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Roney Facchini, de Rá-Tim-Bum e várias séries da Globo, morre aos 73 anos
Ator que ficou marcado como o pai da família Silva no clássico infantil sofreu um mal súbito em São Paulo
Ator sofreu mal súbito
Roney Facchini, ator e diretor conhecido por interpretar o patriarca Luís da Silva no infantil “Rá-Tim-Bum”, morreu neste domingo (6/9), aos 73 anos, em São Paulo. A notícia foi inicialmente divulgada pelo perfil do Prêmio Bibi Ferreira e posteriormente confirmada pelo marido do artista.
O que aconteceu?
Segundo o g1, que ouviu João Paulo, marido de Facchini, o ator sofreu um mal súbito dentro do carro logo depois de deixar a garagem do prédio onde morava.
O Samu foi acionado e o levou ao Hospital Oswaldo Cruz, mas ele não resistiu.
Rá-Tim-Bum marcou uma geração
Nascido em São Paulo em 6 de fevereiro de 1953, Facchini ganhou sua maior projeção nacional entre 1990 e 1994 em “Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura. Ele vivia Luís da Silva, pai da família que servia como um dos fios condutores do programa.
Grace Gianoukas interpretava Eva, sua mulher, enquanto Pamella Domingues e João Victor d’Alves viviam os filhos Lia e Ivo. A família aparecia entre os diferentes quadros educativos do programa, que antecedeu “Castelo Rá-Tim-Bum” e se tornou um dos marcos da programação infantil da emissora.
Carreira se espalhou pelas séries
Depois da TV Cultura, Facchini passou por diferentes emissoras e construiu uma carreira especialmente extensa em papéis de apoio e participações na televisão. Entrou nas novelas com “As Pupilas do Senhor Reitor” e posteriormente esteve em produções como “Pérola Negra”, “Malhação”, “Bang Bang”, “Caras & Bocas” e “Cheias de Charme”.
Mas uma parcela considerável de sua trajetória aconteceu nas séries. Na Globo, apareceu em “A Diarista”, “Minha Nada Mole Vida”, “S.O.S. Emergência”, “Separação?!”, “Macho Man”, “Pé na Cova”, “O Dentista Mascarado” e “A Teia”.
Em “Macho Man” (2011), teve um papel recorrente como Fréderics, proprietário do salão de beleza onde se passava grande parte da comédia. Mais tarde, também integrou “Hebe” e produções da TV paga, como “Adorável Psicose”, “Lili, a Ex”, “Prata da Casa”, “A Vida Secreta dos Casais” e “Rio Heroes”.
Cinema incluiu filme de Babenco
Facchini também acumulou trabalhos no cinema brasileiro. Esteve nas comédias “Cilada.com” (2011) e “Vai que Dá Certo” (2013), além de “Meu Amigo Hindu” (2015), último longa dirigido por Hector Babenco.
Sua filmografia ainda incluiu “O Escaravelho do Diabo” (2016), “Uma Noite em Sampa” (2016), “Polícia Federal: A Lei É para Todos” (2017), no qual interpretou Paulo Roberto Costa, e “Albatroz” (2019).
Teatro acompanhou toda a carreira
Antes e durante a trajetória na televisão, Facchini manteve atuação constante nos palcos. Participou de mais de 30 montagens e também trabalhou como diretor.
O ator Nilton Bicudo, que dividiu com Facchini o espetáculo “Rancor” e também foi dirigido por ele em “Uma Mulher de Vestido Preto”, lamentou a morte do amigo. “Se existir um Além quero te encontrar! Nunca vou te esquecer”, escreveu nas redes sociais.
Além de Nilton Bicudo, artistas como Lucio Mauro Filho, Emilio Orciolo Neto, Enrique Diaz, Blota Filho, Claudio Lins e Sandra Corveloni deixaram homenagens e mensagens à família após a notícia da morte.