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Lula decreta três dias de luto pela morte de Luiz Carlos Barreto
Presidente destacou o papel do produtor na consolidação do cinema brasileiro
Três dias de luto oficial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta quarta-feira (22/7) três dias de luto oficial pela morte de Luiz Carlos Barreto, o Barretão, produtor que participou de momentos decisivos do cinema brasileiro ao longo de mais de seis décadas.
Que disse Lula?
Em mensagem publicada no X, o presidente afirmou que a cinematografia nacional deve muito à atuação de Barreto e o definiu como o principal produtor do país nas últimas cinco décadas.
“O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos”, escreveu.
Lula lembrou a presença de Barretão no Cinema Novo, quando os realizadores enfrentavam a censura e o autoritarismo da ditadura, e ressaltou sua capacidade de revelar profissionais, viabilizar projetos de grande alcance e defender políticas públicas para o audiovisual.
“Como poucos, Luiz Carlos Barreto soube defender nossa produção audiovisual. Lutou por políticas públicas para o setor. Ajudou a criar, no Brasil, toda uma cadeia de gente talentosa e extremamente profissional que hoje nos traz o orgulho na forma de Oscars, Leões de Ouro e muito prestígio internacional”, acrescentou.
O presidente e a primeira-dama Janja também enviaram um “abraço muito carinhoso” à viúva Lucy Barreto, aos filhos Paula e Bruno, aos demais familiares, amigos e colegas do produtor.
Barretão atravessou diferentes fases do cinema
Luiz Carlos Barreto morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 98 anos. Sua trajetória começou junto ao Cinema Novo, passou pela popularização das produções nacionais nos anos 1970 e voltou a ganhar destaque durante a Retomada, na década de 1990. Ele revolucionou a cinematografia nacional como diretor de fotografia de “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha.
Por meio da L.C. Barreto, produtora fundada com Lucy, esteve envolvido em mais de 80 filmes. O maior sucesso comercial foi “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), dirigido pelo filho Bruno Barreto, que levou quase 11 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros.
Na década de 1990, produziu dois longas indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional: “O Quatrilho” (1995), dirigido pelo outro filho, Fábio Barreto, já falecido, e “O Que É Isso, Companheiro?” (1997), comandado por Bruno.
Produtor levou a vida de Lula ao cinema
Politicamente engajado, Barretão teve longa relação com o presidente Lula, cuja vida levou às telas em “Lula, o Filho do Brasil” (2009), último filme dirigido por Fábio Barreto. O longa acompanhou a infância, a migração para São Paulo e a formação sindical do político antes de sua chegada à Presidência.
Barretão deixa Lucy, os filhos Paula e Bruno e nove netos, a maioria envolvida com cinema.
O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos.
Em reconhecimento à sua obra…
— Lula (@LulaOficial) July 22, 2026