Jennette McCurdy denuncia abusos nos bastidores de “iCarly”
Jennette McCurdy, estrela da versão original de “iCarly” e do derivado “Sam & Cat”, denunciou experiências abusivas que teria sofrido nos sets dos programas infantis da Nickelodeon. A atriz protagonizou as duas séries entre 2007 e 2014, e disse que até hoje fica com raiva de lembrar o que passou nas gravações. “Meu coração começa a bater rápido. Isso me deixa com raiva”, afirmou, em entrevista ao jornal The Washington Post para promover seu livro de memórias, “I’m Glad My Mother’s Dead” (Estou feliz que minha mãe morreu, em tradução literal). No livro, McCurdy detalha seu relacionamento tumultuado e abuso por sua mãe Debra, que foi sua agente até morrer em 2013. A pressão era tanta que a levou, anos depois, a desistir de atuar. Ela também escreve sobre alguém que chama de “o Criador” em relação ao seu tempo nos programas do Nick. Ela diz que ele era “malvado, controlador e aterrorizante” e propenso a fazer “homens e mulheres adultos chorarem com seus insultos e degradação”. Embora não identifique essa pessoa pelo nome, ela disse ao Post que era “importante falar sobre isso. Era tão comum, seu comportamento, e era tão aceito porque todo mundo estava com medo de perder o emprego. Não culpo nenhum deles. Entendo. Mas foi realmente lamentável tudo o que aconteceu em um ambiente infantil de séries de televisão. Realmente parece que não havia muita bússola moral lá.” McCurdy alega que o Criador cruzou limites ao fazer coisas como iniciar uma massagem não solicitada em seu ombro e tentar fazê-la beber álcool quando tinha 18 anos. Quando “Sam & Cat” terminou após apenas uma temporada em 2014, com audiência recorde, McCurdy mencionou um “presente de agradecimento” de US$ 300 mil da Nickelodeon para ela concordar em nunca falar publicamente sobre suas experiências no canal, especificamente em relação ao comportamento de “o Criador”. Ela recusou. “iCarly” e “Sam & Cat” foram criadas e produzidas por Dan Schneider. Em 2021, durante uma entrevista ao New York Times sobre o lançamento do reboot de “iCarly” – que não inclui McCurdy – na Paramount+, Schneider disse que nunca agiu de forma inadequada com colegas de trabalho. “Eu não poderia e não teria as amizades de longo prazo e a lealdade contínua de tantas pessoas respeitáveis se maltratasse meus atores de qualquer idade, especialmente menores”, disse ele ao jornal. O artigo mencionava uma investigação da controladora da Nickelodeon, ViacomCBS, após denúncia sobre o comportamento do produtor. A apuração indicou que Schneider era verbalmente abusivo em relação aos colegas de trabalho, mas não encontrou evidências de má conduta sexual. Ele não participa do reboot de “iCarly” e não trabalha mais com a Nickelodeon desde 2018, quando seu contrato terminou.
Chefão da Marvel presta solidariedade aos diretores de “Batgirl”
O chefão da Marvel, Kevin Feige, enviou uma mensagem de apoio e solidariedade aos diretores de “Batgirl”, Adil El Arbi e Bilall Fallah, após terem o filme engavetado pela Warner Bros. Discovery. El Arbi compartilhou a mensagem nos Stories de seu Instagram, agradecendo ao carinho. “Meus amigos, eu tive que entrar em contato e informar que estamos todos pensando em vocês dois”, escreveu Feige para Arbi e Fallah. “Por causa das notícias maravilhosas sobre o casamento (parabéns!) e as notícias decepcionantes sobre ‘Batgirl’. Muito orgulhoso de vocês e de todo o trabalho incrível que vocês fazem e particularmente ‘Ms. Marvel’, é claro! Mal posso esperar para ver o que vem a seguir para você. Espero vê-los em breve”, completou. “Obrigado irmão Kevin”, respondeu El Arbi. A relação deles com Feige foi estabelecida quando dirigiram dois episódios da série “Ms. Marvel” para a Disney+. Ambos os diretores estavam no Marrocos para o casamento de El Arbi quando souberam das más notícias sobre seu trabalho em “Batgirl”. Além de Feige, vários outros colegas se manifestaram e eles agradeceram as mensagens no Instagram. “Obrigado por todas as mensagens de apoio em todo o mundo”, escreveu El Arbi. “Um abraço aos diretores Edgar Wright e James Gunn, suas amáveis palavras e experiências significaram muito e nos ajudaram neste período difícil.”
Presidente da DC Films ameaçou deixar Warner após fiasco de “Batgirl”
As tensões nos bastidores da Warner Bros. Discovery foram às alturas após a decisão da chefia do conglomerado de engavetar o filme da “Batgirl”, com repercussões muito maiores que o descontentamento da protagonista e dos diretores. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o presidente da DC Films, Walter Hamada, ameaçou se demitir por ter sido “atropelado” e chegou a consultar seus advogados sobre como proceder. Citando uma “fonte com conhecimento da situação”, a publicação afirma que, após se reunir com os executivos do conglomerado, Hamada acabou concordando em permanecer no cargo até o dia 21 de outubro, data de lançamento do filme “Adão Negro”, estrelado por Dwayne Johnson. Mas já teria se declarado demissionário e, após essa data, não pretende mais continuar na empresa. Além do fiasco de “Batgirl” e declarações do CEO da WBD, David Zaslav, que contrariam os planos de streaming da DC Films, Hamada estaria descontente por especulações públicas na imprensa sobre a busca de outro nome para comandar a divisão de mídia da DC. Ou seja, para seu cargo. Zaslav já deixou claro o seu desejo de reestruturar os filmes da DC. Durante apresentação do desempenho trimestral da WBD ao mercado, na quinta-feira (4/8), ele justificou o cancelamento de “Batgirl” como forma de valorizar os super-heróis da DC – incluindo Batman, Superman e Mulher-Maravilha – como peças centrais para a estratégia de conteúdo mais ampla da empresa. “São marcas conhecidas em todo o mundo”, disse ele. O CEO foi enfático ao elogiar os próximos lançamentos de super-heróis, dizendo que “Adão Negro”, “Shazam! Fúria dos Deuses” e até “The Flash” “são incríveis” e que a WBD pode “fazer ainda melhor” no futuro. Mas não no streaming. A ênfase de sua gestão será em lançamentos cinematográficos. O que se subentende disso é que “Batgirl” não era forte o suficiente para ser lançado nos cinemas, mas muito caro para ter um simples lançamento em streaming. Portanto, a empresa optou por dar baixa no projeto, como forma de cortar os seus custos – que ainda seriam altos na hora de somar publicidade e divulgação. E não consultou Hamada sobre isso! Fontes do Hollywood Reporter dizem que Hamada só ficou sabendo da decisão durante uma exibição teste de “Adão Negro”. Ele teria ficou muito incomodado por não ter sido consultado e preocupado com o impacto da decisão sobre os envolvidos na realização do filme, que poderia repercutir em outros projetos do estúdio. A decisão a respeito de “Batgirl” também se estenderia a outros projetos da DC para streaming, implodindo filmes esperados pelos fãs. Além disso, ninguém sabe até onde os cortes chegaram em relação às séries. Zaslav já andou reclamando da produtividade de J.J. Abrams, com quem a antiga WarnerMedia fechou um contrato milionário, e que está à frente de produções da DC que parecem estacionadas em eterno desenvolvimento. Vale lembrar que Hamada assumiu a função de presidente da DC em 2018, logo após o fracasso de “Liga da Justiça” (2017), com o objetivo de restaurar a credibilidade da marca. Sob a sua tutela, a DC passou a produzir filmes que fizeram enorme sucesso, surpreendendo o mercado no caso de “Coringa” (2019), e sem vínculos com um universo mais amplo, como “Batman” (2022), ao mesmo tempo em que deu sequência às produções derivadas do filme do grupo dos super-heróis, como “Aquaman” e “Mulher-Maravilha 1984”. Também foi ele quem trouxe James Gunn para comandar “O Esquadrão Suicida” (2021) e criar a bem-sucedida série “Pacificador” – e antes disso, foi vice-presidente executivo de produção da New Line, onde também supervisionou franquias de sucesso, como os terrores “Invocação do Mal” e “It – A Coisa”. Mas Hamada também se envolveu em polêmicas, acusado de tentar calar as acusações de Ray Fisher (o Ciborgue) sobre o ambiente tóxico nos bastidores das refilmagens de “Liga da Justiça”, e de buscar limar Amber Heard de “Aquaman 2”. Seu contrato valia até 2023 e tudo indicava que não seria renovado.
Diretores do novo “Dungeons & Dragons” farão série sobre “pânico satânico”
O serviço de streaming Peacock encomendou a série “Hysteria!”, que será produzida e dirigida pela dupla de cineastas John Francis Daley e Jonathan Goldstein. Os dois são responsáveis pelas comédias “Férias Frustradas” e “A Noite do Jogo”, e estão à frente do vindouro filme de “Dungeons & Dragons”, que estreia em 2023. Criada por Matthew Scott Kane (assistente de produção na série “It’s Always Sunny In Philadelphia”), “Hysteria!” trata de um tema que foi explorado recentemente em “Stranger Things”: o chamado “Satanic Panic”. “Satanic Panic”, ou “pânico satânico” em tradução literal, foi uma espécie de histeria coletiva que tomou conta dos EUA nas décadas de 1980 e 1990, que considerava tudo ligado ao heavy metal e jogos de RPG (como “Dungeons & Dragons”) como exemplos de satanismo e da influência do diabo sobre a juventude. Assim como aconteceu com o Hellfire Club de “Stranger Things”, “Hysteria!” vai acompanhar um grupo de jovens no ensino médio dos anos 1980 que acaba se vendo no alvo do pânico satânico. A diferença é que, desta vez, o envolvimento é proposital. A sinopse oficial indica que, quando um jogador de futebol do time do colégio desaparece, uma banda de estudantes percebe que pode capitalizar o súbito interesse da cidade pelo ocultismo construindo sua reputação como uma banda de metal satânico. Mas uma série de assassinatos, sequestros e “atividades sobrenaturais” desencadeia uma verdadeira caça às bruxas, para a qual não estavam preparados. “Este thriller de roer as unhas mergulha em um pânico moral em massa e em todos os medos, desejos, raiva e pavor que levaram a esses dias sombrios”, disse Beatrice Springborn, presidente da UCP, estúdio responsável pela produção. “O roteiro de Matthew é original, intrigante e captura perfeitamente a energia frenética do Pânico Satânico. Mal podemos esperar para que o público experimente esta série no Peacock.” “Hysteria!” ainda não tem previsão de estreia.
Diretor de “O Telefone Preto” vai produzir novo filme de terror
O cineasta Scott Derrickson, responsável pelo primeiro “Doutor Estranho” e o recente sucesso de terror “O Telefone Preto”, já começou a produzir um novo filme sobrenatural. Trata-se de “Room 428”, que será escrito e dirigido pela dupla Brett e Drew T. Pierce (“A Bruxa da Casa ao Lado”). Detalhes sobre a trama ainda não foram divulgados. O projeto será co-produzido por C. Robert Cargill (co-roteirista de “O Telefone Preto”) e Sherryl Clark (produtora de “Cloverfield: Monstro”), mas ainda não tem previsão de estreia. Sucesso de público e crítica, “O Telefone Preto” já rendeu mais de US$ 140 milhões e está com 83% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o que recolocou a carreira de Derrickson novamente em evidência, após se afastar da produção do segundo filme do Doutor Estranho durante a fase de preparação.
Tarantino amou o novo “Top Gun”: “Verdadeiro espetáculo”
O cineasta Quentin Tarantino (“Era Uma Vez em Hollywood”) não poupou elogios ao filme “Top Gun: Maverick”. Em entrevista ao podcast ReelBlend, ele declarou que o filme é “um verdadeiro espetáculo cinematográfico”. “Normalmente, eu não falo muito sobre filmes novos, porque aí sou forçado a elogiar, senão acabo esculachando alguém. Mas nesse caso, eu amei ‘Top Gun: Maverick’ pra c*****o. O filme é fantástico. Assisti no cinema. Esse filme e o ‘Amor, Sublime Amor’, do Spielberg, foram verdadeiros espetáculos cinematográficos. Do tipo que eu achei que nunca mais veria”, ele elogiou. Tarantino disse que tinha preocupações a respeito da realização desse filme após a morte de Tony Scott, diretor do longa original de 1986. Ele chegou a conversar com Tom Cruise sobre isso, e o astro o tranquilizou, dizendo que tinham encontrado a história certa para contar no filme. No final, Tarantino concordou com as decisões criativas do diretor Joseph Kosinski, contratado para assumir o comando do filme. “É o mais próximo que chegaremos de ver mais um filme de Tony Scott.”, disse ele. O público parece compartilhar da opinião de Tarantino. “Top Gun: Maverick” faturou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, tornando-se a maior bilheteria de 2022. Por enquanto, Quentin Tarantino não tem nenhum novo projeto cinematográfico anunciado. Atualmente ele se dedica ao podcast “The Video Archives”, que apresenta ao lado do cineasta Roger Avary (“Regras da Atração”).
Fernando Meirelles vai dirigir série internacional dos criadores de “Aruanas”
O cineasta Fernando Meirelles (“Dois Papas”) vai dirigir a série “Esperanza”, criada por Estela Renner e Marcos Nisti, que desenvolveram o sucesso do Globoplay “Aruanas”. Assim como “Aruanas”, a nova série também será focada em ativistas ambientais. A trama vai girar em torno da tripulação de um navio chamado Esperanza, que luta por direitos ambientais e sociais ao redor do mundo. A atração está sendo desenvolvida pela produtora americana Participant em parceria com a brasileira Maria Farinha Films. “A Maria Farinha Films é uma parceira natural da Participant, compartilhando nossa missão de promover mudanças no mundo real por meio de conteúdo de alta qualidade”, disse Miura Kite, executiva da Participant. “Com nossa experiência coletiva, estou confiante de que ‘Esperanza’ vai cativar o público enquanto ilumina muito merecidamente as lutas dos ativistas e a importância oportuna dos problemas que eles lutam.” Além de criar a série, Renner e Nisti também atuarão como showrunners e produzirão a atração junto do próprio Meirelles. “Esperanza” ainda não tem previsão de estreia. Fernando Meirelles atualmente está envolvido também na série “Pico da Neblina”, na HBO, e desenvolve “Sugar”, um projeto que ainda está em seus estágios iniciais.
Casal Patrick J. Adams e Troian Bellisario fará primeira série junto
O casal de atores Patrick J. Adams (“Suits”) e Troian Bellisario (“Pretty Little Liars”) vai estrelar junto a série de viagem no tempo “Plan B”, desenvolvida pelo canal canadense CBC. A trama acompanha um homem que descobre a possibilidade de viajar no tempo e usa esse poder para tentar salvar o seu relacionamento, o seu escritório de advocacia e a sua família disfuncional. Mas ele logo percebe que mesmo a menor mudança tem repercussões em sua vida e na vida dos outros. Essa não será a primeira vez que Adams e Bellisario contracenam nas telas. Ele já fez participação na série “Pretty Little Liars”, assim como ela já participou de “Suits”. Mas nunca tinham vivido personagens fixos numa mesma atração. Na tela grande, porém, compartilharam alguns curtas e o longa-metragem “Clara – Um Amor Além do Universo” (2018). “Plan B” também será o primeiro papel de destaque de Bellisario em uma série desde que terminou “Pretty Little Liars” e deu à luz a duas filhas. A produção é adaptação de uma série francesa homônima. Os criadores da original, Jean-François Asselin e Jacques Drolet, também desenvolvem essa nova versão, ao lado da roteirista Lynne Kamm (“19-2”). O elenco do remake ainda conta com Karine Vanasse (“Revenge”), François Arnaud (“Midnight Texas”) e Joshua Close (“Fargo”). A série deve estrear em 2023. Patrick J. Adams será visto em breve no drama “The Swearing Jar” e no thriller “He Went That Way”, ambos sem data de estreia definida. Já Troian Bellisario tem pela frente a comédia “Chuck Hank and the San Diego Twins”, sem previsão de lançamento.
Astro de “Elvis” vai entrar em gangue de motoqueiros com Tom Hardy
Os atores Austin Butler (“Elvis”) e Tom Hardy (“Venom: Tempo de Carnificina”) vão estrelar o filme “The Bikeriders”, sobre uma gangue de motociclistas, que será dirigido por Jeff Nichols (“Loving: Uma História de Amor”). Ambientada na década de 1960, a trama vai mostrar a ascensão de um motoclube do meio-oeste americano a partir da visão dos seus membros. Ao longo de uma década, o clube deixa de ser um local de encontro para forasteiros e passa a ser uma gangue violenta. Embora seja uma história ficcional, o filme é livremente baseado no livro homônimo escrito por Danny Lyon, lançado em 1967. O elenco ainda vai contar com Jodie Comer (“O Último Duelo”). “The Bikeriders” ainda não tem previsão de estreia. Austin Butler será visto em breve na continuação de “Duna”, que estreia em 2023, e na série de guerra “Masters of the Air”, ainda sem data de lançamento. Já Tom Hardy tem pela frente o thriller “Havoc” e o terceiro filme do personagem “Venom”, ambos sem data de estreia definida.
Ellen Pompeo reclama de como “Grey’s Anatomy” aborda questões sociais
A atriz Ellen Pompeo, estrela de “Grey’s Anatomy”, resolveu reclamar sobre a forma como a série trata de questões sociais. Em entrevista ao podcast Tell Me, a atriz e produtora da atração disse que atualmente a série se propõe a “pregar” sobre um determinado assunto em um episódio e depois parece esquecer completamente desse assunto. Para ela, uma solução melhor seria diluir essas questões, para que estejam presentes o tempo todo. Ela cita o exemplo de um episódio que abordou o tema de crimes de ódio contra asiáticos, afirmando que foi um episódio muito emocionante. Mas esse assunto nunca mais foi discutido ao longo da série. “Acho que gostaria de ver as coisas acontecerem um pouco mais sutilmente e ao longo do tempo. Você sabe, consistentemente, e menos do tipo ‘bater na sua cabeça’ por apenas uma hora e depois nunca mais falamos sobre isso.”, disse ela. Pompeo concluiu afirmando que ela gostaria “que pudéssemos abordar essas questões sociais que são importantes e tê-las como tópicos ao longo da série.”. Recentemente, Ellen Pompeo anunciou que vai se afastar de “Grey’s Anatomy” para estrelar uma minissérie. Aproveitando o gancho do final da 18ª temporada da série médica, em que Meredith (a personagem de Pompeo) assume a função de chefe interina de cirurgia do Grey Sloan Memorial, ela estará “ocupada” e aparecerá em menos episódios do novo ano. Ao todo, Pompeo atuará em apenas oito capítulos da 19ª temporada, que está começando a produção. Mas continuará a narrar e a atuar como produtora executiva de toda a temporada.
Artistas celebram Jô Soares e seu impacto no Brasil
A morte de Jô Soares, na madrugada desta sexta-feira (5/7), fez o Brasil acordar mais triste e mobilizou as redes sociais. Vários amigos, colegas, jornalistas, celebridades, apresentadores, humoristas, cantores, ídolos nacionais e até políticos se manifestaram em homenagem ao artista genial. Foi uma das maiores manifestações coletivas de amor e tristeza no país desde que Twitter e Instagram começaram a publicar textos e imagens. “Eu tive a honra de conhecer e conviver com esse jornalista e humorista tão talentoso e querido por todos nós. Hoje o dia amanheceu sem graça”, escreveu Ana Maria Braga. Eu tive a honra de conhecer e conviver com esse jornalista e humorista tão talentoso e querido de todos nós. Hoje o dia amanheceu mais sem graça. Vá em paz meu amigo! #ripjôsoares #josoares pic.twitter.com/N7s31M6k3E — Ana Maria Braga (@ANAMARIABRAGA) August 5, 2022 “Jô era um grande amigo, inteligente, perspicaz, bem humorado e que adorava uma boa conversa. Acordo muito triste com a notícia de que essa grande estrela nos deixou. Apesar daquela famosa fala do filme, não, eu não sou Jô Soares. Mas como profundo admirador, eu adoraria ter sido”, disse Pelé, lembrando uma cena do filme “”Os Trombadinhas”. Jô era um grande amigo, inteligente, perspicaz, bem humorado e que adorava uma boa conversa. Acordo muito triste com a notícia de que essa grande estrela nos deixou. Apesar daquela famosa fala do filme, não, eu não sou Jô Soares. Mas como profundo admirador, eu adoraria ter sido. pic.twitter.com/A4Y8EoMATv — Pelé (@Pele) August 5, 2022 “Difícil de acreditar… Admirava demais o Jô. Ele fazia parte das nossas vidas… Seu talento atravessou gerações… Obrigada pelas risadas Jô… Descanse em paz”, manifestou-se Patricia Poeta. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Patrícia Poeta (@patriciapoeta) Tata Werneck, que seguiu os passos do mestre e lançou seu próprio talk show, publicou um vídeo com um trecho de sua participação no “Programa do Jô” e escreveu no Twitter: “Jô! Amado Jô! Tão importante pra gente! Que bom que consegui te dizer o quanto você é uma referência. Você mudou muitas vidas. Te amo”. Além disso, publicou uma declaração no Instagram: “Eu desmarquei 6 vezes a ida ao seu programa pq tinha pânico de ir e não ser bom. Porque “Ir ao Jô ” pra mim, era sentir que tinha dado certo. Aí você me ligou e disse ‘Você não gosta de mim? Por favor, venha. Quero te conhecer’. E você foi o que você é: um GÊNIO , generoso. Gentil. Engraçado. Brilhante. Jô o que eu quero ser hoje só existe pq eu vi você sendo. Eu te amo muito. Te agradeço”. Jô! Amado Jô! Tão importante pra gente! Que bom que consegui te dizer o quanto você é uma referência. Você mudou muitas vidas. Te amo — Tata werneck (@Tatawerneck) August 5, 2022 Ele era um líder pra gente https://t.co/hzUQ33CShi — Tata werneck (@Tatawerneck) August 5, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Xuxa reuniu uma série de fotos de suas participações no Programa do Jô e disse ter tentado se despedir, sem saber que era uma despedida. “Esses dias, eu pensei muito em você… vi que seu celular não era o mesmo… mandei mensagem por direct (mas era uma página de fã). Acho que era meu anjo da guarda pedindo pra te dizer que eu adoro você, e que estava aqui se precisasse de algo… não consegui, mas agora fica uma saudade grande e a vontade enorme de um abraço que eu não te dei.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa Meneghel (@xuxameneghel) Fábio Porchat, que foi revelado no “Programa do Jô”, também prestou homenagens ao apresentador. “O Brasil sem Jô Soares é um Brasil em preto e branco. Sem alegria, sem força, sem bom humor… A comédia no país é uma antes e outra depois. Por tudo o que foi feito por Jô e por todos aqueles que ele lançou pro mundo por conta de sua generosidade. Obrigado por ter me dado a chance pra perceber que fazer rir é a melhor coisa do mundo. Mas hoje vai ser difícil… Um beijo do gordo”, finalizou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fabio Porchat (@fabioporchat) Bruno Mazzeo, filho de Chico Anysio, que conviveu com Jô desde criança, fez uma postagem emocionada. “Ah, meu amado Jô. Depois de me fazer rir desde que me entendo por gente, hoje me fez chorar logo ao acordar e receber a noticia de sua passagem. Fico aqui tentando buscar palavras para caprichar nesse textão, mas elas não chegam. Meus olhos se encharcam e eu nem enxergar consigo direito. Meu coração aperta e manda dizer que agradeço por todos os momentos que passamos juntos desde minha infância, por todo o carinho que sempre me foi dedicado, pelas tantas vezes em que me tratou como filho e, brincando, provocava meu pai dizendo que eu era mais fã seu do que dele. Essa primeira foto, comigo criança vestido de Carlos Suely ao lado seu icônico Capitão Gay no camarim do Teatro Fênix, ficou na parede do meu quarto por muitos anos. Olhando agora, é visível o afeto que transborda a cada foto, um sentimento mútuo que sempre tivemos prazer de nutrir um pelo outro. Como eu sempre te dizia, o filho do maior humorista do Brasil é completamente apaixonado pelo outro maior humorista do Brasil. Muito obrigado por tudo e por tanto. O Brasil agradece. Viva esse gênio da raça. Viva o Gordo!”, escreveu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno Mazzeo (@eumazzeo) A atriz Lilia Cabral disse que estava triste desde que o “Programa do Jô” acabou. “Como eu gostava do Jô! Sempre inteligente, divertido, inesperado e criativo. Eu fiquei triste quando o programa acabou, mas tinha certeza que iria continuar vendo o Jô de outras maneiras na TV. Isso não aconteceu, somente as referências e cada vez mais a certeza do grande artista que tivemos e sempre teremos. Minha alegria desde a infância, a minha alegria de tantos anos, com personagens inesquecíveis, seu talento absoluto, sua história emocionante. Acordei cedo, vou para SP, abro as notícias e vejo sua foto. Chorei, fiquei muito triste. Acho que ele sempre soube o quanto eu gostava dele, queria que soubesse mais. Obrigada querido por ser tão parceiro e querido em todas as entrevistas, obrigada pelo respeito e por me ensinar tanto”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lilia Cabral (@lilia_cabral) Serginho Groisman lembrou as décadas em que conviveram. “Fomos vizinhos no SBT e Globo por mais de 20 anos. Tive o privilégio de conviver com Jô um ser humano único dedicado à arte e sempre atento aos que o rodeavam. O céu tem agora mais humor. E nós saudades. Descansa amigo.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Serginho Groisman (@serginhogroisman) A cantora Sandy também celebrou o humorista. “Existem pessoas que são inesquecíveis, e, por isso, imortais. Tô impactada aqui com essa partida tão precoce…”, escreveu. “Jô fez parte da vida de todos os brasileiros. E parte muito importante da minha vida artística também. Tenho lembranças incríveis de muitos momentos com ele, como esse aqui, aos 7 meses de gravidez. Obrigada, Jô, pela sua presença linda nesse mundo, pela arte, pelo amor, pelo humor, diversão, cultura e por tudo que você construiu e deixou aqui. Paz pra vc, amor pra todos os familiares e amigos que ficam”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sandy (@sandyoficial) Monica Iozzi destacou a importância de Jô em sua vida: “Acredito que a maioria das pessoas que me acompanham não fazem ideia da sua importância em minha vida. Nos próximos dias vou tentar compartilhar minha história com você por aqui. Pra te homenagear. Pra mostrar pras pessoas que, além de uma artista genial, você também era uma cara excepcional, doce, carinhoso. Como sentirei sua falta! Sentirei falta dos conselhos, das risadas, dos abraços, dos papos sobre política, sobre a história da TV, sobre a vida. Te amo, gordoto! Pra sempre”. Ela incluiu um vídeo de sua entrevista no “Programa do Jô”, dizendo que teve “a honra de ser a sua penúltima convidada”. “Me lembro que após o fim da gravação, já na sua sala, você me abraçou forte e disse: “Precisava me fazer passar essa vergonha, menina zóiuda? A sua sorte é que eu te amo.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Monica Iozzi (@monica.iozzi) Vizinha de Jô, Adriana Galisteu também lamentou a perda: “Meu Deus o mundo sem você… Meu amado amigo, diretor, conselheiro, vizinho que tristeza… Você sempre foi cercado de amor e sempre será assim! Vou seguir te aplaudindo e através de suas obras aprendendo com você! Obrigada por tantas risadas, tantas conversas por todos os ensinamentos.” Meu amado amigo, diretor, conselheiro e vizinho, que tristeza… Você sempre foi cercado de amor e sempre será assim! Vou seguir te aplaudindo e através das suas obras, aprendendo com você. Obrigada por tantas risadas, tantas conversas e por todos ensinamentos, te amo eternamente pic.twitter.com/HD37UunVNs — Adriane Galisteu (@GalisteuOficial) August 5, 2022 Tadeu Schmidt encontrou palavras para descrever o que muitos famosos sentiram ao conhecer Jô. “Quantas vezes eu não ensaiei, sozinho, o que eu ia dizer quando fosse entrevistado pelo Jô… Sentar naquele sofá e conversar com aquele monstro sagrado era sonho obrigatório de todo mundo que buscava sucesso na carreira! Era ali que rolavam as entrevistas antológicas, aquelas que a gente comentaria por anos: ‘lembra quando Fulano foi ao Jô e disse que…'”, apontou. “Cresci dando risada com esse gênio fazendo graça na TV com seus programas de humor. Quantas vezes repeti seus bordões… Bom, e quando finalmente chegou a hora de falar com o Jô, foi diferente de tudo que eu pudesse ter ensaiado por tantos anos. Foi uma farra só! Foi risada do começo ao fim! Foi surpreendente e sensacional! Mas uma coisa foi exatamente como imaginei: foi inesquecível”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tadeu Schmidt (@tadeuschmidt) Toquinho relembrou momentos com o apresentador. “Jô Soares, meu querido amigo, o Brasil chora sua falta. Morre muito de nós quando um amigo se vai. Conheci Jô quando ele trabalhava na produção do mítico Silveira Sampaio. Eu com 16 pra 17 anos e ele em torno de 24. Andei muito na garupa de sua Harley branca. Ele amava história em quadrinhos. Fiz um curso com ele. Muitas andanças, muitas histórias. Adeus, Jô. Fica em paz, meu amigo.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Toquinho (@toquinho) A cantora Zélia Duncan, que hoje está em um relacionamento com Flavia Pedras, ex-mulher de Jô, lamentou: “O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!” O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!🥲💔 — Zélia Duncan 🏳️🌈 (@zeliaduncan) August 5, 2022 A ex-presidente Dilma Rousseff lembrou com carinho do apoio que recebeu de Jô na véspera do Impeachment, quando o humorista foi o único a abrir espaço para sua defesa na Globo. “Lamento profundamente sua morte. O Brasil perde um grande artista e eu, atrevo-me a dizer, perdi um amigo. Meus sentimentos aos familiares, admiradores e fãs deste artista brasileiro de rara sensibilidade”, ela escreveu. “Quando eu estava sob intenso ataque da mídia e dos adversários políticos, pouco antes do processo de impeachment, em abril de 2016, ele abriu seu programa para me entrevistar. Foi uma conversa respeitosa e muito importante. Jô foi a única voz dentro da Globo disposta a me ouvir naquele momento. E disso eu não me esqueço. Ele foi um democrata e era um artista de princípios”, completou. É com tristeza que recebo a notícia da passagem de Jô Soares. Escritor notável, humorista brilhante e um entrevistador...
Jô Soares morre em São Paulo aos 84 anos
O ator, humorista, escritor e diretor Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5/8), aos 84 anos. A notícia foi dada por sua ex-esposa, Flavia Pedras, no Instagram. “Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida. A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor”, ela escreveu, ao comunicar o falecimento. A causa da morte não foi divulgada, mas Jô estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês passado, revelou sua assessoria. José Eugênio Soares nasceu em 1 de janeiro de 1938 no Rio de Janeiro. Queria ser diplomata, mas o senso de humor e a criatividade o levaram para outra direção. Em 1954, iniciou sua carreira nas telas com a chanchada “Rei do Movimento”, primeiro de quatro filmes estrelados por Ankito de que participou. Também trabalhou com Oscarito na famosa comédia “O Homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga, além de Ronald Golias em “Tudo Legal” (1960), de Victor Lima. Paralelamente, Jô começou a aparecer numa esquete semanal do humorístico “A Praça É Nossa”. E depois de dez anos sentando ao lado de Manuel de Nóbrega, voltou a contracenar com Golias na revolucionária sitcom “Família Trapo”, que em 1967 já fazia o que “Sai de Baixo” repetiria décadas mais tarde. O sucesso do programa da Record e sua transformação em protagonista, no clássico do cinema marginal “A Mulher de Todos” (1969), de Rogério Sganzerla, chamou a atenção da Globo. E em 1970, a emissora fisgou Jô para o lançamento de “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, a primeira produção moderna de humor do canal carioca – na verdade, bastante avançada para a época – , que ainda contava com o talento de Renato Côrte Real. Jô voltou a dividir a tela com outros humoristas famosos em “Satiricom” (lançado em 1973) e no popular “Planeta dos Homens” (de 1976), onde escreveu roteiros e apresentou personagens que marcaram época. No mesmo ano, assinou seu único filme como diretor, “O Pai do Povo” (1976), que também escreveu e estrelou como o último homem fértil da Terra, convocado a dar continuidade à espécie humana. A versatilidade o levou a conquistar seu primeiro programa “solo”: “Viva o Gordo”, em 1981. Mas com a audiência nas alturas, decidiu trocar a Globo pelo SBT, onde lançou uma versão extremamente parecida, chamada “Veja o Gordo”, em 1988. Essa encarnação não teve vida longa, mas o interesse de Jô ao fazer a mudança de canal era outro. Ele conseguiu de Sílvio Santos a promessa de comandar um programa noturno de entrevistas, que estreou no mesmo ano do humorístico. “Jô Soares Onze e Meia” acabou virando o primeiro talk show da TV brasileira, abrindo caminho para outros humoristas seguirem sua deixa. Realizado como entrevistador, Jô nunca mais quis encabeçar programas de humor. Mas não largou completamente a atuação, fazendo pequenas e pontuais participações em filmes como “Cidade Oculta” (1986), de Chico Botelho, “Sábado” (1995), de Ugo Giorgetti, “O Xangô de Baker Street” (2001), de Miguel Faria Jr., e “Giovanni Improtta” (2013), de José Wilker. “O Xangô de Baker Street”, por sinal, foi uma adaptação de um best-seller escrito pelo próprio Jô, que imaginava a vinda de Sherlock Holmes ao Brasil colonial para investigar um caso na corte de D. Pedro II. Virou um enorme sucesso de bilheteria. Ele acabou voltando para a Globo no ano 2000, 12 anos depois de largar “Viva o Gordo”, para continuar a fazer entrevistas e alegrar as noites da TV brasileira com “O Programa do Jô”, que conduziu até se aposentar das telas em 2016.
Estreias: “Sandman”, “Verônica” e as principais séries pra ver em streaming
A aguardada estreia de “Sandman”, adaptação de quadrinhos que fãs esperam ver desde os anos 1980, e duas produções nacionais, “Boa Noite, Verônica 2” e “Rensga Hits!”, são as séries que tendem a mobilizar maiores atenções neste fim de semana. Mas os destaques da programação do streaming ainda incluem animações para adultos e documentários sobre festivais de rock, entre outras opções. Confira abaixo as sugestões para maratonar. | SANDMAN | NETFLIX A adaptação dos famosos quadrinhos criados por Neil Gaiman nos anos 1980 foi um sonho alimentado pelos fãs durante anos. E agora o Sonho ganha carne, osso e interpretação de Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”). Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressiona por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o eterno conhecido como Sonho é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A narrativa é tão rica e ampla que os primeiros episódios parecem filmes diferentes entre si. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – eternos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que quadrinhos eram sinônimo de super-heróis. A ironia é que a situação não é muito diferente agora, com o lançamento da série num mercado cada vez mais dominado por adaptações de super-heróis. | BOM DIA, VERÔNICA 2 | NETFLIX A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. | RENSGA HITS | GLOBOPLAY Depois do recorde de audiência em sua “première” na Globo, os primeiros quatro episódios chegam ao streaming. Com clima de novela das sete, a atração escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) aborda o universo das mulheres da música sertaneja. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo. | CANDY | STAR+ A minissérie de “true crime” estrelada por Jessica Biel (“The Sinner”) conta a história verídica da dona de casa crente Candy Montgomery, que chocou os EUA em 1980 ao assassinar à machadadas sua vizinha e amiga de igreja Betty Gore. Criada por Robin Veith e Nick Antosca, que trabalharam juntos na premiada minissérie de “true crime” “The Act”, a trama acompanha o julgamento da personagem do título e flashbacks de seu relacionamento com Gore, interpretada por Melanie Lynskey (“Yellowjackets”), enquanto revela o que motivou crime tão bárbaro. | NINGUÉM MANDOU SE METER COM A GENTE | NETFLIX A série teen britânica gira em torno de um trio de cheerleaders em uma escola particular chique, que resolve reviver o clube anti-bullying de seus ex-colegas de classe para combater as injustiças e expor os valentões de sua escola. A produção é derivada de “Get Even”, também disponível na Netflix, apresentando uma história independente com novos personagens, mas com a mesma premissa da atração original de 2020. Ambas foram criadas por Holly Phillips (“Nearly Famous”) e são inspiradas nos livros da franquia “Don’t Get Mad”, de Gretchen McNeil. | PUSHING DAISIES | HBO MAX Pela primeira vez em streaming, a série vencedora de sete Emmys traz sua história completa (22 episódios de duas temporadas) para encantar quem nunca a viu e matar as saudades de quem amou sua narrativa peculiar. Apresentada como um “conto de fadas forense”, com um visual colorido, único e deslumbrante entre 2007 e 2009, “Pushing Daisies” girava em torno do dom especial de Ned (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), um confeiteiro que descobre ser capaz de trazer mortos de volta à vida com um simples toque. Porém, ele logo descobre que há consequências para o uso desse dom excepcional. Se ele tocar a pessoa que reviveu pela segunda vez, essa pessoa morre instantaneamente e não pode mais ser ressuscitada. Além disso, se ele deixar um morto reviver por mais de 60 segundos, outra pessoa nas proximidades acaba morrendo em seguida em seu lugar. Com a ajuda de um detetive particular (Chi McBride, de “Havaí Cinco-0”), ele passa a capitalizar esse dom revivendo mortos por alguns segundos para desvendar assassinatos. Até que descobre que Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel, de “Marcella”), a paixão da sua infância, morreu de repente. Ao sucumbir ao impulso de ressuscitá-la, Ned dá início a mais platônica das relações televisivas, pois tocá-la novamente seria fatal. Para piorar, ela se torna sua companheira inseparável, querendo ajudar a desvendar crimes, enquanto se esconde de suas tias, que poderiam morrer de susto ao descobrir que ela foi ressuscitada. Além desses personagens, ainda há outros coadjuvantes esquisitos e maravilhosos, como a garçonete Olive Snook, vivida por Kristin Chenoweth, vencedora do Emmy pelo papel. A repercussão crítica da atração consagrou o showrunner Bryan Fuller, que se tornou um dos roteiristas-produtores mais requisitados da TV americana, vindo a criar posteriormente “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “Deuses Americanos” (American Gods). Mas muito do tom de “Pushing Daisies” se deve à direção de Barry Sonnenfeld, que comandou os episódios inaugurais com a excentricidade lúdica de seus dois filmes de “A Família Addams”. | HARVEY BIRDMAN: ATTORNEY AT LAW | HBO MAX Bem antes da Mulher-Hulk, outro super-herói marcou época como advogado na televisão. Lançado no ano 2000, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman: Attorney at Law) se tornou um dos desenhos mais cultuados do Adult Swim por resgatar, em tom de paródia, o protagonista da série animada “Homem-Pássaro”, criada em 1967 por Alex Toth (criador também de “Space Ghost” e “Os Herculóides”). Na atração, o super-herói retorna como um advogado sério em histórias nonsense, defendendo clientes sem tirar a máscara e as asas nas sessões formais de julgamentos. Mas o que mais chama atenção é ver personagens do estúdio Hannah-Barbera, como Peter Potamos, Capitão Caverna, Salsicha e Scooby-Doo, Manda-Chuva, Fred Flintstone, Catatau e o Dr. Benton Quest (o pai de Jonny Quest) como clientes, enquanto Harvey enfrenta os vilões de seus desenhos clássicos como advogados rivais nos tribunais. As quatro temporadas (todas disponíveis) de “Harvey, o Advogado” também destacaram a coadjuvante Birdgirl, personagem obscura (vista num único episódio) do desenho de 1967, que recentemente ganhou série própria, com duas temporadas já lançadas na HBO Max. | BOB’S BURGUER 12 & THE GREAT NORTH 2 | STAR+ Duas vezes vencedora do Emmy de Melhor Série Animada, “Bob’s Burgers” é exibida desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e três filhos na missão de manter um restaurante e os membros da família unidos. Entre as histórias da 12ª temporada, os fãs da série vão se deparar com uma epidemia em particular, um novo emprego temporário para Bob, que vai dar a eles muita diversão e problemas às crianças, uma visita estranha ao aeroporto e uma mentira que persegue Bob e Linda após muitos anos. Da mesma equipe de “Bob’s Burgers”, também chega a 2ª temporada de “The Great North”. A série acompanha as aventuras dos Tobin, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. A atração é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que ainda conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”. | ROCK IN RIO: A HISTÓRIA | GLOBOPLAY A série documental conta a história do festival, que já foi muito importante para a cultura jovem, trazendo artistas que nunca tinham vindo antes ao Brasil numa celebração histórica. Com capítulos divididos por edição do evento, o primeiro é disparado o melhor pela importância representada de seu lançamento em 1985, em meio ao processo de abertura política do Brasil e ao surgimento da melhor geração do rock brasileiro. Da noite de metal com Iron Maiden e Ozzy Osbourne ao new wave de B-52’s e Go-Go’s, passando pelo megashow do Queen, foi um retrato marcante de sua época, até hoje lembrado pelas imagens de Freddie Mercury comandando um coro de centenas de milhares em “Love of My Live” e de Cazuza cantando “pro dia nascer feliz” – que virou um hino das Diretas Já. Seu renascimento em 1991 trouxe Guns ‘N Roses e Faith No More, mas também iniciou seu afastamento do rock, abrindo espaço para o pop excepcional de Prince e George Michael, além de ampliar a inclusão de ritmos brasileiros. A partir dos anos 2000, o Rock in Rio se agigantou ainda mais, virou franquia e foi para Lisboa, virando basicamente um parque temático, em vez de evento musical. Longe da inovação da estreia, passou a montar escalações repetitivas, tornando-se um festival de nostalgia. Uma experiência altamente previsível de velhos artistas conhecidos – Iron Maiden vem pela quinta vez em 2022! – , que só deu o que falar nos últimos tempos por demorar a abrir seu palco para o funk brasileiro. | DESASTRE TOTAL: WOODSTOCK 99 | NETFLIX O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna...












