Coisa Mais Linda: 2ª temporada da série “bossa nova” da Netflix ganha primeiras fotos
A Netflix divulgou as primeiras fotos da 2ª temporada de “Coisa Mais Linda”, série brasileira passada na época da Bossa Nova, que chega ao streaming em 19 de junho. Apesar do contexto musical, a atração opta pelo melodrama ao dar maior ênfase à jornada de suas personagens femininas na sociedade machista do período, que chega aos anos 1960 nos novos episódios. As imagens divulgadas pela plataforma também revelam novos personagens. Segundo a sinopse, Malu (Maria Casadevall) continua sendo a mesma mulher determinada, mãe dedicada e amiga leal. No entanto, após os acontecimentos do final da temporada inaugural, a mocinha ganha uma força interior, alimentada pelo trauma. Ela fica ainda mais forte, sem filtro e desinibida. Já Thereza (Mel Lisboa) opta por dedicar-se ao lar e à família, mas não demora muito para sentir falta do trabalho. Desta vez, a loira vai se aventurar em uma rádio. Antes de seu casamento, Adélia (Pathy Dejesus) pensa muito em sua infância e em seu pai. Ela deseja começar do zero a relação com Capitão (Ícaro Silva) e decide seguir em frente para sempre. Enquanto isso, a irmã de Adélia, Ivone (Larissa Nunes), passa de uma adolescente típica a uma talentosa aspirante a artista, que tem a chance de provar sua capacidade para uma indústria ainda dominada por homens, com a ajuda de Malu. Vale observar que Fernanda Vasconcellos, intérprete de Lígia, não aparece nas imagens divulgadas pela plataforma. A ausência da personagem pode ser uma dica sobre o que aconteceu após a tragédia do último episódio do drama. No elenco da segunda temporada, retornam Leandro Lima, Gustavo Machado, Alexandre Cioletti e Gustavo Vaz. Já entre os intérpretes dos novos personagens estão Val Perré, Breno Ferreira, Eliana Pittman, Angelo Paes Leme, Alejandro Claveaux e Kiko Bertholini. A nova temporada de “Coisa Mais Linda”, que estreia daqui a um mês, terá apenas seis episódios de 50 minutos cada.
Regina Duarte não é mais secretária de Cultura
Regina Duarte não é mais secretária especial da Cultura. Um dia depois de almoçar com um dos nomes cotados para assumir o cargo, o ex-“Malhação” Mário Frias, o presidente confirmou nesta quarta (20/5) o remanejamento da ex-atriz de 73 anos para a Cinemateca Brasileira, com sede em São Paulo. Bolsonaro afirmou nesta manhã que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz e “por tudo o que representa para todos nós”. Vale lembrar que ela encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo, com salário muito maior e todas as garantias possíveis para seu futuro, para atender ao convite do presidente e virar secretária de Cultura. Mas não pode reclamar de falta de exemplos de traição, inclusive de amigos íntimos, cometidas por Bolsonaro no poder. Há poucos dias, Regina reclamou foi de “matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosas” que apontavam sua fritura, em meio à campanha #ForaRegina nas redes sociais, incentivada pelo próprio Bolsonaro. Segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo, os dois estavam insatisfeitos um com o outro e se dedicaram a encontrar uma saída honrosa para a artista, que vinha sofrendo intervenção no cargo, sem poder nomear ninguém. A tal saída honrosa, o comando da Cinemateca, foi estabelecida em um café da manhã desta quarta, no Palácio da Alvorada. A solução encontrada reflete uma reclamação de Bolsonaro, que já havia dito publicamente que Regina não dava expediente em Brasília, ficando a maior parte do tempo em São Paulo, trabalhando pela internet, o que prejudicava a gestão da pasta. A ausência da atriz abriria espaço, de acordo com o presidente, a conflitos ideológicos dentro da secretaria. Conflitos ideológicos, na visão de Bolsonaro, não são os absurdos terraplanistas defendidos por seu mentor Olavo de Carvalho, mas a defesa de direitos humanos. “Tem muita gente de esquerda [na secretaria de Cultura] pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite. E ela tem dificuldade nesse sentido”, afirmou ele em 28 de abril. A ex-atriz esperava ter carta branca — algo que lembrou, em sua posse, ter-lhe sido prometido pelo presidente — para poder nomear os subordinados. Mas nunca teve. Bolsonaro mandou exonerar quem ela contratou em duas ocasiões e ainda impediu um terceiro de assumir um cargo, ao mesmo tempo em que manteve quem ela queria destituir e ensaiou trazer de volta quem tinha sido demitido por ela. Em seu discurso por ocasião da demissão-transferência da ex-atriz e ex-secretária de Cultura, Bolsonaro foi condescendente, sugerindo ter dado uma migalha para ela não ficar tristinha. “Pode ter certeza de uma coisa, acho que você quer ajudar o Brasil e o que eu mais quero é o seu bem pelo pelo seu passado e por tudo o que representa para todos nós. Ir para Cinemateca do lado do apartamento, saber que você vai ser feliz e produzir muito mais. Fico feliz por isso. Mas chateado porque sai um pouco do convívio com a gente”, disse o presidente. Bolsonaro postou um vídeo no Twitter ao lado da ex-atriz para justificar a decisão. E ela seguiu firme no papel que escolheu para si mesma pelo resto de sua vida, definindo a mudança como um “presente”. “Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de qualquer profissional de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro, um convite para fazer a Cinemateca que é um braço da cultura em São Paulo. Ficar secretariando o governo na cultura dentro da Cinemateca. Pode ter presente maior do que isso?” A atuação de Regina Duarte como secretária foi digna do Framboesa de Ouro, a premiação dos piores do ano em Hollywood, tendo como auge da canastrice a entrevista desastrosa que deu à CNN Brasil, quando teve chilique, defendeu a ditadura e minimizou as mortes de artistas por coronavírus para não perder o cargo. Tanto que a classe artística chegou a criar um manifesto dizendo que “ela não nos representa”. Decididos a ignorá-la, artistas buscaram alianças com secretários municipais e estaduais da Cultura para se dirigir diretamente ao Congresso em busca de aprovação de leis e alternativas de sobrevivência para o setor, durante a crise do novo coronavírus, que Regina não foi capaz de formular. A queda da ex-atriz, pouco mais de dois meses após sua posse, também faz parte do método implantado por Bolsonaro para neutralizar a pasta da Cultura e congelar todo e qualquer fomento para o setor. Trata-se de uma repetição escancarada de situações, que revela a tática de mudar tudo, o tempo todo, para que nada aconteça e ninguém faça coisa alguma. O método das demissões em série, desorganização estrutural e sabotagem assumida implode organogramas e trava definições de comitês importantes, como o responsável pela gestão do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Essa desgovernança, que se aproveita da morosidade burocrática para transformar inoperância em modelo administrativo, explica porque nenhum dinheiro da Cultura foi liberado por Bolsonaro desde que assumiu a presidência. Além de não liberar, seu desgoverno se caracteriza por cortar incentivos e vetar leis que possam ajudar a classe artística, com o objetivo claro de sangrar o setor até matá-lo. Regina Duarte foi peão e cúmplice do maior ataque estatal já sofrido pela Cultura brasileira em todos os tempos. Seu sucessor deve apenas esquentar banco para o próximo, e assim sucessivamente, para que o pior presidente da História do Brasil avance em sua guerra cultural declarada, com o objetivo de sucatear o setor.
Academia estaria estudando adiar o Oscar 2021
A revista americana Variety publicou na terça-feira (19/5) que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas está estudando a possibilidade de adiar o Oscar 2021, devido à pandemia do novo coronavírus. A informação partiu de fontes que não quiseram ser identificadas. A Academia não se pronunciou sobre o assunto, então não se trata de uma orientação oficial. Mas o vazamento pode indicar que já preocupações sobre a extensão da crise sanitária e a busca por uma opção para realizar a cerimônia de premiação no próximo ano. A organização do Oscar já anunciou medidas oficiais para lidar com a pandemia. A principal diz respeito à dispensa de estreia nos cinemas para filmes que quiserem concorrer ao prêmio. Para ser encaixado nesta condição excepcional, o filme precisa ser disponibilizado em streaming no período em que vigorarem medidas de restrição de circulação. A 93º edição do Oscar está planejada para acontecer no dia 28 de fevereiro de 2021, com a votação aberta em janeiro para todas as categorias. Se a situação não melhorar nos próximos meses, a cerimônia deve ser adiada, segundo as fontes da Variety, para março ou até mesmo abril.
Steven Soderbergh escreveu sequência de Sexo, Mentiras e Videotape na quarentena
O diretor Steven Soderbergh revelou em entrevista ao programa “NightCap Live”, do YouTube, que está trabalhando numa sequência de seu primeiro longa-metragem, “Sexo, Mentiras e Videotape”, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1989. Conversando com o apresentador Dan Dunn, o cineasta contou ter aproveitado o isolamento social para escrever o roteiro e afirmou que estava ansioso para filmá-lo, assim que possível. Segundo Soderbergh, a escrita foi a maneira que ele encontrou para se manter ativo e são durante a quarentena, e que o resultado foi o período mais criativo de sua carreira desde 1985. “Nas primeiras seis ou sete semanas de quarentena, eu já tinha escrito três roteiros diferentes”, revelou. Além da sequência de “Sexo, Mentiras e Videotape”, o cineasta também reescreveu o roteiro de um filme não revelado e adaptou o livro policial “City of the Sun”, de David Levien, um dos roteiristas de “Treze Homens e Um Novo Segredo”, que ele dirigiu em 2007. “Eu perguntei a David se podia adaptar o primeiro dos quatro romances que ele escreveu sobre [o detetive Frank Behr]. Ele disse ‘claro’”, contou Soderbergh, afirmando ainda que não sabe se o roteiro será levado às telas. “Vamos ver o que acontece agora, mas é um ótimo livro”. Soderbergh já comandou filmes de muito sucesso, como “Traffic”, Erin Brockovich” e a trilogia “Onze Homens e um Segredo”, mas ultimamente tem sido mais lembrado como o diretor de “Contágio”, obra que previu muitos dos desdobramentos da pandemia real de coronavírus. Veja a íntegra do programa abaixo.
Michael Bay vai produzir sci-fi apocalíptica sobre a pandemia de coronavírus
O cineasta Michael Bay, conhecido pela produção de blockbusters cheios de explosões, vai produzir um filme apocalíptico sobre a pandemia do novo coronavírus. O longa pretende mostrar um futuro em que a crise sanitária nunca passou. Intitulado “Songbird”, o filme tem roteiro de Adam Mason e Simon Boyes, que escreveram juntos “Má Conduta” (2016), drama com Al Pacino e Anthony Hopkins. O próprio Mason vai assinar a direção, após comandar diversos terrores baratos, lançados diretamente em DVD. O elenco ainda não foi anunciado, mas os realizadores do filme já receberam aprovação dos sindicatos da indústria para iniciar as filmagens nas próximas semanas, em ambientes controlados, e instruções de segurança para seguir em frente com a produção.
Fox renova The Resident e Last Man Standing
A rede Fox anunciou a renovação das séries “Last Man Standing” e “The Resident”, que vão, respectivamente, para suas 9ª e 4ª temporada. Ambas as atrações são produzidas pela 20th Century Fox Television, que a Disney adquiriu ao comprar os estúdios da Fox. “‘The Resident’ e ‘Last Man Standing’ são partes importantes da Fox, e estamos muito satisfeitos por eles voltarem na próxima temporada”, disse Michael Thorn, presidente da Fox Entertainment, em comunicado. “Queremos agradecer a todos os escritores, atores, diretores, produtores e equipes talentosas por ambos os programas e, é claro, aos nossos amigos e parceiros de produção na 20th Century Fox Television.” “Last Man Standing” tem uma média de 8 milhões de espectadores, incluindo o público multiplataforma, e é a série de comédia mais assistida da Fox, enquanto “The Resident” atrai 10 milhões de espectadores multiplataforma e está entre os 10 dramas televisivos mais vistos entre os espectadores de 18 a 34 anos nos EUA. As duas séries se juntam a uma pequena lista de originais live-action já renovados na Fox. Além delas, o canal só oficializou as voltas de “9-1-1” e seu spin-off “9-1-1: Lone Star”. Por outro lado, renovou todas as suas séries animadas – “Os Simpsons”, “Uma Família da Pesada” (Family Guy), “Bob’s Burgers”, “Bless the Harts” e “Duncanville”. Apesar de ser a mais longeva, a 9ª temporada de “Last Man Standing” será apenas a terceira exibida na Fox, após a rede resgatar a série estrelada por Tim Allen, que foi cancelada pela ABC em 2017, após seis temporadas. Considerada uma comédia conservadora, “Last Man Standing” destoava do tom inclusivo das séries de famílias modernas da ABC, encontrando seu público natural na rede que lançou a Fox News. Já “The Resident” sobreviveu ao excesso de séries médicas lançadas recentemente – “New Amsterdam” na NBC e “The Good Doctor” na ABC – para se estabelecer entre os líderes de audiência do canal.
Netflix renova Gentefied para 2ª temporada
A Netflix anunciou nas redes sociais a renovação de “Gentefied” para sua 2ª temporada. A encomenda de mais oito episódios aconteceu após três meses da estreia da série, lançada em streaming em 21 de fevereiro. “Gentefied” é adaptação de uma web-série de 2017 e foi desenvolvida pelos criadores da atração original, Marvin Lemus e Linda Yvette Chávez, escritores chicanos de primeira geração. A série, que tem produção da atriz America Ferrera (“Superstore”), acompanha três primos latinos (Karrie Martin, JJ Soria e Carlos Santos) perseguindo o sonho americano, enquanto esse mesmo sonho ameaça as coisas que eles mais prezam: seu bairro, o avô imigrante (Joaquín Cosio) e a loja de tacos da família. Situada em uma Los Angeles que muda rapidamente, a atração dramática aborda temas como identidade, classe e preconceito, e teve uma história real trágica de bastidores. Camila María Concepción, ativista trans que estava inciando a carreira como roteirista em “Gentefied”, suicidou-se aos 28 anos, logo após o lançamento da série, por sofrer na própria pele tudo aquilo que a trama apontava. O momento, porém, é de comemoração. E para celebrar a renovação, o elenco e os criadores de “Gentefied” programaram uma mesa virtual de leitura na quarta-feira (20/5), que será transmitida pelo canal do YouTube “Netflix Is a Joke”. O vídeo ajudará a divulgar a Proyecto Pastoral, uma ONG do bairro de Boyle Heights, em Los Angeles, que lida com o impacto da covid-19 entre os residentes e famílias de baixa renda da região. Season 2 is officially cooking! 🌯🌯🌯 Come celebrate with us at a live table read hosted by the one and only @georgelopez benefitting Proyecto Pastoral – this Wednesday 5/20 at 5pm PST/8pm EST on @Netflixisajoke YouTube. pic.twitter.com/uSNppPxxmR — Gentefied (@gentefied) May 18, 2020
John Mahon (1938 – 2020)
O ator John Mahon, que viveu policiais e militares em vários blockbusters dos anos 1990, morreu em 3 de maio, de causas naturais em sua casa em Los Angeles. Ele tinha 82 anos e sua morte foi anunciada apenas na terça (19/5) por seu filho Joseph. Nascido em 3 de fevereiro de 1938, em Scranton, Pensilvânia, Mahon contraiu poliomielite na infância e passou quase nove meses totalmente paralisado. Ele nunca recuperou o uso total do braço esquerdo, mas tornou-se um mentor de atores com deficiência e escreveu sobre sua vida e carreira em um livro de memórias de 2014 (“A Life of Make Believe: From Paralysis to Hollywood”). Ele estudou línguas clássicas e literatura inglesa na Universidade de Scranton, onde conheceu o dramaturgo e ator Jason Miller, vencedor do Prêmio Pulitzer, com quem veio a trabalhar frequentemente. Em 1971, ele foi indicado ao prêmio de Melhor Ator pelos críticos de teatro de Nova York pela peça “Nobody Hears a Broken Drum”, escrita por Miller. Em seguida, fez sua estreia no cinema num pequeno papel em “O Exorcista” (1973), de William Friedkin, filme em que seu amigo Miller encarnou seu papel famoso, como o padre Karras. A amizade da dupla continuou com a peça “That Championship Season” do dramaturgo, que marcou a estreia de Mahon como diretor de teatro. A carreira de diretor progrediu em inúmeros produções da Broadway e do circuito off-Broadway em Nova York, incluindo montagens de “Hair”, “Camelot”, “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?” e “Um Estranho no Ninho”. Apesar disso, Mahon teve tempo para atuar em diversas séries e filmes. No cinema, a maioria de seus papéis foram registrados nos anos 1990, quando fez “Sob a Sombra do Mal” (1990), de Curtis Hanson, o clássico de terror “As Criaturas Atrás das Paredes” (1991), de Wes Craven, o thriller “Um Passo em Falso” (1992), de Carl Franklin, a comédia “Meu Querido Presidente” (1995), de Rob Reiner, o clássico neo-noir “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997), novamente sob direção de Hanson, a sci-fi apocalíptica “Armageddon” (1998), de Michael Bay, e a sátira de espionagem “Austin Powers” (1999), de Jay Roach. É uma lista impressionante, com sucessos de bilheterias e queridinhos da crítica. Na TV, também colecionou participações em atrações icônicas, como “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files), “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “MacGyver – Profissão: Perigo” (MacGyver), “A Supermáquina” (Knight Rider), “Arquivo X” (The X-Files), “Angel”, “Frasier”, “Crossing Jordan”, “Arquivo Morto” (Cold Case) e “Star Trek: Enterprise”. Seus últimos trabalhos incluíram o filme “Zodiaco” (2007), de David Fincher, e seu único papel recorrente numa série, como o porteiro George de “Studio 60 on the Sunset Strip” (2006–2007). Ele também atuou em vários comerciais.
Everything’s Gonna Be Okay é renovada para 2ª temporada
Além de “Motherland: Fort Salem”, o canal pago americano Freeform também renovou a novata “Everything’s Gonna Be Okay”, comédia criada e estrelada pelo comediante australiano Josh Thomas. A nova série do astro e criador de “Please Like Me” (2013-2016) acompanha Nicholas (Thomas), um gay neurótico de 20 e poucos anos que, após a morte prematura de seu pai, é forçado a criar suas duas meias-irmãs adolescentes – e uma delas está no espectro do autismo. O elenco inclui Kayla Cromer (“South of Hell”) e Maeve Press (“Evil Lives Here”) como as irmãs, e ainda destaca Adam Faison (“Liberty Crossing”) como o namorado de Nicholas. A 1ª temporada se encerrou em 12 de março nos EUA, com uma média de apenas 175 mil espectadores por episódio. Mas é uma produção barata. Ainda não há previsão para o lançamento dos novos episódios.
Motherland: Fort Salem é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano Freeform anunciou sua programação para 2021, e a revelação dos títulos renovados trouxe um grande alívio para os fãs de “Motherland: Fort Salem”, série de fantasia sobre um exército de bruxas, que se tornou facilmente a melhor produção exibida na TV americana durante a pandemia do novo coronavírus. Completamente original, a série foi criada por Eliot Laurence (que também criou “Claws”) e se passa numa realidade alternativa, onde as bruxas de Salem não foram exterminadas no final do século 17. Elas interromperam a caçada implacável com uma proposta irrecusável: lutar pela independência dos EUA em troca do fim de sua perseguição. Séculos depois, elas são consideradas heroínas e representam a força armada mais perigosa do país, responsáveis pela supremacia americana no cenário internacional. Mas essa superioridade é desafiada por bruxas terroristas, que usam seus poderes para matar o maior número possível de civis, numa guerra suja, que turva a percepção de cada lado do conflito. O detalhe é que esse universo intrincado é apenas pano de fundo da história, que acompanha três jovens recrutas do exército de bruxas, desde os treinamentos iniciais até o primeiro combate real. Além de muitos efeitos visuais para demonstrar os poderes da bruxaria militar, os episódios apresentam uma nova moralidade estabelecida pelos rituais arcanos das bruxas, ampla aceitação da sexualidade, romances, traições, conspirações e mudanças de alianças que colocam em dúvida as verdadeiras motivações das líderes das garotas. “Motherland: Fort Salem” encontrou fãs devotados e rapidamente se tornou uma das séries mais mencionadas nas redes sociais. Mas muita gente passou a acompanhar o lançamento dos episódios por streaming, na plataforma Hulu, deixando os números da audiência televisiva longe do alcance real da produção. A série, que encerra sua 1ª temporada na noite de quarta-feira (20/5) nos EUA, tem uma média de 312 mil telespectadores ao vivo no Freeform. Parece pouco, mas se trata da terceira maior audiência do canal, atrás apenas de “Siren” (410 mil) e “Grown-ish” (350 mil). Um dos motivos de seu sucesso é o carisma do trio principal, formado por Taylor Hickson (a Petra de “Deadly Class”), Jessica Sutton (“A Barraca do Beijo”) e a estreante Ashley Nicole Williams, mas o elenco coadjuvante não fica atrás, com Amalia Holm (“Alena”), Demetria McKinney (“Saints & Sinners”), Lyne Renee (“Magnatas do Crime”) e Catherine Lough Haggquist (“Cinquenta Tons de Liberdade”). Para completar, a série tem produção do ator Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e do diretor Adam McKay (“Vice”). Apesar da renovação, não há previsão para a estreia da 2ª temporada.
Greyhound: Superprodução de Tom Hanks troca o cinema pelo streaming
O novo filme de Tom Hanks não vai mais estrear no cinema. A Sony negociou a distribuição de “Greyhound” com a Apple, que pretende lançá-lo com exclusividade em sua plataforma de streaming. Superprodução de batalha naval, “Greyhound” traz Tom Hanks de volta aos combates da 2ª Guerra Mundial, materializando um duelo de estratégias e torpedos entre uma frota de destroyers americanos e um esquadrão de submarinos alemães. Baseado em romance clássico de C.S. Forester (criador do herói naval Horatio Hornblower), o filme retrata o combate marítimo que aconteceu antes das tropas americanas desembarcarem no front europeu. “A única coisa mais perigosa do que as linhas de frente é a luta para chegar até lá”, ressaltam o cartaz da produção. Além de atuar, Hanks assina o roteiro do longa, demonstrando sua assumida predileção por produções do período. O astro, que estrelou o impressionante “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), também coproduziu com Steven Spielberg três séries passadas durante a 2ª Guerra Mundial: “Band of Brothers” e “The Pacific” na HBO, e a vindoura “Masters of the Air” na Apple TV+. O acordo foi facilitado, justamente, por Hanks já ter negócios na plataforma, como produtor da futura série de batalhas aéreas. “Greyhound” também é o terceiro longa escrito pelo ator, que anteriormente assinou “The Wonders – O Sonho Não Acabou” (2006) e “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” (2011), que ele também dirigiu. Agora, porém, a direção está a cargo de Aaron Schneider, pouco experiente na função (dirigiu apenas “Segredos de um Funeral” em 2009), mas de longa carreira como cinegrafista. O elenco também inclui Stephen Graham (“O Irlandês”), Rob Morgan (“Stranger Things”), Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”) e Elisabeth Shue (“The Boys”). Originalmente marcada para 8 de maio nos cinemas, a estreia do filme chegou a ser adiada para 12 de junho nos EUA, antes da Sony desistir do lançamento tradicional. Orçado em cerca de US$ 50 milhões, a produção será o filme mais caro já exibido com exclusividade pela Apple TV+, que ainda não anunciou sua previsão de estreia. Veja abaixo o trailer anteriormente divulgado para a distribuição nos cinemas.
Bomba! Ruby Rose abandona série Batwoman
A atriz Ruby Rose comunicou que está fora da série “Batwoman”, que encerrou sua 1ª temporada no domingo passado (17/5). “Batwoman” foi renovada para uma 2ª temporada em janeiro, junto com outras 12 séries da CW, e integra a programação recém-anunciada da rede para o início de 2021. Desde a estreia, a série se consagrou como uma das mais vistas do canal, fazendo história como a primeira atração estrelada por uma super-heroína assumidamente lésbica. Sua estrela, Ruby Rose, também é assumida, assim como a criadora e showrunner da série, Caroline Dries. Nenhuma justificativa foi dada para a mudança. Em comunicado, Rose elogiou os produtores e foi elogiada de volta, apesar do problema que criou para a produção. “Tomei a decisão muito difícil de não voltar à ‘Batwoman’ na próxima temporada”, disse Rose. “Esta não foi uma decisão que tomei de forma leviana, pois tenho o maior respeito pelo elenco, equipe e todos os envolvidos com a série em Vancouver e em Los Angeles. Sou grato a Greg Berlanti, Sarah Schechter e Caroline Dries por não apenas me darem essa oportunidade incrível, mas também por me receberem no universo da DC que eles criaram tão bem. Obrigado Peter Roth e Mark Pedowitz e as equipes da Warner Bros. e The CW, que colocaram tanto no programa e sempre acreditaram em mim. Obrigado a todos que fizeram da 1ª temporada um sucesso – estou realmente agradecida. ” As equipes mencionadas disseram em conjunto: “A Warner Bros. Television, a CW e a Berlanti Productions agradecem a Ruby por suas contribuições ao sucesso de nossa 1ª temporada e desejam a ela tudo de bom. O estúdio e a rede estão firmemente comprometidos para a realização da 2ª temporada de ‘Batwoman’ e seu futuro a longo prazo, e nós – junto com a talentosa equipe criativa do programa – esperamos compartilhar seu novo rumo, incluindo a escalação de uma nova atriz principal e integrante da comunidade LGBTQIA+ nos próximos meses.” O texto deixa claro que os produtores procurarão outra atriz lésbica para o papel. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Os profissionais da produção de Greg Berlanti gravaram 20 dos 22 episódios planejados, e o capítulo exibido no passado foi o último de Rose no programa. Não está claro se havia planos para uma transição de intérpretes no final originalmente planejado, mas como a irmã da heroína, a vilã Alice (Rachel Skarsten), tem a capacidade de mudar cirurgicamente o rosto das pessoas, esse detalhe poderia ser aproveitado na trama. Spoiler: no último episódio exibido, o vilão Tommy Elliot (Gabriel Mann) foi transformado em Bruce Wayne (Warren Christie), por exemplo.
Wasp Network: Netflix vai lançar novo filme estrelado por Wagner Moura em junho
A Netflix anunciou que vai lançar “Wasp Network” em streaming. Trata-se do novo filme do premiado cineasta francês Olivier Assayas, vencedor do troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”, e que conta uma história latina, estrelada pelo brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”), o mexicano Gael García Bernal (“Museu”), a cubana Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (também de “Dor e Glória”). De uma vez só, a plataforma também anunciou o subtítulo nacional (“Prisioneiros da Guerra Fria”), divulgou as primeiras fotos (veja abaixo) e revelou a data do lançamento (no dia 19 de junho). “Wasp Network – Prisioneiros da Guerra Fria” se passa nos anos 1990 e conta a história da Rede Vespa, um grupo de agentes secretos cubanos infiltrados em organizações anticastristas de extrema-direita em Miami, nas décadas de 1980 e 1990. A trama é inspirada por fatos reais, que foram narrados no livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, do escritor brasileiro Fernando Morais, lançado em 2011. Wagner Moura interpreta o protagonista e ainda fala em três idiomas: inglês, espanhol e russo. A produção também volta a juntá-lo com a atriz Ana de Armas, que foi seu par romântico em “Sergio”, outro lançamento da Netflix, disponibilizado no mês passado. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a CG Cinemas, do francês Charles Gilbert, e sua première aconteceu no último Festival de Veneza. Na época, a crítica achou chato (41% no Rotten Tomatoes), mas o filme acabou recebendo um prêmio especial do Festival de Deauville, realizado uma semana depois na França. O longa já foi exibido em cinemas brasileiros, na programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em outubro passado. Penélope Cruz + Wagner Moura + Gael García Bernal + Ana de Armas + Édgar Ramírez = TUDO PRA MIM (TODO PARA MÍ). Meu novo filme Wasp Network – Prisioneiros da Guerra Fria se passa nos anos 90 em Miami, tem espionagem, ação e, o melhor, chega dia 19 de junho. pic.twitter.com/kgRobT0bTJ — netflixbrasil (@NetflixBrasil) May 19, 2020











