Daniel Craig deve ganhar US$ 100 milhões por sequências de Entre Facas e Segredos
O projeto de duas continuações de “Entre Facas e Segredos”, atualmente negociado pela Netflix, pode render US$ 100 milhões para o diretor-roteirista Rian Johnson, o produtor Ram Bergman e o astro Daniel Craig – US$ 100 milhões para cada um deles. Os valores elevados são o motivo para o projeto ser considerado o mais caro da história da Netflix. Anteriormente, o site Deadline tinha afirmado que o negócio valeria mais de US$ 400 milhões, tornando-se uma das maiores negociações para streaming de todos os tempos. Nesta terça (6/4), o Hollywood Reporter deu valores mais definidos para a produção: US$ 469 milhões – o equivalente a R$ 2,66 bilhões de acordo com a cotação atual do dólar no Brasil. Além do montante milionário, Johnson manterá “total controle criativo” total sobre o projeto. A produção de uma sequência era considerada certa desde que o primeiro “Entre Facas e Segredos” estourou as bilheterias em 2019, surpreendendo com uma arrecadação de US$ 311 milhões para um orçamento inicial de US$ 40 milhões. Relatos de que Johnson trabalhava no roteiro da continuação começaram antes mesmo da pandemia, mas o cineasta aproveitou o tempo de isolamento social para finalizar não apenas um, mas dois roteiros da franquia. O negócio com a Netflix é notável, especialmente porque “Entre Facas e Segredos” nasceu por acaso. Sua origem data do afastamento repentino de Danny Boyle do filme que viria a se tornar “007 – Sem Tempo para Morrer”, o que deixou o astro Daniel Craig com uma folga inesperada em sua agenda. Johnson, que adorava os whodunits de Agatha Christie, aproveitou e convocou o ator a brincar de detetive, juntando rapidamente um elenco matador. Como seria apenas uma produção para “tapar buraco” na agenda de Craig, o estúdio Lionsgate não pensou em incluir cláusulas de extensão contratual para a produção do filme, nem com o elenco, nem com o diretor. Por isso, ficou de fora do acordo das continuações. Na verdade, ninguém esperava que “Entre Facas e Segredos” pudesse se tornar o que nenhum filme vinha conseguindo no cinema americano recente: uma produção original bem-sucedida. Num mercado dominado por sequência e remakes, não só logrou se pagar apenas com a bilheteria doméstica como deu muito lucro a todos os envolvidos em sua produção. Numa homenagem bem-humorada aos velhos filmes de mistério do gênero “whodunit”, popularizado pelos livros de Agatha Christie, Ellery Queen e outros mestres do começo do século 20, que investigam suspeitos de um assassinato até descobrir “quem matou”, sua trama girava em torno do assassinato de um escritor rico e famoso, assassinado durante a festa de seu aniversário por um de seus parentes. Além de Daniel Craig (o James Bond) como o detetive, o elenco trazia Lakeith Stanfield (“Judas e o Messias Negro”) como seu parceiro policial, Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”) como a vítima e uma galeria de suspeitos formada por Chris Evans (o Capitão América), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Jamie Lee Curtis (“Halloween”), Ana de Armas (“Blade Runner 2049”), Katherine Langford (“13 Reasons Why”), Toni Colette (“Hereditário”), Jaeden Martell (“It: A Coisa”) e Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”). A agência CAA, que representa Johnson e Craig, está intermediando o negócio das continuações com a Netflix. Embora ninguém tenha feito declarações oficiais sobre as produções, o Deadline apurou que a primeira continuação já começará a ser filmada em 28 de junho na Grécia, com a escalação do elenco iniciando imediatamente. Relembre abaixo o trailer do filme original.
“Creed III” não terá participação de Sylvester Stallone
O filme “Creed III”, que marca a estreia na direção do astro Michael B. Jordan, não contará com o retorno de um integrante importante do elenco. O ator Sylvester Stallone anunciou que não participará da produção, considerando sua trajetória como Rocky Balboa completa. “Estou me sentindo ótimo com isso”, disse Stallone em uma postagem nas redes sociais. Mesmo assim, os fãs poderão voltar a ver o ator-diretor em nova versão de um dos filmes clássicos da franquia. Stallone explicou que seu único problema com a saga era que “Rocky IV” não tinha sido concluído de forma satisfatória, mas que ele voltaria ao longa de 1985 para apresentar sua edição de diretor. Apesar das queixas do astro, o filme de 1985 foi um grande sucesso e apresentou ao público Dolph Lundgren, intérprete do imponente Ivan Drago, o boxeador soviético que Apollo Creed, vivido por Carl Weathers, da franquia. Lundgren voltou a viver Drago no recente “Creed II”, que, por coincidência, marcou a despedida de Stallone do papel de Rocky em 2018. Com estreia marcada para novembro de 2022, “Creed III” voltará a trazer Michael B. Jordan no papel título, além das atrizes Tessa Thompson e Phylicia Rashad. O roteiro foi escrito por Keenan Coogler (de “Space Jam: O Novo Legado”) e Zach Baylin (“King Richard”), a partir de uma ideia do irmão mais famoso do primeiro roteirista, Ryan Coogler, diretor do longa original (e de “Pantera Negra”), lançado em 2015.
Bolsonaro cumpre ameaça e Ancine começa mudança para Brasília
Enquanto a pandemia continua a ocupar o noticiário, o governo Bolsonaro segue passando a boiada. A coluna de Lauro Jardim, no jornal o Globo, revelou que a Ancine iniciou um processo para diminuir a sua presença física no Rio de Janeiro. No final da semana passada, a agência desocupou um andar inteiro de um prédio no Centro da cidade e a expectativa é que, ainda em abril, um andar no prédio da Anatel, em Brasília, seja disponibilizado para a agência. Em janeiro, o Ministério das Comunicações sugeriu que poderia realizar uma fusão entre a Ancine e a Anatel, entidades de pastas e funções completamente distintas. Neste sentido, a mudança da Ancine para o prédio da Anatel seria praticamente uma declaração de intenções. Bolsonaro tem se mostrado insatisfeito com a Ancine desde o começo de seu governo. Em agosto de 2019, ele ameaçou pela primeira vez a transferência do órgão colegiado para Brasília, como parte de um plano para a Ancine “deixar de ser uma agência e passar a ser uma secretaria subordinada a nós”. O objetivo, segundo Bolsonaro, era sujeitar a aprovação de projetos a seus “filtros” (ou gosto) pessoais. “Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ficar usado para filme pornográfico”, afirmou. Um mês depois desta declaração e inconformado com a demora para conseguir o que queria, Bolsonaro foi mais longe e ameaçou “degolar” os integrantes da Ancine: “Se a Ancine não tivesse, na sua cabeça toda, mandato, já tinha degolado todo mundo”. A ameaça foi completada por um gesto com as mãos sob o pescoço que representa o assassinato por meio de degola. Desde a posse de Bolsonaro, a Ancine enfrenta uma crise sem precedentes, atuando com um presidente interino nunca efetivado e com uma diretoria incompleta, que não tem seus diretores nomeados. Enquanto isso, a arrecadação das taxas Condecine e Fistel, pagas pela indústria de telefonia e audiovisual para o financiamento público de novas produções brasileiras de cinema e TV, acumula uma fortuna não contabilizada em cofres que têm sido blindados de investigação, sem que projetos novos – ou muito poucos – sejam beneficiados com a verba do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Apenas os valores arrecadados em 2018 (para serem investidos em 2019) foram divulgados (e somente em dezembro de 2019): um montante de R$ 703,7 milhões. Desde então, as taxas fecharam mais dois anos de arrecadação não revelada, podendo ter ultrapassado R$ 2 bilhões de dinheiro sem uso – ou com mau uso. O Ministério Público Federal (MPF) questionou, num ofício datado de 13 de outubro do ano passado, porque a Ancine tinha aprovado apenas um projeto para obter recursos do FSA num período de dez meses, pedindo que a agência tornasse públicos relatórios anuais de gestão do FSA. “Apuramos que houve uma ordem da procuradoria da Ancine de que não fosse dado andamento a processos, a não ser aqueles que obtivessem liminar na Justiça. Houve, portanto, negligência ao correto andamento desses procedimentos, como houve ação deliberada de paralisação”, denunciou o procurador. Mas um juiz da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro barrou a investigação, aceitando a explicação de que “a culpa é da burocracia”. Na ocasião, já havia ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine na Justiça Federal do Rio, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Neste meio tempo, a Ancine mudou sua atividade principal, deixando de ser uma instituição de fomento para virar um escritório de cobranças, aproveitando uma orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre problemas de prestações de contas para rever centenas de balanços anteriormente aprovados de produções com mais de 20 anos, como “Madame Satã”, de 2002, “Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida”, de 2004, e “Xuxa Gêmeas”, de 2006. Por coincidência, depois de a apresentadora Xuxa Meneghel criticar o governo Bolsonaro e após o presidente dizer que iria rever aprovação de filmes de temática LGBTQ pela Ancine. “Confesso que não entendi por que gastar dinheiro público com um filme desses”, disse Bolsonaro em agosto passado. Enquanto escondia os valores de arrecadação do FSA, a Ancine também fez parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul para assumir ainda outra função, oferecendo empréstimos financeiros para produtores de cinema. Neste caso, a ideia original do FSA, de investimento à fundo perdido, foi substituída por um negócio batizado de “linha de crédito emergencial” que passaria a cobrar juros – para terceiros (banco) ou para a própria Ancine (em parceria com banco). O que a Ancine faria com o lucro obtido com as taxas de empréstimo? Na segunda-feira (5/4), deputados da Comissão de Cultura da Câmara classificaram de “perseguição política” a paralisação nas atividades da Ancine e a demora na liberação de recursos para produções já contempladas em editais da agência. Convidado para debater com os integrantes da comissão, o presidente interino da entidade, Alex Braga, alegou que a questão foi judicializada e, por isso, não iria comparecer. Quem pode desaparecer a seguir é a própria Ancine.
Polícia vai investigar Rodolffo por crime de racismo no BBB 21
Os comentários de cunho racista do cantor sertanejo Rodolffo, participante do “BBB 21”, contra o colega de confinamento João Luiz, serão investigados pela Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A assessoria da instituição anunciou a investigação em comunicado: “De acordo com a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), foi instaurado procedimento para apurar o crime de preconceito racial. Imagens estão sendo analisadas e as investigações seguem em andamento”. No último sábado (3/4), o sertanejo comparou o cabelo do geógrafo a uma peruca de homem das cavernas, fantasia usada para cumprir o Monstro da semana. Pouco depois, durante show no programa, a cantora Ludmilla exigiu respeito. “A próxima música que vou cantar agora fala sobre uma coisa que o mundo está precisando, que é respeito. Respeita o nosso funk, respeita a nossa cor, respeita o nosso cabelo. Respeita caral**.”, disse a artista, que também já teve o cabelo comparado a Bombril por uma suposta socialite. Para deixar claro, após a apresentação ela ainda elogiou o cabelo de João em suas redes sociais.
Paul Ritter (1966 – 2021)
O ator britânico Paul Ritter, que estrelou “Chernobyl” e a sitcom “Friday Night Dinner”, morreu em sua casa nesta terça (6/4) de tumor cerebral aos 54 anos. Os créditos de Ritter também incluem vários filmes, entre eles blockbusters como “007 – Quantum of Solace” e “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, além de séries recentes como “Belgravia” e “Cold Feet”. Ele ainda se destacou em muitas peças de teatro, sendo indicado ao Tony (o Oscar teatral) em 2009 pela produção de “The Norman Conquests”. Na premiada minissérie “Chernobyl”, ele se destacou como Anatoly Diatlov, o odiado engenheiro cabeça-dura responsável pelo acidente nuclear que contaminou parte da Europa nos anos 1980. Mas seu papel mais lembrado é o do patriarca da família Goodman, que toda sexta-feira se reunia com a mulher e os filhos para um jantar engraçadíssimo em “Friday Night Dinner”, rotina que durou seis temporadas, exibidas de forma intermitente entre 2011 e 2020, e que ganhará uma retrospectiva em seu aniversário de dez anos no canal pago britânico Channel 4. O criador de “Friday Night Dinner”, Robert Popper, tuitou: “Devastado com esta notícia terrivelmente triste. Paul era um ser humano adorável e maravilhoso. Gentil, engraçado, super-atencioso e o melhor ator com quem já trabalhei”.
Liga da Justiça: Joss Whedon quis deixar Mulher-Maravilha “estúpida” após briga com Gal Gadot
Ray Fisher não foi a única estrela da “Liga da Justiça” que ficou infeliz com a substituição de Zack Snyder por Joss Whedon nas refilmagens do longa. Uma reportagem sobre os bastidores tumultuados da produção, publicada pela revista The Hollywood Reporter, revelou que Whedon entrou em confronto com todas as estrelas do filme, incluindo Jeremy Irons. Não só isso. Gal Gadot foi à luta e levou suas reclamações não apenas ao chefe do estúdio de cinema, mas também ao presidente da Warner Bros. Uma fonte ouvida pela publicação afirma que Gadot teve várias preocupações com a versão de Whedon, incluindo “questões sobre sua personagem ser mais agressiva do que em ‘Mulher-Maravilha’. Ela queria fazer a personagem fluir de um filme para o outro.” O maior conflito, dizem as fontes, veio quando Whedon pressionou Gadot a gravar falas de que ela não gostava. Para que a atriz cedesse, ele teria ameaçado prejudicar sua carreira. Whedon também teria diminuído o trabalho da diretora Patty Jenkins em “Mulher-Maravilha”. Uma testemunha da produção, que teria conversado com os investigadores contratados pela Warner para apurar o que aconteceu nos bastidores do filme, disse que, após um confronto, “Joss ficou se gabando de ter colocado Gal no seu lugar. Ele disse que era o escritor e que ela calasse a boca e dissesse suas falas, pois podia fazê-la parecer incrivelmente estúpida neste filme.” Outra fonte informou que Gal Gadot e Patty Jenkins se juntaram e foram à luta, levando a situação até o então presidente da Warner, Kevin Tsujihara. Questionada sobre o fato, Gadot respondeu em um comunicado: “Eu tive meus problemas com [Whedon] e a Warner Bros. lidou com isso em tempo hábil.” A atriz já tinha mencionado a polêmica em dezembro, em entrevista ao jornal Los Angeles Times. “Eu não estava presente quando Joss Whedon filmou com outros meninos [do elenco]. Mas tive minha própria experiência com ele, que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”, disse a atriz na ocasião. Uma das cenas estúpidas, que Joss ameaçou filmar, acabou entrando no longa. Gadot se recusou a gravar uma sequência em que o Flash cai sobre a Mulher-Maravilha, gerando uma situação de desconforto. Whedon simplesmente colocou uma dublê em seu lugar e incluiu a piada sem graça na versão de cinema de “Liga da Justiça”. Ele já tinha feito a mesma cena com Bruce Banner/Hulk e Viúva Negra em “Vingadores: Era de Ultron”. Três meses após “Liga da Justiça” fracassar nas bilheterias, Whedon anunciou que tinha desistido de filmar “Batgirl” na Warner. “’Batgirl’ é um projeto tão empolgante e a Warner/DC parceiros tão colaborativos que demorei meses para perceber que eu realmente não tinha uma história”, disse ele para justificar o afastamento na época.
Produtor da Warner impediu Regé-Jean Page de estrelar série por ser negro
Uma longa reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre as acusações de Ray Fisher contra a Warner Bros. revelou que Geoff Johns, quando foi presidente da DC Entertainment entre 2010 e 2018, impediu os produtores da série “Krypton” de escalar Regé-Jean Page (o futuro Duque de Hastings de “Bridgerton”) como protagonista da série “Krypton” por ser negro. De acordo com fontes da THR, Johns teria citado especificamente o fato de Page ser negro como impedimento para que ele interpretasse o papel. “Krypton”, que ficou no ar entre 2018 e 2019, contava as aventuras de Seg-El, avô de Kal-El (o futuro Superman), antes da destruição de seu planeta. O papel acabou interpretado por Cameron Cuffe, um ator branco. Representantes de Johns responderam à acusação dizendo que o produtor achou, na época, que os fãs esperariam um ator “que se parecesse com um jovem Henry Cavill” no papel de Seg-El. Em outras palavras, os fãs não aprovariam um negro como avô de Superman. Mas este não teria sido o único problema de escalação em “Krypton”. Johns também teria vetado a possibilidade do personagem Adam Strange, um herói interpretado por Shaun Sipos, ser retratado como gay ou bissexual. O personagem, que viaja do futuro para avisar Seg-El sobre o ataque do vilão Brainiac (Blake Ritson) e contar a ele sobre os feitos do seu neto, é heterossexual nos quadrinhos. Na série, supostamente por determinação de Johns, a sexualidade de Strange é apenas sugerida. O personagem é visto sorrindo para um soldado nu do sexo masculino em uma cena de “Krypton”, mas também tem uma breve conversa com Alanna, seu interesse romântico nos quadrinhos, que implica um passado entre eles. “Geoff celebra e apoia personagens LGBTQIAP+, incluindo a Batwoman, que voltou aos quadrinhos em 2006, como uma mulher lésbica, em uma série coescrita por ele”, comentaram os representantes do produtor, sem citar o caso específico relatado na matéria. O THR ainda cita a roteirista Nadria Tucker, que tuitou em 24 de fevereiro: “Não falo com Geoff Johns desde o dia em que ele tentou me dizer o que é e o que não é uma coisa negra”. Procurada para esclarecer o comentário, ela disse que Johns impediu que o penteado de uma personagem negra fosse mudado em cenas que aconteceram em dias diferentes. “Eu disse que nós, mulheres negras, tendemos a mudar nosso cabelo com frequência. Não é estranho, é uma coisa negra”, ela afirmou. “E ele disse: ‘Não, não é’. ” O porta-voz de Johns respondeu que a preocupação do produtor era sobre continuidade. “O que eram notas de continuidade padrão para uma cena estão sendo comentadas de uma forma que não é apenas pessoalmente ofensiva para Geoff, mas para as pessoas que sabem quem ele é, conhecem o trabalho que ele fez e conhecem a vida que ele vive, pois Geoff conhece pessoalmente, em primeira mão, os efeitos dolorosos dos estereótipos raciais em relação ao cabelo e outros estereótipos culturais, tendo sido casado por uma década com uma mulher negra e por sua segunda esposa ser asiática-americana, assim como seu filho, que é mestiço”. A reportagem ainda sugere que as fontes da reportagem não foram ouvidas na investigação iniciada pela Warner para apurar as acusações de Fisher sobre os bastidores de “Liga da Justiça”, que terminaram supostamente enquadrando apenas o diretor Joss Whedon, responsável pelos problemas iniciais com o elenco. Supostamente, porque o nome de Whedon não foi apontado na conclusão dos trabalhos. Em comunicado oficial, o estúdio disse apenas: “A investigação da WarnerMedia sobre o filme da ‘Liga da Justiça’ foi concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Dias antes, Whedon tinha anunciado que estava se afastando de “The Nevers”, série que ele criou e que estreia no domingo (11/4) na HBO. Geoff Johns, por sua vez, continua à frente da série “Stargirl”, que ele criou, baseando-se em quadrinhos que ele também escreveu, além de ter trabalhado, após “Liga da Justiça”, nos roteiros de “Aquaman” e “Mulher-Maravilha 1984”.
Príncipe Harry e Meghan Markle anunciam primeira produção para a Netflix
A Archewell Productions, empresa do príncipe Harry e Meghan Markle, anunciou sua primeira série produzida em parceria com a Netflix. “Heart of Invictus” será uma série documental contando a história de atletas que competem nos Jogos Invictus, torneio fundado pelo próprio príncipe Harry para veteranos das forças armadas de vários países do mundo. Harry também deve aparecer em frente às câmeras na série, além de servir como produtor executivo. Já a direção ficou a cargo da dupla Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara, vencedores do Oscar pelo curta “Os Capacetes Brancos” (2016). “Desde os primeiros Jogos Invictus, em 2014, sabíamos que cada competidor ia contribuir de sua própria forma excepcional para formar um mosaico de resiliência e determinação. Esta série dará às comunidades ao redor do mundo uma janela para as histórias tocantes e inspiradores desses competidores, em seu caminho para os próximos jogos, no ano que vem, na Holanda”, disse Harry em comunicado sobre a produção. O projeto é o primeiro anunciado pelo casal, sete meses depois de assinar contrato com a plataforma de streaming. Harry e Meghan também tem um acordo com o Spotify para produzir podcasts, e pelo qual lançaram, no ano passado, uma mensagem de Natal.
Viúva Negra: Novo trailer foi visto mais de 70 milhões de vezes em 24 horas
O novo trailer de “Viúva Negra” teria superado 70 milhões de visualizações em 24 horas. Os números foram divulgados pelo site The Hollywood Reporter sem informar a fonte. Oficialmente, o YouTube oficial da Marvel registra apenas 10% desse total. Considerando outros números fornecidos pela Disney, trata-se de um aumento considerável em comparação ao trailer anterior, que atingiu 53 milhões de views em seu primeiro dia. Geralmente, trailers subsequentes costumam ser menos vistos que os iniciais. Mas a Disney está há quase dois anos sem lançar um filme da Marvel, o que parece ter aumentado o desejo do público. O novo vídeo teria ultrapassou o interesse nos primeiros trailers das séries do Disney+ “WandaVision” (53 milhões), “Loki” ( 36 milhões ) e “Falcão e o Soldado Invernal” (20,3 milhões). “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada por personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Após mais de um ano de adiamento, a estreia vai finalmente acontecer em julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (“por um custo adicional”). Aproveite para rever o trailer novamente.
Brasil tem apenas 128 cinemas em funcionamento
Os números de bilheteria do fim de semana no Brasil revelaram o estado crítico do circuito cinematográfico, após o fechamento de salas nas principais cidades do país. Apenas 4,5 mil pessoas foram aos cinemas entre quinta e domingo passado (4/4), quando “Raya e O Último Dragão” liderou a bilheteria com apenas R$ 29,7 mil de arrecadação, assistido por cerca de 1,7 mil espectadores. O total de ingressos vendidos no período não passou de R$ 60,7 mil, segundo levantamento da consultoria ComScore. A arrecadação baixa reflete o agravamento da pandemia de covid-19 e a ampliação das restrições no Brasil. No pior momento da crise sanitária no país, as medidas para conter o coronavírus resultaram no fechamento da vasta maioria das salas de cinema, deixando apenas 128 salas em funcionamento em todo o território nacional. Ou seja, 3,6% do total. A situação será mantida pelo menos por mais uma semana. Por conta disso, vários lançamentos foram adiados e três filmes indicados ao Oscar 2021 não tem nem sequer previsão de chegar ao Brasil, já que não pertencem à plataformas de streaming, entre eles os favoritos a prêmios “Minari”, “Bela Vingança” e “Nomadland”.
Kate Winslet diz conhecer atores gays que escondem sexualidade por medo de Hollywood
A atriz Kate Winslet, que viveu uma lésbica em seu recente filme “Ammonite”, diz que conhece pelo menos quatro atores gays que têm medo de revelar sua sexualidade, acreditando que não conseguiriam mais papéis em Hollywood. Em entrevista ao jornal The Sunday Times, Winslet contou que ainda há muito temor nos bastidores da indústria cinematográfica entre os atores LGBTQIA+. “Eu não posso te dizer o número de jovens atores que eu conheço – alguns bem conhecidos, alguns começando – que estão com medo de que sua sexualidade seja revelada e que isso os impeça de serem escalados para papéis heterossexuais”, disse ela. “Um conhecido ator acabou de chamar um agente americano e o agente disse: ‘Eu entendo que você é bissexual. Eu não divulgaria isso’. Posso pensar em pelo menos quatro atores escondendo absolutamente sua sexualidade. É doloroso. Porque eles temem ser descobertos”, completou. Ela lamentou que esse tipo de situação, que lembra a época de Rock Hudson, ainda aconteça no século 21. “É uma má notícia. Hollywood tem que deixar de lado essa porcaria datada”, disparou. “Isso deveria ser quase ilegal. Você não acreditaria como isso é difundido. E não pode ser apenas confinado à questão sobre atores gays só poderem interpretar papéis gays. Porque os atores, em alguns casos, estão optando por não se assumir por motivos pessoais.” Para que haja uma mudança, a atriz acredita que mais pessoas teriam de falar sobre o tema para evidenciar o problema. “Não pretendo intimidar ou enfrentar Hollywood. Estamos apenas falando sobre jovens atores que podem estar pensando em ingressar nessa profissão e encontrar uma maneira de torná-la mais aberta. Para que haja menos julgamento, discriminação e homofobia”, concluiu.
The Nevers: Pôsteres e vídeo apresentam personagens da nova série de fantasia da HBO
A HBO divulgou uma coleção de pôsteres e um vídeo de “The Nevers”. Com mais de três minutos, a prévia traz muitas cenas inéditas, introduzidas por depoimentos do elenco numeroso e da showrunner Jane Espenson, apresentando os personagens e a premissa da atração. Veterana produtora de “Buffy: A Caça-Vampiros”, Espenson substitui o criador daquela e desta série, Joss Whedon, que nem sequer é mencionado no material, após ser afastado em meio a denúncias de abuso e assédio moral por atores de “Liga da Justiça” e da própria “Buffy”. Embora Whedon continue creditado, após dirigir o piloto, ele foi desligado do programa no sexto episódio. Espenson também ajudou a escrever os seis primeiros episódios, que representam metade da temporada inaugural. “The Nevers” é uma série de super-heroínas da era vitoriana e acompanha a ascensão das Touched (Tocadas): pessoas, a maioria mulheres, que de repente manifestam habilidades incomuns – algumas encantadoras e outras arrepiantes. Entre elas estão Amalia True (Laura Donnelly), uma viúva misteriosa e impulsiva, e Penance Adair (Ann Skelly), uma jovem inventora brilhante, que pretendem proteger aqueles a quem a sociedade londrina da época decide atacar. Mas nem todas as Tocadas pensam igual. Algumas querem apenas fazer o mal. Além de Laura Donnely (“Outlander”) e Ann Skelly (“Vikings”), o elenco da produção também destaca Olivia Williams (“Counterpart”), James Norton (“Adoráveis Mulheres”), Tom Riley (“Da Vinci’s Demons”), Nick Frost (“Truth Seekers”), Ben Chaplin (“Carta ao Rei”), Pip Torrens (“Preacher”), Zackary Momoh (“Doutor Sono”), Amy Manson (“The White Princess”), Rochelle Neil (“Das Boot”), Eleanor Tomlinson (“Poldark”), Denis O’Hare (“American Horror Story”) e Elizabeth Berrington (“Yesterday”). A série vai estrear no domingo (11/4).
Diretor de “Missão Madrinha de Casamento” fará série sobre pornô feminista dos anos 1970
A HBO Max prepara uma nova série adulta passada no submundo da pornografia dos anos 1970. Depois da HBO tradicional exibir três temporadas do drama nova-iorquino “The Deuce” (2017–2019), sua versão Max encomendou 10 episódios de “Minx”, ambientada na mesma época, mas em outra cidade e com foco e tom radicalmente opostos. “Minx” será uma série de comédia sobre uma jovem feminista de Los Angeles que une forças com um editor de publicações baratas para criar a primeira revista erótica para mulheres. Os papéis principais serão vividos por Ophelia Lovibond (“Elementary”) e Jake Johnson (“New Girl”), e o elenco também inclui Michael Angarano (“This Is Us”), Jessica Lowe (“Juntos e Misturados”), Taylor Zakhar Perez (“A Barraca do Beijo 2”), Lennon Parham (“Bless This Mess”) e Idara Victor (“Rizzoli & Isles”), entre outros. Criada pela roteirista Ellen Rapoport (“Desperados”) e produzida pelo cineasta Paul Feig (“Missão Madrinha de Casamento”) a série vem da Lionsgate Television e conta com direção de Rachel Lee Goldenberg (do pouco visto remake de “Sonhos Rebeldes/Valley Girl”). “Sou muito grata a Feig, Lionsgate e HBO Max por verem o potencial desta história, desde a primeira vez que apareci em seus escritórios com pilhas de revistas pornôs dos anos 1970”, disse Rapoport, em comunicado sobre a produção. “Fazer ‘Minx’ com nosso elenco ridiculamente talentoso é um sonho que se tornou realidade e estou muito feliz por poder fazer isso de novo. ” “Nós nos apaixonamos pelo baú de Ellen, cheio de revistas de nus masculinos, e sua visão incrível para esta série divertida e libertadora no segundo em que a ouvimos, e soubemos que precisávamos de um parceiro ousado para nos deixar levá-la para a tela da forma mais honesta possível” disse Feig. “Então, não poderíamos estar mais entusiasmados com a HBO Max, com quem temos nos divertido muito em ‘Love Life’. Com nosso elenco poderoso e diretor brilhante, é Minx to the Max!” A série ainda não tem previsão de estreia, mas a plataforma de streaming HBO Max chega no Brasil em junho.












