
Instagram/Wesley Safadão
Safadão defende cachês pagos com dinheiro público: “Só tenho a agradecer”
Cantor cearense diz ter consciência tranquila sobre contratos com prefeituras e rebate político que o chamou de "novo ícone da corrupção"
Show com dinheiro público
Um dos cantores mais bem pagos do país, Wesley Safadão rebateu críticas por receber cachês com dinheiro público, principalmente de prefeituras de cidades do interior. O artista de 37 anos ganha cerca de R$ 1 milhão por apresentação em eventos públicos de grande porte, como as festas juninas no Nordeste.
A defesa do cantor
Em entrevista ao portal G1, ele minimizou as críticas e defendeu a legitimidade dos contratos: “Eu sempre digo o seguinte: a gente [que é artista] está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”.
O cantor disse não se incomodar com os questionamentos, que atribuiu a questões políticas, e reforçou que está com a consciência em paz: “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”.
Sobre os cachês milionários
Questionado sobre os valores cobrados por apresentação, Safadão ressaltou a importância de valorizar o próprio trabalho: “Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo relacionado a isso”.
O embate com Renan Santos
Recentemente, Safadão moveu uma ação judicial por calúnia, difamação e injúria contra Renan Santos, um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre) e pré-candidato à presidência da República, após o político acusá-lo de corrupção pelos cachês recebidos de prefeituras.
O embate teve início quando Santos chamou o cantor de “novo ícone da corrupção” e afirmou que ele “lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste”. Segundo o presidenciável, o artista “toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele” e teria “firmado mais de 50 contratos a um valor de R$ 52 milhões” entre 2024 e 2025.
A Justiça deferiu uma liminar em favor do cantor e determinou que Santos apagasse a postagem, além de proibi-lo de voltar a fazer esse tipo de acusação sem provas.