
Globoplay/BBB
Sindicato critica Juliano Floss em novela sem registro de ator
Dançarino foi aprovado para “Paraíso Perdido”, mas ainda não possui o DRT necessário para atuar profissionalmente
Escalação sob análise
O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro se pronunciou sobre a escalação de Juliano Floss para “Paraíso Perdido”, produção original do Globoplay. O dançarino fará sua estreia como ator, mas ainda não possui o Registro Profissional, conhecido como DRT.
Que disse o presidente do sindicato?
Hugo Gross, presidente do Sated-RJ, criticou a preferência por influenciadores em produções audiovisuais enquanto atores profissionais enfrentam dificuldades para conseguir trabalho.
“Nada contra os influenciadores digitais, mas temos vários artistas desempregados que não têm essa visibilidade porque não têm seguidores. Precisamos parar com isso e valorizar os operários da arte e a classe artística, que realmente dá lucro para a empresa”, declarou ao Metrópoles.
Autorização pode ser concedida
Segundo Gross, o sindicato ainda não foi oficialmente comunicado sobre a contratação, mas acompanhará a situação. “Estamos de olho, porque tem que haver oportunidade para todo mundo: para gays, travestis, pessoas da periferia e para os atores que precisam trabalhar”, acrescentou.
O dirigente explicou que emissoras e produtoras podem solicitar uma autorização especial para novos talentos participarem de trabalhos específicos.
“É direito da emissora ou de qualquer produtora lançar novos talentos e solicitar autorização especial para um produto específico. A instituição avalia cada caso. Com o tempo, a experiência e os trabalhos realizados, o artista reúne os requisitos para solicitar e obter o registro profissional”, afirmou.
Qual será o papel de Juliano?
Juliano Floss foi aprovado em testes para interpretar Heitor, filho de Werneck, personagem de Alexandre Nero. A informação foi divulgada pela coluna Play, do jornal O Globo.
A trama é inspirada em obras de Nelson Rodrigues, entre elas “Bonitinha, mas Ordinária”, e terá como um de seus conflitos o envolvimento de pai e filho com a mesma mulher.
“Paraíso Perdido” marcará o primeiro trabalho de Juliano na dramaturgia.