Arrow vai lançar o grupo de heroínas Aves de Rapina antes do filme da Warner



A série “Arrow” vai introduzir a sua versão do grupo de heroínas Aves de Rapina antes da estreia do filme da Warner. A revelação foi feita pela produtora Beth Schwartz, em entrevista ao TVLine.

“Nós estamos trabalhando em um episódio inspirado em Aves de Rapina, em que Laurel está envolvida”, ela contou, referindo-se à Laurel Lance (Katie Cassidy), a Canário Negro original.

Canário Negro também faz parte da versão cinematográfica das Aves de Rapina. Mas, ao contrário dos quadrinhos da DC e da série “Arrow”, não aparecerá loira nos cinemas e sim interpretada por uma atriz negra: Jurnee Smollett-Bell (de “True Blood”). A mudança racial acaba rendendo um clichê, já que será mais uma personagem com o nome Black, em inglês, com intérprete negro – como Pantera Negra e Raio Negro.

No filme, ela será acompanhada por Arlequina (Margot Robbie, reprisando seu papel de “Esquadrão Suicida”), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), a adolescente Cassandra Cain (Ella Jay Basco, vista na série “Teachers”) e a policial Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”). A estreia está marcada para fevereiro de 2020.


Já a formação das Aves de Rapina na série não foi divulgada, mas é possível que Dinah Drake (Juliana Harkavy), a nova Canário Negro, e Felicity Smoak (Emily Bett Rickards), a Sentinela, sejam duas delas. “Arrow” também já teve episódios (bem antigos) com a Caçadora, vivida por Jessica De Gouw.

Vale lembrar, ainda, que as “Aves de Rapina” já tiveram sua própria série, que durou uma temporada em 2002, juntando Batgirl/Oráculo (Dina Meyer), Caçadora (Ashley Scott), Canário Negro (Rachel Skarsten) e até a Arlequina (Mia Sara). Ironicamente, foi exibida com o título de “Mulher-Gato” no Brasil. E, não, a Mulher-Gato não fazia parte da série.

“Arrow” encerra seu hiato de fim de ano nesta segunda (21/1) nos EUA. A série faz parte da programação do canal pago Warner no Brasil.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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