Shelter: Jennifer Connelly é sem-teto em trailer e pôsters de drama indie
Screen Media Films divulgou o primeiro trailer e pôsteres do drama independente “Shelter”, que traz Jennifer Connelly (“Noé”) como uma sem-teto. A prévia mostra seu relacionamento com outro morador de rua, vivido por Anthony Mackie (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”), um imigrante ilegal que corre o risco de ser deportado. Paralelamente, surgem frestas de seu passado, mostrando o marido que a procura com a foto do filho que ela abandonou. O filme foi escrito e dirigido pelo ator Paul Bettany (o Visão de “Vingadores: Era de Ultron”), que é marido da atriz na vida real e estreia na direção. Exibido há mais de um ano no Festival de Toronto de 2014, “Shelter” teve lançamento limitado nesta sexta (13/11) nos EUA e não tem previsão de chegar aos cinemas do Brasil.
Ave, César: Veja o trailer legendado da nova comédia dos irmãos Coen
A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer legendado de “Ave, César!”, a nova comédia dos irmãos Coen (“Inside Llewyn Davis”). A prévia mostra uma reconstituição fiel da era do technicolor, emulando clássicos de Hollywood para contar uma história de bastidores sobre o rapto de um grande astro e o trabalho do “fixer” contratado pelo estúdio para lidar com a situação. Em tom de farsa, ele reúne outras estrelas de cinema para ajudar na investigação, fazendo o nonsense subverter a reconstituição realista de época. O elenco grandioso traz Channing Tatum (“Anjos da Lei”) como um avatar de Gene Kelly, Scarlett Johanson (“Os Vingadores”) reinando nas piscinas como uma Esther Williams loura, Alden Ehrenreich (“Dezesseis Luas”) evocando um jovem Montgomery Clift e George Clooney (“Gravidade”) como o astro do blockbuster fictício do título, uma versão de Marlon Brando em “Julio César” (1953). Mas é Josh Brolin (“Homens de Preto 3”) quem tem o papel principal como o fixer do estúdio, responsável por dar um jeito em toda e qualquer situação inconveniente. A lista de coadjuvantes ainda inclui Tilda Swinton (“Expresso do Amanhã”), Ralph Fiennes (franquia “Harry Potter”), Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Frances McDormand (minissérie “Olive Kitteridge”), Dolph Lundgren (“Os Mercenários”) e Christopher Lambert (“Highlander”). “Ave, César!” chega aos cinemas brasileiros em 4 de fevereiro, um dia antes da estreia nos EUA.
Triple 9: Grande elenco, muita violência e corrupção policial em trailer trepidante
A Open Road Films divulgou o primeiro trailer – para maiores – de “Triple 9”, thriller policial do cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”). Bastante tensa, a prévia se apresenta com uma narrativa picotada, dividida entre vários eventos violentos e personagens corruptos, com uma trepidação de documentário de guerra que evoca o brasileiro “Tropa de Elite” (2007). . A trama acompanha um grupo de policiais corruptos chantageados pela máfia russa para executar um assalto praticamente impossível. Tudo dá errado. E sobram tiros para todos os lados. O elenco é simplesmente grandioso, formado por Woody Harrelson (franquia “Jogos Vorazes”), Casey Affleck (“Tudo por Justiça”), Anthony Mackie (“Capitão América 2 – O Soldado Invernal”), Norman Reedus (série “The Walking Dead”), Kate Winslet (“Divergente”), Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), Teresa Palmer (“Meu Namorado é um Zumbi”), Aaron Paul (série “Breaking Bad”), Gal Gadot (“Velozes & Furiosos 6”) e Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”). “Triple 9” chega aos cinemas americanos em 26 de fevereiro, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Trumbo: Novo trailer e pôster trazem Bryan Cranston contra a lista negra de Hollywood
A Entertainment One divulgou um novo pôster e o trailer internacional da cinebiografia do famoso roteirista Dalton Trumbo (“Spartacus”), que traz o ator Bryan Cranston (“Breaking Bad”) caracterizado no papel-título. A prévia revela uma trama de fôlego, que cobre praticamente toda a carreira de Trumbo, contando como o aclamado roteirista, após ser indicado ao Oscar de 1941 (por “Kitty Foyle”), foi vítima da caça aos comunistas de Hollywood. Recusando-se a cooperar com o Congresso para entregar os comunistas que estariam infiltrados em Hollywood, ele entrou na lista negra dos profissionais proibidos de trabalhar nos estúdios americanos. O mais interessante, porém, é a forma como se deu sua reação e a sabotagem organizada contra as restrições impostas, com Trumbo vendendo roteiros que eram assinados por testas de ferro. Dois filmes que ele escreveu sob pseudônimo ganharam o Oscar de Melhor Roteiro, “A Princesa e o Plebeu” (1953) e “Arenas Sangrentas” (1956). Só dois anos depois é que o astro Kirk Douglas assumiu o risco de contratá-lo e creditá-lo como roteirista de “Spartacus” (1960), marcando o fim da lista negra. Tudo isso aparece no trailer, que ainda mostra o impacto da lista negra na vida de sua família, com Diane Lane (“O Homem de Aço”) no papel de sua esposa Cleo e Elle Fanning como sua filha Nikola. O elenco ainda inclui Louis C.K. (série “Louis”), Helen Mirren (“RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos”), John Goodman (“Caçadores de Obras-Primas”) e Michael Stuhlbarg (série “Boardwalk Empire”). O filme é baseado na biografia “Dalton Trumbo”, de Bruce Cook, publicada em 1977, um ano após a morte do roteirista. A adaptação foi escrita por John McNamara, escritor de séries de ação de curta duração, como o remake de “O Fugitivo” e “Fastlane”, e a direção está a cargo de Jay Roach, conhecido por assinar a franquia cômica “Entrando Numa Fria” (2000), mas também o teledrama premiado “Virada no Jogo” (2012). “Trumbo” teve première no Festival de Toronto, onde teve boa recepção crítica. A estreia comercial acontece em 6 de novembro nos EUA e apenas em 18 de fevereiro no Brasil.
Halt and Catch Fire é renovada para sua 3ª temporada
O canal pago americano AMC renovou a série “Halt and Catch Fire”, querida da crítica e ignorada pelo público, para sua 3ª temporada. Segundo o site Deadline, a decisão foi tomada após muitas considerações e reuniões com a equipe criativa, e levou em conta a qualidade da atração, apesar de sua baixa audiência. A 2ª temporada foi assistida por um universo de apenas 520 mil telespectadores por episódio, número inferior ao da 1ª temporada, que correu risco de cancelamento com uma audiência média de 760 mil. Para viabilizar a continuação da trama, os criadores da série, Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers, assumiram o dia-a-dia da produção, acumulando a função de showrunners que era exercita até então por Jonathan Lisco (“Southland”). A série é ambientada durante o boom da informática no Vale do Silício, durante os anos 1980, e narrada a partir da visão de quatro indivíduos: o visionário Joe MacMillan (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), o casal de engenheiros de computação Gordon Clarke (Scoot McNairy, de “Argo”) e Dona Clark (Kerry Bish, também de “Argo”) e a programadora punk Cameron Howe (Mackenzie Davis, de “Perdido em Marte”). Enquanto a 1ª temporada acompanhava os esforços para a criação do computador portátil, a 2ª mostrou a chegada da internet. 10 novos episódios foram encomendados para 3ª temporada, que por enquanto ainda não tem data de estreia prevista.
Vinyl: Trailer da série roqueira de Martin Scorsese destaca ícones dos anos 1970
O canal pago americano HBO divulgou o trailer de “Vinyl”, série sobre a cena musical nova-iorquina dos anos 1970, produzida por Mick Jagger e Martin Scorsese. A prévia destaca o James Jagger (filho de Mick) como cantor de uma banda punk, Juno Temple (“Killer Joe”) como uma caçadora de talentos e Bobby Canavale (“Blue Jasmine”) na pele do dono de uma gravadora. As imagens acompanham um discurso do personagem de Canavale sobre o que é rock’n’roll, enquanto uma coleção de ícones definem as referências, mostrando flashes de Andy Warhol, da banda New York Dolls e Sly Stone. A trama é ambientada em 1977 e vai seguir as aventuras do executivo de uma gravadora de Nova York que é movido à cocaína (o personagem de Canavale) e casado com uma top model baladeira (Olivia Wilde, de “Rush: No Limite da Emoção”). O elenco também inclui Ray Romano (“Everybody Loves Raymond”) como o braço direito e confidente do personagem de Canavale. A época foi escolhida por marcar um dos períodos mais criativos da história musical de Nova York, como berço do punk, da era das discotheques e do hip-hop. Chamado originalmente de “History of Music”, o projeto surgiu como ideia de Mick Jagger, que pretendia transformá-lo num filme. O cineasta Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), que ficou amigo do cantor durante as filmagens do documentário “Shine a Light” (2008), sobre os Rolling Stones, gostou da ideia, mas achou que renderia melhor como série. Ele próprio dirigiu o piloto aprovado pela HBO, que foi roteirizado por Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”). “Vinyl” estreia em fevereiro na HBO, que assim já abre o ano com a série mais aguardada de 2016.
Conheça os 81 candidatos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos filmes inscritos para disputar as cinco indicações ao Oscar 2016 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. São, ao todo, 81 obras. O candidato brasileiro é “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, que chega credenciado por premiações internacionais, agraciado com troféus nos festivais de Sundance e Berlim. Entre os demais concorrentes, os principais títulos também vem da América do Sul, como “O Clã”, de Pablo Trapero, premiado no Festival de Veneza, e “O Clube”, de Pablo Larraín, consagrado no Festival de Berlim. Curiosamente, a Venezuela não selecionou o vencedor do Festival de Veneza, “Desde Allá”, de Lorenzo Vigas, concorrendo com um longa sem expressão internacional. Outra curiosidade é a presença do Paraguai, que figura pela primeira vez na lista com o filme “El Tiempo Nublado”, de Arami Ullón. Quem inscreve os filmes são comissões formadas em cada país, sem que a Academia tenha interferência no processo. No Brasil, a seleção é feita por intermédio do Ministério da Cultura. A lista sofrerá o primeiro corte nos próximos meses, sendo reduzida a nove semi-finalistas antes de chegar aos cinco indicados definitivos, que serão anunciados no dia 14 de janeiro de 2016. A cerimônia de entrega do Oscar está marcada para o dia 28 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles. Candidatos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira Afeganistão: “Utopia”, de Hassan Nazer África do Sul: “The Two of Us”, de Ernest Nkosi Albânia: “Bota”, Iris Elezi, de Thomas Logoreci Alemanha: “Labyrinth of Lies”, de Giulio Ricciarelli Argélia: “Twilight of Shadows”, de Mohamed Lakhdar Hamina Argentina: “O Clã”, de Pablo Trapero Austrália: “Arrows of the Thunder Dragon”, de Greg Sneddon Áustria: “Goodnight Mommy”, de Veronika Franz, Severin Fiala Bangladesh: “Jalal’s Story”, de Abu Shahed Emon Bélgica: “The Brand New Testament”, de Jaco Van Dormael Bósnia e Herzegovina: “Our Everyday Story”, de Ines Tanovic Brasil: “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert Bulgária: “The Judgment”, de Stephan Komandarev Camboja: “The Last Reel”, de Sotho Kulikar Canadá: “Félix and Meira”, de Maxime Giroux Cazaquistão: “Stranger”, de Yermek Tursunov Cingapura: “7 Letters”, de Royston Tan e outros Chile: “O Clube”, de Pablo Larraín China: “Go Away Mr. Tumor”, de Han Yan Coreia do Sul: “The Throne”, de Lee Joon-ik Costa do Marfim: “Run”, de Philippe Lacôte Costa Rica: “Presos”, de Esteban Ramírez Croácia: “The High Sun”, de Dalibor Matanic Dinamarca: “A War”, de Tobias Lindholm Eslováquia: “Goat”, de Ivan Ostrochovský Eslovênia: “The Tree”, de Sonja Prosenc Espanha: “Flores”, de Jon Garaño, Jose Mari Goenaga Estônia: “1944”, de Elmo Nüganen Etiópia: “Lamb”, de Yared Zeleke Filipinas: “Heneral Luna”, de Jerrold Tarog Finlândia: “The Fencer”, de Klaus Härö França: “Mustang”, de Deniz Gamze Ergüven Geórgia: “Moira”, de Levan Tutberidze Grécia: “Xenia”, de Panos H. Koutras Guatemala: “Ixcanul”, de Jayro Bustamante Holanda: “The Paradise Suite”, de Joost van Ginkel Hong Kong: “To the Fore”, de Dante LamrnHungria: “Son of Saul”, de László Nemes Islândia: “Rams”, de Grímur HákonarsonrnÍndia: “Court”, de Chaitanya Tamhane Irã: “Muhammad: The Messenger of God”, de Majid Majidi Iraque: “Memories on Stone”, de Shawkat Amin Korki Irlanda: “Viva”, de Paddy Breathnach Israel: “Baba Joon”, de Yuval Delshad Itália: “Don’t Be Bad”, de Claudio Caligari Japão: “100 Yen Love”, de Masaharu Take Jordânia: “Theeb”, de Naji Abu Nowar Kosovo: “Babai”, de Visar Morina Letônia: “Modris”, de Juris Kursietis Líbano: “Void”, de Naji Bechara, Jad Beyrouthy, Zeina Makki, Tarek Korkomaz, Christelle Ighniades, Maria Abdel Karim, Salim Haber Lituânia: “The Summer of Sangaile”, de Alanté Kavaïté Luxemburgo: “Baby (A)lone”, de Donato Rotunno Macedônia: “Honey Night”, de Ivo Trajkov Malásia: “Men Who Save the World”, de Liew Seng Tat México: “600 Millas”, de Gabriel Ripstein Montenegro: “You Carry Me”, de Ivona Juka Marrocos: “Aida”, de Driss Mrini Nepal: “Talakjung vs Tulke”, de Basnet Nischal Noruega: “The Wave”, de Roar Uthaug Paquistão: “Moor”, de Jami Palestina: “The Wanted 18”, de Amer Shomali, Paul Cowan Paraguai: “El Tiempo Nublado”, de Arami Ullón Peru: “NN”, de Héctor Gálvez Polônia: “11 Minutes”, de Jerzy Skolimowski Portugal: “As Mil e Uma Noites: Volume 2, O Desolado”, de Miguel Gomes Quirguistão: “Heavenly Nomadic”, de Mirlan Abdykalykov Reino Unido: “Under Milk Wood”, de Kevin Allen República Dominicana: “Dólares de arena”, de Laura Amelia Guzmán, Israel Cárdenas República Tcheca: “Home Care”, de Slavek Horak Romênia: “Aferim!” de Radu Jude Rússia: “Sunstroke”, de Nikita Mikhalkov Sérvia: “Enclave”, de Goran Radovanovic Suécia: ” Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência”, de Roy Andersson Suíça: “Iraqi Odyssey”, de Samir Taiwan: “The Assassin”, de Hou Hsiao-hsien Tailândia: “How to Win at Checkers (Every Time)”, de Josh Kim Turquia: “Sivas”, de Kaan Müjdeci Uruguai: “Una Noche Sin Luna”, de Germán Tejeira Venezuela: “Lo que Lleva el Río”, de Mario Crespo Vietnã: “Jackpot”, de Dustin Nguyen
BBB 23: Deserto segue “plano kamikaze” em armadilha criada pela Globo
A falta de transparência da produção do “BBB 23”, que alterou a votação do público no paredão desta semana, está levando o quarteto do quarto Deserto a assumir um plano literalmente kamikaze. Bruna Griphao, Larissa Santos, Amanda Meirelles e Aline Wirley batizaram realmente o plano de kamizake. Mesmo Amanda e Larissa sabendo que estarão no próximo paredão, fecharam com a líder Aline uma indicação em Domitila Barros. “O foco hoje é só nós. Na hora de dar o Anjo, no voto da Líder e ao ir pro paredão. Só vai dar nós em horário nobre”, brincou Larissa. “Por mais que não queira ter ninguém no paredão, a gente consegue entender que dois nossos juntam as torcidas para eliminar um deles”, analisou Bruna. Como a atriz demonstrou, o plano levava em conta a união de suas torcidas para enfrentar a favorita das Páginas de Fofoca e, possivelmente, da própria produção do programa – por todos os indícios demonstrados na edição. Entretanto, o programa da Globo mudou a forma de votação de forma polêmica para impedir que as torcidas do grupo se unam contra um único candidato. Em vez de votar para eliminar, a votação será para salvar. Pior que mudar a regra com o jogo em andamento, a equipe não informou a mudança casuística aos participantes, transformando a estratégia do Deserto numa tática que faz justiça ao nome kamikaze. Ao omitir ter alterado a forma de votação do público, a produção transformou o paredão deste domingo (2/4) numa armadilha para as sisters, que baseiam sua estratégia na forma como o BBB sempre foi jogado – o que escancara ainda mais o casuísmo. Além de adotar uma eliminação no estilo de “A Fazenda”, a dinâmica da noite ainda terá uma votação da casa no estilo do Resta Um, do programa da Record. A votação deste domingo (2/4) começará com a revelação do Poder Coringa, a imunidade de Sarah Aline, seguirá com a imunização de Bruna pelas Anjas Amanda e Larissa, e a indicação da Líder Aline em Domitila. Em seguida, a casa votará em outras duas pessoas e as mais votadas irão para o paredão. Além disso, cada uma das emparedadas pela casa votará em outras duas pessoas para imunizar, levando as duas participantes que sobrarem também para o paredão. As quatro indicadas pela casa vão pra prova Bate-Volta e apenas uma se livrará do paredão. O paredão será quádruplo, com três pessoas escolhidas pela casa e uma pela Líder. Na terça, a menos votada sairá do programa. Confira a dinâmica da semana no #BBB23! 👀⤵️ #RedeBBB pic.twitter.com/vGCcd7KarX — Big Brother Brasil (@bbb) March 31, 2023
Maria Schneider (1952 – 2011)
A atriz francesa Maria Schneider morreu nesta quarta (3/2) em Paris, de câncer, aos 58 anos. Ela ficou internacionalmente conhecida por seu papel no drama “O Último Tango em Paris” (1972), que a transformou em ícone sexual dos anos 70. Nascida Marie Christine Gélin em Paris, Maria Schneider era filha de uma modelo de origem romena e do ator Daniel Gélin, que nunca a reconheceu, e fez pequenos papéis num punhado de filmes, antes de estourar em “O Último Tango em Paris”. Maria só conheceu o pai aos 15 anos, quando fugiu de casa, mas a filiação a ajudou a conseguir emprego no cinema, como figurante, aos 17 anos. Ela estreou sem receber créditos no filme “Les Femmes” (1969). Seu nome não apareceu nas telas, mas foi reconhecido por Brigitte Bardot, a estrela do filme, que era amiga de seu pai. Sabendo de sua história, a estrela a convidou morar em sua mansão. Graças a Brigitte, Maria conheceu diversas personalidades da indústria cinematográfica. Warren Beatty a apresentou à agência de talentos William Morris, que fez subir seu status: de figurante sem falas, tornou-se coadjuvante sem nome em “Madly” (1970), estrelado por Alain Delon, e finalmente uma adolescente sexy e rebelde em “Les Jambes en l’Air” (1971) – praticamente, uma jovem Brigitte Bardot. Ela estava empolgada em fazer um novo filme com Delon, então o maior galã da França, quando veio a oferta para estrelar “O Último Tango em Paris”. Seu primeiro impulso, ao ler o roteiro, foi recusar o papel, mas a agência William Morris lhe aconselhou o contrário: “É um papel de protagonista ao lado de Marlon Brando — você não pode recusar.” A atriz foi selecionada pelo cineasta Bernardo Bertolucci aos 19 anos, após vê-la na casa de Brigitte Bardot. Bertolucci se encantou com aquela jovem ainda desconhecida, que circulava com intimidade pelos quartos da maior estrela da França, acreditando que possuía uma beleza angelical capaz de incendiar o mundo. E tratou de despir seu corpo, para contar uma história tórrida, sobre uma adolescente e um viúvo americano de passagem por Paris, que transam sem se conhecer. Foi um escândalo. Por conta das cenas de nudez frontal e uma sequência picante, envolvendo manteiga e sodomia, o maior sucesso de Maria Schneider se tornou também um dos mais filmes polêmicos de sua época. Não por acaso, “O Último Tanto em Paris” ficou proibido de ser exibido no Brasil por quase uma década, censurado pela ditadura militar. A fama do filme também pesou sobre a carreira da atriz, que passou a receber sempre ofertas de papéis de devassa. Dizendo-se manipulada por Bertolucci e traumatizada pelas cenas mais violentas – o estupro com manteiga não estava originalmente no roteiro e foi improvisado por Brando – , ela jurou nunca mais tirar as roupas no cinema e evitou falar sobre “O Último Tanto em Paris” por boa parte de sua vida. Quando voltou a falar do filme, não teve palavras gentis. Em 2007, ela revelou, numa entrevista: “Marlon me disse na ocasião da cena com a manteiga: ‘Maria, não se preocupe, é apenas um filme’. Mas durante a cena, ainda que não fosse real, eu chorei lágrimas verdadeiras. Eu me senti humilhada e, para ser honesta, um pouco estuprada por Brando e por Bertolucci. Eu devia ter chamado meu agente ou um advogado, porque não sabia se devia fazer uma cena que não estava no roteiro. E, depois da cena, Marlon não me consolou nem se desculpou. Felizmente, tudo durou apenas um take”. Sem tirar as roupas, ela estrelou outra produção importante de mais um proeminente cineasta italiano: “Profissão: Repórter” (1975), de Michelangelo Antonioni, em que atuou ao lado de Jack Nicholson. Obra de fotografia sublime, “Profissão: Repórter” deveria ter estabelecido Maria Schneider como uma das maiores estrelas da Europa. Mas Nicholson, que era um dos produtores, não quis que o filme tivesse um grande lançamento comercial, controlando sua distribuição para garantir que ele fosse apreciado como um “filme de arte”. A atriz também estrelou “La Baby Sitter” (1975), último filme do mestre francês René Clément, que infelizmente fracassou nas bilheterias, uma maldição que acompanhou todo o resto de sua carreira. Ela se envolveu com drogas, passou a ter comportamento errático e desenvolver fama de excêntrica. Em 1975, declarou-se bissexual. Escalada para viver uma das personagens principais de “Caligula” (1979), o épico erótico mais caro do cinema, deu chilique, disse que não tiraria a roupa nas filmagens e acabou demitida. Saiu dos sets de filmagem diretamente para uma clínica psiquiátrica em Roma, onde passou vários dias acompanhada por uma mulher descrita como sua amante. Sua recusa em fazer cenas de nudez também a levou a ser despedida do clássico “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977), de Luis Buñuel. E houve também uma passagem escandalosa pelo Brasil, em que ela veio filmar no Rio, com a diretora Ana Carolina, surtou e largou a produção antes mesmo de começarem as filmagens. Numa entrevista dada mais tarde, Maria assumiu ter “perdido sete anos” da sua vida, entre o vício em heroína, overdoses, uma tentativa de suicídio e um internamento psiquiátrico. Ao se recusar a mostrar o corpo, ela acabou por enveredar pelo nascente cinema feminista. Auxiliou o despertar sexual de uma dona de casa oprimida em “Io Solo Mia” (1978), drama pioneiro por ter uma equipe técnica composta só por mulheres, da diretora Sofia Scandurra à assistente de iluminação. Assumiu um romance lésbico com a holandesa Monique van de Ven no avançado “Een vrouw als Eva” (1979), um dos primeiros a mostrar de forma positiva um casal de lésbicas. Interpretou ainda uma prostituta sofrida em “La Dérobade” (1979), que lhe rendeu uma indicação ao César (o Oscar francês). Mas, paradoxalmente, encerrou sua década de glória como vítima de “Mama Dracula” (1980), uma vampira que precisava do sangue de jovens virgens, numa das piores interpretações de sua filmografia. O despertar feminista teria sido motivado pelo grande amor de sua vida, a quem ela mencionava apenas como “meu anjo”, sem entrar na polêmica do sexo do anjos – embora as colunas de fofoca apontassem ser a herdeira americana Joan “Joey” Townsend. Maria Schneider continuou a aparecer no cinema e na TV até 2008, quase sempre em papéis secundários – entre eles, o da esposa insana de Edward Rochester na versão de Franco Zeffirelli para o romance gótico “Jane Eyre” (1996). Zeffirelli também lhe ofereceu o papel de Maria em sua minissérie “Jesus de Nazaré” (1977), mas ela recusou, prevendo a polêmica – uma decisão da qual ela se arrependeu. Embora seja sempre lembrada pelo escândalo de “O Último Tanto em Paris”, a atriz emplacou outros cults em sua filmografia. Além dos dramas feministas já citados, fez o suspense surreal “Merry-Go-Round” (1981), do mestre francês Jacques Rivette, e a sci-fi “Bunker Palace Hotel” (1989), do autor de quadrinhos Enki Bilal, um dos fundadores da revista “Metal Hurlant” (“Heavy Metal” nos EUA e resto do mundo). Seu último filme foi “Cliente” (2008), de Josiane Balasko. Na ocasião, lhe perguntaram que conselho daria para as jovens atrizes que estavam começando. “Nunca tire as roupas para velhos safados que dizem que isso é arte”, foi sua resposta.








