Diretor de “Encantada” ficou “chocado” ao ser excluído da continuação
O cineasta Kevin Lima, responsável pelo filme “Encantada” (2007), disse que ficou “chocado” por não ter sido convidado para comandar a continuação, “Desencantada”, que estreou recentemente no serviço de streaming Disney+. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, Lima tentou entender exatamente o que aconteceu. “Uma tempestade perfeita de mudança de executivos e a política de Hollywood fizeram com que eu não fosse convidado para a festa, infelizmente”, disse ele. “Foi uma virada muito, muito triste. Eu não vi o filme. Eu não li o roteiro. Então, vou experimentar os personagens que ajudei a criar, crescer e viver como o público faz.” Kevin Lima tinha uma longa relação com a Disney. Ele trabalhou no departamento de animação do estúdio, escreveu o roteiro da animação “Aladdin” (1992), e dirigiu os filmes “Pateta” (1995), “Tarzan” (1999) e “102 Dálmatas” (2000). Ele assumiu o comando de “Encantada” após o projeto ter passado por diversos diretores, como Rob Marshall (“O Retorno de Mary Poppins”), Jon Turteltaub (“Megatubarão”) e Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”). Sua proposta para o filme, que o diferenciou dos diretores considerados, era que ele queria fazer uma homenagem à Disney, e não uma versão cínica dos contos de fadas – que era o caminho que o projeto estava seguinte até então. Uma das suas principais escolhas ao ser contratado para comandar o filme foi a de dar o papel principal à então desconhecida Amy Adams (“A Chegada”). Na ocasião, o estúdio queria um nome mais forte para interpretar a personagem Giselle, mas Lima insistiu que Adams era a escolha certa. “Amy é a força vital de ‘Encantada’ e, sem essa atuação, o filme não seria metade do que é”, disse o diretor. “O departamento de marketing não acreditava que valia a pena fazer o filme”, disse Lima, relembrando outros problemas que enfrentou na época. “Eles não achavam que os meninos iriam ver este filme, e o departamento de marketing fez o possível para acabar com o filme algumas vezes enquanto estávamos na pré-produção. Mas eu tive muita sorte que [os executivos da Disney] Nina Jacobson e Dick Cook acreditaram no filme e continuaram nos empurrando para frente.” Apesar de todas as dificuldades, “Encantada” saiu como Lima queria e se tornou um sucesso enorme de público (rendeu mais de US$ 340 milhões nas bilheterias em 2007) e de crítica (93% de aprovação no Rotten Tomatoes). Porém, quando chegou a hora de fazer uma continuação, o estúdio recorreu a Adam Shankman, um dos diretores descartados do primeiro filme. E o resultado foi um filme mediano, com apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes e sem a magia do original. Independentemente disso, Lima continua orgulhoso de que “Encantada” tenha se juntado à lista de filmes de princesas da Disney que os fãs mais adoram. “Como prestamos homenagem a esses filmes de uma forma amorosa, ‘Encantada’ se tornou atemporal.” Assista abaixo ao trailer de “Encantada”, o filme original.
Tarantino critica Marvel e recebe resposta forte de astro de “Shang-Chi”
O cineasta Quentin Tarantino (“Era Uma Vez em… Hollywood”) criticou os filmes da Marvel, alegando que o modelo de produção do estúdio torna a presença dos astros obsoleta. Em entrevista ao poscast “2 Bears, 1 Cave”, Tarantino disse que, nos filmes da Marvel, a estrela é o herói, não a pessoa que o interpreta. “Parte da marvelização de Hollywood é… você tem todos esses atores que se tornaram famosos interpretando esses personagens”, disse Tarantino. “Mas eles não são estrelas de cinema. Certo? Capitão América é a estrela. Ou Thor é a estrela. Quero dizer, não sou a primeira pessoa a dizer isso. Eu acho que isso já foi dito um zilhão de vezes… mas é tipo, você sabe, são esses personagens da franquia que se tornaram as estrelas.” O diretor fez questão de destacar que não estava querendo rebaixar a qualidade dos filmes de super-heróis, afirmando que não os odeia, mas também não os ama. “Eu costumava colecionar quadrinhos da Marvel como um louco quando era criança”, acrescentou ele. “Há um aspecto de que se esses filmes fossem lançados quando eu tinha vinte e poucos anos, eu ficaria totalmente feliz e os amaria totalmente. Quero dizer, eles não seriam os únicos filmes sendo feitos. Seriam aqueles filmes entre outros filmes. Mas, você sabe, eu tenho quase 60 anos, então, não, não fico muito empolgado por eles.” O que mais incomoda Tarantino não parece ser a presença de filmes de super-heróis, mas o domínio deles sobre todas as outras produções. “São as únicas coisas que parecem feitas. E são as únicas coisas que parecem gerar algum tipo de entusiasmo entre uma base de fãs ou até mesmo para o estúdio que os produz. É com isso que eles estão animados. E, você sabe, é apenas o fato de que eles são toda a representação desta era de filmes agora.” Quentin Tarantino não é o primeiro cineasta veterano a criticar os filmes da Marvel. O diretor Martin Scorsese (“O Irlandês”) enfureceu os fãs de super-heróis um tempo atrás ao dizer que os filmes do estúdio eram mais parecidos com parques de atrações do que com cinema. Mas após os comentários de Tarantino, o ator Simu Liu, protagonista de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” (2021), resolveu dar sua própria opinião sobre o assunto. E foi contundente. “Se os únicos guardiões do estrelato no cinema fossem Tarantino e Scorsese, eu nunca teria tido a oportunidade de estrelar um filme de mais de US$ 400 milhões”, escreveu ele numa postagem no Twitter. “Fico maravilhado pela genialidade cinematográfica deles. Eles são autores transcendentes. Mas eles não podem apontar o nariz para mim ou para ninguém.” “Nenhum estúdio de cinema é ou será perfeito”, continuou ele. “Mas tenho orgulho de trabalhar com alguém que fez esforços contínuos para melhorar a diversidade na tela, criando heróis que capacitam e inspiram pessoas de todas as comunidades em todos os lugares. Eu amei a ‘Era de Ouro’ também… mas era branca como o inferno.” “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” foi o primeiro filme do estúdio a ser protagonizado por um ator asiático e faturou US$ 432 milhões nas bilheterias, durante o auge da pandemia. If the only gatekeepers to movie stardom came from Tarantino and Scorsese, I would never have had the opportunity to lead a $400 million plus movie. I am in awe of their filmmaking genius. They are transcendent auteurs. But they don't get to point their nose at me or anyone. — Simu Liu (@SimuLiu) November 22, 2022
Filha de David Cronenberg vai estrear como diretora de filme pós-apocalíptico
Caitlin Cronenberg, filha do cineasta David Cronenberg (“Crimes do Futuro”), é a mais nova integrante da família a fazer sua estreia na direção. Fotógrafa renomada, responsável por stills e pôsteres de várias produções famosas de cinema e TV, Caitlin vai comandar a ficção científica pós-apocalíptica “Humane”, que passa ao longo de um único dia, após um colapso ambiental global ter forçado os líderes mundiais a tomarem medidas extremas para reduzir a população da Terra. Na trama, um jornalista recém-aposentado convida seus quatro filhos adultos para jantar e anunciar suas intenções de se alistar no novo programa de eutanásia voluntária do país. Mas quando o plano do patriarca dá errado, as tensões aumentam e o caos irrompe entre seus filhos. O filme será estrelado por Jay Baruchel (“É o Fim”), Emily Hampshire (“Schitt’s Creek”), Peter Gallagher (“Grace and Frankie”), Sebastian Chacon (“Emergency”), Alanna Bale (“Cardinal”) e Sirena Gulamgaus (“Transplant: Uma Nova Vida”). “Humane” foi escrito por Michael Sparaga (“Servitude”), que também produz o filme. “Desde a minha primeira leitura, o possível mundo distópico do roteiro de Michael me deixou sem fôlego, e eu imediatamente soube que tinha que ser a única pessoa a fazer este filme”, disse Cronenberg, em comunicado. “Cada dia no set parecia um presente e me sinto verdadeiramente abençoada por ter trabalhado com talentos tão notáveis, tanto na frente quanto atrás das câmeras. Mal posso esperar para compartilhar este filme com o mundo”, completou ela. “Humane” já foi rodado na cidade de Hamilton, província canadense de Ontário. O filme atualmente encontra-se em pós-produção e, entre os talentos reunidos em seus bastidores destacam-se o diretor de fotografia Doug Koch e a diretora de casting Dierdre Bowen, que trabalharam em “Crimes do Futuro” (2022), filme mais recente de David Cronenberg. Além de Caitlin, David Cronenberg também é pai de Brandon Cronenberg, que já realizou dois filmes, “Antiviral” (2012) e “Possessor” (2020), que também são tramas distópicas, e atualmente trabalha na pós-produção de “Infinity Pool”, ainda sem data de estreia. “Humane” não tem previsão de lançamento.
“The Crown” supera estreia de “1899” pra se manter no trono da Netflix
A 5ª temporada da série “The Crown” manteve o 1º lugar no Top 10 Semanal da Netflix pela segunda semana consecutiva. Ao todo, a atração acumulou mais 84 milhões de horas assistidas no período entre 14 e 20 de novembro – o que representa uma queda das 107 milhões de horas da semana anterior. Ainda assim, os números comprovam que as polêmicas envolvendo a atração antes do seu lançamento alimentaram o interesse do público. A nova temporada se passa na década de 1990, época em que a família real britânica estava em crise devido ao fim do casamento do Príncipe Charles e da Princesa Diana. A 2ª posição ficou com a estreia de “1899”, nova série dos criadores de “Dark”, que foi vista por um total de 79 milhões de horas. Apesar de não liderar, é uma estreia forte para apenas quatro dias de exibição – a estreia aconteceu na quinta (17/11). “The Crown” teve três dias a mais para superar a produção europeia em apenas 5 milhões de horas. Outro detalhe curioso é que inglês não é a língua predominante em “1899”, que apresenta diversos idiomas, como alemão, francês, espanhol, dinamarquês, japonês, chinês e até português. Se tivesse sido considerada como uma série não falada em inglês, “1899” teria uma das maiores aberturas desse ranking no ano. O pódio se completa com a 4ª temporada de “Manifest”, mas sua audiência foi muito mais baixa, rendendo “apenas” 35 milhões de horas. Completando o Top 5 estão a estreia da 3ª e última temporada de “Disque Amiga para Matar”, com 30 milhões de horas assistidas, e a 2ª temporada de “Warrion Nun”, que foi vista por um total de 27 milhões de horas. Entre as séries internacionais, ou seja, não faladas em inglês, o 1º lugar ficou mais uma vez com a atração colombiana “Til Money Do Us Part”, que acumulou 39,9 milhões de horas assistidas, seguida de perto pela 6ª temporada de “Elite”, com 36,8 milhões de horas. Confira abaixo a lista completa do Top 10 das séries faladas em inglês da Netflix. 1. “The Crown 5” 2. “1899” 3. “Manifest 4” 4. “Disque Amiga para Matar 4” 5. “Warrior Nun 2” 6. “Manifest 1” 7. “Revelações Pré-históricas” 8. “Warrior Nun 1” 9. “Recomeço” 10. “Casamento às Cegas 3”
“Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” lidera indicações ao Oscar do cinema independente
A sci-fi “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” continua surpreendendo. O maior sucesso da História do estúdio indie A24 liderou as indicações ao Spirit Awards, o Oscar do cinema independente, anunciadas nesta terça-feira (22/11) em Los Angeles. O filme da dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert teve um total de oito indicações, incluindo Melhor Filme, Direção e Roteiro. Além disso, a estrela do longa, Michelle Yeoh, também foi selecionada na categoria de Melhor Protagonista, que neste ano juntou atores de todos os sexos. Para completar, Jamie Lee Curtis e Ke Huy Quan ainda entraram entre os indicados a Melhor Coadjuvante. O drama “Tàr”, dirigido por Todd Field, também se saiu bem na disputa e acumulou sete indicações, inclusive para a protagonista Cate Blanchett (que vem sendo bastante cotada para o Oscar do ano que vem). Outros destaques da lista incluem o romance canibal “Até os Ossos”, dirigido por Luca Guadagnino (“Me Chame Pelo Seu Nome”), que recebeu três indicações, e o terror “Pearl” (prelúdio de “X – A Marca da Morte”), de Ti West, indicado em duas categorias – com destaque para a performance de Mia Goth como Melhor Protagonista. A cerimônia de premiação do 38º Film Independent Spirit Awards vai acontecer no dia 4 de março de 2023, na praia de Santa Monica, na Califórnia. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Filme “Até os Ossos” “Our Father, the Devil” “Tár” “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” “Women Talking” Melhor Direção Kogonada, por “Depois de Yang” Halina Reijn, por “Morte Morte Morte” Todd Field, por “Tár” Daniel Kwan e Daniel Scheinert, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Sarah Polley, por “Women Talking” Melhor Performance de Protagonista Paul Mescal, por “Aftersun” Taylor Russell, por “Até os Ossos” Aubrey Plaza, por “Emily the Criminal” Mia Goth, por “Pearl” Regina Hall, por “Honk for Jesus. Save Your Soul.” Cate Blanchett, por “Tár” Jeremy Pope, por “The Inspection” Andrea Riseborough, por “To Leslie” Michelle Yeoh, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Dale Dickey, por “Uma Noite no Lago” Melhor Performance Coadjuvante Mark Rylance, por “Até os Ossos” Trevante Rhodes, por “Bruiser” Brian Tyree Henry, por “Causeway” Theo Rossi, por “Emily the Criminal” Jonathan Tucker, por “Palm Trees and Power Lines” Nina Hoss, por “Tár” Brian D’Arcy James, por “The Cathedral” Gabrielle Union, por “The Inspection” Jamie Lee Curtis, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Ke Huy Quan, por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” Melhor Roteiro “Catarina, a Menina Chamada Passarinha” “Depois de Yang” “Tár” “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” “Women Talking” Melhor Filme de Estreia “Aftersun” “Emily the Criminal” “The Inspection” “Murina” “Palm Trees and Power Lines” “Emily the Criminal” Melhor Roteiro de Estreia “Fire Island” “Palm Trees and Power Lines” “Emergency” “Morte Morte Morte” Atuação Revelação Frankie Corio, por “Aftersun” Gracija Filipović, por “Murina” Stephanie Hsu, por “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” Lily McInerny, por “Palm Trees and Power Lines” Daniel Zolghadri, por “Funny Pages” Melhor Fotografia “Tár” “Murina” “Aftersun” “Pearl” “Neptune Frost” Melhor Edição “The Cathedral” “Marcel the Shell with Shoes On” “Aftersun” “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” “Tár” Melhor Documentário “All That Breathes” “All the Beauty and the Bloodshed” “A House Made of Splinters” “Midwives” “Riotsville, U.S.A.” Melhor Filme Internacional “Corsage” “Joyland” “Leonor Will Never Die” “Return to Seoul” “Saint Omer” Prêmio Alguém para Acompanhar (Diretor revelação) Adamma Ebo, por “Honk for Jesus. Save Your Soul.” Nikyatu Jusu, por “Nanny” Araceli Lemos, por “Holy Emy” Prêmio Mais Verdadeiro que Ficção (Revelação em documentários) “Mija” “I Didn’t See You There” “Beba” Prêmio John Cassavetes (Filmes de baixíssimo orçamento) “The African Desperate” “A Love Song” “The Cathedral” “Holy Emy” “Something in the Dirt” Prêmio de Produtores Liz Cardenas Tory Lenosky David Grove Churchill Viste Prêmio Robert Altman (Combo de direção e elenco) “Women Talking”
James Cameron diz que “Avatar 2” dificilmente dará lucro
O cineasta James Cameron, diretor de “Avatar” (2009), definiu a vindoura continuação, “Avatar: O Caminho da Água”, como sendo “o pior caso de negócios da história do cinema”, no sentido de que dificilmente dará lucro. A declaração foi feita durante uma entrevista à revista GQ e diz respeito à dificuldade de conseguir um retorno para o investimento de um filme com orçamento de cerca de US$ 250 milhões. “Você tem que ser o terceiro ou quarto filme de maior bilheteria da história”, disse Cameron. “Esse é o seu limite. Esse é o seu ponto de equilíbrio”. O primeiro “Avatar” teve um orçamento de US$ 237 milhões e conseguiu arrecadar US$ 2,9 bilhões em todo o mundo, tornando-se a maior bilheteria de todos os tempos. Agora, segundo a própria estimativa de Cameron, “O Caminho da Água” precisaria ultrapassar a bilheteria de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), a 4ª maior bilheteria da história, com um rendimento de US$ 2,69 bilhões. Mas é um exagero, que ele posteriormente “rebaixou” para US$ 2 bilhões. Anteriormente, Cameron já havia insinuado que, se a sequência de “Avatar” tivesse um desempenho inferior nas bilheterias, o terceiro filme da franquia poderia ser o último. “O mercado pode estar nos dizendo que terminamos em três meses, ou podemos estar semi-acabados, o que significa: ‘OK, vamos completar a história no filme três, e não continuar indefinidamente’, se simplesmente não for lucrativo”, ele disse à revista Total Film. “Estamos em um mundo diferente agora do que estávamos quando escrevi essas coisas”, continuou ele. “É o golpe duplo – a pandemia e o streaming. Ou, ao contrário, talvez possamos lembrar às pessoas o que é ir ao cinema. Este filme definitivamente faz isso. A questão é: quantas pessoas se importam [em ir ao cinema] agora?” A continuação vai acompanhar a família encabeçada pelos personagens Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña), introduzindo seus filhos, além de trazer de volta a maioria dos atores do primeiro filme – incluindo Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , junto com novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”) e até Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”). “Avatar: O Caminho da Água” tem estreia marcada para 15 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Assista abaixo ao trailer do filme.
Mickey Kuhn, ex-ator mirim de “E o Vento Levou”, morre aos 90 anos
Mickey Kuhn, famoso ator mirim dos anos 1930 e 1940, conhecido por interpretar Beau Wilkes, filho dos personagens de Olivia de Havilland e Leslie Howard no clássico “…E o Vento Levou” (1939), morreu aos 90 anos. Kuhn morreu no último domingo (20/11) em um asilo em Naples, no estado americano da Flórida. A sua esposa, Barbara, disse ao site The Hollywood Reporter que ele estava com excelente saúde até recentemente. Theodore Matthew Michael Kuhn Jr. nasceu em 21 de setembro de 1932, em Waukegan, Illinois. Ele e sua família se mudaram para Los Angeles logo em seguida, quando seu pai arranjou emprego num açougue. O artista fez a sua estreia com apenas dois anos de idade, aparecendo como um bebê no filme “O Seu Primeiro Amor” (1934), estrelado por Janet Gaynor. “Minha mãe e eu estávamos na Sears Roebuck em Santa Monica e Western quando uma senhora parou minha mãe e disse que a Fox Studio estava procurando bebês gêmeos para um filme que eles estavam filmando”, ele contou em uma entrevista de 2008. “Ela tinha uma filha que se parecia muito comigo e pensou que poderíamos ser escalados. Bem, nós fomos lá, mas eu foi escolhido e o bebê daquela senhora não.” Depois disso, seus pais o matricularam na Escola Mar-Ken para crianças do show business e Kuhn começou uma carreira de ator mirim. Após um dia de filmagem em “S.O.S. na Onda Tidal” (1939), ele e sua mãe foram para enfrentar os testes de “…E o Vento Levou”. Havia “68 crianças e adultos no escritório de elenco”, lembrou ele. “Comecei a chorar e quis ir embora, mas mamãe disse para subir e dar meu nome para a senhora da recepção. Se em 10 minutos eu não tivesse sido chamado, a gente ia embora. Fui até a senhora e disse: ‘Sou Mickey Kuhn’. Ela disse: ‘Mickey, estávamos esperando por você. Vocês todos podem ir embora.’” Kuhn tinha 6 anos quando fez “…E o Vento Levou” (1939). Em uma entrevista de 2014 para o jornal The Washington Post, ele relembrou que ficava estragando uma cena com Clark Gable. “Minha fala era: ‘Olá, tio Rhett'”, disse ele. “Mas eu ficava dizendo: ‘Olá, tio Clark.’” Levou algumas tomadas para acertar. Além de “…E o Vento Levou”, Kuhn trabalhou em outros cinco filmes lançados em 1939: “S.O.S. na Onda Tidal”, “Noite de Pecado”, “Menina de Ninguém”, “Contra a Lei” e “Juarez”. Ele seguiu trabalhando até a adolescência. Seu currículo incluiu dois filmes de James Stewart, “Cidade Encantada” (1947) e “Flechas de Fogo” (1950), bem como “Mania do Divórcio” (1940), com Dick Powell, “Com Um Pé no Céu” (1941), estrelado por Fredric March, “Laços Humanos” (1945), dirigido por Elia Kazan, “A Esperança Não Morre” (1946), com Robert Young, “Conquista Alpina” (1947), de Irving Allen, e “A Cena do Crime” (1949), protagonizado por Van Johnson. Kuhn também interpretou o pupilo do herói dos quadrinhos Dick Tracy num filme de 1945 e versões mais jovens de Kirk Douglas e Montgomery Clift em “O Tempo Não Apaga” (1946) e “Rio Vermelho” (1948), respectivamente. Ele também atuou no clássico “Uma Rua Chamada Pecado” (1951), em que voltou a trabalhar num filme com a atriz Vivien Leigh (de “…E o Vento Levou”). Seu papel foi pequeno, como um marinheiro que dava instruções a Blanche DuBois (personagem de Leigh). Sua carreira foi tolhida pela maioridade. Em 1951, ele iniciou o serviço militar, passando quatro anos na Marinha dos Estados Unidos. O tempo longo distante das carreiras fez com que fosse esquecido. Após o serviço, Kuhn aina apareceu em “O Tirano da Fronteira” (1955) e “Barcos ao Mar” (1956), e em três episódios da série “Alfred Hitchcock Presents”, antes de desistir da carreira. Na vida adulta, ele trabalhou na gestão de aeroportos da American Airlines e em terminais em Washington e Boston, vindo a se aposentar em 1995. Uma das maiores curiosidades da “…E o Vento Levou” envolveu o ator. Certa vez, ele contou que, apesar de viver o filho de Olivia de Havilland, ele nunca dividiu a tela com a atriz e só foi conhecê-la no aniversário de 90 anos dela, em 2006. Mas depois disso, Kuhn passou a ligar para ela todos os anos em seu aniversário e passavam um bom tempo conversando – até ela morrer em 2020, com 104 anos.
Erasmo Carlos morre aos 81 anos
O cantor e ator Erasmo Carlos, ícone da Jovem Guarda e do rock brasileiro, morreu nessa terça (22/11) no Rio de Janeiro, aos 81 anos de idade. O cantor chegou a ser internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. O hospital foi o mesmo local onde Erasmo se internou no início do mês para tratar uma infecção pulmonar. Embora a causa da morte ainda não tenha sido divulgada, Erasmo tratava há alguns meses uma síndrome edemigênica, que ocorre quando há um desequilíbrio bioquímico, dificultando a manutenção dos líquidos dentro dos vasos sanguíneos. Ao longo da sua carreira, o artista compôs mais de 600 músicas, incluindo clássicos como “Minha Fama de Mau”, “Mulher”, “Quero que Tudo Vá para o Inferno”, “Mesmo que Seja Eu”, “É Proibido Fumar” e “Sentado à Beira do Caminho”. Erasmo Esteves, seu nome de batismo, nasceu em 5 de junho de 1941, na Tijuca. Já na infância, teve contato com grandes nomes da MPB, como Tim Maia e Jorge Ben Jor, com quem convivia na vizinhança. Na adolescência, foi ver um show de Bill Haley no Maracanãzinho, onde conheceu seu parceiro no rock, Roberto Carlos, com quem formaria a dupla de compositores mais bem-sucedida do Brasil. No começo, Erasmo não acreditava que conseguiria seguir numa carreira solo. Ele fez parte da banda Snakes, com quem tocou até 1961, e então decidiu trabalhar como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial. Em 1963, ele se tornou vocalista do grupo Renato & Seus Blue Caps, substituindo Ed Wilson, o vocalista original. Além de ter garantido a contratação da banda por uma gravadora, ele fez sucesso gravando uma faixa ao lado de Roberto Carlos – o que marcou a primeira parceria dos dois. O nome artístico que ele adotou, Erasmo Carlos, foi uma homenagem aos parceiros que o ajudaram no início da carreira: Roberto Carlos e Carlos Imperial. Erasmo também era conhecido como Tremendão e como Gigante Gentil. Na década de 1960, Roberto e Erasmo se tornaram os dois principais compositores da Jovem Guarda, movimento musical nacional que foi muito influenciado pelo som dos Beatles. Aos poucos, porém, Erasmo começou a se aproximar da MPB e chegou até a gravar “Aquarela do Brasil”, em 1969, antes de assumir influência da cultura hippie e da música soul de seus velhos amigos Tim Maia e Jorge Ben. Seu disco “Carlos, Erasmo”, lançado em 1971, foi bastante polêmico, especialmente por causa de uma faixa “De Noite na Cama”, escrita por Caetano Veloso, que era uma ode à maconha. Marcou época. Na década seguinte, ele iniciou o projeto “Erasmo Convida” (1980), pioneiro por ser o primeiro disco totalmente de duetos no Brasil, feito em parceria com grandes artistas, como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben, entre outros. Nesse período, ele também se posicionou na linha de frente de causas importantes como a defesa do meio ambiente, que cantou na impactante “Panorama Ecológico” (1978), sem esquecer de “O Progresso” (1978), “As Baleias” (1982), “Amazônia” (1989) e outras gravadas por Roberto. Fez também uma ode ao feminismo em “Mulher” (1981) e chegou a escandalizar conservadores com um clássico LGBTGQIA+, elogiando a beleza da musa transexual Robert Close em “Dá um Close Nela” (1984). Erasmo também marcou presença na primeira edição do Rock in Rio, que aconteceu em 1985. Após um tempo distante da mídia, ele aproveitou os 30 anos da Jovem Guarda em 1995 para retomar ao rock como novos shows, lançando no ano seguinte o álbum “É Preciso Saber Viver”, com regravações de canções de seu repertório. Ao longo dos anos, Erasmo Carlos fez parcerias de sucessos com grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Lulu Santos, Zeca Pagodinho, Skank, Los Hermanos, Djavan, Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Frejat, Marisa e Milton Nascimento. E seguia gravando neste século, sendo reconhecido dias antes de morrer com o Grammy Latino. Na última quinta-feira (17/11), Erasmo recebeu o troféu pelo Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa, “O Futuro Pertence À… Jovem Guarda”, lançado em fevereiro, que fazia uma releitura de canções do período da Jovem Guarda que ele nunca tinha gravado anteriormente. Além da conhecida carreira musical, Erasmo Carlos também se destacou no cinema. Sua estreia na tela chega a anteceder a Jovem Guarda: foi na comédia “Minha Sogra É da Polícia” (1958), dirigida por Aloisio T. de Carvalho. Mas foi ao lado de Roberto Carlos e da cantora Wanderlea que virou astro das telas, no programa musical “Jovem Guarda”, na Record TV, e num par de filmes inspirados pelas comédias dos Beatles: “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa” (1968) e “Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora” (1971). Paralelamente, ele também estendeu a parceria com Wanderlea em “Agnaldo, Perigo à Vista” (1969), estrelado pelo cantor Agnaldo Rayol. E ainda apareceu na comédia “Os Machões” (1972) e no infantil “O Cavalinho Azul” (1984). Depois de muitas décadas, ele retomou a carreira de ator nos últimos anos, estrelando o drama musical “Paraíso Perdido” (2018), que homenageava a música brega, e a comédia juvenil “Modo Avião” (2020), produção da Netflix estrelada por Larissa Manoela. Nesse meio tempo, Erasmo também viu sua vida ser transformada em filme. Intitulada “Minha Fama de Mau”, a cinebiografia trouxe o ator Chay Suede no papel de Erasmo, revivendo a juventude do artista. Seu último trabalho foi lançado no mês passado, a canção “Nanda”, feita em parceria com Celso Fonseca. A música foi uma homenagem à atriz Fernanda Montenegro. Ao saber de sua morte, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais para prestar uma homenagem. “Erasmo carlos, muito além da Jovem Guarda, foi cantor e compositor de extremo talento, autor de muitas das canções que mais emocionaram brasileiros nas últimas décadas. Tremendão, amigo de fé, irmão camarada, cantou amores, a força da mulher e a preocupação com o meio ambiente”, disse. “Deixa saudades e dezenas de músicas que sempre estarão em nossas lembranças e na trilha sonora de nossas vidas. Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs de Erasmo Carlos”, concluiu.
“Sex Education” vence o Emmy Internacional 2022
Duas séries britânicas, “Sex Education” e “Vigil”, venceram os troféus principais da 50ª edição do Emmy Internacional, que aconteceu na noite de segunda (21/11) em Nova York. “Sex Education”, disponibilizada pela Netflix, venceu na categoria de Melhor Série de Comédia, enquanto “Vigil”, produção da BBC inédita no Brasil. foi eleita a Melhor Série Dramática. Outra produção da Netflix, a 2ª temporada de “Love on the Spectrum”, foi eleita Melhor Programa de Entretenimento Não-Roteirizado, enquanto mais uma atração britânica, “Help”, do Channel 4, foi vencedora na categoria de Melhor Telefilme ou Minissérie. A consagração britânica se estendeu as prêmios de atuação: o escocês Dougray Scott venceu o troféu de Melhor Ator por seu trabalho na série “Crime”, da plataforma Britbox. Já a Melhor Atriz foi a francesa Lou de Laâge, estrela do telefilme “O Baile das Loucas”, da Amazon Prime Video. O Brasil disputava três categorias com a série documental “O Caso Evandro”, a novela “Nos Tempos do Imperador” e o troféu de Melhor Atriz com Leticia Colin, pela série “Onde Está Meu Coração”. Mas terminou a cerimônia sem nenhum prêmio. O evento ainda contou com homenagens à produtora Miky Lee (“Parasita”) e à cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”). “Muita coisa mudou na forma como consumimos televisão. Mas o que não mudou em um meio que foi inventado há mais de 100 anos é o poder que esse meio nos oferece”, disse DuVernay, durante sua participação. “A televisão, especialmente a televisão internacional, é uma janela para o mundo, que conecta pessoas de todas as esferas da vida e de lugares onde há escassez de oportunidades para assistir imagens em filme. Não temos salas de arte em Compton [bairro pobre de Los Angeles]. Não há cinemas independentes em Selma [cidade do interior do Alabama]. A segregação do cinema acontece onde você realmente não consegue encontrar imagens de outras pessoas. A televisão torna-se essa janela de maneiras expansivas, expandindo nossa compreensão de nós mesmos e uns dos outros. É de vital importância”, acrescentou. Confira abaixo a lista completa dos vencedores do Emmy Internacional 2022. Melhor Programa Artístico “Freddie Mercury: The Final Act” (Reino Unido) Melhor Ator Dougray Scott – “Irvine Welsh’s Crime” (Reino Unido) Melhor Atriz Lou de Laâge – “O Baile das Loucas” (França) Melhor Comédia “Sex Education” (Reino Unido) Melhor Documentário “Enfants De Daech, Les Damnés De La Guerre” / “Iraq’s Lost Generation” (França) Série de Drama “Vigil” (Reino Unido) Melhor Animação Infantil “Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal” (Reino Unido) Melhor Programa Infantil “My Better World” (África do Sul) Melhor Ficção Infantil “Kabam!” (Holanda) Melhor Programa Não-Anglófono do Horário Nobre dos EUA “Buscando A Frida” (Estados Unidos) Melhor Programa de Entretenimento Não-Roteirizado “Love on the Spectrum – Season 2″ (Austrália) Melhor Série de Curta Duração “Rūrangi” (Nova Zelândia) Melhor Documentário Esportivo “Queen Of Speed” (Reino Unido) Melhor Telenovela “YeonMo” / “The King’s Affection” (Coreia do Sul) Melhor Filme para TV ou Minissérie “Help” (Reino Unido)
Fim de “The Walking Dead” abre universo de derivados da série. Saiba o que acontece agora
O final de “The Walking Dead”, exibido na noite de domingo (20/11), pode ter encerrado a trama de 11 temporadas da série de zumbis, mas também abriu caminho para a volta dos personagens principais em atrações derivadas. Não é segredo que três séries derivadas começaram a ser desenvolvidas durante a reta final da atração. E a conclusão da trama central serviu para apontar os caminhos a serem seguidos na expansão da franquia. Tem spoiler para quem ainda não viu a despedida da série. Uma das maiores surpresas do último episódio, batizado de “Rest in Peace” (Descanse em paz), foi o retorno de Rick (Andrew Lincoln) e Michonne (Danai Gurira), que não apareciam há anos na atração. Foi uma aparição pequena e o maior gancho para a continuação da história, e só foi incluída na pós-produção, depois da conclusão das gravações da série. “Fizemos uma gravação secreta, e a grande questão era conseguir manter isso em segredo do público”, contou a showrunner da série, Angela Kang, em entrevista ao site Variety. “Porque as coisas estavam vazando tudo a torto e a direito. Tivemos que esconder isso. Então, filmamos quando ninguém esperava.” A cena serviu para apresentar detalhes que serão exploradas numa minissérie focada na dupla. “Andy, Danai e eu estamos trabalhando nessa história há tanto tempo que a conhecíamos por dentro e por fora”, explicou o produtor executivo Scott Gimple. “E estávamos apenas escolhendo o momento certo para introduzi-la”. Conforme divulgado anteriormente, o spin-off vai mostrar a busca de Michonne – que saiu de “The Walking Dead” em 2020, na metade da 10ª temporada – por Rick, ao descobrir que ele sobreviveu à explosão vista em sua última aparição na série principal – na metade da 9ª temporada, em 2018. “As pessoas saberão mais sobre tudo o que viram [nas cenas do final]. Tudo será revelado”, disse Gimple. “A história por trás da armadura que Michonne está usando é importante. O que Rick está fazendo é fundamental para sua história, assim como o que ele ouve do helicóptero. Há um mundo novo que vamos apresentar e que as pessoas viverão por vários meses.” Outra atração derivada será “The Walking Dead: Dead City”, que vai se passar na ilha de Manhattan, coração de Nova York, vista pela primeira vez no apocalipse zumbi. A nova produção vai juntar a improvável dupla formada por Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Maggie (Lauren Cohan). Em relação a esta série, Gimple explica que a atração vai mostrar uma trégua entre os dois ex-inimigos, iniciada após Negan salvar o filho de Megan e se desculpar por ter matado brutalmente seu marido Glenn. “Não é algo completamente resolvido. Na verdade, há uma invocação [no final de ‘The Walking Dead’] de que isso nunca será resolvido”, o produtor comentou. “Eles chegaram a um ponto em que disseram todas as coisas certas para tentar consertar as coisas. Mas não está resolvido. Porque eu acho que Maggie simplesmente não consegue perdoá-lo”, acrescentou Kang. “E acho que, para Negan, o verdadeiro crescimento que ele mostrou é que ele não tentou apenas fazer coisas para ajudá-la. Ele assumiu suas próprias ações, dizendo as palavras e também aceitando que ela não estaria pronta [para perdoá-lo]. E quando ele se afasta, enquanto o resto do grupo está [celebrando a vitória final] em casa, é meio que reconhecendo: ‘Eu deveria estar com minha esposa agora. E eu não vou causar mais dor a ela’. Negan percorreu o caminho mais longo. E acho que isso os deixa em um lugar interessante, porque o relacionamento deles pode mudar para qualquer direção. É volátil, sabe?” “Dead City” vai se passar alguns anos após o final de “The Walking Dead”. E essa passagem de tempo é essencial para a história. “‘The Walking Dead’ termina com muito mais esperança para o futuro”, disse Morgan. “No que diz respeito aos dois, achei que houve um pouco de compreensão entre Maggie e Negan no final. E então, a maneira como a nova série começa, talvez não seja exatamente como Negan esperava” “A nova série não começa imediatamente após o que vimos acontecer”, continuou ele. “Alguns anos se passaram e quando você alcança esses dois personagens, não é tão otimista quanto Negan acreditava que as coisas se tornariam.” Quando questionado se Negan realmente mudou, Morgan respondeu que “gosto de pensar que ele é um homem melhor por causa de tudo isso e vê o erro em seus caminhos. Dito isso, não sei se Negan algum dia mudará completamente suas listras. Acho que neste mundo, ele encontrou uma maneira de sobreviver. E embora ele tenha se esforçado muito para fazer parte deste nosso grupo, imagino que seria fácil cair em alguns velhos hábitos.” Por fim, também haverá um terceiro spin-off focado no personagem de Daryl (Norman Reedus). Inicialmente, a série seria estrelada por Daryl e Carol (Melissa McBride), mas McBride acabou desistindo, deixando o parceiro sozinho na nova atração. “Isso é algo que refletiu um pouco no final [de ‘The Walking Dead’], por causa das mudanças que aconteceram com o spin-off”, disse Kang. “Originalmente, eles iam sair juntos na moto. Mas ficamos com uma versão em que tivemos que separá-los. E então muitas circunstâncias vão assumir o controle no spin-off. Mas eles não acham que isso é um adeus definitivo. Porque não é, eles sempre vão encontrar um caminho de volta um para o outro”, acrescentou, sugerindo um reencontro. Embora não detalhe muito a respeito dessa nova série, o episódio final de “The Walking Dead” dá alguns indícios do que o spin-off pode abordar. A série termina com a felicidade reinando em Commonwealth, Alexandria e Hilltop. Maggie, que foi reintegrada como líder de Hilltop, decide que as comunidades em crescimento devem aprender mais sobre o estado do mundo pós-apocalíptico e envia Daryl numa missão de reconhecimento. Embora Maggie não mencione exatamente o que ela quer que Daryl descubra, é sugerido que ela quer compreender por que os mortos-vivos estão mudando. E isso faz uma ligação com outro spin-off da série, “The Walking Dead: Um Novo Universo”. O último capítulo de “The Walking Dead: Um Novo Universo” terminou com uma cena apontando que o apocalipse zumbi começou na França. E é lá que Daryl vai parar em sua série derivada. Mas nem ele vai saber como chegou na Europa, ao começar a nova atração. Vale lembrar que a importância da França faz parte da mitologia da franquia desde a 1ª temporada de “The Walking Dead”, quando o Dr. Edwin Jenner (Noah Emmerich) contou a Rick que os cientistas franceses foram os últimos a “desaparecer” quando o surto começou, sugerindo a relevância do país. E a cena pós-créditos de “The Walking Dead: Um Novo Universo” revelou o laboratório francês com o qual Jenner estava se comunicando, agora abandonado e coberto de pichações de que “os mortos nasceram aqui”. Na cena, um único cientista retorna ao local, mas é morto por um homem não identificado que revela que os cientistas franceses estão todos mortos ou presos. O atirador também os culpa por “tornar [o vírus] pior” em uma referência velada às variantes de zumbis. Portanto, se Daryl for para a França, ele poderia descobrir como o surto começou, por que variantes de zumbis evoluíram em “The Walking Dead” e até se algum progresso foi feito em relação a uma possível cura.
Saiba quem são os vilões de “Indiana Jones 5”
A revista Empire revelou os papéis dos atores Mads Mikkelsen (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) e Boyd Holbrook (“Sandman”) em “Indiana Jones 5″, que viverão os vilões do novo filme. Apesar de o filme se passar em 1969, em meio a corrida espacial, os personagens interpretarão nazistas. “O simples fato é que o programa de pouso na Lua é executado por um bando de ex-nazistas. Quão ‘ex’ eles são é a questão”, disse o roteirista Jez Butterworth (“007 Contra Spectre”) à publicação. Mikkelsen será o vilão principal, Voller, inspirado em parte pelo ex-nazista que se tornou engenheiro da NASA e um dos líderes da missão espacial americana, Wernher von Braun. “Ele é um homem que gostaria de corrigir alguns dos erros do passado”, explicou Mikkelsen a respeito de Voller. “Há algo que poderia tornar o mundo um lugar muito melhor para se viver. Ele adoraria colocar as mãos nisso. Indiana Jones também quer colocar as mãos nisso. E assim, temos uma história.” Holbrook, por sua vez, interpretará o nefasto Klaber, um personagem que o ator descreve como um “cachorrinho de colo de Mads, e que adora isso”. Além disso, a revista também entrevistou a atriz Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), que detalhou um pouco do seu papel no filme. Ela vai interpretar uma personagem chamada Helena, que é afilhada de Indiana Jones (Harrison Ford). “Ela é um mistério e uma maravilha”, disse a atriz, sem entrar em detalhes. Mas a personagem estará do lado dos “mocinhos”. O filme ainda não tem título oficial, embora um ano atrás surgiram rumores de que ele se chamaria “Indiana Jones e o Olho de Apolo”, o que se encaixaria nos detalhes da história. Mas o cineasta James Mangold (“Logan”), responsável pela direção do novo filme, já desmentiu o boato. A estreia está prevista para 29 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Cantoras Brandy e Rita Ora farão novo filme de “Descendentes”
As atrizes e cantoras Brandy Norwood (“Queens”) e Rita Ora (“Cinquenta Tons de Cinza”) entraram no elenco de “The Pocketwatch”, novo filme da franquia “Descendentes” do Disney Channel. Brandy interpretará a personagem de Cinderela (que ela já havia interpretado no telefilme “A Cinderela”, de 1997) e Rita Ora será a vilã Rainha de Copas, de “Alice no País das Maravilhas”. O elenco ainda vai contar com China Anne McClain (“O Halloween do Hubie”), Kylie Cantrall (“Gabby Duran: Babá de Aliens”), Dara Reneé (“High School Musical: A Série”), Malia Baker (“O Clube das Babás”), Ruby Rose Turner (“Coop e Cami”), Morgan Dudley (“A Festa de Formatura”), Joshua Colley (“De Volta ao Baile”) e Melanie Paxson (“Dealbreakers”). Os filmes de “Descendentes” se passam em duas terras, a idílica Auradon e a desorganizada Ilha dos Perdidos, onde vivem os descendentes dos personagens mais icônicos da Disney. De acordo com a Disney, “The Pocketwatch” vai mostrar novamente essas duas terras, além de explorar o País das Maravilhas. Escrito por Dan Frey e Russell Sommer (“Magic: The Gathering”), o filme vai apresentar Red (Kyle Cantrall), a filha da Rainha de Copas (Rita Ora), e Chloe (Malia Baker), a filha da Cinderela (Brandy) e do Príncipe Encantado. Para prevenir um golpe de Estado em Auradon, elas precisarão viajar para o passado – e para as terras inexploradas do País das Maravilhas. Além delas, Dara Reneé será Ulyana, irmã mais nova da vilã Ursula, Ruby Rose Turner será a jovem Rainha de Copas, Morgan Dudley vai dar vida à jovem Cinderela, e Joshua Colley será Hook (o Capitão Gancho), um dos bajuladores de Ulyana. Para completar, fazendo a conexão com os filmes anteriores, China Anne McClain vai retomar o papel de Uma, filha mais velha de Ursula, e Melanie Paxson será novamente a Fada Madrinha. A produção mais recente da franquia “Descendentes” foi a animação “Descendentes: O Casamento Real”, lançada no ano passado com dublagem do elenco original – menos de Cameron Boyce (morto em 2019) – , que completou a história iniciada em 2015 no Disney Channel. A direção do novo filme está a cargo de Jennifer Phang (da séries “Agents of SHIELD” e “The Flight Attendant”) e ainda não há previsão de estreia. Brandy será vista a seguir no suspense “The Front Room” e na comédia “Best. Christmas. Ever.”, ambos sem previsão de estreia, enquanto Rita Ora finalizou a fantasia “Wonderwell”, último filme da atriz Carrie Fisher, ainda sem previsão de estreia.
Jordan Peele vai produzir terror da diretora que venceu Sundance
O cineasta Jordan Peele, vencedor do Oscar pelo terror “Corra!”, vai produzir o novo filme da cineasta indie Nikyatu Jusu, diretora de “Nanny”, que venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance desse ano. Segundo Jusu, seu próximo filme não será uma obra totalmente inédita, mas uma adaptação do seu curta-metragem “Suicide by Sunlight” (2019). “Meu projeto com a produtora Monkeypaw [de Jordan Peele] é uma expansão de um curta-metragem que fiz chamado ‘Suicide by Sunlight’, sobre vampiros negros que andam durante o dia e são protegidos do sol por sua melanina”, disse ela ao site Deadline. A trama do curta-metragem é ambientada em um futuro próximo, na cidade de Nova York, e acompanha Valentina (Natalie Paul no curta), uma vampira que tem dificuldade em suprimir sua sede de sangue quando vê que seu ex-marido está namorando uma nova mulher. Não está claro se o longa-metragem vai contar a mesma história ou se vai apenas acontecer nesse mesmo universo. Além de dirigir, Jusu também vai escrever o roteiro da adaptação, ao lado de Fredrica Bailey (“A Gente se Vê Ontem”). Nikyatu Jusu está rapidamente ganhando notoriedade dentro do cinema de horror. Seu filme “Nanny”, que estreia em dezembro na Amazon Prime Video, foi a primeira produção do gênero a vencer o Festival de Sundance. E recentemente foi anunciado que ela também vai comandar uma continuação oficial do clássico “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968). Por sinal, Jordan Peele também está tendo um ano bastante produtivo. Além de ter lançado “Não! Não Olhe!”, que se tornou um sucesso de público e crítica, o cineasta também escreveu, produziu e dublou a animação “Wendell & Wild”, recentemente lançada na Netflix. Assista abaixo ao curta-metragem “Suicide by Sunlight”.











