The Alienist é renovada e nova história adaptará o livro O Anjo das Trevas
A TNT renovou “The Alienist”. Só que tem um detalhe. Para evitar que o Emmy deixe de classificar a produção como minissérie, o canal pago americano anunciou a renovação como se fosse uma nova atração, chamada de “The Angel of Darkness”. A tal nova série trará os mesmos atores, Daniel Bruhl, Luke Evans e Dakota Fanning, nos mesmos papéis de “The Alienist”, contando a continuação da história original. Mas todos devem fingir que é algo novo, para que a Academia da Televisão não repare que se trata de uma 2ª temporada. “Nós não poderíamos estar mais orgulhosos da excelente performance digna de prêmios de ‘The Alienist’ e de todo o trabalho que os incríveis atores e a equipe fizeram para dar vida a essa história e período de tempo”, disse Sarah Aubrey, executiva da TNT, em comunicado. “Nosso público se apaixonou por esses personagens multidimensionais e intemporais e pela jornada de suas lutas vivendo em tempos complicados. Com esta nova história na Coleção Suspense da TNT, nós iremos mergulhar ainda mais os espectadores em seu mundo à medida que forem confrontados com um novo inimigo”. A 1ª temp… ou melhor, a minissérie “The Alienist” é campeã de audiência da TV paga no segmento de adultos (de 18 a 49 anos) em 2018, embora tenha perdido a liderança em público total para “Yellowstone”, da Paramount. A exibição da estreia rendeu a maior sintonia do canal em seis anos. Originalmente assistido por 3,1 milhões de telespectadores em sua primeira transmissão em 22 de janeiro, o episódio inaugural quadruplicou o público ao longo de exibições por streaming, atingindo 13,1 milhões de telespectadores durante os primeiros sete dias de disponibilidade online. Segundo comunicado da TNT, a performance multiplataforma atingiu 16 milhões de telespectadores em um mês, tornando “The Alienist” o lançamento mais bem sucedido do canal pago desde 2012. O episódio de estreia também bateu o recorde de visualizações nos aplicativos e sites da TNT, somando 4 milhões de minutos de consumo de seus usuários, além de ter gerado 10 milhões de menções nas redes sociais. Adaptação do best-selling homônimo de Caleb Carr, a série acompanha a caçada ao primeiro serial killer de Nova York, no século 19, por um trio de “especialistas” não convencionais. Daniel Brühl (“Capitão América: Guerra Civil”) interpreta o brilhante e excêntrico Dr. Laszlo Kreizler, um prodígio da psicologia forense, que é o alienista do título – como eram chamados os médicos que tratavam de pacientes “alienados da realidade”. Convocado para o caso pelo novo comissário de polícia Theodore Roosevelt (futuro presidente dos EUA), ele acaba se juntando ao jornalista John Moore, vivido por Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”) e a secretária da polícia Sara Howard, personagem de Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”), que está determinada a se tornar a primeira detetive feminina dos EUA. Roosevelt, por sua vez, é vivido por Brian Geraghty (série “Chicago P.D.”). O título da 2ª temp… ou melhor, nova minissérie, é o mesmo do segundo livro de Carr com os personagens. Traduzido no Brasil como “O Anjo das Trevas”, acompanha a investigação do sequestro de uma criança, filha de um diplomata espanhol em visita a Nova York. O crime tem como como pano de fundo as tensões crescentes entre Espanha e Estados Unidos no período, que culminariam logo em seguida na Guerra Hispano-Americana do final do século 19. Ainda não há previsão para a estreia.
Trailer legendado de O Anjo do Mossad conta a história real do maior espião do serviço secreto israelense
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “O Anjo do Mossad” (The Angel), novo filme de Ariel Vromen (“Mente Criminosa”), inspirado na história real do genro do presidente egípcio que virou espião de Israel. Com a justificativa de querer evitar a guerra entre Israel e Egito, Ashraf Marwan, casado com a filha do então presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, se tornou um dos mais importantes espiões da inteligência israelense no século 20, ganhando o codinome de “Anjo”. O filme narra esta história mirabolante com clima de suspense, centrando-se no relacionamento do espião com o agente do Mossad (a CIA israelense) enviado para comprovar se suas informações não eram uma armadilha. Não só eram verdadeiras como a parceria, iniciada nos anos 1960, estendeu-se por três décadas. O roteiro é de David Arata (“Filhos da Esperança”) e o elenco destaca Marwan Kenzari (“A Múmia”) como o protagonista, Toby Kebell (“Quarteto Fantástico”) como seu contato israelense, Hannah Ware (“Hitman: Agente 47”) como sua esposa e Waleed Zuaiter (série “Colony”) como o presidente Nasser. A estreia está marcada para 14 de setembro em streaming.
Netflix divulga fotos e teaser de sua primeira série colombiana
A Netflix divulgou o primeiro teaser e a data de estreia de “Distrito Selvagem” (Distrito Salvaje), sua primeira série original colombiana, com produção e direção dos cineastas Javier Fuentes-León (“Contra Corrente”) e Carlos Moreno (“Cão Come Cão”). Criada por Cristian Conti (roteirista-produtor de “7 Anos”), a série é estrelada por Juan Pablo Raba (de “Narcos” e “7 Dias em Entebbe”) no papel de Jhon Jeiver, que foi sequestrado por guerrilheiros quando ainda era criança e treinado na selva para se tornar uma arma letal. Agora, procura uma segunda chance de se reintegrar à sociedade, mas as dívidas pendentes de seu passado irão persegui-lo e ele terá que se submeter a fazer o trabalho sujo do governo para proteger sua família e amigos. O elenco também inclui Cristina Umaña (“Narcos”) e Camila Sodi (“Luis Miguel – A Série”). “Distrito Selvagem” foi a terceira série colombiana encomendada pela plataforma, mas será a primeira a estrear. O lançamento dos 10 episódios da 1ª temporada foi marcado para 19 de outubro.
Trailer dos novos episódios de Punho de Ferro tem mais ação que toda a 1ª temporada
A Netflix divulgou o pôster, novas fotos (via Entertainment Weekly) e o trailer legendado da 2ª temporada de “Punho de Ferro”. O vídeo mostra que os produtores ouviram as queixas do público e melhoraram as cenas de ação. Não só isso. Há mais lutas na prévia que provavelmente em toda a 1ª temporada. Claro que isso é uma exagero retórico, mas a edição de imagens é inequívoca em sua tentativa de estabelecer uma nova identidade na produção, que foi a pior avaliada entre todas as séries da Marvel na plataforma de streaming. A mudança é nítida e começa pelos bastidores. A 2ª temporada tem um novo showrunner, Raven Metzner (produtor-roteirista de “Sleepy Hollow”), que substitui o fraco Scott Buck (de “Dexter”), que saiu de “Punho de Ferro” para fazer “Inumanos” – definitivamente, a pior produção da Marvel. E o novo chefe trouxe a bordo um coreógrafo respeitado de cenas de lutas: o coordenador de dublês Clayton Barber, que trabalhou em “Pantera Negra”. Outro detalhe que chama atenção é a diminuição da importância dos vilões originais, os irmãos Meachum, vividos por Jessica Stroup e Tom Pelphrey, que não caíram nas graças do público. Ao mesmo tempo, a heroína Colleen Wing, vivida por Jessica Henwick e considerada a melhor personagem da série, ganhou ainda mais destaque, compartilhando o pôster com o protagonista. Finn Jones continua a interpretar Danny Rand, que desta vez enfrentará a transformação de seu ex-melhor amigo em seu maior inimigo. O trailer mostra seu confronto com Davos (Sacha Dhawan), que buscará roubar o poder do Punho do Ferro para se tornar invencível. Nos quadrinhos, ele vira o vilão Serpente de Aço, mas não leva em conta o desgaste causado pelo uso da energia mística. Misty Knight (Simone Missick) também aparece na prévia, em outra referência aos quadrinhos originais. Ela surgiu nas páginas de “Punho de Ferro”, mas tem sido apresentada em outra atração da Netflix, “Luke Cage”. Vale lembrar que Danny e Misty são um casal nas publicações da Marvel e ela também forma uma dupla de combatentes do crime com Colleen Wing, denominada de Filhas do Dragão (Daughters of the Dragon no original em inglês). A nova temporada ainda vai introduzir mais uma personagem importante, Mary Tyfoid (Typhoid Mary, no original), interpretada por Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”). Nos gibis, Mary costuma aparecer mais como inimiga/amante do Demolidor. Ela possui poderes psiônicos, incluindo leve telecinesia e forte pirocinese (capacidade de provocar chamas), além de ser uma grande artista marcial. Geralmente, ela trabalha como assassina contratada pelo crime organizado e sofre com distúrbios mentais, que a fazem ter mais de uma personalidade. Com sua identidade de Mary Walker, ela é uma mulher tímida e pacifista. Já Tyfoid é aventureira, desinibida e violenta. E ainda há a personalidade de Bloody Mary, uma assassina sádica que odeia os homens. Os novos episódios chegam ao streaming no feriado de 7 de setembro.
Roma: Trailer legendado do novo filme de Alfonso Cuarón vai de cenas épicas a tom intimista em preto e branco
A Netflix divulgou uma foto oficial de bastidores e o primeiro trailer legendado de “Roma”, novo filme do diretor mexicano Alfonso Cuarón – e o primeiro após vencer o Oscar por “Gravidade”. O título não diz respeito à cidade italiana, mas a um bairro classe média da Cidade do México, onde trabalha a protagonista. Rodada em preto e branco, a prévia altera momentos intimistas com cenas épicas de revolta popular, ao acompanhar Cleo (a estreante Yalitza Aparicio), empregada doméstica que testemunha as mudanças sociais e políticas no México durante os anos 1970. A sinopse oficial define o filme como “uma homenagem de Cuarón às mulheres que o criaram” e como o seu “projeto mais pessoal até hoje”. Cuarón não fazia um filme no México há 17 anos, desde “E Sua Mãe Também” (2001). “Roma” terá première mundial no Festival de Veneza, será exibido nos festivais de Toronto, Nova York e ainda deve estrear em circuito limitado de cinemas – regra para disputar o Oscar – , antes de chegar no serviço de streaming. A data do lançamento na Netflix ainda não foi definida.
John Travolta e Olivia Newton-John voltam a dançar juntos em homenagem aos 40 anos de Grease
O ator John Travolta e a cantora Olivia Newton-John voltaram a se encontrar na noite de quarta-feira (15/8), durante uma homenagem aos 40 anos do clássico “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”. Mais que se juntar para lembrar os velhos tempos, os intérpretes de Danny Zucko e Sandy Olsson reviveram passos de dança do musical para a imprensa, no Samuel Goldwyn Theater, em Beverly Hills, durante o evento especial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. “Nós fizemos algo que mudou as nossas vidas com esse filme”, definiu Newton-John em entrevista à revista People. “Na estreia, em 1978, você podia sentir essa energia de que algo incrível estava acontecendo. Eu me sinto muito grata de ter feito parte disso, e de ter trabalhado com John. Somos bons amigos até hoje”. “Quando você divide esse tipo de sucesso – e nada do que eu fiz até hoje excedeu a resposta que tive com ‘Grease’ – você cria um vínculo inegável com alguém”, disse Travolta. “Desde 1978, Olivia teve uma filha, se divorciou, perdeu uma irmã. Eu me casei, tive filhos, muitas outras coisas. Nós passamos por tudo isso juntos”, acrescentou, sem mencionar as tragédias pessoais de sua vida. Em “Grease”, Olivia interpretava a “boa moça” Sandy, que se apaixonada pelo “bad boy” Danny durante as férias de verão. Mas quando os dois voltam às aulas e descobrem que estudam no mesmo colégio, Danny precisa decidir se o romance foi real ou se cede à pressão dos colegas para perpetuar a imagem de rebelde sem namorada boazinha. A solução do final foi bem subversiva para a época, com Sandy deixando a imagem de santinha para trás, juntando-se à turma das “bad girls”, enquanto todo o elenco celebra os novos termos de igualdade do casal. Travolta e Newton-John não foram os únicos membros do elenco que compareceram à homenagem em Beverly Hills. Didi Conn (a Frenchy do filme) e Barry Pearl (Doody), além do diretor Randal Kleiser, também marcaram presença. Tanto Conn quando Pearl fizeram pontas no remake televisivo “Grease Live!”, lançado em 2016. A produção, elogiada pela crítica, venceu cinco Emmys. Já o principal coadjuvante do filme, Jeff Conaway, faleceu em 2011. Veja abaixo fotos da dancinha de Danny e Sandy, 40 anos depois, e um vídeo do jornal Daily Mail com entrevistas do casal, dos coadjuvantes e do diretor de “Grease”.
Disney não volta atrás e James Gunn fica fora de Guardiões da Galáxia Vol. 3
Apesar da carta aberta do elenco da franquia “Guardiões da Galáxia” e petições de fãs pedindo o retorno do diretor James Gunn ao terceiro filme da saga, a Walt Disney Company não vai recontratá-lo. De acordo com a revista Variety, o diretor se reuniu com o presidente dos estúdios Disney, Alan Horn, responsável por sua demissão. O encontro foi pedido insistentemente pela equipe de Gunn, mas Horn o aceitou apenas por cortesia e para “esclarecer as coisas”, na descrição da publicação, que ainda revelou que Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, estava convenientemente indisponível para participar da reunião. Gunn foi demitido após tuítes antigos, com piadas envolvendo estupro e pedofilia, serem desenterrados de sua conta pessoal por um grupo de extrema direita. Apesar dos posts terem uma década, quando o diretor ainda não estava sob contrato da Marvel, a Disney encarou as declarações como algo muito sério e inaceitável para a imagem da empresa. Além disso, o próprio presidente Alan Horn emitiu publicamente a ordem de demissão. O cargo é muito grande, assim como o ego, para voltar atrás. Entretanto, a Variety afirma que o roteiro de Gunn será usado em “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. Caso isto se confirme, a demissão se tornará uma grande hipocrisia. Afinal, foi justamente por escrever textos (no Twitter) e não por seu trabalho como diretor que ele foi demitido. Agora, a Marvel terá a missão de encontrar um novo diretor para a sequência de “Guardiões da Galáxia”, além de precisar lidar com um elenco insatisfeito. Já o cineasta deve começar a analisar em breve a proposta para dirigir um filme dos super-heróis da DC Comics, rival histórica da Marvel, ou aceitar propostas para voltar ao cinema indie. Mas esta decisão pode demorar, já que sua demissão precisa cumprir rituais jurídicos. Gunn tem direito a uma indenização por quebra de contrato da Disney sem justa causa. Ele não tuitou ou fez qualquer coisa ofensiva durante a vigência de seu acordo com a Marvel.
Aretha Franklin (1942 – 2018)
A cantora Aretha Franklin, considerada a Rainha do Soul, morreu nesta quinta (16/8) aos 76 anos, após uma longa luta contra um câncer de pâncreas. Ela tinha sido diagnosticada em 2010, mas só anunciou a aposentadoria em 2017, após lançar um último disco. Eleita a “maior cantora de todos os tempos” pela revista Rolling Stone e capa da revista Time em 1968, ela foi a primeira mulher a entrar para o Rock & Roll Hall of Fame e suas inúmeras conquistas incluem 18 Grammys, mais de 75 milhões de discos vendidos e convites para cantar na posse de três presidentes americanos — incluindo Barack Obama, em 2009 – e no funeral de Martin Luther King Jr. – aos 18 anos de idade. Algumas de suas músicas se tornaram hinos, como “Respect”, uma canção machista de Otis Redding que ela virou do avesso e transformou em marco da luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Sua longa carreira foi praticamente toda dedicada à música, mas ela também brincou de atuar em quatro ocasiões, embora tenha sido convidada para os papéis principalmente para cantar. Aretha fez duas aparições em séries televisivas. A primeira foi num episódio de “Room 222” em 1972. A série criada por James L. Brooks (um dos criadores de “Os Simpsons”) durou cinco temporadas e acompanhava os esforços de um professor negro para ensinar tolerância a estudantes do colegial. A cantora apareceu cantando gospel num episódio sobre valores cristãos, evocando o começo de sua trajetória, quando fazia parte do coral da igreja batista onde seu pai era pastor. Seu primeiro disco, gravado quando em 1956 quando ela tinha 14 anos, era todo de músicas gospel. Ela também fez uma aparição como si mesma num episódio de 1991 de “Murphy Brown”, contracenando com a personagem-título, interpretada por Candice Bergen. Apropriadamente intitulado “The Queen of Soul”, o capítulo trazia a cantora cantando seu hit “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman”, ao piano – uma performance que a entusiasmada Murphy Brown quase estraga, ao querer cantar junto, apenas para ser trazida para a realidade pela díva. Mas seus desempenhos mais famosos como atriz aconteceram no cinema, onde atuou em “Os Irmãos Cara-de-Pau” (1980) e sua continuação, “Os Irmãos Cara-de-Pau 2000” (1998), como a Sra. Murphy, esposa de Matt “Guitar” Murphy, lendário guitarrista de blues. Em ambas as participações, ela dá uma dura no marido, quando ele é convocado para voltar a tocar em sua antiga banda e abandona mulher, emprego e toda a vida que construiu pelo prazer de pegar a estrada em turnê com os Blue Brothers. A briga servia de mera desculpa para Aretha cantar dois de seus melhores clássicos, “Think” e “Respect”. Claro que essas não foram suas únicas contribuições ao cinema e a TV. O site IMDb lista nada menos que 223 usos de suas músicas nas trilhas de produções de Hollywood. Ela também apareceu em mais de 250 documentários e programas televisivos. Além disso, compôs a trilha do filme “Sparkle” (1976) com Curtis Mayfield. E agora vai virar filme, interpretada por Jennifer Hudson (vencedora do Oscar por “Dreamgirls”), atriz e cantora escolhida por ela própria para lhe dar vida no cinema. Relembre abaixo as três vezes em que Aretha apareceu nas telas.
Julia Louis-Dreyfus volta a gravar Veep após superar câncer
A atriz Julia Louis-Dreyfus está de volta à ativa e divulgou um vídeo no Twitter em que agradece à equipe da “Veep” por aguardar ela passar por meses de tratamento contra um câncer de mama. Nos bastidores das gravações, ela lembrou que todos adiaram projetos e abriram espaço em suas agendas para retornar e encerrar a produção. “Eu realmente agradeço que todo mundo tenha voltado, tenha dado um jeito de voltar. Amo vocês, pessoal! Sétima temporada!”, ela diz no vídeo, acrescentando nas legendas que ele foi feito no primeiro dia das gravações da 7ª e última temporada de “Veep”. “Extremamente agradecida de estar novamente junta de toda essa genge soberba”. Dreyfus, que interpreta a política Selina Meyer na série, foi diagnosticada com câncer de mama em setembro de 2017, pouco depois de ganhar o seu sexto Emmy consecutivo por “Veep”. “Uma em oito mulheres tem câncer de mama. Hoje, eu sou uma”, escreveu a atriz no Twitter, ao revelar o diagnóstico. Após meses de tratamento, a atriz passou por uma cirurgia em fevereiro para remover os últimos vestígios do câncer, que entrou em remissão. “Sentindo-me feliz e pronta para arrasar depois disso. F*da-se o câncer!”, escreveu pouco depois. A produção da temporada final de “Veep” começou oficialmente na quarta-feira (15/8), mas ainda não há previsão de estreia para os novos episódios. Before the first shot of season 7 of @veephbo. So deeply grateful to be back together with all these superb people. pic.twitter.com/j53WcFYgDV — Julia Louis-Dreyfus (@OfficialJLD) 16 de agosto de 2018
Scarlett Johansson vira a atriz mais bem paga do mundo
A atriz Scarlett Johansson assumiu o topo da lista das Atrizes Mais Bem Pagas do Mundo, após figurar no Top 3 em 2015 e 2016 e sumir da relação no ano passado. Ela teria faturado cerca US$ 40,5 milhões desde o ano passado, segundo pesquisa da revista Forbes. Boa parte desta fortuna vem de seu pagamento para estrelar “Ghost in the Shell”. O filme fracassou, mas seu salário foi de US$ 20 milhões. Ela também foi muito bem recompensada por “Vingadores: Guerra Infinita”, maior bilheteria mundial de 2018, com arrecadação de US$ 2,4 bilhões. Por ser a atriz mais cobiçada pelos grandes estúdios para estrelar blockbusters, Johansson acabou abrindo grande distância dos pagamentos das demais atrizes. Em 2º lugar, Angelina Jolie teria faturado US$ 28 milhões, graças principalmente a acordos de publicidade e pagamento para estrelar “Malévola 2”. Isto é US$ 12 milhões a menos que a estrela da Marvel. Jennifer Aniston, que ainda ganha receita residual pelas reprises da série “Friends”, ficou num 3º lugar ainda mais distante, com US$ 19,5 milhões. Ela também recebeu dinheiro de diversos acordos publicitários. Antiga campeão da salários altos, Jennifer Lawrence ficou em 4º, por ter optado por estrelar o filme “Mother!”. Seu maior salário veio das produções de “Operação Red Sparrow” e do trabalho no vindouro filme “X-Men: Fênix Negra” e em campanhas da grife de modo Christian Dior. Mais focada no trabalho de produção televisiva, Reese Witherspoon fecha o Top 5 com US$ 16,5 milhões. É interessante reparar que Emma Stone, que liderou o ranking de 2017 com US$ 26 milhões, não aparece na nova lista. Outras atrizes que deixaram a lista foram Emma Watson, Amy Adams e Charlize Theron. Em compensação, o Top 10 é encerrado por uma novata que deve se destacar ainda mais nos próximos anos. Gal Gadot faturou US$ 10 milhões, mas após o desempenho do primeiro “Mulher-Maravilha” renegociou seu salário para cima na continuação. Confira o Top 10 completo abaixo. 1º. Scarlett Johansson – Faturamento: US$ 40,5 milhões 2º. Angelina Jolie – Faturamento: US$ 28 milhões 3º. Jennifer Aniston – Faturamento: US$ 19,5 milhões 4º. Jennifer Lawrence – Faturamento: US$ 18 milhões 5º. Reese Witherspoon – Faturamento: US$ 16,5 milhões 6º. Mila Kunis – Faturamento: US$ 16 milhões 7º. Julia Roberts – Faturamento: US$ 13 milhões 8º. Cate Blanchett – Faturamento: US$ 12,5 milhões 9º. Melissa McCarthy – Faturamento: US$ 12 milhões 10º. Gal Gadot – Faturamento: US$ 10 milhões
Semana de estreias medíocres destaca Christopher Robin no cinema
Os cinemas recebem 11 estreias nesta quinta (15/8). São quatro filmes americanos, dois franceses e cinco brasileiros. E só os americanos têm distribuição ampla. O lançamento que chega em mais salas é “O Protetor 2”, em 500 cinemas, mas o único que escapa da safra medíocre hollywoodiana é “Christopher Robin”, que ocupa metade desse espaço. A forma relativamente tímida com que a Disney optou por lançar “Christopher Robin” no Brasil reflete o fraco desempenho do filme nas bilheterias americanas. Após dois fins de semana em cartaz nos Estados Unidos, o longa arrecadou US$ 54,9 milhões. Não é pouco. Mas também não é o que a Disney se acostumou a faturar, nem uma performance capaz de cobrir as despesas da produção. Por outro lado, agradou a crítica, com 71% de aprovação no site Rotten Tomatoes, ainda que sua premissa já tenha sido usada por Steve Spielberg em “Hook” (1991), o filme do Peter Pan adulto, e sua mensagem seja trombeteada pela Disney desde “Mary Poppins” (1964), sobre a importância de adultos não esquecerem como é ser criança. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano dos livros de A.A. Milne sobre o ursinho Pooh, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos antigos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo por ter que demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. Entretanto, ao voltar ao bosque encantado de sua infância, os bichinhos acham que o velho amigo é que precisa de adjuda e decidem ir todos juntos animar a família de Christopher Robin. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Curiosamente, os dois já tinham participado de outras fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). “O Protetor 2” volta a juntar o ator Denzel Washington e o diretor Antoine Fuqua, que trabalharam juntos no primeiro longa de 2014. A franquia é baseada numa série clássica de TV dos anos 1980 (“The Equalizer”), em que o protagonista protegia fracos e oprimidos, mas o novo longa é apenas um thriller genérico de ação, como qualquer dos filmes de vingança que Nicolas Cage e Bruce Willis estiverem fazendo nesta semana para lançamento direto em DVD. 50% no Rotten Tomatoes. Os outros americanos conseguem ser ainda piores. “Mentes Sombrias” é a pá de cal nas adaptações de best-sellers de fantasia juvenil em Hollywood. A trama mistura “X-Men” com “Jogos Vorazes” e fracassou tão espetacularmente, que nenhum estúdio deve querer voltar a ouvir falar em “distopia juvenil” tão cedo. 19% no Rotten Tomatoes. O terror “Medo Virtual” é outra reciclagem tosca, mistura de “O Chamado” e “Pretty Little Liars”, em que um app assombrado realiza cyberstalking do além. A produção é de 2016 e tão ruim que nem foi lançada nos Estados Unidos. Os franceses não se saem tão melhor, especialmente quando são chauvinistas, como é o caso de “A Outra Mulher”, comédia dirigida e estrelada pelo veterano ator Daniel Auteuil (“Caché”), sobre devaneios de infidelidade de um homem casado. O elenco também inclui Gerard Depardieu (“Mamute”), mas a câmera dedica mais atenção à nudez da espanhola Adriana Ugarte (“Julieta”). A outra produção francesa é o drama de época “Troca de Rainhas”, que enfoca a trajetória de Luís XV, coroado rei da França aos 13 anos de idade. O filme centra-se no acordo feito entre seu pai e o rei da Espanha para juntar suas famílias, fazendo com que as princesas das duas casas reais se casassem com os príncipes. Assim, o futuro Luís XV se vê casado com uma menina espanhola de quatro anos de idade. E não demora para esta menina e a irmã de Luis se verem rainhas de países que desconhecem. A história é verídica e fascinante. Dos cinco filmes brasileiros, “Café com Canela”, dos estreantes Glenda Nicácio e Ary Rosa, merece destaque por apresentar um elenco negro, por ser o mais premiado – três troféus no Festival de Brasília – e pela generosidade de sua trama, ao acompanhar o esforço de uma vizinha para ajudar sua antiga professora do primário, idosa e solitária, a superar a depressão. E nisto representa o avesso completa de “Como É Cruel Viver Assim”, mais uma obra sobre mau-caratismo no cinema brasileiro. O novo filme da diretora Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena”) também é mais uma comédia sobre bandidos amadores que tentam executar um plano mirabolante de assalto, mote explorado recentemente por “Vai que Dá Certo”, “Vai que Dá Certo 2”, “O Roubo da Taça” e “Entrando Numa Roubada”. Já “Unicórnio”, de Eduardo Nunes (“Sudoeste”), foca o circuito de arte. Passou pelo Festival de Berlim, ocasião em que foi bastante elogiado pela imprensa internacional por sua fotografia. E o visual é realmente deslumbrante. O conteúdo, porém, enfatiza simbolismos que não são tão fáceis de apreciar. Adaptação de dois contos da escritora Hilda Hilst, acompanha uma menina (Barbara Luz), que mora sozinha com a mãe (Patrícia Pillar) no campo, acreditando que um dia seu pai vai voltar. Mas quem chega é outro homem (Lee Taylor), o que abala o delicado equilíbrio entre as duas. Completam a programação dois documentários nacionais, um deles sobre gays assumidos e o outro sobre o sociólogo e escritor Hélio Jaguaribe. Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados para não enfrentar surpresas no escuro dos cinemas. O Protetor 2 | EUA | Ação Robert McCall (Denzel Washington) agora trabalha como motorista, ajudando pessoas que enfrentam dificuldades decorrentes de injustiças. Quando sua amiga Susan Plummer (Melissa Leo) é morta durante a investigação de um assassinato na Bélgica, ele decide sair do anonimato e encontrar seu antigo parceiro, Dave (Pedro Pascal), no intuito de encontrar pistas sobre o autor do crime. Christopher Robin | EUA | Fantasia Christopher Robin (Ewan McGregor) já não é mais aquele jovem garoto que adorava embarcar em aventuras ao lado de Ursinho Pooh e outros adoráveis animais no Bosque dos 100 Acres. Agora um homem de negócios, ele cresceu e perdeu o rumo de sua vida, mas seus amigos de infância decidem entrar no mundo real para ajudá-lo a se lembrar que aquele amável e divertido menino ainda existe em algum lugar. Mentes Sombrias | EUA | Fantasia Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia matou a maioria das crianças e adolescentes dos Estados Unidos, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são tirados pelo governo de suas famílias e enviados para campos de custódia. Entre elas está Ruby (Amandla Stenberg), que precisa se esconder entre as crianças sobreviventes devido ao poder que possui. Medo Viral | EUA | Terror Um grupo de amigos baixa um aplicativo, que no início parecia ser inofensivo dando apenas algumas direções e informações, mas depois passa a se tornar sobrenatural, quando os jovens começam a ser aterrorizados por uma entidade que manifesta o medo de cada um. Troca de Rainhas | França | Drama Em 1721, para manter a paz entre França e Espanha após anos de guerra, o Regente do Reino da França, Philippe d’Orléans (Olivier Gourmet), propõe uma troca de princesas que resulta no noivado do rei da França, Louis XV (Igor van Dessel), de 11 anos, com Anna Maria Victoria (Juliane Lepoureau), de 4 anos; e do príncipe herdeiro Louis, de 11 anos, com Louise-Elisabeth d’Orleans (Anamaria Vartolomei), de 12 anos. Porém, a chegada dessas jovens princesas pode comprometer os jogos de poder na Corte. A Outra Mulher | França | Comédia Daniel (Daniel Auteuil) é um homem de imaginação fértil que, ao conhecer a nova namorada do melhor amigo, se pega fantasiando. Ele é casado e se sente apaixonado pela esposa, mas, não conseguindo escapar de sua imaginação, deixa a cautela de lado determinado a realizar seus mais loucos sonhos. Como É Cruel Viver Assim | Brasil | Comédia Vladimir (Marcelo Valle) está desempregado e perdido na vida. Ele vai entrando em desespero cada vez que escuta sua mulher, Clívia (Fabiula Nascimento), dizer que sonha com uma linda festa de casamento. Eis que surge Regina (Debora Lamm), uma amiga do casal, que propõe um plano: sequestrar seu ex-patrão, riquíssimo. Regina trabalhou na casa dele quatro anos como babá e sabe de cor todos os detalhes de sua rotina. Então, Vladimir resolve arriscar tudo e acha que essa é sua grande oportunidade de realizar algo grandioso e se sentir respeitado pela primeira vez na vida. Ele convida Primo (Silvio Guindane), um amigo mais enrolado do que ele, para completar o time. Enquanto tomam as providências práticas, revelam-se suas frustrações, ambições e medos. Unicórnio | Brasil | Drama Quando o pai de Maria (Bárbara Peixoto) deixa sua casa, a menina e a mãe (Patrícia Pillar) voltam ao cotidiano de cuidar da casa e da plantação enquanto esperam que ele regresse. Porém, quando o destino das duas se cruza com um criador de cabras (Lee Taylor) que vive na região, elas se entregam a seus desejos e o futuro da família pode se tornar trágico. Café com Canela | Brasil | Drama Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude. Café com Canela | Brasil | Drama Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude. Abrindo o Armário | Brasil | Documentário O documentário entrevista dezenas de homens gays e mulheres transexuais para conhecer a experiência do indivíduo LGBT, tanto nos centros quanto na periferia, tanto nos dias de hoje quanto décadas atrás, durante a ditadura militar. Figuras icônicas como o escritor João Silvério Trevisan, as artistas Linn da Quebrada e Jup do Bairro e o gamer Gabriel Kami compartilham suas experiências pessoais de autoaceitação e preconceito. Tudo É Irrelevante, Hélio Jaguaribe | Brasil | Documentário O documentário tece um retrato de Helio Jaguaribe, um dos mais destacados intelectuais públicos brasileiros, e de uma geração que foi fundamental para pensar o Brasil e ajudar a recriar a abertura política e a democracia após a ditadura militar.
Paul Rudd e Evangeline Lilly imitam os heróis dos Vingadores em vídeo divertido para o mercado chinês
O filme do “Homem-Formiga e a Vespa” só vai estrear na próxima semana na China. Por isso, o casal do título, vivido pelos atores Paul Rudd e Evangeline Lilly, iniciou uma nova rodada de divulgação focada no segundo maior mercado do mundo. Uma das novas entrevistas, realizada durante um junket chinês, também serviu para mostrar a diferença de abordagem da imprensa local. Em vez de ser perguntado sobre o filme, o casal foi convidado a participar de um jogo, tendo que imitar com gestos os principais heróis de “Vingadores: Guerra Infinita” – e até mesmo o vilão Thanos. O resultado, que foi incrementado por animações, ficou bem divertido e pode ser conferido abaixo. “Homem-Formiga e a Vespa” já fez US$ 450,4 milhões em todo o mundo, desde seu lançamento no começo de julho. Embora tenha superado a arrecadação do primeiro filme na América do Norte, o total mundial ainda é inferior aos US$ 519 milhões de “Homem-Formiga” em 2015. Mas a diferença deve ser tirada no mercado chinês, que recebe a produção da Marvel em 24 de agosto. Depois da China, o filme ainda será lançado no Japão, em 31 de agosto.
Presa por tráfico sexual, Allison Mack quer retomar a carreira de atriz
A atriz Allison Mack, que está em prisão domiciliar e enfrenta um processo criminal por tráfico sexual, quer volta a atuar. Os advogados da antiga intérprete de Chloe Sullivan na série “Smallville” pediram para que o juiz permita que ela possa deixar a casa dos pais em Los Alamitos, na Califórnia (EUA), para voltar a trabalhar, fazer serviços religiosos semanais e ir para a escola. “As acusações a privaram de continuar sua carreira de atriz”, argumentam os advogados, que ainda garantem que ela “está interessada em contribuir com a sociedade”. Alisson Mack abandonou a carreira de atriz muito tempo antes de ser presa por participar do grupo NXIVM e da seita DOS, acusada de ser uma fachada para promover escravidão sexual de mulheres, que eram marcadas à ferro com as iniciais de seus “donos”. Ela não atua há três anos, desde um papel recorrente na série “American Odyssey”, em 2015. Mack foi liberada da cadeia após pagar uma fiança de US$ 5 milhões. Um juiz magistrado dos Estados Unidos soltou a atriz após seus pais colocarem a casa da família em Los Alamitos, na Califórnia (EUA), como garantia e ela concordar em morar com eles sob prisão domiciliar, enquanto aguarda seu julgamento. Apesar da prisão dos líderes, a seita aparentemente continua em atividade. A atriz Catherine Oxenberg, que fez sucesso com a série “Dinastia” nos anos 1980, revelou lutar até hoje para resgatar sua filha da influência do grupo NXIVM. Este escândalo veio à tona quando uma reportagem do jornal The New York Times, publicada em novembro, denunciou a escravidão sexual organizada pelo líder da seita, o guru Keith Raniere e sua braço-direito, Allison Mack. Iniciada como um grupo de auto-ajuda, a organização chegou a receber matrículas de 16 mil pessoas nos cursos do grupo NXIVM. Ranieri se promovia como um guru de auto-ajuda para famosos, mas usava palestras da organização para selecionar mulheres bonitas como escravas sexuais, que eram convidadas a ingressar no círculo interno, chamado de DOS (abreviatura de “dominus obsequious sororium”), onde a iniciação incluía ter as iniciais de Ranieri marcadas à ferro e fogo na pele. A estrutura da seita se baseava em um esquema-pirâmide. Além de pagar o curso inicial, as participantes eram obrigadas a comprar aulas adicionais com preço ainda mais elevado e motivadas a recrutar outras mulheres e a marcá-las com suas iniciais para “subir” dentro da hierarquia da organização e assim obter privilégios, como se aproveitar das demais escravas. Havia uma condição prévia para participar: ceder informações comprometedoras sobre amigos e familiares, tirar fotos sem roupas e controlar os pertences das recrutas captadas. Nesta sociedade secreta, Raniere era o único homem, conhecido como o “Amo das companheiras obedientes”. As mulheres eram convencidas a participar da seita sexual por um discurso genérico, que afirmava que a organização tinha como objetivo “empoderar as mulheres e erradicar as fragilidades do programa principal”. No entanto, Raniere sempre ficava no topo da pirâmide. Assim, todas as mulheres deveriam atuar como se fossem suas servas. Dentro do culto, elas deveriam obedecer uma hierarquia mestre-escravo. Raniere seria “dono” de um harém. As escravas dele, por sua vez, tinham um grupo de servas para si, e assim por diante. Todas as escravas precisavam obedecer aos mestres 24 horas por dia e recrutar outras mulheres para a seita. Caso não conseguissem, eram submetidas a castigos como surras. Além disso, elas tinham que tomar banhos de água fria e ficar 12 horas sem comer, mantendo uma dieta diária de apenas 500 a 800 calorias, pois, segundo o “mestre supremo”, mulheres magras eram mais vigorosas. Esta história bizarra deve virar série, após a produtora Annapurna fechar um acordo com o jornalista Barry Meier, autora da reportagem-denúncia publicada no New York Times, para produzir uma adaptação televisiva de suas descobertas.












