Good Behavior: Michelle Dockery é vigarista disfuncional em trailers de nova série
O canal pago TNT divulgou o pôster e mais dois trailers de “Good Behavior”, que marca a estreia da atriz inglesa Michelle Dockery (série “Downton Abbey”) na TV americana. Na prévia, ela aparece com várias perucas, movida à álcool, sedução e autopiedade, disfarçando sua disfuncionalidade em situações cotidianas, enquanto busca a adrenalina no crime e num relacionamento perigoso com um assassino profissional. Desenvolvida por Chad Hodge (criador de “Wayward Pines”), “Good Behavior” traz Dockery como Letty Dobesh, uma ladra e trapaceira cuja vida sempre esteve um pouco fora dos eixos — exatamente como ela gosta. Recentemente libertada da prisão, Letty se reúne com seu filho de 10 anos que está sendo criado por sua mãe, Estelle, mas precisa manter encontros regulares com seu conselheiro Christian, um viciado com motivos questionáveis para ajudá-la. O caos retorna para sua vida quando o alvo de uma de suas trapaças se revela um assassino profissional, com quem ela acaba se envolvendo num jogo perigoso de sedução. O elenco também inclui o argentino Juan Diego Botto (“Roma, Um Nome de Mulher”), Terry Kinney (minissérie “Show Me a Hero”) e Lusia Strus (série “Wayward Pines”). A 1ª temporada terá 10 episódios, com estreia em 15 de novembro nos EUA.
Lucifer: Novo comercial destaca a diabinha sexy Maze
A rede americana Fox divulgou um novo comercial da série “Lucifer”, que destaca a diabinha Maze. A personagem é uma das poucas que fez a transição dos quadrinhos para a série de TV, mas foi subestimada na 1ª temporada, com pequena participação na trama. Mesmo assim, Mazikeen (o nome original e completo da diaba) roubou todas as poucas cenas em que apareceu, numa interpretação absolutamente sexy de Lesley-Ann Brandt (vista antes na série “Spartacus”). Na prévia, ela contempla seu dilema existencial, dividida entre a devoção à Lucifer e a dificuldade de aceitar que sua vida agora é ao lado dos seres humanos. Apesar de inspirada nos quadrinhos homônimos da Vertigo (divisão adulta da DC Comics), a série pouco tem a ver com a história atordoante escrita por Mike Carey ao longo de 75 edições. Em vez da trama controversa, “Lucifer” mostra o anjo caído ajudando a polícia de Los Angeles a resolver crimes. A 2ª temporada estreia em 19 de setembro nos EUA.
Doubt: Série jurídica com Katherine Heigl ganha primeiro trailer
A rede CBS divulgou o primeiro trailer de “Doubt”, nova tentativa para Katherine Heigl emplacar numa série, após seu fracassado retorno há dois anos em “State of Affairs”, cancelada com apenas 13 episódios. Em “Doubt”, ela vai voltar a trabalhar com dois produtores-roteiristas de “Grey’s Anatomy”, a série que a projetou e que ela abandonou em 2010 para seguir uma carreira cinematográfica que acabou não dando o resultado esperado. Criação do casal Tony Phelan e Joan Rater (de “Grey’s Anatomy”), a série gira em torno da equipe de uma firma jurídica e destaca a personagem de Heigl, advogada bem-sucedida que acaba se apaixonando por um cliente (Steven Pasquale, da série “Rescue Me”), suspeito de um assassinato brutal. O elenco é eclético e interessante, incluindo ainda a atriz transexual Laverne Cox (série “Orange Is the New Black”), Dulé Hill (série “Psych”), Dreama Walker (série “Apartment 23”) e o veterano Elliott Gould (“Onze Homens e um Segredo”). “Doubt” vai estrear durante a midseason, no começo de 2017 nos EUA.
Jon Favreau voltará a viver motorista de Tony Stark no novo Homem-Aranha
Além de Robert Downey Jr., outro ator dos longas do Homem de Ferro vai aparecer em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Segundo o site da revista Variety, Jon Favreau viverá novamente o papel do motorista Happy Hogan, visto pela última vez em “Homem de Ferro 3” (2013). Vale lembrar que Favreau também foi o diretor dos dois primeiros filmes do Homem de Ferro. E tem ótima relação tanto na Marvel quanto na Disney. Além de produzir os filmes dos Vingadores, ele estourou recentemente as bilheterias como diretor de “Mogli, o Menino Lobo”. Seu papel na franquia é praticamente uma figuração, como o motorista particular de Tony Stark. Por isso, faz sentido que ele também seja visto no filme do Aranha, uma vez que Stark (Downey Jr.) faz parte da história. Nas HQs, Happy era apaixonado por Pepper Pots (vivida nos cinemas por Gweneth Paltrow) e o melhor amigo de Tony Stark. Grande otimista, nos primeiros desenhos da Marvel no Brasil ele teve seu nome traduzido como Felizberto. Infelizmente, Happy morreu logo após os eventos da “Guerra Civil” em quadrinhos. Com direção de Jon Watts (“A Viatura”) e roteiro de John Francis Daley e Jonathan Goldstein (do fraco reboot de “Férias Frustradas”), o novo “Homem-Aranha” tem estreia prevista para 6 de julho de 2017 no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos EUA.
Devious Maids é cancelada ao final da 4ª temporada
A crise não poupou as domésticas da TV americana, que perderam seus empregos. O canal pago Lifetime anunciou o cancelamento de “Devious Maids”, série centrada no universo das empregas domésticas latinas dos ricos e famosos de Los Angeles. “Devious Maids” chega ao fim após quatro temporadas, e quase um mês após a exibição do episódio final de seu quarto ano, que inesperadamente virou o fim da série. A atração vinha perdendo audiência a cada ano e, para piorar sua situação, fazia parte da programação desenvolvida pela antiga administração do canal, que atualmente passa por mudanças criativas. Produzida em parceria por Marc Cherry e a atriz Eva Longoria (que estrelou a série anterior do produtor, “Desperate Housewives”), “Devious Maids” era inspirada na novela mexicana “Ellas Son… la Alegría del Hogar”, do canal Televisa. Em clima de melodrama e comédia, em tom de telenovela, a série apresentava temas como traição, sexo, preconceito e até o famoso “quem matou?” como combustível para intrigas entre as empregadas e suas patroas. No elenco estavam Ana Ortiz (série “Ugly Betty”), Judy Reyes (série “Scrubs”), Dania Ramirez (série “Heroes”), Roselyn Sánchez (série “Desaparecidos”) e Edy Ganem (série “Livin’ Loud”). A personagem de Sánchez (Carmen) foi apresentada no último episódio de “Desperate Housewives”, enquanto outras empregadas trazem nomes que remetem a novelas da Televisa, como Marisol (Ortiz), Zoila (Reyes) e Valentina Del Barrio (Ganem). A última temporada foi a menor de todas, com apenas 10 episódios, e acabou em 8 de agosto nos EUA. A última cena registra a fuga da protagonista Marisol da igreja, quando todos a aguardam subir ao altar para se casar com o rico Peter Hudson (James Denton, também de “Desperate Housewives”).
Séries sci-fi Killjoys e Dark Matter são renovadas
O canal pago americano Syfy anunciou as renovações de “Killjoys” e “Dark Matter”, séries de trama espacial que retornam para suas respectivas terceiras temporadas, com estreias previstas para 2017. Ambas as atrações são produções canadenses, passam-se em universos distantes e trazem uma mulher forte à frente do elenco, no comando de uma nave espacial. “Dark Matter” companha um grupo de criminosos intergalácticos, que após acordar sem memórias em sua nave, tenta descobrir suas verdadeiras identidades e se choca ao conhecer suas próprias histórias. A premissa foi originalmente publicada como uma minissérie de quadrinhos em 2012, desenvolvida pelos roteiristas Joseph Mallozzi e Paul Mullie, responsáveis pela cultuada série espacial “Stargate Universe”. O elenco canadense destaca alguns atores conhecidos do gênero, como Roger R. Cross (série “Continuum”), Anthony Lemke (série “The Listener”), Zoie Palmer (série “Lost Girl”), Jodelle Ferland (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1”), Alex Mallari Jr. (série “True Justice”) e a revelação Melissa O’Neil (reality “Canadian Idol”). Por sua vez, “Killjoys” foi desenvolvida por Michelle Lovretta (criadora de “Lost Girl”) e acompanha as aventuras de um trio de caçadores de recompensas espaciais, vividos por Hannah John-Kamen (série “The Hour”), Luke Macfarlane (série “Brothers and Sisters”) e Aaron Ashmore (série “Warehouse 13”), num sistema espacial marcado por intrigas planetárias e muito rock’n’roll.
American Gods: Vilão de Justified viverá Jesus na série sobre guerra de deuses
A produção da série “American Gods” escalou o ator Jeremy Davies (um dos vilões de “Justified”) para o papel de Jesus Cristo. O personagem é descrito da seguinte forma pagã no enredo: “Sua ressurreição aconteceu no mesmo dia do banquete a Ostara (ou Easter), mas Jesus sempre foi generoso em compartilhar o feriado da Páscoa com esta deusa antiga. No entanto, o extremamente empático filho de Deus ficará devastado ao descobrir que Ostara possui grandes ressentimentos sobre o assunto”. Easter, por sinal, já foi escalada e teve até primeira fota divulgada. Ela será interpretada por Kristin Chenoweth (série “Glee”). Baseado no romance “Deuses Americanos”, de Neil Gaimente, a trama vai apresentar uma guerra entre deuses antigos e novos, após os deuses tradicionais, de raízes mitológicas, perceberem que estão perdendo fiéis para um panteão de novos deuses, que refletem o amor moderno da sociedade por dinheiro, tecnologia, mídia, celebridades e drogas. Criada por Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”) e Michael Green (roteirista do filme do “Lanterna Verde”), a série terá uma 1ª temporada de oito episódios com estreia prevista para 2017 no canal pago americano Starz.
A Chegada: Amy Adams contata alienígenas numa cena da sci-fi do diretor de Sicário
Aproveitando a première de “A Chegada” no Festival de Veneza, a Sony Pictures divulgou uma cena de “A Chegada” (Arrival), sci-fi dirigida por Dennis Villeneuve (“Sicario”). Muito tensa, a prévia mostra o primeiro contado da personagem de Amy Adams (“Batman vs. Superman”) com alienígenas. Na trama, a atriz vive uma especialista em linguística convocado pelo governo americano para tentar estabelecer comunicação com uma nave que pousou nos EUA, durante a chegada de uma dúzia de veículos espaciais na Terra, buscando entender a intenção dos visitantes. O filme é baseado no conto “Story of Your Life” de Ted Chiang, laureado com os prêmios Hugo e Nebula (as mais importantes premiações da ficção científica), numa adaptação escrita por Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”) e que também inclui Jeremy Renner (“Capitão América: Guerra Civil”) e Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”) em seu elenco. A estreia está marcada para 11 de novembro nos EUA e apenas três meses depois, em 9 de fevereiro, no Brasil.
Primeiro festival de cinema de Petrópolis é interrompido por protestos políticos
O primeiro festival de cinema da cidade de Petrópolis, batizado de Festcine Imperial, teve sua programação interrompida por protestos contra a presença do Ministro da Cultura Marcelo Calero num dos debates previstos. Realizado na noite de sexta (2/9), o debate sobre “O Futuro do Cinema Brasileiro” foi impedido por gritos de “golpista” e “fascista” disparados contra o Ministro. Segundo relato do jornal O Globo, o protesto foi inicialmente contido pelos organizadores do evento e por outros membros do público, mas, depois de cerca de 20 minutos, recomeçou em tom mais alto. O Ministro chegou a reagir, fazendo sinais com as mãos de que aqueles que protestavam apoiavam ladrões. Embora tenha tentado responder a provocação, no vídeo que circula na internet é impossível ouvir qualquer outra coisa além de berros intolerantes. Ele acabou deixando o debate, que reunia também a presidente do SICAV (Sindicato da Indústria Audiovisual), Silvia Rabello, a produtora Glaucia Camargos e Jorge Peregrino (presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas). O site oficial do Partido dos Trabalhadores comemorou o embate, estimulando o tom de acirramento. “O Ministro da Cultura do governo usurpador de Michel Temer, Marcelo Calero, não aguentou ser chamado de golpista pela plateia e se exaltou, dando gritos, apontando o dedo e insinuando que aqueles que protestavam contra ele e o governo ilegítimo eram ladrões”. Em resposta, o Ministério da Cultura divulgou nota sobre os acontecimentos, em que “repudia a atitude de seis manifestantes de partidos políticos, que agiram de forma agressiva e intimidatória”. Diz o texto: “A atitude no cineteatro do Museu Imperial foi um desrespeito à classe artística petropolitana, que compareceu ao evento para debater e ouvir o Ministro, e um desserviço a Petrópolis, que pela primeira vez em sua história sedia um festival de cinema. O público presente ficou estarrecido com as manifestações de intolerância de uma minoria que tentou impedir que o debate chegasse ao fim, sem levar em consideração o esforço empreendido pela produção, cineastas, patrocinadores e Prefeitura de Petrópolis” A assessoria do Festcine também se manifestou em comunicado, lamentando que a programação “tenha sido interrompida por manifestação de cunho político”. “Com o intuito de discutir as novas diretrizes do Ministério da Cultura para o setor do Cinema e do Audiovisual do pais, o debate foi prejudicado por uma minoria que não parecia disposta a participar do diálogo proposto pelo Festcine Imperial. O Festcine Imperial – Festival de Cinema de Petrópolis, realizado com recurso privado, em parceria e apoio da população Petropolitana, preza pela democracia, pelo patrimônio cultural brasileiro e pelo debate em favor da cultura do Brasil. Aos debatedores convidados, ao Ministro da Cultura Marcelo Calero e a todos que buscam o diálogo, agradecemos a presença e a compreensão com o ocorrido.”
Jon Polito (1950 – 2016)
Morreu o ator Jon Polito, que se destacou em diversos filmes dos irmãos Coen e estrelou a premiada série “Homicide”. Ele linha 65 anos e seu falecimento aconteceu na sexta-feira (2/9), em decorrência de um câncer diagnosticado em 2010. Nascido na Filadélfia, em 29 de dezembro de 1950, Polito começou a carreira na Broadway e só começou a aparecer nas telas aos 31 anos de idade, numa galeria de mais de uma centena de papéis memoráveis, ainda que pequenos, a maioria das vezes explorando sua ascendência italiana para viver personagens mafiosos, sempre com um toque extravagante e bem-humorado. Não por acaso, estreou como mafioso em “Guerra Entre Gangsters” (1981), minissérie que também virou filme, como direção de Richard C. Sarafian. Ainda dos anos 1980, foi o poderoso chefão da série “Crime Story” e participou até de “O Homem da Máfia”. O início de sua extensa colaboração com os Coen também foi num filme de gângsteres, “Ajuste Final” (1990). Mas Joel e Ethan Coen encontraram outros papéis para o ator em suas parcerias seguintes, que incluíram “Barton Fink – Delírios de Hollywood” (1991), “Na Roda da Fortuna” (1994), “O Grande Lebowski” (1998) e “O Homem que Não Estava Lá” (2001). Ironicamente, o segundo papel mais interpretado por Polito foi o de policial. Ele começou a usar distintivo na fantasia clássica “Highlander – O Guerreiro Imortal” (1986) e acabou estrelando a premiada série policial “Homicide – Life on the Street” em 1993, como o detetive Steve Crosetti. Foi nessa produção, por sinal, que sofreu a maior injustiça e preconceito de sua carreira. Em troca da liberdade criativa, os produtores cederam à pressão da rede CBS para dispensar o ator menos fotogênico do elenco, levando Polito a ser demitido na 3ª temporada. Seu personagem, porém, foi resgatado para o telefilme que encerrou a série, “Homicide: The Movie”, em 2000. Ele também foi juiz em duas séries, “Raising the Bar” (2008) e “Murder in the First” (2014). E quando não esteve às voltas com lei, seja para quebrá-la ou reforçá-la, apareceu em dezenas de atrações que marcaram o humor televisivo americano, de “Seinfeld” a “Modern Family”. Nos últimos anos, ainda se destacou em alguns filmes de grande orçamento, como “A Conquista da Honra” (2006), “O Gângster” (2007), “Caça aos Gângsteres” (2013) e “Grandes Olhos” (2014), nos quais trabalhou com cineastas do porte de, entre outros, Clint Eastwood, Ridley Scott e Tim Burton. Apesar da pose de machão em seus filmes, Polito era gay e viveu os últimos e mais difíceis anos de sua vida casado com o também ator Darryl Armbruster (“Dias Incríveis”).
Impeachment de Dilma vai render pelo menos cinco documentários
São pelo menos cinco os documentários que estão sendo rodados em torno do Impeachment de Dilma Rousseff, apurou o jornal Folha de S. Paulo. As equipes se tornaram presença frequente nos corredores do Congresso e do Palácio da Alvorada, mas principalmente entre os políticos do PT, o que teria fomentado desconfiança da oposição. “Me incomoda muito acharem que vamos fazer um filme panfletário. É um trabalho de nuances, um registro histórico”, disse Petra Costa (de “Elena”) ao jornal, sobre sua intenção. Só o seu documentário teria registrado mais de 500 horas de gravações. Assim como o filme de Petra, o documentário da brasiliense Maria Augusta Ramos (“Justiça”) também teve acesso à reuniões fechadas de senadores da bancada do PT, que compõem a maioria das horas de sua filmagem. Mas haveria registros também de desabafos e críticas à atuação da própria Dilma e do partido. Para Maria Augusta, a decisão de filmar o impeachment foi motivada por “angústia pessoal”. Outro documentário está sendo tocado a três, por Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”), César Charlone (“O Banheiro do Papa”) e Lô Politi (“Jonas”), que centram sua narrativa na crise política a partir da perspectiva de Dilma. “É sobre o afastamento da primeira mulher eleita”, diz Lô, que teve acesso ao Palácio da Alvorada e à privacidade da presidente deposta. Sem a mesma intimidade com os poderosos, o goiano Adirley Queirós (“Branco Sai, Preto Fica”) optou por documentar a crise fora dos corredores do poder. Intitulado “Era Uma Vez Brasília”, seu filme é feito de entrevistas com pessoas comuns da capital e da cidade-satélite de Ceilândia, onde vive. “É político, mas o foco é como as pessoas que não são políticas veem tudo isso”, explicou à Folha. Fontes sugerem ainda que um quinto documentário estaria sendo rodado pelo especialista Silvio Tendler (“Jango” e “Os Anos JK”), um dos principais documentaristas brasileiros, que seria mais focado em toda a crise política, mas o jornal não conseguiu contato com o diretor para confirmar. É importante observar que os documentários não deverão ter isenção, o que é absolutamente normal, já que cabe aos cineastas decidirem o que devem filmar. Melhor assumirem lado do que tentar convencer o público de que oferecem visões imparciais do Impeachment. Afinal, Anna Muylaert chegou a participar de manifestações contra o Impeachment, César Charlone pediu voto para Dilma em vídeo que circulou nas últimas eleições e Lô Politi foi ainda mais longe, trabalhando junto com o marqueteiro João Santana na mitológica campanha da reeleição de Dilma. A cineasta Maria Augusta Ramos, por sua vez, assinou em março a “Carta ao Brasil, em defesa da democracia e contra a tentativa de golpe”. Já a família de Petra Costa é muito próxima de Lula, tendo, segundo o blog O Antagonista, pago uma cirurgia plástica para Luriam, filha do ex-presidente e a hospedado em Paris. Além disso, Petra é herdeira da Andrade Gutierrez, uma das empresas enredadas na Lava Jato, cujo ex-presidente delatou ter pago despesas da eleição de Dilma. Não há informações sobre a origem do financiamento dos filmes.
Novela Sol Nascente transporta para o Brasil a polêmica racial que vem sacudindo Hollywood
A polêmica do embranquecimento de personagens de outras etnias chegou ao Brasil. Após Hollywood enfrentar reação crescente contra a escalação de atores brancos para viverem personagens supostamente negros e asiáticos, de “Deuses do Egito” ao vindouro “Ghost in the Shell”, a discussão sobre o que é racialmente correto desembarca na nova novela da rede Globo, “Sol Nascente”. Um manifesto assinado por cerca de 200 artistas brasileiros de ascendência oriental, identificado como coletivo Oriente-se, foi lançado na noite de quarta-feira (31/8) em São Paulo, pedindo o fim da “discriminação étnica que ocorre em algumas produções de audiovisual que retratam o oriental de forma estereotipada, preconceituosa e distorcida da realidade”. Embora o texto não mencione “Sol Nascente”, a novela que estreou na segunda-feira é o estopim de uma onda de protestos nas redes sociais, levando a enorme comunidade de descendentes de asiáticos do país considerarem um absurdo a escalação de atores brancos como se fossem japoneses no folhetim. A indignação se deve à escolha dos dois protagonistas do núcleo oriental da trama. Com o pano de fundo das imigrações japonesa e italiana ao Brasil, a trama aborda a amizade entre famílias das duas colônias, com foco na história de amor entre Mario de Angeli (Bruno Gagliasso) e Alice Tanaka (Giovanna Antonelli). A jovem de sobrenome japonês é adotada, o que contorna circunstancialmente o problema. Mas enquanto a família De Angeli é liderada por Gaetano, interpretado por Francisco Cuoco (ator criado no Brás, bairro italiana na capital paulista), o ator que vive Kazuo, o patriarca da família Tanaka, é Luis Melo (descendente de índios com italianos que nada tem a ver com a comunidade japonesa). Ou seja, todos os atores principais são descendentes de italianos, inclusive os intérpretes de “japoneses”. Para acirrar ainda mais os ânimos, o ator anteriormente convidado para o papel, Ken Kaneko, japonês naturalizado brasileiro (ou seja, um legítimo imigrante), foi desligado da produção sem maiores explicações. Vale lembrar que a Globo já tinha demonstrado falta de sensibilidade racial ao “transformar” Rodrigo Pandolfo no apresentador de TV coreano da novela “Geração Brasil” (2014), usando inacreditáveis fita adesiva e barbante para puxar seus olhos. Pior que isso, só se passassem pó negro em atores brancos para viverem personagens negros. A justificativa para disfarçar atores brancos como asiáticos, segundo explicou o roteirista de “Sol Nascente” Walther Negrão, em entrevista ao site Ego, é que não há artistas asiáticos com status de estrela no Brasil, situação que teria feito a equipe apelar para a “adoção” de Antonelli. A desculpa, por sinal, é a mesma desde os primórdios de Hollywood, que já mostrou até Marlon Brando de olhos puxados. Mas nem Hollywood está usando mais esse escudo. O diretor Alex Proyas pediu desculpas, em comunicado à imprensa, por seu filme “Deuses do Egito”. “O processo de lançar um filme tem muitas variáveis complicadas, mas é claro que as nossas escolhas de elenco deveriam ter sido mais diversas. Eu sinceramente peço desculpas aos que estão ofendidos com as decisões que tomamos”, ele afirmou. A humildade de reconhecer que estamos no século 21 e não na metade do século passado, é a alternativa a não ser ridicularizado. Afinal, cada vez mais informado, o público sabe rejeitar um racismo mal disfarçado com óculos de fundo de garrafa. “Aposto como Luis Melo vai fazer a novela todinha com esse óculos fundo de garrafa para disfarçar os olhos e se passar por japa”, comentou um telespectador no Twitter. O manifesto Oriente-se está no Facebook, onde o grupo esclarece que “não é a favor de nenhum tipo de boicote ou movimento que vá contra a livre expressão e a democracia”, mas entende que, “frente às desigualdades existentes, não basta rejeitar as práticas de discriminação, mas sim realizar ações que possam corrigir distorções e aproximar indivíduos”. Assinam o texto, entre outros atores, Ken Kaneko, Marcos Miura, Keila Fuke, Jui Huang e Maya Hasegawa, que prometem publicar, semanalmente, um vídeo inédito com atores orientais brasileiros em papéis não estereotipados e sem sotaques forçados.
Que Horas Ela Volta? lidera indicações do “Oscar brasileiro”
“Aquarius” não foi selecionado para disputar o “Oscar brasileiro” em 2016. Calma. É que a Academia brasileira, que entrega o Oscarito, ou melhor, o troféu Grande Otelo, ainda prepara, no final do ano, sua premiação dos melhores do ano passado. Nesta lista, os filmes com maior presença entre as 25 categorias da competição são “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, e “Chatô, o Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes, com 14 e 12 indicações, respectivamente. Eles vão disputar o prêmio de Melhor Filme de 2016 com “A História de Eternidade”, “Ausência”, “Califórnia”, “Casa Grande”, “Sangue Azul” e “Tudo que Aprendemos Juntos”. Ao todo, 31 produções concorrem ao troféu Grande Otelo, também chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e considerado o Oscarito brasileiro, que em sua nova edição homenageará o diretor Daniel Filho, de sucessos como “Se Eu Fosse Você” (2006) e “Chico Xavier” (2010), e que ainda concorre ao troféu de Melhor Direção por “Sorria, Você Está Sendo Filmado”. A cerimônia de premiação acontece no dia 4 de outubro no Theatro Municipal e incluirá resultados de votação popular. O público (e as distribuidoras) poderão encaminhar seus votos (e de seus funcionários e robôs) para o site da Academia Brasileira de Cinema, ajudando a eleger Melhor Filme, Melhor Documentário e Melhor Filme Estrangeiro. Confira abaixo a lista completa dos indicados, com os nomes originais das categorias: Indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2016 MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO A História da Eternidade Ausência Califórnia Casa Grande Chatô – O Rei do Brasil Que Horas Ela Volta? Sangue Azul Tudo que Aprendemos Juntos MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO Betinho, A Esperança Equilibrista Campo de Jogo Cássia Eller Chico – Artista Brasileiro Últimas Conversas MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA Infância Pequeno Dicionário Amoroso 2 S.O.S. Mulheres ao Mar 2 Sorria, Você Está Sendo Filmado Super Pai MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO Até Que a Sbórnia Nos Separe Ritos de Passagem MELHOR DIREÇÃO Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?) Camilo Cavalcante (A História da Eternidade) Chico Teixeira (Ausência) Daniel Filho (Sorria, Você Está Sendo Filmado) Eduardo Coutinho (Últimas Conversas) Eryk Rocha (Campo de Jogo) Felipe Barbosa (Casa Grande) MELHOR ATRIZ Alice Braga (Muitos Homens Num Só) Andréa Beltrão (Chatô – O Rei do Brasil) Dira Paes (Orfãos do Eldorado) Fernanda Montenegro (Infância) Marcélia Cartaxo (A História da Eternidade) Regina Casé (Que Horas Ela Volta?) MELHOR ATOR Daniel de Oliveira (A Estrada 47) Irandhir Santos (Ausência) João Miguel (A hora e a vez de Augusto Matraga) Lázaro Ramos (Tudo que Aprendemos Juntos) Marco Ricca (Chatô – O Rei do Brasil) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Camila Márdila (Que Horas Ela Volta?) Fabiula Nascimento (Operações Especiais) Georgiana Goes (Casa Grande) Karine Teles (Que Horas Ela Volta?) Leandra Leal (Chatô – O Rei do Brasil) MELHOR ATOR COADJUVANTE Ângelo Antônio (A Floresta que se Move) Chico Anysio (A hora e a vez de Augusto Matraga) Claudio Jaborandy (A História da Eternidade) Lourenço Mutarelli (Que Horas Ela Volta?) Marcello Novaes (Casa Grande) MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Adrian Tejido (Orfãos do Eldorado) Bárbara Alvarez (Que Horas Ela Volta?) José Roberto Eliezer (Chatô – O Rei do Brasil) Lula Carvalho (A hora e a vez de Augusto Matraga) Mauro Pinheiro Jr (Sangue Azul) MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Adirley Queirós (Branco Sai, Preto Fica) Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?) Camilo Cavalcante (A História da Eternidade) Fellipe Barbosa e Karen Sztajnberg (Casa Grande) Vicente Ferraz (A Estrada 47) MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Domingos Oliveira (Infância) Guilherme Coelho (Orfãos do Eldorado) Guilherme Fontes, João Emanuel Carneiro e Matthew Robbins (Chatô – o Rei do Brasil) Lusa Silvestre e Marcelo Rubens Paiva (Depois de Tudo) Manuela Dias e Vinicius Coimbra (A hora e a vez de Augusto Matraga) Marcos Jorge (O Duelo) MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Ana Mara Abreu (Califórnia) Ana Paula Cardoso (Casa Grande) Gualter Pupo (Chatô – O Rei do Brasil) Julia Tiemann (A História da Eternidade) Juliana Carapeba (Sangue Azul) Marcos Pedroso e Thales Junqueira (Que Horas Ela Volta?) MELHOR FIGURINO André Simonetti e Claudia Kopke (Que Horas Ela Volta?) Beth Flipecki e Reinaldo Machado (A hora e a vez de Augusto Matraga) Elisabetta Antico (A Estrada 47) Gabriela Campos (Casa Grande) Letícia Barbieri (Califórnia) Rita Murtinho (Chatô – O Rei do Brasil) MELHOR MAQUIAGEM Anna Van Steen (Califórnia) Auri Mota (Casa Grande) Federico Carrete e Vicenzo Mastrantono (A Estrada 47) Maria Lucia Matos e Martín Macias Trujillo (Chatô – O Rei do Brasil) Tayce Vale e Vavá Torres (A hora e a vez de Augusto Matraga) MELHOR EFEITO VISUAL Bernardo Alevato e Isadora Herts (Orfãos do Eldorado) Guilherme Ramalho (Que Horas Ela Volta?) Marcelo Siqueira (Linda de Morrer) Marcus Cidreira (Chatô – O Rei do Brasil) Robson Sartori (A Estrada 47) MELHOR MONTAGEM FICÇÃO Alexandre Boechat (A hora e a vez de Augusto Matraga) Felipe Lacerda e Umberto Martins (Chatô – O Rei do Brasil) Karen Harley (Orfãos do Eldorado) Karen Harley (Que Horas Ela Volta?) Mair Tavares (A Estrada 47) MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO Carlos Nader e André Braz (Homem Comum) Diana Vasconcellos (Chico – Artista Brasileiro) Paulo Henrique Fontenelle (Cássia Eller) Pedro Asbeg, EDT e Victor Lopes (Betinho, a esperança equilibrista) Rodrigo Pastore (Cauby – Começaria Tudo Outra Vez) MELHOR SOM Acácio Campos, Bruno Armelim, Gabriela Cunha, Júlio César, Eric Ribeiro Chritani e Caetano Cotrim (Cássia Eller) Bruno Fernandes e Rodrigo Noronha (Chico – Artista Brasileiro) Evandro Luma, Waldir Xavier e Damião Lopes (Casa Grande) Gabriela Cunha, Miriam Biderman, ABC, Ricardo Reis e Paulo Gama (Que Horas Ela Volta?) José Moreau Louzeiro e Aurélio Dias (A hora e a vez de Augusto Matraga) Mark Van Der Willigen, Marcelo Cyro, Pedro Lima e Sérgio Fouad (Chatô – O Rei do Brasil) MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Alexandre Guerra e Felipe de Souza (Tudo Que Aprendemos Juntos) Alexandre Kassin (Ausência) Fábio Trummer e Vitor Araújo (Que Horas Ela Volta?) Patrick Laplan e Victor Camelo (Casa Grande) Zbgniew Preisner (A História da Eternidade) Zeca Baleiro (Oração do Amor Selvagem) MELHOR TRILHA SONORA Los Hermanos (Los Hermanos – Esse é Só o Começo do Fim Das Nossas Vidas) Luis Claudio Ramos (Chico – Artista Brasileiro) Luiz Avellar (A Estrada 47) Nelson Hoineff (Cauby – Começaria Tudo Outra Vez) Paulo Henrique Fontenelle (Cassia Eller) MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) Leviatã O Sal da Terra Olmo e a Gaivota Whiplash – Em Busca da Perfeição MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO Até a China, de Marão Égun, de Helder Quiroga Giz, de Cesar Cabral O Quebra-Cabeça de Tárik, de Maria Leite Virando Gente, de Analúcia Godoi MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO A Festa e os Cães, de Leonardo Mouramateus Cordiheira de Amora II, de Jamille Fortunato De Profundes, de Isabela Cribari Entremundo, de Renata Jardim e Thiago B. Mendonça Retrato de Carmem D., de Isabel Joffily Uma Família Ilustre, de Beth Formaggini Praça da Guerra, de Edimilson Gomes MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO História de uma Pena, de Leonardo Mouramateus Loie e Lucy, de Isabella Raposo e Thiago Brito Outubro Acabou, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes Quintal, de Andrés Novais Rapsódia de um Homem Negro, de Gabriel Martins












