da Mãe Joana” (2008). Ele também participou de três lançamentos recentes, as comédias “As Aventuras de Agamenon, o Repórter” e “Os Penetras”, ambas de 2012 e estreladas pelo jovem humorista Marcelo Adnet, e a cinebiografia “Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho” (2014). “Em outro país, o Miele teria sido o maior showman de todos os tempos” – Sandra Sá Nos últimos anos, voltara a ser presença constante na TV, atuando como integrante fixo do elenco de “Mandrake” (2005-2013), série de detetive inspirada na obra de Rubem Fonseca, no canal pago HBO, e em diversas produções da Globo, como as séries “Casos & Acasos” (2008), “Tapas e Beijos” (2011), “A Teia” (2014), a minissérie “O Brado Retumbante” (2012), a novela “Geração Brasil” (2014), o programa “Domingão do Faustão” (competiu no quadro Dança dos Famosos em 2014) e os humorísticos “Zorra Total” e “Tomara que Caia”. Neste programa, fez sua última aparição televisiva, exibida no dia 6 de setembro. Como ator, Miele ainda deixa uma participação inédita no filme de comédia “Uma Loucura de Mulher”, estreia na direção de Marcus Ligocki (produtor de “O Último Cine Drive-In”), que só chegará aos cinemas em 2016. Cheio de planos, ele até chegou a gravar o piloto de um novo programa de TV, em que lembrava causos de sua vida agitada, e planejava rodar o país com o one-man show “Miele — Contador de Histórias”, título de seu mais recente livro de memórias. Mas, novamente, um acidente aconteceu no meio do caminho. “Estou tristíssima, mas Miele não era um cara de ficar deitadinho dodói. Morreu animadíssimo como foi a vida inteira”, destacou a atriz e amiga Betty Faria. “Não consigo dizer nada além de lugares comuns sobre essa pessoa fantástica. Ele era um amigo de verdade, não só um colega de trabalho. Saudades, só isso”, despediu-se o colega Jô Soares.
A detetive adolescente Nancy Drew pode virar policial em nova série
A detetive mirim Nancy Drew pode ganhar uma nova série. Segundo o site The Hollywood Reporter, a rede americana CBS aprovou a produção de um piloto da atração, que terá uma abordagem inusitada, trazendo a personagem adulta, aos 30 anos de idade, trabalhando como detetive do Departamento de Polícia de Nova York. Curiosamente, algo similar foi cogitado para “Veronica Mars” em 2008, numa série que mostraria a ex-detetive adolescente trabalhando no FBI. Na época, o projeto foi descartado pelo canal CW, mas um teaser acabou integrando o lançamento em Blu-ray da 3ª e última temporada da série cultuada. Nancy Drew, por sinal, é uma das inspirações originais de “Veronica Mars”. A personagem surgiu em 1930, desenvolvida pelo editor Edward Stratemeyer numa icônica série literária escrita sob o pseudônimo de Carolyn Keene, atribuído a vários escritores-fantasmas. Em seu contexto original, ela era uma pré-adolescente que vivia com seu pai na cidadezinha de River Heights, resolvendo mistérios que envolviam os jovens da vizinhança. A menina só começou a crescer a partir dos anos 1980, quando uma nova série literária, “The Nancy Drew Files”, passou a incluir enredos românticos. Os mistérios de Nancy Drew já venderam mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzidos em 45 línguas diferentes. A personagem também já apareceu em cinco filmes e duas séries televisivas (nos anos 1970 e 1990), além de games de computador e produtos variados. O filme mais antigo, “Nancy, A Detetive”, é de 1938. O mais recente foi lançada no cinema em 2007. Intitulado “Nancy Drew e o Mistério de Hollywood”, trazia Emma Roberts (série “Scream Queens”) no papel-título. Os responsáveis pela nova adaptação são Joan Rater e Tony Phelan, ambos produtores de “Grey’s Anatomy” e “Madame Secretary”. Mas para virar série o projeto precisará passar pela produção e aprovação do piloto, que por enquanto ainda não tem cronograma previsto.
Drama clássico de prisão Papillon vai ganhar remake
Não é possível que os produtores executivos de Hollywood ignorem que remakes não fazem sucesso, tendo em vista a coleção de fracassos que a iniciativa rende. Entretanto, continuam a aprovar as refilmagens. O próximo clássico a ser revisitado, segundo o site Variety, será o filme de prisão “Papillon”, estrelado por Steve McQueen e Dustin Hoffman em 1973. Assim como o filme dirigido por Franklin J. Schaffner, o remake será baseado na autobiografia do prisioneiro francês Henri Charriere, cujo apelido era Papillon (borboleta em francês). McQueen eternizou Charriere nos cinemas, condenado injustamente por uma assassinato na França dos anos 1930. Mandado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, passou décadas de maus tratos e sofrimento, planejando uma fuga impossível com apoio do personagem de Hoffman. O roteiro da nova versão é de autoria de Aaron Guzikowski, responsável pelo suspense “Os Suspeitos” (2013), e a direção está a cargo do dinamarquês Michael Noer (“R”), que fará sua estreia em Hollywood. Ainda há previsão para o lançamento nos cinemas.
No Mundo da Lua: Veja o trailer dublado da nova animação do diretor de As Aventuras de Tadeo
A Paramount Pictures divulgou o trailer dublado da animação “No Mundo da Lua” (Atrapa la Bandera), escrita por Javier López Barreira e dirigida por Enrique Gato, ambos do desenho espanhol “As Aventuras de Tadeo” (2012). Assim como aquele filme, inspirado na franquia “Indiana Jones”, o novo trabalho remete às antigas produções de Steven Spielberg, acompanhando crianças que planejam ir para a Lua, de carona num voo espacial da NASA. A premissa é curiosamente americana até a medula, incluindo mensagens sobre a importância da família e a valorização do programa espacial americano. A trama acompanha Mike Goldwing, um surfista de 12 anos que é filho e neto de astronautas. Amargurado por ver o programa Apollo cancelado na véspera dele ir para a Lua, o avô do menino se distanciou da família. Assim, quando a NASA decide retomar o programa e convocar os antigos astronautas para treinar uma nova geração, o menino não só comemora as pazes entre seu pai e seu avô, como aproveita a oportunidade para se esgueirar com sua “namorada” a bordo de uma nave com destino à Lua. O filme estreou em agosto na Espanha e tem estreia prevista apenas para 21 de abril no Brasil.
O Bom Dinossauro: Animação ganha novos pôsteres, fotos e trailer
A Disney divulgou quatro pôsteres de personagens, nove fotos e um novo trailer dublado de “O Bom Dinossauro”, animação produzida pelo estúdio Pixar. A prévia traz muitas cenas inéditas, mas o que chama atenção é a forma como martela as duas principais mensagens do filme: que é preciso superar os medos e que um bom amigo pode mudar tudo. O marketing entrega a moral de história sem a menor sutileza. A premissa da animação parte da pergunta: E se o asteroide que mudou a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros gigantes nunca tivessem sido extintos? A partir disso, a trama explora uma jornada épica de amizade, entre um apatossauro chamado Arlo e um pequeno humano. Enquanto viajam por uma paisagem misteriosa e desértica, Arlo aprende o poder de confrontar seus medos e descobre do que ele realmente é capaz. O elenco de dubladores inclui o ator Lucas Neff (série “Raising Hope”) como a voz de Arlo, além de Neil Patrick Harris (série “How I Met Your Mother”), Bill Hader (série “Saturday Night Live”), Judy Greer (série “Arrested Development”), John Lithgow (série “Dexter”) e Frances McDormand (“Moonrise Kingdom”). Dirigido por Peter Sohn, que trabalhou como animador em “Ratatouille” (2007), o filme estreia em 25 de novembro nos EUA e apenas em 7 de janeiro no Brasil.
Roteirista de Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros vai dirigir o filme do Flash
O filme da Warner Bros. sobre o super-herói Flash definiu seu diretor. Segundo o site The Hollywood Reporter, o roteirista Seth Grahame-Smith vai escrever e dirigir o longa, fazendo sua estreia na direção. A Warner deve ter ficado impressionada com os fracassos que Grahame-Smith assinou, como “Sombras da Noite” (2012) e o infame “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2013). Além disso, a divulgação do primeiro trailer de “Orgulho e Preconceito e Zumbis” indica que ele pode conseguir uma trifecta negativa (no caso, como autor do livro em que a trama se baseia). Ele também está escrevendo a trama da animação “Lego Batman”. Phil Lord e Christopher Miller, que escreveram o primeiro esboço do roteiro de “The Flash”, estavam cotados para a direção, mas não aceitaram a proposta porque estão envolvidos no filme derivado de Han Solo, da franquia “Star Wars”, a ser produzido pela Disney. Criado em 1956 por Gardner Fox (o Stan Lee da DC Comics), Flash será interpretado no cinema por Ezra Miller (“As Vantagens de Ser Invisível”) e deve ser apresentado pela primeira vez em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça”, em 24 de março de 2016. Ele também aparecerá em dois longas previstos da Liga da Justiça, com estreias em 2017 e 2019. O filme solo do super-herói tem lançamento marcado para 23 de março de 2018 nos EUA, e além de se preocupar com as bilheterias terá a missão de superar a série do personagem, maior sucesso do canal americano CW.












