Ken Spears (1938 – 2020)
O veterano roteirista-produtor Ken Spears, co-criador do adorado personagem “Scooby-Doo” com o também recentemente falecido Joe Ruby, morreu na sexta-feira (6/11) aos 82 anos, de complicações relacionadas à demência corporal de Lewy. “Ken será para sempre lembrado por sua inteligência, sua narrativa, sua lealdade à família e sua forte ética de trabalho”, diz seu filho, Kevin Spears. “Ele não deixou só uma impressão duradoura em sua família, mas tocou a vida de muitos como co-criador de ‘Scooby-Doo’. Ken tem sido um modelo para nós ao longo de sua vida e ele continuará a viver em nossos corações”. Nascido Charles Kenneth Spears em 12 de março de 1938, o artista cresceu em Los Angeles, Califórnia, onde se tornou amigo do filho do produtor de animação William Hanna. Spears foi posteriormente contratada na empresa de Hanna, a famosa Hanna-Barbera Productions em 1959 como editor de som. Enquanto trabalhava no departamento de edição, conheceu Joe Ruby, e os dois iniciaram uma parceria frutífera como autores de diversas histórias de desenhos clássicos. Juntos, eles escreveram episódios e criaram personagens para a Hanna-Barbera, Sid e Marty Krofft Television Productions e DePatie-Freleng Enterprises. Spears e Ruby criaram séries clássicas como “Scooby-Doo, Cadê Você!”, “Dinamite, o Bionicão”, “Capitão Caverna e as Panterinhas” e “Tutubarão” para a Hanna-Barbera, além de “Os Caretas”, “Os Cometas” e “Missão Quase Imprevisível” para a DePatie-Freleng. Além disso, Spears também foi consultor da adaptação animada de “Planeta dos Macacos”, que virou um desenho cultuado pelos fãs dos filmes em 1974. Os desenhos da dupla fizeram tanto sucesso que Fred Silverman, presidente de programação infantil da CBS, contratou-os no início dos anos 1970 para supervisionar a programação infantil das manhãs de sábado do canal, e quando Silverman se mudou para a ABC, levou-os juntos. Em 1977, Spears e Ruby criaram seu próprio estúdio, Ruby-Spears Productions, pelo qual produziram várias séries de animação, incluindo “Superman”, “Alvin e os Esquilos”, “Bicudo, o Lobisomem”, “Mister T”, “O Homem Elástico” e “Thundarr, o Bárbaro”, entre outros. Em 1981, a Ruby-Spears Productions foi comprada pela Taft Entertainment, a empresa-mãe da Hanna-Barbera, e dez anos depois o catálogo foi vendido, junto com a Hanna-Barbera, para a Turner Broadcasting, que atualmente integra a WarnerMedia. Spears morreu pouco mais de dois meses após seu grande parceiro Ruby, falecido em 26 de agosto passado.
Dwayne Johnson revela foto de seu personagem no filme Red Notice
O longa “Red Notice” encerrou suas filmagens há cerca de dez dias, mas seu elenco estrelado não parou de divulgar imagens da produção nas redes sociais. Desta vez, Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase) divulgou uma foto de si mesmo no Instagram, em pose de pôster. Ele interpreta um detetive do FBI que, na trama, caçará o maior contrabandista de artes do mundo. A produção da Netflix também conta com Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”), e foi escrita e dirigida por Rawson Marshall Thurber (“Família do Bagulho”). O lançamento vai acontecer em 2021 em streaming, em data ainda não divulgada. Ver essa foto no Instagram The FBI behavioral profiler (minus the fanny pack;). The most wanted art thief in the world. And the greatest conman the world has never seen. #OnSet #REDNOTICE 🔥 @netflix @sevenbucksprod @flynnpictureco @masistills 📸 Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 5 de Nov, 2020 às 7:34 PST
BTS lidera premiação da MTV Europeia, que também consagrou Pabllo Vittar
O fenômeno sul-coreano BTS foi, pela segunda vez consecutiva, o grande vencedor dos MTV European Music Awards (EMAs). A boy band venceu quatro troféus, incluindo Melhor Música (“Dynamite”), Grupo, Show Virtual e Fãs, na premiação transmitida na noite de domingo (8/11) pelo canal pago. O evento também premiou artistas locais em sua transmissão ao redor do mundo, e Pabllo Vittar venceu o troféu pelo Brasil. A cerimônia do ano passado aconteceu em Sevilla, na Espanha, onde o BTS igualmente venceu o maior número de prêmios da cerimônia. Já este ano, devido à segunda onda de coronavírus em todo o continente, os EMAs apresentaram performances gravadas em vários locais da Europa, em vez de acontecer num único palco numa cidade-sede. A premiação ainda destacou Lady Gaga, eleita como Melhor Artista em geral e Melhor Artista dos EUA, enquanto DJ Khaled levou o troféu de Melhor Clipe por “Popstar”, que contou com Drake e Justin Bieber. A colombiana Karol G também chamou atenção, vencendo a nova categoria de melhor Artista Latina e dividindo com Nicki Minaj a Melhor Parceria pela faixa “Tusa”. Anfitrião da cerimônia, o quarteto feminino britânico Little Mix recebeu o troféu de Melhor Artista Pop, além de apresentar uma performance de “Sweet Melody” gravada nos subúrbios Londres – e incorporando realidade aumentada. Entre outros prêmios, Cardi B venceu como Melhor Artista de Hip-Hop, enquanto David Guetta foi consagrado como Artista Eletrônico, Coldplay ganhou o troféu de Rock e Hayley Williams foi eleita a Melhor Artista Alternativa. Só que os premiados como eletrônicos, roqueiros e alternativos lançaram apenas hits de pop genérico em 2020. Para se ver como vão longe os dias de “120 Minutes” e “Alternative Nation” na MTV… Houve uma tendência política em várias apresentações, refletindo o clima atual – não apenas as eleições dos EUA – , com direito à premiação da música “I Can’t Breathe”, de H.E.R., inspirada na frase repetida por George Floyd enquanto era assassinado pela polícia de Columbus, na Georgia. H.E.R. ganhou um troféu especial, batizado de “Video for Good” (vídeo para o bem) das mãos do campeão de Formula 1 Lewis Hamilton. O evento também incluiu um tributo à lenda do rock Eddie Van Halen – que morreu no mês passado após uma longa batalha contra o câncer – , com participações do guitarrista Tom Morello (Rage Against the Machine), da cantora e guitarrista St. Vincent e do baterista Taylor Hawkins (Foo Fighters). E ainda inclui a terceira edição do Prêmio Mudança de Geração (Generation Change), que este ano homenageou cinco mulheres que lutam por justiça social e racial em todo o mundo. Os vencedores foram Kiki Mordi, uma jornalista investigativa que luta para acabar com a SARS na Nigéria; Temi Mwale, um ativista da justiça racial no Reino Unido; Catherhea Potjanaporn, fotógrafa de retratos na Malásia; Luiza Brasil, jornalista negra de moda no Brasil; e Raquel Willis, uma ativista transgênero negra nos EUA. Confira a lista completa dos vencedores no vídeo abaixo. Congrats to @BTS_twt on winning #MTVEMA Best Virtual Live! 🙌 pic.twitter.com/VTUNyKv9V6 — MTV EMA (@mtvema) November 8, 2020
Gillian Anderson só entrou em The Crown após traçar limites com o namorado – que é criador da série
Em entrevista para a revista Harper’s Bazaar, a atriz Gillian Anderson contou que só aceitou participar da 4ª temporada de “The Crown” após uma conversa séria que estabeleceu limites para a convivência com seu parceiro de vida desde 2016, que por acaso é o criador da série de sucesso, Peter Morgan. “Para nossa própria sanidade e, na verdade, para o benefício do relacionamento, estabelecemos limites muito claros”, disse Anderson à publicação, ponderando porque aceitou viver a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher na produção da Netflix. Ela contou que o casal estabeleceu uma regra muito simples. “Não vou comentar sobre o roteiro, mas você não tem permissão para comentar sobre a atuação!”, explicou Anderson. “Sou muito boa em compartimentar minha vida, ponto final”, ela continuou. “Acho que aprendi isso muito jovem, sendo uma jovem mãe em uma série de TV realmente intensa [‘Arquivo X’], em que eu me alternava entre me dedicar totalmente no set e voltar ao meu trailer, fechar a porta e ser uma mãe. ” Para Anderson, que é mãe de três filhos – Piper, 26, Oscar, 14, e Felix, 12 – essa regra também se aplica à sua interpretação de Thatcher, que foi apelidada de “A Dama de Ferro” por causa de seu governo duro e muitas vezes impopular. Para viver a personagem, Anderson disse que primeiro teve que deixar suas próprias opiniões pessoais sobre Thatcher de lado para encontrar um ponto em comum, exatamente como uma mãe. O resultado, diz Anderson, é que seu retrato reflete “ela como um ser humano” e apresenta suas motivações “como política e como mãe”. Ela diz que, na vida real, é o oposto de Thatcher e se abstém de fazer comentários políticos em seu dia-a-dia, inclusive nas redes sociais, porque não se vê nesse papel. “Sou uma atriz, não sou uma política, não sou uma assistente social.” Além de Gillian Anderson (“Arquivo X”) como Thatcher, a 4ª temporada destaca Emma Corrin (“Pennyworth”) no papel da princesa Diana e reúne pela última vez Olivia Colman (“A Favorita”) como a rainha Elizabeth IIª, Helena Bonham Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”) no papel da Princesa Margaret, Tobias Menzies (“Outlander”) como o príncipe Philip, Josh O’Connor (“Emma.”) como o príncipe Charles e Emerald Fennell (“Call the Midwife”) na pele de Camilla Parker-Bowles, antes de uma terceira troca de elenco, prevista para encerrar a série em mais dois anos de produção. A estreia dos novos episódios está marcada para o próximo domingo, dia 15 de novembro.
Ryan Reynolds quer transformar time da 5ª divisão britânica em “força global” do futebol
O ator Ryan Reynolds (“Deadpool”) criou uma empresa com o colega Rob McElhenney (criador da série “Is Always Sunny in Philadelphia”) para oficializar uma proposta de compra do time de futebol local da cidade galesa de Wrexham, que joga na 5ª divisão do campeonato britânico. Administrado por um fundo criado por torcedores desde 2011, o time chamou atenção dos atores, que viram nele uma possibilidade de investimento. Após negociações iniciais, os dois puderam apresentar suas visões para o Wrexham AFC neste domingo (8/11), numa reunião por videoconferência com os sócios pelo fundo, prometendo investir US$ 2,6 milhões para começar, com o objetivo de transformar o time numa “força global” do futebol. “Este é o terceiro clube mais antigo do planeta e não vemos por que não pode ter um apelo global”, disse Reynolds, ao defender a proposta. “Queremos que o Wrexham seja uma força global.” A dupla, que criou a empresa RR McReynolds para o projeto, fez uma declaração de compromisso, prometendo, entre outras coisas, “sempre vencer” o arquirrival local do time, o Chester. Eles também juraram proteger “os valores, tradições e legado” do Wrexham AFC. “Entendemos e respeitamos a intensa lealdade e amor por este clube e como ele está inserido na estrutura da cidade [de Wrexham] e seus torcedores”, disseram. Ao mesmo tempo, afirmaram que usarão todos os seus recursos “para aumentar a exposição do clube” e atingir aquilo que os torcedores “mais desejam para o seu clube, que é … vencer, vencer, vencer.” Reynolds ainda acrescentou: “Nossa intenção é nos tornarmos parte da história do Wrexham, em vez do Wrexham se tornar parte de nossa história.” Mais de 2 mil membros do fundo de torcedores podem votar para decidir o futuro do clube, mas que o negócio seja feito 75% devem votar a favor até domingo que vem (15/11). O clube do norte do País de Gales foi formado em 1864 e joga na 5ª divisão do futebol britânico desde seu rebaixamento na English Football League em 2008. Caso o negócio seja finalizado, Reynolds será o segundo astro de Hollywood a ter um tipo de futebol galês. Em 2016, a atriz Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) integrou um consórcio americano que adquiriu o controle acionário do time de Swansea City.
Trailer das novas temporadas de Chicago Med, Chicago PD e Chicago Fire reflete a pandemia
A rede NBC divulgou os pôsteres e o novo trailer de sua franquia “One Chicago”, exibindo cenas das estreias das próximas temporadas das séries “Chicago Med”, “Chicago PD” e “Chicago Fire”. O vídeo mostra os personagens envolvidos na luta contra a covid-19, repercutindo o slogan: “juntos somos mais fortes”. Quem dá o tom motivacional da prévia é o personagem Wallace Boden (Eamonn Walker), chefe do batalhão de bombeiros, que discursa que “quando esta comunidade se machuca, quando ela estende a mão, nós a colocamos de pé. E respondemos”. O episódio trará um grande incêndio, investigações policiais, racismo, resgates, situações médicas críticas e, para aumentar toda a confusão, tudo isso acontece durante a chegada da pandemia de coronavírus, que aumenta os riscos de todas as ações. As séries serão exibidas em sequência na quarta-feira (11/11) nos EUA, começando com a 6ª temporada de “Chicago Med”, que lidará mais diretamente com a pandemia, seguida pela 9ª temporada de “Chicago Fire” e a 8ª de “Chicago PD”. As três séries produzidas por Dick Wolf são transmitidas no Brasil pelo canal pago Universal.
Demon Slayer atinge US$ 200 milhões nos cinemas do Japão
Com os cinemas de Nova York e Los Angeles bloqueados desde março e a maior parte da Europa sofrendo uma segunda onda de fechamentos, os únicos países que registram reação do setor cinematográfico estão na Ásia – e a situação deve continuar assim por um bom tempo. As bilheterias do Japão, por exemplo, estão registrando recordes como se a pandemia nunca tivesse existido. Depois de se tornar a estreia mais bem-sucedida do cinema japonês, o longa animado “Demon Slayer”, baseado no mangá de mesmo nome, chega à sua quarta semana em 1º lugar, atingindo estimados US$ 200 milhões de arrecadação no país. Com base nas estimativas, o filme, cujo título completo é “Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba the Movie – Mugen Train”, também entrou no Top 10 das maiores bilheterias mundiais de 2020 – incluindo lançamentos pré-covid. Apesar disso, ainda está US$ 100 milhões atrás de outra animação, “A Viagem de Chihiro”, filme de maior bilheteria de todos os tempos no Japão. O detalhe é que está atingindo seu faturamento de forma mais rápida que o clássico de 2001 dirigido por Hayao Miyazaki, que acabou vencendo o Oscar de Melhor Animação. “Demon Slayer” é baseado em um mangá popular, escrito e ilustrado por Koyoharu Gotōge e serializado desde 15 de fevereiro de 2016 na revista semanal “Weekly Shōnen Jump”, com seus capítulos sendo reunidos em 18 volumes até o momento. A publicação também já tinha sido transformada num anime no ano passado, que se tornou campeão de audiência – e pode ser visto no Brasil na plataforma Crunchyroll. Por sinal, o diretor do filme é o mesmo da série animada, Haruo Sotozaki, que estreia no cinema. A trama é ambientada no Japão de 100 anos atrás e acompanha um menino que luta contra demônios devoradores de humanos, que mataram quase toda sua família e contaminaram sua irmã para transformá-la numa criatura maligna. Veja o trailer abaixo.
Filme da Viúva Negra parte de premissa similar à série The Americans
Os trailers de “Viúva Negra” apresentaram os personagens centrais do filme como uma família disfuncional, mas agora o livro oficial da produção (“Black Widow: The Official Movie Special Book”) – que não teve o lançamento adiado como o longa – explicou o que realmente está por trás disso. Em uma declaração publicada no livro, o ator David Harbour (“Stranger Things”), intérprete de Alexei Shostakov/Guardião Vermelho, revelou que eles conviveram como uma família falsa durante os anos 1990, com o objetivo de realizar espionagem nos EUA. A premissa é a mesma da série premiada “The Americans”, sobre um casal de espiões comunistas que se passa por uma típica família americana – no caso da série, nos anos 1980. “[A] conexão entre ele e a Viúva Negra é que eles foram reunidos como uma família de espiões nos EUA nos anos 1990”, conta Harbour. “Então, a personagem de Rachel Weisz, Melina, era meio que a mãe, Alexei era o pai e Natasha e Yelena eram seus filhos pequenos.” Rachel Weisz (“A Favorita”) interpreta Melina Vostokoff/Dama de Ferro e Florence Pugh é Yelena Belova, assassina que passou pelo mesmo treinamento da heroína e que deve continuar o legado da Viúva Negra no MCU (Universo Cinematográfico Marvel). Nos quadrinhos, as duas e o Guardião Vermelho se alternaram entre aliados e inimigos de Natacha Romanov, a Viúva Negra, vivida por Scarlett Johannson no cinema. Harbour também confirmou que o filme terá uma cena de flashback para estabelecer esse relacionamento. “Vemos isso no início do filme, e eles funcionam como uma família”, disse o ator. “Então eles se conhecem há muito tempo e perderam o contato por quase 20 anos. E quando se reencontram, Alexei tem um conhecimento profundo sobre Natasha, de uma certa forma que ninguém mais tem sobre quando ela era criança. Ele a tirou da Sala Vermelha e também a colocou de volta na Sala Vermelha porque ele acreditava nesta causa.” “Viúva Negra” tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”). Originalmente previsto para 30 de abril no Brasil, o filme passou por vários adiamentos devido à pandemia de coronavírus e agora deve estrear, com um ano de atraso, em maio de 2021. Veja abaixo o trailer que ressalta o relacionamento familiar dos personagens.
Luca Guadagnino negocia dirigir minissérie baseada em Retorno a Brideshead
A BBC está negociando com Luca Guadagnino para que o cineasta de “Me Chame por Seu Nome” dirija sua segunda minissérie. A rede pública britânica quer que o italiano, recém-saído dos oitos episódios de “We Are Who We Are” na HBO, assuma a frente de uma nova adaptação do clássico romance “Brideshead Revisited”. Segundo o site Deadline, a negociação já se estende por dois anos, mas finalmente o acordo estaria prestes a ser concluído, devido às incertezas do mercado para projetos de cinema durante a pandemia. A produtora Mammoth está a frente do projeto e contatos com o elenco também estão em andamento. O jornal britânico Daily Mail citou alguns nomes envolvidos. São astros de Hollywood, como Ralph Fiennes, Cate Blanchett, Andrew Garfield, Rooney Mara e Joe Alwyn. A Mammoth também negocia parcerias com canais americanos – a HBO é favorita – para materializar o grande orçamento necessário para juntar estes astros e o cineasta renomado na adaptação da obra de Evelyn Waugh. Apesar de já ter sido transformado em minissérie anteriormente, o romance de 1945 só ganhou adaptação da BBC para o cinema. A versão televisiva foi produzida pela ITV em 1981, com Jeremy Irons num desempenho memorável como o protagonista Charles Ryder. A atração de 11 episódios ganhou exibição no Brasil com o título de “Memórias de Brideshead”. Já a versão em longa-metragem foi produzida pela BBC Films em 2008, com Matthew Goode, Ben Whishaw, Hailey Atwell e Emma Thompson, e com o título nacional de “Brideshead: Desejo e Poder”. Por sinal, é interessante reparar que os dois intérpretes de Ryder, Matthew Goode e Jeremy Irons, também compartilharam outro papel na carreira, como Ozymandias/Adrian Veidt em “Watchmen” – respectivamente, no filme de 2009 e na série de 2019. A nova versão traria Andrew Garfield (o Homem-Aranha de “O Espetacular Homem-Aranha”) no papel. “Brideshead Revisited” narra a história de Ryder e sua amizade com uma família aristocrática, os Flytes, que vivem no campo, no palaciano Castelo de Brideshead. Ryder viaja a Brideshead a convite de Sebastian Flyte, seu melhor amigo na Universidade de Oxford, e logo ao chegar se encanta com a irmã do rapaz, Julia Flyte. A relação se torna um triângulo ao longo de uma trama que explora temas de nostalgia aristocrática, catolicismo e homossexualidade. Veja abaixo os trailers das adaptações anteriores, que, apesar de terem o mesmo nome em inglês, chegaram ao Brasil com títulos diferentes até do lançamento literário, disponível nas livrarias brasileiras como “Retorno a Brideshead”.
Warner emite comunicado oficial sobre afastamento de Johnny Depp de Animais Fantásticos 3
Ficou claro que Johnny Depp teria problemas ao perder seu julgamento por difamação em Londres, quando uma sentença judicial deu razão ao jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, mas ninguém esperava que isso aconteceria tão rápido. Na sexta (6/11), a Warner Bros. afastou o astro de “Animais Fantásticos 3”, afirmando que seu papel como Gellert Grindelwald seria reformulado. Embora a notícia tenha chegado primariamente por meio de uma declaração escrita pelo próprio ator e publicada em seu Instagram, a Warner Bros. emitiu sua própria declaração concisa sobre o assunto. Leia abaixo: “Johnny Depp partirá da franquia ‘Animais Fantásticos’. Agradecemos a Johnny por seu trabalho nos filmes até agora. ‘Animais Fantásticos 3’ está atualmente em produção, e o papel de Gellert Grindelwald será reformulado. O filme vai estrear nos cinemas de todo o mundo no verão de 2022.” A declaração do estúdio e a afirmação do ator de que recebeu o pedido “para renunciar” ao papel de Grindelwald, e que ele respeitou e concordou com as razões, parecem orquestradas para causar a mínima polêmica possível, mas provavelmente a realidade de bastidores tenha sido bem diferente, com a colisão de egos gigantescos e prováveis discussões em tom agitado, diante do fato de que Depp tinha apenas duas escolhas a fazer: demitir-se ou recusar e ser demitido. A situação se tornou um pesadelo de relações públicas para a Warner, que, além de ter Depp em seu filme, ainda precisa lidar com o fato de a escritora J.K. Rowling, responsável pela história, enfrentar cancelamento nas redes sociais por posições assumidamente transfóbicas. Até o ator Eddie Redmayne, protagonista de “Animais Fantásticos”, perdeu fãs ao defender Rowling. Vale lembrar que tudo isso podia ser evitado, mas Rowling bancou a escalação de Depp mesmo depois de evidências apontarem para violência física contra Amber Heard durante o processo de divórcio do casal. “Aceito que há aqueles que não estão satisfeitos com nossa escolha de ator no papel. No entanto, a consciência não é governável por um comitê”, escreveu Rowling sobre o assunto. “Dentro do mundo fictício e fora dele, todos temos que fazer o que acreditamos ser a coisa certa.” Ela concluiu dizendo: “Com base na nossa compreensão das circunstâncias, os cineastas e eu não estamos apenas satisfeitos com o nosso elenco original, mas realmente felizes por ter Johnny como um dos personagens principais do filme.” A Warner também trabalha com Amber Heard na franquia “Aquaman”, e o mundo está atento aos boatos de que sua personagem seria cortada ou teria menor participação na sequência do filme do super-herói. Isto representaria o mesmo tipo de “justiça de estúdio” (leia-se machismo) que levou Kristen Stewart a ser eliminada da sequência de “Branca de Neve e o Caçador”, apesar de ser a protagonista do filme original – para quem não lembra, ela foi flagrada em fotos comprometedoras com o diretor daquele filme, que era casado. A briga entre Depp e Heard ainda está longe de acabar. Com a saída de “Animais Fantásticos”, o ator perdeu a justificativa para adiar a audiência de um segundo processo que ele mesmo abriu contra a ex-esposa. No começo de 2021, Depp deverá comparecer a um tribunal no estado americano da Virgínia, onde está processando Heard por US$ 50 milhões devido a uma coluna assinada por ela no jornal Washington Post, na qual escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, ele enfrentará mais um processo, desta vez na condição de réu, após a atriz contra-atacá-lo com um pedido de US$ 100 milhões na Justiça, por mover uma campanha de difamação que estaria trazendo prejuízos a sua imagem e carreira.
Thriller de vingança de Kevin Costner lidera bilheterias na América do Norte
Não é comum que um estúdio de lançamentos limitados, mesmo um pseudo-indie como o Focus, que na verdade pertence à NBCUniversal, lidere as bilheterias de fim de semana da América do Norte por duas semanas consecutivas. Mas esses não são tempos comuns e foi exatamente o que aconteceu, após a Focus Features conquistar o 1º lugar na semana passada com o terror “Come Play” e novamente assumir o topo neste domingo (8/11) com o thriller de vingança “Deixe-o Partir” (Let Him Go), estrelado por Kevin Costner e Diane Lane (os pais de Superman em “O Homem de Aço”). Espécie de “Rambo: Até o Fim” (2019) mais refinado, “Deixe-o Partir” agradou público e crítica. Atingiu 75% de aprovação no Rotten Tomatoes e faturou US$ 4,1 milhões em seu fim de semana de estreia, em 2,4 mil salas. O mais interessante é que, segundo pesquisas de mercado, a maior parte de sua bilheteria vem de espectadores mais velhos (66% acima dos 35), uma demografia que têm sido vista como relutante para voltar ao cinema. “Há cinéfilos que querem voltar aos cinemas. Se você não oferecer um filme a eles, se não der às pessoas a oportunidade de ver um filme, você nunca saberá se eles voltarão ou não”, disse a chefe de distribuição da Focus, Lisa Bunnell, ao site Deadline. Apesar desse discurso, não foram somente cinemas convencionais dos EUA que lotaram para ver o longa. O maior faturamento da produção foi registrado no Five Drive-In em Toronto, um cine drive-in canadense, que sozinho rendeu US$ 12,6 mil para a produção. Outra curiosidade da estreia é que, graças ao medo de Hollywood de queimar seus grandes lançamentos durante a pandemia, “Let Him Go” se tornou o primeiro líder de bilheteria protagonizado por Kevin Costner neste século – ou, mais especificamente, desde “Uma Carta de Amor”, em 1999. Ao contrário dos lançamentos indies tradicionais, a Focus, com o dinheiro da NBCUniversal, divulgou maciçamente a produção em comerciais de TV, iniciando sua campanha em 23 de agosto, durante o final da temporada de “Yellowstone”, série estrelada por Costner, e amplificando sua presença nos últimos dias, ocupando o espaço publicitário da CNN em plena apuração das eleições presidenciais – quando o canal registrou recorde de audiência nos EUA. O estúdio fez dobradinha no topo do ranking, já que “Come Play” ficou em 2º lugar, rendendo US$ 1,7 milhão em seu segundo fim de semana, após aumentar em 30 o número de salas de sua exibição – para atingir 2.213 telas, ao todo. Veja abaixo o trailer de “Let Him Go”, que não tem previsão de lançamento no Brasil.
Diretor francês é demitido de filmagem após denúncia de abuso
O diretor francês David Moreau (“A Visão do Mal”) foi acusado de agressão sexual por um membro da equipe de seu novo filme, “King”, que terminou as filmagens em 9 de outubro. A mulher que fez a acusação não teve seu nome divulgado, mas a produtora Didar Domehri (“Elefante Branco”) confirmou os fatos nesta semana para o jornal Le Parisien. Assim que ela soube da acusação, tomou uma medida drástica, raramente vista no meio cinematográfico, demitindo o diretor. A reta final de filmagens foi comandada pelo diretor de fotografia Antoine Sanier. “Busquei ouvir todos para tentar entender a situação. Era importante que todos fossem ouvidos. Para preservar a [paz] na filmagem, decidimos agir rápido, respeitando a presunção de inocência”, disse a produtora ao Le Parisien. Uma investigação preliminar sobre a acusação já foi iniciada pelos promotores de Montpellier, no sul da França, onde a agressão sexual teria acontecido entre os dias 12 e 13 de setembro, durante as horas de folga da produção. A vítima do alegado abuso decidiu abandonar a produção na data em que revelou a agressão, enquanto Moreau foi afastado na semana seguinte. Um membro da equipe de filmagens disse ao Le Parisien que a produtora “reagiu com muita coragem, pois não fez vista grossa ao incidente e ouviu a todos”. E acrescentou: “Há cinco anos, David Moreau não teria sido descartado… ” Moreau ficou conhecido por dirigir filmes de terror, como “A Visão do Mal” (2008), remake do terror asiático “The Eye: A Herança” estrelado por Jessica Alba, e “Eles” (2006). Seus filmes mais recentes vinham buscando um público mais jovem, como a comédia romântica “20 Anos + Jovem” (2013) e a fantasia juvenil “Seuls” (2017). “King” seria seu filme de maior orçamento, uma produção infantil da Pathé de 15 milhões de euros sobre uma menina que resgata um filhote de leão de traficantes de animais e decide levá-lo de volta à África. O elenco inclui Gérard Darmon (“Asterix e Obelix: Missão Cleópatra”), Thibault de Montalembert (“O Rei”) e Eye Haïdara (“Assim é a Vida”). O roteiro foi co-escrito pelo próprio David Moreau, mas ele também foi afastado da pós-produção. Todas essas decisões foram tomadas em consulta com os co-produtores do filme, e em particular com a Pathé. A indústria cinematográfica francesa demorou a abraçar o movimento #MeToo e só começou a levar alegações de abuso a sério há cerca de um ano, após denúncias feitas por Adèle Haenel (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), uma das atrizes mais respeitadas do país, que acusou o diretor Christophe Ruggia de tê-la assediado sexualmente em sua estreia, “Les Diables”, quando ela tinha 12 anos. Recentemente, todas as filmagens na França são obrigadas a incluir um conselheiro no local para prevenir a má conduta sexual. O Centro Nacional de Cinema (CNC) da França também lançou no mês passado um workshop para produtores que trabalham nas indústrias de cinema, TV e videogame para combater o assédio sexual. No futuro, os produtores precisarão ter concluído o workshop e cumprido outros requisitos, como a nomeação de um conselheiro no set de filmagens, para terem direito aos subsídios do CNC.
Diretor de Rebecca, da Netflix, filmou terror em segredo
O cineasta britânico Ben Wheatley, que acaba de lançar o remake de “Rebecca, a Mulher Inesquecível” na Netflix, filmou um terror em segredo, enquanto dava os toques finais na produção de streaming. Chamado de “In The Earth”, o filme foi rodado sem grandes astros, em locações afastadas e durante o auge da pandemia, com financiamento do estúdio indie Neon, que pretende lançá-lo nos EUA em 2021. O estúdio também divulgou a primeira foto da produção, que pode ser vista acima. A trama se passa durante a busca para a cura de um vírus apocalíptico, e acompanha um cientista e seu guia que se aventuram nas profundezas de uma floresta para um teste de rotina. Durante a noite, sua jornada se torna uma viagem terrível através do coração das trevas, conforme a floresta ganha vida ao redor deles. O elenco inclui Joel Fry (“Yesterday”), Ellora Torchia (“Midsommar”), Hayley Squires (“Eu, Daniel Blake”) e Reece Shearsmith (“No Topo do Poder”).












