Cássia Kis chama bolsonaristas que devastaram Brasília de esquerdistas “infiltrados”
A atriz Cássia Kis, bolsonarista assumida, aderiu à contranarrativa dos terroristas de Brasília, culpando “infiltrados” de esquerda pelo rastro de destruição deixado na Praça dos Três Poderes no domingo passado (8/1). Segundo a atriz, até notórios apoiadores de Jair Bolsonaro, que convocaram o quebra-quebra nas redes sociais, são “infiltrados” nos movimentos golpistas, que atuaram para atrair “patriotas” com o único objetivo de culpá-los pelo vandalismo. A “tese” foi defendida pela atriz por meio de oito vídeos, que encaminhou para a seção F5 da Folha de S. Paulo. Em um deles, a bolsonarista Ana Priscila Azevedo – responsável por um grupo de apoio ao ex-presidente, com mais de 55 mil membros no Telegram – , que foi vista no quebra-quebra, é apontada como esquerdista. “Uma infiltrada que fez vandalismo e colocou a culpa nos patriotas que se manifestaram pacificamente”, diz a legenda de uma das publicações compartilhadas por Cassia. Curiosamente, o último post de Ana Priscila, antes de excluir suas redes sociais nesta segunda (9/1), também acusava “infiltrados” pela baixaria de domingo. De acordo com o relato do jornal, Cássia ainda teria compartilhado as imagens de um homem com o rosto coberto por uma camiseta dentro do Congresso Nacional, a quem batizou de Hugo, um suposto membro do MST infiltrado. A afirmação soou aleatória por não vir acompanhada de qualquer prova. Esta contranarrativa foi identificada pelo jornal americano Washington Post, em reportagem publicada nesta segunda, como plágio da defesa feita pelos trumpistas da insurreição de 6 de janeiro de 2021 nos EUA, “quando muitos apoiadores de Trump culparam ativistas de esquerda pela violência” durante a invasão do Capitólio, o Congresso dos EUA. Questionada sobre o que realmente achou dos atos e se queria dar uma entrevista, ela teria dito apenas que “a verdade é uma só”. Cassia Kis participou de atos antidemocráticos em pelo menos duas oportunidades. Em 6 de novembro, na Praça Duque de Caxias, centro do Rio de Janeiro, ela carregou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e fez orações na manifestação, que pedia um golpe militar no Brasil. Em 2 de novembro, participou das manifestações golpistas no Rio de Janeiro, ocasião em que foi recebida como uma heroína por ter “enfrentado o sistema” da Globo e novamente se juntou aos bolsonaristas numa oração.
Ministério Público abre investigação contra Jovem Pan
O Ministério Público Federal de São Paulo abriu uma investigação sobre a conduta do grupo Jovem Pan na cobertura dos atos terroristas de domingo (8/1) em Brasília. Em nota, a Procuradoria afirma que a empresa “tem veiculado sistematicamente fake news e discursos que atentam contra a ordem institucional” e cita especificamente a transmissão feita durante a invasão e depredação aos prédios do STF, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. “O foco da investigação será a veiculação de notícias falsas e comentários abusivos pela emissora, sobretudo contra os Poderes constituídos e a organização dos processos democráticos do país”, disse o MPF-SP em comunicado. A Jovem Pan News escalou o extremista Paulo Figueiredo para sua cobertura dos atos terroristas. É o mesmo comentarista que defendeu, recentemente, uma guerra civil no país. Em sua primeira manifestação ao entrar no ar, Figueiredo disse que era “compreensível a revolta popular”, e mesmo criticando a destruição causada pelos bolsonaristas, buscou retratar os agressores como supostas vítimas do sistema. “A revolta é legítima”, ele afirmou sobre a barbárie terrorista. Além de Figueiredo, o MPF-SP cita nominalmente Alexandre Garcia e Fernando Capez em sua ação. O MPF cita falas proferidas durante a cobertura dos atos para embasar a tese de que a Jovem Pan veiculou falas que “minimizaram o teor de ruptura institucional dos atos e tentaram justificar as motivações dos criminosos que invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes”. O órgão acusa, por exemplo, Alexandre Garcia de fazer uma “leitura distorcida” da Constituição para atribuir legitimidade às ações dos manifestantes. Ele teria dito que tratava-se do “poder do povo” e que as pessoas ficaram “paradas esperando por tutela da Forças Armadas. A tutela não veio. Então resolveram tomar a iniciativa”. Segundo a procuradoria, as ilegalidades viriam desde o ano passado. Para embasar a tese, cita três episódios. Em 14 de novembro, o comentarista Rodrigo Constantino desacreditou o resultado das eleições, atribuindo a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva a um “malabarismo do Supremo”. Em 21 de dezembro, Zoe Martinez defendeu “que as Forças Armadas destituíssem os ministros do STF”. E no dia seguinte, Paulo Figueiredo defendeu “então que tenha uma guerra civil”. Vale lembrar ainda que Tiago Pavinato debochou e fez gestos obscenos durante a transmissão de um discurso do ministro Alexandre de Moraes, do STF e do STE, na diplomação de Lula. Nesta segunda (9/1), o presidente do Grupo Jovem Pan renunciou ao comando da empresa. O empresário Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, conhecido como Tutinha, será substituído por Roberto Araújo, antes CEO, que agora terá que responder ao MPF-SP. Apesar de abrir mão do comando da empresa, Tutinha segue sendo o acionista majoritário da Jovem Pan.
Criador do “Arrowverso” fecha novo acordo milionário de produção com Warner
O roteirista e produtor Greg Berlanti, criador das séries que compõem o chamado “Arrowverso” (além de diversas outras atrações), fechou um novo acordo milionário de produção com a divisão televisiva da Warner. O acordo terá duração de cinco anos e vai recompensar Berlanti com base no sucesso das séries que produzir. Trata-se, portanto, de um acordo diferente daquele que ele tem em vigor, que incluiu bônus com base no número de séries produzidas. Com a venda e mudança de foco do canal The CW, que comprava a maioria das produções de Berlanti, o contrato deixou de ser viável. Graças ao incentivo anterior, Berlanti virou uma máquina de produzir séries, estabelecendo um recorde como o produtor com a maior quantidade de atrações em exibição ao mesmo tempo – na temporada de 2019-2020, este número chegou a 20 títulos simultâneos. Fontes do The Hollywood Reporter afirmam que o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, foi pessoalmente atrás de Berlanti para fechar o acordo. Foi ele quem anunciou o negócio. “Greg é um grande talento, e o impacto de sua narrativa prolífica e poderosa na Warner Bros. e no público, e em nossa cultura, é simplesmente ‘uau'”, disse Zaslav. “Ele começou sua carreira conosco e temos muita sorte que vá continuar a construir e expandir nosso estúdio de TV no futuro”. A presidente do Warner Bros. TV, Channing Dungey, também se manifestou. “Estamos muito entusiasmados em continuar nossa parceria com um dos contadores de histórias mais talentosos, celebrados e atraentes do setor. Greg é um visionário, um pioneiro e um líder, mas, mais do que isso, ele é um membro querido da família Warner Bros. Colaborar com Greg é um privilégio tremendo, e mal podemos esperar para ver que histórias ele e sua equipe trarão à vida nos próximos anos”, disse, em comunicado. Berlanti é um dos produtores-showrunners mais importantes da atualidade. Trabalhando na WBTV desde 2001, ele produziu/criou mais de 40 séries nas últimas duas décadas. Durante a temporada 2019-20, quando teve um recorde de 20 séries no ar ou em produção ao mesmo tempo, seus títulos cobriam cinco noites da semana em seis redes e streamers diferentes. Atualmente, a Berlanti Productions tem mais de 15 séries no ar ou em gravação nesse momento. “Todos os dias acordo grato por poder contar histórias para ganhar a vida com tantas pessoas talentosas que amo”, disse Berlanti. “Com este acordo, terei a sorte de entrar em minha terceira década fazendo TV e chamando a Warner Bros. de minha casa. O negócio da TV mudou e a Warner Bros. mudou também, mas estou mais grato do que nunca por fazer televisão e trabalhar com uma líder apaixonada, brilhante e gentil como Channing Dungey e ao lado de um velho amigo sábio como Brett Paul. No tempo em que conheci David Zaslav, [vi que] ele é o mais raro dos líderes de Hollywood: honesto, leal e visionário sobre o tipo de Warner Bros. próspera que ele deseja construir para o futuro, em que contadores de histórias como eu podem ter um lar para contarem histórias que emocionam e comovem o público em todo o mundo, nos próximos anos.” Não ficou claro como as produções de Berlanti, que criou muitas séries de super-heróis da DC, vão dialogar com as produções do DC Studios, comandado pelo diretor James Gunn e pelo produtor Peter Safran (ambos de “O Esquadrão Suicida”). Provavelmente, ele passe a apresentar projetos para os novos comandantes da DC e recebe encomenda deles. Um desses projetos é uma série sobre a tropa dos Lanternas Verdes, que segue em desenvolvimento para a HBO Max. Vale ressaltar que o acordo de Berlanti com a WBD é apenas para produções televisivas. Ele mantém um acordo à parte para filmes com a Netflix.
Redes sociais são postas em cheque após atos terroristas de Brasília
Os ataques terroristas que ocorreram em Brasília no domingo (8/1) foram realizados com suporte das redes sociais. A convocação do atentado foi feita através do WhatsApp, Telegram, TikTok, Twitter, Instagram, YouTube e Facebook. Diante disso, a Meta, dona do Facebook, Whatsapp e Instagram, afirmou nesta segunda-feira (9/1) ter decidido remover todo “conteúdo que apoia ou elogia as ações [bolsonaristas/criminosas]”. “Estamos acompanhando ativamente a situação e continuaremos removendo conteúdo que viole nossas políticas”, declarou a empresa em comunicado oficial. Mas é por prever esse tipo de reação que os usuários de extrema-direita optam por serviços sem sede no Brasil. A maior parte de ação de domingo foi planejada em grupos do Telegram, que definiram datas, horários e rotas para a chegada das caravanas para o ataque. Num dos prints vazados, um financiador chegou a dizer que precisavam de “2 milhões de pessoas em Brasília”. O TikTok é outro recurso visado e já virou foco de denúncias de supostas fraudes eleitorais, que não aconteceram em nenhuma das votações brasileiras. Pesquisas pelo termo “bolsonaro” levam a vídeos negacionistas. No YouTube, canais que divulgam alegações de fraude eleitoral receberam dezenas de milhões de visualizações antes de domingo. A empresa do grupo Alphabet (Google) prefere manter o conteúdo, mas desmonetizar seus propagadores, evitando que lucrem com golpismo. Até o canal da Jovem Pan foi demonetizado. Usando livremente as redes sociais, influenciadores que negam os resultados das eleições presidenciais do país usaram uma frase específica para convocar “patriotas” para o vandalismo, convidando-os para a “Festa da Selma” – ajustando a palavra “selva”, um termo militar para grito de guerra, na esperança de evitar a detecção das autoridades brasileiras. O extremismo nas redes é tão brutal que, no Telegram, um vídeo pedindo que patriotas assassinassem os filhos de esquerdistas do país chegou a viralizar. Os casos estão fazendo os próprios algoritmos das redes serem questionados. Visando aumentar engajamento, eles privilegiam assuntos polêmicos e seguem direcionando os usuários para grupos que questionam a integridade das eleições e pedem golpe militar. A Meta, aparentemente, está ciente do problema. “Antes da eleição, nós entendemos o Brasil como um local de alto risco temporário e estivemos removendo os conteúdos que incentivam o uso de armas ou a invasão ao Congresso, ao Palácio presidencial e outros prédios federais”, declarou a plataforma. O Twitter, porém, vai na direção oposta. Elon Musk, seu novo proprietário, chegou a dizer que foi sensibilizado por extremistas a acreditar que “o pessoal do Twitter tenha dado preferência a candidatos de esquerda”. Para piorar, o jornal americano Washington Post apurou que ele demitiu, após os atos terroristas de domingo, os poucos responsáveis pela moderação de conteúdo da rede social no Brasil. A revista Exame confirmou pelo menos 10 demissões nesta segunda (9/1). Reflexo dessas atitudes, os negacionistas das eleições brasileiras tem aumentado seu número de seguidores no Twitter, de acordo com uma análise do Rest Of World, uma organização jornalística sem fins lucrativos. Apesar disso, a Justiça segue derrubando perfis na plataforma, denunciados por difundirem teorias conspiratórias e fomentarem o golpismo no país. Nesta segunda (9/1), os extremistas começaram a tentar emplacar uma contranarrativa com a ajuda das redes, que culpa o governo Lula e petistas por se infiltrarem nas “manifestações pacíficas” e causarem a destruição vista no domingo, visando virar o país contra os apoiadores de Bolsonaro. O Washington Post viu paralelos nessa iniciativa com a insurreição de 6 de janeiro de 2021 nos EUA, “quando muitos apoiadores de Trump culparam ativistas de esquerda pela violência”. A diferença no Brasil é que os terroristas se filmaram cometendo os atos de barbárie e publicaram em suas redes sociais, demonstrando claramente o que fizeram. Um desses autoproclamados “patriotas”, inclusive, defecou num dos símbolos da Pátria. Por outro lado, Jiore Craig, que dirige pesquisas eleitorais para o Institute for Strategic Dialogue, um think tank com sede em Londres que rastreia a desinformação online, acredita que o Brasil enfrenta um problema de disseminação epidêmica de fake news. “Elas não se concentram num lugar específico como nos EUA”, disse Craig para a Bloomberg, lembrando o uso do Facebook para sabotar Hilary Clinton, e do Twitter para espalhar hashtags em inglês como #StopTheSteal. “Grande parte da atividade é multiplataforma”, ele explicou, citando que grupos de Whatsapp e Telegram incluem vídeos do YouTube e do TikTok. “Em um lugar, você pode ver a narrativa e no outro você amplifica a narrativa. Derrubar um não derruba o outro.”
Trailer da 4ª temporada de “Você” mostra Joe como alvo de novo assassino
A Netflix divulgou novos pôsteres e o trailer completo da 4ª temporada de “Você”, que numa reviravolta completa coloca o psicopata Joe (Penn Badgley) como alvo de outro serial killer. A prévia apresenta a nova moradia do serial killer sedutor, que virou professor em Londres, após seguir Marienne (Tati Gabrielle) até Paris, e seu relacionamento com os novos colegas, que compõem uma elite acadêmica e privilegiada. Apesar do desgosto que sente pelos “mimados”, Joe ainda precisa relutar contra a atração fatal despertada por uma das esnobes. Até que os colegas começam a morrer assassinados e ele próprio se vê na posição de próxima vítima, o que pelo menos desperta sua curiosidade. O quarto ano da produção terá nada menos que 14 atores novos, com destaque para Ed Speelers (“Downton Abbey”), Lukas Gage (“Euphoria”), Tilly Keeper (“EastEnders”), Amy Leigh Hickman (“Safe”) e Charlotte Ritchie (“Call the Midwife”). Os novos episódios serão divididos em duas partes, com a estreia da primeira leva marcada para 9 de fevereiro e a segunda para o mês seguinte, em 9 de março de 2023.
Netflix revela trailer de série sobre incêndio da Boate Kiss
A Netflix divulgou o trailer e o pôster de “Todo Dia a Mesma Noite”, minissérie sobre uma das maiores tragédias da história do Brasil. A produção recria de forma dramática o incêndio na Boate Kiss, que matou 242 pessoas em Santa Maria, Rio Grande do Sul, em 2013. A produção adapta o livro homônimo da jornalista Daniela Arbex sobre a história dos sobreviventes e dos familiares dos jovens mortos na tragédia. A escritora é consultora de roteiro dos cinco episódios, que foram escritos por Gustavo Lipsztein (“O Paciente – O Caso Tancredo Neves”) e dirigidos por Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena”). O elenco inclui Erom Cordeiro (“Filhas de Eva”), Paulo Gorgulho (“Segunda Chamada”), Leonardo Medeiros (“A Menina que Matou os Pais”), Thelmo Fernandes (“Sob Pressão”), Bianca Byington (“Boca a Boca”), Débora Lamm (“Amor de Mãe”), Flavio Bauraqui (“Pureza”), Laila Zaid (“Orgulho e Paixão”), Bel Kowarick (“O Rebu”), Nicolas Vargas (“Desalma”) e vários atores gaúchos. O incêndio na Boate Kiss aconteceu em 27 de janeiro de 2013 causado pelo uso de um artefato pirotécnico em ambiente fechado. Além de custar a vida de 242 pessoas, deixou outras 680 feridas. Segundo as investigações, a casa noturna funcionava com mais gente do que a capacidade permitida. E a luta por justiça ainda continua. A minissérie será lançada na véspera do aniversário de 10 anos da tragédia, no dia 25 de janeiro.
Eli Roth vai dirigir terror baseado em trailer falso de 2007
O cineasta Eli Roth (“O Mistério do Relógio na Parede”) vai dirigir o filme de terror “Thanksgiving”. E a grande curiosidade é que o projeto teve início em 2007, quando Roth dirigiu um trailer falso para ser lançado junto com o projeto “Grindhouse” de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. A ideia de “Grindhouse” era fazer uma homenagem às salas de cinema baratas dos EUA que exibiam terrores de baixo orçamento e baixa qualidade. Tarantino e Rodrigues realizaram dois filmes, “À Prova de Morte” e “Planeta Terror”, respectivamente, com o intuito de que fossem exibidos numa sessão dupla, à moda das exibições desses cinemas. Para completar a homenagem às “grindhouses”, eles convidaram amigos e criaram trailers falsos de filmes inexistentes, para serem exibidos nos “intervalos” da sessão. Para quem não sabe, foi assim que surgiram originalmente “Machete” (2010) e “Hobo with a Shotgun” (2011). “Thanksgiving” será o próximo dos trailers a ganhar filme. A versão da prévia de 2007 mostrava um serial killer que atacava os habitantes de uma cidade do estado americano do Massachusetts durante o feriado de Ação de Graças. O próprio Roth aparecia no trailer, sendo decapitado pelo assassino. Mas se isso tudo parece novidade, é porque no Brasil a proposta inicial do projeto “Grindhouse” foi completamente descartada. Em vez disso, “Planeta Terror” e “À Prova de Morte” foram lançados separadamente – com três anos de diferença um do outro! – e sem o acompanhamento dos trailers falsos em suas exibições cinematográficas. O roteiro do filme de foi escrito por Jeff Rendell, que também foi responsável pelo roteiro do falso trailer. As filmagens vão começar em março, provavelmente visando um lançamento no feriado de ação de graças, em novembro. Por conta desse projeto, Roth precisou abandonar as refilmagens previstas da adaptação do game “Borderlands”, que ele dirigiu, passando a função para o cineasta Tim Miller (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”).
Adam Rich, ex-ator mirim de “Oito É Demais”, morre aos 54 anos
Adam Rich, ex-ator mirim conhecido pelo papel de Nicholas Bradford na série clássica “Oito É Demais”, morreu no sábado (7/1) na sua casa em Los Angeles. Ele tinha 54 anos. Além do papel “Oito É Demais”, Rich também é conhecido por ter emprestado a voz ao personagem Presto, o Mágico, na série animada “Caverna do Dragão”, reexibida à exaustão na TV brasileira. Rich nasceu em 12 de outubro de 1968, em Brooklyn, Nova York, e começou sua carreira em meados dos anos 1970, fazendo participações na série “O Homem de Seis Milhões de Dólares” (em 1976) e no telefilme “The City” (1977). Em 1977, com nove anos, foi escalado em “Oito É Demais”, sobre uma família de oito filhos. Ao longo de cinco temporadas, a série abordou dramas familiares como a morte de um dos pais, um novo casamento e as tensões entre irmãos. O ator interpretou Nicholas Bradford, o filho mais novo, conhecido pelo seu corte de cabelo estilo pajem. Ao todo, Rich apareceu em 112 episódios da série, além de dois especiais. Ele também participou de atrações como “O Barco do Amor” (em 1979), “Ilha da Fantasia” (1978-1981), “CHiPs” (1979-1982), e no filme “Max Devlin e o Diabo” (1981). Depois disso, voltou a ter um papel recorrente na TV na série “Code Red”, com participação em 18 episódios (exibidos entre 1981 e 1982), e dublou os 27 episódios de “Caverna do Dragão” (1983-1985). Mas a carreira estagnou e depois de aparecer em “S.O.S. Malibu” (1993) só foi voltar a aparecer nas telas no filme “Dickie Roberts, o Pestinha Cresceu” (2003), comédia com participação de vários ex-atores mirins. O fim de sua carreira foi precipitado pelo vício. Em 1991, Rich foi preso sob suspeita de roubar uma farmácia da Califórnia. Na ocasião, o ator Dick Van Patten, que interpretou o pai de Rich em “Oito É Demais”, o tirou da prisão sob fiança, segundo informou o jornal The Orlando Sentinel. Danny Deraney, publicitário de Rich, confirmou sua morte e o descreveu descreveu como “gentil, generoso e um guerreiro na luta contra a doença mental”. “Ele era altruísta e sempre cuidava daqueles com quem se importava. É por isso que muitas pessoas que cresceram com ele sentem que parte de sua infância se foi e estão tristes hoje”, acrescentou Deraney. “Ele realmente era o irmão mais novo da América.”
Atriz e cantora Cindy Mendes, de “Antônia”, morre aos 38 anos
A atriz Cindy Mendes, que ficou conhecida por seu papel no filme e série “Antônia” (2006), faleceu aos 38 anos no domingo (8/1), na cidade de São Paulo. A artista não resistiu após complicações de uma pneumonia. As ex-colegas de elenco Leilah Moreno (“Pico da Neblina”), Negra Li (“As Minas do Rap”) e Quelynah, prestaram homenagens à amiga pelas redes sociais. Numa publicação no Instagram, Leilah lamentou a morte precoce de Cindy. “O coração está apertado em dar esta notícia! Obrigada por ter feito parte de um projeto tão importante que representou meninas do Brasil todo”, começou. “Sua rima, sua voz, sua interpretação estão eternizadas no cinema e em nosso coração. Esteja certa que cumpriu seu tempo na terra e fez muita gente feliz! Sim, você brilhou muito como uma diva! Diva incompreendida e ‘pouco reconhecida’ como você mesma dizia.” Leilah acrescentou que Cindy ainda pode vir a receber o devido reconhecimento. “Talvez um dia todos ouçam sua arte e conheçam seu valor! Todo meu amor e força a família. Meus sentimentos a todos os fãs e amigos! Seguimos aqui com amor e saudades”, concluiu. Já a cantora Quelynah declarou que não tem palavras para se despedir da atriz. “Não sei o que dizer, mas sei o que sinto!”, escreveu na rede social. “Eu só preciso dizer obrigada, irmã. Fizemos sim história, viu? E você foi parte disso. Obrigada pelo seu talento. Você é de muita luz, sim! Agora vai brilhar no céu. Minha linda irmã. Você é e será sempre uma Antônia! Te amo!”, disse. A cantora Negra Li, por sua vez, declarou estado de “Luto” nos Stories do Instagram. O aclamado rapper Emicida também lamentou a morte da artista. “Notícia triste demais”, comentou. “Uma estrela brilhou na terra, nos palcos, nas telas e agora foi brilhar no céu”, escreveu a diretora Tata Amaral, responsável por “Antônia”, nos stories. Cindy Mendes começou a carreira de modelo e atriz no teatro Macunaíma aos 7 anos de idade. Formada pelo teatro paulista, ela atuou em inúmeras montagens musicais, como “O Mágico de Oz”, “All That Jazz”, “Black Cat”, entre outros. A atriz ganhou destaque quando a Globo colocou no ar “Antônia”, que mostrava a jornada de quatro mulheres que tentavam se tornar cantoras. Elas retratavam moradoras da Vila Brasilândia, localizada na periferia da Zona Norte paulistana. “Há muita coisa parecida na vida da personagem Lena e na minha vida. Além de também começar na igreja, eu já trabalhei nos semáforos antes de cantar profissionalmente. Uma das maiores dificuldades era conciliar o trabalho com os ensaios”, disse Cindy à Folha de São Paulo, na época do lançamento. Em 2006, Cindy lançou seu primeiro álbum solo “Cindy – Grite Alto” a convite da gravadora Universal Music. Na época, o disco foi considerado um dos melhores álbuns de hip-hop brasileiro pela crítica. Ao longo de sua carreira, Cindy participou de premiações como Troféu Raça Negra ao lado da cantora consagrada Sandra de Sá. Ela também esteve presente em grandes eventos como no Festival de Cinema de Berlim e no Festival de Cinema de Paulínia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por L E I L A H (@leilahmoreno) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Quelynah (@quelynah)
Rooney Mara diz que quase largou carreira após “A Hora do Pesadelo”
A atriz Rooney Mara (“O Beco do Pesadelo”) quase desistiu da carreira de atriz após estrelar “A Hora do Pesadelo” (2010), remake de um clássico do terror da década de 1980. A revelação foi feita durante participação no podcast “LaunchLeft”, mas Mara não entrou em detalhes a respeito do que aconteceu no set do filme, dizendo apenas que “não foi uma boa experiência”. “Tenho que ter cuidado com o que digo e como falo sobre isso”, explicou. “Não foi a melhor experiência fazer o filme e meio que cheguei a esse lugar, onde ainda estou, em que eu não queria atuar a menos que fosse fazendo coisas que sentisse que deveria fazer. Então, depois de fazer aquele filme, eu meio que decidi: ‘Ok, não vou mais atuar, a menos que seja algo que faça me sentir bem'”. Ela diz que teve sorte de em seguida trabalhar com o diretor David Fincher no filme “A Rede Social” (2010), fazendo uma participação pequena, porém marcante, no início do filme. A parceria com o diretor acabou se repetindo em “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011), em que viveu a protagonista e recebeu uma indicação ao Oscar. A atriz contou que David Fincher “teve que lutar muito para que eu conseguisse o papel, porque o estúdio não me queria para isso”. Ela também reconheceu que o papel de Lisbeth Salander “foi um ponto de virada real e definitivo na minha vida e na minha carreira”. “Trabalhei nisso por um ano direto”, lembrou ela. “David realmente me colocou sob sua proteção. Ele se tornou meu mentor de várias maneiras. Ele tomou muito cuidado para garantir que eu soubesse que tinha voz e que minha opinião significava alguma coisa. Ele estava constantemente me capacitando, o que eu acho que realmente afetou o resto das minhas escolhas depois disso”. Rooney Mara estrelou recentemente o drama “Entre Mulheres”, dirigido por Sarah Polley, que está sendo muito elogiado e pode lhe render sua terceira indicação ao Oscar. O filme chega aos cinemas brasileiros em 2 de março. Veja abaixo o trailer de “A Hora do Pesadelo”.
Roteirista de “M3GAN” diz que existe versão mais violenta do filme
A roteirista Akela Cooper (“Maligno”), que escreveu o terror “M3GAN”, disse que existe uma versão do filme mais sanguinária, e que pode ser lançada mais adiante. Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, ela confirmou que a versão lançada com sucesso nos cinemas dos EUA, na sexta passada (6/1), foi suavizada para conseguir uma classificação indicativa mais baixa e atingir o público adolescente. Segundo Cooper, no seu roteiro original a “contagem de corpos era muito maior”. “Nada contra a Universal, eu os amo, e entendo que uma vez que o trailer se tornou viral, os adolescentes se envolveram e você quer que eles possam ver o filme”, disse ela. “Deve sair uma versão sem censura em algum momento. Ouvi dizer que está nos planejamentos. Mas sim, [o filme] era muito mais sangrento. A contagem de corpos no roteiro era maior do que [acabou] no filme.” A roteirista explicou que até mesmo alguns dos personagens preferidos do produtor James Wan (também de “Maligno”) morriam. “[A boneca M3GAN] matava muito mais gente, incluindo alguns dos personagens que James lamentava perder: ‘eu gostei do que você fez com essas pessoas, mas eu quero que eles vivam’. Eu fui impiedosa, mas essa sou eu. Meu humor é extremamente sombrio”. Cooper também falou sobre as etapas de desenvolvimento e de tudo que atrapalhou a produção de filme. Num primeiro momento, os executivos do estúdio reclamaram que “M3EGAN” era muito violento e que filmes violentos não estavam em alta. Depois disso, a violência deixou de ser um problema e passou a ser um atrativo, assim como o humor que permeia toda a obra. “Estou feliz de poder ajudar a trazer de volta um terror divertido que não se leva tão a sério”, contou ela. “Tenho visto filmes de terror que são ideias malucas e extravagantes sendo lançados ou encomendados. E alguns deles são originais, o que é bom! Estou feliz por poder servir para que os executivos do estúdio possam dizer: ‘Oh! Na verdade, pode haver dinheiro nisso.’” E, de fato, há dinheiro “nisso”. “M3GAN” já rendeu US$ 45 milhões nas bilheterias e conta com uma aprovação crítica de 93% no site Rotten Tomatoes. Dirigido pelo neozelandês Gerard Johnstone (“Housebound”), o terror tecnológico acompanha uma boneca com inteligência artificial, desenvolvida por uma especialista em robótica (vivida por Allison Williams, de “Corra!”). Tendo que cuidar da sobrinha pequena (Violet McGraw, de “Doutor Sono”), que perdeu os pais num acidente, a cientista apresenta a menina à sua invenção, que logo se prova um brinquedo muito fiel — talvez fiel até demais. Basta alguém ameaçar a criança para que M3gan saia em sua caçada. Para completar, o robô humanoide também começa a desobedecer comandos quando deixa de ser tratada como alguém da família. A produção também traz Jenna Davis (“A Casa de Raven”) como a voz de M3gan e chega aos cinemas em 19 de janeiro no Brasil, duas semanas após a estreia nos EUA. Confira abaixo o trailer.
Cantor Jin, do BTS, se despede dos fãs ao iniciar serviço militar
O cantor sul-coreano Jin, membro da banda BTS, compartilhou uma mensagem com seus fãs nessa segunda-feira (9/1). Num vídeo gravado antes do seu alistamento militar, Jin encoraja os fãs a esperarem por ele enquanto ele completa seu dever. “Olá a todos, aqui é o Jin do BTS. Não serei um civil quando o vídeo for lançado. Mas estou aqui na frente da câmera porque queria deixar algo para vocês, mesmo que seja apenas deixar uma mensagem”, disse ele, num clipe postado no canal do YouTube Bangtan TV. O vídeo de Jin foi gravado durante os intervalos da sua participação no programa de variedades sul-coreano “Running Man”, cerca de um mês antes do seu alistamento, em dezembro. “Posso não estar ao seu lado, mas irei procurar vocês em breve, se esperarem um pouco”, continuou ele. “Volto em breve. Isso é tudo por hoje. Da próxima vez, quando tiver tempo, compartilharei outro vídeo.” Embora Jin não tenha deixado claro quando vai postar outro vídeo, o perfil oficial do BTS no Twitter afirmou que as mensagens do cantor “virão de várias maneiras todos os meses”, indicando que foi preparada uma grande quantidade de conteúdos para suprir a ausência do cantor. Jin (cujo nome completo é Kim Seok-jin) é o primeiro membro do BTS a ingressar no serviço militar. Ele está baseado numa instalação militar em Yeoncheon, perto da fronteira com a Coreia do Norte. Por conta das obrigações militares, o BTS encontra-se atualmente em hiato e os demais membros – que em breve também deverão se alistar – estão se dedicando a projetos-solo. Recentemente, o cantor RM lançou um álbum intitulado “Indigo”, que ficou em 3º lugar na parada da Billboard 200. O próprio Jin também lançou um single (chamado “Astronaut”) pouco antes de iniciar o serviço militar. Porém, os fãs de BTS poderão ver a formação completa, e na tela grande, em breve. O show que eles fizeram em Busan em outubro do ano passado será exibido nos cinemas no início de fevereiro, inclusive no Brasil.
Bernardo Küster tem redes sociais bloqueadas após decisão do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de 17 perfis bolsonaristas após os ataques de vândalos em Brasília. O youtuber Bernardo Küster, ex-comentarista da Jovem Pan, foi um dos que tiveram suas contas derrubadas no Facebook e no Twitter. Na madrugada desta segunda-feira (9/1), o ministro declarou que os canais de comunicação estariam sendo acusados de instigar os atos golpistas. Portanto, Moraes expediu um ofício ao Facebook, ao TikTok e ao Twitter para que em duas horas fizessem a exclusão das contas apontadas, sob pena de multa diária de cem mil reais. Além disso, o ministro declarou que as redes sociais deverão fornecer os dados cadastrais das contas ao STF e preservar os conteúdos bolsonarista na íntegra. Embora a decisão de romper com a rede social de Küster tenha sido acatada pelo Twitter, Bernardo segue com um perfil secundário ativo na plataforma. Ele também possui uma conta no Youtube com cerca de 964 mil inscritos. Na conta alternativa, Bernardo Küster afirma que “a maior repressão do país” está por vir, junto com uma “ditadura avassaladora e cruel”. O youtuber também exalta frases do falecido Olavo de Carvalho. Outro perfil bloqueado foi o do candidato Fabrizio Cisneros, que tentou disputar uma vaga de deputado estadual no Mato Grosso. Ele apareceu encapuzado e fez diversas transmissões ao vivo durante a invasão no plenário do STF. “Estou com os pés calejados, cheio de bolha. Mas, é isso aí: Consciência limpa, consciência tranquila. Vou dormir tranquilo sabendo que eu dei o máximo de mim”, declarou. Bernardo Kuster teve conta retida no Twitter. Pra mim essa galera tinha que ser suspensa de todo canto, o youtube desse desgraçado é gigante. E sobre o Monark, apesar de tudo, tem gente sendo explicitamente mais golpista que ele, mas bem que poderia ir nessa leva… pic.twitter.com/CYVu293PXI — OITODOIS*org (@oitodois) January 9, 2023 A partir de agora veremos a maior repressão deste país. A esquerda conseguiu o que queria e as forças de segurança, que espancaram o povo na pandemia, irão reprimir como nunca o povo em Brasília. Não esperem nada menos que uma ditadura avassaladora e cruel. Acabou. — Bernardo P Küster LIVRE (@bernardokuster2) January 8, 2023











