O “segredo” do sucesso de Parasita: apoio e incentivo do governo sul-coreano
A consagração do primeiro longa não falado em inglês no Oscar de Melhor Filme tem rendido – e ainda vai render – muitos debates em Hollywood e em todo o mundo. E o Brasil faria muito bem se prestasse atenção. Afinal, enquanto o governo brasileiro atacou seu único representante na disputa, o país de “Parasita” apoiou seu representante do começo ao fim. Agora, com o aval da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, a Coreia do Sul poderá colher a fartura, que representa a mudança de status comercial de sua indústria cinematográfica, traduzindo-se em mais exportações e divisas para a economia do país. O cinema sul-coreano penou durante 26 anos o sucateamento nas mãos de uma ditadura militar, após um golpe em 1961 instalar censura – ou “filtros” – para permitir apenas a produção de filmes nacionalistas e de apoio ideológico ao governo. Só que o público sul-coreano rejeitou esse modelo, levando a uma queda de 60% no consumo de cinema do país, entre 1969 e 1979. A reação da ditadura foi abrir o mercado para produções estrangeiras em 1986, preferencialmente de Hollywood, que voltaram a atrair espectadores, enquanto os filmes locais se notabilizavam como sinônimos de fracasso comercial. O fim da ditadura abriu ainda mais o mercado. Em 1988, todas as restrições foram derrubadas e os estúdios americanos começaram a se estabelecer no país. Poderia ter sido o fim completo do cinema local, desacreditado pelos temas impostos pela ditadura, mas o novo governo democrata acionou a política de cotas de exibição para produções nacionais, implantada pelos militares nos anos 1960, que foi gradativamente ampliada. Apesar disso, os filmes sul-coreanos ainda respondiam por apenas 16% das bilheterias do país até 1993. As cotas acabaram complementadas por incentivos e financiamento público em todas as etapas, da produção à exibição de filmes do país. Graças à política cultural, o governo atraiu grandes companhias, como a Samsung, que passaram a investir no cinema nacional. Estas mudanças possibilitaram o surgimento de uma nova geração de cineastas no final dos anos 1990, que começou a se apresentar para o mundo em festivais internacionais no final dos anos 1990. Diretores importantes iniciaram suas carreira nesse período, em meio ao movimento batizado pela mídia de “Novo Cinema Coreano”, como Park Chan-wook, Kim Jee-woon e até Bong Joon-Ho, diretor de “Parasita”. Desde seu filme de estreia, “Cão Que Ladra Não Morde” (2000), Bong Joon-Ho conta com apoio do governo, que em 1999 reformou o conselho de cinema do país, rebatizando-o e transformando-o em órgão de incentivo e fomento da produção cinematográfica local. O Korean Film Council (KOFIC, na sigla oficial) é equivalente à Ancine brasileira e faz tudo o que a Ancine poderia/deveria fazer – mas que deixou parcialmente de fazer sob o governo Bolsonaro – , desde financiar despesas de produção, estabelecer políticas de renúncia fiscal, organizar o mercado nacional e dar suporte financeiro para filmes sul-coreanos participarem de eventos internacionais, com autonomia em relação ao partido no poder. Graças ao KOFIC, em pouco tempo o cinema sul-coreano virou o jogo, passando a dominar as bilheterias do país e a vencer prêmios importantes nos maiores festivais de cinema do mundo. Tanto que, em 2006, os filmes nacionais já representavam 50% das bilheterias do país e o governo pôde diminuir a cota de tela sem causar qualquer efeito negativo no mercado. Mesmo com cota menor, a média de lançamento de filmes sul-coreanos manteve-se como uma das maiores do planeta, com pelo menos um título novo por semana. A força das produções locais ainda propiciou que mais empresas, como a Hyundai, passassem a investir nesse segmento. E assim as conversas sobre regulamentação atingiram outro patamar, em torno de apoio maior para os pequenos estúdios e menos incentivo para projetos mais comerciais e lucrativos – o oposto do que Osmar Terra, ministro da Cidadania, planejava para o futuro do cinema brasileiro, em discurso registrado no ano passado. Outras mudanças não tão óbvias também contribuíram para esse resultado, como a educação da população. O estudo de Cinema passou a ser incluído no currículo escolar. Cai no (equivalente ao) vestibular. Estudantes também têm direito à meia-entrada nas bilheterias. Além disso, o governo incentivou aberturas de cursos e escolas de Cinema, contribuindo para a formação de técnicos capazes de realizar trabalhos dignos de Hollywood, e patrocinou a criação de festivais, como o de Busan, que se tornou um dos mais importantes da Ásia. No Brasil, estatais do governo Bolsonaro cortaram o apoio a festivais e ameaçam despejar uma das escolas de cinema mais tradicionais. Para completar, esse apoio às artes foi estendido a várias outras áreas da cultura sul-coreana. E o sucesso mundial do K-Pop é outro grande exemplo da diferença que faz o apoio do Estado à cultura de um país.
Selma Blair confessa estar mal com sintomas de esclerose múltipla
A atriz Selma Blair postou um desabafo em seu Instagram, ao comentar seu atual estado de saúde. Ela sofre de esclerose múltipla e tem falado publicamente de todo o sofrimento trazido pela doença, conforme ela evolui, sem dourar a pílula. “Essa é a questão: eu me sinto mal. É isso que acontece. Não tem nenhuma luz brilhante glamourosa. É óbvio. São longas noites. Quase todas as noites. Os músculos no meu rosto e pescoço têm espasmos. Ou ficam tão contraídos que eu não acho uma forma de alongar. E eu estou tentando há três horas. No chão, alongando. Eu tive uma virose. Obrigada, Arthur! E eu estou ainda mais derrotada agora. Por enquanto. Mas eu não morro por isso”, começou Selma em seu texto, citando seu filho, Arthur Saint Bleick, de 8 anos. A atriz de 47 anos continuou: “Eu sou forte o suficiente para não ser mais derrubada por um urso comum. São ótimas notícias. Uma validação excelente. Eu me recupero. Eu tropecei semana passada. Na rua. Eu não me lembro de isso acontecer. Ou da dor. Me contaram. E meu tornozelo está torcido e isso me faz sentir ainda mais frágil. Uma simples torção no tornozelo. E eu sou sortuda por um milhão de motivos. Eu sei. E eu ainda me sinto sozinha e vulnerável e com medo sobre o futuro como mãe solteira”, ponderou. “Eu não estou mais perto de morrer do que ninguém. Eu só estou machucada. Parece que eu estou quebrando. Então existe uma verdade a ser contada para qualquer um que esteja se sentindo assim. É triste. E assustador. Não se sentir bem. E eu sinto muito mal. Essa sou eu para vocês. Nas primeiras horas da manhã. Porque eu não sei mais o que fazer e eu quero tanto melhorar. Que a luz positiva esteja sempre a nossa volta. E nos guie para fora da escuridão”, refletiu. Por fim, agradeceu: “Obrigada a todos por serem o meu maior amor. Eu estou indo devagar. Eu preciso me recuperar. Eu quero me recuperar. E eu nem sei o que isso realmente significa. Eu mando para todos um calor reconfortante. Todos nós precisamos”, encerrou. Apesar da doença, Selma Blair não parou de trabalhar. Desde que os sintomas se manifestaram, ela contou com apoio e ajuda da equipe de “Outra Vida” (Another Life) para estrelar a 1ª temporada da série, que foi renovada pela Netflix. Também apareceu em episódios de “Perdidos no Espaço” (Lost in Space) e integrou o elenco de dois filmes, entre eles a continuação ainda inédita do romance teen “After”, reprisando seu papel como mãe da protagonista vivida por Josephine Langford. Ver essa foto no Instagram This is the thing. I feel sick. This is what happens. There is no bright light of glamour. Of course. It is long nights. Almost all nights. My muscles in my face and neck are in spasm. Or so tight I can’t even find a way to stretch. And I have been trying for three hours. On the ground stretching. I have had the stomach flu. Thanks Arthur! And I am even more sideways now. For now. But I am not killed by it. I am strong enough not to be taken down any more than the average bear. That’s great news. Excellent reassurance. I recover. I stepped wrong last week. In the street. I don’t remember it happening. Or the pain. I was told. And my ankle is sprained and it makes me feel even more fragile. A simple ankle sprain. And I am lucky on a million counts. I know. And I am still feeling alone and vulnerable and scared about the future as a single mom. I’m not dying any more than anyone. I am just hurting. It feels like I am just breaking down. So there’s a truth to give to anyone else feeling this way. It’s just miserable. And scary. To feel unwell. I am so sorry. This is just me to you. In the early hours of the morning. Cause I don’t know what else to do and I want so much to do better. May the silver lining surround us all. And guide us out of the darkest. Thank you all for being the biggest loves. I am in a slow time. I need to recover. I want to recover. And I don’t know what that even really means. 💛. I send you all a reassuring warmth. We all need it. Uma publicação compartilhada por Selma Blair (@selmablair) em 11 de Fev, 2020 às 4:26 PST
Macauley Culkin diz que nunca viu Michael Jackson abusar de menores
Macauley Culkin, que até hoje é lembrado como o pequeno Kevin de “Esqueceram de Mim” (1990), aceitou falar sobre sua relação com Michael Jackson, durante uma entrevista à revista Esquire, publicada nesta terça (11/2). Hoje com 39 anos, o ator tinha apenas 11 quando estrelou o clipe de “Black and White” em 1991, iniciando sua amizade com o cantor. Nos anos seguintes, estouraram acusações de pedofilia contra Michael, o que ele sempre negou. Na entrevista, Culkin garante que, durante sua convivência com o Rei do Pop, numa sofreu abuso nem testemunhou nada nesse sentido. “Olhe, essa é a verdade: ele nunca fez nada comigo. Eu nunca o vi fazer nada. E especialmente neste momento da vida, eu não tenho motivos para esconder nada”, afirmou o ator. “Eu não diria que virou moda ou algo assim, mas agora seria um bom momento para falar. E, se eu tivesse algo para falar, eu falaria com certeza. Mas não, eu nunca vi nada: ele nunca fez nada.” No passado, Culkin chegou a se comparar com o cantor, dizendo que ambos tiveram infâncias semelhantes, foram alçados à fama muito cedo, e por isso tinham uma ligação especial – ainda que tivessem 22 anos de diferença. O último encontro entre eles aconteceu em 2005, quando Culkin teve de testemunhar no julgamento de Michael Jackson, acusado de intoxicar e molestar um garoto de 13 anos. Mas eles não conversaram na ocasião. “Melhor não nos falarmos”, disse Jackson, de acordo com Culkin. “Não quero influenciar seu testemunho.” O cantor foi absolvido. Quatro anos depois, morreu por uma overdose por medicamentos. Durante a conversa com a Esquire, Culkin contou uma história que ilustra como as pessoas pensam que ele teria sido abusado por Michael. “Uma vez eu cruzei com James Franco em um avião. Eu tinha encontrado com ele dois ou três anos antes. Nós nos acenamos enquanto guardávamos nossas malas de mão. Foi logo depois de ‘Leaving Neverland’ [documentário com acusações contra o cantor] e ele falou: ‘Então, aquele documentário, né?’. E foi tudo o que ele falou. Eu fiquei meio: ‘Aham…’. Silêncio. Então ele disse: ‘O que você achou?’. Eu virei e falei: ‘Você quer falar sobre algum amigo SEU morto?’. Ele respondeu: ‘Não, não quero’. Então, eu disse: ‘Legal, cara, foi bom te ver”, concluiu. Culkin também revelou um conselho que deu para Paris Jackson, que é sua afilhada, quando a filha do Rei do Pop se tornou mais “pública”. “Não se esqueça de ser boba, não se esqueça de tirar algo desta experiência toda e não se esqueça de sempre ter algo na manga”, completou
Filha de Dwayne “The Rock” Johnson vai disputar campeonato de luta livre
A filha do astro Dwayne “The Rock” Jonhson, Simone Garcia Johnson, entrou na WWE, organização responsável pelos campeonatos de luta livre na TV americana. A WWE anunciou nesta terça (11/2) que Simone Johnson irá se reportar ao Performance Center em Orlando, onde começará oficialmente o seu treinamento para participar de lutas televisionadas. Segundo o site Uproxx, o objetivo da WWE é transformar a jovem de 18 anos em “uma estrela mundial da empresa”. Ao assinar com a WWE, Simone vai dar sequência a um legado da família. Antes de estrear no cinema, seu pai se projetou como The Rock, em lutas da WWE, e seu avô, Rocky Johnson, é considerado uma lenda das lutas livres americanas. A garota é a única filha do relacionamento do astro de filmes de ação com Dany García. Eles ficaram casados por 10 anos, de 1997 a 2007. Dwayne Johnson tem mais duas filhas com a atual namorada Lauren Hashian: Jasmine, de três anos, e Tiana, de um ano.
Warner muda título de Aves de Rapina após fracasso nas bilheterias
A Warner anunciou uma mudança no título do filme “Aves de Rapina”. O filme, que antes se chamava “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” passa agora a ser chamado oficialmente de “Harley Quinn: Birds of Prey” – ou “Arlequina: Aves de Rapina” – nos cinemas dos Estados Unidos. A alteração foi uma reação ao desempenho de bilheteria, considerado fraquíssimo no fim de semana de estreia. E comprova que a Warner não fez o dever de casa em relação ao filme. O título equivocado foi um dos tópicos levantados entre as avaliações pós-desastre do estúdio, diante da abertura de US$ 33,2 milhões no mercado americano – a pior estreia de um filme de super-heróis da DC Comics desde o fiasco de “Mulher-Gato” em 2004. Antes que alguém ligue o fato de “Aves de Rapina” e “Mulher-Gato” serem estrelados por mulheres como fator preponderante do fracasso – “Capitã Marvel” e “Mulher-Maravilha” enterraram essa tese – , há outros detalhes que aparecem em comum entre os dois filmes. Em ambos, as reclamações dos fãs sobre a escalação das intérpretes, que não refletem o perfil das personagens dos quadrinhos, jamais foram consideradas. A contratação de um(a) cineasta inexperiente só começou a ser tida como equivocada após os desempenhos negativos. Assim como o tom indeciso do roteiro, entre a comédia e a ação, que não agradou quem esperava mais de um ou de outro. O título, claro, era um dos problemas óbvios de “Aves de Rapina”. Afinal, porque o filme não se chamou “Arlequina”, se ela era a única conhecida? Parece que deu certo com “Coringa”. Mas agora, após uma fortuna gasta em marketing para divulgar “Aves de Rapina”, a Warner parece ter finalmente se dado conta do erro. Outro problema aparente teria sido a afobação do estúdio em construir um “universo cinematográfico”, que previa lançar uma franquia de “Aves de Rapina” paralela a novos filmes da Arlequina. Essa pressa resultou num segundo “Liga da Justiça” – que, em vez de lançar franquia, virou fim de linha. Ao contrário da Marvel, as adaptações da DC Comics tem sido bem-sucedidas quando não compartilham um “universo” de personagens. E, lógico, não há como entender a classificação etária “R” (para maiores nos EUA). “Esquadrão Suicida”, que lançou a Arlequina no cinema, foi exibido para menores (PG-13). E a própria Arlequina é uma personagem de desenho animado infantil. Além disso, ao contrário de “Coringa”, “Deadpool” ou “Logan”, “Aves de Rapina” não apresentou nenhuma cena especialmente violenta ou sexual, apenas linguagem imprópria – um ou outro palavrão – que a dublagem nacional tende até a esconder. A Warner também vacilou na data de estreia, marcada para o fim de semana do Oscar, quando o público ainda corria para ver os filmes indicados ao prêmio da Academia. Tanto é assim que o Top 10 do fim de semana resgatou até “Entre Facas e Segredos”, que já havia saído do topo do ranking – lançado em novembro passado! No mercado internacional, “Aves de Rapina” saiu-se um pouco melhor, elevando o total para US$ 81,2 milhões em todo o mundo. No Brasil, o longa liderou a bilheteria do último fim de semana. Mas como os cinemas chineses e de parte da Ásia estão fechados, devido ao coronavírus, o montante global não deve se tornar a “salvação” de sua balança comercial.
Paula Kelly (1943 – 2020)
A atriz, cantora e dançarina Paula Kelly, de clássicos como “Charity, Meu Amor” e “Aconteceu num Sábado”, morreu de problemas cardíacos no domingo (9/2) em Inglewood, na Califórnia, aos 76 anos. Filha de um músico de jazz, Kelly nasceu em Jacksonville, Flórida, e cresceu em Nova York, onde frequentou a High School of Music & Art e a prestigiosa academia Juilliard, de onde saiu para se tornar uma bailarina de companhias lideradas pelos célebres Martha Graham e Alvin Ailey. Kelly estreou na Broadway aos 21 anos, no musical “Something More!” (1964), chegou a dançar no Oscar em 1968 e no ano seguinte apareceu dançando nua na revista Playboy, o que a tornou bastante conhecida. Ela já tinha estrelado a montagem de “Sweet Charity” como a dançarina Helene, quando o famoso diretor-coreógrafo Bob Fosse assumiu o projeto de transformar o musical num filme, escalando-a no mesmo papel nas telas. Os dois tinham trabalhado juntos na Broadway e estrearam juntos no cinema. Na adaptação cinematográfica de 1969, batizada no Brasil de “Charity, Meu Amor”, Kelly atuou, cantou e dançou ao lado de Shirley MacLaine e Chita Rivera, brilhando nos números musicais de “Hey, Big Spender” e “There’s Gotta Be Something Better Than This”. O sucesso do filme, indicado a três Oscars, lançou-a ao estrelato e ela aproveitou a fama para se estabelecer como coreógrafa. A partir de 1970, passou a organizar coreografias de especiais de TV de artistas famosos, como Harry Belafonte, Gene Kelly e Sammy Davis Jr, além de coreografar os longas “Um Doido Genial” (1970), “Lost in the Stars” (1974) e “Peter Pan” (1976), dos quais também participou como atriz. Paralelamente, procurou se diversificar como atriz, aparecendo em clássicos da ficção científica, como “O Enigma de Andrômeda” (1971), adaptação de Michael Crichton (o autor de “Jurassic Park” e “Westworld”), e “No Mundo de 2020” (1973), com Charleton Heston, e principalmente em filmes icônicos da era blaxploitation, como “A Essência de um Roubo” (1972), com trilha de Salomon Burke, “O Terrível Mister T” (1972), musicado por Marvin Gaye, “The Spook Who Sat by the Door” (1973), com composições de Herbie Hacock, e “Aconteceu num Sábado” (1974), dirigido e estrelado por Sidney Poitier. O fim do ciclo original do cinema negro em Hollywood a levou para a televisão. Após papéis recorrentes nas séries “San Francisco Urgente” e “Police Woman”, acabou recebendo duas indicações ao Emmy: como Melhor Atriz Coadjuvante de Série de Comédia em 1984, pelo papel da defensora pública Liz Williams em “Night Court”, e Melhor Atriz de Minissérie em 1989, por “The Women of Brewster Place”. Ela ainda estrelou a comédia dramática “Nos Palcos da Vida” (1986), ao lado de Richard Pryor, e “Romance Arriscado” (1993), mas o resto de sua carreira nas telas foram papéis em séries. Alguns se destacaram, como a feroz senhora Ginger Jones em “Santa Barbara” (1984-85) e a governanta que teria lançado um feitiço vodu contra as “Super Gatas”, em um episódio de 1987. Kelly foi casada com o diretor britânico Donald Chaffey (“Meu Amigo, o Dragão”) de 1985 até a morte dele em 1990.
Raphael Coleman (1994 – 2020)
O ator britânico Raphael Coleman, que estreou no cinema aos 10 anos, em “Nanny McPhee, a Babá Encantada” (2005), morreu na sexta-feira passada (7/2), aos 25 anos. A informação foi confirmada pela mãe e o padrasto por meio de redes sociais. Eles explicaram que Raphael sofreu um colapso, no meio de uma viagem relacionada a sua luta em defesa do meio-ambiente e não conseguiu ser salvo. “Descanse em paz, meu querido filho Raphael Coleman”, escreveu a mãe, que afirmou que o filho não tinha não tinha problemas de saúde. “Ele morreu fazendo que amava, trabalhando pela causa mais nobre de todas. A sua família não podia estar mais orgulhosa. Vamos comemorar tudo o que ele conseguiu em sua curta vida e valorizar seu legado”, completou a mãe. Depois de viver uma das crianças sob os cuidados da “Nanny McPhee” (Emma Thompson), Coleman participou ainda de mais dois filmes: o terror “Anjo Maldito” e a sci-fi “Contatos de 4º grau”, ambos em 2009. Ele largou a atuação disso e se tornou ativista, viajando o mundo em defesa da preservação do meio ambiente.
Sylvester Stallone vai estrelar sci-fi de Michael Bay
O ator Sylvester Stallone se juntou ao cineasta Michael Bay (de “Transformers”) para um novo projeto cinematográfico. Intitulado “Little America”, o filme é uma sci-fi que se passa num futuro distópico, após os Estados Unidos se transformarem numa zona de guerra. Na trama, o personagem de Sylvester Stallone é um ex-militar contratado para resgatar a filha de um bilionário asiático, com a ajuda da irmã bem-treinada da garota desaparecida. Os dois vão para Little America, pequena e comunidade de refugiados em Hong Kong, onde os americanos abastados se isolaram, visando fazer o resgate. Para variar, a trama lembra “Fuga de Nova York” – John Carpenter já venceu um processo de plágio da história de seu clássico de 1981 contra Luc Besson por “Sequestro no Espaço” (2012). Michael Bay assina apenas a produção, enquanto o britânico Rowan Athale (“Strange But True”) responde pelo roteiro e a direção. As filmagens devem começar na metade do ano – assim que Stallone finalizar seu próximo filme, “Samaritan” – , mas “Little America” ainda não tem previsão de estreia.
CSI original deve ganhar continuação como minissérie
A rede americana CBS está em conversas iniciais para produzir um revival da série policial “CSI”, que pode estrear em meio à comemoração dos 20 anos de sua estreia, em outubro de 2020. O retorno de “CSI” deve acontecer como uma minissérie e envolver os atores da 1ª temporada da franquia. Lançado no ano 2000, a “CSI” original foi responsável pela proliferação de séries centradas em investigação forense na TV americana. Seu sucesso imenso durou 15 anos, até a conclusão da produção em 2015, após 335 episódios e o cancelamento das derivadas “CSI: Miami” e “CSI: NY”. Uma última série, “CSI: Cyber”, tentou manter a marca no ar, mas também foi cancelada após duas temporadas, em 2016. As negociações envolvem atualmente os responsáveis pela franquia, o criador Anthony Zuiker e o produtor Jerry Bruckheimer, mas, segundo o site Dealine, integrantes do elenco original, como William Petersen e Jorja Fox, já teriam sido contatados. Por enquanto, nenhuma oferta foi formalizada à espera da oficialização da série. A encomenda dos episódios ainda depende de um acordo financeiro que agrade todas as partes.
Sindicato dos técnicos de efeitos visuais reclamam do Oscar por piada com Cats
A Visual Effects Society (VES), sindicato dos técnicos de efeitos visuais dos EUA, emitiu uma nota oficial em protesto contra uma piada da transmissão do Oscar 2020 às custas dos responsáveis pelos efeitos de “Cats”, um dos piores filmes e maiores fracassos do ano passado. Os efeitos de “Cats” são amplamente considerados responsáveis pela rejeição do público ao filme. Mas esse consenso informal ganhou peso oficial durante o evento de domingo (9/2), quando James Corden e Rebel Wilson subiram ao palco do Dolby Theatre para entregar o Oscar de Melhores Efeitos Visuais. Além de surgirem fantasiados como seus personagens em “Cats”, eles ironizaram a própria produção: “Como membros do elenco de ‘Cats’, ninguém melhor do que nós entende a importância de bons efeitos visuais!”. A piada rendeu gargalhadas e aplausos entre os presentes na cerimônia de premiação. Mas a Sociedade de Efeitos Visuais não achou graça. “Em uma noite que trata de homenagear o trabalho de artistas talentosos, é imensamente decepcionante que a Academia tenha feito dos efeitos visuais o alvo de uma piada”, manifestou-se a VES em nota oficial. “Ela degradou a comunidade global de profissionais especializados em efeitos visuais, que vem realizando um trabalho excelente, desafiador e visualmente impressionante para alcançar a visão dos cineastas”. “Nossos artistas, técnicos e inovadores merecem respeito por suas notáveis contribuições ao entretenimento filmado e não devem ser apresentados como o bode expiatório conveniente para fazer o público rir. No futuro, esperamos que a Academia honre adequadamente o ofício de efeitos visuais – e todos os ofícios, incluindo cinematografia e edição de filmes – porque todos nós o merecemos”, encerra a nota. Curiosamente, os efeitos de “Cats” também foram zoados na própria premiação do sindicato, o VES Awards, que aconteceu em janeiro passado. Na ocasião, o ator Patton Oswalt brincou: “A franquia ‘Star Wars’ terminou após 50 anos e, após uma exibição, a franquia ‘Cats’ também”.
Netflix renova Sex Education para 3ª temporada
A Netlix anunciou a renovação da série “Sex Education” para a 3ª temporada. A informação foi divulgada pelas redes sociais e no canal do YouTube da plataforma, e acontece menos de um mês após os episódios do segundo ano da produção chegarem em streaming. “Nossa, Netflix, que final foi esse? Spoiler: não foi o final. Vai ter terceira temporada de #SexEducation, sim”, publicou a empresa no Twitter. De acordo com o anúncio, a série criada pela curtametragista Laurie Nunn volta em 2021. Estrelada por Asa Butterfield (“O Lar das Crianças Peculiares”), a atração gira em torno de um adolescente que percebe que todos os anos embaraçosos em que viveu com sua mãe (Gillian Anderson, de “Arquivo X”), uma terapeuta sexual, podem ajudá-lo a se tornar popular e ainda ganhar dinheiro em sua escola. Coagido pela bad girl do colégio (vivida por Emma Mackey, de “Badger Lane”) e apoiado por seu melhor amigo gay assumido (Ncuti Gatwa, de “Stonemouth”), ele decide abrir uma consultoria sexual para adolescentes inexperientes. A 2ª temporada estreou em 17 de janeiro, retomando a vida agitada desses personagens. Graças a seu sucesso, “Sex Education” se tornou uma das raras séries da Netflix a ter sua audiência revelada. Logo após seu lançamento, a empresa tornou público o número de 40 milhões de espectadores num relatório para o mercado. NOSSA NETFLIX QUE FINAL FOI ESSE? Spoiler: não foi o final. Vai ter terceira temporada de #SexEducation, sim. pic.twitter.com/nibtZzOwic — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) February 10, 2020
The Good Doctor é renovada para 4ª temporada
A rede americana ABC anunciou a renovação de “The Good Doctor” para sua 4ª temporada. A atração estrelada por Freddie Highmore (de “Bates Motel”), atualmente na reta final de sua 3ª temporada nos EUA, é o programa mais assistido da ABC e foi a primeira série renovada pelo canal em 2020. A audiência ao vivo é de 6,41 milhões de espectadores, mas, contabilizando todas as plataformas, chega à média de 15,6 milhões de espectadores. Nova criação de David Shore (o criador de “House”), a série traz Freddie Highmore como o Dr. Shaun Murphy, um médico autista, anti-social, terrível na hora de interagir com as pessoas, mas também brilhante e intuitivo quando o assunto é Medicina. A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Globoplay.
Aves de Rapina estreia em 1º lugar no Brasil
A estreia de “Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” arrecadou R$ 10,7 milhões no Brasil, segundo levantamento da empresa de consultoria Comscore. O filme levou 621 mil pessoas aos cinemas brasileiros, o que não é um número muito elevado para uma produção de super-heróis. De todo modo, a distribuição não foi das maiores, com exibição em 413 salas apenas. O lançamento da Warner também teve um desempenho abaixo do esperado na América do Norte, onde faturou US$ 33 milhões em seus três primeiros dias de exibição – contra uma expectativa de mercado de cerca de US$ 50 milhões. Nos EUA e Canadá, porém, “Aves de Rapina” teve distribuição de blockbuster, em mais de 4 mil telas. “Bad Boys para Sempre” ficou em 2º lugar no fim de semana. Mantendo-se em cartaz em 325 salas, teve público de 234 mil espectadores e arrecadou R$ 4 milhões em bilheteria. Desde a estreia, há duas semanas, o longa acumula R$ 14,2 milhões e já levou 872 mil brasileiros aos cinemas. “Minha Mãe é uma Peça 3” completa o Top 3. Exibido em 299 salas, arrecadou R$ 3,7 milhões e teve 209 mil espectadores. Há sete semanas no circuito, a comédia estrelada por Paulo Gustavo já soma R$ 174,2 milhões em ingressos vendidos e público de 11 milhões de pessoas. É o filme nacional de maior bilheteria de todos os tempos. Dentre os filmes premiados no Oscar 2020, “1917” teve a maior bilheteria. Exibido em 363 salas, foi 4º mais visto do fim de semana, levando 163 mil pessoas aos cinemas para faturar R$ 3,3 milhões. A estreia de “Jojo Rabbit” amargou o 6º lugar, apesar da maior distribuição de todas. Em cartaz em 562 salas, teve apenas 74 mil espectadores e R$ 1,6 milhão em bilheteria. Para completar, “Parasita”, o grande vencedor do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, ficou em 8º lugar. O suspense sul-coreano levou 32 mil pessoas a 278 salas, somando R$ 607 mil. Exibido há 14 semanas no circuito nacional, o longa de Bong Joon Ho já foi assistido por 355 mil brasileiros e rendeu R$ 6,6 milhões. Veja abaixo o Top 10 dos filmes mais vistos no Brasil entre quinta e domingo (9/2), segundo levantamento da Comscore. #TOP10 #bilheteria #cinema Finde 6 a 9 Fev: 1. Ave de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa2. Bad Boys Para Sempre2. Minha Mãe É Uma Peça 34. 19175. Jumanji – Próxima Fase6. Jojo Rabbit7. Frozen 28. Parasita9. Um Espião Animal10. Judy: Muito Além do Arco Iris — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) February 10, 2020











