Advogados vão recorrer de decisão que livrou Regina Duarte de processo
Não acabou. A autora de ação contra Regina Duarte por apologia a crimes de tortura vai recorrer da decisão judicial que livrou a atriz do processo. A jornalista e advogada Lygia Jobim, filha de José Jobim, diplomata morto pelo regime militar, cobrava uma retratação pública e R$ 70 mil de danos morais da atriz e ex-secretária de Cultura em processo motivado pela polêmica entrevista de Regina Duarte à CNN Brasil, em maio passado. Lygia Jobim alega que Regina relativizou os atos dos militares. Na ocasião, a então Secretária de Cultura disse que “sempre houve tortura” e que discutir os casos de violência nos governos militares seria “olhar para trás”. Em sua decisão, a juíza Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro, afirmou que Lygia só poderia ter apresentado a ação contra o órgão que a atriz representava. Ou seja, ela não poderia responder como pessoa física. Já o governo federal continua como réu. “Já conversei com meus advogados. Vamos recorrer da decisão, tendo em vista que Regina Duarte é uma pessoa pública, formadora de opinião e emitiu declarações de apologia a crimes de tortura na condição de secretária de Cultura, ou seja, como representante do Estado brasileiro, o mesmo Estado que assassinou o meu pai e tantas outras pessoas que representavam alguma ameaça ao regime militar. Exclui-la do processo é exclui-la da responsabilidade que a cabe”, disse a autora da ação, por meio de comunicado. “Nosso escritório vai recorrer da decisão, porque é impossível desassociar a senhora Regina Duarte da ação, tendo em vista que ela protagonizou as declarações de apologia a crimes de tortura. Não houve por parte dela qualquer tipo de pedido de desculpas ou manifestação de arrependimento. Nenhum tipo de empatia pela dor das famílias que perderam seus entes queridos, vítimas de violência de violações cometidas por militares durante a ditadura. Fazer apologia a crimes de tortura praticados na ditadura estão previstos no Código Penal (Lei nº 2.848/1940), Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei nº 1.079/1950) e na Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1983)”, sustentaram Carlos Nicodemos e Gustavo Proença, advogados do escritório Nicodemos & Nederstigt Advogados Associados, que defende Lygia Jobim. Como filha de vítima da repressão no Brasil, Lygia Jobim se sentiu ofendida e indignada com as declarações de Regina Duarte. A autora do processo é filha de José Jobim, embaixador aposentado, de 69 anos, cujo corpo foi encontrado em 24 de março de 1979, pendurado numa árvore, com uma corda de náilon no pescoço, no Itanhangá, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, numa simulação de enforcamento similar à do falecido jornalista Vladimir Herzog. Segundo relatos de testemunhas, o corpo apresentava sinais de tortura. Na época, o então delegado do caso, Rui Dourado, alegou que o diplomata havia se “suicidado”. Na verdade, José Jobim foi assassinado após ser sequestrado, quando iria denunciar corrupção no regime militar. Ele foi considerado oficialmente uma das vítimas da ditadura pela Comissão Nacional da Verdade.
Annie Ross (1930 – 2020)
A atriz e cantora Annie Ross, conhecida pelo hit de jazz “Twisted” e por papéis em filmes como “Superman 3” (1983) e “Short Cuts – Cenas da Vida” (1993), morreu na terça (21/7) por complicações cardíacas. Nascida Annabelle Macauley Allan Short, ela começou sua longa carreira ainda na infância, graças à influência da tia, a atriz e cantora Ella Logan, aparecendo em curtas dos Batutinhas aos sete anos de idade. Sua estreia em longa-metragem foi como irmã mais jovem de Judy Garland na comédia musical “Lilly, A Teimosa” (1943). Mas o trabalho que lhe deu projeção acabou sendo uma música. Ela virou a queridinha do jazz americano na década seguinte, com o lançamento de “Twisted”, música de 1952 sobre as memórias perturbadas de uma paciente psiquiátrica. Durante os anos 1950 e 1960, Annie Ross cantou ao lado de Dave Lambert e Jon Hendricks no trio Lambert, Hendricks & Ross, que lançou o disco “Sing a Song of Basie” (1957) considerado um clássico do jazz. Em 1962, eles venceram um Grammy pelo álbum “High Flying”. O sucesso musical a afastou das telas. Ela ficou tão famosa que, quando aparecia em alguma produção, interpretava a si mesma, como aconteceu num episódio da série britânica “O Santo”, em 1965. Mas após duas décadas dedicadas à música, Annie precisou voltar aos cinemas a partir dos anos 1970, após um divórcio que a deixou falida. Ela alternou participações em musicais de teatro com pequenos papéis em filmes como “Alfie – O Eterno Sedutor” (1975), “Os Yankees Estão Voltando” (1979) e principalmente “Superman III” (1983), em que interpretou a irmã do vilão Ross Webster (Robert Vaughn), transformada em um ciborgue na história. Curiosamente, acabou tendo maior projeção em duas continuações da franquia de terror “Basket Case”, produzidas em 1990 e 1991, além de ter interpretado a diretora da escola de Christian Slater no cultuado “Um Som Diferente” (1990), um filme sobre o poder subversivo do rock alternativo. Neste período, ela descobriu que tinha um fã no diretor Robert Altman, que a incluiu em dois filmes consecutivos. Após viver a si mesma em “O Jogador” (1992), Altman a escalou em “Short Cuts – Cenas da Vida” (1993), como uma cantora de jazz que lutava para se recuperar do vício em heroína e voltar aos holofotes. A personagem parecia ter sido escrita sob medida, já que Annie Ross enfrentou o vício da droga na vida real. “Short Cuts” representou um renascimento da carreira musical de Ross, que também cantou em sua trilha sonora. O filme lhe rendeu convites para retomar as turnês artísticas. Reinventando-se como cantora de cabaret, com espetáculos lotados, ela despediu-se dos cinemas pela última vez no ano seguinte, encerrando sua filmografia com “Céu Azul” (1994), um romance estrelado por Jessica Lange e Tommy Lee Jones. Ross se apresentou regularmente no Metropolitan Room até o fechamento da sala de espetáculos nova-iorquina em 2017, e, em 2014, lançou seu último álbum, “To Lady with Love”, uma homenagem a Billie Holiday.
Amber Heard acusa Johnny Depp de jogar 30 garrafas de bebidas “como granadas” contra ela
A atriz Amber Heard deu um novo depoimento nesta quarta (22/7), no processo que Johnny Depp move contra o jornal britânico The Sun por difamação. Em seu terceiro dia na corte, ela negou ter cortado a ponta do dedo do ex-marido durante uma discussão violenta, dizendo que o ator jogou garrafas contra ela “como granadas”. Depp está processando a News Group Newspapers, que publica o Sun, devido a uma reportagem de 2018 em que foi chamado de “espancador de esposa”, termo usado pelo tabloide para questionar sua escalação na franquia infantil “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Heard foi interrogada sobre a mutilação da ponta do dedo de Depp, que ele afirma ter sido resultado de uma garrafa atirada pela ex-esposa. A violência aconteceu na Austrália em março de 2015, durante as filmagens de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, período que a atriz de “Aquaman” descreveu como a “pior coisa que já passei”, comparando a estadia com Depp a uma situação de refém. Ela explicou que o surto começou quando ela pegou uma garrafa que Depp estava bebendo e a jogou no chão, em protesto contra a bebedeira constante. E disse que isso precipitou um ataque de garrafas contra ela. “Ele jogou todas as garrafas que estavam ao seu alcance, cerca de 30 no bar”, contou. “Ele as pegou e começou a usá-las como granadas ou bombas… jogando uma após a outra na minha direção.” “Uma delas quebrou uma janela atrás de mim. Senti o vidro quebrar, mas estava com muito medo de olhar. Ele estava jogando garrafas cheias com força em mim com velocidade real e com a intenção de me machucar”, descreveu a atriz, segundo relato do jornal The Sun, que na condição de parte do processo tem acesso a todos os depoimentos. “Eu estava gritando com ele, pedindo para parar”, ela continuou. “Tentei passar por ele para fugir e ele me agarrou pelos cabelos, me jogou longe. Caí na mesa de pingue-pongue e ela desabou sob mim.” Heard também afirmou que Depp a perseguiu até a cozinha e bateu sua cabeça contra a geladeira enquanto gritava: “Você faz isso comigo todas as vezes, você me faz fazer isso”. Diante da descrição dessa briga, a advogada de Depp, Eleanor Laws afirmou que o relato de Heard de que o ator havia cortado o dedo ao esmagar um telefone contra uma parede e depois continuar a agredi-la era uma mentira. Questionada se tinha atirado objetos no ator, ela admitiu ter agido “em legítima defesa”. “Só joguei coisas para escapar de Johnny quando ele estava me batendo”, afirmou Heard, que já havia admitido anteriormente ter pego o que estava a seu alcance para se livrar de surtos de violência. Laws também acusou Heard de apagar um cigarro na bochecha de Depp. “Não, Johnny fez isso bem na minha frente. Ele costumava fazer coisas assim”, disse Heard. Depois desta briga, Johnny Depp escreveu mensagens desconexas no espelho do local com a ponta ensanguentada de seu dedo cortado. Uma frase dizia: “Estrelando Billy Bob, Fácil Amber”. Na terça (21/7), a atriz disse que Depp acreditava que ela tinha casos com todos os atores com quem contracenava. Billy Bob Thornton foi um deles. No começo do julgamento, na semana passada, o ator admitiu que a casa alugada na Austrália foi destruída durante a estadia do ex-casal. Ele chegou a admitir que havia “bastante sangue” pelos cômodos. No entanto, assumiu apenas parte dos danos, dizendo que Heard era responsável pela maioria deles. O prejuízo foi estimado em cerca de 100 mil libras.
Sequestrador armado na Ucrânia exige apoio a documentário de Joaquin Phoenix
Um sequestro de ônibus na Ucrânia terminou de forma inusitada após o presidente do país, Volodymyr Zelensky, ceder a uma exigência do criminoso, indicando em seu Facebook oficial um documentário vegano narrado pelo ator Joaquin Phoenix, vencedor do Oscar por “Coringa”. O criminoso, um ativista e ex-presidiário chamado Maksym Kryvosh, entrou em um ônibus em Lutsk na manhã de terça (21/7), portando um rifle automático e várias granadas. Ele também alegou ter espalhado bombas pelo veículo e passou a fazer exigências bizarras, incluindo que vários oficiais do governo ucraniano declarassem publicamente que eram “terroristas assassinos”. Ao ver que o presidente cedeu a seu pedido de indicar o filme “Terráqueos” para os ucranianos, ele se rendeu pacificamente e deve ter “uma longa sentença”, segundo o ministro do interior Arsen Akakov, que também se pronunciou sobre a exigência inusitada do criminoso. “‘Terráqueos’ é um bom filme… você não precisa ser tão louco e causar um horror tão grande no país inteiro para indicá-lo. Vocês podem apreciar o filme sem isso”, disse Akakov. “Terráqueos” é um documentário de 2005 sobre direitos dos animais, que condena práticas consideradas cruéis da indústria agropecuária. Esta é uma das principais causas defendidas por Joaquin Phoenix, que narrou o filme dirigido por Shaun Monson. O filme foi disponibilizado na íntegra no YouTube, com legendas em português. Veja abaixo.
Processo contra Regina Duarte por apologia a crimes da ditadura é arquivado
Não deu em nada o processo movido por Lygia Jobim contra Regina Duarte, por apologia a crimes de tortura e mortes praticados na ditadura. A juíza federal Maria Carvalho determinou o arquivamento da ação em que a filha de José Jobim, diplomata morto pelo regime militar, cobrava R$ 70 mil de danos morais da atriz e ex-secretária de Cultura Regina Duarte. O processo foi motivado pela polêmica entrevista de Regina Duarte à CNN Brasil, em maio passado. Lygia Jobim alega que Regina relativizou os atos dos militares. Na ocasião, a então Secretária de Cultura disse que “sempre houve tortura” e que discutir os casos de violência nos governos militares seria “olhar para trás”. Em sua decisão, a juíza da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro afirma que Lygia só poderia ter apresentado a ação contra o órgão que a atriz representava.
Comic-Con inicia sua primeira edição online. Confira as principais lives
Com sua tradicional edição anual cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus, a Comic-Con Internacional, de San Diego, começa nesta quarta (22/7) a sua primeira edição online. Rebatizada de Comic-Con at Home, a mais famosa convenção geek do mundo virou um evento digital gratuito, com uma programação intensa que reflete o evento original e que pode ser acompanhada por todo o mundo em lives no YouTube até 26 de julho. No ano em que completa meio século de existência, o evento agendou nada menos que 350 painéis online. Nesta quarta, serão apenas discussões de quadrinhos. Mas os temas se ampliam a partir de quinta, com o início dos painéis dedicados a filmes e séries, que prometem exibir imagens exclusivas e muitas novidades. Confira abaixo alguns dos destaques da programação, com respectivos horários (de Brasília), e clique aqui para ter acesso à relação completa de eventos e aos links para as lives. Quinta (23/7) 14h | “Star Trek Universe”, com elenco e produtores de “Star Trek: Discovery”, “Star Trek: Picard” e da nova animação “Star Trek: Lower Decks”. 15h | “Solar Opposites”, com elenco e produtores da nova série animada da Hulu. 17h | “His Dark Materials”, com elenco e showrunners da série da HBO. 17h | “A Look Inside Marvel’s 616”, com diretores e produtores do Universo Cinematográfico Marvel na plataforma Disney+ (Disney Plus). 19h | “The Boys”, com elenco e criadores da série da Amazon Prime Video. Sexta (24/7) 15h | “Adventure Time: Distant Lands”, com dubladores e produtores da série animada. 15h | “Vikings”, com produtores da série do History Channel. 16h | “Fear the Walking Dead”, com elenco e produtores da série do AMC. 17h | “The Walking Dead”, com elenco e produtores da série do AMC. 18h | “The Walking Dead: World Beyond”, com elenco e produtores da nova série do AMC. 18h | “I Am Not Okay with This”, com elenco, produtores e autor dos quadrinhos que inspirou a série da Netflix. 19h | “Helstrom”, com elenco e produtores da nova série da Hulu baseada nos quadrinhos de terror da Marvel Comics. 23h | The 32nd Annual Will Eisner Comic Industry Awards, a cerimônia do “Oscar dos quadrinhos”. Sábado (25/7) 15h | “Os Simpsons”, com os produtores executivos da série animada da Fox. 16h | “Constantine”, uma reunião de aniversário de 15 anos do filme, com o ator Keanu Reeves, o diretor Francis Lawrence e o produtor-roteirista Akiva Goldsman. 17h | “Espíritos Obscuros”, com o diretor Scott Cooper e o produtor Guillermo del Toro, sobre o novo filme de terror. 18h | “Women Rocking Hollywood 2020”, um painel com diretoras discutindo a importância do protagonismo feminino na TV e no cinema. 19h | “The Order”, com elenco e produtores da série da Netflix. 19h | “Bill & Ted: Encare a Música”, com elenco e diretor do filme. 20h | “Lovecraft Country”, com elenco e produtores da nova série da HBO. 21h | “What We Do in the Shadows”, com elenco da série do FX. 22h | “NOS4A2”, com elenco e produtores da série do AMC. Domingo (26/7) 14h | “Motherland: Fort Salem”, com elenco e produtores da série do Freeform. 16h | “The 100”, com elenco e produtores da série da rede The CW. 17h | “Looney Tune Cartoons”, com produtores e dubladores da nova série animada da HBO Max.
Dirty John: 2ª temporada ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da 2ª temporada de “Dirty John”, que apresenta a premissa dos novos episódios. A produção, que tem formato de antologia, traz uma nova trama passional e verídica a cada ano e desta vez contará a história de Betty Broderick. Passada entre as décadas de 1960 e 1980, a trama vai contar o caótico divórcio entre a protagonista e seu marido Daniel T. Broderick III, que culminou num homicídio duplo. O elenco destaca Amanda Peet (“Togetherness”) no papel de Betty e Christian Slater (“Mr. Robot”) como o marido. Criada por Alexandra Cunningham, que também criou “Chance” e “Prime Suspect”, a série é adaptação de um podcast investigativo sobre casos reais e na 1ª temporada contou a história de John Michael Meehan, um aproveitador gatão de meia-idade (Eric Bana, de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”), que invade a vida de uma mãe solitária (vivida por Connie Britton, de “Nashville”). A 2ª temporada foi lançada em junho na TV americana e vai ganhar lançamento nacional em 14 de agosto.
Amber Heard diz que Johnny Depp a imaginava com vários atores
Durante seu depoimento de terça (21/7), no processo que Johnny Depp move contra o jornal britânico The Sun por difamação, a atriz Amber Heard contou que o ator achava que ela tinha casos com todos os colegas com quem contracenava. Em seu segundo dia na corte, Heard foi questionada pela advogada de Depp, Eleanor Laws, sobre sua suposta infidelidade durante o casamento com ator. Confrontada por um caso com o bilionário Elon Musk e o ator James Franco, ela negou que tivesse sido infiel. E acrescentou: “não que isso importe muito”. Com a insistência da advogada, ela listou outros atores de quem Depp tinha ciúmes, incluindo Leonardo DiCaprio, com quem ela apenas fez um teste. “Ele me acusou de ter casos com cada um dos meus colegas de elenco: Eddie Redmayne, James Franco, Jim Sturgess, Kevin Costner, Liam Hemsworth, Billy Bob Thornton, Channing Tatum; até mulheres como Kelli Garner”, disse Amber, de acordo com o jornal The Sun, que está publicando um diário do julgamento, graças ao acesso privilegiado como parte do processo. Depp está processando a News Group Newspapers, que publica o Sun, devido a uma reportagem de 2018 em que foi chamado de “espancador de esposa”, termo usado pelo tabloide para questionar sua escalação na franquia infantil “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. “Ele me provocava – especialmente quando estava bêbado ou chapado – e tinha apelidos depreciativos para todos os meus colegas masculinos que ele considerava uma ameaça sexual”, disse a atriz, revelando os apelidos maldosos de Depp para os colegas. “Por exemplo, Leonardo DiCaprio era ‘cabeça de abóbora’, Channing Tatum era ‘cabeça de batata'”. Após ouvir a exposição da advogada sobre possíveis traições da atriz durante seu casamento, o juiz do caso, Andrew Nicol, disse que ele não achou tais evidências sobre ciúmes úteis para chegar à conclusão final. O processo por difamação está sua terceira e, à princípio, última semana de testemunhos no Supremo Tribunal de Londres. Depp e Heard se divorciaram em 2017 após 15 meses de um casamento turbulento. Num acordo para acelerar o divórcio, Heard retirou sua acusação de violência doméstica e Depp lhe deu US$ 7 milhões. A atriz doou todo o valor para diversas associações. Mas, depois disso, Heard se disse sobrevivente de violência doméstica, o que fez o ator decidir processá-la. Esse julgamento não tem relação com o processo contra o jornal britânico e ainda vai acontecer nos EUA. Nele, Depp quer receber US$ 50 milhões de Heard por calúnia e difamação.
Listas de séries mais vistas da Netflix revelam distorções
A Netflix divulgou duas listas com suas séries mais assistidas em todos os tempos. Os nomes não trazem surpresas, nem números, mas revelam distorções causadas por critérios diferentes de apuração. A primeira lista contém séries que foram assistidas por pelo menos dois minutos. São elas “The Witcher”, “La Casa de Papel” (Parte 4), “Tiger King”, “Você” (2ª temporada), “Brincando com Fogo”, “Eu Nunca…”, “Space Force”, “Jogo de Lava”, “Criando Dion”, “Casamento às Cegas”, “Ozark” (3ª temporada) e “The Crown” (2ª temporada). A segunda classificação reúne produções que tiveram pelo menos 70% de seus episódios assistidos. No top 3 ficaram “Stranger Things, “The Umbrella Academy” e “La Casa de Papel”, seguidos por “Você”, “Sex Education”, “Nosso Planeta”, “Inacreditável”, “Disque Amiga para Matar”, “Olhos que Condenam” e “Elite”. A comparação entre as duas relações revela grandes diferenças e ajuda a demonstrar como o atual critério de medição de audiência da Netflix gera resultados irreais. Desde janeiro, a Netflix adota o critério dos dois minutos para considerar a audiência completa de sua séries. Por isso, tornaram-se costumeiros os comunicados que celebram 40 milhões de visualizações para seus lançamentos. Mas basta comparar as duas lista para perceber como essa medição gera distorções. A lista de séries vistas por dois minutos tem apenas duas atrações em comum com o Top 10 dos programas realmente assistidos. E a produção campeã dos dois minutos nem sequer entrou no Top 10 dos 70%.
Escritores de Psicopata Americano e Trainspotting farão série sobre indústria de fofocas
Dois autores celebrados da literatura contemporânea, o americano Bret Easton Ellis (“Psicopata Americano”) e o britânico Irvine Welsh (“Trainspotting”), vão se juntar para criar uma nova série, sobre os bastidores da indústria midiática da fofoca. Batizada de “American Tabloid”, a série foi encomendado pela produtora britânica Burning Wheel Productions e vai se passar ao longo de décadas, acompanhando a evolução de uma revista semanal até os dias da internet. Segundo os produtores, a atração descreverá a “cavalgada indisciplinada de patifes, vigaristas e palhaços – em outras palavras, jornalistas – que se juntam para mudar não apenas a paisagem, mas o poder da imprensa para sempre, expondo desde boatos escandalosos até marionetes políticos”. “Para fazer justiça à produção, sempre soubemos que precisaríamos de escritores que não se contivessem e fossem muito além do que muitos ousariam”, disse Shelley Hammond, da Burning Wheel, em comunicado sobre o projeto. “Estamos muito satisfeitos por estarmos prestes a contar com o incrível talento de Bret e Irvine. Será a primeira vez que os dois colaborarão profissionalmente – e com o apoio para permitir sua liberdade criativa, nós estão confiantes de que coisas espetaculares vão acontecer”. Apesar do anúncio, os contratos ainda não foram assinados. Os produtores afirmam que estão “positivos” de que o acordo será firmado nas próximas semanas e já preparam um cronograma de desenvolvimento para trabalhar rapidamente. A Burning Wheel Productions concluiu recentemente a produção do longa-metragem “Creation Stories”, sobre a gravadora Creation e seu fundador, o músico e empresário Alan McGee, com roteiro de Irvine. Saiba mais sobre este projeto aqui.
Atriz de A Escolha Perfeita diz sentir sintomas de covid-19 um mês após se curar
A atriz Anna Camp, da franquia “A Escolha Perfeita”, revelou em seu Instagram estar sofrendo com sintomas de coronavírus um mês após se curar. Ela compartilhou sua história no Instagram nesta terça (21/7), revelando que ficou “extremamente doente por mais de três semanas” e ainda tem “sintomas remanescentes”, apesar de agora ter um resultado negativo para covid-19. “Eu era incrivelmente precavida. Eu usava uma máscara. Usava desinfetante para as mãos. Uma vez, quando o mundo começou a reabrir, decidi deixar de usar minha máscara. Uma. Uma vez. E acabei contraindo”, ela escreveu no Instagram, ao lado de uma foto que mostra ter voltado a usar máscara. A estrela de 37 anos continuou explicando que, embora muitas pessoas digam que contrair covid-19 é “como ter gripe”, a doença é completamente diferente disso. “Eu tive gripe, e não é nem um pouco parecido”, escreveu ela. “O pânico de contrair um vírus que é basicamente intratável e tão novo que ninguém sabe o dano irreparável a longo prazo que a doença causa ao sistema imunológico, o que é incrivelmente estressante. Perder completamente meu senso de olfato e paladar sem saber quando ou mesmo se vai retornar é extremamente desorientador”, acrescentou. Camp revelou que, um mês depois de se curar, recuperou “apenas 30%” do olfato e tem outros “sintomas persistentes”, que continua a enfrentar, listando “tontura, fadiga extrema, sinusite, estômago revirado, náusea, vômito e febre”. “Eu tenho sorte. Porque eu não morri. Mas as pessoas estão morrendo. Por favor, use sua máscara. Pode acontecer a qualquer momento. E pode acontecer com qualquer pessoa”, enfatizou. A atriz completa ressaltando que usar uma máscara pode “fazer a diferença”. “Usar uma máscara está salvando vidas. Obrigado a todos que estenderam a mão para me checar durante este período assustador”, disse ela. “Por favor, estejam seguros lá fora. Vamos todos fazer a nossa parte e usar uma máscara. Não quero que nenhum de vocês passe pelo que passei. Mesmo que seja uma coisinha, pode ter um enorme impacto, e é incrivelmente fácil de previnir.” Ver essa foto no Instagram Hi friends… I felt it was my responsibility to share that I ended up getting Covid-19. I have since tested negative, but I was extremely sick for over three weeks and still have lingering symptoms. I was incredibly safe. I wore a mask. I used hand sanitizer. One time, when the world was starting to open up, I decided to forgo wearing my mask in public. One. Time. And I ended up getting it. People are saying it’s like having the flu, but I’ve had the flu, and this is absolutely not that. The panic of contracting a virus that is basically untreatable and is so new that no one knows the long term irreparable damage it does to your immune system is unbelievably stressful. Completely losing my sense of smell and taste without knowing when or even if they will return is extremely disorienting. I’m only smelling about 30 percent of how I used to now. Other persistent symptoms are (a month later) dizziness, extreme fatigue, impacted sinuses, upset stomach, nausea, vomiting, and fever. I’m lucky. Because I didn’t die. But people are. Please wear ur mask. It can happen any time. And it can happen to anyone. Even that one time you feel safe. We can all make a difference. Wearing a mask is saving lives. Thank you to everyone who reached out to check on me during this scary time. Please be safe out there. Let’s all do our part and wear a mask. I don’t want any of you to go through what I did. Even though it’s a little thing, it can have a huge impact, and it’s so incredibly easy to do❤️ Uma publicação compartilhada por Anna Camp (@therealannacamp) em 21 de Jul, 2020 às 11:23 PDT
Natalie Portman forma time de futebol feminino para disputar campeonato dos EUA
A atriz Natalie Portman formou um time de futebol feminino em Los Angeles para disputar o campeonato nacional da categoria, nos EUA. “Um grupo majoritariamente fundado por mulheres e liderado pela atriz e ativista Natalie Portman assegurou o direito exclusivo de levar uma equipe de futebol feminino profissional de Los Angeles para estrear no campeonato de 2022”, informou nesta terça (21/7) a NWSL, liga de futebol feminino dos EUA, em comunicado. A equipe de Los Angeles, inicialmente chamada de Angel City, se tornará o 11º time da NWSL, e conta com apoio de outras estrelas para sua fundação, como as atrizes Uzo Aduba, America Ferrera, Jennifer Garner, Eva Longoria e Jessica Chastain, além de atletas, como Mia Hamm, Abby Wambach e Serena Williams. O time também receberá investimentos da financista Kara Nortman e da empresária do setor de videogames Julie Uhrman. Esta última será a presidência da nova equipe. “Hoje damos um passo emocionante ao anunciar o primeiro time de futebol criado e comandado por mulheres”, disse Portman, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Cisne Negro” em 2011. “Os esportes são uma forma muito alegre de unir as pessoas, e isso tem o poder de fazer uma mudança tangível para as esportistas femininas em nossa comunidade, bem como na esfera profissional”, declarou, em comunicado. “Esperamos ter um impacto substancial em nossa comunidade, nos comprometendo a ampliar o acesso aos esportes para as jovens de Los Angeles”, disse Portman, que durante sua carreira tem se envolvido em diversas causas sociais, incluindo o movimento Time’s Up, que luta contra o assédio e o abuso sexual na indústria do entretenimento. A NWSL, que celebrou sua temporada inaugural em 2013, foi a primeira liga de esportes profissionais dos Estados Unidos a retomar as atividades em meio a pandemia do novo coronavírus. O primeiro jogo desde a interrupção causada pela pandemia foi realizado em 27 de junho, sem a presença de público. Os Estados Unidos são a maior potência do futebol feminino mundial. A seleção do país é tetracampeã da Copa do Mundo feminina da FIFA e a atual campeã mundial da categoria.
Burden of Truth é renovada para 4ª temporada
A rede canadense CBC renovou “Burden of Truth” para sua 4ª temporada, duas semanas após a exibição do final do terceiro ano pelo canal americano CW. Embora o final da 3ª temporada tenha servido como um desfecho satisfatório para a série, o ator Peter Mooney disse ao site TVLine no início de julho que “gostaria de fazer mais, porque acho que há mais histórias para desenvolver”. Criada por Bradley Simpson (roteirista de “Rookie Blue”), a série é estrelada por Kristin Kreuk (“Smallville”) e Peter Mooney (“Rookie Blue”), nos papéis de Joanna Hanley e Billy Crawford. Sócios numa firma de advocacia, que defende casos com poucas probabilidades de vitória, os personagens também entraram em um relacionamento romântico na 3ª temporada, com direito a uma gravidez inesperada. O último episódio avançou no tempo para mostrá-los prestes a se tornar pais. A evolução do relacionamento foi bem explorada pela série, que começou com a personagem de Kreuk enfrentando seu parceiro. Na estreia, Joanna Hanley era uma advogada corporativa, que retornara à sua pequena cidade natal para representar um grande cliente em um caso contra algumas garotas do ensino médio, que ficaram doentes. Ela despacha seu caso de forma rápida e eficiente, esmagando as meninas e o advogado delas – seu ex-colega de escola Billy Crawford. Mas, depois da vitória, descobre que as meninas estão mais doentes do que pensava e que havia algo sério por trás daquele caso. Assim, de forma relutante, ela deu início à parceria com Crawford, que levou à progressão da história e à renovação da série canadense. A CW ainda não anunciou se vai continuar exibindo a série nos EUA, onde é vista, em média, por apenas 505 mil pessoas ao vivo.












