Estúdio de Moonlight, A Bruxa e Hereditário fecha contrato com a Apple para desenvolver filmes para streaming



A Apple definiu um parceiro estratégico em sua iniciativa de oferecer conteúdo exclusivo e original em sua vindoura plataforma de streaming. De acordo com o Wall Street Journal, foi firmado um contrato com o estúdio indie A24 para desenvolver vários filmes para streaming, no que representa a operação mais ambiciosa até o momento do departamento de conteúdos audiovisuais da empresa de tecnologia.

A A24, fundada em 2012 em Nova York, ganhou projeção por produzir filmes premiados, que são sinônimos de cinema de qualidade em gêneros como drama, sci-fi, suspense e terror. Entre os filmes da produtora estão os aclamados “Ex_Machina”, “O Quarto de Jack”, “O Lagosta”, “A Bruxa”, “Hereditário”, “Lady Bird”, “Ao Cair da Noite”, “O Sacrifício do Cervo Sagrado”, “Bom Comportamento”, “Mulheres do Século 20”, “Sala Verde”, “Artista do Desastre”, o documentário “Amy” e “Moonlight”, vencedor do Oscar 2017.

Suas produções priorizam temas que rendem discussões e deleitam cinéfilos, mas nem sempre isso se traduz em retorno financeiro, por meio de sucessos de bilheteria. Tanto que, em março passado, rumores começaram a circular sobre negócios do estúdio com a Apple. Na ocasião, acreditava-se que a Apple compraria a A24.

Não há detalhes sobre o negócio, mas anteriormente o WSJ afirmou que o CEO da Apple, Tim Cook, estava recusando projetos de séries de streaming por conta de conteúdo violento e sombrio, ou seja, o que é típico de uma produção da A24.


Os produtores ainda teriam sido informados de que violência e nudez gratuita não fariam parte do cardápio que a Apple pretende servir em streaming, e muitas das decisões sobre o que ganha sinal verde estariam sendo alinhadas aos gostos pessoais de Cook, com preferência por dramas familiares.

Ainda não há previsão de lançamento para a plataforma da Apple, embora a data de março de 2019 tenha surgido em reportagens anteriores do Wall Street Journal.

Outro detalhe especulado é que o negócio é mais ambicioso que muitos imaginam, prevendo lançamento simultâneo em mais de 100 países só para começar.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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