Netflix salva último grande cinema de rua de Nova York



A Netflix anunciou na segunda-feira (26/11) que assumiu a administração de um dos cinemas mais antigos de Nova York, o Paris Theatre, considerado o último grande cinema de rua da cidade, com a intensão de transformá-lo no palco de seus grandes lançamentos.

A dois passos do Central Park e do famoso Hotel Plaza, o cinema de Paris fechou suas portas no final de agosto, após 71 anos de existência, devido ao aumento do aluguel.

O último cinema de Nova York que não foi convertido em multiplex – e por isso tem apenas uma tela, gigante – foi reaberto no início de novembro para a exibição do filme “Uma História de Casamento”, do diretor americano Noah Baumbach, produzido pela Netflix. A sessão aconteceu como alternativa para o lançamento do filme em Nova York, diante do boicote das grandes redes, que se recusam a exibir filmes feitos para streaming.

Como as redes também criaram dificuldades para “O Irlandês”, a empresa enxergou a necessidade de ter um endereço permanente. Ao assumir de vez o Paris Theatre, a Netflix também realiza um ato simbólico como resposta a quem a considera inimiga dos cinemas.


“Esse cinema emblemático permanecerá aberto e se tornará a casa da Netflix para seus eventos excepcionais, suas projeções e estreias (de cinema)”, afirmou a plataforma nas redes sociais.

Os termos do contrato que permite que a Netflix se estabeleça no Paris Theatre não foram divulgados, mas de acordo com o site especializado Deadline trata-se de um aluguel de longo prazo.

O Paris Theatre foi inaugurado pela atriz alemã-americana Marlene Dietrich em 1948. Foi administrado pela casa francesa Pathé até ser forçada pelos proprietários do prédio a ceder o lugar ao grupo americano Loews em 1990.

O cinema construiu sua reputação com uma programação de filmes de arte, muitas vezes ignorada pelas grandes salas comerciais, especialmente franceses.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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