Batwoman: Showrunner diz que não vai matar personagem de Ruby Rose
Batwoman, ou pelo menos a personagem interpretada por Ruby Rose, não vai morrer em decorrência da saída da atriz da série. A showrunner Caroline Dries foi ao Twitter tranquilizar os fãs, após uma comentário feito por ela, durante participação no ATX TV Festival, originar um boato sobre Kate Kane, a Batwoman original, morrer no começo da 2ª temporada, para ser substituída por outra personagem. “Como lésbica que trabalha como roteirista há 15 anos, estou muito ciente da regra ‘enterre seus gays’ [costume de matar personagens gays nas séries] e não tenho interesse em participar dela”, escreveu Dries, numa nota publicada no Twitter. “Meus comentários sobre a reformulação da ‘Batwoman’ lançaram uma tempestade de rumores e desinformação e eu queria esclarecer uma coisa. Como vocês, eu amo Kate Kane – ela é a razão pela qual eu queria fazer a série. Nós nunca vamos apagá-la. De fato, seu desaparecimento será um dos mistérios da 2ª temporada”, acrescentou. “Não quero revelar nenhuma das nossas surpresas, mas para todos os nossos fãs dedicados, saibam que a justiça LGBTQIA+ está no âmago de quem é a Batwoman e não temos a intenção de abandoná-la”, concluiu. Veja a íntegra abaixo. Durante sua participação no ATX TV Festival no fim de semana, Dries confirmou que a série ganharia uma nova personagem, Ryan Wilder, que assumiria o capuz e a capa da heroína. “Estou inventando uma personagem totalmente nova que, no passado, foi inspirada pela Batwoman, então ela assume o manto e talvez não seja a pessoa certa no momento para fazê-lo, então é isso que a torna divertida”, contou a produtora. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para uma nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida. A note from me on behalf of The Bat Team… pic.twitter.com/V6iXjaCrA5 — Caroline Dries (@carolinedries) June 10, 2020
Terry Crews grava vídeo de apoio à família do menino João Pedro
O ator americano Terry Crews enviou um vídeo prestando sua solidariedade à família de João Pedro, menino de 14 anos que foi morto durante uma operação policial em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. O vídeo foi publicado na noite de terça (9/6) pela ONG Favelas na Luta e traz o ator de “As Branquelas” e da série “Brooklyn Nine-Nine” manifestando seu apoio aos ativistas negros brasileiros, enquanto manda um recado direto para os pais do menino assassinado. “Gostaria de demonstrar minha solidariedade para a família de João Pedro. Eu apoio todos vocês em sua luta por justiça e sua luta para terminar a brutalidade policial nos Estados Unidos e no Brasil. Eu apoio os ativistas negros brasileiros, o povo vivendo nas favelas, as mães das vítimas e todos que estão lutando contra o racismo e violência. Obrigado”, disse Terry na gravação. A morte de João Pedro movimentou a classe artística brasileira nos últimos dias, com pedidos enfáticos pelo fim da brutalidade policial nas abordagens em comunidades carentes. João Pedro também foi lembrado em alguns protestos ao redor do mundo nos últimos dias, que tiveram início com o assassinato de George Floyd por policiais brancos nos Estados Unidos. Ver essa foto no Instagram A luta das Mães vítimas de violências e o movimento Favelas em Luta ganhou um reforço internacional de peso hoje. @terrycrews , ator, ex-jogador de futebol americano, ativista, mandou uma mensagem de solidariedade a família de João Pedro e a todos os ativistas negros e de favelas que estavam nas ruas nos últimos domingos disputando caminhos de construção de um futuro que não seja repleto de desigualdades. _ O levante é global e ecoa em todo corpo negro e favelado que não merece morrer nem de tiro, nem de covid e nem de fome. _ Nós queremos viver! ✊🏾 _ 👉🏾 Pela aprovação do PL 2568/2020 👉🏾 Pela criação de um gabinetao para monitorar o cumprimento da liminar do STF _ Seguimos juntos, Terry! _ #VidasNegrasImportam #FavelasNaLuta #BlackLivesMatters Uma publicação compartilhada por Movimento Favelas na Luta (@favelasnaluta) em 9 de Jun, 2020 às 4:49 PDT
Mangá The Promised Neverland vai virar série live-action na Amazon
A Amazon encomendou uma série baseada no mangá “The Promised Neverland”. Desenvolvida pela roteirista Meghan Malloy e com direção de Rodney Rothman, dupla que trabalhou em “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a atração será uma série live-action, e ainda contará com produção do ator Masi Oka (o eterno Hiro de “Heroes”) e da empresa Vertigo Entertainment. Escrito por Kaiu Shirai e ilustrado por Posuka Demizu, “The Promised Neverland” gira em torno das crianças mais inteligentes de um orfanato aparentemente idílico, que descobrem sua verdade sombria quando quebram uma regra para nunca deixar o local. Uma vez que a verdade é descoberta, eles começam a planejar uma fuga para salvar as demais crianças. Os quadrinhos japoneses já venderam mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo desde 2016, além de ter inspirado uma série animada de mesmo nome no ano passado – disponibilizada no Brasil pela plataforma Crunchyroll. “The Promised Land” é a segunda série da Vertigo encomendada pela Amazon e se junta à antologia de terror “Them”, produzida por Lena Waithe, que ainda permanece inédita. Detalhe: a produtora já tinha feito, anteriormente, uma adaptação de mangá live-action: o filme “Death Note”, da Netflix, que não agradou aos fãs dos quadrinhos originais. Masi Oka também produziu esse equívoco. Veja abaixo o trailer legendado da série animada, que usa apenas imagens do mangád e resume a premissa.
Pesquisa da Netflix revela que séries com personagens LGBTQIA+ diminuem preconceito no Brasil
A Netflix e a GLAAD, organização para o avanço das pautas LGBTQIA+ na mídia, divulgaram nesta quarta (10/6) uma pesquisa feita no Brasil sobre séries com personagens LGBTQIA+, que aponta algumas conclusões interessantes. Para começar, cerca de 80% dos brasileiros que se identificam como heterossexuais disseram que séries como “Elite”, “Sex Education”, e personagens como Casey de “Atypical” e Robin de “Stranger Things” ajudaram a melhorar seus relacionamentos com pessoas LGBTQIA+ em suas próprias vidas. Em outras palavras, ajudaram a acabar com o preconceito. “Dada toda a polarização do mundo hoje, a representação nas telas importa mais do que nunca. A Netflix e os criadores de todo o mundo têm a oportunidade de aumentar a aceitação da comunidade LGBTQIA+ por meio do entretenimento”, disse Monica Trasandes, diretora de mídia latinx e representação em língua espanhola da GLAAD, em comunicado. “Séries como ‘Sex Education’ e ‘Elite’ não são apenas grandes histórias, elas permitem que mais pessoas vejam suas vidas na tela – aumentando a empatia e a compreensão. Os dados comprovam: mais representatividade acelera a aceitação”. Além disso, os participantes LGBTQIA+ da pesquisa afirmaram que sentem que o entretenimento reflete sua comunidade com mais precisão agora do que há dois anos. No entanto, ainda existem algumas áreas importantes a serem aprimoradas para contar histórias queer significativas, incluindo narrativas com pais e famílias LGBTQIA+, maior diversidade racial e situações que abordem a imagem corporal e os relacionamentos LGBTQIA+ com familiares e amigos. Isso é particularmente importante, pois 85% dos participantes da comunidade LGBTQIA+ disseram que o entretenimento ajudou suas famílias a entendê-los melhor. A pesquisa constatou que os títulos e personagens da Netflix em que a comunidade LGBTQIA+ se sentiu mais representada e que também foram os mais bem-sucedidos em criar empatia entre os não membros LGBTQIA+ são: Casey Gardner – “Atypical” Eric Effiong – “Sex Education” Lito Rodriguez – “Sense8” Omar Shanaa – “Elite” Piper Chapman – “Orange is the New Black” Robin Buckley – “Stranger Things” RuPaul – “RuPaul’s Drag Race” Theo Putnam – “O Mundo Sombrio de Sabrina” A plataforma de streaming também criou um endereço para oferecer uma coleção variada de séries, filmes e documentários de temática LGBTQIA+ – no endereço Netflix.com/Orgulho.
Netflix lança coleção “Vidas Negras Importam” com filmes e séries
Em resposta às manifestações mundiais de protesto contra a injustiça racial após a morte de George Floyd, a Netflix lançou uma coleção de filmes, séries e documentários com o nome do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). “Acreditamos que a Netflix pode impactar positiva e diretamente a vida das pessoas por meio das nossas histórias. A coleção ‘Vidas Negras Importam’ fala sobre a injustiça racial e a experiência negra – e esperamos que o destaque desses títulos ajude a aumentar a empatia e a compreensão”, afirmou a Netflix em comunicado. Os títulos serão divididos entre produções para o público adulto e infantil. A coleção adulta contém 46 títulos, incluindo “Minha História”, “A Gente Se Vê Ontem”, “A 13ª Emenda”, “Cara Gente Branca”, “American Son”, “Olhos que Condenam”, “Quem Matou Malcolm X” e o novo filme de Spike Lee, “Destacamento Blood”, que será lançado na sexta (12/6). Já a coleção infantil traz 24 produções como “Reunião de Família”, “Motown Magic”, “Criando Dion” e “A Grande Luta”. “Quando dizemos ‘Black Lives Matter’, também queremos dizer ‘contar histórias de negras””, afirmou a Netflix em comunicado no Twitter. “Com o entendimento de que nosso compromisso com a verdadeira mudança estrutural levará tempo – estamos começando destacando narrativas poderosas e complexas sobre a experiência negra”. O acesso aos títulos se dá pelo menu principal e por uma página específica da Netflix, no link netflix.com/blacklivesmatter. When you log onto Netflix today, you will see a carefully curated list of titles that only begin to tell the complex and layered stories about racial injustice and Blackness in America. https://t.co/dN6XQmsrGK pic.twitter.com/3CIrrno6mw — Netflix (@netflix) June 10, 2020
Conteúdo racista faz …E o Vento Levou ser retirado da HBO Max
“Amanhã será um novo dia”, dizia Scarlett O’Hara… e este dia chegou. A plataforma de streaming HBO Max resolveu retirar de seu catálogo o clássico “…E o Vento Levou”, devido a seu conteúdo racista. O longa-metragem de 1939 sobre a Guerra Civil americana (quando o Sul dos EUA se recusou a aceitar a abolição da escravatura e entrou em guerra com o Norte) venceu oito estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme, e se mantém entre as maiores bilheterias de todos os tempos (quando os valores são ajustados pela inflação), mas sua representação negativa dos negros escravizados e retrato positivo de escravagistas heroicos não envelheceu bem, sendo alvo de muitas críticas. Diante das manifestações contra o racismo e a brutalidade policial que tomaram conta dos EUA após o assassinato de George Floyd, trazendo a discussão da representação negra para o centro dos debates, vários canais de TV começaram a revisar o conteúdo de suas programações, levando, por exemplo, ao cancelamento do reality policial “Cops” na Paramount Network. Após manifestantes ingleses derrubarem a estátua de um traficante de escravos em Bristol, jogando-a no rio que corta a cidade, o legado cultural histórico de opressão também passou a ser questionado. E isso acabou incluindo “…E o Vento Levou”. O premiado roteirista John Ridley, vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão” (2013), lançou luz sobre o velho filme da Warner num artigo no jornal Los Angeles Times, publicado na terça-feira (9/6). Segundo ele, “…E o Vento Levou” deveria ser retirado do streaming porque “não só fica aquém da representação da escravidão como ignora seus horrores e perpetua alguns dos estereótipos mais dolorosos sobre as pessoas de cor”. Ele acrescentou: “É um filme que, como parte da narrativa da ‘Causa Perdida’ [a defesa da escravidão], romantiza a Confederação de uma maneira que continua a legitimar a noção de que o movimento secessionista era algo mais nobre do que realmente foi – uma insurreição sangrenta para manter o ‘direito’ de possuir, vender e comprar seres humanos”. A WarnerMedia, dona da HBO Max, concordou. “‘E o Vento Levou’ é um produto de seu tempo e contém alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana”, afirmou um porta-voz da HBO Max em comunicado à imprensa. “Estas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter este título disponível sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável”, completou. Porém, o filme voltará a ser disponibilizado novamente em uma data futura, junto com uma discussão de seu contexto histórico, informou a empresa. “Sentimos que manter esse título sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável. Essas representações certamente são contrárias aos valores da WarnerMedia; portanto, quando retornarmos o filme à HBO Max, ele retornará com uma discussão de seu contexto histórico e uma denúncia dessas mesmas representações. Nenhum corte será feito no longa-metragem, “porque fazer isto seria como dizer que estes preconceitos nunca existiram”, acrescenta o comunicado. “Se vamos criar um futuro mais justo, equitativo e inclusivo, nós devemos primeiro reconhecer e entender nossa história”, afirmou a HBO Max.
Reality policial Cops é cancelado após protestos antirracistas nos EUA
O canal pago americano Paramount Network resolveu cancelar o longevo reality policial “Cops”, que vinha sendo transmitido desde 1989, como resposta aos protestos antirracistas após o assassinato de George Floyd por policiais brancos. De acordo com o site The Hollywood Reporter, a emissora decidiu, primeiramente, não exibir episódios que fizessem alusão a táticas policiais violentas. Mas ao verificar o conteúdo da série, a conclusão foi pelo cancelamento total da produção. “‘Cops’ não está mais na Paramount Network e não temos planos presentes ou futuros para que retorne”, disse um porta-voz do canal pago. O reality show, que mostra abordagens e ações policiais – boa parte das vezes com câmeras portadas pelos próprios oficiais – foi transmitido por 25 temporadas na TV aberta americana, pela rede Fox, passando a ser exibido pelo SpikeTV em 2013. Este canal foi rebatizado e re-embalado como Paramount em 2018. Outras emissoras que transmitiam temporadas antigas, como a WGN, confirmaram que também deixarão de exibir “Cops”, que começaria sua 33ª temporada neste mês. A produção era bastante famosa, tendo gerado vários conteúdos similares ao redor do mundo, como o programa “Polícia 24h” na rede Band. A produção de “Cops” quase chegou a ser cancelada em 2014, quando um integrante da equipe do programa (Bryce Dion) foi morto com um tiro disparado por um policial, que também matou um suspeito armado com uma arma de ar comprimido (não letal).
Regina Duarte manifesta-se sobre exoneração: “Ufa!”
A ex-atriz Regina Duarte se manifestou sobre sua demissão do cargo de secretária de Cultura com um “Ufa!”, como se estivesse se livrando de um grande fardo. Ela postou em seu Instagram uma foto do decreto que mostra sua exoneração da Secretaria Especial da Cultura, que foi publicada na edição da madrugada desta quarta (10/4) do Diário Oficial da União (DOU) com assinatura do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Ao lado da imagem do ofício, ela simplesmente escreveu: “Deu-se! #Ufa!”. A ex-secretária já tinha falado sobre a saída na semana passada por meio de um texto publicado em suas redes sociais. “E por falar em Cultura… Aceitei assustada o convite para a missão. Aceitei por amor ao meu país, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: ‘Aceita, Regina!'”, escreveu a ex-atriz. “Minha inexperiência em gestão pública foi crucial para que eu descobrisse, até com certo atraso, que o Projeto de Cultura com que sempre sonhei era inviável, porque eu estava enredada num universo muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura. As pressões cotidianas de gente que desconhece a máquina da administração pública foram companheiras constantes. Sempre me pareceu nítido que havia uma torcida nas mídias, nas redes sociais para que a minha gestão não se consolidasse”, escreveu, justificando o fracasso de sua gestão. Ela largou mão de um salário vultoso na Globo para entrar no desgoverno por ser entusiasta de Bolsonaro. No entanto, sofreu desgaste, ganhou desafetos e passou a ser repudiada pela classe artística ao demonstrar apoio à ditadura, relativizar a tortura e menosprezar mortos pela pandemia, sendo recompensada com a demissão, fritada por seu ídolo Bolsonaro durante praticamente todo o tempo em que permaneceu na função. O anúncio da saída da ex-atriz aconteceu há três semanas, em 20 de maio. Em vídeo divulgado por ocasião do anúncio original, Bolsonaro afirmou que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz — que encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo para virar secretária — e “por tudo o que representa para todos nós”. Toda sorridente, Regina disse que, na verdade, tinha “ganhado um presente”, porque assumiria cargo na Cinemateca. Só que o prêmio de consolação era presente de grego. O cargo para o qual foi nomeada por Bolsonaro não existia. Era fake, porque a Cinemateca era administrada por uma organização social, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), e o nome da ex-atriz foi usado para criar caos e justificar o encerramento do contrato com esta entidade sem que realmente houvesse solução para o impasse administrativo, já que a disputa será judicializada. Neste momento, ela não deve assumir a Cinemateca e, com a ruptura do contrato com a Acerp, ninguém sabe que destino terão os arquivos preciosos do cinema brasileiro. Com a exoneração de Regina, que apenas “seguia” no cargo, a pasta da Cultura fica agora oficialmente acéfala. O nome mais cotado para a vaga rotativa, que muda seu titular a cada quatro meses em média, é o do ator Mário Frias, ex-“Malhação”, que está em campanha declarada. Nos últimos dias, ele chegou a publicar uma imagem ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ver essa foto no Instagram Deu-se ! #ufa ! ☺️🎭🎼🎵🎶💖😉🙏🇧🇷 Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 10 de Jun, 2020 às 4:01 PDT
Regina Duarte é oficialmente exonerada do cargo de secretária da Cultura
A atriz Regina Duarte, que anunciou sua saída da Secretaria Especial da Cultura em 20 de maio, foi oficialmente exonerada do cargo do cargo na edição desta madrugada do Diário Oficial da União (DOU), pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Em vídeo divulgado por ocasião do anúncio original, Bolsonaro afirmou que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz — que encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo para virar secretária — e “por tudo o que representa para todos nós”. Toda sorridente, Regina disse que, na verdade, tinha “ganhado um presente”, porque assumiria cargo na Cinemateca. Só que o prêmio de consolação era presente de grego. O cargo para o qual Regina foi nomeada por Bolsonaro não existia. Era fake, porque a Cinemateca era administrada por uma organização social, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), e a ex-atriz foi usada para criar caos e justificar o encerramento do contrato com esta entidade sem que realmente houvesse solução para o impasse administrativo, já que a disputa será judicializada. Neste momento, ela não deve assumir a Cinemateca e, com a ruptura do contrato com a Acerp, ninguém sabe que destino terão os arquivos preciosos do cinema brasileiro. Com a exoneração de Regina, que apenas “seguia” no cargo, a pasta da Cultura fica agora oficialmente acéfala. O nome mais cotado para a vaga rotativa, que muda seu titular a cada quatro meses em média, é o do ator Mário Frias, ex-“Malhação”, que está em campanha declarada. Nos últimos dias, ele chegou a publicar uma imagem ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Regina Duarte se manifestou sobre a saída na semana passada por meio de um texto publicado em suas redes sociais. “E por falar em Cultura… Aceitei assustada o convite para a missão. Aceitei por amor ao meu país, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: ‘Aceita, Regina!'”, escreveu a atriz. Ela largou mão de um salário vultoso na Globo para entrar no desgoverno por ser entusiasta de Bolsonaro. No entanto, sofreu desgaste, ganhou desafetos e passou a ser repudiada pela classe artística ao demonstrar apoio à ditadura, relativizar a tortura e menosprezar mortos pela pandemia, sendo recompensada com a demissão, fritada por seu ídolo Bolsonaro durante praticamente todo o tempo em que permaneceu na função.
Thomaz Costa briga com pai pelo patrimônio que conquistou com Carrossel
O ator Thomaz Costa, que interpretou Daniel Zapata na novela e nos filmes de “Carrossel”, trava uma briga com seu pai por conta do patrimônio que conquistou ao longo de sua carreira. Desde que seus pais, Luciana Santos e Roberto Costa, optaram por se divorciar há quase cinco anos, ele tentam receber uma parte dos bens que o jovem adquiriu. “A forma mais justa seria que não tivesse a partilha de bens, pelo fato de não ser nada dele, e sim tudo conquistado por nós. Mas já que existe, pelo menos [gostaria de] isentar os meus patrimônios do processo dos meus pais”, revelou o jovem, hoje com 19 anos, à revista Quem. “Meu pai até conversa [comigo], mas ele sente tanta raiva da minha mãe que não enxerga que eu não tenho culpa nisso”. O ator afirma que o pai saiu da casa onde ele mora com a mãe e a irmã, Livia, em 2016, por causa da lei Maria da Penha, mas definitivamente só foi se afastar em 2017. “Durante toda minha vida, eu presenciei as brigas e, hoje, estou sofrendo com algo que não é culpa minha… Estou colhendo aquilo que eu não plantei. E o pior de tudo é ver que meu próprio pai está brigando por algo que é meu”, diz. Em 2018, Costa fez um desabafo online, via Instagram, revelando que seu pai tem problemas com o uso de álcool e que já agrediu sua mãe. “Quando ele bebe, se transforma. Vejo outra pessoa”, disse ele, relatando uma briga física entre os dois, que terminou apenas quando a polícia apareceu para solicitar a saída do pai do ator da casa deles. “As pessoas me julgam e não sabem o que está acontecendo comigo”, disse. “As pessoas só sabem alfinetar, sem saber que eu passo por problemas e problemas e problemas. Isso é péssimo, é horrível e acaba mexendo com a gente”.
Morte de Rafael Miguel completa um ano com assassino foragido
A morte do ator Rafael Miguel e de seus pais completou um ano nesta terça (9/6). E o assassino da família ainda está foragido. Então com 22 anos, Rafael foi assassinado por Paulo Cupertino Matias, pai de sua namorada, que não aceitava o relacionamento dele com a filha. Na ocasião, o jovem foi com seus pais, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, visitar a família da menina para falar do namoro, já que o casal se gostava muito. A Polícia Civil acredita que o homem tenha disparado 13 tiros em direção às vítimas. Depois do crime bárbaro, ele fugiu. A própria filha do criminoso quer vê-lo preso. Isabela Tibcherani, a ex-namorada do ator, disse em entrevista ao G1 que “o dano é irreparável” e cobrou justiça: “Não sei em que pé andam as investigações pois passaram-se meses e pararam de me informar, o que me levou a pensar que o caso foi deixado de lado, esquecido”. A estudante, hoje com 19 anos, contou ainda que continua no processo de recuperação e que decidiu preservar a imagem dela, que ficou bastante exposta após o crime, dando um tempo das redes sociais. A irmã de Rafael, Camilla Miguel, usou o Instagram para prestar homenagem aos pais e ao irmão. Em um vídeo emocionante, ela falou que o ator costuma aparecer para ela em sonhos: “A última vez que você apareceu em um sonho para mim não quis olhar para ninguém, então eu não sei se você está bem. Sei que tinha tantos sonhos ainda”, disse a jovem, que também relatou que a saudade da família se transformou. “É engraçado que quando eu acho que mais vou me sentir mal é quando eu sinto a presença de vocês, a vida de vocês. A raiva, o ódio e a tristeza não tomam conta, mas obviamente não significa que a gente tenha superado. Eu só sinto vocês de uma forma muito bonita e gostosa, como se estivessem aqui”, disse Camilla na rede social. Rafael Miguel ficou conhecido por um comercial feito durante sua infância, em que pedia para a mãe comprar brócolis. O sucesso do vídeo de 2004 lhe abriu as portas na TV. Com 10 anos, ele fez sua primeira novela: “Cristal” (2006), no SBT. E emendou com participações, no mesmo ano, na minissérie “JK” e na novela “Pé na Jaca”, na Globo. Ainda integrou o elenco do premiado filme “Meu Mundo em Perigo” (2007), de José Eduardo Belmonte, e de mais duas produções da Globo – o telefilme “O Natal do Menino Imperador” e a novela “Cama de Gato” (ambos de 2008) – antes de voltar para o SBT, onde foi se destacar na versão mais recente de “Chiquititas”. Lançada em 2013, a produção fez enorme sucesso e ficou no ar por dois anos, totalizando 545 capítulos.
Disney prepara musical com os hits de Lionel Richie
A Walt Disney Studios está desenvolvendo um filme musical baseado nos grandes hits da carreira de Lionel Richie. Segundo o site da revista Variety, a produção tem o nome provisório de “All Night Long”, título de uma das músicas mais famosas do cantor americano (relembre abaixo). Ainda em estágio inicial, o projeto será um filme live-action (com atores de carne e osso) e não uma animação, e deverá ser lançado nos cinemas. O próprio Richie está produzindo a adaptação de seu catálogo musical, ao lado de seu empresário, Bruce Eskowitz, e junto com os executivos da produtora Cavalry Media. O roteiro está a cargo de Pete Chiarelli, responsável pelas comédias românticas “A Proposta” (2009) e “Podres de Ricos” (2018). Imagina-se que o projeto siga o modelo de “Mamma Mia!”, feito com sucessos da banda Abba. Os representantes da Disney e de Richie não quiseram comentar a revelação da Variety. O ex-integrante do Commodores, que já vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo, tem um bom relacionamento com a Disney, graças ao seu trabalho como juiz do reality musical “American Idol”, na rede ABC. Detalhe: Richie já tem até um Oscar, conquistado em 1986 pela música “Say You Say Me”, do filme “O Sol da Meia Noite” (1985).
Mads Mikkelsen vira alcoólatra no trailer do novo drama de Thomas Vinterberg
“Druk – Mais uma Rodada” (Another Round), novo filme do dinamarquês Thomas Vinterberg (“Kursk – A Última Missão”, “A Comunidade”), ganhou seu primeiro trailer americano (isto é, com legendas em inglês). A produção volta a juntar o diretor e o ator Mads Mikkelsen, que fizeram juntos o excepcional “A Caça”, pelo qual Mikkelsen venceu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. A trama explora os efeitos do álcool, a partir de uma experiência realizada por um grupo de amigos. Inspirados pela teoria de um filósofo norueguês que afirma que o homem nasce com um nível de álcool muito baixo no sangue, esses amigos, todos professores com o desejo de escapar da rotina diária, começam a experimentar grandes quantidades de álcool para ver se conseguem melhorar suas capacidades profissionais. A princípio bem-sucedida, logo a experiência se degenera, com o vício e o aumento do consumo dos envolvidos. Vinterberg planeja esse filme há pelo menos oito anos. Em 2012, quando lançou justamente “A Caça”, ele mencionou seu plano de filmar uma “celebração ao álcool”. “Os britânicos venceram uma guerra mundial com Churchill sempre bêbado. É minha convicção que você pode aprofundar a sua vida com o álcool. Mas, claro, acaba-se por morrer disso”, disse o cineasta ao jornal The Telegraph na ocasião. Além de Mads Mikkelsen, o elenco de “Druk – Mais uma Rodada” reúne Thomas Bo Larsen (“A Onda”), Lars Ranthe e Magnus Millang (ambos de “A Comunidade”) como o grupo de amigos etílicos. A estreia está marcada para setembro na Dinamarca e ainda não há previsão de lançamento no resto do mundo.












