Z Nation é cancelada na 5ª temporada


O canal americano Syfy decidiu dar misericórdia a seus telespectadores e anunciou o cancelamento de “Z Nation” ao final da sua 5ª e atual temporada.

Uma das piores séries produzidas pela TV americana, “Z Nation” conseguiu baixar ainda mais seu nível de ruindade na atual temporada, afastando de vez o público. O episódio da semana passada registrou recorde negativo da série, assistido por 428 mil telespectadores ao vivo.

“Z Nation” foi criada por Karl Schaefer (roteirista de “The Dead Zone” e produtor de “Eureka”) como uma série de zumbis “divertida”.



Bem diferente de “The Walking Dead”, a trama original girava em torno de um grupo originalmente encarregado de levar um homem imune às mordidas de zumbis ao Centro de Controle de Doenças de Los Angeles. Esta missão foi abandonada há três temporadas, quando a série assumiu que o objetivo de seus episódios era apenas mostrar variações inusitadas de zumbis, caprichando no estilo trash. Com isso, já mostrou desde zumbis radioativos até zumbis transgênicos, que, cultivados numa plantação de cannabis, rendiam uma maconha mais potente. Apareceram também zumbis alienígenas, zumbis falantes, a versão zumbi de George R.R. Martin e zumbinardos, vindos do céu em tornados, como os famosos tubarões dos telefilmes do canal. Isto porque a produtora que faz a série, Asylum, é a mesma da franquia “Sharknado”.

O elenco quase amador incluía Kellita Smith (série “The Bernie Mac Show”), Russell Hodgkinson (“Candidatos a Encrenca”), Anastasia Baranova (“A Brasileira”), Keith Allan (“A Invasão Zumbi”), DJ Qualls (série “Sobrenatural”), Ramona Young (agora em “Legends of Tomorrow”), Katy O’Brian (figurante em “The Walking Dead”) os estreantes Nat Zan e Natalie Jongjaroenlarp.

Como cada temporada teve final apocalíptico, milagrosamente desfeito no início de cada temporada seguinte, é bem provável que o final oficial seja apoteótico. O último capítulo será exibido na sexta que vem, dia 28 de dezembro.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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