Linda Blair não foi convidada a voltar a “O Exorcista”
A atriz Linda Blair contou que não foi convidada a participar do resgate da franquia “O Exorcista”, que vai render três novos filmes da Universal. Sua participação foi questionada porque, ao anunciar o projeto, o estúdio revelou que os filmes seriam continuações do clássico de 1973 e que Ellen Burstyn iria reprisar o papel de Chris MacNeil, a mãe de Regan (a personagem de Linda Blair). Linda Blair tinha 13 anos quando interpretou uma menina possuída pelo demônio no primeiro “O Exorcista” e se tornou conhecida mundialmente. Ela também participou de “O Exorcista 2: O Herege” em 1977. “Para todos os meus fãs perguntando sobre meu envolvimento na reinicialização de ‘O Exorcista’, até agora não houve nenhuma discussão sobre minha participação ou reprise do meu papel”, escreveu a atriz no Twitter. Blair, que atualmente tem 62 anos, completou a mensagem agradecendo o apoio dos fãs. “Desejo o melhor a todos os envolvidos e agradeço a lealdade e a paixão que os fãs têm por ‘O Exorcista’ e pela minha personagem.” O projeto de revival da franquia está a cargo do cineasta David Gordon Green, que já tem experiência em atualizar sagas de terror. Ele assinou a sequência de “Halloween”, de 2018, que fez tanto sucesso que também vai virar trilogia. Além de dirigir, Green assina o roteiro do próximo “O Exorcista” em parceria com Peter Sattler (“Marcados pela Guerra”). Na trama, a personagem de Ellen Burstyn ajudará o pai de outra criança possuída. O papel principal será desempenhado por Leslie Odom Jr (“Uma Noite em Miami”). O primeiro dos três novos filmes tem sua estreia marcada para o dia 13 de outubro de 2023. #TheExorcist pic.twitter.com/MXU5axqSNz — Linda Blair (@RealLindaBlair) July 26, 2021
Atriz de “A Bruxa do Bem” será uma das novas “Pretty Little Liars”
Bailee Madison, da série “A Bruxa do Bem” (The Good Witch) e do filme “A Semana da Minha Vida”, entrou no reboot de “Pretty Little Liars”. Ela viverá Imogen, uma das novas Pretty Little Liars, que fará de tudo para sobreviver contra a misteriosa “A” da atração. Pelo Instagram, Bailee disse estar extremamente empolgada e muito grata pela oportunidade. A atriz se junta às primeiras mentirosinhas escaladas: Chandler Kinney (da série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon) e Maia Reficco (da série argentina “Kally’s Mashup”). A nova série vai acompanhar um grupo de garotas que se envolvem num mistério sombrio devido aos pecados cometidos por seus pais 20 anos atrás, quando eventos mantidos em segredo quase destruírem a cidade de Millwood. Se a premissa parece conhecida não é por causa do primeiro “Pretty Little Liars”, mas porque uma história muito similar serviu de origem para os terrores de “A Hora do Pesadelo”. O criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, foi o escolhido pela Warner para desenvolver o projeto, que traz a franquia de volta à TV em tempo recorde: apenas quatro anos após o fim original. Aguirre-Sacasa vai compartilhar os roteiros com sua colaboradora em “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. A série original durou sete temporadas, de 2010 a 2017, período em que ajudou a popularizar o antigo canal ABC Family e serviu de ponte para sua transformação no Freeform. Além disso, a produção deslanchou a carreira dos principais membros de seu elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das Pretty Little Liars originais. Apesar do sucesso, a produtora da atração, I. Marlene King, não conseguiu o mesmo resultado com o lançamento de dois spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), que foram cancelados na 1ª temporada, sem público. Vale lembrar que, embora a primeira versão televisiva tenha sido criada por King, “Pretty Little Liars” é, na verdade, inspirada numa coleção literária da escritora Sara Shepard. Por sinal, a trama dos livros é bem diferente do que foi mostrado na TV, mas mantém doses parecidas de absurdos, principalmente no desfecho bizarro, em que uma irmã gêmea malévola e secreta de uma das protagonistas revela-se a grande vilã da história. A nova versão de “Pretty Little Liars” será lançada na plataforma HBO Max, mas ainda não tem previsão de estreia.
Regé-Jean Page vai estrelar novo filme de “O Santo”
O ator Regé-Jean Page, que viveu Simon Basset em “Bridgerton”, vai estrelar o novo filme da franquia “O Santo” em produção na Paramount. O reboot será o segundo projeto seguido de Regé-Jean Page no estúdio, onde está atualmente filmando “Dungeons & Dragons”. Mas a escalação marca uma grande alteração no projeto. No ano passado, os produtores buscavam fechar com Chris Pine, intérprete de Steve Trevor em “Mulher-Maravilha” e do Capitão Kirk em “Star Trek”, e aparentemente a “negociação avançada” acabou não sendo concluída. Com a mudança racial do personagem principal, a Paramount também trouxe a bordo o roteirista Kwame Kwei-Armah, que está trabalhando num musical de Spike Lee, para reescrever a história. Criado pelo escritor Leslie Charteris, o Santo é um personagem literário dos anos 1920, mas deve sua grande popularidade a uma série de TV da década 1960, estrelada por Roger Moore. A atração fez um sucesso tão grande que acabou credenciando o ator a virar James Bond. Identidade “secreta” de Simon Templar, o Santo é basicamente um Robin Hood moderno, um ladrão britânico que rouba criminosos em nome de boas causas, enriquecendo enquanto ajuda os oprimidos. A Paramount já filmou o personagem em 1997, num longa estrelado por Val Kilmer (“The Doors”) e dirigido por Philip Noyce (“Salt”), mas a produção se afastou bastante da premissa original, mostrando o protagonista contratado pela máfia russa para roubar uma fórmula de fusão de energia, até uma bela cientista entrar em cena para fazê-lo rever seus pecados. Apesar de a nova versão ainda estar em estágio inicial, o projeto se arrasta há pelo menos cinco anos e chegou a motivar negociações anteriores até com Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) para estrelar o longa. Um dos últimos a entregar roteiro para a atual adaptação tinha sido Seth Grahame-Smith (“Uma Aventura Lego”), mas esse texto foi dispensado na mais recente configuração da produção. Com as últimas mudanças, não está claro se o cineasta Dexter Fletcher, diretor de “Rocketman”, vai continuar à frente do projeto. Relembre abaixo a abertura da série clássica:
Novo vídeo promete muitas mortes em “O Esquadrão Suicida”
A Warner divulgou um novo vídeo de “O Esquadrão Suicida”, que traz várias cenas inéditas, mas chama mais atenção pelo depoimento do diretor James Gunn, que assume ter matado vários integrantes do grupo de vilões no filme. O diretor tem dito desde outubro que recebeu carta branca da Warner e da DC para matar os personagens que quisesse, e agora se diverte com a apreensão dos fãs sobre o destino da Arlequina e outros favoritos. “Muita gente acha que eu vou matar a Arlequina”, ele diz, rindo, antes de dar um aviso sombrio: “Vão ficar surpresos com quantas pessoas não chegam até o final”. Além de Margot Robbie como Arlequina, o filme vai aproveitar poucos integrantes do primeiro “Esquadrão Suicida”: apenas Joel Kinnaman (Rick Flag), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). O resto do elenco é repleto de novidades, incluindo a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”)a, Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), a portuguesa Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), o argentino Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”), o cineasta neo-zelandês Taika Waititi (“Jojo Rabbit”) e até Sylvester Stallone (“Rambo: Até o Fim”) como a voz do Tubarão Rei. A estreia está marcada para 5 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Trailer adianta surpresas da volta de “Riverdale”
A rede The CW divulgou o pôster e o trailer da volta de “Riverdale”, que retoma sua 5ª temporada em 11 de agosto. A prévia tem várias surpresas, de alienígenas à aparição de Josie (Ashleigh Murray), além de mostrar Betty (Lili Reinhart) armada com uma motosserra. A 5ª temporada foi interrompida em 31 de março para dar tempo de tirar o atraso da produção, que foi paralisada devido à pandemia. Nos Estados Unidos, a série retorna com novos episódios em 11 de agosto. “Riverdale” é disponibilizada no Brasil no mesmo dia pelo canal pago Warner.
Astro de Prision Break revela que é autista
O ator Wentworth Miller, conhecido por protagonizar as séries “Prision Break” e as primeiras temporadas de “Legends of Tomorrow”, revelou ser autista. O intérprete de Michael Scofield e do Capitão Frio contou em seu Instagram que foi diagnosticado no ano passado. “No isolamento, eu encontrei presentes inesperados. Neste outono completa um ano desde que recebi meu diagnóstico de autismo informal. Precedido por um auto diagnóstico. Seguido por um diagnóstico formal”, escreveu Miller. “Foi um processo longo e falho, que, na minha opinião, precisa ser atualizado. Sou um homem de meia-idade. Não uma criança de cinco anos. E eu reconheço que acesso a um diagnóstico é um privilégio que não agrada a muitos”. “Vamos dizer que foi um choque, mas não uma surpresa”, confessou. Em seu post, ele não quis se posicionar como porta-voz dos autistas, nem compartilhar cada passo de seu aprendizado com a descoberta de sua condição. “Existe agora uma narrativa cultural familiar (da qual eu já participei) sobre ‘figura pública compartilha A, B e C publicamente, dedica plataforma para D, E e F’. Bom para eles. Sério. Mas não é necessariamente o que vai acontecer aqui”, ponderou, lembrando o processo que passou ao se assumir gay em 2013. “Eu não sei o suficiente sobre autismo (há muito para saber)”, explicou. “Neste momento, meu trabalho parece evoluir meu entendimento. Reexaminando cinco décadas de experiências vividas através de lentes. Vai levar tempo”. “Enquanto isso, não quero correr o risco de, de repente, ser uma voz alta e mal informada. A comunidade autista (isto eu sei) tem historicamente tido outras pessoas falando em seu lugar. Eu não quero trazer mais prejuízos. [Quero] Apenas erguer minha mão e dizer: ‘estou aqui. Sempre estive (sem perceber)'”, acrescentou. “Se alguém tiver interessado em mergulhar em autismo e neurodiversidade, lhes indicarei vários indivíduos compartilhando conteúdo inspirador no Instagram e TikTok”, sugeriu o ator. “Descompactando a terminologia. Adicionando nuance. Lutando contra o estigma. Esses criadores (alguns bem jovens) falam sobre os assuntos relevantes com mais conhecimento/fluência que eu (eles têm me ensinado também)”. “Essa é a extensão do que estou inclinado a compartilhar no momento”, admitiu. Para completar, ainda acrescentou que ser autista faz parte de sua personalidade e, mesmo se pudesse, jamais buscaria apagar isso de sua vida. “Não é algo que eu mudaria. Não. Eu entendo – entendi – imediatamente que ser autista é central para ser quem eu sou. Para tudo que eu já conquistei e articulei”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Wentworth Miller (@wentworthmiller)
“American Horror Story” ganha teaser com alienígenas e criaturas marinhas
O canal pago americano FX divulgou o pôster e o teaser de “American Horror Story: Double Feature”. A 13ª temporada da série de terror será dividida em duas partes, e a prévia indica que uma terá criaturas marinhas e a outra alienígenas. “Double Feature” significa Sessão Dupla e o teaser batiza as sessões distintas com os subtítulos de Red Tide (Maré Vermelha, em português) e Death Valley (Vale da Morte). O elenco contará com o ator Macaulay Culkin (o eterno Kevin de “Esqueceram de Mim”) e vários astros habituais da atração, como Leslie Grossman, Angelica Ross, Evan Peters, Finn Wittrock, Kathy Bates, Lily Rabe e Sarah Paulson. A estreia está marcada para 25 de agosto nos EUA. A data de estreia no Brasil ainda não foi divulgada. blockquote class=”instagram-media” data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=”https://www.instagram.com/p/CR1pamCoFP8/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading” data-instgrm-version=”13″ style=” background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% – 2px); width:calc(100% – 2px);”> Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por American Horror Story (@ahsfx) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por American Horror Story (@ahsfx)
Orlando Drummond (1919-2021)
O ator Orlando Drummond, intérprete do Seu Peru na “Escolinha do Professor Raimundo”, morreu nesta terça (27/7) em sua casa, no Rio, aos 101 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Ele foi o artista famoso mais velho a ser vacinado contra a covid-19, em 31 de janeiro, e chegou a ficar internado de abril a junho deste ano num hospital para tratar de um quadro grave de infecção urinária. A maioria das pessoas lembra Drummond como o personagem Seu Peru. E, de fato, ele completou quase 70 anos no papel, que começou a interpretar ainda na versão de rádio da “Escolinha do Professor Raimundo”, em 1952. Quando o programa foi para a TV, ele foi junto. E, em 2019, para homenagear os 100 anos de seu nascimento, Drummond foi convidado a reviver o personagem no remake da “Escolinha”, ao lado de seu intérprete mais recente, Marcos Caruso. Além de comediante, Drummond também foi um dublador talentoso e ator incansável, que manteve a atividade até o começo da pandemia. Ele marcou época como a voz inigualável do Scooby-Doo, mas também deu tom ameaçador ao Vingador de “A Caverna do Dragão” e a Gargamel em “Os Smurfs”, sem esquecer da afetividade do pai de “Speed Racer”, o heroísmo de Popeye e a grande personalidade que a Alf, o ETeimoso ganhou com sua voz fanha – entre muitos outros papéis. No cinema, filmou com Ankito duas comédias dos anos 1950 (“O Rei do Movimento” e “Angu de Caroço”), trabalhou com Renato Aragão na década de 1970 (“Bonga, o Vagabundo”) e estendeu sua filmografia até o ano passado, quando lançou seu trabalho mais recente, uma participação no filme “De Perto Ela Não é Normal”, lançado em novembro. “Algumas coisas me levaram até os 101 anos. Minha família, meus amigos, meu trabalho e o amor”, ele listou por ocasião de sua vacinação, celebrando também a Medicina num momento em que se achou imune à morte, ao menos por coronavírus.
Governo Bolsonaro muda Programa Nacional de Apoio à Cultura
O governo Bolsonaro mudou as diretrizes da política de fomento cultural com a publicação de um decreto nesta terça (27/7), que dá novo texto ao Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). A portaria redefine a classificação das áreas culturais contempladas pela Lei Rouanet, criando divisões de “arte sacra” e “belas artes” como categorias distintas, que abrangeriam as demais. O decreto também tira o poder da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), colegiado formado por representantes das áreas culturais que definem os projetos habilitados a captar verbas. Agora, basta o secretário de Cultura dizer o que o pode e o que não pode ser feito, concentrando todas as decisões sobre fomento e incentivo cultural. As mudanças ecoam manifestações do secretário Mario Frias e seu assistente, o ex-policial militar André Porciuncula, em redes sociais sobre a “verdadeira” natureza da arte, frequentemente referida pela dupla como “o belo” e “o sublime”, além de vetos a projetos que não os agradam, entre eles um filme sobre o presidente Fernando Henrique Cardoso – que Jair Bolsonaro já quis matar – , um festival de jazz “antifacista” e um documentário sobre a escalada política da Igreja Universal – que a criação da divisão de “arte sacra” reforça. Jair Bolsonaro celebrou a publicação da portaria, escrevendo no Twitter que “o instrumento objetiva uma gestão eficiente, com controle de prestação de contas — e traz inédita valorização de Belas Artes e Arte Sacra”. Na superfície, parece só mais uma malvadeza do governo contra a classe artística, mas esse pequeno decreto embute algo muito pior e perigoso para o Brasil. A mudança acontece após o ex-secretário Roberto Alvim, definido por Bolsonaro como “um secretário de Cultura de verdade”, fazer um discurso de teor nazista, parafraseando Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha do governo de Adolf Hitler, para definir o projeto do governo atual para a Cultura. Hitler era admirador das artes clássicas grega e romana, que ele julgava estarem livres de influências judaicas. Para ele, a arte deveria visar a um ideal de beleza e perfeição. Para Alvim, Frias e o governo Bolsonaro também. Nazistas dividiam a cultura em “belas artes” e “artes degeneradas” e culpavam os comunistas (muitos deles judeus) pela decadência das artes. Não é diferente com o governo Bolsonaro, que ao vetar incentivos de manifestações críticas sugere estar acabando com “a mamata” da esquerda na Cultura, barrando também produções degeneradas, como o filme da “Bruna Surfistinha” – citado pelo capitão reformado como exemplo de um suposto baixo nível do cinema brasileiro. São fatos, que até rendem justificativas na seara do “mal entendido”. “No meu pronunciamento, havia uma frase parecida com uma frase de um nazista. Não havia nenhuma menção ao nazismo na frase, e eu não sabia a origem dela”, disse Alvim ao buscar se defender. Só que, nos últimos dias, a proximidade do governo Bolsonaro com o nazismo deixou o campo abstrato para ganhar fatos concretos. Eduardo Bolsonaro simplesmente postou foto e frases de Hitler em suas redes sociais e, depois de ser bloqueado pelo Facebook, alegou que a plataforma estava “cerceando o seu direito de livre manifestação de maneira unilateral e autoritária”. Em seguida, encontrou-se com a neta de um ministro da Alemanha nazista, que ainda foi recebida no Palácio do Planalto. Beatrix von Storch, vice-líder do AfD (Alternativa para Alemanha), partido da extrema direita alemã vigiado pelo próprio governo de seu país por atos antidemocráticos, posou para fotos até com um sorridente Jair Bolsonaro. O presidente, inclusive, postou a imagem em seu Twitter. Isto mesmo: a neta de um ministro de Adolf Hitler, líder de um partido tido como neonazista e conhecida por discursos xenofóbicos, foi recebida pelo presidente do Brasil na sede do governo federal, e ele ainda divulgou o fato espontaneamente e feliz. “Somos unidos por ideais de defesa da família, proteção das fronteiras e cultura nacional”, escreveu Eduardo Bolsonaro, reforçando o que o governo de seu pai tem em comum com a neta do Ministro das Finanças de Hitler, que ficou conhecido por não aceitar a rendição da Alemanha e desejar continuar a guerra, mesmo após o suicídio de Hitler, com crianças, mulheres e quem restasse. Vale lembrar que “proteção das fronteiras” foi a desculpa nazista para o começo da 2ª Guerra Mundial. Quanto à “cultura nacional”… O ministro da Propaganda nazista, que inspirou discurso do antecessor de Frias, censurou material didático, livros, imprensa, cinema, rádio, música, teatro, museus e galerias de arte para permitir que apenas a ideologia nazista fosse vista e transmitida, de modo a realizar lavagem cerebral na população. O governo Bolsonaro não pode fazer isso, porque o Brasil ainda é uma democracia, mas está levando a cabo algo muito próximo, ao concentrar em Mario Frias e companhia a decisão de bloquear verbas e incentivos de conteúdos contrários à sua ideologia, dificultando ao máximo a produção de contraditórios. O ministro da Propaganda de Hitler foi extremamente bem-sucedido em seu projeto, e as consequências incluíram o Holocausto. Lembram qual é o slogan oficial do governo Bolsonaro? “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”? Em alemão, começa assim: “Brasil Uber Alles”, igual ao “Deutchland Uber Alles” nazista, slogan extraído da canção nacionalista “Das Lied der Deutschen” (A canção dos alemães). Hitler era um fã declarado da canção. Ele chegou a dizer que se tratava da canção que os alemães consideravam “a mais sagrada”. Em 1936, ela foi cantada na abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim, quando Hitler e o séquito nazista entraram no Estádio Olímpico. Mesmo assim, não dá para qualificar o governo atual do Brasil como nazista, porque o nazismo não tinha a obsessão religiosa que o capitão reformado demonstra. E é bom que exista esta distinção, com Deus acima de tudo, porque maiores semelhanças seriam muito preocupantes. O governo Bolsonaro não é nazista, mas as coincidências, brevemente listadas, são muitas e se somam, a ponto de gerar este questionamento.
Série com Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short ganha novo trailer divertido
A plataforma americana de streaming Hulu divulgou um novo trailer de “Only Murders in the Building”, série que junta os comediantes Steve Martin e Martin Short com a cantora Selena Gomez. A prévia explica a premissa e revela o tom divertido da atração. Criada por Steve Martin e John Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a produção acompanha três vizinhos obcecados por documentários criminais que se veem em meio a um mistério exatamente como aqueles que amam assistir, quando um morador de seu prédio é assassinado. Animados para criar um podcast sobre o crime, eles começam uma investigação que pode revelar o verdadeiro assassino, colocando-os em risco, mas também em contato com vizinhos famosos como Sting, que segundo Selena é o cantor do U2. Os três astros dividem a produção da série com Hoffman e com o produtor Dan Fogelman (criador de “This Is Us”). Martin e Short já fizeram vários projetos juntos. Amigos de longa data, estrelaram as comédias “Três Amigos!” (1986) e “O Pai da Noiva” (1991), além de um recente especial da Netflix em 2018. A atração será a primeira série da carreira de Steve Martin e também marcará a volta de Selena Gomez ao formato, quase uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place”, encerrada em 2012 no Disney Channel. Desde então, ela lançou discos de grande sucesso e apareceu em alguns filmes, como “Spring Breakers” (2012), “Vizinhos 2” (2016), “Um Dia de Chuva em Nova York” (2019) e “Os Mortos Não Morrem” (2019), além de participar da franquia animada “Hotel Transilvânia” e ter produzido a série “13 Reasons Why”. A estreia de “Only Murders in the Building” está marcada para 31 de agosto nos EUA. No Brasil, a expectativa era de um lançamento na plataforma Star+, que deveria estrear aqui na mesma data, mas o serviço rival Starzplay conseguiu impedir o uso do nome Starplus e o futuro deste projeto da Disney está agora nos tribunais brasileiros.
Novo trailer de “Ghostbusters: Mais Além” reforça ligação com “Os Caça-Fantasmas”
A Sony divulgou um novo trailer de “Ghostbusters: Mais Além”, em versões dublada e legendada, que deixa ainda mais clara a relação do filme com a franquia “Os Caça-Fantasmas”, com direito a cenas da comédia de 1984, participações especiais e a confirmação de parentesco dos novos personagens com um integrante da comédia original. Recém-chegados numa nova cidadezinha, para morar na casa herdada de seu avô, os personagens de Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) e Finn Wolfhard (“Stranger Things”) são nada menos que netos do Dr. Egon Spengler, interpretado pelo falecido Harold Ramis nos dois “Caça-Fantasmas” dos anos 1980. Assim, Carrie Coon (“The Leftovers”), mãe solteira das duas crianças, interpreta a filha de Spengler. Mas algo aconteceu para ela não falar sobre o passado de seu pai com os filhos. Por isso, quem ajuda as crianças a entender o legado da família é um professor da sua escola, vivido por Paul Rudd (“Homem-Formiga”). A prévia também apresenta vários efeitos de luz e fantasmas ameaçadores. Confirmada como uma continuação direta das comédias originais, “Ghostbusters: Mais Além” ainda conta com participações do elenco original, como Annie Potts, que aparece falando da herança da família, e é possível ouvir Dan Aykroyd atendendo o famoso telefone dos Caça-Fantasmas (“quem você vai chamar?”) na cena final do vídeo. A direção é de Jason Reitman (“Juno”, “Tully”), filho do diretor dos dois primeiros Caça-Fantasmas, Ivan Reitman, e a estreia está marcada para 18 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
André Ceccato (1960-2021)
O ator André Ceccato, que se destacou em “Carandirú”, morreu na segunda-feira (26/7) aos 61 anos em sua casa, em São Paulo, de causa da ainda não divulgada. Formado na Escola de Artes Dramáticas da USP em 1984, ele começou sua carreira no teatro, mas ainda nos anos 1980 estreou nos cinemas, participando dos filmes “O País dos Tenentes” (1987) e “Kuarup” (1989). Mas foi só nos anos 2000 que a carreira audiovisual decolou, com “Bicho de Sete Cabeças” (2000) e “Carandiru” (2003). No filme de Hector Babenco, conquistou seu papel de maior projeção: Barba, que começa a briga que origina a rebelião no presídio e a reação enérgica que culminou no infame massacre do Carandiru. Ele voltou a interpretar Barba na série derivada de “Carandiru”, “Carandiru, Outras Histórias”, exibida em 2005 na rede Globo. Ceccato também participou do filme “Meu Mundo em Perigo” (2007) e das séries “Força-Tarefa” (2010), “A Cura” (2011) e “A Teia” (2014) na Globo. E deixou um último filme inédito: “O Palhaço, Deserto”, de Patrícia Lobo, sobre a aposentadoria de um palhaço veterano, que tem estreia marcada para o próximo mês. Antes de morrer, ele ensaiava a série “O Mal Secreto”. Seu colega na produção, Sergio Guizé, contou nas redes sociais que ele estava animado para voltar às gravações após o período de paralisação da pandemia. “Ele estava felizão com os novos projetos e falava: ‘Guizé, quando essa pandemia passar vai cair trabalho no nosso colo que nem saco de batata, as pessoas vão precisar ainda mais de arte’. Parabéns, você deve estar muito bem, alegre como sempre, mas essa sua força toda vai fazer falta”, escreveu Guizé no Instagram.
Atriz mirim de “Emergence” será filha de Charlotte no revival de “Sex and the City”
A jovem atriz Alexa Swinton, de 12 anos de idade, entrou no revival de “Sex and the City” da HBO Max, intitulado “…And Just Like That”. Ela é conhecida por ter vivido Piper, a protagonista mirim da série sci-fi “Emergence”, e coadjuvar “Billions” como a filha do personagem de Paul Giamatti. Swinton também está no elenco no terror “Tempo”, de M. Night Shyamalan, que estreia nesta quinta (29/7) no Brasil. Em “…And Just Like That”, ela viverá Rose Goldenblatt, a filha de Charlotte York Goldenblatt (Kristin Davis) e seu marido Harry (Evan Handler). A participação não foi anunciada oficialmente, mas os detalhes vieram à tona após a menina ser fotografada no set da série, ao lado de seus “pais” e da novata Cathy Ang (dubladora de Fei Fei em “A Caminho da Lua”), que fontes da imprensa americana sugerem ser Lily, a filha mais velha dos Goldenblatt. O elenco de crianças da atração também inclui Niall Cunningham (da série “Life in Pieces”) como Brady Hobbes, o filho de Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) e seu marido Steve (David Eigenberg). Todos estes personagens, mais Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), Stanford Blatch (Willie Garson) e Anthony Marentino (Mario Cantone) foram reunidos na gravação de uma cena festiva no exterior da Escola de Música de Manhattan nos últimos dias, que originou as informações.












