Após prever “dificuldades”, Bolsonaro renova concessão da Globo
Depois de muito ameaçar, o agora silencioso Jair Bolsonaro renovou a concessão de funcionamento da rede Globo por mais 15 anos. Durante seu governo, Bolsonaro tratou a Globo como inimiga jurada e sugeriu que a emissora teria “dificuldades” para permanecer no ar. “Não vamos perseguir ninguém, nós apenas faremos cumprir a legislação para essas renovações de concessões. Temos informações de que eles vão ter dificuldades”, disse Bolsonaro numa das muitas vezes em que mencionou o vencimento da concessão da emissora carioca. O ódio de Bolsonaro transpareceu pela primeira vez em outubro de 2019, numa live exibida logo após uma reportagem do “Jornal Nacional” vincular seu nome às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco. Em meio a várias ofensas, dirigiu-se à emissora em seu melhor estilo truncado: “Temos uma conversa em 2022. Eu tenho que estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ser perseguição. Nem pra vocês nem pra TV nem rádio nenhuma. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês, nem pra ninguém”. Ele retomou o assunto várias vezes durante seu mandato, sempre esquecendo que, por não perseguir ninguém, deveria citar de vez em quando outros canais. O SBT, por exemplo, teve a renovação de sua concessão assinada em 12 de dezembro, uma data simbólica, já que é o dia de aniversário de Silvio Santos. Record e Band também tiveram suas concessões renovadas pelo mesmo período de 15 anos. A decisão deve ser publicada no Diário Oficial de quarta-feira (21/12). Segundo rumores, Bolsonaro decidiu assinar a renovação, faltando 11 dias para acabar seu mandato, para não dar a Lula o prazer de assinar a renovação da Globo.
Shantaram: Série do astro de “Sons of Anarchy” é cancelada na 1ª temporada
A Apple TV+ cancelou a série “Shantaram”, estrelada por Charlie Hunnam (“Sons of Anarchy”). Apesar de ser uma das produções mais caras da plataforma, filmada em vários países, a série não gerou o tipo de burburinho causado pelos principais lançamentos da plataforma. O final da 1ª e única temporada foi disponibilizado na sexta passada (16/12). “Shantaram” era para ser um filme estrelado e produzido por Johnny Depp, mas essa encarnação nunca saiu do papel. Após virar série, muitos especularam que talvez a duração de um filme tornasse a adaptação do best-seller de Gregory David Roberts mais ágil. A trama complexa, cheia de reviravoltas e que demora a ganhar ritmo acompanha a jornada de um homem chamado Lin, que ao fugir de uma prisão australiana se reinventa como médico nas favelas de Bombaim, na Índia, nos anos 1980. Ele acaba se envolvendo com um chefe da máfia local (Alexander Siddig, de “Gotham”) e, eventualmente, usa suas habilidades de tráfico de armas e falsificação para lutar contra as tropas russas invasoras no Afeganistão. Paralelamente, ele se apaixona por uma mulher enigmática e intrigante chamada Karla (Antonia Desplat, de “Carta ao Rei”) e deve escolher entre liberdade ou amor e as complicações que vêm com essa escolha. A produção ambiciosa tinha roteiro de Eric Warren Singer (“Trapaça!”), direção do cineasta Justin Kurzel (“Assassin’s Creed”) e ainda contava com o produtor-roteirista Steve Lightfoot (“O Justiceiro”) como showrunner.
Trailers mostram excessos de “Babilônia”, novo filme de Brad Pitt e Margot Robbie
A Paramount divulgou dois novos trailers de “Babilônia”, que volta a reunir os astros Brad Pitt e Margot Robbie após “Era uma Vez em… Hollywood”, e novamente numa história sobre a velha Hollywood. Os vídeos foram diferenciados com rótulos, que os apresentam como versões “comportada” e “safada”, mas ambos mostram situações extremas. A diferença é que a prévia “safada” vai muito mais longe no mergulho de sexo, drogas e jazz em sua recriação da Era de Ouro da indústria cinematográfica americana. A maioria dos personagens do filme é fictícia, mas inspirada em pessoas reais. Depois de viver Sharon Tate no filme de Quentin Tarantino, Robbie interpreta uma versão cocainômana de Clara Bow, símbolo sexual da transição do cinema mudo para o falado, enquanto o personagem Pitt é baseado em grandes atores dos anos 1920, como John Gilbert, que teve dificuldades de se adaptar às mudanças tecnológicas trazidas pela sonorização. O filme tem roteiro e direção de Damien Chazelle, diretor dos premiados “Whiplash” e “La La Land”, e seu elenco grandioso ainda inclui Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Olivia Wilde (“O Caso Richard Jewell”), Jovan Adepo (“Watchmen”), Li Jun Li (“Evil”), Jean Smart (“Hacks”), P.J. Byrne (“The Boys”), Lukas Haas (“O Regresso”), Olivia Hamilton (“La La Land”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Rory Scovel (“Physical”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Eric Roberts (“Vício Inerente”), Ethan Suplee (“Dog – A Aventura de Uma Vida”), Phoebe Tonkin (“The Originals”), Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”) e o baixista Flea (“Queen & Slim”), da banda Red Hot Chili Peppers. O lançamento nos EUA está marcado para sexta-feira (23/12), visando abocanhar indicações ao Oscar 2023. No Brasil, porém, a estreia ficou para 19 de janeiro.
“Avatar 2” foi responsável por 90% do público de cinema do Brasil no fim de semana
A estreia de “Avatar: O Caminho da Água” ajudou os cinemas brasileiros a registrarem sua terceira melhor bilheteria de 2022. Ao todo, 1,88 milhão de pessoas compareceram às salas nacionais entre quinta-feira e domingo (18/12), o que, segundo dados do Comscore, resultou num faturamento de R$ 43,4 milhões. Exibido em 2,6 mil telas, numa das maiores distribuições já vistas no país, o filme dirigido por James Cameron foi responsável por 90% de todo esse movimento, atraindo 1,71 milhão de espectadores para um faturamento de R$ 40 milhões. Para completar a comemoração da Disney, os 10% restantes do público prestigiaram outros lançamentos do estúdio, como “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”, que ficou em 2º lugar após liderar as bilheterias por cinco semanas, e a animação “Mundo Estranho”, em 3º lugar. Antes do domínio de “Avatar 2” no fim de semana passado, os melhores números dos cinemas no ano haviam sido reportados em maio (R$ 67,94 milhões) e julho (R$ 54,18 milhões), época em que Disney também monopolizou as telas com os lançamentos de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” e “Thor: Amor e Trovão”, respectivamente.
Terry Hall, cantor da banda The Specials, morre aos 63 anos
O cantor Terry Hall, que marcou época à frente da banda The Specials de 1979 a 1981, morreu na segunda-feira (19/12), no Reino Unido, aos 63 anos. O anúncio foi feito pelo perfil oficial da banda inglesa. “É com grande tristeza que anunciamos o falecimento, após uma breve doença, de Terry, nosso lindo amigo, irmão e um dos mais brilhantes cantores, compositores e letristas que este país já produziu”, anunciou o grupo no Twitter. A causa da morte não foi divulgada. “Terry foi um marido e pai maravilhoso e uma das almas mais gentis, engraçadas e genuínas. A sua música e as suas atuações encapsulavam a própria essência da vida… a alegria, a dor, o humor, a luta pela justiça, mas principalmente o amor”, segue o texto. “Ele fará muita falta para todos que o conheceram e amaram e deixa para trás o dom de sua música notável e profunda humanidade. Terry costumava deixar o palco no final dos shows de afirmação da vida do The Specials com três palavras … ‘Love Love Love’”. Principal vocalista da banda mais famosa da cidade de Coventry, Terry Hall foi um dos líderes do movimento 2 Tone (dois tons), nome dado à geração antirracista do ska inglês dos anos 1980, que acabou concentrada na gravadora da banda, a 2 Tone Records. Sua voz marcou época em clássicos como “A Message to You Rudy”, que virou hino do 2 Tone, os hits “Ghost Town” e “Too Much Too Young”, entre muitas outras faixas dos dois primeiros álbuns dos Specials. Curiosamente, porém, seu maior sucesso comercial foi gravação de uma banda americana, “Our Lips Are Sealed”, lançado pelas Go-Go’s em 1981. A música fazia parte do repertório do segundo projeto musical de Hall, Fun Boy Three, mais voltado para a música pop, que rendeu até parceria com o grupo feminino Bananarama. Ele também flertou com a bossa nova e até o gótico na metade dos anos 1980 em sua terceira banda, The Colourfield. Terry Hall ainda lançou dois discos solos e integrou as bandas Terry, Blair & Anouchka, e Vegas (com Dave Stewart, dos Eurythmics). Recentemente, ele voltou a gravar com os Specials, e alguns vídeos dos shows resultantes chegaram a ser postadas na página oficial do grupo no YouTube em 2019. A história dos Specials e do movimento 2 Tone será contada numa nova série de ficção do prolífico roteirista Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”, “See” e “Taboo”), batizada de “This Town” e atualmente em produção pela rede britânica BBC. Lembre abaixo 10 sucessos do cantor.
Um Filho: Drama com Hugh Jackman ganha trailer nacional
A Diamond Films Brasil divulgou o trailer nacional de “Um Filho” (The Son), drama estrelado por Hugh Jackman (“Logan”), que vai chegar aos cinemas brasileiros em 16 de fevereiro. “Um Filho” é o novo longa do diretor Florian Zeller, que venceu o Oscar por “Meu Pai” no ano passado. Após lidar com a demência na Terceira Idade em “Meu Pai”, a nova produção explora a depressão na adolescência. Ambos os filmes são baseados em peças do cineasta. A trama gira em torno de um executivo chamado Peter, que tem sua vida com a nova parceira Emma e seu bebê recém-nascido abalada pela reaparição da ex-esposa com seu filho adolescente. O jovem está perturbado, distante e com raiva, faltando à escola há meses. Enquanto Peter se esforça para ser um pai melhor, procurando ajudar seu filho, o peso da condição de Nicholas coloca a família em um rumo perigoso. Além de Jackman no papel de pai, o elenco da produção conta com Laura Dern (“História de um Casamento”), Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”), Zen McGrath (“Marcas do Passado”) e Anthony Hopkins, que venceu o Oscar por “O Pai” e retoma a parceria com o diretor francês num personagem criado especialmente para ele no filme – isto é, que não existia no roteiro teatral. Os filmes do pai e do filho formam uma trilogia escrita por Zeller para o teatro. O terceiro, “The Mother”, ainda não tem adaptação cinematográfica prevista. “Um Filho” teve première mundial no Festival de Veneza, mas não empolgou a crítica como o filme anterior. O lançamento comercial aconteceu em 11 de novembro nos EUA, quando atingiu apenas 42% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, afastando qualquer ambição na temporada de premiações desse fim de ano.
Última temporada de “Riverdale” vai começar nos anos 1950. Veja a abertura
O criador e showrunner de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, revelou em seu Instagram a primeira cena oficial da 7ª e última temporada da série. E a prévia, com direito a jukebox e rock’n’roll, mostra que a despedida de Archie e companhia terá cenas passadas nos anos 1950. Na narração, Jughead Jones (Cole Sprouse) informa que o ano é 1955, combinando com a fase de sucesso da música ouvida na trilha, “Rock Around the Clock”, de Bill Hailey & His Comets. Mas o mais interessante no vídeo é que ele referencia em diversos detalhes a abertura da série clássica “Happy Days” (1974–1984), passada no período anunciado. Lançada em 2017, “Riverdale” reintroduziu o universo dos quadrinhos da Archie Comics na TV. Além da turma do próprio Archie, a série apresentou Josie e as Gatinhas e originou o spin-off “Katy Keene”, além de encorajar Roberto Aguirre-Sacasa a relançar Sabrina, a aprendiz de feiticeira, como uma série de terror adolescente na Netflix, em “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Todas essas séries, porém, foram canceladas e “Riverdale” se despede junto da programação original do canal CW nos EUA. Após sua venda, o canal está passando por uma reformulação completa, visando trocar seu perfil característico de produções juvenis por atrações com apelo genérico. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Roberto Aguirre-Sacasa (@writerras)
Disney+ revela primeiras cenas de “Ahsoka” e “Loki 2”
A Disney+ divulgou um vídeo com cenas de seus principais lançamentos para 2023. A prévia é narrada por Tom Hiddleston e apresenta os primeiros trechos da 2ª temporada de “Loki”, estrelada pelo ator, além de “Invasão Secreta”, da Marvel, “Ahsoka” e a 3ª temporada de “The Mandalorian”, do universo “Star Wars”, sem esquecer de “Win or Lose”, nova animação da Pixar, e os filmes da companhia que serão disponibilizados com exclusividade na plataforma. Embora todas essas séries cheguem em 2023, apenas “The Mandalorian” e “Ahsoka” possuem data de lançamento confirmado. Ambas estreiam em março, respectivamente nos dias 1 e 12.
Trajetória da banda indie Pavement vai virar filme
A banda americana de rock indie Pavement vai virar filme. O diretor Alex Ross Perry, responsável pelo drama de rock “Her Smell” (2018), está desenvolvendo o projeto, que será baseado num espetáculo musical que ele produziu sobre a banda, lançado no circuito off-Broadway de Nova York no começo deste mês. Os roqueiros liderados por Stephen Malkmus marcaram época nos anos 1990 com uma versão aparentemente desleixada dos estilos de Neil Young e Television, com arranjos dissonantes e vocais frágeis, que soavam calculadamente desafinados. E mesmo contra todas as possibilidades conseguiram até emplacar um hit na MTV, “Cut Your Hair”, em 1994. Recentemente, eles voltaram a se juntar num turnê de reencontro pelos EUA. Em entrevista à revista The New Yorker, Perry disse que o longa-metragem será uma mistura de filme biográfico, documentário de turnê e trechos do musical, fazendo a pergunta: “E se o Pavement, o grupo de rock que nunca teve um disco de platina, fosse a banda mais importante de todos os tempos?”. No teatro, o espetáculo “Slanted! Enchanted! A Pavement Musical” é estrelado por Michael Esper (“The Outsider”), Zoe Lister-Jones (“Perto do Apocalipse”) e Kathryn Gallagher (“Você”). Lembre abaixo três músicas do Pavement.
Johnny Depp se diz “satisfeito” com acordo para finalizar processo contra Amber Heard
O ator Johnny Depp está “satisfeito” com o fim de seu longo confronto judicial por difamação contra Amber Heard, graças ao acordo firmado com a ex-esposa e anunciado pela estrela de “Aquaman” nesta segunda (19/12) em suas redes sociais. Em um comunicado enviado à imprensa norte-americana, Depp confirmou que recebeu US$ 1 milhão de Heard para encerrar o processo e pretende doar o valor para várias instituições de caridade. Depp teria direito a receber US$ 10,35 milhões, de acordo com sentença do processo em Virgínia, mas também teria que pagar US$ 2 milhões a Heard. Em nome de seu cliente, os advogados do ator, Benjamin Chew e Camille Vasquez, disseram que a prioridade não era o dinheiro, mas “trazer a verdade à tona”. “Estamos satisfeitos por fechar formalmente a porta deste capítulo doloroso para o Sr. Depp, que deixou claro ao longo deste processo que sua prioridade era trazer a verdade à tona. A decisão unânime do júri e o julgamento resultante a favor de Depp contra Heard permanecem totalmente em vigor. O pagamento de US$ 1 milhão – que Depp está prometendo e (na verdade) doará para instituições de caridade – reforça o reconhecimento de Heard da conclusão da busca rigorosa do sistema legal por justiça”, diz o texto divulgado. Em sua declaração anterior, Heard disse que tomou a decisão de negociar com Depp após “muita deliberação” e que agora ela tem uma “oportunidade de me emancipar de algo que tentei deixar há seis anos e em termos com os quais eu posso concordar”. “É importante para mim dizer que nunca escolhi isso. Defendi minha verdade e, ao fazê-lo, minha vida como a conhecia foi destruída”, contou ela. “A difamação que enfrentei nas redes sociais é uma versão ampliada das formas pelas quais as mulheres são revitimizadas quando se apresentam.” Heard também negou que o acordo signifique uma admissão de culpa da sua parte, reforçando que foi levada à essa decisão pelas circunstâncias. Para apelar da sentença, a juiza Penny Azcarate exigiu que Heard pagasse o valor descontado da sentença, US$ 8,35 milhões, antes que pudesse seguir em frente com a ação. E ela simplesmente não tinha esse dinheiro. Não foram divulgados detalhes sobre o acordo, ou sobre como isso afetou o próprio recurso de Depp, aberto em em 3 de novembro, contra sua pena de US$ 2 milhões. Mas os advogados do ator reforçaram que o julgamento (condenação) segue em vigor, sugerindo que apenas os valores foram negociados entre as partes. O julgamento aconteceu porque Depp se sentiu difamado por uma artigo escrito por Heard no jornal The Washington Post, no qual ela afirmou ser vítima de violência doméstica, sem mencioná-lo. O ator alegou que isso prejudicou sua reputação.
Público responde “Sim” para Musk deixar chefia do Twitter
Uma pesquisa feita por Elon Musk em seu perfil no Twitter sobre se deveria deixar o posto de presidente-executivo da plataforma indicou que os usuários da rede social mal podem esperar para ele ir se despedir. “Devo deixar o cargo de chefe do Twitter? Vou respeitar os resultados desta enquete”, escreveu ele na noite de dominto (18/12) ao abrir a enquete na rede social. Após mais de 17 milhões de votos, o resposta foi “Sim”. 57,5% dos votos indicaram que Musk deveria deixar o Twitter em paz, com 42,5% apoiando seus desmandos. Nos últimos dias, Musk vinha censurando jornalistas do New York Times, Washington Post e CNN, entre muitas outras publicações, suspendendo seus perfis do Twitter com a alegação de que praticaram doxxing (divulgação de dados privados), via compartilhamento de um bot sobre a localização de seu avião. Muitos dos jornalistas suspensos tinham apenas noticiado que Musk suspendeu a conta do bot, mesmo tendo prometido que, devido à sua posição de defesa da liberdade de expressão, nunca faria isso. No domingo, ainda acrescentou mais uma jornalista do Washington Post à lista dos suspensos, porque ela o procurou para que comentasse uma reportagem que estava escrevendo. Para completar seu domingo, Musk também proibiu a divulgação de links de outras redes sociais no Twitter. Mas poucas horas depois se viu obrigado a reverter a decisão pela repercussão negativa, com vários usuários ameaçando largar de vez a rede que o bilionário comprou há dois meses por US$ 44 bilhões. Por conta de tanta inconsistência, os usuários querem que Musk abandone a chefia do Twitter, deixando o cargo para alguém que saiba o que está fazendo. Desde o resultado da pesquisa, Musk não postou mais nada no Twitter. Enquanto os números estavam crescendo, ele fez duas publicações. Numa delas, soltou uma indireta em tom de reclamação. “Como diz o ditado: cuidado com o deseja, pois pode conseguir”. Os investidores da Tesla, empresa de carros elétricos que projetou o bilionário, têm se preocupado que Musk pode estar dispersando demais sua energia após a compra do Twitter. A Tesla já perdeu quase 60% de seu valor este ano, fazendo Musk perder o título de homem mais rico do mundo. No mês passado, Musk disse a um tribunal de Delaware que reduziria seu tempo no Twitter e eventualmente encontraria um novo líder para administrar a empresa de mídia social. Mas, ao responder o comentário de um usuário do Twitter sobre uma possível mudança no comando da empresa, Musk disse no domingo “Não há sucessor”. Vale lembrar que, mesmo que decida abandonar a chefia do Twitter, Musk vai continuar dono da rede social – e por possuir a maioria das ações da empresa pode demitir qualquer chefe que não fizer o que ele quiser.
Oppenheimer: Novo filme de Christopher Nolan ganha trailer explosivo
A Universal Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Oppenheimer”, novo filme do diretor Christopher Nolan (“Tenet”). Cinebiografia do pai da bomba atômica, a prévia destaca o ator Cillian Murphy (“Peaky Blinders”) no papel-título, ponderando a responsabilidade de liberar tamanho poder nas mãos dos homens, enquanto testa a capacidade explosiva da sua invenção. O elenco estelar da produção também inclui Emily Blunt (“Um Lugar Silencioso”), Matt Damon (“Jason Bourne”), Robert Downey Jr. (“Homem de Ferro”), Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Florence Pugh (“Viúva Negra”), Rami Malek (“007 – Sem Tempo para Morrer”), Dane DeHaan (“Valerian e a Cidade de Mil Planetas”), Matthew Modine (“Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”), Kenneth Branagh (“Tenet”), Michael Angarano (“This Is Us”), Alden Ehrenreich (“Han Solo: Uma História Star Wars”) e David Krumholtz (“The Deuce”). Além de dirigir, Nolan assina o roteiro do longa, uma adaptação do livro “American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer”, de Kai Bird e Martin J. Sherwin. Publicado em 2005, o livro venceu o Prêmio Pulitzer. A trama gira em torno da criação da bomba atômica nos EUA, com Murphy no papel do cientista J. Robert Oppenheimer, que chefiou o projeto, e Blunt como sua esposa, Katherine “Kitty” Oppenheimer. Os dois atores trabalharam juntos recentemente em “Um Lugar Silencioso – Parte II”. “Oppenheimer” também será o primeiro longa de Nolan produzido pela Universal Pictures, após duas décadas de parceria do diretor com a Warner Bros. Embora seja um drama biográfico, a Universal está descrevendo o projeto como um “thriller épico” sobre “o paradoxo pulsante do homem enigmático que deve arriscar destruir o mundo para salvá-lo”. A estreia está marcada para 20 de julho no Brasil, próximo da data que marca o aniversário da explosão da bomba sobre Hiroshima (6 de agosto de 1945) e Nagasaki (9 de agosto de 1945).
Elon Musk pergunta a seguidores se deve largar chefia do Twitter. “Sim” está vencendo
Elon Musk teve outro domingo surtado no Twitter. O bilionário, que passou o dia no Catar para acompanhar a final da Copa do Mundo, começou de manhã suspendendo mais um jornalista do Washington Post. Motivo: Taylor Lorenz pediu para Musk comentar uma reportagem que estava escrevendo sobre ele. A ação reforçou críticas contra a censura exercida por Musk no Twitter contra jornalistas, em contraste com o vale-tudo que ele defende para extremistas de direita. Após calar mais um repórter, o defensor autodeclarado da “liberdade de expressão” também decidiu demonstrar que é um capitalista liberal que acredita no “livre mercado” e anunciou uma nova política no Twitter: qualquer pessoa que postar links para plataformas rivais, como Instagram, Facebook, TikTok e outras, terá o perfil suspenso na rede social. “Reconhecemos que muitos de nossos usuários são ativos em outras plataformas de mídia social”, disse o tuite oficial da empresa. “No entanto, não permitiremos mais a promoção gratuita de certas plataformas de mídia social no Twitter.” O cofundador e ex-CEO do Twitter Jack Dorsey disse que a nova política da empresa “não faz sentido” em um reação no próprio Twitter. Vendo a montanha de protestos contra sua administração do Twitter crescer, antes de ir dormir Musk resolveu testar sua popularidade e perguntar se deveria continuar comandando o Twitter. “Devo deixar o cargo de chefe do Twitter? Vou respeitar os resultados desta enquete”, escreveu ele. Após passar dos 10 milhões de votos, o “Sim” (deve deixar o cargo) disparou com mais com 56% dos votos. Vale lembrar que, mesmo que decida abandonar a chefia do Twitter, Musk vai continuar dono da rede social – e por possuir a maioria das ações da empresa pode demitir qualquer chefe que não fizer o que ele quiser. Should I step down as head of Twitter? I will abide by the results of this poll. — Elon Musk (@elonmusk) December 18, 2022











