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Divulgação/Apple TV+

Série|10 de abril de 2022

As 10 melhores séries de março em streaming

Estão em dia com as séries, acompanhando o que de melhor está sendo distribuído pelas plataformas digitais? Esta “tarefa” é cada vez mais difícil, graças à multiplicação dos serviços de streaming, que transformou a diversão em dificuldade, tamanha a quantidade de títulos lançados semanalmente.

Para ajudar a recordar e/ou apontar uma sugestão que possa ter passado batida entre as inúmeras novidades do dia-a-dia, reunimos abaixo uma seleção com as 10 melhores séries lançadas em streaming no mês passado. Confira o Top 10 de março com seus principais detalhes e os respectivos trailers.

 

PACHINKO | APPLE TV+

Lançado sob as benções das críticas mais elogiosas de 2022 (98% no Rotten Tomatoes), o melodrama épico conta uma história que atravessa décadas, acompanhando integrantes de uma mesma família coreana. Com imagens belíssimas, que reforçam a ambição e a amplitude da trama, a produção falada em três idiomas dá vida ao aclamado romance homônimo de Min Jin Lee, que tem como pano de fundo o amor proibido da protagonista Sunja, que viaja entre a Coréia, o Japão e os EUA, em épocas de guerra e de paz, e enfrenta perda, triunfo e acerto de contas.

Criada, escrita e produzida por Soo Hugh (criadora da série de terror “The Whispers”), a série destaca as atrizes Minha Kim, Yu-na Jeon e Youn Yuh Jung (vendedora do Oscar pelo filme “Minari: Em Busca da Felicidade”) que interpretam a personagem principal em três fases distintas da história

 

THE LAST KINGDOM | NETFLIX

A aguardada temporada final da saga viking traz o embate definitivo entre o protagonista Uhtred (Alexander Dreymon) e Brida (Emily Cox), sua amiga de infância e viúva de seu irmão de criação, numa luta pelo destino de Wessex. Se isso não fosse suficiente, Uhtred ainda retoma seus planos de reivindicar seu reino original, Bebbanburg.

O quinto ano da produção leva às telas o nono e o décimo volumes da franquia literária conhecida como “Crônicas Saxônicas”, do autor inglês Bernard Cornwell, que têm ao todo 13 livros. A Netflix optou por cancelar a série antes do final literário, mas pretende produzir um filme para completar a história.

 

STAR TREK: PICARD | AMAZON PRIME VIDEO

Continuação da série clássica “Star Trek: A Nova Geração”, a nova produção acompanha o ex-capitão da Enterprise Jean Luc Picard (Patrick Stewart) em sua aposentadoria, mais agitada que seus dias de combates espaciais.

Na 2ª temporada, Picard e sua nova tripulação vão parar numa linha temporal alternativa por artimanha do vilão clássico Q (John de Lancie), e precisam voltar ao passado para impedir que a utopia trekker vire um distopia fascista.

Interessante reparar que o responsável pela nova história é Terry Matalas, produtor-roteirista que criou a cultuada série “12 Macacos” (12 Monkeys) sobre, coincidentemente, viagens no tempo para impedir um cenário apocalíptico.

 

HALO | PARAMOUNT+

Maior aposta da Paramount+, a série baseada no popular game do XBox capricha nos efeitos visuais, cenas de ação, escala épica e narrativa complexa, repleta de conflitos e personagens. Em desenvolvimento há quase uma década, a série acompanha a luta da humanidade contra uma aliança alienígena, mas deixa logo claro que a história não é tão simples, pois não há mocinhos no comando de nenhum dos lados.

A trama toma grandes liberdades em relação ao jogo lançado em 2001, incluindo o fato de o supersoldado Master Chief, estrela do game, tirar seu capacete. O personagem nunca revelou o rosto nos jogos, mas na série passa a maior parte do tempo exibindo as feições do ator Pablo Schreiber (“American Gods”). Ele lidera uma elite de combatentes que toma a frente da guerra interplanetária, mas o contato com uma tecnologia alienígena faz com que comece a questionar suas ordens e programação mental, recuperando aos poucos sua humanidade.

A adaptação é assinada por Kyle Killen (criador de “Mind Games”) e Steven Kane (criador de “The Last Ship”), que foram demitidos sem alarde durante a produção, deixando o comando nas mãos de Otto Bathurst, cineasta de “Robin Hood: A Origem”, responsável pela direção de alguns episódios. Mas o nome mais imponente dos bastidores é o de Steven Spielberg, produtor da série via sua empresa Amblin, que tirou a adaptação do papel e já garantiu a renovação para a 2ª temporada.

 

OUR FLAG MEANS DEATH | HBO MAX

Depois de zoar vampiros em “What We Do in the Shadows”, Taika Waititi ridiculariza piratas em sua nova produção de comédia. Criada por David Jenkins (criador de “People of Earth”), a trama gira em torno das aventuras do pirata Stede Bonnet, um aristocrata que deixou de lado uma vida de luxos para virar pirata ao lado do infame Barba Negra. Por sua educação refinada, ele era conhecido como “O Pirata Cavalheiro”. Mas embora o personagem tenha existido, a comédia é tudo menos uma dramatização de eventos históricos. Mais para uma avacalhação histórica.

O papel de Bonnet é interpretado por Rhys Darby (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) e o elenco ainda inclui Fred Armisen (“Schmigadoon!”), Nat Faxon (“The Conners”), Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), Ewen Bremner (“Trainspotting”), Joel Fry (“Cruella”) e o próprio Waititi (depois de viver Hitler em “Jojo Rabbit”) como Barba Negra.

 

MINX | HBO MAX

Mistura de comédia de época e comentário social, a série se inspira em publicações como Playgirl e Viva para conceber uma trama fictícia e imaginar o impacto do lançamento da primeira revista erótica para mulheres. Passada em Los Angeles nos anos 1970, evoca o período com grande autenticidade e, de forma diferente de outras produções passadas no universo do entretenimento adulto, não esconde seu tema de forma tímida. Ao contrário, exibe em closes, em todos os tamanhos, cores e formatos.

A trama acompanha uma jovem feminista que, desanimada com o cenário editorial das revistas para mulheres, aceita a proposta inusitada de um editor de revistas masculinas para criar a primeira revista erótica para o público feminino – mais ou menos como aconteceu com a Viva do publisher da Penthouse. Seu idealismo acadêmico logo é posto à prova ao embarcar nesse mundo, mas a experiência se revela um enorme sucesso.

Criada por Ellen Rapoport (roteirista de “Clifford, o Gigante Cão Vermelho”) e estrelada por Ophelia Lovibond (“Trying”) e Jake Johnson (“New Girl”), a série atingiu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes com comparações a “Boogie Nights” e “GLOW”.

 

LAKERS: HORA DE VENCER | HBO MAX

Criação do roteirista Max Borenstein (de “Godzilla”) dirigida por Adam McKay (de “Não Olhe para Cima”), a série recria com visual impecável e tom de comédia a era de ouro do time Los Angeles Lakers, que dominou o basquete da década de 1980.

A trama mostra como um empresário chamado Jerry Buss conseguiu revolucionar todo o esporte em 1979 ao montar um time extremamente popular e vencedor, liderado por um novato chamado Earvin “Magic” Johnson. John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) vive Buss e o estreante Quincy Isaiah é Magic Johnson.

O elenco ainda destaca o também estreante Solomon Hughes como outra lenda do basquete, Kareem Abdul-Jabbar, além de Adrien Brody (“O Grande Hotel Budapeste”) como o técnico campeão Pat Riley, além de Jason Clarke (“O Eterminador do Futuro: Gênesis”), Sally Field (“O Espetacular Homem-Aranha”), Hadley Robinson (“Moxie”), Rob Morgan (“Mudbound”), Jason Segel (“How I Met Your Mother”), Michael Chiklis (“Quarteto Fantástico”) e muitos outros.

 

THE DROPOUT | STAR+

Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”, “Mank”) estrela a minissérie sobre a startup de Elizabeth Holmes, empreendedora que chegou a ser chamada de “a Steve Jobs da nova geração” graças ao lançamento de uma tecnologia revolucionária, capaz de identificar doenças graves por um simples exame de sangue. Só que depois de sua empresa Theranos ser avaliada em bilhões de dólares, tudo desmoronou com a revelação de que nenhuma de suas tecnologias realmente funcionava, colocando a saúde de milhares de pessoas em sério risco.

Com roteiro e direção de Elizabeth Meriwether (criadora de “New Girl”), a atração tem um elenco grandioso, que também destaca Anne Archer (“The L Word”), Naveen Andrews (“Lost”), Laurie Metcalf (“Lady Bird”), William H. Macy (“Shameless”), Utkarsh Ambudkar (“Ghosts”), Michael Ironside (“Anônimo”), Sam Waterston (“Law & Order”), Kurtwood Smith (“That ’70s Show”), Elizabeth Marvel (“Manifest”), Stephen Fry (“It’s Sin”), Michaela Watkins (“The Unicorn”) e Ebon Moss-Bachrach (“O Justiceiro”).

 

SHINING VALE | STARZPLAY

O terrir que marca a volta de Courteney Cox à TV traz a estrela de “Friends” e da franquia “Pânico” como uma escritora de sucesso com dificuldades para escrever seu próximo livro. Em busca de paz e inspiração, ela opta por sair da cidade grande com o marido e filhos, só que a residência escolhida é um local onde ocorreram atrocidades terríveis numa cidade do interior dos EUA. Embora ninguém pareça notar que a casa é mal-assombrada, ela começa a ver uma fantasma. A assombração jura ser uma musa, mas também possa ser um sintoma de esquizofrenia ou um demônio maligno tentando possuí-la.

Desenvolvida por Jeff Astrof (“Trial & Error”) e Sharon Horgan (“Catastrophe”), esta “versão” feminina de “O Iluminado” ainda destaca Greg Kinnear (“The Stand”) como o marido, Gus Birney (“Dickinson”) e Dylan Gage (“PEN15”) como os filhos, Mira Sorvino (“Hollywood”) como a fantasma e Sherilyn Fenn (“Twin Peaks”) como a corretora que vende ao casal a casa amaldiçoada.

 

BRIDGERTON | NETFLIX

A adaptação do segundo volume da saga literária de Julia Quinn é basicamente uma reprise com sexos trocados do primeiro ano da produção. Só que mais pudica, sem muita nudez e clima escandaloso. Depois de adaptar “O Duque e Eu”, com foco em Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), a filha mais velha da família Bridgerton, e seu namoro e casamento com o Duque de Hastings (Regé-Jean Page), a nova temporada traz às telas a história do livro “O Visconde que Me Amava”, em que o solteiro mais cobiçado da temporada de bailes é Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey). E quem rouba seu coração é uma recém-chegada a Londres: a inteligente e charmosa Kate Sharma, que não tolera idiotas – incluindo o pretendente de sua irmã, que é justamente Anthony.

Com a escalação de Simone Ashley (“Sex Education”) no papel de Kate e Charithra Chandran (“Alex Rider”) como sua irmã Edwina, a série continuou sua reformulação do universo literário. Nas obras de Julia Quinn, tanto o Duque de Hastings quanto a família de Kate são brancos – a nova heroína romântica é até retratada como loira na capa nacional do segundo volume. Mas desta vez a mudança da série é ainda mais profunda que o tom de pele e cor do cabelo. Kate e Edwina tiveram até o sobrenome alterado para refletir sua mudança racial na série – era Sheffield e não Sharma no texto original.

Quem imaginava protestos dos fãs dos livros tem se surpreendido com os elogios ao elenco multirracial, que acabou virando uma marca da série. Na verdade, trata-se de uma característica das produções da Shondaland, empresa de Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy” e “Scandal”), que deve ser mantida em todas as temporadas de “Bridgerton”.

 

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