Black Sails: 4ª temporada será o final da série de piratas
O canal pago americano Starz anunciou que a vindoura 4ª temporada da série de piratas “Black Sails” marcará o final de uma das melhores e mais subestimadas atrações da TV americana. “É um privilégio raro na televisão conseguir o tipo de liberdade criativa que tivemos nessa série nos últimos quatro anos”, disse o co-criador Jonathan E. Steinberg em comunicado. “Embora tenha sido uma decisão difícil para nós, simplesmente não conseguimos imaginar nenhum final que fosse melhor que esse para a história, numa conclusão natural para chegar na ‘Ilha do Tesouro’.” A série, que é produzida pelo cineasta Michael Bay (franquia “Transformers”), foi concebida como um prólogo para o clássico “A Ilha do Tesouro”, romance de Robert Louis Stevenson publicado no final do século 19. Criação de teinberg e Robert Levine (ambos roteiristas das séries “Jericho” e “Human Target”), a série se passa cerca de 20 anos antes dos eventos do livro e revela, entre outras coisas, como John Silver (Luke Arnold) ganhou a famosa perna postiça da literatura e como o Capitão Flint (Toby Stephens, de “007 – Um Novo Dia Para Morrer”) se apoderou de um grande tesouro. Com 10 episódios, a 4ª temporada vai estrear em 28 de janeiro nos EUA.
Os Miseráveis vai virar minissérie da BBC
Um dos romances mais filmados de todos os tempos, “Os Miseráveis” vai ganhar outra versão. Quatro anos após a estreia da adaptação musical, a rede britânica BBC anunciou que prepara uma minissérie sobre a história épica de Victor Hugo. A adaptação está a cargo do roteirista Andrew Davies, especialista em minisséries baseadas em obras clássicas, como “Orgulho e Preconceito (1995), “Razão e Sensibilidade” (2008) e o recente “Guerra e Paz” (2016). Ele também foi criador da versão original de “House of Cards” (1990). Em comunicado, Davies disse que se sentiu “emocionado por ter a oportunidade de fazer a verdadeira justiça, finalmente” ao “enorme, título icônico” de Hugo. “Os Miseráveis” já foi exibido em diversas configurações na televisão, incluindo diversas minisséries. Entre as mais recentes, estão a versão francesa estrelada por Gerard Depardieu em 2000 e até como uma telenovela mexicana em 2014. No cinema, já são mais de 100 anos de versões, iniciadas por uma produção muda em 1912.
Punho de Ferro: Primeiro trailer da nova série da Marvel traz origem do herói
O serviço de streaming Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer da série “Punho de Ferro”, sua quarta atração baseada nos quadrinhos da Marvel, estrelada por Finn Jones (o Loras Tyrell de “Game of Thrones”). A prévia mostra brevemente cenas da origem do personagem e sua missão de vingança. Na história escrita em 1974 por Roy Thomas e desenhada por Gil Kane, o jovem Daniel Rand é o único sobrevivente de uma tragédia que o deixou órfão e abandonado ainda criança numa cidade mística, K’un-Lun, que aparece somente uma vez a cada dez anos no Himalaia. Ele cresce neste local secreto, aprimorando o poder que torna seu punho capaz de atravessar as superfícies mais resistentes, e, ao atingir a maioridade, decide voltar aos EUA em busca vingança contra o responsável pela morte de seus pais, aliando-se a personagens como a ex-policial Misty Knight, a especialista em artes marciais Colleen Wing e o superforte Luke Cage. Luke Cage (Mike Colter) já foi apresentado na série “Jessica Jones” e ganhará uma série própria em setembro, que, por sua vez, introduzirá Misty Knight, com interpretação de Simone Missick (vista em “Ray Donovan”). Por fim, Colleen Wing será vivida por Jessica Henwick (Nymeria Sand em “Game of Thrones”) e o vilão Harold Meachum por David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”). A adaptação televisiva está sendo desenvolvida pelo produtor-roteirista Scott Buck, showrunner das séries “Dexter” e “A Sete Palmos” (Six Feet Under). “Punho de Ferro” deve começar a ser gravado nos próximos dias para lançamento em 2017, em data ainda não anunciada.
Luke Cage: Primeiro trailer mostra superforça ao som de hip-hop
O serviço de streaming Netflix divulgou o primeiro trailer de “Luke Cage”, sua terceira série de super-herói da Marvel. A prévia mostra o herói em ação, enfrentando uma gangue armada sem fazer muito esforço, ao som do clássico “Shimmy Shimmy Ya”, do falecido rapper Ol’ Dirty Bastard. Além de mostrar a superforça e invulnerabilidade do personagem, o vídeo também destaca sua determinação, num confronto de ideais com o gângster interpretado por Mahershala Ali (série “House of Cards”). Considerado um dos personagens negros mais importantes do quadrinhos, Luke Cage foi criado em 1972 por Archie Goodwin e John Romita como um ex-presidiário que ganha superforça ao participar como voluntário de uma experiência científica. A partir daí, passa a atuar como herói de aluguel, usando seus poderes para quem pagar melhor. Passada no mesmo universo de “Demolidor” e “Jessica Jones”, a série foi desenvolvida por Cheo Hodari Coker, produtor executivo de “Ray Donovan”, que roteirizou os dois primeiros episódios. Além de Colter, “Luke Cage” também trará de volta Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, e introduzirá sua mãe, Soledad Temple, que será interpretada pela brasileira Sonia Braga (“Tieta do Agreste”). O elenco ainda inclui Simone Missick (vista na série “Ray Donovan”) como a heroína Misty Knight e vilões vividos por Theo Rossi (série “Sons of Anarchy”) e Alfre Woodard (“12 Anos de Escravidão”). A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.
É oficial: Pokémon vai ganhar filme com atores reais
Conforme o mercado especulava, o estúdio Legendary assegurou os direitos para produzir o primeiro filme live-action da franquia Pokémon. Mas enquanto se imaginava que o longa aproveitaria o frenesi mundial em cima do jogo “Pokémon Go”, o filme vai adaptar um game mais antigo da Nintendo. O filme vai misturar animação e atores reais para materializar uma história do Detetive Pikachu, que foi introduzido num game para Nintendo 3DS em fevereiro, chamado “Great Detective Pikachu”. No jogo, um garoto americano, chamado Tim Goodman, descobre que consegue entender o que Pikachu fala através das infinitas repetições de seu próprio nome. Assim, os dois começam a trabalhar juntos para resolver mistérios. Outros detalhes da produção seguem em segredo e não há previsão para seu lançamento, mas a produção deve começar em 2017. Anteriormente, rumores apontavam para o envolvimento do roteirista Max Landis, que escreveu “American Ultra” e “Victor Frankenstein” (que fracassaram em 2015) e é responsável pelo reboot da franquia “Power Rangers” nos cinemas. Sucesso também na televisão, com uma longeva série animada de quase mil episódios, a franquia já rendeu um longa animado, “Pokémon: O filme” (1998), que arrecadou US$ 163 milhões no mundo todo. Porém, sua sequência, “Heróis Pokémon” (2002), foi muito mal nas bilheterias, com apenas US$ 28 milhões. A distribuição internacional do primeiro longa de “Pokémon” com atores reais será feita pela Universal Pictures.
Final da saga Divergente pode ser lançado direto na televisão
O último capítulo da franquia juvenil “Divergente” pode ter sua estreia suspensa nos cinemas. Segundo apurou o site da revista Variety, o estúdio Lionsgate está planejando lançar “A Série Divergente: Ascendente”, atualmente em pré-produção, diretamente na televisão ou num serviço de streaming. A mudança de estratégia seria reflexo da queda de bilheteria registrada no filme anterior. Enquanto “Divergente” (2014) e “A Série Divergente: Insurgente” (2015) arrecadaram US$ 288,8 milhões e US$ 297,2 milhões, respectivamente, “A Série Divergente: Convergente” (2016) implodiu com US$ 179 milhões em todo o mundo. Diante de um calendário lotado de blockbusters no verão de 2017, o estúdio passou a considerar uma mudança de estratégia. Segundo a Variety, além de levar “Ascendente” para a televisão, o estúdio ainda está pensando em transformar o universo criado pela escritora Veronica Roth em uma série televisiva, mas ainda não fechou parceria com nenhum canal de TV ou streaming. A ideia é que o filme finalize o enredo envolvendo os protagonistas da franquia e apresente novos personagens, que serão as estrelas da vindoura série. Assim, o final da saga viraria o piloto de série mais caro de todos os tempos. Com direção de Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adaline”), “A Série Divergente: Ascendente” ainda pode ser lançado nos cinemas no mercado internacional. No Brasil, a estreia ainda está mantida em 8 de junho de 2017.
Narcos: Trailer da 2ª temporada mostra perseguição a Pablo Escobar
O serviço de streaming Netflix divulgou o trailer da 2ª temporada de “Narcos”, que irá mostrar a queda vertiginosa do traficante colombiano Pablo Escobar, vivido por Wagner Moura. A prévia mostra a perseguição implacável movida contra Escobar, mas também uma escalada de violência brutal. Moura aparece envelhecido, vivendo o personagem acuado em esconderijos, mas também ganham destaque os atores Boyd Holbrook e Pedro Pascal, que voltam a interpretar os agentes Steve Murphy e Javier Peña, do Departamento de Narcóticos dos EUA, que lideram a caçada humana. Após construir um império baseado na venda de cocaína, Escobar deu as cartas na política local e foi responsável por atentados a figuras proeminentes da Colômbia, conforme mostrou a 1ª temporada da série. Num acordo político, ele se entregou a polícia, mas acabou fugindo da prisão ao ter as regalias suspensas, buscando retomar o controle do tráfico. Sua caçada deu origem a uma megaoperação em Medelin, que será narrada nos novos episódios. Apesar de badalada, a produção do cineasta José Padilha (“Tropa de Elite”) quase passou em branco entre as séries indicadas ao Emmy 2016. Apenas “Tuyo”, tema de abertura da série assinado por Rodrigo Amarante (“A Incrível História de Adaline”), concorre como Melhor Música de Abertura. Todos os 10 episódios da 2ª temporada estreiam mundialmente no dia 2 de Setembro no Netflix.
Estreias: Tarzan é o rei dos cinemas neste fim de semana
Tarzan volta às selvas com grande orçamento e inúmeros efeitos visuais, no maior lançamento desta quinta (21/7) no Brasil. Acompanhado pelo ator Alexander Skarsgård (série “True Blood”), que veio ao país para entrevistas e première, “A Lenda de Tarzan” chega em 840 salas, incluindo 555 telas 3D e todo o circuito IMAX (12 salas). Com direção de David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes de “Harry Potter”, o longa custou uma fortuna (US$ 180 milhões), mas teve apenas desempenho modesto nos EUA (levou 18 dias para superar os US$ 100 milhões). A crítica americana não gostou (36% de aprovação no site Rotten Tomatoes), mas o público aprovou (A- no CinemaScore). A Warner agora torce pelo sucesso internacional. A segunda maior estreia é uma comédia nacional. Apesar de ter Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) no elenco, “Entre Idas e Vindas” não é um besteirol ululante. Trata-se de um romance com final e elenco de novela, sobre como Fabio Assunção (novela “Totalmente Demais”) e seu filho vão parar num motor home cheio de mulheres. A direção de José Eduardo Belmonte transmite mais seriedade ao projeto, que visivelmente possui baixo orçamento, mas, por outro lado, os cinéfilos talvez preferissem um trabalho menos ligeiro do grande cineasta brasiliense. Estreia em 283 salas. A melhor comédia da semana, na verdade, é americana: “Dois Caras Legais“, do cineasta Shane Black (“Homem de Ferro 3”). Passada nos anos 1970, com figurino, música e recriação até do espírito dos filmes da época, traz Russel Crowe (“Noé”) e Ryan Gosling (“A Grande Aposta”) como detetives investigando o sequestro de uma jovem em plena era das discotecas. Hilário, o filme tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, feito raríssimo para comédias. Ocupa 215 salas. Em contraste, o principal lançamento da semana é restrito a 46 salas – sendo 12 CEUs, do circuito SPCine na capital paulista. Trata-se do novo drama de Anna Muylaert, diretora do aclamado “Que Horas Ela Volta?” (2015). Com tema diferente, mas núcleo similar, de mãe, filho e deslocamento da representação do lar, “Mãe Só Há Uma” parte de uma história real para contar a história de um adolescente que descobre ter sido roubado na maternidade e que, após tratar a ladra como mãe por toda a vida, precisa se readequar à família biológica. Para complicar, ele também atravessa crise de identidade sexual. O filme destaca o estreante Naomi Nero (sobrinho de Alexandre Nero) como protagonista, uma grata revelação com futuro brilhante, além de Daniela Nefussi (“É Proibido Fumar”) em dois papéis, como as mães (de criação e biológica) do menino, num artifício que visa destacar a confusão criada na cabeça do rapaz. Filmaço para poucos. O circuito limitado também recebe o drama francês “Chocolate” em 55 salas, mostrando Omar Sy (“Intocáveis”) como o primeiro palhaço negro de circo da França, no século 19. Em 32 salas, “Life – Um Retrato de James Dean”, traz Robert Pattinson (“Mapa para as Estrelas”) como o fotógrafo que ajudou a criar a aura de mito que acompanhou a curta carreira do astro de “Juventude Transviada” (1955). Por fim, a comédia espanhola “Um Dia Perfeito” mostra seu humor negro em quatro salas, com Benício Del Toro (“Sicario”) liderando um grupo de agentes humanitários em meio a uma zona de conflito armado.
Anna Muylaert está trabalhando em documentário sobre Impeachment de Dilma
A cineasta Anna Muylaert revelou que está trabalhando no roteiro de um documentário sobre o período de afastamento da presidente Dilma Rousseff, cujo mandato sofre um processo de impeachment. A direção é de Lô Politi (“Jonas”), Cesar Charlone (“Cidade de Deus”) é o diretor de fotografia e, segundo o jornal Folha de S. Paulo, a equipe está acompanhando Dilma há 20 dias. “A gente não está filmando o processo de impeachment, mas esse período de afastamento, em que o mandato está em suspenso. Ele será rodado até a decisão final”, disse ao jornal O Globo a diretora dos dramas “Que Horas Ela Volta?” e “Mãe Só Há Uma”, que estreia nesta quinta-feira (21/7). Durante o período da produção, a equipe viajou para Teresina e conversou com assessores e pessoas próximas a Dilma. Mas apesar de Muylaert ter participado ativamente de atos pró-Dilma e contra o “golpe”, ela disse que ainda é cedo para falar sobre o que será o filme. “A gente ainda está descobrindo o que é o filme”. A cada dia que passa, o país também tem descoberto melhor o que foi Dilma.
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, vai abrir o Festival de Gramado
O filme “Aquarius”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, fará sua estreia nacional na abertura da 44ª edição do Festival de Gramado. O tradicional festival de cinema também vai homenagear a carreira de sua atriz, Sonia Braga, além de Tony Ramos. A ocasião deve suscitar lembranças do Festival de Cannes, onde a première mundial do filme permitiu ao diretor e seu elenco uma photo op de protesto contra o “golpe”. Em “Aquarius”, Sonia Braga vive uma crítica de música aposentada que vive sozinha em um edifício antigo de frente para a praia de Boa Viagem, no Recife. Alvo constante da especulação imobiliária, ela se recusa a vender seu apartamento, sofrendo pressões da construtora e dos próprios vizinhos. O drama de Kleber Mendonça Filho foi reverenciado pela crítica internacional após ser exibido em Cannes e já venceu alguns prêmios internacionais. Além do filme de abertura do evento, que acontece entre 26 de agosto a 3 de setembro na Serra Gaúcha, também foram divulgados os seis longas brasileiros e os sete estrangeiros que concorrerão aos prêmios do festival. Ao contrário do ano passado, quando metade da mostra competitiva já tinha sido exibida no Festival do Rio, desta vez a programação só terá premières nacionais. A lista dos filmes brasileiros inclui duas produções cariocas e quatro paulistas, entre elas os novos longas do veterano Domingos Oliveira (“Infância”), cineasta de presença constante em Gramado, Marcos Dutra, que ficou conhecido pelo terror psicológico “Trabalhar Cansa” (2011), e Matheus Souza (“Apenas o Fim”), especialista em filmes com adolescentes. Mas vem da lista de estreantes a obra mais esperada: a cinebiografia “Elis”, sobre a cantora Elis Regina, com direção de Hugo Prata e roteiro do premiado Luiz Bolognesi (“Uma História de Amor e Fúria”). O perfil da seleção, por sinal, é mais comercial que o visto nos anos anteriores, com comédias e até filmes de ação, além de elenco conhecido da televisão. A bela Sophie Charlotte, inclusive, poderá ser vista em dois longas, “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira, e “Tamo Junto”, de Matheus Souza. Confira, abaixo, a lista dos longas selecionados para o festival. Seleção competitiva do Festival de Gramado 2016 LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS – “Barata Ribeiro, 716” (RJ), de Domingos Oliveira – “El Mate” (SP), de Bruno Kott – “Elis” (SP), de Hugo Prata – “O Roubo da Taça” (SP), de Caito Ortiz – “O Silêncio do Céu” (SP), de Marco Dutra – “Tamo Junto” (RJ), de Matheus Souza LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS – “Campaña Antiargentina” (Argentina), de Ale Parysow – “Carga Sellada” (Bolívia/México/Venezuela/França), de Julia Vargas – “Espejuelos Oscuros” (Cuba), de Jessica Rodriguez – “Esteros” (Argentina/Brasil), de Papu Curotto – “Guaraní” (Paraguai/Argentina), de Luis Zorraquín – “Sin Norte” (Chile), de Fernando Lavanderos – “Las Toninas Van al Este” (Uruguai/Argentina), de Gonzalo Delgado e Verónica Perrotta
Garry Marshall (1934 – 2016)
Morreu Gary Marshall, diretor de “Uma Linda Mulher” (1990) e “O Diário da Princesa” (2001), após complicações decorrentes de uma pneumonia nesta terça-feira (19/7). Ele tinha 81 anos e, além de dirigir os filmes que tornaram Julia Roberts e Anne Hathaway famosas, ficou conhecido por ter criado séries clássicas como “The Odd Couple”, “Happy Days”, “Laverne & Shirley” e “Mork & Mindy”, pelas quais recebeu cinco indicações ao Emmy e entrou para o Hall da Fama da Academia da Televisão em 1997. Marshall nasceu no Bronx, em Nova York, e se formou em jornalismo na Universidade de Northwestern. Chegou a trabalhar no jornal New York Daily News, mas decidiu se dedicar à carreira de roteirista na década de 1960. Ele obteve sucesso imediato em Hollywood como roteirista de sitcoms de comediantes famosos, como “The Lucy Show”, “The Dick Van Dyke Show” e “The Joey Bishop Show”, conseguindo lançar sua primeira série própria em 1966, “Hey, Landlord”, sobre uma dupla que dividia um apartamento em Nova York. Por volta desta época, ainda tentou atuar no cinema, interpretando um dos oponentes anônimos de James Bond no clássico “007 Contra Goldfinger” (1964) e figurantes hippies em “Maryjane” (1968) e “Busca Alucinada” (1968). Mas acabou priorizando o que sabia fazer melhor ao emplacar seu primeiro roteiro cinematográfico, “Lua de Mel com Papai” (1968), a primeira comédia romântica de uma carreira especializada no gênero. Mesmo assim, o reconhecimento começou mesmo pela TV, a partir de 1970, quando decidiu adaptar a peça de Neil Simon “Um Estranho Casal”, que tinha sido levada aos cinemas dois anos antes. A versão televisiva de “The Odd Couple” se tornou um dos maiores sucessos da década, durando cinco temporadas – e foi recentemente revivida num remake do ano passado, renovado para sua 3ª temporada. Seguiram-se outros fenômenos de audiência. Nenhum maior que “Happy Days”, a série estrelada pelo futuro diretor Ron Howard (“O Código Da Vinci”) e o futuro produtor Henry Winkler (série “MacGyver”). Acompanhando uma turma de adolescentes dos anos 1950, a produção foi responsável por lançar a era das séries de nostalgia em 1974, além de popularizar o icônico personagem Fonzie (Winkler) e inúmeras gírias. Até a expressão “pular o tubarão”, que nos EUA virou sinônimo de série que inicia sua decadência, veio de uma cena de sua produção, quando Fonzie, literalmente, saltou sobre um tubarão. “Happy Days” durou 11 temporadas até 1984, batendo recordes de audiência enquanto retratava, ao longo de uma década, a evolução dos gostos da juventude americana, de Elvis aos Beatles. Fez tanto sucesso que rendeu dois spin-offs igualmente memoráveis. “Laverne & Shirley”, por sinal, praticamente repetiu o sucesso da série original, acompanhando, ao longo de oito temporadas (entre 1976 e 1983), duas amigas solteiras em meio às mudanças sociais dos anos 1950 e 1960. Laverne era vivida por sua irmã, Penny Marshall, que também virou uma cineasta bem-sucedida (de clássicos como “Quero Ser Grande” e “Tempo de Despertar”). O terceiro spin-off foi a sitcom sci-fi “Mork & Mindy” (1978 – 1982), que lançou o comediante Robin Williams no papel de um alienígena com a missão de estudar a humanidade, após seu personagem aparecer num dos episódios mais populares de “Happy Days”. Para estabelecer a conexão entre as duas séries, Mork voltou novamente num crossover, além de ter quase namorado Laverne. A série original teve sobrevida maior que seus derivados, mas, após o cancelamento consecutivo das três atrações, Marshall não se interessou mais pela televisão, voltando suas energias para o cinema. Ele estreou como cineasta na comédia sexual “Médicos Loucos e Apaixonados” (1982), mas logo mudou de tom para se estabelecer como diretor de filmes românticos, que agradavam em cheio ao público feminino da época do VHS, entre eles “Flamingo Kid” (1984), com Matt Dillon, “Nada em Comum” (1986), com Tom Hanks, e “Um Salto Para a Felicidade” (1987), com o casal Kurt Russell e Goldie Hawn. Até se consagrar com “Uma Linda Mulher” (1990), uma versão contemporânea da fábula de “Cinderela” encenada por uma prostituta e seu cliente milionário. O sucesso foi tanto que transformou sua estrela, Julia Roberts, na principal atriz americana dos anos 1990, com direito a indicação ao Oscar pelo papel. Assumindo a preferência pelo gênero, Marshall só dirigiu comédias românticas pelo resto de sua filmografia. Nenhuma outra, porém, repetiu o mesmo sucesso de “Uma Linda Mulher”. Na verdade, poucas se destacaram, como “Frankie & Johnny” (1991), que despertou interesse por representar o reencontro de Al Pacino e Michelle Pfeifer após “Scarface” (1983). Por conta disso, Marshall logo orquestrou um reencontro com Julia Roberts, além de Richard Gere, o galã de seu clássico. Em “Noiva em Fuga” (1999), Julia representou o oposta da Cinderela, uma mulher que não queria subir no altar com o príncipe encantado. Mas, como típica comédia romântica, não haveria final feliz sem o “viveram felizes para sempre”, contra qualquer possibilidade feminista. “Noiva em Fuga” lhe devolveu prestígio. E “O Diário da Princesa” (2001) lhe conquistou uma nova geração de fãs. Levando para as telas o romance juvenil de Meg Cabot, Marshall consagrou-se em nova história de Cinderela, comprovando-se um mestre das fantasias arquetípicas femininas. De quebra, lançou Anne Hathaway em seu primeiro papel cinematográfico, como uma adolescente comum dos EUA que descobria ser herdeira de um trono europeu. A história teve sequência, “O Diário da Princesa 2: Casamento Real” (2004), em que a adolescente do título tem que fazer o que se espera de toda Cinderela: casar-se com o príncipe encantado. O sucesso das duas fábulas contrastou com o fracasso das comédias que se seguiram, “Um Presente para Helen” (2004), em que Marshall dirigiu Kate Hudson (filha de Kurt Russell e Goldie Hawn), e “Ela é a Poderosa” (2007), com Jane Fonda e Lindsay Lohan. O que o levou ao velho truque de convidar Julia Roberts a estrelar seu próximo filme. Melhor ainda, Anne Hathaway também. E, já que dois é bom, uma multidão de outros famosos não poderia ser demais. Marshall e a roteirista Katherine Fugate resolveram criar uma mini-antologia de “love stories” em torno da data mais romântica de todas, o Dia dos Namorados, reunindo um verdadeiro “quem é quem” das comédias românticas americanas, incluindo Bradley Cooper, Jennifer Garner, Ashton Kutcher, Patrick Dempsey, Jamie Foxx, Shirley MacLaine, Hector Helizondo, Jessica Alba e até a cantora Taylor Swift. O filme foi batizado no Brasil como “Idas e Vindas do Amor” (2010) e inaugurou uma trilogia de comédias de feriados comemorativos, seguido pelos similares “Noite de Ano Novo” (2011) e “O Maior Amor do Mundo” (2016), este passado no Dia das Mães. Mas nem a volta de Julia Roberts impediu o esgotamento do filão, com o último lançamento implodindo nas bilheterias. O cineasta ainda estava planejando um terceiro filme dos “Diários da Princesa” para 2017 com o elenco original, que Anne Hathaway dizia estar ansiosa por estrelar. Sua morte comoveu a comunidade artística de Hollywood. O ator Henry Winkler, que trabalhou com Marshall em “Happy Days”, usou seu perfil no Twitter para prestar sua homenagem ao diretor. “Obrigado por minha vida profissional. Obrigado por sua lealdade, amizade e generosidade”, escreveu. “Ele foi um patrão de classe e um mentor cuja criatividade e liderança significaram tudo para mim”, acrescentou Ron Howard. “Garry foi uma dessas raras pessoas verdadeiramente importantes que se pode encontrar numa vida, se você for abençoado”, disse Richard Gere. “Ele lançou e nutriu mais carreiras do que a quantidade de sapatos que possuía. Como fará falta”, exaltou Tom Hanks.
Boato coloca Constantine, Batwoman e Oráculo nas séries de super-heróis da DC Comics
O site Bleeding Cool, que tem média de 50% de acertos em seus “furos” (quem lembra a notícia sobre a demissão do elenco do “Quarteto Fantástico”?), deu início a um coleção de rumores sobre as séries de quadrinhos da DC Comics no canal CW. Segundo o site, o produtor Greg Berlanti está insistindo em incluir Batwoman, Oráculo e Constantine nos próximos episódios das séries “Arrow”, “The Flash”, “Legends of Tomorrow” e “Supergirl”. Vale lembrar que a CW está estabelecendo um universo compartilhado entre os programas da Dc. Recentemente, os atores Wentworth Miller (Capitão Frio) e John Barrowman (Merlyn) fecharam novos contratos possibilitando que apareçam em qualquer uma das séries desse universo. Segundo o Bleeding Cool, o ator John Wesley Shipp também recebeu a mesma oferta, para retornar como regular em todas as séries no papel de Jay Garrick. A participação de Constantine foi alimentada pela disponibilização no serviço de streaming do CW da série completa do personagem, que foi exibida pela rede NBC até fevereiro de 2015. Além disso, após o cancelamento da série, John Constantine fez sua última aparição num episódio da mais recente temporada de “Arrow”, que acabou tendo 10% mais audiência que a média habitual da atração. Já Batwoman e Oráculo tem ligação direta com o universo de Batman, o que pode gerar maior dificuldade, uma vez que a Fox exibe a série “Gotham”, baseada nestes quadrinhos, com destaque para o pai de Barbara Gordon, a Oráculo. Mesmo assim, as duas personagens já possuem ligações com as atrações do CW. Batwoman é a namorada de Maggie Sawyer, policial que será introduzida na 2ª temporada de “Supergirl”. E Oráculo, apesar de ser originalmente a Batgirl, é a líder do grupo de super-heroínas femininas Aves de Rapina, formado por personagens da série “Arrow”, como Canário Negro, Caçadora e Katana. Os fãs da DC Comics, porém, sabem que Berlanti não respeita os biótipos estabelecidos em meio século de quadrinhos e já imaginam versões televisivas bem diferentes da imagem clássica das heroínas. Afinal, Batwoman e Oráculo são ruivas nas publicações e os personagens ruivos que ele trouxe dos quadrinhos, Jimmy Olsen e Wally West, viraram negros na televisão.
Roman Polanski e Olivier Assayas farão filme juntos
Dois dos cineastas mais reverenciados da França, Roman Polanski (“O Escritor Fantasma”) e Olivier Assayas (“Acima das Nuvens”) vão juntar forças pela primeira vez, na adaptação do premiado romance “Baseado em Fatos Reais”, de Delphine de Vigan. O filme terá roteiro de Assayas e direção de Polanski. “Baseado em Fatos Reais” acompanha uma escritora bem-sucedida chamada Delphine, como a própria autora. Após publicar o que a crítica considera sua obra-prima, ela se vê paralisada diante da obrigação de criar uma nova história e tem a vida complicada por seu envolvimento com uma ghost writer, que explora sua amizade para tentar influenciar seu processo criativo. Lançado no Brasil pela Intrínseca, o livro venceu diversos prêmios literários no ano passado. Atualmente, Polanski está rodando um filme sobre o caso Dreyfus, escândalo político do final do século 19, que levou um capitão judeu a ser acusado de vender informações secretas da França para o governo alemão. Apesar das inconsistências das provas, ele foi condenado à prisão perpétua, mas a situação revoltou os intelectuais da época, inclusive o brasileiro Rui Barbosa. Já Assayas recebeu o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Cannes por seu filme mais recente, “Personal Shopper”, história de fantasmas com Kristen Stewart, que estreia em dezembro na França.












