Com 40 denúncias de abuso sexual, James Toback escapa da Justiça por prescrição

 

A promotoria de Los Angeles descartou os processos contra o cineasta James Toback por denúncias de assédio e abuso sexual. Mas não foi por falta de provas. O arquivamento aconteceu por prescrição.

Cerca de 40 mulheres acusaram o diretor de má conduta sexual, mas a maioria dos casos prescreveu.

Diante da perspectiva da impunidade, o escritório da promotoria enviou para a imprensa os documentos sobre as denúncias de assédio e abuso, ocorridos entre 1978 e 2008.

Em uma delas, uma mulher não identificada afirma que, em 2008, o diretor “esfregou sua virilha contra sua perna nua até ejacular”. Ela tinha previsto dar um depoimento à Promotoria, mas não se apresentou, indicou o documento.

Outra denunciante, também não identificada, indicou que o diretor se masturbou quatro vezes em sua presença durante uma reunião no hotel Bervely Hills em 1993. Também disse que Toback esfregou seu pênis contra sua perna.

Este tipo de crime, detalhou a Promotoria, prescreve depois de um ano nos Estados Unidos.

Entre as atrizes mais famosas a denunciar Toback, estão Selma Blair e Rachel McAdams. Em entrevista ao programa The Talk, Blair disse que esperava ver o diretor na prisão, após passar “17 anos com medo de James Toback”, que a ameaçou de morte. “Ele disse que me colocaria num sapato de cimento e furaria meus olhos com canetas se eu contasse para alguém”, ela afirmou.

O mais recente filme de Toback foi “The Private Life of a Modern Woman” (2017). Estrelado por Sienna Miller, chegou a ser exibido no Festival de Veneza.

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Pedro Prado é cinéfilo, fã de séries e quadrinhos, fotógrafo amador e bom amigo da vizinhança.

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