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Divulgação/HBO

Série|26 de setembro de 2022

“A Casa do Dragão” terá novos saltos temporais: “Guerra de gerações”

Os produtores Ryan Condal e Miguel Sapochnik, que também são showrunner e diretor do sucesso “A Casa do Dragão”, explicaram algumas das decisões criativas e desafios no desenvolvimento do primeiro spin-off de “Game of Thrones”. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, eles contaram que um desses desafios foi escolher onde começar a contar a história da série, visto que o livro que serve como base para a atração, “Fogo & Sangue”, de George R. R. Martin, cobre mais de 150 anos da história de Westeros.

“Estou animado com o ritmo e a estrutura da história que estamos contando na 1ª temporada”, disse Condal. “É muito complexo. Acontece por um longo período de tempo porque as crianças precisam se casar e depois crescer e depois ter seus próprios filhos que crescem para contar a história dessa guerra de gerações que é travada.

“A HBO deu essa liberdade criativa para contar essa história incrivelmente complexa de uma maneira realmente paciente e orientada para os personagens, que configura uma primeira temporada para que lance você em um dos conflitos mais famosos e sangrentos da história de Westeros – se não o mais famoso”, continuou ele.

Na trama de “A Casa do Dragão”, a disputa se instala porque Viserys Targaryen (interpretado por Paddy Considine) escolheu sua filha, a princesa Rhaenyra Targaryen como herdeira do Trono de Ferro. Apesar de preparada para reinar desde a infância, sua ascensão não é aceita por aqueles que preferem um homem no poder: o irmão do rei, príncipe Daemon, ou o filho mais novo, príncipe Aegon.

Esta, porém, não foi a ideia inicial. Nas primeiras versões do roteiro, a série começaria de maneira similar a “Game of Thrones”, mostrando a morte do Rei. Entretanto, eles logo perceberam que, ao fazer isso, deixariam de fora uma parte fundamental da história, que impactou diretamente tudo o que aconteceu a seguir. Então, quando Condal entrou no projeto, ele propôs a ideia de uma história que se estenderia por décadas.

“É assim que você conta essa história corretamente”, explicou ele. “Estamos contando a história de uma guerra de gerações. Preparamos tudo para que, quando o primeiro golpe de espada cair, você entenda quem são os jogadores – onde eles estão e por que estão lá. Toda a história está lá, em vez de ser contada para você em exposição. Assim você vê tudo acontecer.”

“Ninguém nunca nos disse: ‘Quando o drama vai começar?'”, completou Sapochnik. “Há uma vantagem real em dedicar um tempo para conhecer os personagens porque o investimento vale a pena. A 1ª temporada de ‘A Casa do Dragão’ é cozida em fogo baixo. E vale a pena porque há elementos suficientes para manter todo mundo interessado, mas tentamos propositadamente nos afastar do espetáculo para que, quando voltarmos ao espetáculo, possamos fazê-lo corretamente.”

No 6º episódio da série, exibido no último domingo (25/9), houve uma mudança temporal, com Emma D’Arcy (de “Truth Seekers”) e Olivia Cooke (de “Bates Motel”) assumindo os papéis de Rhaenyra e Alicent. Alguns fãs chegaram a questionar os motivos para a mudança no elenco, visto que vários intérpretes masculinos continuaram vivendo as versões mais velhas dos seus personagens.

Mas a mudança serve como preparação para o futuro da série, uma vez que vão acontecer outros pulos temporais e as atrizes poderão interpretar essas personagens mais velhas. Muito em breve, por exemplo, o filho de Alicent, Aegon, ficará mais velho que Alicent no primeiro episódio da série.

“A Casa do Dragão” foi renovada para a 2ª temporada cinco dias após a estreia. O episódio inaugural foi visto por 20 milhões de espectadores nos EUA durante este período, e informações da HBO indicam que cada novo capítulo posterior teve ainda mais audiência.

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Daniel Medeiros

Daniel Medeiros é membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e doutor em Ciências da Linguagem. Na última década, tem se dedicado à pesquisa sobre o cinema de terror contemporâneo. Também comanda o blog, canal e podcast 7 Marte.

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