120 Batimentos por Minuto é o grande vencedor do César, o Oscar francês
O César 2018, premiação que equivale ao Oscar da França, consagrou “120 Batimentos por Minuto” como melhor filme francês do ano. O longa de Robin Campillo venceu seis troféus na cerimônia da Academia Francesa de Artes e Técnicas do Cinema, que aconteceu na noite de sexta-feira (2/3), em Paris. Além do prêmio principal, de Melhor Filme, a produção ainda venceu os troféus de Roteiro Original (de Campillo), Ator Coadjuvante (Antoine Reinartz), Ator Revelação (Nahuel Pérez Biscayart), Edição (novamente de Campillo) e Trilha Original. O filme borda o ativismo LGBT durante a epidemia da AIDS e já tinha sido premiado no Festival de Cannes. Ele era o candidato da França ao Oscar 2018, mas acabou não integrando a lista final – o que rendeu incompreensão e protestos de Barry Jenkins, diretor de “Moonlight”, o filme vencedor do Oscar 2017. “120 Batimentos por Minuto” tinha 13 indicações ao César, mesmo número de “Au Revoir là-Haut”, passado durante a 1ª Guerra Mundial, que acabou ficando com cinco prêmios — de Melhor Direção (Albert Dupontel), Roteiro Adaptado (Dupontel e Pierre Lemaitre), Fotografia, Figurino e Design de Produção. A premiação ainda destacou “Petit Paysan”, de Hubert Charuel, sobre um pecuarista do interior da França que luta para salvar seu rebanho de vacas de uma epidemia, que recebeu três troféus – Melhor Ator (Swann Arlaud), Melhor Atriz Coadjuvante (Sara Giraudeau) e Melhor Filme de Estreia. Para completar, “Barbara”, obra metalinguista de Mathieu Amalric, passada nos bastidores de um filme sobre uma cantora francesa, ficou com dois troféus – Melhor Atriz (Jeanne Balibar) e Som. Pela primeira vez na história da premiação, o filme de maior sucesso de bilheteira também recebeu um César, que ficou com o besteirol “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom. Entre as homenagens, a atriz espanhola Penélope Cruz foi responsável pela maior carga emocional da noite, indo às lágrimas ao receber um César Honorário por sua carreira das mãos do diretor Pedro Almodóvar. Confira abaixo os prêmios de longa-metragem. Vencedores do César 2018 Melhor Filme “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo Melhor Direção Albert Dupontel (“Au Revoir là-Haut”) Melhor Atriz Jeanne Balibar (“Barbara”) Melhor Ator Swann Arlaud (“Petit Paysan”) Melhor Atriz Coadjuvante Sara Giraudeau (“Petit Paysan”) Melhor Ator Coadjuvante Antoine Reinartz (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Revelação Feminina Camelia Jordana (“Le Brio”) Melhor Revelação Masculina Nahuel Perez Biscayart (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Filme de Estreia “Petit Paysan”, de Hubert Charuel Melhor Roteiro Original Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Roteiro Adaptado Albert Dupontel & Pierre Lemaitre (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Fotografia Vincent Mathias (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Edição Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Desenho de Produção Pierre Quefféléan (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Figurino Mimi Lempicka (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Som Olivier Mauvezin, Nicolas Moreau & Stéphane Thiébaut (“Barbara”) Melhor Trilha Sonora Arnaud Reotini (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Animação “Le Grand Méchant Renard et Autres Contes”, de Patrick Imbert e Benjamin Renner Melhor Documentário “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck Melhor Filme Estrangeiro “Sem Amor”, de Andreï Zviaguintsev Maior Bilheteria “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom
Sony enfrenta maldição e marca estreia do remake de O Corvo
A Sony desarquivou mais um projeto que o tempo esqueceu, anunciando a data de estreia do remake maldito de “O Corvo”, que será estrelado por Jason Momoa (“Aquaman”). Entretanto, até 2019, ainda há chances para a maldição voltar a se manifestar. A franquia lida com negatividade desde a trágica morte do ator Brandon Lee durante as filmagens de “O Corvo” original em 1994, e o projeto da refilmagem vem batendo o recorde de má sorte. Para se ter ideia, Jason Momoa é o quinto ator a tentar estrelar o remake desde que ele foi anunciado. A maldição é real, pelo menos para a Sony, que já enterrou mais de US$ 20 milhões com a pré-produção, sem que nem uma cena sequer tenha sido filmada – gastos em desenvolvimento, roteiros não filmados, adiantamentos de contratos, etc. O remake seria originalmente dirigido por Stephen Norrington (“A Liga Extraordinária”) e estrelado por Mark Wahlberg (“Transformers: O Último Cavaleiro”), os primeiros a desistirem há sete anos. Para o lugar de Wahlberg, foi contratado Bradley Cooper (“Sniper Americano”), que acabou defenestrando o roteiro de Alex Tse (“Watchmen”) na primeira oportunidade. Mas só para desistir mais adiante, junto de mais um diretor, Juan Carlos Fresnadillo (“Extermínio 2″), que foi substituído por seu conterrâneo F. Javier Gutierrez (“3 Dias”). Nesta oportunidade, o ator galês Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) também assumiu o papel principal. A dança de cadeiras continuou com a desistência tanto de Gutierrez quanto de Evans. Jack Houston (“Ben-Hur”) virou a opção seguinte, antes de Momoa se candidatar. E agora quem está à frente da produção é Corin Hardy, que tem apenas um longa em seu currículo, o terror “A Maldição da Floresta” (2015). O roteiro que Hardy ia filmar tinha sido escrito por Jesse Wigutow (“Acontece Nas Melhores Famílias”), que também era responsável por escrever a sequência abortada de “Tron: O Legado” (2010). Mas aparentemente ele encomendou outra nova versão para a história, já que o roqueiro Nick Cave (!!!) aparece creditado no IMDb como roteirista, ao lado de Cliff Dorfman (“Guerreiro”). Embora mais conhecido como cantor e compositor, Cave já escreveu alguns filmes, entre eles “A Proposta” (2005) e “Os Infratores” (2012), ambos dirigidos por John Hillcoat. Segundo o autor de quadrinhos James O’Barr, criador do personagem, o novo “O Corvo” seria uma adaptação mais fiel de sua história original. A trama foi concebida como terapia, após sua namorada morrer num acidente de carro, vítima de um motorista bêbado. Nos quadrinhos, o personagem central e sua namorada são mortos, mas ele volta à vida para se vingar dos assassinos. O personagem de Momoa é o mesmo Eric Draven dos quadrinhos, que Brandon Lee morreu interpretando. Momoa terminou recentemente de filmar “Aquaman”, mas continua com a agenda cheia, comprometida com a 3ª temporada da série “Frontier” e a adaptação do game “Just Cause”, com direção de Brad Peyton (“Rampage: Destruição Total”). A estreia foi marcada para 11 de outubro de 2019.
Filha de Uma Thurman e Ethan Hawke entra no elenco de Stranger Things
A jovem atriz Maya Hawke foi anunciada no elenco da 3ª temporada de “Stranger Things”. Com 19 anos, a filha dos atores Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”) vai viver Robin, uma “garota alternativa”, seja lá o que isso significa. A definição dos produtores provavelmente tem a ver com o gosto musical da personagem, que também é descrita como alguém que odeia seu trabalho, mas fica animada quando descobre um segredo da cidade misteriosa. Sua introdução pode servir para desencalhar Steve (Joe Keery), personagem que surpreendeu os próprios autores, os irmãos Matt e Ross Duffer, ao evoluiu de coadjuvante desprezível para herói inesperado da série. Maya Hawke estreou como atriz na minissérie britânica “Little Women”, no ano passado. Além dela, a atriz Priah Ferguso, intérprete de Erica, a irmãzinha de Lucas (Caleb McLaughlin), foi promovido ao elenco central. A menina de 11 anos apareceu em quatro episódios da 2ª temporada e ganhou a admiração dos irmãos Duffer, que já tinham prometido lhe dar mais espaço. Ela vai se envolver na ação dos próximos episódios com “um exército” de amigos, segundo comunicado da Netflix, ajudando a salvar sua cidade de uma nova ameaça.
Ryan Kwanten vem ao Brasil promover sua nova série policial
O ator australiano Ryan Kwanten, que ficou conhecido ao interpretar Jason Stackhouse na série “True Blood”, vem ao Brasil divulgar sua nova série. Ele participará do evento Rio2C – RioContentMarket 2018 para lançamento de “The Oath”, série original da plataforma Crackle sobre o mundo secreto das gangues policiais. Além dele, o criador, produtor executivo e roteirista de “The Oath”, Joe Halpin (de “Hawaii Five-0”), também virá promover a estreia da atração. Os dois estarão no Rio de Janeiro no mesmo dia em que a Crackle disponibilizará a série, em 6 de abril. “The Oath” promete desvendar o submundo das organizações secretas formadas por policiais e documentar a vida daqueles que estão dispostos a arriscar tudo, para ter tudo. Além de Ryan Kwanten, a série é estrelada por Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”), Katrina Law (a Nyssa al Ghul de “Arrow”), Arlen Escarpeta (o príncipe Ess de “The Magicians”), Elisabeth Röhm (a Allison Shaw de “The Last Ship”), Joseph Julian Soria (o Marco de “Animal Kingdom”) e Cory Hardrict (“Sniper Americano”).
Escritor de Me Chame pelo Seu Nome será a estrela internacional da FLIP 2018
A organização da FLIP 2018 anunciou André Aciman, o escritor do livro “Me Chame pelo Seu Nome”, que virou o filme indicado ao Oscar 2018, como a primeira atração internacional confirmada no evento. O livro que deu origem ao filme homônimo, dirigido pelo italiano Lucca Guadagnino, chegou às livrarias brasileiras em 2017, e conta a história de formação amorosa de um menino de 17 anos, ao se apaixonar por um americano mais velho, que se hospeda na casa de veraneio da sua família, na Riviera italiana. A obra ganhou o 30º USC Scripter Award, premiação acadêmica (da University of Southern California) que destaca obras literárias adaptadas para as telas. Aciman compartilhou o troféu com o veterano cineasta James Ivory, autor do roteiro de cinema. A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) acontece neste ano entre os dias 25 a 29 de julho.
Warren Beatty e Faye Dunaway voltarão a apresentar o vencedor do Oscar
Os atores Warren Beatty e Faye Dunaway vão voltar a apresentar o Oscar. A dupla veterana foi quem anunciou o vencedor errado no ano passado, após receberem o envelope com o resultado de Melhor Atriz, em vez de Melhor Filme. Vendo que Beatty não estava entendendo o resultado, Dunaway anunciou “La La Land” como vencedor, quando na verdade o filme premiado tinha sido “Moonlight”, criando uma enorme confusão no palco da cerimônia. A escalação é uma forma de a Academia demonstrar apoio à dupla, após lhes pedir desculpas formais. Beatty, inclusive, andou participando de um comercial do Oscar 2018, em que o apresentador Jimmy Kimmel confessava ter pesadelos com o que aconteceu. Pelo visto, não lhe falta espírito esportivo. Beatty e Dunaway voltarão a presentar justamente o prêmio principal. Mas esta informação não é da Academia, e sim de fontes ouvidas pelo site TMZ, que teriam assistido aos ensaios da cerimônia. Entre as frases ensaiadas estariam: “Apresentar é melhor na segunda vez” e “O vencedor é… ‘E o Vento Levou'”. Vale lembrar que os roteiristas ainda estão trabalhando nos textos do Oscar 2018, que acontece no domingo (4/3), com transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.
Produtor do primeiro filme sírio indicado ao Oscar consegue visto de última hora para a premiação
O produtor Kareem Abeed, do primeiro filme sírio indicado ao Oscar, conseguiu obter o visto para viajar para a cerimônia de premiação, que já acontece no domingo (4/3) em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele e o diretor Feras Fayyd vão representar a equipe do documentário “Últimos Homens em Aleppo”, que tinha sido toda barrada. “Meu produtor Kareem Abeed finalmente conseguiu o visto, dedos cruzados para que ele consiga entrar nos EUA agora”, escreveu o diretor do filme, Feras Fayyd, nas redes sociais. Ele agradeceu a todos que ajudaram neste processo e a solidariedade e o esforço de seus amigos americanos que “enfrentaram a proibição de Trump para nos ajudar a representar o nosso filme”. Ambos enfrentavam o decreto de Trump que baniu a entrada nos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana. Fayyd já está em Los Angeles e Abeed, que é sírio mas mora na Turquia, conseguiu a aprovação para viajar em cima da hora para chegar a tempo. Fayyad lamentou a ausência de Mahmoud Al-Hattar, fundador da organização civil “Capacetes Brancos”, retratada no filme e convidado pela Academia, que foi proibido de viajar. “Ele não está liberado para compartilhar a história da atual tragédia na Síria. Muito triste, porém vamos fazer o máximo para espalhar sua mensagem”, afirmou o diretor. Além dos problemas da equipe para comparecer à produção, a produção vem enfrentando uma campanha de difamação. O diretor Feras Fayyad acusou o governo russo de organizar um ataque nas redes sociais, com distribuição de fake news, para impedir a vitória do filme no Oscar, acusando-o de fazer propaganda do terrorismo. “É como se a Rússia quisesse hackear o Oscar assim como hackearam a eleição americana”, disse o diretor, em entrevista ao jornal The Guardian. Grande parte dos artigos negativos linkados nas redes sociais vem da agência de notícias Sputnik News, mantida pelo governo russo, que fornece apoio militar ao regime da Síria. Neles, o documentário de Fayyad é descrito como uma “peça de propaganda financiada por governos do ocidente” e um “filme de apologia a Al-Qaeda”. Em “Últimos Homens em Aleppo”, o diretor acompanha o trabalho dos “Capacetes Brancos”, que resgatam vítimas de bombardeios e oferecem cuidados médicos e assistência à população de Aleppo, uma das cidades mais atingidas pela guerra civil na Síria. Good news:My producer kareem abeed get his visa finally, finger cross that he mange to get in to U.S now. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Thanks for everyone involved to helping this process and thanks for all the solidarity and the effort from the American friends for facing trump ban to help us to be with our film. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Mahmoud white helmet's co-founder & the main subject for last men in aleppo will not able to attend, we couldn't get him passport from the Syrian regime.He is not able to share his story on the ongoing Syrian's tragedy.Very sad, but we will try our best to spread your message. — Feras Fayyad (@ferasfayy) March 1, 2018
Remake de Highlander vai sair do papel com criador de Colony e diretor de John Wick
Demorou “só” uma década, mas finalmente alguém entregou um roteiro do remake de “Highlander: O Guerreiro Imortal” (1986) capaz de agradar o estúdio. Escrito por Ryan Condal (criador da série “Colony”), o texto parece ter empolgado a Lionsgate, que, segundo o site Deadline, decidiu priorizar a produção para um lançamento já em 2019. A direção está a cargo de Chad Stahelski (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”), após várias reviravoltas, promessas, conflitos de agenda e rejeições. Há dez anos, o filme seria dirigido por Justin Lin (da franquia “Velozes e Furiosos”) com roteiro de Art Marcum e Matt Holloway (dupla de “Transformers: O Último Cavaleiro”). Mas até Melissa Rosenberg (de “Crepúsculo” e da série “Jessica Jones”) tentou acertar a história, assim como o diretor Juan Carlos Fresnadillo (“O Extermínio 2”), sem convencerem o estúdio a marcar a produção. Mesmo assim, na época, Ryan Reynolds (“Deadpool”) era o favorito para o papel principal. A história do filme original apresentava Connor MacLeod (Christopher Lambert), um guerreiro imortal, cruzando espadas com outros de sua espécie, até sobrar apenas um. Só que a conta deu errado, porque sobraram imortais suficientes para diversas sequências e até um série de TV nos anos 1980. “Highlander” também é lembrado pela trilha sonora criada pela banda Queen. Para refrescar a memória, veja abaixo o clipe com a música-tema da produção.
Estúdio de Harvey Weinstein é comprado por ex-funcionária do governo Obama
O estúdio The Weinstein Company foi vendido. A negociação aconteceu com o único interessado, um fundo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo de Barack Obama. A ex-secretária de Pequenos Negócios da administração Obama fechou a aquisição, apoiada pelo investidor Ronald Burkle, na noite de quinta (1/3), numa reunião que incluiu diretores da TWC e o procurador geral do estado de Nova York, durou horas e varou a madrugada. “Temos o prazer de anunciar que firmamos um acordo para vender os ativos da Weinstein Company a um grupo de investidores liderado por Maria Contreras-Sweet e Ron Burkle”, afirmou o conselho diretor do estúdio, em nota divulgada para a imprensa. “O acordo fornece um caminho claro para a compensação das vítimas e protege os empregos de nossos funcionários. Agradecemos muito os esforços do procurador geral Schneiderman e de sua equipe, Maria Contreras-Sweet, Ron Burkle e sua equipe por trazer esse acordo. Consideramos que este é um resultado positivo em meio a circunstâncias incrivelmente difíceis”. A compra vai impedir a falência do estúdio. A ameaça era real. Entretanto, o anúncio de que seus diretores buscariam a falência da companhia foi usado para pressionar a Procuradoria Geral. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. O resultado foi um tiro no pé, pois a falência deixaria as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. Alguns compromissos foram assumidos para a negociação ser finalizada. Para começar, a TWC demitiu David Glasser do cargo de diretor geral. Schneiderman era contra sua manutenção na direção da companhia, pois dizia que os funcionários da nova companhia “estariam se reportando a alguns dos mesmos gerentes que falharam em investigar as falhas de conduta (de Harvey Weinstein) ou proteger adequadamente as funcionárias”. O estúdio ganhará um novo nome e terá Contreras-Sweet como diretora geral. Mas manterá cerca de 150 funcionários da TWC empregados, além de dedicar um fundo exclusivo para saldar dívidas e pagar indenizações para as vítimas de Weinstein. Em nota, Schneiderman confirmou ter recebido um compromisso de que um fundo de compensação para as vítimas seria criado, além de novas políticas para impedir outros casos de assédio. O fundo deve ficar em torno de US$ 90 milhões. Não ficou claro se o valor será somado ou extraído do montante da aquisição, concretizada por US$ 500 milhões. O fundo servirá para pagamento de uma denúncia coletiva aberta em dezembro por várias atrizes alegando que a empresa permitiu o comportamento predatório de Harvey Weinstein, um processo da ex-assistente pessoal do produtor, Sandeep Rehal, alegando que era forçada a facilitar os ataques do ex-chefe, tendo ela mesma sido vítima de assédio, e ações dos produtores Scott Lambert e Alexandra Milchan, que querem uma compensação pelo escândalo sexual ter cancelado uma série planejada para Amazon. Até mesmo a Lindt, fabricante suíça de chocolate, foi à justiça em busca de compensação pelo cancelamento de uma festa pós-Globo de Ouro, para a qual ela já tinha pago uma cota de patrocínio. E o recém-demitido David Glasser já ameaçou aumentar a pilha de processo, alegando rescisão injusta, retaliação, violação de contrato e difamação, de acordo com o site The Hollywood Reporter. O fim da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.
Homem que prestou queixa contra atriz de Melrose Place conta detalhes do suposto abuso
O site TMZ revelou os detalhes da acusação de abuso de menor contra a atriz Jamie Luner, que ficou conhecida pelo papel de Lexi Sterling na série “Melrose Place”. Quem acusa é Anthony Oliver, que tinha 16 anos quando o suposto abuso aconteceu em 1998. Ele conta que conheceu Luner por meio de seu irmão mais velho e, apesar de não ser ator, foi convidado para uma festa da atriz, onde alega que ela lhe serviu álcool e drogas antes de levá-lo a um quarto com uma terceira pessoa. Essa pessoa teria gravado um vídeo de Luner fazendo sexo oral nele. Atualmente com 38 anos, Anthony Oliver diz que demorou duas décadas para denunciar o caso porque sua mãe trabalhava na política. Agora, por aconselhamento de seu terapeuta, ele decidiu vir à público, por meio de uma denúncia criminal. Ele registrou uma queixa na polícia de Los Angeles. A assessoria de Luner nega veementemente as acusações.
Novos trailers de Jogador Nº 1 parecem comerciais de óculos de Realidade Virtual
A quantidade de óculos de VR (realidade virtual) vistos nos novos trailers de “Jogador Nº 1” (Ready Player One) é tão exagerada que surge um comercial. Não será surpresa se o filme for patrocinado por uma fabricante do equipamento. Confira abaixo. O filme que traz o diretor Steven Spielberg de volta à ficção científica é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline e se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual. Graças a tecnologia dos óculos VR, as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar nesse mundo digital. Mas Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que isso. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas no “jogo”, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop do final do século 20. Por conta disso, o filme é repleto de easter eggs, com citações de filmes, quadrinhos, músicas e videogames. O elenco ainda inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e T.J. Miller (“Deadpool”). “Jogador Nº1” estreia em 29 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Zachary Levy é flagrado com o uniforme de Shazam no set do novo filme de super-herói
Surgiram as primeiras imagens de Zachary Levy (série “Chuck”) vestindo o uniforme do herói Shazam. As fotos foram feitas à distância e não mostram muitos detalhes, mas apontam que o traje tem design bastante fiel aos quadrinhos. Além disso, pela decoração do set, revelam que a trama vai se passar no período do Natal. As filmagens começaram há um mês na Filadélfia, Estados Unidos. Segundo a descrição oficial do filme, “Billy Batson é um garoto de 14 anos que tem um super-herói dentro dele”. Basta gritar a palavra “Shazam” para se transformar no personagem. E o que ele faz com os super-poderes? O que todo garoto faria: se divertir. Mas ele precisará dominar esses poderes para poder lutar contra as forças mortais controladas por Dr. Thaddeus Silvana (ou Sivana, no texto original em inglês). O estúdio confirmou o ator Mark Strong (“Kingsman: O Círculo Dourado”) como o supervilão Dr. Silvana. Além dele e Zachary Levi como a versão adulta de Shazam, o elenco inclui Asher Angel (série “Andi Mack”) como Billy Batson, Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”) como Freddie Freeman, o Shazam Jr., Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) como Mary, antigamente conhecida como Mary Marvel, Ian Chen (série “Fresh Off the Boat”) como Pedro Choi, Jovan Armand (série “The Middle”) como Pedro Peña e Faithe Herman (série “This Is Us”) como Darla Dudley. Os três últimos são novidades do reboot mais recente dos quadrinhos do personagem e formam a atual família de irmãos adotivos de Billy – ao lado de Freddie e Mary, que antigamente costumava ser a única irmã (e gêmea) do herói. Cooper Andrews, conhecido por interpretar Jerry na série “The Walking Dead”, será o pai adotivo desse monte de crianças. “Shazam!” tem direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) e é o segundo filme na fila de estreias dos heróis da DC – após “Aquaman”, previsto para dezembro de 2018, e antes de “Mulher-Maravilha 2”, que chega em novembro do ano seguinte. A expectativa de lançamento é para 5 de abril de 2019.
Pôster de Fear the Walking Dead revela data de estreia da 4ª temporada
O canal pago AMC divulgou o pôster da 4ª temporada de “Fear the Walking Dead”, que revela a data de estreia dos novos episódios, ao mesmo tempo em que evoca o final da trama passada, após a explosão de uma represa causar uma enchente e separar Madison (Kim Dickens) de seus filhos. A imagem de uma mão se erguendo em meio à água alude a outros sobreviventes. Além do elenco original, que também inclui rank Dillane, Alycia Debnam-Carey, Colman Domingo e Danay Garcia, a nova temporada irá apresentar diversas novidades, entre elas o Morgan vivido por Lennie James, que fará transição de “The Walking Dead” para o spin-off, passando a integrar “Fear the Walking Dead”. E ele virá acompanhado por novos personagens vividos por Maggie Grace (de “Lost” e “Busca Frenética”), Garret Dillahunt (série “The Gifted”) e Jenna Elfman (série “Imaginary Mary”). Maggie Grace vive Althea, “alguém excepcionalmente qualificada para sobreviver neste mundo por causa de quem era antes do apocalipse”, adiantou o co-showrunner Ian Goldberg. Garret Dillahunt é John, “uma alma gentil e inocente, mas que não desconhece a violência”. E Jenna Elfman interpreta Naomi, “uma sobrevivente que tem uma ótima razão para manter as pessoas à distância”. “Mesmo assim, ela acabará desenvolvendo algumas conexões que a surpreenderão com a família de Madison, especialmente um vínculo com a Alicia”. As gravações da 4ª temporada aconteceram no Texas. O local representa uma mudança de locação da série, refletindo o que disse o vilão vivido por Ray McKinnon (da série “Sons of Anarchy”) a respeito de viajar para “o que restou de Houston”. Os novos episódios de “Fear the Walking Dead” estreiam em 15 de abril.












