
Instagram/Jim Caviezel
Jim Caviezel é alvo de críticas por interpretar Bolsonaro em “Dark Horse”
Internautas lotam redes sociais do ator após revelação de aporte de R$ 61 milhões do dono do Banco Master para o filme
Internautas invadem perfil de Jim Caviezel
Internautas brasileiros lotaram as publicações de Jim Caviezel, ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”, com críticas sobre a produção. O longa voltou aos holofotes após reportagem do Intercept Brasil revelar que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado R$ 61 milhões para o projeto.
Por que brasileiros estão criticando o ator?
Nas redes sociais, internautas ironizaram a origem dos recursos e questionaram a ética do cachê recebido pelo astro de Hollywood. Diversos usuários demonstraram decepção com o envolvimento do ator: “Nossa, eu adorava esse ator. O ruim não é fazer este papel, mas sim contar um monte de mentiras através deste personagem”, escreveu uma seguidora.
Outros pedidos foram mais diretos para que o artista abandonasse o projeto, que está em fase de finalização: “Jim, deixe o elenco desse filme. Não suje suas mãos. Foi patrocinado com dinheiro de vidas de aposentados e pensionistas”, apelou um internauta. “Quem pagou esse filme foi os aposentados do Brasil. Ele foram roubados, sabia disso?”, questionou outro.
O que dizem os áudios vazados?
Segundo o Intercept Brasil, os recursos teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Vorcaro, com pagamentos realizados entre fevereiro e maio de 2025. A negociação total previa um repasse de R$ 134 milhões e envolveria o Grupo Frente e transferências para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Em entrevista à GloboNews na quinta-feira (14/5), Flávio não negou as acusações, buscando justificar a operação.
A exposição dos valores astronômicos do banqueiro, envolvido em um escândalo financeiro contra fundos de aposentados e pensionistas, gerou uma onda de indignação entre aqueles que acompanham a carreira de Caviezel, conhecido por papéis em filmes religiosos e de valores cristãos.
Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro discutindo o andamento da produção e preocupações com atrasos nos pagamentos para manter o prestígio internacional do longa. Em um dos áudios, o senador menciona o risco de “dar calote” em nomes renomados para evitar um escândalo mundial. “Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do longa], os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, diz Flávio no material revelado.

