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Divulgação/Go Up Entertainment

Etc,  Filme|14 de maio de 2026

Mário Frias e Flávio Bolsonaro ajustam discurso sobre dinheiro de Vorcaro em “Dark Horse”

Novas explicações passam a sustentar que a contradição sobre o investimento do banqueiro no filme era apenas jurídica e formal


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Versões enfim foram ajustadas
2 O que Mário Frias mudou?
3 Como a Entre entrou na história?
4 Qual foi a rota do dinheiro?
5 Mais detalhes vêm à tona
6 O que Flávio Bolsonaro respondeu?
7 Questionamento ao vivo na GloboNews
8 Explicação sobre mentira
9 Defesa do financiamento de Vorcaro
10 Qual é o tamanho do aporte?
11 O que aconteceu no embate ao vivo?
12 Afinal, quanto custou “Dark Horse”?

Versões enfim foram ajustadas

A versão sobre o dinheiro de Daniel Vorcaro no filme “Dark Horse” mudou de tom nesta quinta-feira (14), após a contradição pública entre Flávio Bolsonaro e Mário Frias no dia anterior. Depois de o senador afirmar que a produção foi bancada pelo dono do Banco Master, a produtora Go Up Entertainment e o deputado federal haviam negado que qualquer valor do banqueiro tivesse entrado no projeto.

O que Mário Frias mudou?

Com o desgaste, Mário Frias, roteirista e produtor do filme, divulgou uma nova nota e recuou da declaração categórica de que não havia dinheiro de Vorcaro no longa. Em vez de repetir a negativa absoluta, o deputado passou a dizer que “não haver contradição” entre sua fala e a de Flávio Bolsonaro.

“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, afirmou Frias por meio da nova nota.

Na sequência, o deputado reafirmou que a família Bolsonaro não integra a estrutura societária do projeto. “Reitero que o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro não têm sociedade no filme nem na produtora ou com qualquer outra estrutura ligada ao filme, tendo apenas autorizado o uso de direitos de imagem da família. Também reafirmo que todo o dinheiro captado foi utilizado exclusivamente na produção do filme ‘Dark Horse’, projeto realizado com capital privado e sem qualquer recurso público”, completou.

Como a Entre entrou na história?

A nova explicação de Frias ignora que a empresa Entre Investimentos e Participações já aparecia na reportagem do Intercept Brasil, que revelou os áudios e mensagens de Flávio Bolsonaro cobrando o dinheiro de Vorcaro para o filme.

Nos diálogos divulgados pelo site, Vorcaro sugere fazer o pagamento “via entre”, em possível referência à Entre Investimentos e Participações. A mudança de discurso de Frias, portanto, não afasta a ligação entre o dinheiro cobrado por Flávio e a estrutura financeira mencionada na apuração inicial.

O Grupo Entre afirmou ao Intercept que “não existe vínculo societário, de controle ou de governança da empresa com Daniel Vorcaro”. Mesmo assim, o jornal O Globo apurou, com base em declarações de Imposto de Renda do Banco Master, que a instituição pagou R$ 2,329 milhões à Entre Investimentos.

Além disso, a Entre é investigada pela Polícia Federal como suspeita de atuar em parceria com empresas de Vorcaro. Segundo o Estadão, investigadores avaliam que Vorcaro seria uma espécie de “dono oculto” da Entrepay, liquidada pelo Banco Central em março. O diretor da instituição, Antônio Carlos Freixo Júnior, que teve a indisponibilidade dos bens decretada, é descrito nos bastidores como um operador que usava a infraestrutura do conglomerado em benefício de Vorcaro.

Qual foi a rota do dinheiro?

A apuração do Intercept Brasil também apontou que ao menos US$ 2 milhões foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. O fundo tem como agente legal o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC, de Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A propriedade do fundo foi checada por Mariana Sanches, do UOL. “Chequei junto à Secretaria Estadual do Texas essa documentação referente a esse fundo. Ele existe desde dezembro de 2020 e é um fundo que é tanto administrado quanto dirigido por uma pessoa chamada Paulo Calixto, um advogado brasileiro que atua aqui nos EUA há décadas e é próximo ao Eduardo Bolsonaro. Tão próximo que foi ele quem fez ao menos parte do processo de imigração do Eduardo e dos seus vistos”.

Mais detalhes vêm à tona

O pacote de revelações ainda ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira. Segundo o Intercept, foi Mário Frias quem pediu a Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, que fizesse a ponte entre o filme e Vorcaro.

Na época, Frias trabalhava num documentário sobre Bolsonaro, que seria exibido no encontro. Em 27 de março do ano passado, Miranda encaminhou ao dono do Master uma captura de tela da conversa com Frias e mencionou também Flávio Bolsonaro. “Flavio e Mario me pediram isso. Querem levar o presidente na sua casa para assistirem juntos com você o documentário”.

Miranda disse ao site que a “ideia da proposta de encontro era apresentar ao investidor as linhas gerais do conteúdo do filme que é em parte a mesma história do documentário”. A defesa dele acrescentou que seu cliente “não desempenhou qualquer função na produção, divulgação e estratégia de lançamento” do filme.

O que Flávio Bolsonaro respondeu?

Em nota ao Intercept, Flávio Bolsonaro afirmou que “o referido encontro não aconteceu” e negou ter participado da organização da reunião. Ainda assim, o senador reconheceu a finalidade do contato com o banqueiro.

Segundo Flávio, “o objetivo da exibição do documentário era apresentar parte da história que deveria ser retratada no filme, sem qualquer outra finalidade política ou pessoal”. Ele também afirmou que sua “interlocução com o banqueiro teve única e exclusivamente a finalidade de buscar investimento para o filme sobre a história” de seu pai.

Questionamento ao vivo na GloboNews

O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL voltou ao tema em uma participação remota ao vivo na GloboNews. Questionado sobre a contradição entre sua versão e a negativa inicial de Mário Frias e da Go Up, ele tentou enquadrar a divergência como um problema apenas técnico.

“Daniel Vorcaro não faz parte de nenhuma assinatura de contrato, não tem absolutamente nada com a assinatura dele. Tecnicamente, esse dinheiro não foi dele. Essa que é a divergência que existe, que acho que é apenas de formalidade”, afirmou.

Em outro momento, ele rejeitou a interpretação de que o dinheiro cobrado do banqueiro teria servido para financiar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. “Não é algo, como querem induzir, um investimento que faz um caminho para financiar Eduardo Bolsonaro. Isso é mentira. Isso é ilação.”

Mesmo assim, Flávio não soube responder se o dinheiro teria passado por aliados de Eduardo Bolsonaro, embora a rota descrita na apuração leve ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. O senador reconheceu a ligação do advogado que controla o fundo com o irmão.

“O advogado é gestor do fundo também. Minha participação nisso foi buscar investidores. Esse advogado é gestor desse fundo e de confiança de Eduardo Bolsonaro.”

Explicação sobre mentira

Ao tentar explicar por que anteriormente havia negado conhecer Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro afirmou que estava submetido a um acordo de confidencialidade ligado ao financiamento do filme. “Era um contrato de confidencialidade. Se eu dissesse que tinha relação com ele, a pergunta seguinte seria qual era a relação. E a única conexão que eu tenho com esse senhor é esse filme”, declarou à GloboNews.

Questionado sobre ter negado publicamente a relação com o banqueiro, o senador respondeu: “Não menti. Eu não podia descobrir [revelar] uma coisa”.

Flávio também reforçou que o contrato previa obrigações financeiras para o investidor e afirmou que Vorcaro deixou de cumprir os pagamentos acordados, por isso agora ele poderia falar sobre o assunto. “Graças a Deus o fundo foi concluído com outros investidores, porque ele parou de honrar o contrato que tinha conosco”, disse.

Ao comentar a possibilidade de divulgação o conteúdo do contrato, o senador afirmou que a decisão dependeria “do investidor, do gestor do fundo e dos advogados”, acrescentando que se trata de “uma relação jurídica nos Estados Unidos”.

Defesa do financiamento de Vorcaro

Na sequência, Flávio voltou a defender o projeto como uma iniciativa privada. “Minha participação nisso foi buscar investidores para botar de pé um filme privado com recursos privados em homenagem ao presidente Jair Bolsonaro, o meu pai. É uma pessoa que está passando por uma grande perseguição, foi vítima de uma farsa por parte de alguns integrantes do STF. É alguém honesto, que jamais mereceria estar passando por isso. É um sonho meu que a história de vida dele, que é muito bonita e emocionante, mereça uma homenagem em forma de filme.”

Ao falar sobre o uso do dinheiro, o senador foi taxativo. “Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para esse filme, são integralmente utilizados para fazer o filme.”

Ele também negou qualquer outra natureza na relação com Vorcaro. “Conheci ele [Vorcaro] em dezembro de 2024 exclusivamente para tratar disso. Meus contatos com ele, sejam por telefone ou pessoalmente, foram exclusivamente para falar do filme. Uma conversa monotemática.”

Por fim, descreveu o arranjo como um investimento com expectativa de retorno. “Ele bota um dinheiro com a expectativa de receber um porcentual em cima do lucro desse filme”, explicou. Em seguida, resumiu: “Não é um banqueiro enrolado, é investidor de um filme”.

Flávio ainda afirmou, sem citar nomes, que outros dez patrocinadores colocaram dinheiro no projeto sob contrato de confidencialidade.

Qual é o tamanho do aporte?

Mensagens e áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro mostram a suposta negociação de R$ 134 milhões do banqueiro para financiar “Dark Horse”. O material foi revelado pelo Intercept Brasil e confirmado por outros veículos com fontes ligadas à investigação.

Segundo Thiago Miranda, em declaração ao UOL, R$ 61 milhões, pouco menos de metade do valor combinado, teriam sido pagos por Vorcaro. Nem Flávio, nem Mário Frias, nem outras pessoas ligadas à produção do filme citaram os valores da negociação nas manifestações desta quinta-feira.

Na gravação divulgada pelo Intercept, Flávio diz que estava constrangido em fazer a cobrança por saber das investigações contra o banqueiro. Ao mesmo tempo, afirma que havia parcelas em atraso e desconfiança do time americano que tocava a produção sobre a viabilidade financeira do projeto.

O que aconteceu no embate ao vivo?

A proximidade entre Flávio e Vorcaro gerou confronto direto na GloboNews. Durante a entrevista, o comentarista Octavio Guedes questionou o tratamento informal dado pelo senador ao caso e comparou a conversa com o banqueiro ao volume do dinheiro em jogo.

“Senador, você comprar um picolé e dizer ‘pô, obrigado aí, meu irmão’ é muito diferente de um senador, que quer ser presidente da República, ligar para um banqueiro, pegar R$ 64 milhões, sendo que no estado o seu partido investiu mais de um bilhão no banco desse cidadão. Não é uma conversa de carioca informal, é uma coisa muito séria”, argumentou.

Depois de tentar interromper o comentarista algumas vezes, Flávio reagiu dizendo que, no momento em que manteve contato com Vorcaro, ninguém imaginava a dimensão que o caso teria depois.

“Você quer me vincular a uma situação que, à época, absolutamente ninguém tinha ideia a que ponto chegaria, como estamos vendo hoje. Contar uma história de trás pra frente é muito fácil. Tive contato com ele para o financiamento desse filme, em dezembro de 2024”, repetiu o senador.

Os jornalistas lembraram que já havia reportagens naquele ano sobre investimentos recusados do Banco Master e que o próprio Jair Bolsonaro havia feito uma postagem nas redes sobre o tema. Flávio descartou a relevância da lembrança. “Esse assunto acabou, não teve repercussão nenhuma”, disse, sem comentar o fato de o PL ter pedido CPI do Master.

Julia Duailibi também confrontou o senador com o teor do áudio revelado pelo Intercept, no qual o próprio Flávio reconhece que Vorcaro atravessava um período difícil. “O senhor é um senador da República. O senhor vai a um banqueiro que está enrolado e pede dinheiro para esse banqueiro. O senhor não pode normalizar isso”, afirmou.

“Eu não tô pedindo dinheiro, é uma relação contratual”, rebateu Flávio, interrompendo a jornalista.

Afinal, quanto custou “Dark Horse”?

Uma nova manifestação de Mário Frias acrescentou outro ponto de tensão à sucessão de versões sobre o financiamento do filme: o tamanho real do orçamento de “Dark Horse”.

Em uma longa publicação no X na noite desta quinta-feira, o deputado afirmou que a produção acabou sendo realizada “com orçamento muito menor do que o planejado” porque “é muito difícil fazer cinema sem dinheiro público no Brasil”. A frase sugere um custo final muito inferior aos valores que vêm sendo associados ao projeto.

A declaração cria novo ruído dentro da própria defesa dos envolvidos. Isso porque as mensagens reveladas pelo Intercept Brasil tratavam de aportes que poderiam chegar a R$ 134 milhões, enquanto Thiago Miranda afirmou que cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos por Daniel Vorcaro antes da interrupção dos repasses. O site afirma ter comprovação desses pagamentos.

Durante a entrevista à GloboNews, o comentarista Octavio Guedes chegou a citar diretamente o valor de “R$ 64 milhões” ao confrontar Flávio Bolsonaro sobre a relação com Vorcaro. O senador rebateu as críticas políticas, mas não contestou o montante mencionado no ar. Além disso, Flávio foi categórico ao afirmar que os recursos negociados com Vorcaro foram integralmente aplicados no longa e declarou que, após a interrupção dos pagamentos do banqueiro, o fundo precisou ser completado com novos investidores para viabilizar a conclusão do projeto no valor originalmente previsto.

Se os valores mencionados nas tratativas realmente circularam em favor do projeto, “Dark Horse” entraria no patamar de filme mais caro da história do cinema brasileiro. Se o orçamento final acabou sendo muito menor, como afirma agora Mário Frias, toda a narrativa financeira do projeto volta a ficar em aberto, sem resposta clara sobre quanto dinheiro efetivamente entrou na produção, por quais estruturas financeiras ele passou e qual teria sido sua destinação final.

Depois de dois dias de versões conflitantes, os envolvidos passaram a admitir que os recursos ligados à negociação conduzida por Daniel Vorcaro chegaram ao projeto por meio de outra estrutura jurídica. Agora, a questão central mudou: qual foi, afinal, o verdadeiro orçamento de “Dark Horse”?

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