
Instagram/Luana Piovani
Luana Piovani pede bloqueio do Discord após morte de adolescente
Atriz se junta a Janja na cobrança pela retirada da plataforma do ar após caso envolvendo menina de 13 anos
Retirada do Discord do ar
Luana Piovani pediu que o Discord seja bloqueado no Brasil após a morte de uma adolescente de 13 anos, investigada por possível indução ao suicídio num grupo da plataforma. A atriz cobrou uma reação das autoridades e se juntou à primeira-dama Janja da Silva, que também defendeu nesta semana a retirada do serviço do ar.
O que Luana Piovani disse?
A atriz compartilhou um vídeo publicado pela página Rainha Matos sobre o caso e pediu mobilização para pressionar o poder público. “Alguém me ajuda a movimentar esse país, por favor!”, declarou.
Luana afirmou que os problemas atribuídos a grupos formados dentro da plataforma não se restringem ao episódio recente e questionou por que o serviço continua disponível. “São centenas de relatos e vídeos desses grupos. Então por que não acabar com o provedor desses grupos?”, questionou.
O que aconteceu com a adolescente?
A morte da menina de 13 anos ocorreu em julho, em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil passou a investigar sua participação em grupos no Discord e a possibilidade de que adolescentes tenham exercido pressão psicológica e incentivado comportamentos autodestrutivos.
A apuração envolve mensagens, registros de acesso e outras provas digitais para determinar a atuação dos participantes do grupo e se houve indução ao suicídio.
O caso ganhou repercussão nacional depois que vieram a público informações de que os acontecimentos foram acompanhados numa transmissão ao vivo na plataforma.
Janja também pediu o bloqueio
A discussão chegou ao Palácio do Planalto na quinta (6/8), quando Janja defendeu publicamente a retirada do Discord do ar. “A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, afirmou.
A primeira-dama dirigiu a cobrança a integrantes do governo e questionou quais instrumentos jurídicos poderiam ser usados contra a plataforma. Sua manifestação ocorreu durante uma cerimônia dedicada ao combate à violência contra crianças e adolescentes. Janja citou diretamente a morte da menina de 13 anos para defender uma ação mais dura.
Até agora, porém, nenhuma decisão determinou o bloqueio do Discord no Brasil.
Plataforma já enfrentava denúncias no Brasil
O Discord está no centro de investigações sobre violência digital contra adolescentes há anos. Em 2023, uma reportagem do “Fantástico” revelou grupos em que menores eram submetidos a ameaças, chantagens e desafios envolvendo violência contra si mesmos e contra animais.
Investigações posteriores também identificaram a utilização da plataforma para disseminar misoginia, racismo, conteúdo de violência extrema e incentivar práticas autodestrutivas.
Em 2025, uma operação apoiada pelo Ministério da Justiça contra crimes cibernéticos envolvendo crianças e adolescentes em 11 estados identificou práticas criminosas principalmente em Discord, WhatsApp e Telegram.
O que mudou para menores no Discord?
Desde março deste ano, o Discord aplica regras específicas aos usuários brasileiros para cumprir o ECA Digital. As medidas incluem configurações de segurança mais restritivas para adolescentes, filtragem de conteúdo e bloqueio de acesso de menores a espaços classificados para adultos.
A plataforma também adotou mecanismos de aferição de idade. Usuários adultos podem precisar comprovar que têm mais de 18 anos para entrar em determinadas áreas ou modificar algumas configurações de proteção.
As mudanças entraram em vigor junto com o ECA Digital, que aumentou a responsabilidade das empresas de tecnologia pela proteção de crianças e adolescentes. A Agência Nacional de Proteção de Dados iniciou neste mês uma nova etapa de fiscalização dos serviços sujeitos à legislação.
Bloqueio funciona?
O caso de Naviraí passou a alimentar questionamentos sobre se as ferramentas são suficientes para impedir que menores tenham acesso a comunidades voltadas a práticas criminosas ou consigam contornar as barreiras de segurança.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.