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Divulgação/Globo

TV|7 de julho de 2026

Marcos Palmeira e Antonio Fagundes homenageiam Benedito Ruy Barbosa

Astros de novelas do autor lembraram a força de seu texto e sua importância para a teledramaturgia brasileira


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Artistas lembram mestre da novela brasileira
2 O que disse Patrícia Pillar?
3 Marcos Palmeira chama autor de poeta
4 Antonio Fagundes recorda parceria na TV
5 Cristiana Oliveira celebra importância em sua carreira
6 Jayme Monjardim lembra marco de “Pantanal”
7 Autor levou o interior ao horário nobre

Artistas lembram mestre da novela brasileira

A morte de Benedito Ruy Barbosa recebeu diversas homenagens de artistas que ajudaram a dar forma a algumas de suas novelas mais importantes. Patrícia Pillar, Marcos Palmeira, Antonio Fagundes, Cristiana Oliveira e o diretor Jayme Monjardim estão entre os nomes que homenagearam o autor de “Pantanal”, “Renascer”, “O Rei do Gado” e “Terra Nostra”.

O que disse Patrícia Pillar?

Patrícia Pillar definiu Benedito como “um grande amigo e um grande mestre”, em declaração ao jornal O Globo. A atriz trabalhou com o autor nas duas versões de “Sinhá Moça”, além de “Vida Nova”, “Cabocla”, “Renascer” e “O Rei do Gado”.

Além do orgulho da “parceria duradoura”, a atriz destacou a capacidade do dramaturgo de levar temas centrais da história brasileira para dentro da novela popular. “Ele amava o Brasil profundo e sua gente. Foi a partir desse olhar amoroso que ele tecia suas tramas e seus personagens. Muitos assuntos importantes para a vida brasileira como reforma agrária, relação do homem com a natureza, luta contra a escravidão, a chegada dos imigrantes e tantos outros foram parar nas mesas de jantar das famílias, abrindo um diálogo fundamental para um público numeroso e diverso”, analisou.

Patrícia disse ainda que a perda é amenizada pela permanência da obra. “Hoje eu choro a perda de um mestre, mas fico em paz sabendo que seu legado é imortal: está na sua obra, está em quem teve honra de dar vida às suas palavras e, sobretudo, em quem foi tocado por suas histórias. Tenho certeza de que somos muitos!”

Marcos Palmeira chama autor de poeta

Marcos Palmeira, que viveu personagens marcantes em novelas de Benedito, também lamentou a morte do autor. O ator esteve em “Pantanal”, “Renascer” e “O Rei do Gado”, três obras decisivas da carreira do novelista.

“Bené é muito importante na minha carreira, devo muito a ele. Sou grato por toda a confiança que teve em mim”, disse ao Globo.

Para o ator, Benedito tinha uma forma própria de transformar temas brasileiros em dramaturgia. “É um poeta da dramaturgia, conseguiu trazer esse Brasil profundo para o horário nobre, falar de coisas tão importantes para o Brasil. É uma perda gigante. Dono de um texto maravilhoso de se falar, realmente é um poeta. Sempre considerei Bené um poeta”, declarou.

O ator também citou Bruno Luperi, neto de Benedito, que deu continuidade ao legado do autor nos remakes de “Pantanal” e “Renascer”. “Deixou um legado tão rico e que agora Bruno, o neto, segue. Fiquei muito amigo da família. É muito triste”, completou.

Antonio Fagundes recorda parceria na TV

Antonio Fagundes afirmou que Benedito foi o autor com quem mais trabalhou na televisão. O ator esteve em várias tramas escritas pelo novelista, incluindo “Renascer”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Esperança”, “Mad Maria” e “Velho Chico”.

Em depoimento ao G1, Fagundes elogiou a riqueza do universo criado por Benedito e a forma como o autor transitava entre o campo, a imigração, os coronéis, as professoras e os personagens populares sem repetir as mesmas histórias.

“O universo do Benedito é muito rico porque ele pega, não só a parte rural do Brasil, esse Brasil profundo que a gente quase desconhece e que é tão fantástico, mas ele foi um estudioso muito grande da imigração”, afirmou.

O ator também ressaltou a unidade da obra do novelista. “Então, você vê na novela dele pinceladas de imigrantes, de fazendeiros, de coronéis, ao mesmo tempo, de professorinhas… tem sempre aquele universo que ele carrega de uma obra para outra, magistralmente, porque ele não se repete”, completou.

Cristiana Oliveira celebra importância em sua carreira

Revelada em “Pantanal”, Cristiana Oliveira lamentou a morte de Benedito com uma emocionante homenagem nas redes sociais. A atriz, que virou um fenômeno nacional com a interpretação da icônica Juma Marruá, fez questão de lembrar a confiança que recebeu do dramaturgo quando ainda dava os primeiros passos na carreira.

“Foi-se uma lenda. Benedito apresentou a TV brasileira a realidade do homem do campo, dos interiores, da vida simples, sem perder o folhetim, as tramas, os amores e os romances. Bené me deu um início, uma vida pública. Acreditou que aquela menina de 26 anos, sem experiência, poderia fazer uma personagem pura, sincera, ingênua, forte, destemida: a protetora do Pantanal”, escreveu.

Ela ainda recordou sua segunda parceria e afirmou que levará para sempre a gratidão pelo autor. “Depois me presenteou, em 2009, com a Zuleika de ‘Paraíso’, em sua segunda versão. Novela em que pude prestigiar novamente esse grande autor. Terei o Benedito sempre em mim e na minha gratidão. Meus mais sinceros sentimentos à família, que com certeza manterá seu legado, e a todos os seus amigos que o acompanharam até o fim. Siga em paz, Bené”, concluiu.

Jayme Monjardim lembra marco de “Pantanal”

Jayme Monjardim, um dos diretores mais ligados à trajetória de Benedito, também prestou homenagem ao autor. Ele dirigiu novelas como “Sinhá Moça”, “Pantanal” e “Terra Nostra”.

“Benedito Ruy Barbosa mudou a história da televisão brasileira e, com isso, mudou também a minha história. ‘Pantanal’ é um marco da nossa dramaturgia, e foi um divisor de águas na minha carreira”, afirmou em depoimento ao Globo.

O diretor disse que as histórias de Benedito seguirão vivas para novas gerações. “Ele foi tão grande, mas tão grande, que nunca vai morrer. As suas histórias ficam, encantando novas gerações de brasileiros, e esse é um jeito lindo de se viver para sempre.”

Autor levou o interior ao horário nobre

Benedito Ruy Barbosa foi um dos nomes centrais da televisão brasileira. Suas novelas transformaram o interior do país, as disputas por terra, a imigração, os dramas familiares e a relação com a natureza em temas de grande alcance popular.

Entre suas obras mais conhecidas estão “Os Imigrantes”, épico de quase 500 capítulos na Band, “Pantanal”, exibida originalmente pela TV Manchete em 1990, “Renascer”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra” e “Esperança”. Ele também assinou novelas das 18h que marcaram a Globo, como “Meu Pedacinho de Chão”, “Cabocla”, “Paraíso” e “Sinhá Moça”.

O novelista morreu nesta terça (7/7), aos 95 anos, em São Paulo. A morte foi confirmada pela assessoria do HCor, hospital onde ele estava internado. Segundo boletim da instituição, Benedito morreu em decorrência de complicações de insuficiência renal crônica.

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