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Paramount e Warner Music fecham acordo para criar filmes baseados em artistas
Parceria prevê o desenvolvimento de longas-metragens inspirados no catálogo da gravadora, que inclui de David Bowie a Madonna
Música no cinema
A Paramount Pictures e a Warner Music Group (WMG) estabeleceram uma aliança estratégica para a criação de filmes baseados no repertório de músicos e compositores da gravadora. O contrato, que possui caráter plurianual e garante ao estúdio o direito de preferência (“first-look”), foca em produções destinadas às salas de cinema com narrativas estruturadas em torno do universo musical.
Acervo e artistas envolvidos
De acordo com informações publicadas pela Variety, ainda não existem títulos específicos sendo produzidos no momento. Contudo, o acervo da Warner Music abrange ícones históricos como David Bowie, Cher, Phil Collins, Eagles, Fleetwood Mac, Aretha Franklin, Led Zeppelin, Madonna, Joni Mitchell e Frank Sinatra, além de estrelas da atualidade, a exemplo de Charli xcx, Coldplay, Dua Lipa, Bruno Mars e Cardi B.
A operação contará com o suporte da produtora Unigram, coordenada por Amanda Ghost e Gregor Cameron, que atuará junto à Paramount no desenvolvimento das obras. O modelo de trabalho prevê que cada projeto seja realizado com a participação direta dos músicos, compositores ou de seus espólios. Vale ressaltar que a Warner Music mantém um vínculo criativo independente com a Netflix voltado exclusivamente para a área de documentários.
O que os executivos pretendem?
Em nota oficial conjunta, os co-presidentes da Paramount Pictures, Josh Greenstein e Dana Goldberg, ressaltaram que o objetivo é gerar experiências cinematográficas impactantes. Segundo os executivos, a iniciativa potencializa a chegada de histórias que marcaram gerações ao grande público.
Robert Kyncl, CEO da Warner Music Group, complementou que o negócio permitirá que cada artista exponha sua trajetória de forma autoral em conjunto com cineastas. A intenção é que os projetos alcancem audiências globais cada vez mais amplas.
Tendência das cinebiografias
O negócio reflete uma busca intensificada da indústria por tramas musicais após o êxito de “Bohemian Rhapsody” (2018). O setor ampliou investimentos no gênero, resultando em produções recentes sobre Elvis Presley em “Elvis”, Amy Winehouse em “Back to Black”, Bob Dylan em “Um Completo Desconhecido”, Bob Marley em “One Love”, Bruce Springsteen em “Springsteen: Salve-me do Desconhecido” e Michael Jackson em “Michael”.
A tendência ganhou novo ímpeto com o lançamento de “Michael”, da Lionsgate, que alcançou números expressivos nas bilheterias, somando aproximadamente US$ 200 milhões no mercado americano e US$ 450 milhões globalmente após duas semanas de exibição.
Ao mesmo tempo, a cantora Madonna tentou desenvolver um longa sobre sua vida na Universal Pictures, onde exerceria as funções de co-roteirista e co-diretora, mas o estúdio acabou cancelando os planos. Ela é uma artista da WMG.
Detalhe do negócio
É importante pontuar que o acordo parece antecipar uma sinergia prevista apenas para o ano que vem. A Paramount Skydance, dona da Paramount Pictures, adquiriu recentemente a Warner Bros. Discovery, dona da WMG, por US$ 110 bilhões, mas a transação ainda aguarda o aval dos órgãos reguladores nos Estados Unidos.