
Divulgação/Globo
Maria Ribeiro volta às novelas após 10 anos em “Quem Ama Cuida”
Longe do gênero desde "Império", atriz interpreta mulher controladora no novo folhetim de Walcyr Carrasco e Claudia Souto
Maria Ribeiro entra em “Quem Ama Cuida”
Maria Ribeiro está de volta aos folhetins após 10 anos de hiato. Longe do gênero desde “Império” (2014), a atriz de 50 anos começou a gravar na semana passada a sua participação em “Quem Ama Cuida”, nova novela da Globo escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto.
Qual o papel da atriz?
Na história, a atriz interpreta Bia, uma especialista em visual merchandising de luxo que vive em função do marido, César (Rainer Cadete), e da filha, Luiza. Extremamente apaixonada pela família, a personagem enfrenta a própria insegurança para manter um casamento que considera perfeito, revelando um comportamento controlador e ciumento.
O papel marca o retorno da artista ao formato após passar a última década dedicada a projetos de cinema, teatro, literatura, séries e até à direção. Ela esteve em “Desalma” e “Todas as Mulheres do Mundo”, da Globoplay, “O Mecanismo”, da Netflix, e em filmes como “BR 716”, de Domingos de Oliveira, e “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, além de ter dirigido os documentários “Los Hermanos: Esse é Só o Começo do Fim da Nossa Vida” e “Outubro”, entre outros projetos.
Personagem traz dilemas
A artista admitiu que a nova personagem representa um desafio por estar distante de suas convicções pessoais. “Bia é uma mulher apaixonada, alguém que deposita todas as suas fichas no casamento. Pra mim, isso é bastante desafiador. Estou acostumada a interpretar mulheres independentes e eu mesma, na minha escrita, tenho sido porta-voz de uma certa liberdade”, explicou ao Splash. Apesar disso, ela defendeu como escolha da mulher optar por se dedicar à família.
Ela também comentou sobre o casamento da personagem. Apesar dos desdobramentos previstos para a trama, a atriz destacou que o começo é satisfatório, com o casal apresentado em harmonia, elemento que ela considera raro nas produções contemporâneas de dramaturgia. “Ela é muito ciumenta, muito protetora e defende o marido com unhas e dentes. Está sendo bonito ver esse amor. Acho que isso está faltando na televisão: casais felizes. Claro que uma hora vai haver conflito, porque é isso que move a dramaturgia, mas estamos construindo uma relação muito apaixonada”, concluiu Maria Ribeiro sobre a parceria cênica com Rainer Cadete.