Cinemateca pega fogo em tragédia anunciada
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma unidade da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, por volta das 18h desta quinta-feira (29/7). Um galpão de cerca de 1 mil m², com acervo inestimável e insubstituível, teria sido totalmente perdido. Ao todo, 70 bombeiros e 18 viaturas foram mobilizadas para controlar as chamas. De acordo com declarações dos bombeiros, o fogo teria iniciado em uma sala de acervo histórico de filmes, no 1º andar, durante uma manutenção de ar condicionado, conduzida por empresa terceirizada contratada pelo governo federal. “É o galpão de arquivo. Acreditamos ter muito filme, CD, cartazes… Filme antigo tem nitrato de celulose, é um tipo de produto que pega fogo muito fácil, bastante inflamável, e suspeitamos que esse seja o principal material, até pela coloração do fogo”, explicou o porta-voz dos Bombeiros, Marcus Palumbo. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros de valores incalculáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, clássicos do Cinema Novo, documentários do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas. O incêndio acontece enquanto o Ministério Público Federal (MPF) investiga o que levou o governo a romper com a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) de forma unilateral em dezembro de 2019, e após a realização de uma primeira inspeção que teria apontado vários problemas na manutenção do prédio e do acervo, sob responsabilidade exclusiva do governo federal. Desde que foi fechada em agosto de 2020, quando um representante da secretaria da Cultura chegou com escolta ostensiva da Polícia Federal para pegar as chaves e expulsar a organização social responsável por sua manutenção e preservação, não faltaram avisos de perigo de incêndio na entidade. Foi uma tragédia mais que anunciada. Sem diálogo com Jair Bolsonaro e seus subalternos, nem dinheiro para evitar uma catástrofe, a Acerp entregou as chaves para também livrar-se da responsabilidade por esse desastre inevitável, optando por deixar a União prometer o que não teria condições de cumprir, após rompimento unilateral de contrato vigente. Para entender como o incêndio começou, é preciso voltar a dezembro de 2019, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, encerrou o contrato da Acerp para a realização da TV Escola, visando colocar olavistas para tocar o canal. Só que os direitos do canal eram exclusivos da Acerp, impedindo seus planos. Só que, além de tirar a TV Escola do ar, Weintraub criou um imbrólgio jurídico ao rasgar o contrato, porque a administração da Cinemateca estava definida num aditivo daquele documento. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original para que cuidasse da Cinemateca iria até março de 2021, e continuou a administrar a entidade com recursos do próprio caixa por vários meses. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados inclusive quando o contrato estava vigente. Segundo a Acerp, dos R$ 13 milhões do orçamento previsto em 2019, o governo só entregou R$ 7 milhões – e nada desde 2020. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca, de modo a assumir o controle administrativo da entidade de forma emergencial. Bolsonaro chegou a posar ao lado da atriz Regina Duarte, dizendo que lhe daria a presidência da Cinemateca como compensação por demiti-la da Secretaria da Cultura. Mas o cargo que ele prometeu nunca existiu, uma vez que a administração da Cinemateca não poderia ser exercita pelo poder federal. O detalhe é que, apesar de o contrato de seção pública da Cinemateca, datado de 1984, proibir o governo de assumir seu controle, em agosto de 2020, por pressão federal – com direito à viaturas da PF – as chaves da Cinemateca Brasileira foram entregues à União e todo corpo técnico da instituição foi demitido. O caso acabou ganhando repercussão internacional, virando um dos maiores símbolos da política cultural do governo Bolsonaro – que, conforme apontam as evidências, é simplesmente destruir tudo. Entre as manifestações de protesto incluem-se a voz do diretor do Festival de Cannes, o francês Thierry Frémaux, que abordou o descaso sofrido pela Cinemateca, considerando Bolsonaro uma ameaça à Cultura. “Quero expressar meu apoio à Cinemateca Brasileira, ameaçada pelo atual governo”, disse ele, em entrevista coletiva com a participação dos diretores dos sete maiores festivais de cinema da Europa, durante o Festival de Veneza no ano passado. Mesmo sem vínculo empregatício, vários funcionários antigos emitiram um comunicado em abril deste ano alertando para o perigo criado com o abandono da instituição e pedindo uma ação emergencial, de modo a evitar um desastre como o do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. “A possibilidade de autocombustão das películas em nitrato de celulose, e o consequente risco de incêndio frequentemente recebem atenção da mídia e do público. A instituição enfrentou quatro incêndios em seus 74 anos, sendo o último em 2016, com a destruição de cerca de 500 obras. O risco de um novo incêndio é real”, alertava o texto. Foi ignorado. Há menos de duas semanas, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) fez outro alerta ao governo federal sobre o risco de incêndio. A audiência realizada no dia 20 de julho na Primeira Vara Federal integra uma ação do MPF contra a União por abandono da Cinemateca, e reforçou aviso feito há um ano sobre o perigo de sinistro. “O MPF tem alertado a União e ao poder Judiciário federal desde 15 de julho do ano passado sobre o perigo incessante de incêndio. E ele hoje infelizmente se consumou”, afirmou o procurador da República Gustavo Torres Soares, autor da ação civil pública sobre a Cinemateca. Após o incêndio, o governador de São Paulo, João Doria, também se manifestou sobre a situação, afirmando que a ocorrência foi um crime contra a Cultura e representou um “desprezo pela arte e pela memória”. Mas foram os artistas que mais lamentaram. Em uma sequência de posts nas redes sociais, a atriz Leandra Leal afirmou que o incêndio da Cinemateca é “inaceitável e triste”. O Youtuber Felipe Neto foi além, lembrando dos avisos ignorados. “O incêndio da Cinemateca não é tragédia, não é acidente. É um incêndio causado pela inoperância e vagabundagem do governo federal, através do ministério do turismo. Em 12 de abril, os trabalhadores da Cinemateca avisaram que pegaria fogo. Eles avisaram com todas as letras!”, escreveu nas redes sociais. O comunicado dos antigos funcionários também foi citado pelo comediante Gregório Duvivier e pela cantora Leci Brandão – que ainda ressaltou que o descaso dos governantes foi “criminoso”. A atriz Ana Hikari reforçou a situação de “tragédia anunciada”, ao definir o incêndio como “fruto de um projeto de sucateamento da cultura. Literalmente, apagamento da nossa memória brasileira”. “É lamentável, porque isso está acontecendo por descaso do governo Bolsonaro. Funcionários foram demitidos num lugar que precisa de monitoramento diário pra não pegar fogo”, ela apontou. O músico Tico Santa Cruz relacionou o incêndio ao apagão de dados do CNPq, também ocorrido nos últimos dias, observando que o governo Bolsonaro não se preocupou em conservar nem a Cultura e nem a Ciência brasileiras. “Alguém duvida que isso tudo seja um projeto de destruição?”, ponderou. O incêndio na Cinemateca de São Paulo é um crime com a cultura do país. Desprezo pela arte e pela memória do Brasil dá nisso: a morte gradual da cultura nacional. — João Doria (@jdoriajr) July 29, 2021 Estou rezando para que os bombeiros consigam controlar o fogo e salvar algo da nossa identidade. — Leandra Leal 🇧🇷🏴 (@leandraleal) July 29, 2021 SEM TRABALHADOR NÃO TEM ACERVO (post de Abril, alertando pro que poderia acontecer com a cinemateca) https://t.co/xUijac0hpY — Gregorio Duvivier (@gduvivier) July 29, 2021 Uma tragédia anunciada!Tristeza! O galpão da Cinemateca da Vila Leopoldina está em chamas. É criminoso o descaso do governo com a cultura e a memória do nosso povo. Os @trabalhadorescb tem alertado que é preciso cuidar desse patrimônio. Precisamos tirar o genocida do poder! — Leci Brandão (@lecibrandao) July 29, 2021 isso é TÃO triste… Vocês têm nocão de que são registros da nossa história sendo queimados aí? MUITOS REGISTROS! É lamentável, pq isso tá acontecendo por descaso do Governo BolsonaroFuncionários foram demitidos num lugar que precisa de monitoramento DIÁRIO pra não pegar fogo.. pic.twitter.com/5WnCDn2V7N — Ana Hikari (@_anahikari) July 29, 2021 Uma hora são os dados do CNPq – Ciência ( pesquisa ) Outro dia – Incêndio na Cinemateca Brasileira ( Cultura ) Alguém duvida que isso tudo seja um projeto de destruição? https://t.co/FOCzoUuyXy — Tico Santa Cruz 🆘🇧🇷 (@Ticostacruz) July 29, 2021
Jeffrey Wright se emocionou ao ouvir Chadwick Boseman em “What If…?”
O ator Jeffrey Wright (“Westworld”) disse ter ficado emocionado ao ouvir a voz de Chadwick Boseman em “What If…?”, série animada da Marvel que o intérprete do Pantera Negra dublou antes de morrer no ano passado. A animação, que chega em 11 de agosto na plataforma Disney+, vai trazer Boseman como T’Challa pela última vez, vivendo um destino diverso daquele visto no filme “Pantera Negra”. “Eu fiquei emocionando ouvindo Chadwick dar voz a T’Challa na série. Eu o conheci quando ele foi anunciado como Pantera Negra, na Comic-Con, e nos encontrávamos de vez em quando pra conversar. Foi incrível vê-lo crescer como ator e interpretar este personagem com uma noção tão clara do que ele significava, tudo enquanto enfrentava desafios tão sérios”, comentou Wright, em entrevista à revista Entertainment Weekly, lembrando do câncer que Boseman enfrentou em segredo nos últimos anos de sua vida. “Para mim, ele [Chadwick] está no mesmo nível de heroísmo do Pantera Negra. Fazer parte, um pouquinho, deste último trabalho dele é muito especial pra mim. Eu mal posso esperar para os fãs simplesmente poderem ouvi-lo”, completou. Em “What If…?”, Wright dá voz ao Vigia, uma entidade cósmica que observa os acontecimentos do multiverso e é velho conhecido dos leitores do “Quarteto Fantástico”. Ele serve de guia narrativo da série, apresentando várias histórias alternativas dos personagens do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A nova série chega na Disney+ logo após “Loki” apresentar o conceito das variantes criadas por diferentes linhas temporais, demonstrando um avanço temático do MCU rumo à expansão do multiverso. Além de Chadwick Boseman, a lista de participações na série também inclui Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro), Hayley Atwell (Agente Carter), Michael B. Jordan (Killmonger), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Josh Brolin (Thanos), Mark Ruffalo (Hulk), Tom Hiddleton (Loki), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Chris Hemsworth (Thor), Karen Gillan (Nebulosa), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Paul Rudd (Homem-Formiga), Michael Douglas (Hank Pym), Josh Brolin (Thanos), Dominic Cooper (Howard Stark), Neal McDonough (Dum Dum), Dominic Cooper (Howard Stark), Sean Gunn (Kraglin), Natalie Portman (Jane Foster), David Dastmalchian (Kurt), Stanley Tucci (Dr. Erskine), Taika Waititi (Korg), Toby Jones (Dr. Zola), Djimon Hounsou (Korath), Jeff Goldblum (Grão-Mestre), Michael Rooker (Yondu) e Chris Sullivan (Taserface), entre outros.
Lady Gaga e Adam Driver ilustram cartazes de “Casa Gucci”
A MGM divulgou cinco pôsteres de personagens de “Casa Gucci” (House of Gucci), do cineasta Ridley Scott (“Blade Runner”, “Todo o Dinheiro do Mundo”), sobre o maior escândalo da família Gucci. Os cartazes trazem Lady Gaga (“Nasce uma Estrela”), Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Jeremy Irons (“Watchmen”), Al Pacino (“O Irlandês”) e Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), este irreconhecível graças a uma pesada maquiagem, que interpretam os papéis principais da produção. O filme gira em torno das disputas da família, especialmente entre Maurizio, vivido por Adam Driver, e sua esposa Patrizia Reggiani, interpretada por Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário da grife de moda trocá-la por uma mulher mais nova – disse que ia viajar a negócios e nunca mais voltou. Abandonada, Reggiani assinou o divórcio em 1991 e no ano seguinte passou por problemas de saúde, precisando retirar um tumor do cérebro. Como vingança, encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. O caso lhe rendeu o apelido de “Viúva Negra”, durante um julgamento midiático em 1998, que a condenou a 29 anos de prisão. Ela cumpriu 18 anos e foi libertada por bom comportamento em 2016. Mas Reggiani não perdeu tudo. Ela ganhou o direito de receber uma pensão da família Gucci, por causa de um contrato assinado antes de sua condenação. O papel de Reggiani representa o primeiro projeto de Gaga no cinema desde “Nasce Uma Estrela” (2018), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, além da conquista do troféu de Melhor Canção Original por “Shallow”. A estreia está marcada para novembro nos cinemas dos EUA, mas ainda não há data prevista para o lançamento no Brasil.
See: Jason Momoa enfrenta Dave Bautista no trailer da 2ª temporada
A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “See”, série pós-apocalíptica estrelada por Jason Momoa (o Aquaman), que nos novos episódios contará ainda com Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”). O reforço literalmente de peso viverá o irmão e grande rival do personagem de Momoa na luta pelo destino de um mundo em que a humanidade perdeu a capacidade de enxergar. O conflito rende cenas de batalhas épicas na prévia, enquanto os filhos do protagonista, que nasceram com visão normal, passam a ser disputados como armas capazes de garantir o domínio do futuro. A série é uma criação do roteirista britânico Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”) e tem seus episódios dirigidos pelo cineasta Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Anders Engström (“Taboo”) e Stephen Surjik (“Perdidos no Espaço”), entre outros diretores. Já o elenco inclui Alfre Woodard (“Luke Cage”), Hera Hilmar (“Máquinas Mortais”), Sylvia Hoeks (“Blade Runner 2049”), Christian Carmago (“Dexter”) e, na nova temporada, também Eden Epstein (“Sweetbitter”), Tom Mison (“Sleepy Hollow”), Hoon Lee (“Warrior”), Olivia Cheng (“Warrior”), David Hewlett (“A Forma da Água”) e Tamara Tunie (“Flight”). A 2ª temporada tem estreia marcada para 27 de agosto.
Alex Wolff teve problemas psicológicos após “Hereditário”
O ator Alex Wolff está de volta ao terror em “Tempo”, filme de M. Night Shyamalan que estreou nesta quinta (29/7) nos cinemas brasileiros. Mas diz que ainda não se recuperou totalmente de sua última incursão ao gênero. Em entrevista ao site Looper, o ator contou que passou a enfrentar problemas psicológicos após filmar “Hereditário”, lançado em 2018. “Esse filme causou o máximo de dano em mim que um filme poderia causar. Ele realmente me afetou. É difícil porque, como um ator, não quero soar pretensioso ou autocentrado, porque temos um trabalho privilegiado de várias maneiras. Mas esse filme, emocionalmente, foi um dos difíceis. Foi um daqueles em que realmente me esforcei para manter meu bem-estar emocional”, afirmou Wolff. De acordo com o ator, os efeitos foram desde perda de sono até “outros efeitos psicológicos” que ele preferiu não detalhar. No longa que marcou a estreia do diretor Ari Aster, Wolff interpretou Peter Graham, um jovem que acaba no centro de uma terrível e brutal tragédia familiar, refletindo a deterioração de tudo à sua volta. O elenco também contou com Toni Colette e seus gritos perturbadores. Elogiadíssimo pela crítica, “Hereditário” chegou a ser indicado ao Gotham e ao Spirit Awards, principais premiações do cinema independente dos EUA. E impulsionou a carreira do diretor, que depois fez “Midsommar”, outro sucesso que deu muito o que falar em 2019. Ari Aster atualmente desenvolver seu terceiro longa, “Disappointment Blvd.”, que será estrelado por Joaquin Phoenix (“Coringa”). Lembre abaixo o trailer perturbador de “Hereditário”.
A Jornada de Vivo: Animação musical de Lin-Manuel Miranda ganha trailer
A Netflix divulgou o pôster e o trailer completo de “A Jornada de Vivo”, animação musical que conta com canções originais de Lin-Manuel Miranda, o criador de “Hamilton” e “Em um Bairro de Nova York”. Miranda também estrela a produção como a voz do personagem-título, um jupará (pequeno mamífero de florestas tropicais) que passa seus dias tocando música para o público de uma animada praça de Havana, ao lado de seu amado dono e parceiro Andrés (dublado pelo músico cubano Juan de Marcos González). Mas quando Andrés recebe uma carta de sua antiga paixão, a famosa cantora Marta Sandoval (dublada pela cantora Gloria Estefan), convidando-o para assistir ao show de despedida dela em Miami, Vivo recebe a missão de entregar uma música composta especialmente por seu dono para a artista. Mas para isso ele terá que contar com a ajuda de uma adolescente elétrica chamada Gabi (a estreante Ynairaly Simo), que segue seus próprios impulsos. O elenco de vozes também inclui Zoe Saldana (“Vingadores: Ultimato”), Brian Tyree Henry (“Godzilla vs. Kong”), Nicole Byer (“Loosely Exactly Nicole”), Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), Juan de Marcos González, Leslie David Baker (“The Office”), Katie Lowe (“Scandal”), Olivia Trujillo (“For All Mankind”) e Lidya Jewett (“Good Girls”). A história foi concebida por Miranda e Quiara Alegría Hudes, sua parceira no libreto e no roteiro do musical “Em um Bairro de Nova York”, e roteirizada com ajuda do cineasta Kirk DeMicco (“Os Croods”). DeMicco também dirige o filme em parceria com Brandon Jeffords, que estreia na função após trabalhar nas animações de “Os Smurfs e a Vila Perdida”, “Hotel Transilvânia 2″ e “Tá Chovendo Hambúrguer 2”. Primeiro longa animado musical da Sony Pictures, “A Jornada de Vivo” deveria ter sido lançado nos cinemas em 4 de junho, mas acabou negociado com a Netflix, que recentemente fechou um contrato de distribuição de catálogo e produção de conteúdos exclusivos com o estúdio. A estreia vai acontecer em 6 de agosto. Veja abaixo o trailer em duas versões, dublada em português e com Lin-Manuel Miranda.
Globo vai homenagear Orlando Drummond com especial da “Escolinha do Professor Raimundo”
A Globo vai homenagear Orlando Drummond, intérprete do Seu Peru, falecido na terça (27/7) aos 101 anos. A emissora programou para este sábado (31/7) a reprise do episódio do remake da “Escolinha do Professor Raimundo”, originalmente exibido no ano passado, em que o ator fez uma participação especial para festejar um século de vida. Uma das curiosidades do programa é que a participação foi mantida em segredo do elenco da atração. Graças a um esquema especial de produção, Drummond foi acomodado na carteira que ocupou durante anos no cenário da Escolinha, enquanto os demais atores estavam do lado de fora do local. O último a entrar no estúdio foi Marcos Caruso, o herdeiro do personagem na nova versão do humorístico, que não conseguiu segurar as lágrimas ao vê-lo. Drummond completou quase 70 anos no papel do Seu Peru, que ele começou a interpretar ainda na versão de rádio da “Escolinha do Professor Raimundo”, em 1952. Quando o programa foi para a TV, ele foi junto. Mas além deste papel, Drummond também deu vida, com sua voz, a vários outros personagens famosos, como um dos dubladores mais talentosos do Brasil. Ele marcou época como a voz inigualável do Scooby-Doo, mas também deu tom ameaçador ao Vingador de “A Caverna do Dragão” e a Gargamel em “Os Smurfs”, sem esquecer da afetividade do pai de “Speed Racer”, o heroísmo de Popeye e a grande personalidade que a Alf, o ETeimoso ganhou com sua voz fanha – entre muitos outros papéis. Também foi um ator incansável, que manteve a atividade até o começo da pandemia. Seu último trabalho foi uma participação no filme “De Perto Ela Não é Normal”, lançado em novembro passado.
J.K. Simmons negocia voltar como Comissário Gordon no filme da Batgirl
O ator J.K. Simmons está em negociações para voltar a viver o Comissário Gordon. Ele interpretou o personagem em “Liga da Justiça” e agora vai reaparecer no filme da Batgirl. O site The Hollywood Reporter foi quem deu a notícia primeiro, posteriormente confirmada por outros veículos. Caso o acordo seja fechado, “Batgirl” integrará o DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics) criado por Zack Snyder. A identidade secreta da heroína é Barbara Gordon, filha do Comissário Gordon. A personagem surgiu em 1967, quando executivos de televisão encomendaram uma heroína para atrair público feminino para a série “Batman”, que estava perdendo audiência em sua 3ª temporada. Escolhida como intérprete original, a atriz Yvonne Craig ainda serviu como modelo físico para as primeiras artes da personagem, quando Batgirl foi integrada aos quadrinhos – quase simultaneamente à sua estreia na TV. Apesar de ter se tornado uma das heroínas mais populares da DC Comics, ela só apareceu no cinema 30 anos depois, quando a loira Alicia Silverstone vestiu seu capuz em “Batman & Robin” (1997). O fracasso de público e crítica daquela produção acabou reforçando a aposentadoria da personagem, que nos quadrinhos virou tetraplégica e passou a adotar a identidade de Oráculo, especializando-se em computação e serviços de inteligência para outros heróis. Essa versão de Barbara Gordon também já foi vista em carne e osso, na série “Birds of Prey” (lançada no Brasil com o título equivocado de “Mulher Gato”), interpretada por Dina Meyer em 2002, e voltará a aparecer na 3ª temporada de “Titãs”, vivida por Savannah Welch (“Six”), a partir de 12 de agosto nos EUA. Enquanto ela estava confinada numa cadeira de rodas nos quadrinhos, duas outras heroínas assumiram sua identidade, mantendo o nome de Batgirl vivo nas publicações mensais. Até que a DC Comics passou por dois reboots e mudou tudo, voltando a trazer Barbara Gordon em forma e de volta à ação como a Batgirl original. O filme de “Batgirl” não está sendo desenvolvido para o cinema, mas para a HBO Max pela dupla de diretores Adil El Arbi e Bilall Fallah (de “Bad Boys Para Sempre”). E marcará a primeira vez que a personagem não será interpretada por uma atriz branca. A escolhida para viver Batgirl em seu primeiro filme solo foi Leslie Grace (de “Em um Bairro de Nova York”). .
Netflix passa a exigir vacinação em suas produções
A Netflix anunciou que irá exigir vacinação contra covid-19 de todo o elenco e equipes de suas produções nos Estados Unidos. A decisão foi tomada após os sindicatos de Hollywood entrarem num acordo em torno de um protocolo que permite aos produtores exigir a imunização de atores e dos trabalhadores que têm contato com eles. De acordo com o Deadline, o streaming abrirá raras exceções como razões médicas, religiosas ou de idade. A medida vai valer para séries e filmes que iniciaram suas gravações a partir de agora. Quem se recusar a se vacinar, será substituído. A decisão visa impedir novas paralisações nos trabalhos, após o surgimento de uma quarta onda de covid-19 nos Estados Unidos, causada pela variante delta, altamente contagiosa. Várias produções têm sido afetadas por conta disso, com seguidas interrupções de gravações para a observância de períodos de quarentena. Com a vacinação geral, isso deixaria de acontecer.
Jodie Whittaker anuncia saída da série “Doctor Who”
A atriz Jodie Whittaker, primeira mulher a interpretar o personagem-título de “Doctor Who”, deixará a série após sua terceira temporada no papel. A BBC também confirmou a saída do showrunner Chris Chibnall, responsável pela escalação de Whittaker, ao final da próxima leva de episódios. Whittaker oficializou sua despedida em um comunicado, em que revela já ter gravado seus últimos episódios. “Tenho muito amor por essa série, pela equipe que a faz, pelos fãs que a assistem e pelo que ela trouxe para a minha vida. Não consigo agradecer o Chris [Chibnall] o suficiente por confiar a mim suas histórias incríveis. Sabíamos que queríamos surfar essa onda lado a lado e passar o bastão adiante juntos. Então aqui estamos, semanas após finalizarmos o melhor trabalho que já tive. Levarei a Doutora e suas lições comigo para sempre. Sei que mudanças podem ser assustadoras e nenhum de nós sabe o que está lá fora. É por isso que continuamos procurando. Viaje com esperança. O Universo vai te surpreender. Constantemente”. Além de Jodie Whittaker no papel da Doutora, a 13ª temporada também deve ser a última de Mandip Gill como sua companheira de aventuras Yaz. Os episódios finais ainda contarão com novos personagens de John Bishop (“Rota Irlandesa”) e Jacob Anderson (“Game of Thrones”), que substituem Bradley Walsh (Graham) e Tosin Cole (Ryan), pai e enteado que saíram da série no Especial de Ano Novo, exibido em 1º de janeiro. A participação será um reencontro entre Anderson e Whittaker, que trabalharam juntos em “Broadchurch”, série por sinal criada por Chris Chibnall, que é o atual showrunner de “Doctor Who”. A 13ª temporada começou a ser gravada em novembro e só deve estrear no final de 2021. Por conta da pandemia, ela também será mais curta, com apenas seis episódios, mas em compensação renderá três episódios especiais, que também serão estrelados por Whittaker, a partir do Ano Novo de 2022. A mudança do protagonista vai acontecer no terceiro especial, que só deverá ser exibido no outono britânico (nossa primavera), o que significa que Whittaker ainda permanecerá como Doctor Who por mais de um ano. “Jodie e eu fizemos um pacto de ‘três temporadas e fim’ no início dessa explosão única nas nossas vidas. Então, agora nosso turno acabou e estamos devolvendo as chaves da Tardis”, disse Chibnall em seu comunicado. “A magnífica e icônica Doutora de Jodie superou todas as nossas expectativas. Ela tem sido uma atriz principal de padrão dourado, assumindo a responsabilidade de ser a primeira Doutora com estilo, força, calor, generosidade e humor. Ela capturou a imaginação do público e continua a inspirar adoração em todo o mundo, bem como em todos na produção. Não consigo imaginar trabalhar com um Doctor mais inspirador – então não vou!”, acrescentou. “Desejo aos nossos sucessores – quem quer que seja que a rede BBC e o BBC Studios escolham – tanta diversão quanto nós. Eles vão se deliciar!”, concluiu. Reveja abaixo o trailer da 13ª temporada da série.
Scarlett Johansson processa Disney pelo lançamento de “Viúva Negra” em streaming
A atriz Scarlett Johansson matou definitivamente a Viúva Negra nesta semana. Se havia esperanças de que sua personagem pudesse voltar, isso acabou quando ela abriu um processo contra a Disney pelo lançamento do filme “Viúva Negra” simultaneamente nos cinemas e no streaming Disney+. De acordo com The Wall Street Journal, os advogados da estrela alegam que esta decisão foi uma quebra de contrato, pois o documento tratava exclusivamente de estreia nos cinemas. Como ela também é produtora do filme, seus rendimentos são baseados na performance da bilheteria do longa, que teriam sido supostamente afetados pelo lançamento em streaming. Na verdade, a Disney também está cobrando “ingressos” virtuais em streaming, mas não está claro se isso está coberto pelo contrato ou se é o principal tema da disputa judicial, que teria encontrado dificuldades para ser resolvida de forma amigável. Há boatos de que Kevin Feige, chefão da Marvel, tentou apaziguar os ânimos, mas sem sucesso diante da decisão da Disney de não fazer concessões. Ao mesmo tempo, Johansson se sentiu lesada ao perceber que perdeu uma fortuna e ainda ajudou a Disney a atrair assinantes para o streaming. “A Disney intencionalmente induziu a quebra do acordo da Marvel, sem justificativa, para impedir que a Sra. Johansson pudesse ter o benefício completo da sua negociação com a Marvel”, diz o processo. “Por que a Disney abriria mão de centenas de milhões de dólares em receitas de bilheteria ao lançar o filme nos cinemas em um momento em que sabia que o mercado estava ‘fraco’, em vez de esperar alguns meses para que o mercado se recuperasse?”, questiona o documento. “Com base nas informações e na convicção, a decisão de fazê-lo foi tomada pelo menos em parte porque a Disney viu a oportunidade de promover seu principal serviço de assinatura usando o filme e a Sra. Johnasson, atraindo assim novos assinantes mensais, mantendo os existentes e estabelecendo o Disney+ como um serviço indispensável em um mercado cada vez mais competitivo. ” A reclamação acrescenta que as ações da Disney “não apenas aumentaram o valor da Disney+, mas também salvou intencionalmente a Marvel (e, portanto, a si mesma) do que a própria Marvel se referiu como ‘bônus de bilheteria muito grande’ que a Marvel de outra forma teria sido obrigada a pagar à Sra. Johnasson.” Por meio do processo, a atriz também alega que a Disney sabia que o streaming dissuadiria o comparecimento dos espectadores aos cinemas, incluindo os que voltariam para assistir mais de uma vez, e fez isso mesmo assim, com conhecimento de causa e intencionalmente. “Viúva Negra” foi um dos títulos que a Disney decidiu lançar também no streaming, pelo valor adicional de R$ 70 (US$30, nos EUA), em razão da pandemia do coronavírus. Na sua estreia, o longa arrecadou mundialmente US$ 149 milhões, dos quais US$ 80 milhões vieram apenas do mercado norte-americano. A Disney também revelou que o filme faturou US$ 60 milhões mundiais no lançamento em streaming – em seu primeiro fim de semana disponibilizado na Disney+. O processo foi enviado ao Tribunal Superior de Los Angeles no dia em que a Disney lançou outro filme, “Jungle Cruise”, simultaneamente nos cinemas e em streaming.
“Sweet Tooth” é renovada para 2ª temporada
A Netflix finalmente confirmou a renovação de “Sweet Tooth” para sua 2ª temporada, que terá novamente 8 episódios comandados por Jim Mickle – showrunner, escritor e diretor do primeiro ano da atração. “É muito emocionante ver como as pessoas do mundo todo estão se apaixonando por nosso menino-cervo.”, disse Mickle sobre a renovação. “Não poderíamos estar mais animados para continuar nossa parceria com a Netflix e acompanhar Gus e seus amigos nessa jornada extraordinária”. Na semana passada, a Netflix revelou que “Sweet Tooth” foi vista por 60 milhões de contas de assinantes. Os números foram informados no relatório trimestral de lucros da empresa. Graças a esse desempenho, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics, produzida pelos astro Robert Downey Jr., foi a série de maior sucesso do trimestre passado e entrou na lista das 10 séries originais em inglês mais assistidas da Netflix em todo o mundo. “Sweet Tooth” ocupa o 6º lugar do ranking, à frente de “Emily em Paris” e logo abaixo de “O Gambito da Rainha”. “Bridgerton” lidera a lista de atrações originais com 82 milhões de visualizações. Baseada nos quadrinhos de Jeff Lemire, “Sweet Tooth” apresenta uma história com elementos de contos de fadas e sci-fi pós-apocalíptica, que o diretor Jim Mickle (“Somos o que Somos”) transformou num épico de visual cinematográfico. A trama se passa uma década após a devastação do planeta por uma pandemia inexplicável e acompanha Gus, um menino com chifres de veado, que faz parte de uma nova raça de crianças híbridas humano-animais nascidas após o surto, todas imunes à infecção. Perseguido por milícias, caçadores de recompensas e seitas apocalípticas, ele tenta chegar num refúgio distante com ajuda de um andarilho pouco amistoso. Veja abaixo o vídeo do anúncio da renovação feito pela Netflix, que evoca uma antiga propaganda da marca de laticínios Parmalat.
Estreias: “Jungle Cruise”, “Tempo” e “Dupla Explosiva 2” chegam aos cinemas
Lutando contra a queda de público e da temperatura, sem esquecer a nova variante delta, os cinemas brasileiros decidiram simular normalidade com três grandes lançamentos simultâneos. Baseado num dos passeios mais antigos da Disneylândia, “Jungle Cruise” se inspira em várias aventuras clássicas, de “Uma Aventura na África” (1951) à “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), passando por “Tudo por uma Esmeralda” (1984) e a franquia “Piratas do Caribe”. E se não consegue ser melhor que os títulos originais, a química dos astros Dwayne Johnson e Emily Blunt distrai de um possível desastre. Tem cara de Sessão da Tarde e está saindo simultaneamente em streaming pela Disney+, com um preço bem salgado para temperar a pipoca em casa. Cotação RT (Rotten Tomatoes): 66% “Tempo”, o novo terror de M. Night Shyamalan, oferece uma premissa instigante, que literalmente morre na praia. Uma praia isolada, cercada por falésias, em que turistas são aterrorizados por um inesperado envelhecimento em ritmo acelerado. Em poucos minutos, crianças viram jovem adultos, enquanto os pais começam a enrugar e ninguém consegue deixar o local. Depois de alguns minutos no cinema, a sensação do público pode se tornar a mesma. RT: 50% “Dupla Explosiva 2 e a Primeira-Dama do Crime” volta a juntar o guarda-costas traumatizado vivido por Ryan Reynolds com o matador debochado interpretado por Samuel L. Jackson. Mas desta vez dá mais destaque à Salma Hayek, quase secundária no primeiro filme (de 2017) como esposa do matador. Mesmo com este elenco – e mais Antonio Banderas como vilão – tudo explode no pior sentido. RT: 25% O circuito limitado ainda recebe quatro títulos, com destaque para o russo “Caros Camaradas! Trabalhadores em Luta”, obrigatório para quem ainda romanceia o comunismo. Rodado em preto e branco pelo veterano mestre Andrey Konchalovskiy, parece filme de época, mas é bastante atual diante dos acontecimentos recentes em Cuba, ao mostrar como burocratas soviéticos massacraram trabalhadores grevistas nos anos 1960 – história real. Consagrado com o Prêmio Especial do Júri do Festival de Veneza passado, tem nada menos que 95% no RT. A programação se completa com três produções nacionais: “Rodantes”, filmado por Leandro Lara entre zonas de garimpo e prostituição de Rondônia, “O Buscador”, longa de estreia do ator Bernardo Barreto centrado numa reunião de família, e “Ana. Sem Título”, uma experiência híbrida de drama com linguagem documental de Lúcia Murat, em busca de uma personagem perdida da História do Brasil. Jungle Cruise | EUA | Aventura Tempo | EUA | Terror Dupla Explosiva 2 e a Primeira-Dama do Crime | EUA | Ação Caros Camaradas – Trabalhadores em Luta | Rússia | Drama Rodantes | Brasil | Drama Ana. Sem Título | Brasil | Drama O Buscador | Brasil | Dramédia












