King Kong vai ganhar série passada na Ilha da Caveira
O sucesso mundial de “Kong: Ilha da Caveira” ajudou a impulsionar a produção da primeira série com atores de King Kong. Mas que não será uma sequência nem terá relação com o filme. Ao menos, não com o filme da Legendary. Os produtores vão basear o projeto na obra do criador de King Kong. Segundo o site The Hollywood Reporter, a ideia é que a série tenha uma protagonista feminina e um grupo de atores multiétnicos, que irão explorar tanto as maravilhas quanto os horrores da Ilha da Caveira. Batizada de “King Kong: Skull Island”, a trama está a cargo do casal Jonathan Penner e Stacy Title, respectivamente roteirista e diretor do terror “Nunca Diga Seu Nome” (2017). “Jonathan e Stacy abordaram um mundo que tem extasiado o público ao longo dos anos e deu-lhe um viés contemporâneo, feminino”, disse o CEO da produtora MarVista, Fernando Szew. “É com grande expectativa que nos associamos com a IM Global Television para trazer esta nova visão emocionante diretamente para as casas dos espectadores.” A IM Global é uma joint venture entre a gigante digital chinesa Tencent e Tang Media Partners, o que garante mercado internacional para a produção. A MarVista, por sua vez, adquiriu os direitos para a produção dos herdeiros de Merian C. Cooper, criador, diretor e produtor de “King Kong” (1933), e de Joe DeVito, ilustrador que está processando os estúdios Warner e Legendary por terem visto e roubado suas ideias para “Kong: Ilha da Caveira”. DeVito trabalhou desde 1992 com a família de Cooper para desenvolver a história de “King Kong: Skull Island”. Seu conceito é a base da nova produção, que ainda não tem canal definido. Uma história em quadrinhos baseada no projeto será lançada em julho pelo Boom!Studios.
Sucesso inesperado, série Imposters é renovada para sua 2ª temporada
O canal pago americano Bravo renovou a série “Imposters” para sua 2ª temporada. Lançada em 7 de fevereiro, a atração surpreendeu por conseguir aumentar sua audiência a cada episódio, até atingir uma média de 1,4 milhão de espectadores. “‘Imposters’ realmente ressoou com o nosso público e críticos com a sua mistura única de suspense e humor. Estamos animados para ver o que o futuro reserva para este improvável grupo de personagens defeituosos, mas adoráveis, que nossos talentosos criadores e atores têm trazido à vida”, manifestou-se o canal do grupo NBCUniversal em comunicado. Primeira série criada pelo ator Paul Adelstein (da série “Prison Break”) e o roteirista de cinema Adam Brooks (“Bridget Jones: No Limite da Razão”), “Imposter” é uma comédia sombria sobre uma golpista que vive mudando de personalidade. A trama gira em torno de Maddie (a israelense Inbar Lavi, da série “The Last Ship”), especialista em roubar os corações e os pertences de suas vítimas. Sua carreira de golpista bem-sucedida, porém, encontra um inconveniente, quanto três de seus últimos alvos resolvem se unir e caçá-la – dois homens vividos por Rob Heaps (série inglesa “Home Fires”) e Parker Young (série “Arrow”), e uma mulher, Marianne Rendón (“Gemini”). Em busca de Maddie, eles envolvem-se num jogo de gato e rato que vira a mesa, transformando a golpista num alvo, mas também revela seu chefe misterioso, seu capanga psicótico e envolve até o FBI. A produção da 2ª temporada de 10 episódios está prevista para começar em breve.
Diretor revela que título nacional de Star Wars: Os Últimos Jedi está errado
“Tradução” de títulos parece não ser mesmo o forte da Disney. Depois de mudar completamente o nome do quinto “Piratas do Caribe” para o Brasil e outros países, o estúdio acabou alterando até o sentido do próximo “Star Wars”. Segundo o diretor do filme, o título nacional de “Star Wars: Os Últimos Jedi” está errado. Isto porque a tradução de “The Last Jedi” é singular e não plural. Mas não dá para colocar a culpa exclusivamente nos tradutores nacionais. A corporação mandou o mesmo memorando para a Espanha, França, Itália e Alemanha, que tascaram o plural em seus cartazes. Só faltou conferir se estava certo. Em entrevista à ABC News, Rian Johnson revelou que a tradução correta é “O Último Jedi”. No singular. Tipo, ninguém usou o celular, aplicativo, rede social para contatar o responsável pela história, antes de tomar a decisão de mandar gastar uma fortuna em material de marketing com o título errado. “É tão engraçado, quando as pessoas começaram a perguntar isso, quando o título foi anunciado, porque eu nunca nem tinha considerado essa questão. Parece que, para mim, é o mais… ‘desinteressante’, eu acho”, disse ele, tentando escapar pela tangente, quando perguntado à queima-roupa. Mas não teve jeito. Depois de perceber que a questão semântica poderia mudar o sentido do título, ele reconheceu. “Olha, na minha cabeça, é no singular”. Pressionado, contou ainda mais: “Quero dizer, eles falam em ‘O Despertar da Força’ sobre o último templo Jedi e que Luke é o último Jedi.” Pronto. Não só o título é “O Último Jedi” como diz respeito a Luke Skywalker. Esta dúvida também estava na cabeça dos fãs. Ou seja, o primeiro teaser ganha outro sentido com a tradução correta. Assim, quando Luke diz, na conclusão do teaser, de que “é hora dos Jedi acabarem”, isto agora significa que ele não vai treinar mais ninguém e que a ordem terminará com ele. Imaginem a decepção de Rey… E isto como ponto de partida para o novo filme da saga espacial. Muda ou não muda tudo?
Vídeo de Os Dias Eram Assim registra elenco gravando a música-tema da série
A Globo divulgou um vídeo da gravação do tema de sua nova série, “Os Dias Eram Assim”, que mostra o elenco cantando em estúdio, entre cenas da produção. Os astros que mostram desenvoltura vocal são Sophie Charlotte, Renato Góes, Daniel de Oiveira, Maria Casadevall e Gabriel Leone. Mas a música que dá título à produção na verdade tem outro nome. É “Aos Nossos Filhos”, clássico de Ivan Lins lançado no álbum “Nos Dias de Hoje”, de 1978. Um dos versos da música fala o título da série. Curiosamente, é a segunda vez que a Globo usa esta música numa minissérie. Na voz de Elis Regina, ela foi tema de “Queridos Amigos”, exibida em 2008, que também propunha um painel das gerações dos anos 1970 e 1980. “Os Dias Eram Assim” estreia nesta segunda (17/4).
Lady Gaga compartilha primeira foto do filme Nasce uma Estrela
Lady Gaga divulgou em seu Instagram a primeira foto do remake de “Nasce uma Estrela”. A imagem registra sua performance no palco do festival de Coachella, acompanhada na guitarra pelo ator Bradley Cooper. Apesar de mostrá-la em Coachella, onde Gaga foi uma das atrações principais deste fim de semana, as filmagens aconteceram em horário diverso do show oficial. Na legenda da imagem, a cantora compartilhou também sua excitação pelo projeto. “Estou muito feliz de estrelar meu primeiro filme ao lado de quem tenho sorte de chamar de amigo. Sempre quis ser uma atriz na tela grande. A história de ‘Nasce uma Estrela’ é tão especial e estou grata por Bradley fazer meu sonho se tornar realidade. Mal posso esperar para vocês conhecerem Ally!”, Além de contracenar com Gaga, Cooper também vai assinar a direção do filme, fazendo sua estreia na função. O roteiro, por sua vez, é de Will Fetters, conhecido por adaptações dos livros “Um Homem de Sorte” (2012) e “O Melhor de Mim” (2014), ambos do escritor Nicholas Sparks. E Elton John revelou que compôs pelo menos uma música para o filme, que vai contar a história de bad romance entre uma estrela em ascensão e um artista decadente, já narrada três vezes anteriormente, desde 1937. O quarto “Nasce Uma Estrela” tem estreia marcada para o dia 28 de setembro de 2018. I am so excited to star in my first movie alongside someone I'm so lucky to call my friend. I always wanted to be an actress on the big screen. The story of "A Star is Born" is so special and I'm so grateful to Bradley for making my dream come true. Can't wait for you to meet Ally. She has her first scene in 5….⏰ Uma publicação compartilhada por xoxo, Gaga (@ladygaga) em Abr 17, 2017 às 8:29 PDT
Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson estrelam trailer do quarto filme batizado de Dupla Explosiva no Brasil
Foram divulgados o pôster e o trailer repleto de tiros, palavrões e gargalhadas de “The Hitman’s Bodyguard”, uma comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), que será o quarto filme batizado como “Dupla Explosiva” no Brasil – sem considerar a série homônima. Na trama, Reynolds vive o guarda-costas do matador profissional interpretado por Jackson, alvo de vários outros assassinos. O trabalho evolve sobreviver a muitos tiros, perseguições e explosões, além da ironia da trilha sonora do filme “O Guarda-Costas” (1992). Até o pôster é uma referência direta à produção estrelada – e cantada – por Whitney Houston. O elenco ainda inclui Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Salma Hayek (“O Conto dos Contos”), Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”) e Elodie Yung (a Elektra da série “Demolidor”). O roteiro é de Tom O’Connor (“Fogo contra Fogo”) e a direção de Patrick Hughes (“Os Mercenários 3”), dois especialistas em filmes B, o que, inclusive, é alimentado pela “tradução” nacional do filme. A estreia do quarto “Dupla Explosiva”, que não é parte de uma franquia, está marcada para 28 de agosto, dez dias após o lançamento nos EUA.
Piloto é reprovado e terror Deixa Ela Entrar não vai virar série
A TNT não aprovou o piloto baseado no filme de terror “Deixe Ela Entrar”. O projeto de série não irá adiante no canal, mas os produtores não desistiram. A dúvida agora é se oferecerão o piloto atual para outros interessados ou se tentarão uma abordagem diferente da franquia, que já rendeu dois filmes – o original sueco de 2008 e o remake americano de 2010, estrelado por Chloe Moretz. O que se sabe é que a versão televisiva alterou a idade da protagonista. Pré-adolescente de 13 anos nos filmes, ela foi vivida pela top model norueguesa Kristine Froseth, de 19 anos, no piloto. Além disso, a trama foi adaptada por Jeff Davis, responsável pela série dos lobisomens adolescentes “Teen Wolf”, que, como sinal de alerta, não tem nada a ver com o filme que a nomeia. A história original girava em torno de um menino que, atormentado por seus colegas de classe, encontra conforto na amizade com a garotinha estranha que acaba de se mudar para seu prédio. O detalhe é que a menina é uma vampira muito velha, embora aparente ter a mesma idade que ele, e sua chegada coincide com uma série de assassinatos sangrentos, que começaram a abalar a população local.
Velozes e Furiosos 8 quebra recordes e conquista maior estreia mundial de todos os tempos
O mundo ama Vin Diesel e Dwayne Johnson. “Velozes e Furiosos 8” somou US$ 532,5 milhões em seu lançamento mundial, consagrando-se como a maior estreia mundial de todos os tempos. Até então, a maior bilheteria de estreia mundial pertencia a “Star Wars: O Despertar da Força”, que rendeu US$ 529 milhões em dezembro de 2015. Com US$ 430 milhões somados no exterior, “Velozes e Furiosos 8” também superou com folga os US$ 317 milhões da abertura internacional de “Jurassic World” em 2016, batendo outro recorde: o maior fim de semana de estreia internacional de todos os tempos. A principal arrecadação veio da China, onde a produção da Universal celebrou mais um recorde: o maior fim de semana de estreia da história do país, com US$ 190 milhões, quase o dobro da bilheteria do filme nos EUA – que, em comparação, rendeu “míseros” US$ 100 milhões. O filme anterior da franquia, “Velozes e Furisos 7”, largou com tanque bem mais vazio no mercado chinês, rendendo US$ 67 milhões em sua estreia, mas acabou somando US$ 390 milhões, que é o atual recorde de arrecadação para uma produção estrangeira na China. Agora, a continuação pode transformar essa soma em troco. “Velozes e Furiosos 8” também liderou as bilheterias do México (US$ 17,8M), Reino Unido (US$ 17M), Rússia (US$ 14M), Alemanha (US$ 13,6M), Brasil (US$ 12.8M), França (US$ 10,5M), Coreia do Sul (US$ 10,5M), e Índia (US$ 10,4M), entre outros países. O filme deve continuar no topo por mais uma semana, pois seu próximo adversário de peso só estreia em 27 de abril no mercado internacional. Trata-se de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. E aí a corrida pela liderança do ranking fica mais interessante.
Velozes e Furiosos 8 estreia em 1º lugar na América do Norte
Conforme esperado, “Velozes e Furiosos 8” estreou em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá). Na verdade, esperava-se até mais de seu desempenho doméstico. O filme superou por pouco os US$ 100 milhões de arrecadação, mas projeções do começo da semana previam uma ameaça real à maior estreia deste ano, os US$ 170 milhões de “A Bela e a Fera”. A queda de marcas expressivas acabou acontecendo no exterior, especialmente na China. Graças ao desempenho internacional, a produção da Universal registrou a maior bilheteria de um estreia mundial em todos os tempos (mais sobre isto no próximo post): uma abertura recorde de US$ 532,5 milhões. Na América do Norte, porém, o oitavo “Velozes e Furiosos” ficou atrás do filme anterior, que rendeu US$ 147 milhões em seu fim de semana inaugural, marcando a despedida de Paul Walker da franquia. Mesmo considerando apenas o mercado doméstico, o fato de um oitavo filme de franquia atrair tanta gente é extremamente raro. Dos oito longas, apenas “Velozes e Furiosos 7” teve uma abertura maior que esta. As críticas, porém, não foram tão positivas quanto a dos últimos filmes com Paul Walker, com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes – a mais baixa cotação desde “Velozes e Furiosos 5” (2011). Ainda assim, bem acima da média e longe de ser considerado um acidente de percurso, como “Velozes e Furiosos 4”, que teve somente 28% de aprovação. Para completar, o público deu nota A no Cinemascore, aprovando completamente a produção. O resto do ranking teve que se acomodar ao impacto dos carrões de Vin Diesel e Dwayne Johnson, com os integrantes do Top 5 da semana passada caindo uma posição cada um. Menos “Ghost in the Shell”, que desabou para fora do Top 10, mesmo mantendo seu sucesso internacional. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 100,1 milhões Total EUA: US$ 100,1 milhões Total Mundo: US$ 532,4 milhões 2. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 15,5 milhões Total EUA: US$ US$ 116,3 milhões Total Mundo: US$ 977,4 milhões 3. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 13,6 milhões Total EUA: US$ 454,6 milhões Total Mundo: US$ 1 bilhão 4. Os Smurfs e a Vila Perdida Fim de semana: US$ 6,5 milhões Total EUA: US$ 24,7 milhões Total Mundo: US$ 16,8 milhões 5. Despedida em Grande Estilo Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 23,3 milhões Total Mundo: US$ 124,3 milhões 6. Gifted Fim de semana: US$ 3 milhões Total EUA: US$ 4,3 milhões Total Mundo: US$ 117,2 milhões 7. Corra! Fim de semana: US$ 2,9 milhões Total EUA: US$ 167,5 milhões Total Mundo: US$ 534,3 milhões 8. Power Rangers Fim de semana: US$ 2,8 milhões Total EUA: US$ 80,5 milhões Total Mundo: US$ 596,6 milhões 9. The Case for Christ Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 8,4 milhões Total Mundo: US$ 176,5 milhões 10. Kong – A Ilha da Caveira Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 161,2 milhões Total Mundo: US$ 3,9 milhões
Líder de audiência, série Outsiders é inexplicavelmente cancelada
O canal pago WGN America anunciou o cancelamento da série “Outsiders”, depois de duas temporadas. O anúncio surpreendeu os fãs da atração, já que ela é a mais assistida do canal. Com 2 milhões de espectadores ao vivo, a atração tem um público de dar inveja na HBO. Tanto que a Sony, produtora da série, está correndo para encontrar um novo lar para a produção. O problema é que o WGN deixou para anunciar sua decisão em cima da hora, na véspera da exibição do último episódio da temporada, agora transformado em final da atração. Isto não deu tempo para os roteiristas darem um fecho satisfatório nem para os produtores negociarem com outros canais. A decisão foi tomada pelo presidente interino do canal, que assumiu o lugar do responsável pela iniciativa de produzir séries próprias. No mês passado, o WGN America registrou a maior audiência de sua história graças a “Outsiders” e “Underground”, suas duas séries remanescentes. Segundo apurou o Deadline, são fortes os boatos de bastidores de que o canal estaria sendo colocado à venda, por isso os investimentos sofreriam cortes. Mas a explicação oficial é que o dinheiro gasto em “Outsiders” será realocado na produção de séries mais “diversificadas”. Criada por Peter Mattei (roteirista de “O Amor nos Tempos do Dinheiro”), a série conta a história dos Farrells, um clã selvagem que vive nas montanhas de Apalaches e luta para manter seu estilo de vida, sem deixar ninguém se aproximar de sua família. No ótimo elenco estão David Morse (“Amaldiçoado”), Thomas M. Wright (série “The Bridge”), Ryan Hurst (série “Bates Motel”), Kyle Gallner (“American Sniper”), Christina Jackson (série “Boardwalk Empire”) e Gillian Alexy (série “The Americans”). O final de “Outsiders” vai ao ar no próximo dia 25.
Novo trailer de Bingo: O Rei das Manhãs é divertido, perturbador e ousado
Esqueça Pennywise, o palhaço do terror “It – A Coisa”. O filme de palhaço assustador mais promissor do ano acaba de ganhar um novo trailer. Se a primeira prévia superava expectativas, a segunda deixa claro que “Bingo: O Rei das Manhãs” está além do que o cinema nacional tem apresentado, tanto em suas comédias quanto em suas cinebiografias. E o filme é uma combinação de ambas: parte comédia e parte cinebiografia, com uma execução tão perturbadora que merece atenção. Durante a pré-produção, o projeto era conhecido como o filme do palhaço Bozo. Mas a mudança do nome do protagonista não é para ser lamentada. Pela prévia, fica claro que o filme não faz concessões, o que é facilitado pela licença criativa, permitida pelo uso de nomes fictícios, embora Gretchen tenha permanecido Gretchen. Com cenografia e figurino que reconstituem fielmente a época, o longa ensaia um mix escandaloso de sexo, drogas e programa infantil. “Bingo: O Rei das Manhãs” marca a estreia na direção de Daniel Rezende, o premiado montador indicado ao Oscar por “Cidade de Deus” (2002), e traz Vladimir Britcha (“Muitos Homens num Só”) impressionante no papel de Augusto, personagem inspirado na vida de Arlindo Barreto, o Bozo. Na trama, Augusto é um artista que sonha com seu lugar sob os holofotes. A grande chance surge ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de programa infantil na televisão, que é sucesso absoluto. Porém, uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da máscara, o que faz de Augusto, o “Rei das Manhãs”, o anônimo mais famoso do Brasil. Com muita ironia e humor ácido, ambientado numa roupagem pop e exagerada dos bastidores da televisão nos anos 1980, o filme conta essa incrível e surreal trajetória de um homem em busca do reconhecimento da sua arte. O roteiro é de Luiz Bolognesi (“Bicho de Sete Cabeças” e “Uma História de Amor e Fúria”), a fotografia de Lula Carvalho (“As Tartarugas Ninja”, “Robocop”) e o elenco ainda inclui Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), Emanuelle Araújo (novela “Gabriela”), Tainá Müller (“O Duelo”), Augusto Madeira (“O Escaravelho do Diabo”), o dinamarquês Soren Hellerup (“Meu Amigo Hindu”) e até o apresentador do “Big Brother Brasil” Pedro Bial. “Bingo – O Rei das Manhãs” tem estreia prevista para 24 de agosto.
Manicures enfrentam gângsteres no trailer completo da série Claws
O canal pago americano TNT divulgou o pôster e o trailer completo de sua nova série “Claws”, produzida pela atriz Rashida Jones (séries “Parks and Recreation” e “Angie Tribecca”). Além de mostrar muitas unhas coloridas, já que a série gira em torno de um salão de manicures, a prévia mostra cenas de violência e humor negro. Niecy Nash (série “Scream Queens”) lidera o elenco da produção no papel de Desna Simms, proprietária de um salão de beleza localizado no sul da Flórida, onde trabalham outras cinco mulheres: Polly (Carrie Preston, da série “True Blood”), que recentemente cumpriu pena por roubo de identidade, Jennifer (Jenn Lyon, da série “Justified”), uma garota tentando se livrar dos vícios, Quiet Ann (Judy Reyes, da série “Devious Maids”), a segurança do salão, e Virginia (Karrueche Tran, da série “The Bay”), sempre entediada com o próprio trabalho. O problema é que, sob esse esmalte de normalidade, o salão é uma fachada para lavagem de dinheiro de uma clínica ilegal comandada pelo mafioso Roller (Jack Kesy, da série “The Strain”). E Desna quer tornar o negócio legítimo, o que leva a um confronto inevitável. O elenco ainda conta com Dean Norris (série “Breaking Bad”), Harold Perrineau (série “Lost”) e Kevin Rankin (também de “Breaking Bad”). Criada por Eliot Laurence (roteirista da dramédia indie “Bem-Vindos ao Mundo”), a série vai estrear em 11 de junho.
Exibidores franceses protestam contra filmes da Netflix no Festival de Cannes
Os donos das empresas de exibição de cinema da França decidiram protestar contra o Festival de Cannes. Eles não gostaram de ver dois filmes da Netflix na programação do evento deste ano. “Okja”, de Bong Joon-Ho, e “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach, são as duas produções do serviço de streaming na programação do festival. Os exibidores franceses questionam porque estes filmes foram escolhidos, se eles não passarão nos cinemas e a Netflix inclusive fechou seu escritório em Paris. Afinal, a exibição online os qualifica a participar de um festival de cinema? A questão tem desdobramentos interessantes, desde a discussão do que é cinema – as salas que realizavam a projeção tradicional de película agora fazem exibição digital – e até mesmo filme – o processo de filmagem tradicional também foi abandonado pela gravação digital. A produção cinematográfica mudou completamente graças à evolução tecnológica, desde que os filmes eram realizado sem som e em preto e branco, a ponto de todos os “filmes” de Cannes terem sua produção digitalizada. Mas vale observar que protesto é encabeçado por uma entidade, o Centro Nacional de Cinema, que é subsidiado por uma taxa cobrada na exibição de filmes nos cinemas franceses, e por isso tem interesse econômico e não filosófico na questão. “A Netflix vem evitando as regulações francesas e as obrigações fiscais. Essas leis ajudam a financiar nossa forte indústria e o ecossistema que permite a seleção de muitos filmes franceses e estrangeiros a serem feitos”, declarou o CNC em comunicado à imprensa. Segundo fontes das revistas Variety e The Hollywood Reporter dentro da indústria francesa de cinema, a Netflix e os exibidores franceses devem negociar para fazer com que os dois filmes sejam exibidos nos cinemas do país. O diretor do festival Thierry Fremaux sugeriu que Ted Sarandos, principal executivo do serviço de streaming, deverá fazer um anúncio importante durante o Festival de Cannes.












